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13 de janeiro de 2025

  • Referencial teórico realizado pela CCGL esclarece as relações entre os tipos de fibra e a qualidade do leite

    A CCGL, através do setor de Difusão de Tecnologias, realizou um referencial teórico que buscou compreender os tipos de fibra e suas relações com a produção de gordura e proteína do leite. O boletim retrata que, embora os ruminantes sejam biologicamente capazes de digerir alimentos com elevados teores de fibra no rúmen, esse nutriente pode se comportar de formas diferentes dependendo do ingrediente em que se origina, teor de lignina e até mesmo o tamanho da partícula. Uma vez que esses fatores impactam não somente a saúde do animal, mas também o potencial nutritivo do leite, impactando nos teores de gordura e proteína, se faz importante conhecer o tipo de fibra a ser utilizada na dieta para maximizar ganhos e, principalmente, visar à saúde animal.

    O boletim esclarece que, na nutrição animal, vários ingredientes podem ser excelentes fontes de fibra, porém, para se ofertar dietas balanceadas às vacas de leite, é necessário atender as exigências de fibras em detergente neutro (FDN), FDN de forragem (FDNf), FDN efetivo (FDNe) e FDN fisicamente efetivo (FDNfe).

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com a Cotrijuc e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Sombra para vacas leiteiras: essencial para bem-estar e produtividade no verão

    Com a chegada das altas temperaturas do verão, o cuidado com o bem-estar das vacas leiteiras torna-se ainda mais importante para evitar prejuízos econômicos e produtivos. Segundo Bruna Moura Quevedo, zootecnista e assistente técnica de campo da CCGL, o calor excessivo pode causar estresse térmico nos animais, gerando uma série de consequências negativas, como redução na produção de leite, menor consumo de alimentos e queda na fertilidade.

    “O estresse térmico traz impactos diretos na produtividade e na economia da propriedade leiteira. Por isso, é fundamental adotar medidas para mitigar esse problema”, explica Bruna.

    A sombra é uma das estratégias mais eficazes para proporcionar conforto térmico às vacas. Existem diferentes opções, que podem variar entre alternativas naturais, como árvores, e artificiais, como o uso de sombrite.

    “Os sombrites são muito utilizados e podem ser posicionados estrategicamente em áreas como a sala de espera, cochos, bebedouros e locais de descanso dos animais. Isso cria um ambiente mais agradável, contribuindo para o aumento do consumo de matéria seca e otimizando a produção de leite”, destaca a zootecnista.

    A criação de um ambiente favorável com sombra adequada não apenas melhora o desempenho dos animais, mas também favorece o manejo sustentável da propriedade, garantindo maior eficiência produtiva e econômica.

    Garantir o bem-estar animal não é apenas uma questão de cuidado com os rebanhos, mas também de assegurar a sustentabilidade e a lucratividade da produção leiteira. Em caso de dúvidas sobre a implementação de estruturas de sombra ou manejo adequado no verão, Bruna recomenda procurar o assistente técnico da sua região.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Mastite clínica e subclínica: Diferenças, sintomas e impactos na produção de leite

    A mastite é a doença com maior frequência e que acarreta maiores prejuízos nos rebanhos leiteiros, caracteriza-se como uma inflamação da glândula mamária das vacas, comumente causada por microrganismos. Para a Médica Veterinária, Zootecnista e Assistente Técnica de Campo da CCGL, Maiara Rodrigues Oliveira, entender as formas de manifestação dessa doença é essencial para garantir a saúde do rebanho e a qualidade do leite produzido. Ela explica que a mastite pode se apresentar de duas formas: clínica e subclínica, e cada uma delas tem características e implicações distintas.

    A mastite clínica é a forma mais visível da doença. Maiara explica que ela se caracteriza por alterações no leite, que podem ser observadas facilmente, como mudança de cor, presença de grumos ou alteração na consistência do produto. Além disso, o quarto mamário afetado também pode mostrar sinais de inflamação, como inchaço, calor e dor. Em casos mais graves, a vaca pode apresentar sintomas sistêmicos, como febre e mal-estar geral, o que compromete sua saúde de forma mais significativa.

    Já a mastite subclínica, como descreve Maiara, é mais difícil de identificar, pois não há alterações visíveis no leite ou no úbere da vaca. A detecção dessa forma de mastite é feita por meio de testes laboratoriais, que revelam um aumento na contagem de células somáticas (CCS) acima de 200.000 células/ml. Embora a mastite subclínica não cause alterações perceptíveis, ela reduz a produção de leite e altera a composição dos sólidos do leite, como a gordura, a proteína, a lactose e elementos minerais do leite, impactando a qualidade do produto sem que o produtor perceba imediatamente.

    “Tanto a mastite clínica, quanto a subclínica afetam negativamente o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras”, explica Maiara.

    A médica veterinária também destaca que a mastite pode ser classificada de acordo com a origem e a transmissão dos microrganismos. Na mastite contagiosa, o reservatório principal dos patógenos é o úbere de vacas infectadas, sendo transmitidos principalmente durante a ordenha. “A transmissão pode ocorrer, a partir de leite contaminado pelas mãos dos ordenhadores, pelas teteiras, por panos de uso múltiplo para secagem dos tetos e também através das moscas” explica Maiara.

    Já na mastite ambiental, os patógenos têm como reservatório principal o ambiente onde as vacas vivem e a transmissão ocorre quando o teto da vaca entra em contato com ambientes contaminados, como locais de permanência das vacas onde há acúmulos de barro, esterco e poças de água. “O manejo correto do ambiente é fundamental, seja para sistemas em pastejo ou em confinamento. Ressaltando que, alguns patógenos apresentam características de transmissão tanto contagiosa quanto ambiental”, pontua.

    Ela também alerta para o fato de que a transmissão de ambos os tipos de mastite pode ser acentuada através de um manejo incorreto dos procedimentos de ordenha, desuso ou mal uso do pré e pós-dipping, bem como um sistema de ordenha inadequado. “Um equipamento mal higienizado ou mal ajustado pode ser um fator agravante para a disseminação da doença”, acrescenta.

    Maiara enfatiza que a mastite é um problema complexo, e o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir os impactos na produção de leite. “É essencial que o produtor tenha um acompanhamento técnico adequado. O apoio dos técnicos da cooperativa é crucial para identificar a mastite, seja ela clínica ou subclínica, e adotar as melhores práticas de manejo”, recomenda. Com o diagnóstico correto, é possível melhorar a saúde do rebanho e a produção de leite, garantindo produtos de melhor qualidade e maior rendimento.

    Fonte: Comunicação CCGL