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maio 05 2026 Silagem garante alimentação do rebanho em períodos críticos
A utilização da silagem é uma prática já consolidada na pecuária do Sul do Brasil, especialmente em períodos de escassez de pastagens, nos períodos de outono e inverno, sendo vista não apenas como alternativa, mas como garantia de oferta contínua de alimento ao rebanho durante o ano todo.
Durante o inverno, a redução na produção de forragem é um fenômeno natural, principalmente em áreas de campo nativo. Essa queda impacta diretamente o desempenho dos animais, tornando a silagem uma alternativa indispensável para manter a estabilidade produtiva. Já na pecuária leiteira, o uso é mais intenso nas estações de outono e de primavera, quando há substituição entre pastagens de verão e inverno.
A silagem pode substituir o pasto em diferentes épocas do ano, desde que haja equilíbrio nutricional adequado. No entanto, a dieta precisa ser ajustada conforme a categoria animal. Terneiros em crescimento, por exemplo, demandam maior teor de proteína, enquanto vacas em pico de lactação exigem alta densidade energética. Nesses casos, a suplementação com concentrados torna-se necessária para atender às exigências produtivas.
Entre as culturas mais utilizadas para ensilagem estão sorgo, cana-de-açúcar, capim-elefante e o milho, que se destaca no Rio Grande do Sul como principal matéria-prima, devido ao seu elevado teor energético e alta produtividade por área. O ponto de colheita é decisivo para garantir qualidade. No caso do milho, o ideal é quando o grão atinge o estágio farináceo a duro, momento em que apresenta maior valor nutritivo.
CONSERVAÇÃO DE NUTRIENTES
O processo de produção da silagem exige precisão e rapidez. Após a colheita, o material deve ser picado, compactado e armazenado em ambiente completamente vedado, evitando a presença de oxigênio. Esse cuidado é fundamental para garantir a fermentação anaeróbica, responsável pela conservação dos nutrientes. Falhas como excesso de umidade, má compactação ou entrada de ar comprometem a qualidade final e podem gerar perdas significativas, representando prejuízo ao produtor.
Do ponto de vista econômico, a silagem pode contribuir para a redução de custos, desde que o sistema produtivo conte com estrutura adequada, como maquinário e mão de obra. Em propriedades com menor acesso a esses recursos, o custo por quilo produzido pode aumentar, exigindo avaliação criteriosa da viabilidade.
Carlos Brum, médico veterinário e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, explica que o planejamento alimentar é um dos pontos centrais no uso da silagem. Segundo ele, para estimar a quantidade necessária, os produtores utilizam como base o consumo de matéria seca, que representa a parte realmente nutritiva do alimento, sem a água. “Em média, um bovino consome cerca de 2,5% do seu peso vivo em matéria seca por dia, o que significa que uma vaca de 400 quilos precisa ingerir aproximados dez quilos diários. Considerando que a silagem contém, em média, 35% de matéria seca, esse consumo equivale a cerca de 28,5 quilos do alimento por dia”, calcula Brum. A partir desses cálculos, é possível projetar com maior precisão o volume necessário, garantindo segurança alimentar ao rebanho e melhor organização da propriedade.
Ao garantir regularidade na alimentação, a silagem contribui para a manutenção do desempenho animal e oferece maior previsibilidade econômica ao produtor, especialmente em cenários de instabilidade climática.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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maio 05 2026 Aplicação mal feita pode gerar perdas no campo
A eficiência das aplicações agrícolas depende da integração entre equipamento, calda, ambiente e alvo biológico, para que o produto alcance o ponto desejado na quantidade e forma adequadas. Segundo o engenheiro agrônomo Junior Costa Beber, a tecnologia de aplicação não se limita ao ato de aplicar, mas ao ajuste do sistema para ampliar a deposição no alvo e reduzir perdas.
Na prática, o primeiro passo é identificar o alvo, considerando se ele está nas folhas, no solo ou no baixeiro, além da arquitetura da planta e do comportamento da praga, doença ou planta daninha. Esse diagnóstico orienta dose, volume de calda e método.
Dose e volume devem considerar o tipo de produto, o estádio da cultura e o nível de infestação. Produtos de contato exigem maior cobertura, enquanto sistêmicos dependem de condições que favoreçam a absorção. Volumes inadequados reduzem a distribuição ou elevam perdas.
O momento da aplicação também pesa no resultado. Fora do estádio ideal, a eficiência pode cair mesmo com produtos de alta performance. Temperatura abaixo de 30 °C, umidade acima de 60% e vento entre 2 e 10 km/h são indicados para reduzir deriva.
A escolha do método deve acompanhar a área. A aplicação terrestre oferece cobertura e versatilidade. A aérea amplia a capacidade operacional, mas tem maior risco de deriva. A aplicação no sulco protege a fase inicial, a localizada melhora o uso de insumos e os drones agregam precisão.
O tamanho das gotas completa o ajuste. Gotas finas ampliam cobertura, mas aumentam deriva e evaporação. Gotas médias equilibram cobertura e perdas. Gotas grossas reduzem deriva, mas podem comprometer cobertura.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/
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maio 04 2026 Secretaria da Agricultura valida solução biológica inédita contra carrapato com aplicação por drone nas pastagens
Pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) avançam na validação a campo de um produto biológico inédito para o controle do carrapato bovino, com aplicação direta nas pastagens por meio de drones. A fase mais recente dos testes ocorreu nesta semana em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, marcando um novo passo rumo a uma alternativa mais sustentável ao modelo tradicional baseado em químicos.
Desenvolvido pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), o projeto propõe uma mudança de paradigma: em vez de tratar o animal com produtos químicos, a estratégia atua no ambiente onde o carrapato passa a maior parte do seu ciclo de vida.
A iniciativa parte de uma lacuna tecnológica. Atualmente, não há produtos disponíveis, em escala pecuária, voltados ao controle de parasitas no ambiente. “A maior parte dos carrapatos está na pastagem, aguardando o hospedeiro. Mesmo assim, o controle segue concentrado no animal”, enfatiza o pesquisador e diretor do IPVDF, José Reck.
Reck explica que o estudo utiliza micro-organismos presentes no solo, como fungos e bactérias, selecionados por sua capacidade de atingir o carrapato sem causar danos aos bovinos, aos seres humanos ou ao ambiente. Esses agentes biológicos são concentrados em uma formulação e aplicados diretamente no campo, com apoio de drones, o que amplia a escala e a eficiência da operação.
“Projetos assim são fundamentais para avançarmos em soluções práticas diante de um problema recorrente no dia a dia dos produtores. A atuação técnica e a expertise da Secretaria da Agricultura permitem não apenas o desenvolvimento, mas também a validação de alternativas inéditas, mais sustentáveis e alinhadas às demandas atuais da pecuária”, destaca o secretário da Agricultura, Márcio Madalena.
Conhecimento e inovação
Iniciado no começo de 2025, o projeto está em fase de validação em escala real, com monitoramento contínuo das áreas experimentais. Atualmente, dois tratamentos estão em teste, com avaliação sistemática de custo-benefício. “A previsão é manter os experimentos até julho, quando a chegada do inverno reduz naturalmente a população de carrapatos, permitindo um balanço mais preciso dos resultados”, prevê Reck.
A proposta combina conhecimentos já consolidados na agricultura — onde o uso de micro-organismos no controle de pragas é amplamente difundido — com o manejo sanitário animal. “Trata-se de uma abordagem que considera todo o sistema produtivo, e não apenas o animal”, destaca a professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), diretora da Agência de Inovação e uma das pesquisadoras integrantes do projeto, Patrícia Golo.
Segundo ela, o diferencial está na atuação integrada sobre todas as fases do parasito. “Avaliamos a infestação nos bovinos, as fases no ambiente e a persistência do fungo no solo, em um experimento conduzido em escala próxima à realidade do produtor”, afirma.
A pesquisa representa um avanço em uma linha de trabalho iniciada em 2012 no IPVDF, voltada ao controle biológico de carrapatos. Até recentemente, os esforços estavam concentrados no desenvolvimento de soluções para aplicação direta nos animais. A mudança para o controle no ambiente marca um novo estágio da investigação.
Problema estrutural no RS
O Rio Grande do Sul concentra um dos principais focos de infestação de carrapato bovino nas Américas. A combinação entre o uso predominante de raças europeias — mais suscetíveis — e condições climáticas favoráveis ao parasita ao longo do ano intensifica o problema.
Como consequência, o Estado lidera o uso de carrapaticidas químicos, o que acelera o desenvolvimento de resistência. Esse cenário cria um ciclo difícil de romper: quanto maior o uso de químicos, menor sua eficácia ao longo do tempo, aponta Reck.
O médico veterinário da Seapi, Gabriel Fiori, reforça que esse tipo de experimento com insumos biológicos para o controle de carrapatos é uma estratégia fundamental diante da crescente resistência aos acaricidas químicos tradicionais, do aumento das exigências por sustentabilidade e da necessidade de reduzir resíduos em produtos de origem animal.
“O desenvolvimento e a validação dessas alternativas representam avanços importantes dentro do conceito de sustentabilidade econômica e ambiental da pecuária moderna”, observa Fiori.
Caminho para a sustentabilidade
Nos últimos 15 anos, a Seapi tem investido em alternativas ao controle convencional, incluindo o uso racional de medicamentos e práticas de manejo, como a rotação de pastagens. O novo projeto amplia esse esforço ao propor uma solução de base biológica, com potencial de reduzir impactos ambientais, riscos à saúde e custos no longo prazo.
“Se os resultados se confirmarem, a tecnologia poderá representar uma mudança significativa no controle de carrapatos no campo, alinhando produtividade e sustentabilidade na pecuária gaúcha”, avalia o pesquisador José Reck.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 04 2026 Colheita da soja no RS se aproxima do final
A colheita da soja no Rio Grande do Sul se aproxima do final na maior parte das áreas. No Estado, nesta Safra 2025/2026, foram cultivados 6.624.988 hectares. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 2.871 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (30/04), há certa desaceleração pontual da colheita, em função da elevada umidade atmosférica e da ocorrência frequente de precipitações, que limitam as janelas operacionais. Esse cenário tem mantido as plantas com alto teor de umidade, impactando não apenas o ritmo das operações, mas contribuindo para perdas qualitativas, como aumento de impurezas e grãos avariados.
As lavouras colhidas totalizam 79%, restando parcelas em maturação (20%) e em enchimento de grãos (1%), correspondentes a semeaduras tardias ou de segunda safra. Nessas áreas, as condições hídricas têm favorecido a formação dos grãos. Porém, há incremento na incidência de doenças, especialmente ferrugem-asiática e patógenos de final de ciclo, além de incidência de percevejos, cujo controle tem sido dificultado pelas limitações de acesso às lavouras.
As produtividades apresentam elevada variabilidade, refletindo a disparidade das condições hídricas ao longo do ciclo, especialmente durante o estágio crítico de enchimento de grãos. As áreas implantadas em épocas mais favoráveis e com melhor distribuição de chuvas têm registrado rendimentos muito satisfatórios, equivalente a uma safra normal. Já as lavouras afetadas por restrição hídrica, ou conduzidas em ambientes mais restritivos de fertilidade ou de compactação de solos, apresentam desempenho inferior, com perdas que superam 50% do potencial produtivo. Em alguns casos, a maturação antecipada por estresse hídrico ou manejo (como dessecação) tem contribuído para perdas adicionais por deiscência de vagens.
Milho – A área colhida evoluiu apenas 1% em função das chuvas e da priorização das atividades em outros cultivos, alcançando 92%. As lavouras remanescentes estão nas fases de maturação (4%), enchimento de grãos (4%) e florescimento (1%), distribuídos entre cultivos tardios e de safrinha. De forma geral, a produtividade apresenta variações moderadas, e o desempenho médio da cultura se mantém próximo ao projetado na maior parte das áreas. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.
Milho silagem – A colheita de milho para silagem se encontra em fase final, atingindo 89% dos 345.299 hectares cultivados. As áreas remanescentes correspondem a cultivos tardios (11%), e estão em fases reprodutivas. Nessas áreas remanescentes, majoritariamente de segunda safra, há bom acúmulo de biomassa, favorecido pela adequada disponibilidade hídrica. No entanto, o excesso de umidade no momento da colheita pode comprometer a compactação e a qualidade fermentativa do material ensilado. As produtividades, em geral, continuam próximas às estimativas iniciais, na média de 37.840 kg/ha, mas houve variações em razão de déficits hídricos em fases críticas e a ocorrências pontuais de acamamento.
Feijão 1ª safra – A colheita foi finalizada. A produtividade média está estimada em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar, podendo sofrer revisão negativa no fechamento da safra, devido às perdas registradas nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra cerca de 40% da área cultivada na primeira safra. A área total semeada está estimada em 23.029 hectares.
Feijão 2ª safra – O cultivo se encontra no estágio reprodutivo de enchimento de grãos (44%) e floração (13%). As áreas em desenvolvimento vegetativo correspondem a 4%, e 21% estão em maturação fisiológica. A colheita avança lentamente, atingindo 18% da área de 11.690 hectares, condicionada à umidade dos grãos e à predominância de áreas ainda em estádios reprodutivos. De modo geral, as lavouras apresentam bom desempenho. As estimativas de produtividade se mantêm dentro de patamares satisfatórios, mas sujeitas a variações relacionadas às condições locais e à persistência de elevada umidade nas fases finais do ciclo, que podem favorecer o aumento da incidência de doenças foliares em lavouras em floração e em início de formação de grãos. A Emater/RS-Ascar projeta produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita do arroz no Estado está em fase final e atinge 93,51% da área cultivada que, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares. As áreas remanescentes estão concentradas em estádios de maturação e ponto de colheita. No período, o avanço das operações foi parcialmente limitado pela ocorrência de precipitações, que elevaram a umidade do solo e dos grãos, reduzindo a eficiência operacional em determinados períodos. De modo geral, a safra apresenta desempenho produtivo elevado. As produtividades continuam em patamares satisfatórios a elevados, com adequada qualidade de grãos e rendimento industrial, apesar das variações pontuais causadas por episódios climáticos específicos. A produtividade está projetada pela Emater/RS-Ascar em 8.744 kg/ha.
Pastagens e Criações
A implantação das pastagens de inverno está em andamento em todas as regiões do Estado, com avanço variável conforme as condições meteorológicas e a umidade do solo, além de aspectos operacionais das propriedades. São realizadas semeaduras de aveia, azevém, trigo e aveia, que apresentam boa germinação, favorecida por precipitações no período. Em algumas áreas, há atrasos pontuais. As primeiras áreas implantadas mostram estabelecimento inicial satisfatório, apesar de muitas ainda não terem atingido condições de pastejo.
Bovinocultura de corte – Os animais apresentam escore de condição corporal satisfatório e desempenho compatível com o período. Em relação ao aspecto sanitário, seguem as ações de monitoramento e controle de ectoparasitas, com destaque para carrapatos e mosca-dos-chifres, além da manutenção das práticas de manejo sanitário nos diferentes lotes.
Bovinocultura de leite – Os rebanhos apresentam escore de condição corporal adequado, e houve aumento no uso de suplementação, em especial com silagem, para sustentar os níveis de produção. Referente ao aspecto sanitário, as condições estão sob controle na maior parte das propriedades, embora haja registros pontuais relacionados à qualidade do leite e às condições de higiene dos ambientes de ordenha, como na região de Ijuí, onde o tempo mais úmido provocou aumento de barro nos locais de descanso e de ordenha dos animais, dificultando a higiene das operações. As condições meteorológicas mais amenas têm favorecido o conforto térmico dos animais, favorecendo a produção de leite, a manutenção dos teores de sólidos, a maior expressão de cio e eficiência na sua detecção, com reflexos positivos nas taxas de prenhez.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, os produtores intensificaram a suplementação com silagem. Seguem as ações de controle de carrapatos e prevenção de tristeza parasitária bovina. A contagem bacteriana total está, em geral, dentro dos padrões, mas há maior dificuldade em manter a contagem de células somáticas nos níveis recomendados.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial