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outubro 2025

  • Plantio da soja é aberto no Estado com expectativa de produção maior que o ano passado

    O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participou, nesta sexta-feira (03/10), da 15ª Abertura Oficial do Plantio da Soja no Rio Grande do Sul, no município de Júlio de Castilhos, na região Central. A estimativa da safra de verão 2025/26 é de 21,4 milhões de toneladas de soja, segundo dados da Emater/RS-Ascar, um aumento de 57,14% a mais do que na safra passada, que foi de 13.643.936 toneladas do grão. O secretário da Casa Civil, Artur Lemos, também esteve presente.

    De acordo com esta projeção, o Estado cultivará uma área de 6,74 milhões de hectares, uma redução de 0,80% na área plantada. A estimativa de produção depende também das condições climáticas do Rio Grande do Sul.

    O secretário Brum destacou a força e a resiliência dos produtores gaúchos, que enfrentam as adversidades climáticas no campo para produzir. “Para esta safra, temos a expectativa de uma recuperação da produtividade e de um desempenho mais positivo, apoiado por condições climáticas mais favoráveis e pela dedicação incansável de homens e mulheres. Se os números se confirmarem, e o clima ajudar, a produção de soja pode voltar a colocar o Rio Grande do Sul em destaque nacional na produção do grão”, enfatizou.

    Segundo dados da Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025 (RAG), publicação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os municípios maiores produtores no cultivo irrigado são São Borja, Cruz Alta, São Luiz Gonzaga, Santa Bárbara do Sul e Boa Vista do Cadeado. Já no cultivo de sequeiro, se destacam os municípios Palmeira das Missões, Dom Pedrito, Vacaria, Cachoeira do Sul e São Gabriel.

    No ano de 2024, o Rio Grande do Sul exportou produtos do complexo soja para 50 países, gerando US$ 6,33 bilhões, sendo o estado o terceiro maior exportador de produtos do complexo soja do país, segundo a RAG. A China é o principal destino desta cultura, adquirindo 56% das exportações gaúcha, seguido por Irã (7,2%), Coréia do Sul e Índia (3,7% cada um) e Iraque (3,1%).

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Cor das plantas indica saúde e produtividade das lavouras

    O efeito ocorre porque nutrientes essenciais influenciam a síntese de pigmentos

    A coloração das plantas vai muito além do aspecto visual, funcionando como um indicativo direto da saúde e do desenvolvimento das culturas, refletindo nutrição, equilíbrio de minerais e eficiência da fotossíntese. Segundo Luis Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho dos frutos e até tons específicos em flores, sem alterar a genética das plantas.

    “Quando falamos em nutrição vegetal, não pensamos apenas no crescimento ou na produtividade, mas também na coloração das folhas, flores e frutos. Fertilizantes bem formulados e aplicados corretamente podem intensificar o verde das folhas, o vermelho de frutos e até mesmo tons específicos em flores, sem alterar a genética da planta”, explica.

    O efeito ocorre porque nutrientes essenciais influenciam a síntese de pigmentos vegetais: o nitrogênio está ligado à produção de clorofila, responsável pelo verde intenso das folhas, enquanto fósforo e potássio podem realçar cores de flores e frutos. Schiavo ressalta que a escolha do fertilizante certo, aliada a acompanhamento técnico, impacta diretamente na aparência, produtividade e resistência das culturas a pragas.

    A nutrição foliar, aplicada diretamente nas folhas, permite corrigir deficiências rapidamente e ajustar a coloração em momentos estratégicos do ciclo de cultivo. Além disso, tecnologias de aplicação de precisão e produtos biológicos complementares potencializam os efeitos da nutrição, intensificando cores naturais sem causar danos às plantas.

    “Fertilizantes bem escolhidos e aplicados com tecnologia apropriada não apenas promovem crescimento e produtividade, mas também influenciam positivamente a estética das plantas, oferecendo aos produtores mais controle sobre a qualidade de suas lavouras”, finaliza o CEO da Naval Fertilizantes.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Criando a vaca do futuro: práticas essenciais para a criação de bezerras

    O futuro da produção leiteira começa muito antes da vaca entrar em lactação. Esse foi o tema central do episódio mais recente do podcast RTC/CCGL, que trouxe uma conversa rica e prática sobre a importância do cuidado em todas as fases da vida da bezerra. Participaram do bate-papo Renan Faccio, Especialista em Nutrição e Produção de Forragens da CCGL; Jaqueline Alchieri, Assistente Técnica de Campo da CCGL; e Taiane Gayer, Médica Veterinária da Cotrijal.

    Segundo os especialistas, o desempenho futuro da bezerra já começa a ser influenciado durante a gestação da bezerra, no útero da mãe, a Nutrição da vaca, manejo no período seco, estresse térmico e protocolos de vacinação impactam diretamente na saúde e vigor do animal ao nascer e na quantidade e qualidade do colostro.

    “Tudo que acontece com a mãe durante a gestação afeta o potencial genético da bezerra”, destacou Renan Faccio, lembrando que cada detalhe conta para que o animal expresse ao máximo sua capacidade produtiva.

    No momento do parto, atenção redobrada. O auxílio ao parto deve ser realizado apenas quando necessário, além de ser extremamente importante ter um ambiente adequado para o parto, estes fatores são fundamentais para garantir um nascimento saudável. Após o parto, os primeiros passos incluem a cura correta do umbigo, a pesagem da bezerra e a oferta de colostro, este deve ser ofertado em quantidade ideal(10% peso vivo) e qualidade (25% brix e menos de 100 Contagem bacteriana), em até duas horas após o nascimento.

    “Não é só quantidade: a higiene dos utensílios e a qualidade microbiológica do colostro são determinantes para que os anticorpos realmente sejam absorvidos”, reforçou Jaqueline Alchieri.

    O colostro segue sendo um dos temas centrais na criação de bezerras. Além da primeira mamada, os especialistas destacaram a importância do leite de transição, que contém nutrientes e compostos que fortalecem a imunidade e reduzem a incidência de diarréias e pneumonias.

    Para a médica veterinária Taiane Gayer, esse manejo simples, aliado à prevenção de doenças e ao acompanhamento técnico, evita perdas e melhora o desempenho futuro das novilhas: “A diarreia, por exemplo, muitas vezes não mata pela bactéria em si, mas pela desidratação. Hidratação deve ser sempre a primeira medida de tratamento”.

    O monitoramento do ganho médio diário (GMD) foi apontado como métrica essencial para medir a eficiência do manejo. O objetivo, conforme os especialistas, é que as bezerras atinjam acima de 900 g/dia até os 60 dias de vida, garantindo desenvolvimento adequado e preparo para a primeira lactação.

    Nesse processo, a tecnologia também é aliada. A plataforma Smartcoop, disponível gratuitamente para os associados, permite registrar dados de nascimento, colostragem, ganho de peso e ocorrência de doenças, gerando informações estratégicas para decisões no campo.

    Ao longo do episódio, ficou evidente que cada etapa, da gestação ao aleitamento, é decisiva para a rentabilidade futura da propriedade. Como reforçou Renan Faccio, cuidar bem das terneiras é cuidar da sustentabilidade da cadeia produtiva: “A vaca do futuro começa a ser construída hoje, com atenção e manejo adequado desde os primeiros momentos de vida”.

    O episódio completo de “A vaca do futuro: estratégias na criação de bezerras” está disponível no YouTube e no Spotify da Rede Técnica Cooperativa.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja

    A safra de soja 2025/26 começa agora

     

    O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

    Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

    A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

    Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

    Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Tempo seco e luminosidade favorecem desenvolvimento do trigo no estado

    40% das lavouras estão em enchimento de grãos

     

    O cenário da safra do trigo no Rio Grande do Sul permanece favorável, e as lavouras apresentam elevado potencial produtivo. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (2/10), do total implantado no Estado, 13% está em desenvolvimento vegetativo, 37% em floração, 40% das lavouras em enchimento de grãos e 10% em maturação. O avanço das áreas para maturação demonstra o elevado potencial produtivo nesta safra, mas ainda dependem do clima até o final do ciclo para confirmação.

    O tempo seco e a luminosidade proporcionaram ambiente favorável ao desenvolvimento das lavouras, que se encontram em fases reprodutivas críticas, como a floração e o enchimento de grãos. Esses fatores também promoveram a aceleração da maturação fisiológica das espigas nas áreas implantadas mais precocemente, contribuindo para maior uniformidade do ciclo e potencial de acúmulo de matéria seca nos grãos.

    O manejo fitossanitário foi intensificado, principalmente de forma preventiva em áreas com histórico de doenças fúngicas. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

    Aveia branca 
    Os produtores aceleraram a colheita de aveia-branca no período, antes da ocorrência de chuvas, e garantiram produtividades muito satisfatórias, acima de 3.000 kg/ha em algumas regiões. Contudo, no Noroeste, a irregularidade da emergência impactou parte da produção. As áreas colhidas têm sido liberadas para o cultivo de verão. De modo geral, as lavouras mantêm desenvolvimento e condições fitossanitárias adequados, embora haja registros pontuais de doenças fúngicas, controladas por aplicações de fungicidas.

    Canola  
    A safra de canola, no Rio Grande do Sul, se desenvolve de forma satisfatória, e os rendimentos devem ser muito bons, especialmente nas lavouras de maior nível tecnológico. O aumento de preço da cultura, com valores superiores aos da soja, também anima os agricultores. Os cultivos se aproximam do final do ciclo, e a maioria das lavouras estão em estádios de enchimento de grãos e maturação.

    Em relação à sanidade das lavouras, há baixa incidência de pragas e doenças na cultura. Contudo, os produtores seguem realizando o manejo preventivo de fungicidas com inseticidas nas áreas em florescimento e em formação de síliquas, para minimizar os custos de produção. A Emater projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg/ha.

    Cevada
    As lavouras de cevada se desenvolvem adequadamente no estado, especialmente no Planalto, onde se concentra a maior parte da produção. O tempo seco e a boa luminosidade no período favoreceram a maturação das lavouras próximas do ponto de colheita.

    As perspectivas de rendimento permanecem positivas, especialmente nos cultivos conduzidos com maior nível tecnológico, destinados à produção de malte.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?

    Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo

    O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

    O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

    “Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

    Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Primavera começa com La Niña e exige atenção do campo

    A estiagem prevista compromete a umidade do solo

    A chegada da primavera no sul do Brasil deve ocorrer sob a influência do fenômeno La Niña, que aumenta a chance de chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, segundo a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI. O cenário acende alerta para produtores rurais, já que tanto a colheita de trigo quanto o plantio da safra de verão, como soja e milho, podem ser afetados.

    A estiagem prevista compromete a umidade do solo, podendo atrasar o plantio de verão e reduzir a qualidade dos grãos de trigo ainda em campo. Para enfrentar o período, a especialista recomenda acompanhamento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo que reduzam os impactos da falta de chuva.

    “O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

    No setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que prejudicam a saúde animal. Entre as medidas preventivas indicadas estão o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de irrigação, sementes resistentes ao déficit hídrico e estratégias de manejo integrado de pragas.

    “Apesar dos desafios, o produtor pode transformar este período em oportunidade se planejar o plantio de acordo com as condições climáticas e adotar práticas sustentáveis. A resiliência é uma marca do agronegócio do Sul, e a primavera é um momento estratégico para confirmar isso”, completa Maquiel Vidal.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/