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mar 23 2026 Tupanciretã sedia abertura oficial da colheita da soja no RS
A colheita da soja, principal cultura de verão do Rio Grande do Sul, foi oficialmente aberta na manhã desta sexta-feira (20/03). A cerimônia ocorreu na Fazenda Pedras Brancas, no município de Tupanciretã, na região Central do Estado.
A estimativa de produção para a safra foi revisada para baixo pela Emater/RS-Ascar, passando de 21,4 milhões para 19 milhões de toneladas. A redução se deve à falta de chuva durante o período crítico de desenvolvimento das lavouras, além da diminuição de 1,7% na área inicialmente projetada. A restrição ao crédito foi outro fator que contribuiu para o recuo anunciado pela Emater/RS-Ascar.
“Este é um momento importante para analisar os dados da safra, que evidenciam os impactos da falta e da má distribuição das chuvas nas diferentes regiões, afetando produtores de forma heterogênea. Também é uma oportunidade para reforçar a adoção de boas práticas agrícolas, aliadas a políticas públicas como o Plano ABC+, o Irriga+ RS e a Operação Terra Forte, que orientam o manejo e a conservação do solo e da água, além de ampliar o uso da irrigação como estratégia para dar mais segurança à produção”, salienta o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera.
PERDAS E SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Na região de Santa Maria, ao menos 18 municípios já registram perdas na produtividade da soja. Em 10 deles, os prejuízos são mais expressivos, com emissão de laudos técnicos para subsidiar decretos de situação de emergência. São eles: Ivorá, Jari, Júlio de Castilhos, Nova Esperança do Sul, Quevedos, Santiago, São Pedro do Sul, Toropi, Tupanciretã e Unistalda.
IRRIGAÇÃO
As frequentes perdas econômicas fizeram com que o Governo do Estado ampliasse o Programa Irriga+ RS, que entra na sua terceira fase. O objetivo é transformar as lavouras em áreas mais seguras e produtivas.
“O Governo do Estado tem adotado políticas públicas para mitigar os efeitos da estiagem, e a irrigação é fundamental nesse processo. Hoje, pouco mais de 4% da área de soja é irrigada, o que ainda é muito baixo. Por isso, o Estado está subvencionando em 20% os projetos de irrigação, com limite de até 150 mil reais por produtor, e lançou a terceira fase do programa Irriga+ RS. Além disso, buscamos junto ao Governo Federal a prorrogação de dívidas para que esses recursos sejam direcionados à irrigação, garantindo safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia, em parceria com a Emater”, destacou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.
“No âmbito do programa Supera Estiagem, o governo trabalha para ampliar significativamente a irrigação no Estado. Já foi proposta ao Governo Federal a prorrogação de mecanismos como o Fundo de Reconstrução e o Regime de Recuperação Fiscal, para que esses recursos sejam direcionados à irrigação. A meta é multiplicar por cinco a área irrigada no Rio Grande do Sul nos próximos quatro anos, garantindo maior resiliência às lavouras diante das adversidades climáticas”, afirmou o vice-governador Gabriel Souza.
Fonte:https://www.emater.tche.br/site/index.php
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mar 18 2026 Safrinha dispara, mas clima ainda ameaça produção
O atraso reduziu a janela ideal de plantio em algumas áreas
O plantio da segunda safra de milho avançou nas regiões do Centro-Norte nas últimas semanas, após atrasos causados pelo excesso de chuvas e pelo calendário tardio da soja. O ritmo mais lento em fevereiro limitou o início da semeadura, mas houve recuperação no início de março.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a área plantada chegou a 75,9% na primeira semana de março, frente a 21,6% no início de fevereiro. Mesmo com o avanço, o impacto do clima ainda é sentido em algumas regiões, com ajustes no planejamento dos produtores.
“Em diversas regiões o plantio da soja avançou até mais tarde e isso acabou empurrando o calendário da segunda safra de milho. Em alguns locais o produtor ainda conseguiu manter seu planejamento de safra, mas em outros houve necessidade de rever parte da estratégia de cultivo”, explica André Villar, gerente regional da Shull Seeds.
Em estados como Goiás, as chuvas dificultaram a colheita da soja e o plantio do milho, enquanto no Maranhão a área destinada ao cereal deve cair cerca de 20% em relação à safra anterior. Já no Tocantins, as condições climáticas favoreceram o andamento das lavouras.
O atraso reduziu a janela ideal de plantio em algumas áreas, levando produtores a diminuir a área de milho ou optar por outras culturas. Ainda assim, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento inicial. A estimativa nacional é de 17,8 milhões de hectares e produção de 108,4 milhões de toneladas. O resultado final dependerá das condições climáticas nas próximas semanas.
“Mesmo com alguns ajustes regionais, o cenário geral da safrinha ainda é positivo. Se o clima continuar colaborando, as áreas já implantadas têm potencial para se desenvolver bem e contribuir para mais uma safra relevante de milho no país”, conclui.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 16 2026 Produtividade da soja cai quase 10% no Rio Grande do Sul
O cultivo de soja no Rio Grande do Sul avança para as etapas finais do ciclo, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, 59% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 26% em maturação. Em pequenas áreas, a colheita já começou, ainda de forma inicial.
Segundo o relatório, as precipitações registradas no período tiveram maior abrangência territorial, o que contribuiu para melhorar as condições hídricas em parte das lavouras, principalmente nas áreas semeadas mais tardiamente e que ainda mantinham potencial produtivo. O informativo destaca, porém, que em diversas localidades os impactos do déficit hídrico ocorrido durante janeiro e fevereiro já estão consolidados. O documento afirma que esses efeitos “limitam a recuperação fisiológica das plantas e determinam perdas irreversíveis”.
A análise também aponta que o desempenho das lavouras apresenta grande variação. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “observa-se elevada heterogeneidade no desempenho das lavouras, resultado da combinação entre época de semeadura, distribuição das chuvas e condições de solo”. Nas áreas semeadas no início do período recomendado de plantio predominam sinais de avanço da maturação fisiológica e de senescência foliar. Já nas lavouras implantadas posteriormente, as plantas ainda se encontram nas fases de formação e enchimento de grãos.
A variação climática ao longo do ciclo também tem influenciado a expectativa de produtividade. O relatório ressalta que há ampla diferença nos rendimentos projetados entre propriedades e dentro dos próprios municípios, reflexo da distribuição irregular das chuvas e da intensidade variável do estresse hídrico registrado durante o desenvolvimento da cultura.
A nova projeção de safra elaborada pela Emater/RS-Ascar indica produtividade média estadual de 2.871 quilos por hectare. O volume representa redução de 9,7% em relação aos 3.180 quilos por hectare estimados no início da temporada, refletindo os efeitos da falta de chuvas no estado. A produção total é estimada em pouco mais de 19 milhões de toneladas, cultivadas em uma área de 6.624.988 hectares.
No mercado, os preços apresentaram leve alta na última semana. De acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, a cotação média da saca de 60 quilos passou de R$ 117,79 para R$ 119,69, avanço de 1,61% em relação à semana anterior.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 13 2026 Fim de semana indica tempo estável em todas as regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de estabilidade no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuva fraca e passageira em pontos isolados do Estado. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica tempo estável em grande parte do RS, podendo ocorrer chuva fraca a moderada na Fronteira Oeste do Estado.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 11/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (13/3): o sistema deve se afastar gradualmente, reduzindo sua influência sobre o RS. Assim, há previsão de chuva fraca e passageira em pontos isolados da região da Serra e dos Campos de Cima da Serra.
Sábado (14/3): o tempo deve voltar a ficar predominantemente estável, sem previsão de chuva significativa em todo o território gaúcho.
Domingo (15/3): as condições de estabilidade devem continuar predominando na maior parte do RS.
Segunda (16/3), terça (17/3) e quarta-feira (18/3): o tempo deve permanecer estável na maior parte do Rio Grande do Sul. Entretanto, na terça (17/3) e quarta (18/3), pode ocorrer chuva fraca a moderada na Fronteira Oeste, associada ao transporte de umidade. A partir de segunda (16/3), as temperaturas devem seguir em elevação gradual.
Assim, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 30 milímetros (mm) ao longo da semana. Em alguns pontos isolados da Fronteira Oeste e Campos de Cima da Serra, esse valor pode ser ultrapassado. Nas regiões Central, Campanha e na porção mais a sudeste, os valores previstos não ultrapassarão os 10 mm acumulados.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 10 2026 Metade da safra de milho pode estar em risco
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 mi tons
A prevenção de doenças é um dos pontos decisivos para garantir o desempenho das lavouras de milho no Brasil. Em um cenário de produção elevada, os riscos fitossanitários seguem presentes durante todo o ciclo da cultura e podem comprometer significativamente o rendimento no campo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o país colha 138,45 milhões de toneladas de milho na safra 2025/2026. Mesmo com a expectativa de grande volume, especialistas alertam que doenças causadas por fungos podem provocar perdas de até 50% na produtividade quando encontram condições favoráveis para se desenvolver.
Informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que problemas que atingem folhas e colmos reduzem a capacidade da planta de realizar fotossíntese, prejudicando o enchimento dos grãos. Entre as doenças mais comuns estão cercosporiose, bipolaris, mancha-branca e diferentes tipos de ferrugem.
Hudslon Huben, gerente sênior de FFE e GTM da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, explica que os sintomas costumam começar com pequenas manchas nas folhas, que evoluem para áreas necrosadas e podem provocar desfolha precoce. Em situações mais severas, o enfraquecimento do colmo pode causar tombamento das plantas e dificultar a colheita.
“De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando as condições favorecem a proliferação de fungos, as doenças nas folhas e no colmo podem reduzir a produtividade em até 50%, transformando a expectativa de uma grande safra em prejuízo. Nesse cenário, o manejo preventivo é essencial para proteger a lavoura”, explica.
Segundo o especialista, o manejo preventivo é o caminho mais eficiente para proteger o potencial produtivo da cultura. A ORÍGEO comercializa soluções da UPL Brasil como os fungicidas Evolution e Tridium, indicados para o controle das principais doenças foliares do milho, com aplicação preventiva ou no início da infecção.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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mar 10 2026 Conflito externo agita preços das commodities
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago
Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e pelo comportamento recente do mercado de energia, gerando movimentos de alta e correção nas principais commodities agrícolas. De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica na abertura desta terça-feira, 10 de março, as negociações refletem incertezas externas e ajustes técnicos nas bolsas internacionais.
No trigo, os contratos negociados em Chicago começaram o dia com máximas abaixo das mínimas da sessão anterior, formando um gap que, segundo análise do diretor da consultoria SovEcon, pode indicar espaço para recuperação proporcional das cotações. A avaliação aponta possibilidade de o cereal atingir entre US$ 7,00 e US$ 7,20 por bushel no médio prazo. O contrato para maio de 2026 chegou a ser negociado acima de US$ 6,40 por bushel, maior nível desde junho, antes de recuar para perto de US$ 6 no encerramento do pregão. No mercado físico brasileiro, os preços registram leve alta no Paraná e avanço mais expressivo no Rio Grande do Sul no comparativo diário.
A soja também apresenta variações ao longo da sessão em Chicago. O dia começou com recuperação e formação de gap já preenchido, indicando possibilidade de novas altas no curto prazo. O mercado tem sido impactado pela volatilidade do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril diante de temores de interrupções no fornecimento de energia no Golfo Pérsico, mas depois recuou após declarações destinadas a acalmar o mercado. Esse movimento se refletiu nas commodities agrícolas, que haviam registrado fortes ganhos recentemente e passaram por correções. O complexo da soja chegou a atingir máximas importantes, com o óleo de soja liderando as altas antes de recuar juntamente com o restante do mercado.
No milho, os contratos em Chicago abriram a manhã em queda e com formação de gap abaixo dos níveis observados após a forte baixa de janeiro. O movimento ocorre após declarações indicando possível encerramento do conflito em andamento, fator que provocou reação imediata do mercado. No Brasil, o mercado acompanha também a discussão sobre a elevação da mistura de biodiesel de B15 para B17, medida que poderia favorecer a demanda interna e sustentar os preços do cereal.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 10 2026 Programa Supera Estiagem impulsiona irrigação e transforma produção agrícola no RS
A estiagem é uma velha conhecida dos agricultores gaúchos. A falta de chuva ou a má distribuição das precipitações ameaça o desenvolvimento das lavouras e coloca em risco a produção. Para enfrentar esse desafio, a irrigação tem se mostrado uma aliada na busca por segurança e estabilidade no campo. “A água é o principal insumo da lavoura. O produtor pode fazer a melhor adubação e se não chover, não tem produção. A irrigação é uma segurança para o produtor”, avalia o extensionista da Emater/RS-Ascar, Roger Terra de Moraes.
Apesar dos benefícios, o investimento em irrigação ainda é um obstáculo para muitos agricultores devido ao custo dos sistemas ou até pelas limitações de acesso à água. Em diferentes regiões do Estado, produtores têm buscado alternativas para enfrentar os períodos de seca, incluindo a família de Laura Ottoni, em Soledade.
Em 2023, a propriedade passou a integrar a primeira etapa do Programa Supera Estiagem, promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Nessa fase, a irrigação foi implantada em nove dos 90 hectares da família. Dois anos depois, na segunda etapa da iniciativa, a área irrigada foi ampliada em mais 23 hectares, com a instalação de um pivô central.
O sistema utiliza a água de um açude da propriedade, com mais de um hectare e cerca de três metros de profundidade, garantindo a reserva suficiente para a irrigação das lavouras. “A água do açude vem pelo pivô, que aplica uma lâmina de 9 a 10 milímetros em cada passada. Cada volta leva em torno de 23 horas, então, nos picos de necessidade de água, o produtor poderia fazer uma irrigação por dia e garantir a água suficiente para a necessidade da cultura”, explica o extensionista.
A família planeja concentrar o uso da irrigação nas culturas de verão, especialmente o milho. Moraes destaca que a tecnologia também beneficia pastagens e outras atividades. “Num primeiro momento, o cálculo de viabilidade para irrigação é mais atrativo para o milho, mas também dá retorno para quem trabalha com pecuária, com leite, por exemplo, porque garante uma produção barata de alimento, de altíssima qualidade, numa pequena área”, afirma o extensionista.
INVESTIMENTO QUE GERA RETORNO
O projeto da família Ottoni teve um custo total de R$ 654 mil, além das despesas com adequação da rede elétrica. Desse valor, R$ 100 mil foram viabilizados pelo Programa Supera Estiagem. “O custo de produzir no sequeiro e no molhado é o mesmo. A diferença no molhado é que é possível agregar valor e ter uma produção mais garantida”, analisa o agricultor Adilson da Silva, genro de Laura Ottoni.
O investimento também carrega um valor afetivo. O sonho de implantar a irrigação começou com o marido de Laura, José Ottoni, que sempre quis ver o sistema funcionando na lavoura. Após a sua morte, os genros Ronaldo e Adilson decidiram concretizar o desejo do sogro.
“Meu marido sempre tinha essa ideia de irrigar. Ele gostava muito disso, e como tem a água perto que a gente pode usar, é uma maravilha. É plantar e saber que vai colher”, conta Laura Ottoni. “Eu acredito que seja um sonho realizado. Meu sogro era um empreendedor e o sonho dele era ter um sistema de irrigação. Então nós fizemos o caminho inverso, viemos da cidade para o interior e continuamos tocando depois que ele faleceu”, lembra o agricultor Ronaldo Bottega de Moraes.
A Emater/RS-Ascar esteve ao lado da família desde o início, oferecendo orientação técnica em todas as etapas da implantação do sistema. Para Ronaldo de Moraes, o apoio da Instituição e as políticas públicas do programa estadual foram decisivos para transformar o projeto em realidade. “Os incentivos são fundamentais para que o nosso sonho seja realizado”.
Animada com os resultados, a família já pensa nos próximos passos. A expectativa é que novas etapas do programa permitam ampliar a área irrigada. “Seria o sonho a terceira fase”, projeta Ronaldo. Para o extensionista Roger Terra de Moraes, o exemplo da família é inspirador. “Que mais produtores possam seguir esse exemplo, porque esse tipo de investimento é muito rentável e, com certeza, dará o retorno esperado pela família”, finaliza.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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mar 06 2026 Fim de semana indica instabilidade em todas as regiões do Estado
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um sistema de baixa pressão no Rio Grande do Sul. Há previsão de chuvas em todas as regiões do Estado. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica a aproximação de uma frente fria e a atuação de um sistema de baixa pressão volta a deixar o tempo instável em grande parte do RS. A elevação gradual de temperatura deve ocorrer a partir de segunda-feira (9/3).
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 10/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (6/3) e sábado (7/3): o tempo deve permanecer instável devido à atuação de um sistema de baixa pressão. Nesse período, há previsão de chuva em todas as regiões do Estado e as temperaturas devem entrar em declínio.
Domingo (8/3): o sistema deve começar a se afastar do RS, deixando o tempo instável apenas na porção Nordeste.
Segunda (9/) e terça-feira (10/3): o tempo deve voltar a ficar instável em parte do Estado, devido à atuação de outro sistema de baixa pressão. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada na metade Oeste na segunda (9/3) e nas metades Leste e Norte na terça-feira (10/3).
Quarta-feira (11/3): o tempo deve voltar a ficar mais estável em parte do RS, com previsão de chuva apenas em pontos isolados.
De maneira geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 5 e 100 milímetros (mm) ao longo da semana, com os maiores volumes previstos para a porção Central e Norte do Estado. Já na metade Sul, os acumulados tendem a ser menores, com exceção do litoral Sul, onde os volumes podem ser mais elevados.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 06 2026 Custos da produção de leite iniciam 2026 em queda
O Índice de Insumos para Produção de leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) iniciou 2026 com uma leitura deflacionária de 1,81%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta sexta-feira (06/03).No período, a queda nos custos foi liderada pela soja (-2,9%) e milho (-2%), o que aliviou a pressão em um dos principais custos da cesta, a alimentação. Essa queda se deve ao avanço da colheita na região Centro-Oeste do País e uma expectativa de boa safra.
Custos com energia elétrica também tiveram queda, de 9,5%.Já os fertilizantes tiveram alto de 1,62%, um reflexo de frete mais caros, cotações mais altas de petróleo e tensões elevadas no Oriente Médio. Esse fator também influenciou o preço dos combustíveis, que subiram 1,27%.O desempenho do ILC neste começo de ano se mantém consistente com o do IGP-DI/FGV, que fechou em 1,10% no período. Uma correlação desses dois índices sugere que a desinflação no atacado ainda persiste e tem se transmitido, com defasagem curta, para componentes relevantes da cesta de insumos da atividade leiteira.
Essa queda nos custos, apesar de ser bem-vinda pelo produtor, não significa que o cenário esteja bom, já que o valor de venda do produto também está em queda, ainda mais acentuada do que o recuo nos custos. Nos últimos 12 meses, o preço repassado aos produtores de leite do estado caiu 24%, enquanto os custos caíram apenas 4,99%. Para o relatório de fevereiro, espera-se mais uma queda nas cotações de milho e soja, mas o cenário geopolítico pode exercer pressão nos custos que dependem de cotações internacionais e fretes.
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mar 06 2026 RS tem 64% da área de milho colhida
A colheita do milho no Rio Grande do Sul atinge 64% da área cultivada, e 17% das lavouras em maturação. Os 19% remanescentes se distribuem entre desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, estágios ainda dependentes de precipitações regulares, mesmo que as perdas estejam consolidadas em diversas regiões. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (05/03), o déficit hídrico entre meados de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro impactou as lavouras, de forma diferenciada, conforme a época de semeadura e a disponibilidade hídrica.
Nesse sentido, áreas implantadas no cedo, que atravessaram o período crítico em final de ciclo, apresentaram menor comprometimento relativo. Já nos cultivos em floração e em granação, há reduções de rendimento associadas à deficiência de umidade. As chuvas do período favoreceram de forma parcial as lavouras ainda em enchimento de grãos, especialmente nas regiões com maior concentração de área, mas não alteram o quadro de perdas nos cultivos sob estresse na fase crítica.
Em relação ao aspecto fitossanitário das lavouras de milho, destaca-se a elevada incidência de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), levando à intensificação de monitoramento e do controle químico. Em áreas específicas, há registros pontuais de lagarta-do-cartucho. Para esta safra, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha.
Milho silagem – As condições climáticas foram parcialmente favoráveis, com chuvas leves e clima estável em várias regiões do Estado. O desempenho das lavouras apresenta elevada variabilidade, refletindo diferenças de época de implantação, disponibilidade hídrica durante o período reprodutivo e nível tecnológico empregado. Nas áreas implantadas mais cedo, a colheita da silagem está em andamento ou concluída; o rendimento de massa verde é adequado, em razão do elevado porte das plantas favorecido pelas chuvas registradas até o início de janeiro. Entretanto, em diversas situações, a proporção de grãos na massa ensilada foi limitada pela restrição de umidade durante o período de pendoamento, polinização e início do enchimento de grãos. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.
Soja – A cultura da soja está majoritariamente em estágios reprodutivos, com predomínio das fases de floração (18%) e enchimento de grãos (67%), as quais são determinantes para a consolidação do rendimento. A área em maturação totaliza 11%, e a colhida está restrita a lavouras pontuais, ainda sem expressão estatística. As precipitações ocorridas promoveram a recuperação parcial das lavouras em restrição hídrica mais intensa, sobretudo nas regiões do Estado de maior área cultivada. Ainda assim, a reposição da umidade foi insuficiente em parcelas expressivas, especialmente em solos de menor profundidade (neossolos), onde persistem problemas no enchimento de grãos e redução do peso específico. A Emater/RS-Ascar indica área de soja cultivada de 6.742.236 hectares.
Feijão 1ª safra – A semeadura está finalizada no Rio Grande do Sul. As áreas remanescentes estão nas fases de enchimento de grãos e maturação. A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha para esta Safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a falta de chuvas e as altas temperaturas resultaram em plantas de menor estatura e redução no número de vagens e grãos, ocasionando redução no potencial produtivo. Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada.
Feijão 2ª safra – A semeadura está finalizada no Estado, com área inferior à planejada, devido à falta de umidade em algumas regiões, durante a época de plantio, e insatisfação com as cotações do produto no mercado. A maioria das lavouras ainda se encontra em desenvolvimento vegetativo, e o seu crescimento pode sofrer atraso onde as chuvas foram insuficientes. O aspecto sanitário está adequado, mas a baixa precipitação pode favorecer pragas, como ácaros e tripes, em alguns locais, exigindo atenção dos produtores. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A cultura do arroz evolui para a fase final do ciclo, com avanço gradual da colheita, embora ainda predominem lavouras nas fases de granação e maturação. As condições meteorológicas, como a alternância entre momentos de instabilidade e de dias ensolarados, favoreceram a redução da umidade dos grãos e a intensificação da colheita. A radiação solar elevada, ao longo de janeiro e fevereiro, contribuiu para o adequado enchimento de grãos e para a consolidação do potencial produtivo. De modo geral, o quadro produtivo é considerado normal, e há expectativa de safra cheia em importantes regiões orizícolas. De acordo com o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área cultivada com arroz no RS é de 891.908 hectares. A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial