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out 06 2026 Manejo antecipado de plantas daninhas é decisivo para proteger o potencial produtivo da soja
Com uma área cultivada de 48,6 milhões de hectares, de acordo com dados da Conab, e expectativa de mais uma safra entre as maiores da história, a soja brasileira inicia mais um ciclo em um cenário de crescente complexidade no manejo de plantas daninhas. A expansão de espécies resistentes, a variabilidade climática entre as regiões produtoras e o aumento da adoção de herbicidas pré-emergentes tornam essencial um planejamento antecipado para preservar o potencial produtivo das lavouras.
Embora as condições climáticas variem entre as regiões do País, especialistas alertam que o sucesso do manejo começa antes mesmo da semeadura. A dessecação eficiente da área, associada à escolha correta dos herbicidas e ao uso de mecanismos de ação complementares, reduz a pressão de seleção por resistência e favorece um estabelecimento uniforme da cultura.
Segundo Deborah Baruzo, gerente de Portfólio de Herbicidas da ADAMA Brasil, o momento que antecede o plantio é determinante para o desempenho da soja durante toda a safra. “O manejo de plantas daninhas deixou de ser uma decisão pontual e passou a fazer parte de uma estratégia de longo prazo. Controlar corretamente as plantas ainda na pré-semeadura reduz a competição inicial, protege o potencial produtivo da cultura e contribui para preservar a eficiência dos herbicidas disponíveis”.
Resistência exige programas de manejo mais robustos
Nos últimos anos, espécies como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru têm aumentado sua importância econômica em diversas regiões produtoras. A ocorrência de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação reforça a necessidade de programas de manejo que combinem aplicações em dessecação, herbicidas residuais e monitoramento constante da área.
“O produtor precisa olhar para o manejo como um programa completo, e não apenas para uma aplicação isolada. A combinação de diferentes mecanismos de ação é uma das principais ferramentas para prolongar a vida útil das tecnologias disponíveis e garantir maior segurança durante toda a safra”, destaca Deborah.
Dessecação eficiente é a base para uma lavoura competitiva
Durante a dessecação, eliminar completamente as plantas daninhas presentes na área é fundamental para evitar que a soja inicie seu desenvolvimento competindo por água, luz e nutrientes.
Nesse contexto, Araddo®, da ADAMA, reúne características importantes para essa etapa do manejo. O herbicida apresenta amplo espectro de controle sobre gramíneas e folhas largas, incluindo espécies de difícil manejo como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru. Além disso, seu intervalo reduzido entre a aplicação e a semeadura oferece flexibilidade operacional sem comprometer a segurança da cultura.
Herbicidas pré-emergentes ganham espaço nas propriedades
A adoção de herbicidas pré-emergentes vem crescendo de forma consistente nas últimas safras, impulsionada pela necessidade de reduzir novos fluxos de emergência das plantas daninhas e proteger a cultura nas fases iniciais de desenvolvimento.
Para essa etapa, Apresa®, da ADAMA, combina ingredientes ativos complementares e formulação inovadora para proporcionar controle residual sobre importantes gramíneas e folhas largas, contribuindo para manter a lavoura limpa por mais tempo e reduzir a pressão sobre as aplicações em pós-emergência.
De acordo com Deborah, essa estratégia traz benefícios que vão além do controle inicial. “Quando iniciamos a safra com uma área limpa e protegida por um herbicida residual eficiente, aumentamos a previsibilidade do manejo e reduzimos a necessidade de intervenções emergenciais ao longo do ciclo, reforça.
Manejo integrado deve acompanhar toda a safra
Mesmo após a emergência da soja, o monitoramento da lavoura continua sendo indispensável. A identificação precoce de novos fluxos de infestação permite intervenções mais assertivas e evita que plantas daninhas completem seu ciclo, produzindo sementes e aumentando o banco de sementes do solo.
Além do uso racional dos herbicidas, práticas como a rotação de culturas, utilização de cobertura vegetal, manutenção da palhada e alternância de mecanismos de ação são fundamentais para reduzir a evolução da resistência e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
“Cada safra representa uma oportunidade de reduzir a pressão das plantas daninhas para os próximos anos. O manejo integrado é o caminho para preservar produtividade, rentabilidade e longevidade das tecnologias disponíveis”, conclui Deborah.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 06 2026 Ferrugem-da-soja: atraso no fungicida pode aumentar perdas e custos
A ferrugem-da-soja exige atenção ao momento da primeira aplicação de fungicida, principalmente na transição do período vegetativo para o reprodutivo. A decisão deve considerar estádio da lavoura, clima, presença de esporos, histórico da área e risco de avanço da doença.
A ferrugem-da-soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças foliares de maior impacto na cultura. O principal dano ocorre pela desfolha precoce, que reduz o enchimento dos grãos e pode comprometer a produtividade.
De forma geral, a proteção fungicida deve ser preventiva e próxima ao fechamento das entrelinhas e à formação do dossel, normalmente entre V7 e R1/R2, desde que exista risco real de ocorrência da doença.
Esse risco aumenta quando há clima úmido e ameno, histórico de ferrugem na região, detecção de esporos e ausência de vazio sanitário. Em situações de menor risco, sem detecção de esporos e com condições climáticas desfavoráveis ao fungo, o início pode ser ajustado. Ainda assim, o produtor precisa evitar atrasos além do começo do florescimento, principalmente em regiões de maior pressão.
Após o depósito do esporo na folha, condições de molhamento foliar contínuo e temperaturas amenas, aproximadamente entre 18 °C e 26 °C, favorecem a infecção. O período entre a infecção e o aparecimento de pústulas visíveis pode variar de sete a 14 dias, conforme as condições ambientais.
Isso explica a importância do manejo preventivo. Quando os sintomas estão facilmente visíveis em uma área extensa, o fungo já avançou e o controle tende a ser mais difícil. A primeira aplicação busca proteger o dossel foliar ainda saudável antes que a cultura fique amplamente exposta ao inóculo.
A ferrugem causa maior impacto quando atinge a planta a partir do florescimento e durante o enchimento de grãos. Por isso, a proteção deve estar estruturada na transição entre o final do período vegetativo e o início da fase reprodutiva. Na prática, a avaliação costuma se concentrar entre V5 e V7, quando a planta já apresenta dossel formado, e R1 e R2, correspondentes ao início do florescimento.
Em áreas de maior risco, a primeira aplicação pode ser posicionada próxima a R1, quando as entrelinhas estão se fechando. O objetivo é ampliar a proteção do terço médio e superior das plantas. Em regiões ou safras de menor pressão, o início pode ser ajustado conforme o monitoramento da lavoura e as condições de risco.
Períodos prolongados de molhamento foliar, orvalho intenso, nevoeiros e chuvas frequentes favorecem a ferrugem-da-soja. Temperaturas amenas, especialmente entre 18 °C e 26 °C, também criam condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo. Entre outubro e abril, período que engloba o plantio e parte do ciclo da soja nas principais regiões produtoras, essas condições podem ocorrer de diferentes formas.
No Centro-Oeste, por exemplo, o início das chuvas de primavera e a continuidade das precipitações no verão podem criar condições de risco, especialmente quando há noites úmidas. No Sul, temperaturas mais amenas no verão e períodos frequentes de chuva podem favorecer longos períodos de molhamento foliar.
Na Bahia, o risco está relacionado principalmente à distribuição das chuvas e às condições específicas de cada microclima. Quando o padrão climático apresenta chuvas frequentes e alta umidade, a proteção pode precisar ser antecipada mesmo sem a presença de sintomas visíveis na área.
O monitoramento regional é outro elemento importante para definir a primeira aplicação. Boletins, armadilhas de esporos, consórcios e redes de monitoramento podem indicar a presença de esporos viáveis, focos confirmados em lavouras próximas e o avanço da doença a partir de áreas semeadas mais cedo. Quando há detecção de esporos na região e a soja se aproxima de V6-V7 ou R1, o risco aumenta. A atenção deve ser ainda maior em áreas com histórico de alta pressão e quando a previsão aponta condições favoráveis à infecção.
Lavouras com ocorrência precoce da doença em safras anteriores apresentam maior atenção para o início da proteção. O mesmo vale para áreas com semeadura adensada, cultivares de ciclo longo, presença de plantas voluntárias na entressafra ou falhas no cumprimento do vazio sanitário. As áreas semeadas no início da época podem formar o dossel rapidamente e ficar expostas mais cedo ao inóculo. Já a soja semeada mais tarde pode enfrentar uma situação diferente: quando a lavoura entra em estádios críticos, a quantidade de inóculo na região pode estar maior. Por isso, o produtor precisa acompanhar a evolução da doença e não postergar a proteção.
No Centro-Oeste, incluindo Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o início das chuvas e o plantio antecipado podem contribuir para a formação das primeiras fontes de inóculo da safra. Nessas áreas, a primeira aplicação exige atenção especial na passagem para a fase reprodutiva. Em anos de chuvas irregulares no início do ciclo, o avanço fenológico e os boletins de monitoramento ajudam a evitar tanto aplicações precoces quanto atrasos.
Na Bahia, a pressão está fortemente relacionada à distribuição das chuvas e ao microclima. Em períodos de verão chuvoso e noites úmidas, a doença pode avançar em condições semelhantes às observadas em outras regiões quentes e úmidas.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas mais amenas podem elevar a pressão. Quando a soja entra em R1-R2 sob condições favoráveis, o atraso da primeira aplicação pode permitir avanço mais rápido da doença. Por isso, não existe uma data única para todas as regiões. A decisão deve combinar estádio da cultura, clima e presença de inóculo.
O acompanhamento dos boletins oficiais e das redes de alerta deve fazer parte da rotina. O produtor precisa verificar se existem esporos detectados, focos próximos ou avanço da doença a partir de áreas semeadas anteriormente. O clima local também deve ser observado. Sequências de dias chuvosos, orvalho intenso, nevoeiros e temperaturas amenas aumentam a atenção para o risco de infecção.
Outro ponto é registrar a fenologia de cada talhão. Quando a soja se aproxima de V6-V7 e há esporos associados a condições climáticas favoráveis, o produtor deve planejar a proteção para a transição para R1. O histórico da propriedade também ajuda. Áreas com registros de ferrugem precoce exigem uma postura mais conservadora diante de condições favoráveis ao patógeno.
A ferrugem-da-soja apresenta avanço rápido. Esperar a presença de pústulas em nível elevado para iniciar o controle pode aumentar o custo e reduzir a eficiência do manejo. O atraso também pode resultar em maior necessidade de aplicações corretivas, menor eficiência de determinados fungicidas e maior pressão de seleção para resistência.
Por outro lado, começar muito cedo sem risco fitossanitário também traz problemas. O produtor pode elevar os custos, aumentar a pressão de seleção para resistência e ter dificuldade para manter intervalos adequados até o final do ciclo. A decisão, portanto, precisa equilibrar proteção e risco.
A primeira aplicação é apenas uma etapa do programa de manejo da ferrugem-da-soja. O cumprimento do vazio sanitário reduz a oferta de inóculo inicial na região. A escolha de cultivares, a rotação de mecanismos de ação e o uso de misturas devem integrar a estratégia de controle.
A qualidade da pulverização também é importante. Volume de calda, ponta de pulverização, velocidade e cobertura precisam ser adequados para atingir o dossel conforme a recomendação técnica. O programa deve considerar ainda o número máximo de aplicações, os intervalos e os produtos a serem utilizados em cada fase. O gatilho para o início, porém, deve ser o risco consolidado de ferrugem.
A definição das datas e dos produtos deve ser feita com acompanhamento de engenheiro ou engenheira agrônoma familiarizado com as condições locais. Dosagens e misturas precisam seguir a bula e o receituário agronômico. O controle também não deve ser baseado apenas em um calendário fixo, sem considerar clima e presença de inóculo.
O manejo químico deve respeitar as regras de registro dos produtos, além das orientações para uso de equipamentos de proteção individual, armazenamento, transporte e descarte de embalagens. A combinação entre monitoramento, fenologia, condições climáticas, presença de esporos e histórico da área permite posicionar melhor a primeira aplicação.
Para o produtor, o principal ponto é não esperar que a doença esteja estabelecida para agir, mas também evitar aplicações antecipadas sem risco real. O objetivo é proteger o dossel no momento em que a lavoura começa a entrar na fase de maior impacto da ferrugem.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 06 2026 Colheita avança, mas qualidade do trigo preocupa mercado
A menor disponibilidade de trigo tipo 1 começa a influenciar os preços no mercado brasileiro à medida que a colheita avança. Segundo o Cepea, o excesso de umidade ao longo do ciclo reduziu a qualidade do cereal e aumentou a oferta de trigos dos tipos 2 e 3, com PH mais baixo.
Com menos produto dentro dos padrões de qualidade demandados pelo mercado, vendedores que ainda possuem bons volumes de trigo de melhor qualidade vêm elevando os preços de suas ofertas, de acordo com pesquisadores do Cepea.
O cenário de menor disponibilidade de trigo tipo 1 ocorre mesmo com o avanço da colheita nacional. Dados divulgados pela Conab mostram que, até 25 de setembro, 28,9% da área cultivada com trigo no Brasil havia sido colhida.
Os resultados observados até o momento indicam, portanto, uma diferença entre o avanço da oferta física e a disponibilidade de cereal com maior padrão de qualidade. Enquanto a colheita se aproxima de um terço da área cultivada, o mercado encontra maior presença de trigo dos tipos 2 e 3 e menor volume de trigo tipo 1.
Segundo o Cepea, essa restrição de produto dentro dos padrões procurados pelos compradores tem permitido que vendedores com cereal de melhor qualidade aumentem os valores pedidos nas negociações.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/