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nov 06 2025 Com assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc, tambo de leite em Aceguá cresce 439%
Em meio a uma das piores secas dos últimos anos no Rio Grande do Sul, o casal Marciéle Lopes e Theo Cezar Mota, de Colônia Nova, em Aceguá/RS, viu na atividade leiteira uma nova oportunidade de futuro. O que começou como uma alternativa em um momento difícil se transformou em um case de sucesso, impulsionado pela parceria com a assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc.
Em 2022, o casal decidiu construir a casa da família e arrendar os campos da propriedade dos pais de Marciéle, onde até então criavam ovelhas e terneiros. No ano seguinte, a estiagem severa mudou completamente o cenário.
“Os gastos com a produção aumentaram e o valor da venda dos nossos animais caiu. Foi então que dei a ideia de iniciarmos na atividade leiteira, que sempre fez parte da história da minha família e pela qual tenho um grande carinho”, relembra Marciéle.
Theo admite que, no início, teve receio de investir em uma nova atividade. “Fui bastante resistente, com medo dos gastos e de não dar certo. Mas, pela necessidade de reverter nossa situação, aceitamos o desafio e começamos nossa obra”, conta.
Com poucos recursos, o casal literalmente colocou a mão na massa: “Saímos em alguns tambos para ver como poderíamos montar uma sala de ordenha rápida, funcional e barata. Nós mesmos construímos tudo: éramos pedreiros e carpinteiros. Levamos três meses para terminar e começamos com seis vacas em lactação.”
“A técnica da CCGL, Maiara, chegou para somar, disposta a nos ajudar quando tínhamos apenas 100 litros por dia. Desde então, passou a fazer parte de todo o nosso crescimento. Temos 100% de confiança e admiração pelo trabalho dela”, destacam.
O acompanhamento técnico da CCGL começou oficialmente em abril de 2024, marcando o início de uma virada na propriedade. Com o apoio da técnica da CCGL, Marciéle e Theo implementaram ajustes importantes, especialmente na nutrição dos animais, no planejamento de pastagens e silagem e na organização do manejo, pontos que, segundo eles, fizeram toda a diferença. “A parte da nutrição foi nossa maior dificuldade. Foi ali que vimos o quanto é necessária a assistência técnica”, explica Theo.
Os resultados apareceram com o tempo. Quando iniciou o acompanhamento técnico, em abril de 2024, a produção mensal era de 3.431 litros. Um ano e meio depois, em outubro de 2025, o volume chegou a 18.500 litros, com meta de alcançar 22 mil litros até dezembro de 2025 — um crescimento de aproximadamente 439%.
Além do aumento de produtividade, o casal destaca que a renda familiar também se transformou. “Mesmo o Theo exercendo outra profissão, hoje a leitaria é nossa principal fonte de remuneração. Conseguimos adquirir várias coisas com o dinheiro do leite”, comemora Marciéle.
Mais do que resultados econômicos, o casal afirma que a parceria com a CCGL trouxe motivação e propósito para o negócio. “Quando começamos a vender para a CCGL e tivemos todo o amparo técnico, percebemos que a empresa acreditava em nosso potencial. Isso nos deu um gás enorme. Queremos seguir crescendo, melhorando a genética, a estrutura e, principalmente, incentivando nossos filhos a permanecer na atividade”, afirmam.
Para eles, o modelo cooperativo é essencial para o desenvolvimento do setor leiteiro gaúcho. “A CCGL traz um novo ciclo de produtores que crescem junto com a empresa. Isso movimenta a economia local e beneficia toda a comunidade.”
Os próximos passos da família incluem o melhoramento genético do rebanho, benfeitorias na estrutura e investimentos no bem-estar animal, visando aumentar a produtividade por vaca e facilitar o manejo da propriedade.
E, para outros produtores que ainda não participam do programa de assistência técnica da CCGL, o casal deixa um conselho: “Dificuldades existem em todos os setores, mas é essencial escolher uma empresa que caminhe ao seu lado e permita crescer. A CCGL fez isso por nós.”
Desde o início da atividade, a família entrega o leite para a CCGL via Camal Cotrijuc e a médica veterinária Patrícia Fonseca, ATV da Produção Animal da cooperativa, também acompanha a evolução da propriedade, auxiliando principalmente no manejo das pastagens para garantir uma boa oferta de alimentação para o rebanho leiteiro. “É a soma de várias pessoas”, acrescenta Marciéle, se referindo aos resultados alcançados.
*Com informações da RTC/CCGL
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nov 06 2025 Produtores gaúchos adubam áreas e ampliam pastejo
Clima favorece início das pastagens de verão no Rio Grande do Sul
A qualidade das pastagens anuais de inverno tem diminuído em diversas regiões do Rio Grande do Sul devido ao aumento do teor de fibras. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), essas áreas estão sendo dessecadas para a semeadura da soja e para o estabelecimento das pastagens anuais de verão, que se encontram em fase inicial de desenvolvimento. De acordo com o documento, a umidade do solo e as temperaturas amenas têm favorecido o crescimento dessas novas lavouras.
“As espécies perenes de verão estão em fase inicial de pastejo”, informa o boletim. O texto também destaca que o rebrote das pastagens, anteriormente limitado pela falta de chuvas, tem aumentado, ampliando a oferta de alimento e permitindo a transição dos rebanhos. O campo nativo apresenta recuperação gradativa, e na integração lavoura-pecuária (ILP), parte das áreas foi liberada para o cultivo de soja.
Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, os trabalhos de semeadura de capim-sudão, milheto e sorgo forrageiro seguem em andamento. Segundo a Emater, “as chuvas regulares garantiram germinação uniforme e desenvolvimento inicial adequado das plantas”. Áreas semeadas no final de setembro já se aproximam do ponto de pastejo, embora o frio recente tenha retardado o crescimento. Em São Gabriel, produtores realizaram adubação em pastagens perenes de verão com o objetivo de antecipar o pastejo ou aumentar a lotação.
Na Campanha, o ritmo das semeaduras foi mais lento devido à menor umidade no solo e à ação dos ventos, que intensificaram a perda de água. Em Hulha Negra, a fenação das pastagens de trevo apresentou “excelente produtividade e alta qualidade do feno”, segundo relatos de produtores locais.
Em Caxias do Sul, o trigo de duplo propósito ainda oferece pastejo, mas a maioria dos agricultores retirou os animais para confeccionar silagem. Já em Erechim, a oferta de campo nativo foi considerada normal, especialmente nas áreas melhoradas. As espécies anuais de verão apresentaram germinação adequada, e o azevém e o trigo Tarumaxi foram beneficiados pelo aumento da luminosidade.
Na região de Frederico Westphalen, as lavouras de trigo e outros cereais de inverno destinados à silagem estão próximas da colheita e apresentam bom desempenho. Houve também semeadura de milheto, aveia-de-verão e sorgo. Em Ijuí, as forrageiras anuais de verão se desenvolveram bem, apesar do atraso causado pelo frio prolongado. “As temperaturas mais baixas prejudicaram a germinação, mas não houve necessidade de replantio”, destaca o informe.
Em Passo Fundo, o azevém tetraploide e o trevo registram boa oferta de forragem. Na região de Pelotas, agricultores realizaram roçadas e adubações nas pastagens de Jiggs e Tifton, que já apresentaram rebrote. Em Pinheiro Machado, o déficit hídrico se intensificou, com amarelamento do campo nativo em áreas mais altas ou de solo raso, resultado da desidratação das plantas. Mesmo assim, a Emater ressalta que ainda há disponibilidade de alimento para os rebanhos, embora o plantio de milheto e capim-sudão tenha sido interrompido por falta de umidade.
Na região de Santa Rosa, os pastos perenes de verão — como grama tifton, braquiária e capim-elefante — têm se desenvolvido bem com a elevação das temperaturas. O campo nativo também apresentou crescimento satisfatório, com destaque para o avanço de leguminosas como o Desmodium (pega-pega), que vem se destacando desde o fim do inverno. Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a restrição hídrica das últimas semanas reduziu o rebrote, mas não comprometeu a alimentação dos rebanhos de pequenos animais.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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nov 06 2025 Pesquisa comprova eficiência do uso de drones no controle de percevejos na soja
O avanço das tecnologias agrícolas vem transformando o manejo de pragas nas lavouras brasileiras. Uma pesquisa desenvolvida pela Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL), em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), trouxe resultados concretos sobre o uso de drones na aplicação de inseticidas para o controle do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde na cultura da soja.
Conduzido ao longo de duas safras, o estudo avaliou a efetividade das aplicações por drone em comparação à pulverização tratorizada, considerando diferentes volumes de calda (10 e 20 L/ha) e tamanhos de gota. O equipamento utilizado foi um drone DJI Agras T40, um dos modelos mais representativos do mercado atual.
Segundo o pesquisador em entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Renato Stürmer, os resultados surpreenderam positivamente: “Os testes mostraram que, quando observadas as condições ideais de altura, velocidade e faixa de aplicação, o drone se iguala, e em alguns casos até supera, a aplicação tratorizada tradicional, que utiliza volumes muito maiores, como 100 L/ha. O desempenho foi eficiente tanto no controle de ninfas quanto de adultos das espécies avaliadas.”
A pesquisa também identificou pequenas variações de resultado relacionadas ao tamanho de gota e volume de calda, fatores que influenciam diretamente a penetração do produto no dossel da cultura e que devem ser ajustados conforme as condições ambientais de aplicação.
“O tamanho da gota é um ponto sensível, pois gotas menores aumentam a penetração, mas exigem atenção redobrada às condições de vento e temperatura”, explica Stürmer. “Com os parâmetros corretos, o drone se mostra uma ferramenta extremamente eficiente, sem amassamento de plantas e com alta precisão na aplicação.”
A RTC/CCGL mantém uma linha sólida de pesquisas em entomologia, disponibilizando aos agricultores associados informações técnicas atualizadas para o manejo de pragas com segurança e eficiência.
“O drone vem se consolidando como mais uma ferramenta estratégica no manejo integrado de pragas, agregando tecnologia e sustentabilidade à produção de soja”, reforça o pesquisador.
Fonte:https://rtc.coop.br/