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ago 25 2025 Mercado de fertilizantes mostra valorização da ureia
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento
O mercado brasileiro de fertilizantes registrou movimentos distintos nesta semana, com alta nos preços da Ureia, estabilidade no map e leve queda no Cloreto de potássio. Segundo informações da StoneX, a dinâmica global de oferta e demanda da Ureia permanece apertada, o que tem impulsionado as cotações em diversos países, incluindo o Brasil.
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento. As relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP atingiram um dos piores patamares dos últimos anos, o que desestimula a demanda interna. Nesse cenário, os preços CFR do produto permaneceram estáveis, refletindo um mercado mais retraído e com baixa liquidez.
Já para o cloreto de potássio, houve uma pequena redução nas cotações CFR. A queda está relacionada à menor procura por parte do mercado brasileiro, que atualmente demonstra um comportamento mais cauteloso em relação às compras. Esse movimento indica que os compradores estão esperando melhores condições para retomar negociações de maior volume.
Com esse cenário, o mercado de fertilizantes no Brasil segue sob influência tanto de fatores globais, como a restrição de oferta da ureia, quanto locais, como a fragilidade da demanda por MAP e potássicos. A tendência para os próximos meses dependerá do ritmo de compras do agronegócio e das movimentações no cenário internacional de suprimentos.
“Os preços CFR da ureia aumentaram novamente no mercado brasileiro. A dinâmica entre a oferta e a demanda está apertada no mercado global de ureia, e isso tem elevado os preços em diversos países, como o Brasil. No segmento de fosfatados, as negociações estão lentas, pois as relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP estão nos piores níveis dos últimos anos. Nesse cenário, as cotações CFR do MAP permaneceram estáveis. Por fim, houve uma pequena queda para os preços do cloreto de potássio, pois a demanda brasileira está relativamente enfraquecida no momento”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
ago 25 2025 Temperaturas amenas e maior radiação solar beneficiam lavouras de trigo
As lavouras de trigo apresentam evolução satisfatória, beneficiada por boa disponibilidade hídrica no solo, temperaturas amenas e maior incidência de radiação solar nas últimas semanas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21/08), a maioria das lavouras encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo (92%), com avanço gradual para alongamento do colmo e início de florescimento (8%) em algumas regiões, especialmente a Oeste do Estado.
As plantas apresentam coloração verde intensa, folhas bem expandidas e apropriada densidade de estande, indicando desempenho adequado. As condições atuais favorecem o perfilhamento e a manutenção da sanidade, embora haja registros pontuais de oídio e manchas foliares em áreas suscetíveis, já sob manejo preventivo com fungicidas.
De modo geral, a expectativa de rendimento segue positiva, especialmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. Entretanto, em regiões com lavouras de menor investimento, persistem estandes desuniformes e ocorrência de plantas invasoras de folhas estreitas, que exigem controle mais oneroso.
A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia Branca
A cultura da aveia branca apresenta desenvolvimento satisfatório, beneficiado pelas condições climáticas das últimas semanas – temperaturas amenas, radiação solar adequada e precipitações moderadas. Em termos gerais, as lavouras encontram-se em estádios que variam do perfilhamento ao enchimento de grãos, mas predominam áreas em fase reprodutiva. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.
Canola
A canola apresenta desenvolvimento heterogêneo, refletindo tanto as diferenças no período de implantação das lavouras quanto os impactos localizados de adversidades climáticas, como geadas em julho e precipitações excessivas no momento do plantio em algumas áreas. Apesar das perdas pontuais, a expectativa de safra é considerada positiva, com manutenção do potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Cevada
A cultura da cevada apresenta desempenho elevado, favorecida pelas condições climáticas recentes, como temperaturas amenas e disponibilidade hídrica e radiação solar adequadas. Esses fatores têm contribuído para a uniformização dos estandes, para a boa coloração e desenvolvimento equilibrado, criando cenário positivo para a manutenção do potencial produtivo.
Milho
O início da Safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, e a implantação das lavouras tem sido conduzida em conformidade com as condições climáticas vigentes e em observância às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. Porém, a semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas.
As condições observadas recentemente – tempo seco, insolação e a elevação gradual das temperaturas do solo – têm favorecido o avanço da semeadura, criando ambiente adequado para o estabelecimento inicial das plantas. De forma preliminar, observa-se tendência de expansão da área cultivada em relação à safra anterior, movimento impulsionado pelos resultados satisfatórios alcançados na última safra, pelos programas estatais de fomento, pela necessidade de rotação de culturas e pela adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação dos efeitos da variabilidade climática, registrada nos últimos anos.
A produtividade estadual do milho, segundo o IBGE da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares. A Emater/RS-Ascar está em processo de levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo do trigo e demais das culturas de verão. As informações consolidadas serão divulgadas no início de setembro (02/09), durante a 48ª Expointer, em Esteio.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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ago 25 2025 Projeções da Agrymet indicam geada tardia e risco de chuvas abaixo da média no RS
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) divulgou nesta quinta-feira, 21, mais uma edição do Climacast, quadro de projeções climáticas em parceria com a Agrymet. A CEO e cofundadora da Agrymet, Barbara Sentelhas, traz um panorama detalhado da previsão do tempo e das projeções climáticas para os próximos meses nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul.
Segundo Barbara, os próximos dias ainda serão de estabilidade no estado, mas uma frente fria avança a partir de 24 de agosto, trazendo chuvas generalizadas. Os volumes devem variar entre 40 e 60 mm, principalmente na faixa central e sul do estado, com menor intensidade no extremo oeste e extremo sul.
Antes da frente fria, no dia 22, os gaúchos enfrentarão temperaturas elevadas, com máximas acima de 34°C em algumas áreas, devido à massa de ar quente vinda do norte da Argentina e Paraguai. “É aquele calorão característico que antecede a entrada de uma massa de ar polar”, destacou Barbara.
Frio intenso e geada tardia
Com a virada do tempo, a expectativa é de queda brusca nas temperaturas. Na madrugada do dia 23 para 24 de agosto, os termômetros devem registrar mínimas próximas a 2°C no sul do estado, favorecendo a formação de geada.
O frio se intensifica na madrugada do dia 25, quando há risco de geada em praticamente todo o território gaúcho, com temperaturas próximas de 0°C. Segundo Barbara, trata-se de uma geada tardia, que exige atenção especial do setor produtivo.
Apesar das oscilações de chuva ao longo do inverno, o armazenamento de água no solo continua em níveis satisfatórios, próximos a 100% em grande parte do estado. Para os próximos 30 dias, a projeção é de manutenção dessa condição, com redução mais significativa apenas no noroeste e norte gaúcho, onde o armazenamento pode cair para a faixa de 40% a 60%.
No cenário global, o monitoramento do El Niño–Oscilação Sul ainda indica neutralidade, com anomalias negativas no Pacífico Equatorial. O modelo do NOAA aponta possibilidade de início de uma La Niña fraca entre outubro e dezembro, enquanto o modelo europeu (ECMWF) mantém maior tendência de neutralidade.
Embora não haja confirmação de uma La Niña, Barbara alerta que o resfriamento do oceano pode impactar o regime de chuvas no Sul do Brasil: “O Rio Grande do Sul é muito sensível a essas oscilações oceânicas. Mesmo sem uma La Niña consolidada, o resfriamento do Pacífico pode trazer chuvas abaixo da média durante a primavera e o verão”, explicou.
Os dois principais modelos climáticos analisados (NOAA e ECMWF) convergem para um cenário de chuvas abaixo da média no RS, com destaque para a faixa centro-norte do estado. As anomalias podem variar de -50 a -100 mm no acumulado trimestral.
Além disso, a tendência é de temperaturas ligeiramente acima da média, entre 0,5°C e 1°C acima do normal, indicando uma primavera mais seca e quente.
Barbara reforçou a importância de acompanhar tanto as projeções climáticas quanto a previsão do tempo para o planejamento agrícola: “As projeções nos dão tendências, mas é a previsão do tempo que orienta as decisões do dia a dia. Por isso, seguimos com esse monitoramento constante pelo Climacast e pelo aplicativo SmartCoop”.
Fonte: https://rtc.coop.br/