Com assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc, tambo de leite em Aceguá cresce 439%
Em meio a uma das piores secas dos últimos anos no Rio Grande do Sul, o casal Marciéle Lopes e Theo Cezar Mota, de Colônia Nova, em Aceguá/RS, viu na atividade leiteira uma nova oportunidade de futuro. O que começou como uma alternativa em um momento difícil se transformou em um case de sucesso, impulsionado pela parceria com a assistência técnica da CCGL e da Camal Cotrijuc.
Em 2022, o casal decidiu construir a casa da família e arrendar os campos da propriedade dos pais de Marciéle, onde até então criavam ovelhas e terneiros. No ano seguinte, a estiagem severa mudou completamente o cenário.
“Os gastos com a produção aumentaram e o valor da venda dos nossos animais caiu. Foi então que dei a ideia de iniciarmos na atividade leiteira, que sempre fez parte da história da minha família e pela qual tenho um grande carinho”, relembra Marciéle.
Theo admite que, no início, teve receio de investir em uma nova atividade. “Fui bastante resistente, com medo dos gastos e de não dar certo. Mas, pela necessidade de reverter nossa situação, aceitamos o desafio e começamos nossa obra”, conta.
Com poucos recursos, o casal literalmente colocou a mão na massa: “Saímos em alguns tambos para ver como poderíamos montar uma sala de ordenha rápida, funcional e barata. Nós mesmos construímos tudo: éramos pedreiros e carpinteiros. Levamos três meses para terminar e começamos com seis vacas em lactação.”
“A técnica da CCGL, Maiara, chegou para somar, disposta a nos ajudar quando tínhamos apenas 100 litros por dia. Desde então, passou a fazer parte de todo o nosso crescimento. Temos 100% de confiança e admiração pelo trabalho dela”, destacam.
O acompanhamento técnico da CCGL começou oficialmente em abril de 2024, marcando o início de uma virada na propriedade. Com o apoio da técnica da CCGL, Marciéle e Theo implementaram ajustes importantes, especialmente na nutrição dos animais, no planejamento de pastagens e silagem e na organização do manejo, pontos que, segundo eles, fizeram toda a diferença. “A parte da nutrição foi nossa maior dificuldade. Foi ali que vimos o quanto é necessária a assistência técnica”, explica Theo.
Os resultados apareceram com o tempo. Quando iniciou o acompanhamento técnico, em abril de 2024, a produção mensal era de 3.431 litros. Um ano e meio depois, em outubro de 2025, o volume chegou a 18.500 litros, com meta de alcançar 22 mil litros até dezembro de 2025 — um crescimento de aproximadamente 439%.
Além do aumento de produtividade, o casal destaca que a renda familiar também se transformou. “Mesmo o Theo exercendo outra profissão, hoje a leitaria é nossa principal fonte de remuneração. Conseguimos adquirir várias coisas com o dinheiro do leite”, comemora Marciéle.
Mais do que resultados econômicos, o casal afirma que a parceria com a CCGL trouxe motivação e propósito para o negócio. “Quando começamos a vender para a CCGL e tivemos todo o amparo técnico, percebemos que a empresa acreditava em nosso potencial. Isso nos deu um gás enorme. Queremos seguir crescendo, melhorando a genética, a estrutura e, principalmente, incentivando nossos filhos a permanecer na atividade”, afirmam.
Para eles, o modelo cooperativo é essencial para o desenvolvimento do setor leiteiro gaúcho. “A CCGL traz um novo ciclo de produtores que crescem junto com a empresa. Isso movimenta a economia local e beneficia toda a comunidade.”
Os próximos passos da família incluem o melhoramento genético do rebanho, benfeitorias na estrutura e investimentos no bem-estar animal, visando aumentar a produtividade por vaca e facilitar o manejo da propriedade.
E, para outros produtores que ainda não participam do programa de assistência técnica da CCGL, o casal deixa um conselho: “Dificuldades existem em todos os setores, mas é essencial escolher uma empresa que caminhe ao seu lado e permita crescer. A CCGL fez isso por nós.”
Desde o início da atividade, a família entrega o leite para a CCGL via Camal Cotrijuc e a médica veterinária Patrícia Fonseca, ATV da Produção Animal da cooperativa, também acompanha a evolução da propriedade, auxiliando principalmente no manejo das pastagens para garantir uma boa oferta de alimentação para o rebanho leiteiro. “É a soma de várias pessoas”, acrescenta Marciéle, se referindo aos resultados alcançados.
*Com informações da RTC/CCGL