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mar 31 2026 Segredo no manejo leva soja a alta produtividade
O manejo adequado da soja nas fases reprodutivas tem papel decisivo na definição do potencial produtivo, especialmente em momentos críticos como o florescimento e o enchimento de grãos. Estratégias que favorecem a retenção de estruturas e a redistribuição de nutrientes podem resultar em ganhos expressivos de rendimento no campo.
Com foco nessas etapas, o produtor Paulo Storti adotou o uso de bioestimulantes nas fases R1 e R5 na Fazenda Santana, em Itapeva (SP). A prática contribuiu para maior retenção de vagens e incremento no peso dos grãos, fatores que ajudaram a alcançar produtividade de 126,71 sacas por hectare. O desempenho garantiu ao produtor o primeiro lugar no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 24/25, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil.
Segundo o produtor, a antecipação de decisões e o uso de dados foram determinantes ao longo do ciclo. Mesmo diante de variações climáticas, como veranico no início da formação de vagens e excesso de chuvas na maturação, o planejamento técnico orientou os ajustes necessários. O escalonamento do plantio e o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real permitiram preservar o potencial produtivo.
O controle fitossanitário também foi priorizado, com atenção à ferrugem asiática, mancha-alvo e percevejo-marrom. O manejo incluiu fungicidas protetores desde estágios iniciais e alternância de mecanismos de ação, além de monitoramento frequente e controle antecipado de pragas.
Na área, práticas como rotação de culturas, plantio direto e uso racional de insumos foram associadas ao uso crescente de biodefensivos, promovendo maior equilíbrio biológico e eficiência produtiva. A avaliação é de que o uso consistente de informações e o conhecimento detalhado da área são fatores essenciais para alcançar altos níveis de produtividade.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 30 2026 Colheita da soja alcança 10% da área cultivada no RS
A colheita da soja prossegue de forma gradual no Rio Grande do Sul, alcançando 10% da área de 6.624.988 hectares cultivada nesta safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26/03), embora as chuvas tenham favorecido a reposição hídrica em parte das lavouras ainda em fase reprodutiva, também impuseram interrupções pontuais à colheita. O predomínio fenológico se situa entre enchimento de grãos (43%) e maturação (41%), indicando proximidade da intensificação dos trabalhos de colheita no curto prazo.
O comportamento produtivo da soja no Estado segue heterogêneo, refletindo a distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante os estágios críticos de definição de rendimento. Em áreas que mantiveram disponibilidade hídrica adequada, observa-se melhor enchimento de grãos e manutenção do potencial produtivo. Já em ambientes com restrição hídrica persistente, especialmente no Oeste e Noroeste do Estado, ocorreram redução do porte das plantas, abortamento de estruturas reprodutivas e antecipação da senescência, com impacto direto sobre o peso de grãos. A produtividade média revista na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar está estimada em 2.871 kg/ha.
Milho – A colheita do milho no RS alcança 73% da área cultivada, com resultados considerados satisfatórios na média, apesar das variações regionais decorrentes das condições hídricas ao longo do ciclo. As lavouras estão 14% em maturação e 13% em estádios anteriores, as quais têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias.
O avanço da colheita do milho ocorre de forma desigual, condicionado tanto pela umidade dos grãos quanto pela ocorrência de chuvas, que, em alguns locais, têm retardado a perda natural de umidade e limitado a trafegabilidade das áreas. As produtividades refletem o histórico climático da safra. Áreas com regularidade hídrica e manejo adequado apresentam os melhores desempenhos, e regiões com restrição hídrica em fases críticas registraram perdas parciais. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média em 7.424 kg/ha.
Milho silagem – A colheita do milho destinado à silagem se encontra em estágio avançado no RS, atingindo cerca de 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes se concentram em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, favorecidas pela reposição parcial de umidade no solo. Ainda assim, a irregularidade na distribuição das precipitações ao longo do ciclo resultou em respostas produtivas distintas entre regiões e ambientes de produção.
As perdas estão associadas à restrição hídrica em fases críticas de crescimento e acúmulo de biomassa, com impacto direto sobre o volume de matéria verde produzido. Em áreas de maior umidade, o desenvolvimento vegetativo foi mantido, e a formação de massa para ensilagem ocorreu dentro de padrões próximos ao esperado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares com milho silagem, e produtividade média de 37.840 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A cultura apresenta avanço significativo da colheita, restando lavouras mais extensivas no Nordeste do Estado, onde se cultiva 43% da área estadual em plantio tardio, em período próximo da segunda safra nas demais regiões produtoras. A Emater/RS-Ascar projeta área de 23.029 hectares, e produtividade média no Estado de 1.781 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, 42% das lavouras de feijão foram colhidas, e 50% estão em maturação. A produtividade obtida está próxima a 2.000 kg/ha, inferior à expectativa inicial, que é de 2.237 kg/ha. A redução está associada ao período prolongado de restrição hídrica e altas temperaturas, que comprometeram o desenvolvimento das plantas, provocando abortamento de flores, menor porte e redução no número de vagens por planta.
Feijão 2ª safra – A 2ª safra apresenta predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. Apenas 4% da área foi colhida até o momento, e 11 % estão em maturação. O avanço do ciclo ocorre de forma relativamente homogênea, com maior concentração nas fases de desenvolvimento vegetativo (46%), floração (17%) e enchimento de grãos (22%), refletindo o calendário mais tardio dessa safra. A Emater/RS-Ascar projeta área de 7.774 hectares, e produtividade média de 1.504 kg/ha.
Arroz – O cultivo de arroz registrou avanço contínuo da colheita, alcançando 35% da área, impulsionado por períodos de baixa precipitação ou acumulados pouco significativos, ainda que tenham sido observados eventos de chuva esparsa. A maior parte das lavouras se encontra em maturação (47%), e 18% ainda estão em enchimento de grãos, fase sensível à disponibilidade hídrica e às condições de radiação solar.
De maneira geral, as produtividades do arroz vêm se confirmando em patamares satisfatórios a elevados nas áreas já colhidas, apesar da redução em relação à safra anterior em parte das lavouras, associada a limitações de incidência solar e temperaturas fora da faixa ideal em momentos críticos do ciclo, além de retração no padrão tecnológico empregado. A área cultivada é de 891.908 hectares (Instituto Riograndense do Arroz – Irga). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Piscicultura
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, as condições climáticas do período foram favoráveis ao crescimento e engorda dos peixes, bem como para a produção em tanques escavados, viveiros e represas, onde há adequado manejo de água, alimentação e densidade de estocagem. Em função da maior produção de plâncton e do aumento do metabolismo dos peixes, o ganho de peso está satisfatório. Os produtores planejam a despesca para elevar a oferta na Semana Santa.
Na região de Ijuí, os produtores estão manejando a água dos tanques com policultivo de carpas para a despesca da Semana Santa. Já na de Passo Fundo, foram intensificados os preparativos para despescas e vendas, que devem se intensificar pela proximidade da Semana Santa, quando há a maior consumo de peixes. As condições climáticas contribuíram para a manutenção da qualidade natural das águas e da multiplicação de fito e zooplânctons, importantes fontes de alimentação dos peixes nos sistemas extensivos e semiextensivos de criação. Os produtores vêm empregando o manejo de maneira regular, incluindo monitoramento da qualidade e da oxigenação da água nos sistemas intensivos de criação.
Na região de Porto Alegre, é época de alimentação intensa dos peixes devido às temperaturas elevadas. Produtores monitoram seus viveiros quanto à possível falta de oxigênio dissolvido nestes dias quentes e nublados, com recomendação de uso de aeradores durante a noite. Ocorrem muitas reuniões com piscicultores e parceiros visando à organização das Feiras do Peixe da Semana Santa, principal oportunidade de comercialização para grande maioria dos agricultores familiares. Em Barra do Ribeiro, em parceria com o Sicredi, ocorreu uma capacitação de dois dias para piscicultores com foco na tilapicultura.
Pesca Artesanal
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, na Lagoa dos Patos, a pesca artesanal apresenta cenário moderado. Os pescadores estão capturando principalmente tainha e corvina, e a quantidade de camarão está baixa. Na Lagoa Mirim, o período de pesca foi retomado, e a comercialização está razoável em virtude da Semana Santa. A pesca na Lagoa do Peixe, em Tavares, continua baixa, e o camarão pescado apresenta tamanho pequeno.
Na região de Santa Rosa, no Rio Uruguai, o nível de água está baixo. Durante o período, os pescadores relataram bons resultados na pesca de peixe de couro, situação que normalmente é associada ao nível reduzido do rio.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 30 2026 Com foco em produtores rurais, Fazenda lança série de tutoriais em vídeo sobre o aplicativo Nota Fiscal Fácil
Conteúdo busca facilitar a adaptação ao uso da ferramenta considerando a obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica desse público
A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz RS) coloca no ar uma novidade nesta segunda-feira (30/3): uma série de tutoriais voltada a produtores rurais do Estado. Os vídeos tratam do uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil, uma das principais alternativas para a emissão de notas fiscais eletrônicas. O material está disponível no canal da Sefaz no YouTube.
Os tutoriais foram gravados pensando na adaptação dos produtores rurais à obrigatoriedade da emissão de notas eletrônicas, que passou a valer para todos os profissionais da área em janeiro de 2026. O bloco em papel, conhecido como “talão do produtor”, não está mais sendo fornecido pela Sefaz, e quem já tinha o documento pode seguir utilizando até 30 de abril. Depois disso, todos precisam se adaptar.
O conteúdo, dividido em três partes, é ministrado pelo chefe da Seção de Informações Fiscais da Receita Estadual, o auditor-fiscal Geraldo Callegari.
O tutorial um detalha como fazer operações básicas usando o aplicativo: cadastro de produtos, cadastro de clientes e emissão de notas fiscais. O vídeo dois foca em funcionalidades do NFF, como ambiente de testes, possibilidade de emissão de documentos offline, cadastro de operadores e transportadores, emissão de relatórios e devolução de compras, entre outros. Por fim, a parte três traz o passo a passo para operações específicas, como venda de merenda escolar, venda para Centrais de Abastecimento (Ceasa) e contranota. Em cada vídeo, é possível fazer uma busca por capítulos.
“Desde 2023, nós temos ministrado capacitações em diferentes regiões do Estado, a pedido de sindicatos e cooperativas, para instruir os produtores no uso dessa ferramenta que tem simplificado muito o processo. Agora, sabendo quais são as principais dúvidas e dificuldades, montamos esses tutoriais, que seguem de guia para quem está começando a usar o NFF”, explica Callegari.
O subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, destaca que essa é mais uma iniciativa da instituição para estar próxima dos contribuintes:
“A modernização da documentação fiscal no setor agropecuário, que vem ocorrendo em todo o país, torna o processo mais ágil e seguro, reduzindo burocracias e minimizando falhas no preenchimento de dados. E a Receita está ao lado dos produtores, atuando ativamente na construção do Nota Fiscal Fácil e, agora, ajudando esse público a usar a ferramenta com confiança”, reforça.
O NFF foi idealizado pela Receita gaúcha e desenvolvido pela Procergs, com apoio do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (Encat). Um manual de uso do app está disponível neste link (https://dfe-portal.svrs.rs.gov.br/Nff/Documentos).
Clique e confira
Tutorial um (operações básicas)
Tutorial dois (funcionalidades)
Tutorial três (merenda escolar, Ceasa e contranota)
Mudança escalonada
A obrigatoriedade da nota eletrônica foi implantada aos poucos, buscando garantir aos produtores rurais tempo para se adaptar à novidade – que também está sendo colocada em prática em outros estados do país. A mudança começou em 2021 pela faixa dos que têm maior faturamento e, aos poucos, foi sendo expandida para pequenos produtores.
A Receita Estadual tem dialogado com o setor sobre a implementação da norma. Em diversos momentos, atendendo a pedidos de entidades rurais, a entrada em vigor foi adiada. Isso ocorreu, inclusive, após as enchentes de 2024, que causaram prejuízos para profissionais da área.
Apesar de o NFF ser a principal ferramenta para emissão de notas eletrônicas, sendo recomendada pela Sefaz, há outras. Uma delas é a Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), também gratuita e indicada para operações mais complexas, como, por exemplo, as de exportação. Há ainda soluções oferecidas por associações e por cooperativas, e é permitido o desenvolvimento de modelos próprios
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 26 2026 Declaração de Rebanho 2026 começa na próxima quarta (1º/4); saiba como fazer
Começa na próxima quarta-feira (1º/4) o período para a Declaração Anual de Rebanho referente ao ano de 2026. O prazo se encerrará em 30 de junho. A Declaração de Rebanho é uma obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos detentores de animais.
“O conjunto de informações obtidas por meio da declaração subsidia políticas públicas mais aderentes à realidade do campo, especialmente as relacionadas à vigilância e defesa sanitária animal, permitindo que o Estado atue com maior efetividade no apoio aos produtores e na proteção do patrimônio sanitário”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Paulo André Santos Coelho de Souza.
Este ano, são esperadas cerca de 358 mil declarações. “Temos boas expectativas na adesão pela entrega online, que traz facilidade e agilidade ao produtor. A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta essencial, a qualidade desses dados impacta diretamente na capacidade de planejamento e resposta do serviço veterinário oficial, especialmente em cenários que exigem agilidade e precisão”, comenta o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias, Richard Daniel Soares Alves.
A declaração pode ser feita diretamente pela internet, em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.
A Declaração Anual de Rebanho conta com um formulário de identificação do produtor e características gerais da propriedade. Formulários específicos devem ser preenchidos para cada tipo de espécie animal que seja criada no estabelecimento, como equinos, suínos, bovinos, aves, peixes, abelhas, entre outros. No formulário de caracterização da propriedade, há campos como situação fundiária, atividade principal desenvolvida na propriedade e somatória das áreas totais, em hectares, com explorações pecuárias. Já os formulários específicos sobre os animais têm questões sobre finalidade da criação, tipo de exploração, classificação da propriedade, tipo de manejo, entre outros.
Em 2025, a declaração teve adesão de 89,17%, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao índice registrado no ano anterior.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 25 2026 Clima favorece ameaça invisível no milho
O manejo deve começar ainda nos estádios iniciais da cultura
O avanço do milho segunda safra no Sul do Brasil coloca março e abril como um período crítico para o manejo fitossanitário, especialmente no controle da mancha-branca. As condições climáticas típicas dessa fase, com noites mais frias, dias quentes e alta umidade, favorecem o desenvolvimento da doença, que passa a atingir folhas do terço superior da planta e comprometer o enchimento de grãos.
O ambiente com molhamento foliar prolongado e amplitude térmica diária acelera a evolução dos sintomas, afetando diretamente a área responsável pela maior parte da fotossíntese. Com isso, há redução na capacidade produtiva e impacto no peso final dos grãos.
De acordo com Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, esse período coincide com a fase em que falhas no posicionamento de aplicações se tornam mais evidentes. Ele explica que a doença evolui de forma discreta, mas ganha intensidade rapidamente quando encontra condições favoráveis, sobretudo em lavouras com bom desenvolvimento vegetativo, momento em que o intervalo entre aplicações costuma aumentar.
O manejo deve começar ainda nos estádios iniciais da cultura, a partir de V3/V4, e se intensificar do pré-pendoamento ao enchimento de grãos. A escolha de híbridos tolerantes e o uso de fungicidas multissítios nas aplicações iniciais ajudam a reduzir a pressão da doença ao longo do ciclo. Segundo Gimenes, programas que utilizam apenas sítios específicos tendem a perder eficiência em cenários de maior pressão.
“Programas que entram apenas com sítio específico tendem a perder estabilidade sob maior pressão ambiental. A inclusão do multissítio na base do manejo estabiliza o controle mesmo em condições mais favoráveis ao patógeno”, destaca Gimenes.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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mar 24 2026 Silagem de milho mantém produtividade
A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.
O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.
Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.
Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.
Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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mar 24 2026 Isso pode mudar os rumos da soja
A agricultura enfrenta um cenário cada vez mais desafiador, marcado por mudanças climáticas, escassez de recursos e aumento da demanda global por alimentos. O tema é abordado por Bruno Carloto, engenheiro agrônomo e mestre em agrobiologia, que atua na área de marketing estratégico no setor de bioestimulantes. Diante desse contexto, produtores de soja buscam alternativas que elevem a produtividade sem ampliar os impactos ambientais, e os bioestimulantes à base da alga Ascophyllum nodosum têm ganhado espaço nesse processo.
Extraída de forma sustentável no Atlântico Norte, a alga é rica em compostos naturais que atuam diretamente nos processos fisiológicos das plantas. Em lavouras de soja, esses extratos favorecem o crescimento radicular, ampliam a absorção de nutrientes e aumentam a resistência a estresses como seca e calor, além de promover maior uniformidade no desenvolvimento.
Estudos conduzidos em diferentes regiões brasileiras indicam que o uso desses bioestimulantes mantém resultados consistentes mesmo em condições adversas, com incremento médio de produtividade. Do ponto de vista fisiológico, também há melhora na assimilação de CO₂, na atividade enzimática e na tolerância a variações térmicas, além de redução de perdas na colheita.
“Com a agricultura brasileira batendo recordes de produção, a integração de bioestimulantes representa um diferencial competitivo. Ao fortalecer a fisiologia das plantas e mitigar efeitos de estresses climáticos e nutricionais, esses insumos proporcionam um manejo mais eficiente, tecnológico e ambientalmente responsável, representando um caminho para a agricultura sustentável e altamente produtiva”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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mar 24 2026 Inscrições para segunda turma do Gestores do Futuro seguem até o dia 25
Estão abertas até o dia 25 de março as inscrições para a segunda turma do Curso Gestores do Futuro, iniciativa da CCGL voltada à capacitação de jovens produtores de leite para a sucessão familiar e a profissionalização da gestão no campo.
O curso oferece uma jornada técnica completa, abordando temas essenciais como manejo de solo, forragens, nutrição animal, qualidade do leite, reprodução, criação de terneiras, gestão financeira e de pessoas, além da digitalização das propriedades. Com formato híbrido e duração de seis meses, a capacitação é organizada em módulos mensais, combinando teoria e prática para potencializar resultados no dia a dia das propriedades rurais.
Entre os principais destaques da primeira edição estão os resultados expressivos alcançados pelos participantes. A turma registrou um aumento médio de 19% na produção de leite, com casos individuais de crescimento ainda mais significativo: uma das alunas, por exemplo, obteve um aumento de 41% na produtividade da sua propriedade.
A primeira turma contou com 162 alunos, reforçando o alcance e a relevância da iniciativa. Com o Gestores do Futuro, a CCGL reafirma seu compromisso com a difusão contínua de tecnologia e conhecimento, investindo no desenvolvimento de uma nova geração de líderes rurais preparados para os desafios do setor.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 25 diretamente com o técnico responsável ou junto à cooperativa. Para mais informações sobre as próximas edições, os interessados devem acompanhar os canais oficiais da CCGL ou consultar sua cooperativa singular.Fonte: https://rtc.coop.br/
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mar 23 2026 Apesar da falta de chuva, pastagens mantêm alimentação dos rebanhos no Rio Grande do Sul
A boa luminosidade, a umidade e as temperaturas elevadas garantem rebrota satisfatória das pastagens e a manutenção da oferta de alimentos volumosos a campo na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19/3), na região administrativa de Passo Fundo inicia o declínio nas forrageiras anuais de verão, em função da proximidade do final de ciclo, depreciando a qualidade nutricional, pela elevação dos teores de fibra. Com a proximidade do outono, o campo nativo apresenta redução do crescimento.
Na região de Bagé, as pastagens anuais de verão ainda contribuem de forma satisfatória para a alimentação dos rebanhos, e a capacidade de rebrota está reduzindo de forma gradativa, à medida que o fotoperíodo diminui. Áreas semeadas em janeiro com manejo correto de altura de pastejo apresentam boa oferta. Nas áreas implantadas em outubro e novembro, principalmente onde não foi realizado manejo de ajuste da carga animal ou uso de roçadeira, ocorre alongamento dos colmos e emissão de estruturas reprodutivas, resultando na perda de qualidade da forragem. Continua forte o movimento de compra de sementes para a implantação das pastagens de aveia e azevém, e alguns produtores realizam o preparo do solo e a semeadura, esperando as chuvas previstas nas próximas semanas.
Ainda na região de Bagé, as áreas de campo nativo continuam dando suporte satisfatório para a manutenção da condição corporal dos rebanhos, inclusive proporcionando ganho de peso nas áreas adequadamente manejadas e contempladas pelas chuvas. Há campos amarelados e secos, com baixa oferta forrageira, sobretudo nas áreas mais afetadas pela estiagem e em solos de pouca profundidade, mais sensíveis à falta de chuvas regulares.
Na região de Santa Maria, em Júlio de Castilhos, o campo nativo continua mostrando bom desenvolvimento, garantindo ainda satisfatória rebrota e crescimento mais vigoroso das plantas, assim como as pastagens perenes cultivadas. A condição nutricional dos rebanhos continua adequada, pois há boa oferta de forragem. Já na região de Santa Rosa, em Garruchos, as chuvas favoreceram a retomada do crescimento das gramíneas nativas ou cultivadas utilizadas para forragem dos rebanhos. Os produtores que dispõem de sistema de irrigação mantêm as pastagens em boa produção. No entanto, irrigam com limitações, devido à redução na disponibilidade de água.
Bovinocultura de leite
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as forrageiras se desenvolveram bem nos sistemas a pasto, permitindo a produção de leite com menor custo. Nos sistemas confinados ou semiconfinados, foi utilizada silagem como base forrageira, e concentrados proteicos para balanceamento da dieta. O calor em alguns dias provocou estresse térmico nos animais, principalmente em sistemas a pasto sem sombra e em sistemas confinados sem ventilação ou aspersores. Muitos produtores colocaram as vacas para pastejo pela manhã e final da tarde, tratando com silagem nos cochos cobertos nos momentos mais quentes do dia.
Na região de Ijuí, a produção de leite apresentou leve estabilização em termos de quantidade recolhida, em relação à semana anterior. O tempo quente e seco causou estresse nos animais em sistemas estabulados, o que exigiu aumento da aeração e aspersão de água para diminuir o calor. Por outro lado, o tempo seco tem favorecido a sanidade animal e a qualidade do leite produzido.
Bovinocultura de corte
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a atividade apresenta bom desempenho, favorecida pela melhora das pastagens nativas e cultivadas de verão, em função das chuvas. Com a recuperação das pastagens, houve redução no uso de rações e volumosos conservados. Os produtores adquirem sementes de aveia, azevém e trigo-pasto para pastagens de outono-inverno. Seguem os manejos sanitários, como vermifugação e vacinação. A maioria das propriedades já concluiu os protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), e inicia a fase de repasse com touros. Nas propriedades de cria, a boa oferta de forragem favorece as vacas e o desenvolvimento dos terneiros. Em muitos casos, é utilizado o sistema de creep feeding, que melhora o ganho de peso dos animais jovens.
Na região de Soledade, em função do aumento da oferta de forragens, o rebanho ganhou peso. As condições sanitárias e o escore corporal estão adequados. As chuvas mais escassas nas últimas semanas diminuíram a pressão de incidência do carrapato. O rebanho bovino está em período de reprodução; a monta natural, a inseminação artificial ou a IATF são técnicas utilizadas.
Ovinocultura
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a fase de encarneiramento predomina na maioria das propriedades, e os reprodutores e matrizes apresentam condição corporal satisfatória. Esse quadro permite projetar uma boa safra de cordeiros nos próximos meses, caso se mantenham as condições atuais de manejo e alimentação. Em Caçapava do Sul, os produtores que já encerraram o período de encarneiramento iniciam os trabalhos de esquila pré-parto nas ovelhas. De modo geral, o sistema produtivo apresenta equilíbrio entre oferta de alimento e manejo reprodutivo, favorecendo o desempenho zootécnico e as perspectivas para a próxima produção de cordeiros.
Na região de Pelotas, está adequado o escore corporal dos animais, o que reflete em melhores índices produtivos e reprodutivos. Em relação ao aspecto sanitário, o aumento da umidade em diversas localidades tem deixado os produtores alertas para o controle de verminoses, especialmente de Haemonchus contortus, além da ocorrência de afecções podais e miíases. Em Santa Vitória do Palmar, a Emater/RS-Ascar, em conjunto com o Núcleo de Ovinos, segue divulgando o 12° Concurso Municipal de Borregas, que será em 18/04. O mercado está aquecido, especialmente para animais destinados ao abate. Há maior oferta e manutenção de bons preços em todas as categorias, sustentando a rentabilidade da atividade no período.
Culturas de verão
Soja – A cultura da soja apresentou avanço significativo de fases, aproximando do final do ciclo. Predominam as fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (37%), além da colheita (5%), que avançou e se estendeu para diferentes regiões administrativas. As precipitações irregulares e mal distribuídas, associadas às temperaturas elevadas, continuam determinando forte variabilidade no desempenho das lavouras. A reestimativa realizada pela Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 2.871 kg/ha, o que representa redução de 9,7% em relação à estimativa realizada no início da safra, refletindo os efeitos da irregularidade hídrica. A área cultivada está estimada em de 6.624.988 hectares.
Milho – Na maior parte das lavouras, a colheita foi concluída (68%), e 18% estão em fase final de maturação. As lavouras implantadas em períodos mais tardios estão em estágios reprodutivos ou vegetativos. O desempenho produtivo segue heterogêneo entre as regiões, refletindo a irregularidade das precipitações e a ocorrência de períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo, especialmente durante as fases de florescimento e enchimento de grãos. Nas áreas de safrinha, o desenvolvimento está condicionado à disponibilidade hídrica, e parte das lavouras segue em definição de componentes de rendimento. A nova projeção de safra realizada pela Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 803.019 hectares, sendo 2,3% maior que o estimado inicialmente. A produtividade média está em 7.424 kg/ha.
Milho silagem – A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado conforme a época de semeadura. Nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos. A estimativa estadual indica área de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A cultura está em fase final de colheita ou concluída, com desempenho produtivo condicionado, sobretudo, pelas condições climáticas registradas durante o período reprodutivo. A restrição hídrica ocorrida a partir da segunda quinzena de janeiro, associada a elevadas temperaturas, impactou de forma negativa as lavouras tardias, que estão em floração e enchimento de grãos, localizadas no Nordeste do Estado. A qualidade dos grãos colhidos é considerada adequada, apesar da redução no volume produzido. A Emater/RS-Ascar projeta área de 23.029 hectares e produtividade média de 1.781 kg/ha.
Feijão 2ª safra – A segunda safra predomina em estágios vegetativos e reprodutivos. A evolução do ciclo segue variável, conforme as condições de umidade do solo e a disponibilidade hídrica. De maneira geral, as lavouras apresentam desenvolvimento adequado, em especial em áreas com suporte de irrigação ou que receberam precipitações mais regulares. A Emater/RS-Ascar projeta área de 7.774 hectares e produtividade média de 1.504 kg/ha.
Arroz – Na cultura do arroz irrigado, predominam as lavouras em maturação e em colheita nas diversas regiões produtoras. De maneira geral, as produtividades têm se mantido satisfatórias. Há registros de resultados elevados em diversos talhões, apesar das variações associadas às condições meteorológicas ocorridas durante o período reprodutivo. De acordo com o Instituto Riograndense de Arroz (Irga), a área cultivada é de 891.908 hectares. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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mar 23 2026 O que está por trás da oscilação da soja
O mercado da soja segue em um cenário de forças opostas, refletindo a combinação de fatores que sustentam e limitam os preços no cenário internacional. De acordo com análise da TF Agroeconômica, os fundamentos atuais indicam um equilíbrio delicado entre oferta elevada e sinais pontuais de demanda mais firme.
Pelo lado positivo, o farelo de soja voltou a assumir protagonismo dentro do complexo, impulsionado pela maior competitividade nas exportações. O contrato de maio atingiu US$ 366,85 por tonelada, enquanto as vendas semanais somaram 220,9 mil toneladas, volume 33% superior ao da semana anterior. Esse movimento reforça a demanda pelo subproduto e contribui para dar sustentação ao mercado. Soma-se a isso a expectativa de possível elevação na mistura obrigatória de biodiesel nos Estados Unidos, o que poderia ampliar o consumo de óleo de soja. Além disso, o mercado vinha de um período de seis semanas consecutivas de alta em Chicago, evidenciando um impulso comprador recente.
Por outro lado, fatores de pressão seguem relevantes. As exportações norte-americanas ficaram abaixo das expectativas, com vendas de apenas 298 mil toneladas na semana, recuo de 35% em relação à anterior. Há também a possibilidade de aumento da área de soja nos Estados Unidos na próxima safra, favorecida pelo custo mais elevado dos insumos para o milho. A demanda chinesa permanece aquém do esperado, com compras ainda não concluídas e volume abaixo do inicialmente projetado.
A oferta global também pesa sobre as cotações. A colheita recorde no Brasil amplia a disponibilidade no mercado internacional, enquanto as condições das lavouras na Argentina melhoraram com as chuvas recentes, mantendo a projeção de 48,5 milhões de toneladas. No cenário global, a previsão é de produção recorde de 442 milhões de toneladas em 2026/27, acima da safra atual. Soma-se a isso a realização de lucros por parte dos fundos, que passaram a liquidar posições após semanas de valorização.
Diante desse quadro, a tendência de curto prazo é lateral a levemente baixista, influenciada pela pressão da oferta sul-americana e ajustes técnicos. Já no médio prazo, o viés permanece neutro com inclinação de alta, condicionado à manutenção da firmeza do complexo soja e ao avanço da demanda por biocombustíveis.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/