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3 de julho de 2025

  • Silagem ensacada de milho: usar inoculante é investimento certo para pecuaristas

    Especialista alerta para os riscos da silagem sem inoculante, especialmente no sistema ensacado, e garante: “É essencial para manter qualidade e evitar perdas”.

     

    A silagem de milho ensacada tem ganhado espaço entre os pecuaristas pela praticidade, mas ela exige cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento fornecido ao gado.

    Um deles é o uso do inoculante, tema abordado no quadro Giro do Boi Responde, exibido na quarta-feira (2) no programa Giro do Boi, em resposta à dúvida do produtor Clenilton Brilhante, de Xinguara (PA).

    Com mais de 40 anos de experiência, o zootecnista Edson Poppi foi direto: “Indico sim. É muito importante”.

    Segundo ele, o inoculante é ainda mais necessário na silagem ensacada por conta do maior risco de entrada de oxigênio, o que pode comprometer a fermentação e aumentar perdas nutricionais.

    Riscos do ar e vantagens do inoculante

    Poppi explicou que, ao contrário do silo trincheira bem compactado, o sistema ensacado está mais exposto a pequenas falhas na vedação.

    Você está ensacando o material e a entrada de ar é praticamente inevitável”, reforçou.

    Isso torna o ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.

    inoculante certo ajuda a acelerar o abaixamento do pH, garantindo uma fermentação eficiente e controlada.

    O resultado? Menor risco de esquentamento, mofo e deterioração da silagem, o que mantém o valor nutritivo e evita prejuízos.

    Mais valor no mercado e confiança no produto

    Para quem comercializa silagem, o inoculante também agrega valor. Uma silagem estável, nutritiva e bem conservada se destaca no mercado e transmite mais confiança ao comprador.

    “É um diferencial competitivo, principalmente quando falamos de silagem ensacada, que é mais sensível”, afirma Poppi.

    Além disso, o custo do inoculante é pequeno diante do ganho em qualidade e da redução nas perdas.

    Cuidado na escolha do produto

    Nem todo inoculante é igual, alerta Poppi. “Procure sempre por marcas de empresas idôneas e com tradição no mercado”, orienta.

    Isso garante um produto confiável e resultados consistentes no campo. Ele também reforça que o uso do aditivo não substitui os cuidados com compactação e vedação, mas sim complementa o processo.

    Vedação mal feita, saco furado e higiene precária podem colocar tudo a perder. Por isso, o inoculante atua como uma “segurança extra” no sistema ensacado.

    Resultado no cocho: mais produtividade e saúde para o rebanho

    Uma silagem com fermentação bem conduzida melhora a eficiência alimentar dos animais, reduz distúrbios digestivos e impacta diretamente na produtividade, tanto na engorda quanto na produção de leite.

    Segundo Poppi, o produtor que usa inoculante de forma correta vê o retorno na ponta do lápis — e também no desempenho do gado.

    “Com inoculante, você tem um produto que não esquenta, não mofa e mantém seu valor nutritivo. É essencial para quem quer garantir resultado, seja para uso próprio ou para comercialização”, finaliza o zootecnista.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Antecipação e reforço chaves para o controle eficiente de doenças do milho

    O milho é um cereal estratégico para o Brasil, sendo a segunda maior cultura agrícola do país. O incremento das áreas irrigadas e cultivos sucessivos de milho na mesma área, no entanto, criam condições ideais para o desenvolvimento de várias doenças, principalmente aquelas causadas por fungos necrotróficos.

    Tradicionalmente, a recomendação era iniciar a aplicação de fungicidas em estádios mais avançados da planta, como V10 (décima folha visível) ou até mesmo na fase reprodutiva (R1). Nos últimos anos, ensaios de campo e pesquisas agronômicas têm demonstrado que iniciar o manejo com aplicações precoces (V4-V6) traz melhor desempenho no controle de doenças e ganho de produtividade.

    Com isso, evidenciou-se a necessidade de estratégias de manejo mais adequadas e baseadas em informações consistentes, capazes de reduzir a incidência de doenças foliares. A Rede Técnica Cooperativa (RTC) realizou um estudo com o objetivo avaliar os efeitos da antecipação da aplicação de fungicidas no milho e os impactos da inclusão de reforços no programa de manejo, por meio do uso complementar de fungicidas multissítios, biofungicidas e indutores de resistência, visando melhorar a eficiência no controle de doenças.

    O ensaio foi conduzido no campo experimental da CCGL, em Cruz Alta. Foram realizadas aplicações de fungicidas no perfilhamento e no emborrachamento do trigo em todos os tratamentos e na testemunha. As avaliações de giberela foram realizadas através da coleta manual de 100 espigas por parcela experimental.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul tem novo recorde

    Mais de quatro milhões de pessoas no estado são associadas a cooperativas que, juntas, geram quase 80 mil empregos

    O desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul foi positivo em 2024, com novo recorde de faturamento, informou o Sistema Ocergs em coletiva desta terça-feira (1).

    O crescimento em comparação a 2023 foi de 8,4%, chegando a R$ 93,2 bilhões. Em sobras aos cooperados, foram distribuídos mais de R$ 5 bilhões no ano passado.

    O levantamento leva em consideração dados como faturamento, sobras, patrimônio e ativos referentes a cada um dos ramos de atuação das mais de 370 cooperativas gaúchas.

    “Nós ultrapassamos todas as nossas expectativas, mas foi fruto de um trabalho de muita resiliência, de muita profissionalização, de buscar share de mercado, de buscar outras alternativas econômicas quando o grão não deu mais viabilidade porque não tinha mais volume. Essas alternativas todas conseguiram fazer esse crescimento do cooperativismo”, declarou o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann.

    No Rio Grande do Sul são mais de quatro milhões de pessoas associadas a cooperativas, quase 1/3 da população do estado. Juntas, geram mais de 78 mil empregos, sendo que a agropecuária, com 93 cooperativas, responde por importante fatia do total de receita e também de vagas geradas.

    Em 2024, esse segmento ligado ao agro movimentou quase R$ 50 bilhões, alta de 2,4% ante o período anterior. Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas pelas perdas na safra de grãos, a produção de proteína animal e o arroz ajudaram a puxar a alta.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/