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mar 04 2026 Agronegócio puxa resultado positivo do PIB 2025
Agropecuária lidera crescimento do PIB brasileiro com safras e exportações recordes
O resultado positivo de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi impulsionado especialmente pela agropecuária, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025.
Os dois dígitos alcançados pelo setor são frutos dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano.
A pecuária também superou recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil. As exportações foram puxadas pela demanda chinesa e em 2025 foram vendidas 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação ao ano anterior.
Em valores correntes o resultado do PIB representou R$ 12,7 trilhões no ano. Apesar de positivo, o resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando a economia brasileira cresceu 3,4%.
Quatro atividades: agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do valor adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista [juros elevados], afirmou o IBGE, em nota.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo acredita que o resultado positivo se traduziu efetivamente na força do campo — seus investimentos em novas tecnologias, aumento das áreas de plantio aliado a sustentabilidade e abertura de novos mercados.
E seguirá sua missão de defender o homem e a mulher do campo, cobrando um plano de governo de longo prazo, mais robusto, justo e efetivo, a fim de garantir segurança alimentar a todos os brasileiros.
“O governo precisa fazer sua lição de casa e reduzir as despesas públicas. É fundamental um projeto Brasil, um plano de país de longo prazo, para o desenvolvimento seguro e consistente de emprego e renda. O agronegócio está fazendo a sua parte e traduzindo trabalho em resultados à economia nacional; é o momento do governo fazer o seu”, afirma Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/ -
mar 02 2026 Campo Tecnológico de Verão debate cultura do feijão
Atividade ocorreu no Centro de Pesquisas da Seapi em Júlio de Castilhos
A cultura do feijão, principal fonte de proteína vegetal da alimentação humana, tem demandado atenção na pesquisa agrícola. Especialmente pela importância socioeconômica e pela sensibilidade da cultura às temperaturas muito elevadas ou muito baixas durante o ciclo de cultivo. Esse tema foi debatido durante a 4ª edição do Campo Tecnológico de Verão, que ocorreu em Júlio de Castilhos, nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/2), no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sementes (Cesem) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi). A promoção foi em parceria com a Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc).
Segundo a pesquisadora do Cesem, Liege Camargo da Costa, no Rio Grande do Sul, a safra é realizada em duas épocas, fator que contribui diretamente para o desenvolvimento e o sucesso na produção de grãos. “O DDPA tem se destacado com o trabalho na pesquisa e no desenvolvimento de novas cultivares de feijão, adaptadas às condições de cultivo do Estado”, explicou. “O melhoramento é realizado no Centro de Pesquisa de Agricultura Familiar (Ceafa), em Maquiné, e o Cesem mantém uma linha de pesquisa em diferentes áreas de abrangência da cultura do feijão”, afirmou.
Por isso, de acordo com Liege, e para atender à demanda de produtores na região Central do Rio Grande do Sul, nesta edição do Campo Tecnológico, o Cesem apresentou uma estação de pesquisa que abordou o manejo da cultura com o uso de bioinsumos. “Mostramos diferentes épocas de plantio, visando mitigar os riscos presentes com as alterações climáticas durante o período de safra no Estado”, pontuou.
No local, foram vistas duas cultivares de feijão: Garapiá (carioca) e Triunfo (preto), semeadas em quatro épocas diferentes, sendo a última uma semeadura tardia (fevereiro), para acompanhamento da cultura anterior à semeadura dos cultivos de cobertura de inverno. “Também apresentamos dados de produção com diferentes manejos de bioinsumos”, acrescentou a pesquisadora.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 02 2026 Smartcoop e SENAR-RS desenvolvem parceria para qualificar gestão nas propriedades rurais
A tecnologia no campo ganha um novo reforço a partir da parceria entre a plataforma Smartcoop e o SENAR/RS. Nos dias 23 e 24 de fevereiro, técnicos da entidade participam, na sede da CCGL, em Cruz Alta, de um treinamento prático sobre a utilização da ferramenta, marcando o início de uma integração que promete fortalecer a gestão e a produtividade nas propriedades rurais.
Com a parceria, a plataforma Smartcoop passa a fazer parte do trabalho realizado pelos técnicos dentro do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR. A ATeG é um serviço gratuito de acompanhamento intensivo, que oferece visitas mensais às propriedades, diagnóstico produtivo, planejamento estratégico, adequação tecnológica e análise detalhada de custos. A proposta é qualificar a gestão rural com base em dados, organização e tomada de decisão mais assertiva.
“É uma parceria muito importante que vai qualificar ainda mais a assistência técnica prestada pelo SENAR. Através da inserção da Smartcoop, os produtores terão ainda mais tecnologia na propriedade. Esse projeto vai impactar mais de mil produtores nesse primeiro momento”, pontua Alexandre Prado, Coordenador de ATeG do SENAR-RS. Ele explica que a iniciativa consolida uma relação histórica: “Em 2026 teremos um piloto com produtores, buscando sinergia entre a gestão e a parte técnica. O Smartcoop entra no último ano de atendimento do produtor nA ATeG, para que, ao encerrarem o ciclo de três anos com o Senar, eles tenham uma plataforma para continuar o seu trabalho de gestão de forma independente”.
A partir da capacitação realizada na CCGL, os técnicos estarão aptos a utilizar a Smartcoop diretamente nas propriedades atendidas, integrando informações produtivas, zootécnicas e econômicas em um único ambiente digital. A tecnologia passa a ser aliada da assistência técnica já consolidada pelo SENAR-RS, ampliando a capacidade de análise e acompanhamento dos resultados ao longo do tempo.
Além disso, o treinamento também habilita os profissionais para desenvolver a Operação 365 nas propriedades, metodologia desenvolvida pela Embrapa e pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), voltada à melhoria do solo e monitoramento contínuo dos indicadores ao longo de todo o ano, reforçando a cultura de gestão permanente e planejamento estratégico no campo.
Para Jorge Lemainski, Chefe-geral da Embrapa Trigo, a união de esforços enriquece a geração de dados para a tomada de decisão. “A vinda do SENAR para construir junto a geração de dados em uma plataforma fortalecerá o vínculo entre técnico e produtor. Teremos informações para decisões que impactarão em menor risco e maior probabilidade de êxito. Estamos construindo uma linguagem precisa e objetiva para a agricultura gaúcha, onde órgãos financiadores e o próprio produtor terão ferramentas auditáveis para predição de safras e securitização. É uma construção coletiva para sabermos, com clareza, para onde devemos ir”, destaca Lemainski.
Para Guillermo Dawson Jr., vice-presidente da CCGL e coordenador executivo da plataforma Smartcoop, a parceira é extremamente relevante. “A Smartcoop nasce para integrar o agro gaúcho em um ecossistema digital único. Com o SENAR-RS, damos escala e profundidade a esse movimento, qualificando a gestão e preparando o produtor para atuar com autonomia, dados confiáveis e visão estratégica.”, afirma Dawson Jr.
“Estamos conectando pessoas, instituições, conhecimento técnico, metodologias consagradas e inteligência artificial para elevar o padrão da tomada de decisão no campo. O impacto será direto na produtividade, na redução de riscos e na sustentabilidade econômica das propriedades.” Conclui.
A parceria representa um avanço na convergência entre assistência técnica, capacitação e tecnologia aplicada, fortalecendo o suporte ao produtor rural e ampliando as ferramentas disponíveis para tornar as propriedades mais eficientes, organizadas e competitivas.Fonte:https://rtc.coop.br/