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15 de janeiro de 2025

  • Emissão da NF-e será obrigatória para produtores rurais

    A exigência para produtores rurais começa a valer neste ano, mas ainda não para todos: âmbito das operações e receita bruta impactam no prazo

    A obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais começará de forma escalonada: a partir de 2025, será exigida para aqueles com receita bruta superior a R$ 360 mil em 2023 e 2024, enquanto os demais produtores terão até janeiro de 2026 para se adequarem à nova regra.

    Essa mudança busca trazer mais transparência, segurança e controle às operações no setor. Além de documentar as transações, ela também serve para o recolhimento de eventuais taxas. Para emitir a NF-e, o produtor utilizará seu CPF e a inscrição estadual.

    Essa obrigatoriedade foi definida por um ajuste do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por meio do Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais (Sinief), publicado no final de 2024

    De olho nas regras 

    Com esta mudança, a obrigatoriedade da emissão da NF-e estará vigente a partir de 3 de fevereiro de 2025, nas operações internas praticadas pelo produtor rural que, nos anos de 2023 e 2024, obteve, em qualquer um dos períodos, receita bruta decorrente de atividade rural no valor superior a R$ 360.000,00.

    Já para os demais produtores, a exigência começa em 5 de janeiro de 2026. A emissão de NF-e é obrigatória para produtores, independentemente do faturamento, nas operações interestaduais. Com essa mudança, o uso da Nota Fiscal modelo 4 será proibido.

    No site do Sebrae, é possível encontrar cursos gratuitos sobre NF-e, em que o produtor irá aprender sobre as aplicações, emissão, benefícios e obrigações em relação à nota fiscal eletrônica e, claro, como registrar as movimentações com facilidade.

    Aplicativo Nota Fiscal Fácil

    aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) foi criado para simplificar a emissão de documentos fiscais por produtores rurais. Gratuito e fácil de usar, o app permite emitir as notas pelo celular, sem necessidade de certificado digital, atendendo operações dentro do estado.

    Disponível para download, o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) é um Regime Especial de alcance nacional, para a simplificação do processo de emissão de Documentos Fiscais eletrônicos (DF-e), pelos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produção de soja deve aumentar 15,4% em 2025, projeta IBGE

    Além da oleaginosa, são esperados aumentos para outras culturas, como milho, arroz e trigo

    A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 167,3 milhões de toneladas neste ano, aumento de 15,4% em relação a 2024, 22,348 milhões de toneladas a mais.

    Os dados são do terceiro Prognóstico para a Produção Agrícola de 2025, divulgado nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Além da soja, são esperados aumentos em 2025 para as seguintes culturas:

    • Milho 1ª safra (alta de 9,3% ou 2,124 milhões de toneladas a mais);
    • Milho 2ª safra (alta de 4,1% ou 3,736 milhões de toneladas a mais);
    • Arroz (8,1% ou 856,1 mil toneladas a mais);
    • Trigo (4,8% ou 360,7 mil toneladas a mais); e
    • Feijão 1ª safra (30,9% ou 276, 1 mil toneladas a mais)

    Já o algodão herbáceo em caroço deve ter safra praticamente estável em relação à de 2024, apenas 2,354 mil toneladas a mais.

    Em contrapartida, está prevista redução para a produção de sorgo, queda de 3,2% ou 127,668 mil toneladas a menos.

    Produção agrícola do país

    A produção agrícola brasileira deve somar 322,6 milhões de toneladas em 2025, 29,9 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 10,2%.

    Se confirmada, a safra 2025 marcará novo volume recorde, superando o ápice de 315,386 milhões de toneladas visto em 2023.

    “Esse crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio”, diz o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Guedes, em nota.

    Segundo ele, os produtores conseguiram recuperar este atraso, utilizando-se de alta tecnologia. “Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Novo zoneamento de risco climático para canola é lançado pelo Ministério da Agricultura

    Em 2024, foram cultivados quase 190 mil hectares com a cultura que, no Brasil, é destinada inteiramente à produção de óleo comestível

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (14), a atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola.

    Trata-se de uma oleaginosa em expansão no Brasil. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), em 2024, cultivou-se no país 186.240 hectares. A principal zona de produção é o Rio Grande do Sul, seguida pelo Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Distrito Federal.

    De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo Gilberto Cunha, o movimento dessa cultura rumo à região tropical pode ser feito com melhor embasamento técnico se levado em consideração o novo Zarc da canola no Brasil.

    Óleo de canola

    A totalidade da produção e grãos de canola no Brasil é direcionada para a produção de óleo comestível, que é o seu subproduto mais nobre. O óleo de canola apresenta propriedades de elevado valor nutricional, considerado entre os melhores óleos vegetais para o consumo humano.

    A Embrapa destaca que ele também pode ser utilizado para a produção de biocombustível, semelhante ao que é praticado em vários países da Europa, ou ainda, ser utilizado para diversos outros fins na indústria.

    “No esmagamento do grão de canola, sobra o subproduto que é utilizado como farelo para a composição de rações usadas na produção animal. Na escala mundial, a canola é a terceira maior oleaginosa, perdendo, em produção, apenas para as palmáceas e para a soja, seu concorrente direto em termos de grãos produtores de óleo”, destaca a entidade.

    Em relação à soja, a canola tem a vantagem de produzir o dobro de óleo por hectare, já que o grão é composto de, aproximadamente, 40% de óleo, enquanto no grão de soja o teor de óleo oscila ao redor de 20%.

    Ideal para rotação de culturas

    Em nota, o Mapa ressalta que a canola se diferencia das principais espécies produtoras de grãos, que, em geral, são gramíneas ou leguminosas, por ser uma brássica.

    “Além de ter sistema radicular pivotante, contribuindo no condicionamento físico do solo, a sua inserção em sistemas de produção de grãos, auxilia na quebra do ciclo de doenças, especialmente aquelas que possuem fases associadas aos restos culturais ou ao solo”, diz a nota.

    Assim, a canola constitui-se em uma alternativa para compor sistemas de rotação de culturas, necessários para estabilidade e/ou aumento da produtividade de grãos nos cultivos de inverno no Brasil. Por ser uma espécie de inverno, não compete pela mesma estação de crescimento com a soja, a cultura produtora de grãos mais importante.

    Zarc para canola

    O primeiro Zarc para a canola foi publicado em 2008, com indicação de cultivo no Rio Grande do Sul, exclusivamente para o sistema sequeiro. Depois foram estendidos os resultados para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

    Em 2021, o Zoneamento da canola foi reavaliado, incluindo o sistema irrigado como alternativa para os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, caso do Oeste Baiano e, em 2024, o Zarc da canola, sistemas sequeiro e irrigado, foi elaborado dentro dos padrões da nova sistemática de avaliação da disponibilidade de água nos solos (6 classes), igualmente como é feito com a soja desde 2023, em vez da tipificação genérica dos solos 1, 2 e 3.

    Segundo o agrometeorologista da Embrapa, o novo Zarc canola, sistemas sequeiro e irrigado, além dos riscos de geada no estabelecimento e na floração, contemplou o risco de seca em função de cada solo que a lavoura será cultivada.

    “Foram identificados municípios e épocas de semeadura preferenciais para o cultivo de canola, com probabilidades de perdas de rendimento de grãos devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos inferiores a 20%, 30% e 40%“, diz a nota da empresa nacional de pesquisa.

    Aplicativo Plantio Certo

    O Zoneamento de Risco Climático para a cultura da canola pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo (Android e iOS), desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos.

    Os resultados do Zarc também podem ser consultados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/