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maio 15 2026 Produtores gaúchos preparam plantio das culturas de inverno
Enquanto se aproxima o final da colheita dos grãos de verão, como soja, milho, arroz e feijão 2ª safra, os produtores do Rio Grande do Sul se preparam para o plantio da safra de inverno. Canola e aveia branca começam a serem implantadas em solo gaúcho. No caso da canola, houve pequeno avanço na semeadura da cultura, que se iniciou no final de abril e se estende pelo segundo decênio de maio. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14/05), as precipitações favoreceram a reposição hídrica do solo, mas limitaram o avanço operacional da semeadura e aumentaram o risco de desuniformidade na emergência das áreas recém-implantadas. Predominam lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento satisfatório nas áreas semeadas sob melhores condições de drenagem e estrutura de solo.
Na canola, extensionistas da Emater/RS-Ascar observam tendência de ampliação da área cultivada, impulsionada pela busca de alternativas econômicas aos cereais da mesma época, especialmente trigo, além da inserção da cultura em sistemas de rotação de inverno. A área cultivada no Estado segue em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, foram cultivados 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 kg/ha e produção total de 285.481 toneladas, conforme o IBGE.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, cerca de 45% da área projetada com canola foi semeada. As primeiras lavouras implantadas se encontram em desenvolvimento vegetativo inicial, apresentando estande satisfatório. As áreas semeadas no início de maio estão em fase de germinação. Já na região de Santa Rosa, a semeadura alcança cerca de 30% da área prevista. As lavouras se encontram em germinação e desenvolvimento vegetativo. Os produtores relatam boa emergência das áreas implantadas nas semanas anteriores. Diante da possibilidade de ocorrência de El Niño, há priorização de uso de áreas de melhor drenagem e de relevo ondulado para a implantação da cultura, visando reduzir o risco de doenças associadas ao encharcamento ou a teores elevados de umidade, como é o caso de terrenos de várzea.
Aveia-branca – A semeadura de aveia-branca avançou à medida que foram liberadas as áreas ocupadas pelas culturas de verão. Há expectativa de intensificação das operações na segunda quinzena de maio. A tendência é de manutenção da área cultivada em relação à safra anterior, quando o RS cultivou 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 kg/ha e produção total de 935.664 toneladas, conforme dados do IBGE. A Emater/RS-Ascar estima expansão pontual em regiões onde a cultura integra sistemas de produção de forragem destinados à alimentação animal, além da produção de grãos. Observa-se maior cautela dos produtores quanto ao investimento tecnológico, especialmente em função da elevação dos custos de fertilizantes e de demais insumos. As condições iniciais de implantação são consideradas satisfatórias, favorecidas pela adequada umidade do solo e pelas condições climáticas do período.
Trigo – A cultura do trigo se encontra em período de entressafra. Os produtores estão preparando as áreas para a implantação das lavouras e a tendência é de redução da área cultivada, influenciada por fatores econômicos, como a elevação dos custos de produção, principalmente fertilizantes, maior restrição ao crédito rural, cautela na contratação de seguro agrícola e limitação da cobertura dos instrumentos de mitigação de risco, especialmente em relação às perdas qualitativas do grão. Adicionalmente, os prognósticos de possível atuação de El Niño durante o inverno e a primavera ampliam a percepção de risco produtivo e contribuem para desestimular o plantio. A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Cevada – A cultura da cevada tem perspectiva de redução de área cultivada no Estado. Mesmo havendo fomento da indústria cervejeira, o prognóstico de El Niño aumenta o risco produtivo, pois as condições de maior umidade e instabilidade favorecem a incidência de doenças, a presença de micotoxinas e perdas de qualidade dos grãos, submetidos a rígidos padrões de classificação, para a comercialização. A semeadura da cevada ocorre de forma pontual, apenas para lavouras destinadas a produção de grãos para consumo animal. Para indústria de malte, parte das áreas permanece em preparo. A elevada umidade do solo limitou o avanço das operações e manteve a implantação em estágio inicial. A área cultivada em 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, a área plantada foi de 32.010 hectares, com produtividade média de 3.622 kg/ha.
CULTURAS DE VERÃO
Soja – A colheita se aproxima dos 95% da área cultivada, que é de 6.624.988 hectares. As operações avançaram de forma consistente na maior parte do período, favorecidas por intervalos de tempo firme e adequada trafegabilidade das áreas. As áreas remanescentes correspondem a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra. Há também parcelas tardias ainda em enchimento de grãos, sobretudo em sistemas irrigados ou implantados após o período preferencial de semeadura, mas que não apresentam relevância estatística. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha. Observa-se elevada variabilidade produtiva entre regiões, refletindo a irregular distribuição hídrica ao longo do ciclo, em especial durante as fases críticas de definição de rendimento.Milho – A colheita de milho alcança 94% da área cultivada no Estado, que é de 803.019 hectares. A operação já foi finalizada em plantios realizados no período inicial e intermediário, conforme indicados no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As áreas implantadas em período tardio ou em safrinha estão em enchimento de grãos (2%) e maturação (4%). As produtividades se mantêm em níveis satisfatórios na maior parte das lavouras, apesar de perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas durante as fases críticas do ciclo, especialmente no Oeste do Estado. As condições fitossanitárias estão adequadas; há integridade de colmo e de espiga, o que favorece a manutenção da qualidade dos grãos em colheita. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média estadual de 7.424 kg/ha.
Milho silagem – A colheita do milho destinado à silagem se encontra em fase final no Estado, alcançando 93% da área cultivada, que é de 345.299 hectares. As áreas remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (3%) e maturação (4%), concentradas principalmente em cultivos de segunda safra. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 37.840 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A colheita foi finalizada.
Feijão 2ª safra – A colheita apresenta avanço gradual, alcançando 37% da área cultivada, que é de 11.690 hectares. As lavouras estão em fases reprodutivas avançadas e de finalização do ciclo, distribuindo-se entre floração (2%), enchimento de grãos (27%) e maturação (34%). As condições climáticas no período favoreceram o desenvolvimento da cultura, em razão da manutenção de temperaturas elevadas para a época do ano, adequada disponibilidade hídrica e níveis satisfatórios de radiação solar. De maneira geral, as lavouras apresentam bom potencial produtivo, associado à adequada formação de vagens e à uniformidade no desenvolvimento das plantas. As produtividades obtidas até o momento confirmam, em geral, as estimativas inicialmente projetadas pela Emater/RS-Ascar na média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita do arroz irrigado se encontra praticamente concluída no Estado, superando 98% da área cultivada, projetada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 891.908 hectares. Restam 2% das lavouras em maturação e maduras por colher. De modo geral, a safra apresenta elevado desempenho produtivo, beneficiada por condições ambientais favoráveis ao longo do ciclo, adequada disponibilidade hídrica e manejo das lavouras irrigadas. Apesar do menor uso de insumos em função das dificuldades financeiras, as produtividades ficaram acima ou próximas das projeções iniciais da Emater/RS-Ascar em diversas regiões produtoras, que é de 8.744 kg/ha. Os grãos colhidos apresentam excelente qualidade e rendimento industrial.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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maio 14 2026 Duas massas de ar polar trazem frio e geadas ao Brasil
Duas novas massas de ar polar avançarão pelo Brasil ao longo dos próximos sete dias, fazendo com que as temperaturas caíssem ainda mais e ocasionando a formação de friagens e perturbações.
Desde o final da semana, o centro-sul do Brasil tem sido afetado por uma intensa massa de ar polar. Diversos municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná registraram ocorrências intensas, e cidades da serra catarinense registraram ocorrências invernais – como ocorrências pontuais de chuva congelada e neve.
Além disso, temperaturas negativas também foram registradas no sul de Minas Gerais, nos arredores da Serra da Mantiqueira, onde estações da rede do INMET registraram mínimas próximas dos -3°C, além de ocorrência de ocorrências.
Agora, como é possível observar no vídeo do início do artigo, uma nova massa de ar frio pode avançar novamente pelo Brasil já na quinta-feira (14), após passagem de uma frente fria intensa que não deve causar tempestades na região Sul.
Essa massa de ar polar volta a fortalecer o frio na região Sul, ocasionando mínimas de até 2°C em alguns municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Não se descarta a possibilidade de temperaturas de até 0°C e novas ocorrências de períodos.
Ainda assim, essa massa de ar frio não será tão intensa nem tão abrangente quanto a que avançou pelo Brasil no último final de semana, restringindo a atuação apenas sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mantendo as temperaturas baixas nestes estados.
No entanto, uma segunda frente fria, bem mais intensa e uma massa de ar frio severo avançoão pelo país a partir do sábado (16), causando uma queda muito mais expressiva e abrangente das temperaturas já no início da semana que vem.
Além de atingir todos os estados da região Sul (RS, SC e PR), essa massa de ar frio atingirá ainda estados do Sudeste (como SP, MG e RJ), Centro-Oeste (MS, parte de MT e GO) e Norte (RO, AC e sul do AM), com uma abrangência semelhante à da última massa de ar frio intenso.
Em outras palavras, o sistema pode ocasionar um novo episódio de friagem (quando as temperaturas caem até a região Norte), ocorrem severas na região Sul e ficam localizadas no Sudeste (especialmente a Serra da Mantiqueira). Há risco de temperaturas negativas serem registradas novamente na região da serra gaúcha e catarinense, como é possível observar no mapa abaixo.
Isso significa que a tendência para boa parte do mês de maio continua sendo de temperaturas abaixo da média no centro-sul do Brasil, com massas de ar polar e ondas de frio significativas em diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao longo das próximas semanas.
Fonte: http://agrolink.com.br/
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maio 14 2026 Crise ameaça oferta de fertilizantes no país
A oferta de fertilizantes para a safra de verão no Brasil entrou em fase de maior atenção diante do risco de encarecimento dos insumos e de atrasos nos fluxos internacionais antes do plantio de outubro. A avaliação é de Gabriel Diniz Faleiros, analista de mercado, em relatório da S&P Global sobre os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre preços, disponibilidade e margens agrícolas.
Segundo o levantamento, a crise provocada pelo conflito colocou os produtores brasileiros em uma posição mais difícil, especialmente pela alta superior a 60% nos preços dos nitrogenados e pela restrição severa na oferta de fosfatados. O cenário afeta diretamente a economia da produção agrícola, em um momento em que os produtores já enfrentam margens negativas para expansão de área, juros elevados e aumento da inadimplência.
O milho de verão aparece como a cultura mais vulnerável. A análise aponta risco de redução de área e de perdas de produtividade caso haja menor aplicação de nutrientes. O fator tempo amplia a preocupação, já que mesmo uma eventual interrupção rápida do conflito não eliminaria os impactos imediatos. A normalização dos fluxos de oferta poderia levar cerca de quatro meses, aproximando o mercado de um ponto crítico para a janela de plantio de outubro.
No caso dos nitrogenados, a China segue como principal fornecedor do Brasil, mas restrições recentes às exportações limitam a possibilidade de alívio no curto prazo. Para os fosfatados, países como Marrocos e Rússia poderiam ampliar embarques, porém o mercado global de enxofre permanece apertado, o que restringe a recomposição da oferta.
O relatório indica que os próximos meses serão decisivos para acompanhar os fluxos de importação, sobretudo entre abril e agosto, período considerado crítico para a chegada de fosfatados ao país. Caso condições de El Niño se confirmem, elas poderiam reduzir parte das perdas de produtividade no Sul, mas também agravar o quadro em estados do Norte.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
maio 13 2026 Um pouco do meu trabalho está aqui nessa embalagem”: produtor de Aceguá destaca o valor de ser dono da própria indústria
A distribuição de mais de 30 milhões de reais em participação nos resultados da indústria pela CCGL aos seus produtores de leite tem refletido em um objetivo que vai além do financeiro: a continuidade das famílias na atividade leiteira. Em Aceguá, na região da Camal Cotrijuc, o produtor Jeferson Mielke relata que o benefício fortalece o vínculo com a terra e a perspectiva de futuro para as próximas gerações.
Para Mielke, ver o produto final na prateleira com a marca da cooperativa representa a materialização do esforço diário na propriedade. “Quando eu vejo um produto que tem a marca CCGL, eu sinto que faço parte disso aqui. Um pouquinho do meu trabalho está aqui nessa embalagem”, afirma o produtor, ao destacar o sentimento de pertencimento que o sistema cooperativista proporciona.
A bonificação anual funciona como um suporte estratégico diante dos obstáculos inerentes ao setor. O produtor reforça que, independentemente do cenário, o aporte é fundamental para a manutenção do negócio: “Qualquer bônus, qualquer benefício, gratificação ou bonificação para o produtor, em qualquer hora, é sempre muito bem-vindo”.
Apesar das dificuldades cotidianas, a segurança de ser “dono” da própria indústria e receber por esse desempenho é o que motiva a permanência no campo. Mielke projeta que os recursos e o modelo de gestão atual sirvam de base para que seus filhos sigam seus passos. “Sinto prazer, embora tenha dias que a gente tenha desafios e acabe tendo muitos problemas, mas é o que a gente sabe fazer, o que eu pretendo continuar fazendo. E pretendo, se Deus quiser, que meus filhos continuem na atividade também”, pontua.
Além da participação nos lucros, o sistema oferece suporte por meio da assistência técnica da Rede Técnica Cooperativa (RTC) e ferramentas de gestão como o SmartCoop, integrando tecnologia e retorno financeiro para viabilizar a produção de leite a longo prazo.
Sobre a participação nos resultados: A Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) fez a entrega da participação dos produtores de leite nos resultados da industrialização de lácteos, referente ao ano de 2025. O total ultrapassa os R$ 30 milhões distribuídos entre todos os produtores CCGL que forneceram leite de forma ininterrupta ao longo do ano de 2025 e que estiveram ativos no sistema de fornecimento à cooperativa na data do pagamento.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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maio 12 2026 Compactação exige planejamento
A compactação do solo segue como um desafio relevante para a produtividade das lavouras, especialmente em áreas conduzidas sob plantio direto. O problema forma barreiras físicas que limitam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e dificultam o aproveitamento de nutrientes, com reflexos diretos no desempenho das culturas.
No Brasil, o plantio direto ocupa mais de 35 milhões de hectares e é considerado uma estratégia importante de conservação. Para que o sistema alcance seu potencial, porém, é necessário identificar e corrigir camadas compactadas. Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação na Piccin Equipamentos, o diagnóstico deve considerar histórico de manejo, medições com penetrômetro e análise da mineralogia da argila.
Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação na Piccin Equipamentos, o primeiro passo para enfrentar o problema é conhecer detalhadamente as áreas de risco dentro da propriedade. “O ponto de partida é identificar os talhões com maior possibilidade de compactação, seja pelo histórico de manejo, por medições com penetrômetro ou pela análise da mineralogia da argila. Com esse mapeamento, o produtor consegue decidir com muito mais precisão onde e quando intervir”, explica.
No manejo mecânico, escarificadores e descompactadores são usados para romper camadas compactadas sem revolver a palhada superficial. A escolha depende da profundidade do problema. O ajuste correto entre hastes e profundidade também influencia o consumo de combustível, podendo reduzir desperdícios quando a intervenção é feita de forma precisa.
“O solo é o principal patrimônio da propriedade. O plantio direto só entrega todo o seu potencial quando as condições físicas estão adequadas. A compactação é um problema, mas totalmente solucionável quando o produtor tem informação, planejamento e as ferramentas certas”, conclui o Head da Piccin.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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maio 12 2026 Preços da soja têm menor abril em seis anos
Os preços da soja no mercado físico brasileiro atravessam um momento de forte pressão, em um período considerado sensível para a comercialização da safra. Segundo avaliação da Veeries, as cotações registradas em abril são as mais baixas para o mês nos últimos seis anos, ampliando o desafio para produtores que precisam equilibrar fluxo de caixa e compromissos financeiros.
O cenário ganha peso porque uma parcela relevante do custeio agrícola costuma vencer no fim de abril, no chamado “30/04”. Com isso, aumenta a necessidade de venda da produção justamente em um momento de preços enfraquecidos, o que reduz a margem de negociação do produtor e reforça a cautela nas decisões de comercialização.
Apesar da expectativa de recuperação, o mercado ainda encontra dificuldades para sustentar uma reação mais consistente. A disponibilidade elevada de soja no Brasil mantém pressão sobre os preços internos e limita movimentos de alta no curto prazo. Nesse contexto, muitos produtores seguem acompanhando o mercado em busca de oportunidades melhores, mas as ofertas disponíveis continuam distantes dos níveis desejados.
No cenário internacional, o óleo de soja chegou a oferecer algum suporte às cotações. Esse efeito, porém, foi em grande parte neutralizado no Brasil pelo comportamento do câmbio. A valorização do real reduziu a competitividade da soja brasileira e limitou repasses mais firmes das altas externas para o mercado doméstico.
Com a oferta abundante no país influenciando o ritmo de comercialização, a formação de preços passa a depender cada vez mais de fatores externos. Entre eles, a definição da safra americana nos próximos meses tende a ganhar relevância para indicar se haverá espaço para recuperação ou se a pressão continuará predominando no mercado físico brasileiro.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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maio 11 2026 Praga caruru-gigante é descartada no RS, mas espécie resistente acende alerta nas lavouras
As análises laboratoriais realizadas em amostras coletadas no Rio Grande do Sul descartaram a presença do caruru-gigante (Amaranthus palmeri), considerado uma das plantas daninhas mais agressivas para as lavouras. O resultado foi confirmado por laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As oito amostras analisadas, no entanto, apresentaram resultado positivo para outra espécie de caruru (Amaranthus hybridus), planta já disseminada no Estado e que preocupa pelo potencial de resistência a herbicidas.
O trabalho foi coordenado pelo Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Em abril, equipes vistoriaram 182 propriedades rurais em 55 municípios gaúchos. As coletas analisadas ocorreram em Santo Ângelo, Campo Novo, Santa Clara do Sul, Lagoa Vermelha, Dois Lajeados, Capão Bonito do Sul e Bom Retiro do Sul.
Monitoramento reforça barreira sanitária
O objetivo das coletas e análises era confirmar ou descartar a presença do caruru-gigante no Rio Grande do Sul. “O resultado negativo para a espécie mais agressiva é uma notícia importante para a agricultura gaúcha”, destaca a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel.
Apesar disso, a identificação dessa outra espécie mantém o alerta no campo. As plantas apresentam resistência a diferentes herbicidas e têm avançado nas lavouras, dificultando o controle pelos produtores.
“A alta incidência observada, somada ao porte elevado das plantas, reforça a necessidade de medidas preventivas. Entre as principais recomendações estão a limpeza de máquinas agrícolas, o cuidado com a procedência das sementes e a rotação dos princípios ativos utilizados no manejo”, explica Deise.
A orientação também é fortalecer o manejo integrado das plantas daninhas, combinando diferentes estratégias de controle para conter o avanço da resistência e reduzir prejuízos à produção.
Fiscalização busca evitar entrada da praga
As mobilizações realizadas em abril tiveram como foco orientar produtores e ampliar a vigilância para impedir a entrada do caruru-gigante no território gaúcho. Embora a espécie siga ausente no Estado, a identificação recente da planta no oeste de Santa Catarina acendeu o alerta das autoridades fitossanitárias.
Classificada como praga quarentenária, a planta daninha pode causar perdas de até 79% na produtividade da soja e de 91% no milho, além de elevar custos de produção e dificultar a colheita.
“Esse resultado é positivo para a agricultura, a economia e a defesa sanitária vegetal do Rio Grande do Sul, que mantém o status de área livre da praga. Seguiremos com os monitoramentos para garantir a detecção precoce, caso haja ocorrência futura”, enfatiza o fiscal agropecuário da Seapi Kleiton Saggin, da regional de Santa Rosa.
Como comunicar suspeitas
Casos suspeitos devem ser comunicadas pelo e-mail [email protected], com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas).
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 11 2026 Prêmio Top RS Leite de Verdade consagra excelência da pecuária leiteira gaúcha na Fenasoja
A produtividade, a gestão e a inovação tecnológica foram as grandes protagonistas da programação da Fenasoja nesta quarta-feira, 06 de maio. Em uma cerimônia no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, a CCGL realizou a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade, iniciativa que reconhece o empenho técnico e os resultados operacionais das propriedades leiteiras que são referência no Rio Grande do Sul.
O evento celebrou produtores que se destacaram por índices de excelência em categorias que abrangem desde a eficiência reprodutiva até a performance econômica. Ao todo, 11 produtores foram premiados, entre 26 finalistas destacados no evento, evidenciando o vigor do sistema cooperativo gaúcho.
O Presidente da CCGL, Caio Vianna, reforçou que o prêmio é, acima de tudo, um reconhecimento ao esforço humano por trás dos números. “A homenagem desta noite é para o produtor de leite, para os técnicos da CCGL e das cooperativas, que fazem as coisas acontecerem sempre da melhor forma. Entregar esse prêmio é reforçar que a pecuária leiteira é rentável e pode remunerar adequadamente o produtor. O produtor de leite é um trabalhador exemplar, que produz um alimento essencial para a humanidade”, pontuou Vianna.
O Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, enfatizou o papel transformador das cooperativas e a relevância da plataforma Smartcoop no suporte ao produtor. “Essa premiação, com certeza, vai ser a grande balizadora da qualidade da produção leiteira no Rio Grande do Sul”, afirmou Madalena. O secretário revelou ainda que o Estado pretende utilizar a plataforma como base para a criação de políticas públicas voltadas ao setor: “O governo assumiu o compromisso de difundir a plataforma como grande aliada da atividade no estado”.
Para o Presidente da Fenasoja, Marcos Servat, a premiação é um marco histórico para a feira, consolidando a união com o setor produtivo. “Em 2022 iniciamos um projeto novo que foi abraçado pela CCGL e estamos muito felizes por fazer parte desse movimento. O trabalho desenvolvido pelo sistema cooperativo é fundamental para a nossa cadeia produtiva”, destacou.
Complementando a visão institucional, Natália Marins Bastos, Coordenadora de Projetos da CCGL, sublinhou o fator pessoal envolvido no sucesso das propriedades, destacando a importância da abdicação e da dedicação integral dos produtores de leite para o alcance de resultados de elite.CONHEÇA OS VENCEDORES PRÊMIO TOP RS LEITE DE VERDADE
Produtividade da Terra (Região Norte)
Sistema Confinado: Camila Frantz (Cooperoque) – Técnico Regis Luiz Sturm Lenz
Sistema Não Confinado: José Librelotto (Cotribá) – Técnica Debora Schroeder
Produtividade da Terra (Região Sul)
Sistema Confinado: Devalci Cogo (Cotribá) – Técnico Leonardo Manzoni
Sistema Não Confinado: Acemar Quatrin (Cotrijuc) – Técnica Andreia Beck
Eficiência Produtiva de Sólidos no Leite
Sistema Confinado: Adriana Machado (Cotrisal) – Técnica Amanda Stefania Tormes Godoy
Sistema Não Confinado: Edson Tiemann (Cotrijal) – Técnico Eduardo Feltrin
Desempenho Reprodutivo
Sistema Confinado: André Gobbi (Cotripal) – Técnica Patricia Simon
Sistema Não Confinado: Luciano Mattei (Cotrisal) – Técnica Paula Eli de Cesaro Pena
Eficiência Econômica
Sistema Confinado: Levino Guilherme Huppenthal (Cotribá) – Técnica Debora Schroeder
Sistema Não Confinado: Valdir Jacoby (Cotrisoja) – Técnico Guilherme Afonso Müller Rodrigues
Prêmio Master
Sistema Confinado: Luiz Carlos Reisdorfer (Cotrisal) – Técnica Paula Eli de Cesaro Pena
Fonte:https://rtc.coop.br/
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maio 07 2026 Gestão, eficiência e planejamento serão decisivos para a pecuária em 2026, alerta Embrapa
Cenário de valorização da arroba convive com alta da reposição, juros elevados e incertezas geopolíticas
A pecuária brasileira deve enfrentar em 2026 um cenário marcado por oportunidades, mas também por aumento da complexidade na gestão da atividade. Apesar da valorização da arroba do boi gordo, fatores como alta no preço da reposição, juros elevados, volatilidade internacional e possíveis impactos sobre fertilizantes e exportações exigirão planejamento e tomada de decisão baseada em indicadores técnicos e econômicos.
Essa é a avaliação do pesquisador da Embrapa Gado de Corte e coordenador do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), Guilherme Cunha Malafaia. Segundo ele, este ano os sistemas mais eficientes e estruturados serão premiados. “Em 2026, não basta produzir bem. Será necessário administrar capital, risco e eficiência produtiva com muito mais rigor”, afirma.
Para Malafaia, um dos principais pontos de atenção é o aumento expressivo nos preços do bezerro e do gado magro, reflexo da entrada da pecuária em um novo ciclo de retenção de fêmeas para recomposição do rebanho nacional.
Com isso, a relação de troca entre boi gordo e reposição atingiu um dos maiores níveis da série histórica. Ele comenta que atualmente são necessárias cerca de nove arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro, tornando a aquisição de animais um fator determinante. O pesquisador destaca que a “decisão de compra da reposição precisa ser estratégica. Comprar mal em 2026 pode comprometer toda a operação, mesmo em um cenário de arroba valorizada”.
Gestão de risco ganha importância
Diante do ambiente macroeconômico atual, o qual combina juros elevados, crédito mais seletivo e aumento do custo de capital, se amplia a necessidade de gestão financeira nas propriedades.
Entre as estratégias recomendadas estão o uso de instrumentos de proteção de preços, como operações de hedge e contratos a termo, além do planejamento financeiro estruturado e da avaliação criteriosa do retorno sobre o capital investido. Malafaia é enfático: “o produtor precisará atuar cada vez mais como gestor financeiro da atividade”.
Sustentabilidade e rastreabilidade
Outro ponto relevante é o avanço das exigências socioambientais nos mercados internacionais. Sustentabilidade e rastreabilidade deixaram de ser diferenciais e passaram a representar condições de acesso a mercados e linhas de financiamento.
O pesquisador cita como exemplos as exigências relacionadas à regulamentação ambiental europeia e o interesse de mercados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul, em sistemas com rastreabilidade individual, monitoramento de fornecedores e mensuração de pegada de carbono. Nesse contexto, a pecuária tropical brasileira com sistemas baseados em pastagens e tecnologias de baixo carbono, desenvolvidas pela Embrapa, se sobressaem.
Eficiência produtiva e resiliência climática
A intensificação sustentável da produção também foi apontada como estratégia central para reduzir custos e aumentar a resiliência dos sistemas pecuários frente às mudanças climáticas.
Entre as práticas destacadas estão recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), confinamento estratégico, melhoramento genético e redução da idade de abate.
O especialista em cadeias produtivas avalia que “o sistema que combina pastagem recuperada, integração, suplementação estratégica e gestão eficiente terá mais condições de permanecer competitivo”.
Dependência do mercado chinês
Malafaia comenta os riscos associados à elevada dependência das exportações brasileiras de carne bovina em relação à China, destino de mais da metade do volume exportado pelo Brasil.
De acordo com ele, eventuais restrições comerciais reforçam a importância da diversificação de mercados e da abertura de novos destinos para a carne bovina. Entre os mercados considerados estratégicos estão Japão, Coreia do Sul e União Europeia, especialmente para produtos com maior valor agregado e atributos ligados à sustentabilidade.
Por fim, “o ambiente atual premia gestão baseada em evidências, disciplina financeira, rastreabilidade e intensificação sustentável. Quem operar apenas no improviso poderá enfrentar dificuldades”, conclui o pesquisador da estatal.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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maio 07 2026 Crise de insumos ameaça produção global
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio voltou a elevar a preocupação com o abastecimento global de fertilizantes e seus efeitos sobre a produção de alimentos. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor de agronegócio, o conflito envolvendo o Irã recolocou o mercado desses insumos no centro das atenções, com impactos diretos sobre a segurança alimentar mundial.
A principal preocupação está na possibilidade de interrupção do fluxo logístico pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa uma parcela relevante do comércio global de ureia, enxofre e amônia. A restrição de oferta também atinge, direta ou indiretamente, outros elementos essenciais para a agricultura, como fósforo e potássio, ampliando a pressão sobre cadeias produtivas já sensíveis a choques de custo e disponibilidade.
Como consequência, os preços dos fertilizantes nitrogenados já registram altas entre 30% e 50%, com aumentos ainda mais expressivos em algumas regiões. No caso do enxofre, insumo fundamental para a produção de fertilizantes fosfatados, a variação apontada vai de US$ 100 a US$ 1.000 por tonelada. Esse movimento é agravado pelo encarecimento da energia, principal componente na produção de fertilizantes, o que amplia a pressão de custos em toda a cadeia agrícola.
O reflexo mais direto aparece no campo. Com insumos mais caros e escassos, produtores em diferentes regiões tendem a reduzir doses ou postergar aplicações, comprometendo a produtividade das lavouras e reduzindo a oferta global de alimentos nas próximas safras.
A avaliação é que o problema vai além de uma crise de custos e pode se transformar em uma crise de produção. O fertilizante, muitas vezes pouco destacado no debate global, surge como um dos principais vetores de impacto sobre a oferta de alimentos em 2026/27. Além disso, a projeção de um El Niño forte pode atingir lavouras já debilitadas pela menor aplicação de nutrientes, ampliando os efeitos sobre produtividade, custos ao produtor e preços dos alimentos.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/