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dez 15 2025 Oito estações, Espaço Kids e mais de dois mil produtores: falta menos de uma semana para o Show Técnico Cooperativo 2025
O campo que ajudou a escrever parte da história da agricultura gaúcha será, mais uma vez, palco de inovação e cooperação. Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL, às margens da ERS-342, em Cruz Alta, receberá a edição 2025 do Show Técnico Cooperativo, um encontro que pretende reunir mais de duas mil pessoas, entre produtores, pesquisadores, técnicos e famílias, em torno de um propósito comum: compartilhar conhecimento e discutir o futuro do agro.
Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, o evento chega à edição 2025 para apresentar resultados de pesquisa transformados em soluções práticas para o campo. Serão dois dias de imersão técnica em um dos espaços de pesquisa mais tradicionais do país, um local que, desde 1971, serve como vitrine para a inovação agrícola e símbolo do cooperativismo gaúcho.
“Estamos preparando uma entrega técnica de alto nível para todos os participantes. Tudo aquilo que pesquisamos, testamos e validamos será apresentado no Show Técnico. Compartilhar conhecimento é a nossa missão”, destaca Geomar Corassa, gerente de Pesquisa da RTC/CCGL.
Ao longo do evento, os participantes percorrerão oito estações técnicas, conduzidas por pesquisadores e especialistas. As temáticas abrangem tecnologias digitais, como a plataforma SmartCoop, que vem ampliando o acesso à informação e à gestão de dados nas propriedades, além de Planejamento forrageiro, Manejo de doenças, Manejo de insetos-praga, Qualidade do solo, clima e sistemas de produção, gestão e irrigação e manejo de plantas daninhas. Mais do que demonstrar novas práticas, cada estação será um espaço de diálogo e troca, no qual a pesquisa se encontra com a realidade do campo.
O Show Técnico Cooperativo também será, mais uma vez, um ponto de encontro de gerações. Além da programação técnica, o evento contará com Espaço Kids, reforçando o papel social e comunitário das cooperativas. A entrada é gratuita via cooperativas e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades assistenciais. “A ideia é que o produtor venha com a família e viva o espírito cooperativista em sua forma mais completa”, reforça Geomar.
Mais do que um evento técnico, o Show Técnico Cooperativo é uma celebração da força do cooperativismo gaúcho e da capacidade de inovação do campo. No mesmo solo onde a Fundacep iniciou sua trajetória de pesquisa há mais de meio século, o agronegócio do futuro continua a ser desenhado: com tecnologia, sustentabilidade e, acima de tudo, cooperação.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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dez 15 2025 CCGL, RTC e FECOAGRO reúnem as Cooperativas para debater manejo e aspectos comerciais das culturas de Canola e Carinata no Rio Grande do Sul
Na última terça-feira, 09, aconteceu no anfiteatro da CCGL em Cruz Alta o encontro técnico focado no crescente e relevante papel das culturas de inverno canola e carinata como opções complementares para a agricultura do Rio Grande do Sul. O evento reuniu cerca de 25 cooperativas, com a participação de representantes de direções, áreas comercial e técnica, além de especialistas e pesquisadores da RTC, para debater os resultados da pesquisa e experimentação além dos cenários de mercado e as oportunidades econômico financeiras para os produtores gaúchos com foco na rentabilidade e sustentabilidade das propriedades rurais.
Diversificação e renda de inverno: Uma oportunidade econômica
Os líderes cooperativistas e especialistas presentes enfatizaram que a ampliação das culturas de inverno é crucial para a saúde financeira do produtor e para a mitigação de riscos climáticos. Caio Cezar Vianna, Presidente da CCGL, destacou a iniciativa das cooperativas e a importância da pesquisa em rede. “Uma grande oportunidade se avizinha para os nossos produtores. As cooperativas, como sempre, estão tomando a frente de um processo necessário para o futuro da agricultura do Rio Grande do Sul em um momento que necessitamos novas alternativas econômicas para nossos produtores. Vianna ressaltou ainda o potencial de mercado ligado aos biocombustíveis e a importância do trabalho técnico para escalar a produtividade, a adaptação das novas culturas aos manejos e a criação de opções de renda nas culturas de inverno.
Fábio Branco, diretor de Relações Institucionais da CCGL, destacou que o evento foi muito importante, tanto pela dimensão técnica quanto pelo impacto econômico. Segundo ele, as culturas trazem alto valor agregado e têm relevância para a economia do Rio Grande do Sul, especialmente para as cooperativas e para os produtores. “É isso que buscamos demonstrar nesse evento: o quanto é importante investir para melhorar a rentabilidade do produtor, gerar novos negócios, fortalecer economicamente o Estado e criar emprego e renda”, afirmou.
Geomar Corassa, Gerente de Pesquisa e Tecnologia da RTC/CCGL, avaliou o resultado do debate. “Foi um evento muito importante e gratificante. Fizemos discussões técnicas, debatemos estratégias comerciais e muitas oportunidades foram levantadas ao final. Conseguimos contribuir e já começar a desenhar um futuro que é muito promissor para as cooperativas, para os produtores e para o Rio Grande do Sul através das culturas como alternativas de renda no inverno.”
Leocezar Nicolini, Presidente da Cotriel, reforçou a necessidade de rotação. “Tanto a canola quanto a carinata vêm como uma alternativa muito boa para o nosso produtor. Hoje estamos passando por um momento da monocultura da soja, e isso preocupa muito, porque o produtor não pode viver com uma safra única por ano. A canola não vem para tirar o lugar do trigo, mas sim em um sinergismo onde você pode, através de bons manejos produzir nessas culturas de inverno, com rotação trigo, canola e a própria carinata,, e isso vem também trazer mais uma fonte de renda para o produtor.”
Claudimir Piccin, Presidente da Camnpal, valorizou a oportunidade de aprendizado. “Acho muito importante a RTC e a CCGL trazerem as direções juntamente com os Departamentos Técnicos e a área comercial para este evento, onde discutimos um pouco sobre a cultura da canola e da carinata, que para nós da Campal, começamos apenas neste último ano, temos muito o que aprender e a vemos como alternativa para diversificação e como fonte de renda de inverno para o nosso quadro social.”
Recorde de produtividade em Carinata
O encontro detalhou o panorama técnico com base nas pesquisas da RTC, demonstrando o potencial de expansão e os desafios para o setor. As cooperativas buscam se antecipar ao aumento de área previsto para os próximos anos, munindo seus departamentos técnicos de informações assertivas.
Em sintonia com o potencial apresentado no evento, um fato relevante que endossa a viabilidade da cultura é o recorde nacional de produtividade em carinata alcançado por um produtor da Cotrijal. Alexandre Doneda, Gerente de Produção Vegetal da Cotrijal, comentou sobre o potencial da cultura. “A carinata chega como mais uma oportunidade de renda, especialmente no inverno, pois o Rio Grande do Sul precisa diversificar o sistema de produção, e tanto a canola quanto a carinata são excelentes oportunidades. Tivemos um produtor também que já apostou no cultivo da carinata com 50 hectares de área comercial e conseguiu obter a maior produtividade em nível de Brasil da cultura com 45 sacas por hectare”, destacou.
Hevertom Gugelmin, Diretor Comercial da Cargill e palestrante, avaliou o cenário de mercado e o potencial técnico. “O Rio Grande do Sul já está se consolidando como uma agroindústria que processa canola, e junto com isso vêm as demandas de exportação. Sou muito otimista com o desenvolvimento desse mercado. Isso mostra o quanto ainda podemos crescer em produtividade, pois há um bom caminho para ganho de produtividade. O movimento feito pelas cooperativas contempla a pavimentação para o sucesso e traz boas práticas para que o produtor, ao iniciar na cultura, inicie pelo caminho certo e dê continuidade na implantação das culturas”.
Smartcoop e a visão estratégica do mercado
Outro eixo central do encontro foi a necessidade de gestão eficiente e a importância da plataforma Smartcoop no gerenciamento de culturas. Paulo Pires, Presidente da Fecoagro e da Coopatrigo, abordou o diferencial estratégico. “A cultura da canola só vem fortalecer mais uma opção para o produtor. E com a Smartcoop, nós temos um diferencial extraordinário no cooperativismo: construir uma cadeia madura, sedimentada, com estratégia, rastreabilidade e com origem. A plataforma Smartcoop é uma ferramenta extraordinária, que aproxima o produtor, o técnico e a cooperativa.”
Geomar Corassa destacou o uso da plataforma. “Todo o registro digital desse processo na plataforma Smartcoop vai nos permitir, ali na frente, olhar para os grandes mercados por meio da rastreabilidade. A plataforma é uma ferramenta de gestão, mas também entrega técnica no formato digital que ajuda o produtor e as cooperativas.”
O Presidente da CCGL, Caio Cezar Vianna, também evidenciou o diferencial estratégico da Smartcoop para os produtores: “A plataforma Smartcoop nos dá referências para que os produtores sejam assertivos na comercialização e na aquisição dos insumos, estabelecendo boas relações de trocas”
Com esta iniciativa, CCGL, RTC e FECOAGRO reforçam o compromisso com a inovação, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento do cooperativismo. O encontro consolida um espaço de diálogo qualificado para construir estratégias que ampliem a competitividade do agronegócio gaúcho.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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dez 15 2025 Difusão de Tecnologias da CCGL encerra 2025 com encontro estratégico e cases que evidenciam evolução técnica, gestão e resultados no campo
A CCGL realizou, nos dias 8 e 9 de dezembro, o último encontro trimestral de 2025 dos setores de Suprimento e Difusão de Tecnologias. O evento reuniu Assistentes Técnicos de Campo (ATCs) e especialistas da cooperativa para apresentar os resultados do ano, compartilhar experiências e alinhar estratégias para 2026. Foram dois dias de imersão técnica com foco em gestão, eficiência produtiva e impacto direto das ações desenvolvidas nas propriedades cooperadas.
A programação destacou cases que traduzem, na prática, a importância da assistência técnica continuada. A zootecnista e ATC Bruna Moura Quevedo apresentou o trabalho realizado em uma propriedade de Pejuçara, que enfrentou um dos períodos mais críticos de sua história após o diagnóstico de brucelose no rebanho, logo no início da sucessão familiar. O rebanho passou de 160 para 98 vacas em lactação. A reorganização começou pela identificação individual dos animais e pela inclusão da rotina produtiva no SmartCoop, permitindo estabelecer controle leiteiro, identificar vacas com atraso reprodutivo e planejar manejos de secagem, pré-parto e sanidade. O caso evidencia a relevância da estruturação de dados para recuperar eficiência mesmo em cenários adversos.
Outro relato apresentado foi da médica veterinária e ATC Ana Caroline Arnt Callegaro, que acompanhou o retorno à produção de uma propriedade da região das Missões. Que reiniciou as atividades em agosto de 2025, o desafio inicial foi reorganizar processos básicos. O trabalho técnico envolveu diagnóstico detalhado do rebanho, ajustes de manejo e sanidade, melhoria das instalações e reestruturação da rotina de ordenha. A organização da higiene, a definição de horários, o manejo adequado de vacas secas, o acesso ampliado à água limpa e o controle de parasitas resultaram nos primeiros avanços. A parceria reforçada com a cooperativa singular Cotrisoja, trouxe impacto direto na gestão financeira, gerando economia mensal de mais de R$ 1.200 na aquisição de insumos.
A engenheira agrônoma e ATC Patrícia Simon apresentou o case de uma propriedade de São Martinho, com cerca de 300 vacas em lactação, onde os desafios estavam centrados na eficiência da ordenha, qualidade do leite, cria e recria, ambiente de pré-parto e gestão de pessoas. As ações incluíram a implementação do projeto Mais Leite Saudável, treinamentos, aperfeiçoamento do manejo de terneiras e ajustes no ambiente produtivo. Um dos pontos mais relevantes foi a análise da Contagem de Células Somáticas (CCS): com CCS inferior a 300 mil, o produtor recebeu R$ 0,0606 por litro; acima desse valor, o ganho caiu para R$ 0,0225. A diferença de R$ 0,0381 por litro representou cerca de R$ 8 mil perdidos no período analisado. Segundo Patrícia, o melhor equilíbrio técnico da fazenda ocorreu entre abril e julho, servindo de referência para metas e controles que orientarão programas de incentivo em 2026. O case reforça que investir em qualidade gera impacto financeiro superior ao simples aumento de volume.
O zootecnista e ATC Thiago Pereira apresentou o case de um jovem casal de Pedras Altas, que iniciou sua virada produtiva após o primeiro planejamento forrageiro realizado com a CCGL, em 2019. Desde então, a propriedade consolidou evolução contínua. Com 18 vacas em lactação e 20 hectares, a atividade leiteira tornou-se a principal fonte de renda da família. De 2019 a 2025, a produção aumentou 130%; de 2022 a 2025, a CCS caiu 43%; e a média anual de gordura e proteína atingiu 7,71. A média vaca/dia cresceu 70%. O desenvolvimento técnico refletiu diretamente na qualidade de vida: o casal modernizou instalações, ampliou o plantel e adquiriu seu primeiro trator zero quilômetro.
A Gerente de Operações da CCGL destaca que momentos de apresentação de resultados e revisão de metas evidenciam a força de um trabalho técnico conduzido com responsabilidade, proximidade e visão de futuro. Cada case demonstra que, quando dados, gestão e parceria caminham juntos, as propriedades evoluem de forma consistente, mesmo diante de desafios. O sucesso dos nossos produtores é o que move a CCGL. Por isso, seguimos comprometidos em levar tecnologia, conhecimento e acompanhamento qualificado para todas as regiões. Em 2026, nosso foco permanece o mesmo, gerar valor real no campo e ampliar oportunidades para cada família.
Ao longo dos dois dias de encontro, ficou evidente que a assistência técnica da CCGL atua não apenas na melhoria dos índices produtivos, mas também na sustentabilidade das propriedades e no fortalecimento da renda dos cooperados. A troca entre ATCs e especialistas reforçou o entendimento de que o futuro da atividade leiteira depende de gestão, tecnologia, sanidade, planejamento e cooperação.
A Difusão de Tecnologias da CCGL encerra 2025 reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento da cadeia leiteira e com o apoio técnico que transforma realidades no campo, preparando produtores para um 2026 ainda mais competitivo e orientado por resultados.
Fonte: https://rtc.coop.br/