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  • Exportação de soja pelo Brasil soma 5,66 mi t em 11 dias de junho, diz Secex

    SÃO PAULO (Reuters) – A exportação de soja do Brasil em 11 dias úteis de junho somou 5,66 milhões de toneladas, ou uma média de 514,6 mil toneladas por dia, informou nesta segunda-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

    O dado aponta um recuo na comparação com a média diária fechada de maio, de 588,3 mil toneladas, quando o Brasil exportou um recorde mensal absoluto de 12,35 milhões de toneladas, segundo dados da Secex.

    Mas os embarques no acumulado de junho se mostram superiores ao total do mesmo mês do ano passado, quando a média diária somou 438 mil toneladas.

    O Brasil, líder global no mercado da oleaginosa, está exportando uma safra recorde de soja em 2018, mas agentes do mercado têm comentado que incertezas relacionadas ao tabelamento do frete, após a greve dos caminhoneiros, estão reduzindo o movimento de transporte e os negócios.

    “Para os próximos meses, é normal que as exportações comecem a apresentar recuo. No entanto, o impacto pode ser maior devido à resolução que determina a tabela de preços mínimos para o frete rodoviário estar limitando as negociações e o escoamento de grãos nesta primeira quinzena de junho”, afirmou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nesta segunda–feira.

    Fonte: Reuters

  • USDA: Embarques semanais de soja ficam bem acima das expectativas

    Os embarques semanais de soja dos Estados Unidos vieram fortes na última semana, superando as expectativas do mercado. De acordo com o boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram 818,396 mil toneladas, contra projeções de 330 mil a 630 mil toneladas. O volume superou também o total da semana anterior e elevou o acumulado na temporada a 48.307,353 milhões de toneladas, enquanto no ano passado eram pouco mais de 51 milhões.

    De milho, os EUA embarcaram 1.668,835 milhão de toneladas, contra expectativas variando de 1,09 a 1,6 milhão de toneladas. Assim, no acumulado do ano comercial, os embarques do cereal já totalizam 42.640,062 milhões de toneladas, contra mais de 46 milhões do ano anterior.

    Foram embarcadas também 372,843 mil toneladas de trigo, enquanto os traders apostavam em um intervalo de 300 mil a 490 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja reduz perdas em Chicago nesta 6ª feira, mas tensões entre EUA e China seguem em foco

    Durante o pregão desta sexta-feira (15), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram as perdas. Perto das 12h09 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam quedas entre 4 pontos, com o vencimento julho/18 a US$ 9,22 por bushel. O agosto/18 operava a US$ 9,29 por bushel e o novembro/18 trabalhava a US$ 9,46 por bushel.

    Apesar de ter diminuído as perdas, as cotações ainda refletem as tarifas dos EUA de 25% sobre US$ 50 bilhões em bens importados da China. A medida entra em vigor a partir de 6 de julho. Ao longo da semana, o mercado já havia recuado diante da possibilidade da tarifação.

    Em contrapartida, a China já informou que irá impor medidas tarifárias contra os EUA de tamanho e intensidade similares às novas tarifas norte-americanas, conforme destacou a agência Reuters. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, afirmou que a situação está longe de um desfecho, que só deve ocorrer após o feriado de 4 de julho nos EUA.

    Contudo, a expectativa é que a partir da próxima semana as atenções dos investidores se voltem à safra americana. As previsões climáticas para o Meio-Oeste têm indicado clima favorável ao desenvolvimento inicial das lavouras americanas.

    Cerca de 74% das lavouras ainda apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualiza as informações na próxima segunda-feira.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Conab estima colheita de 230 milhões de toneladas de grãos

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na terça-feira (12) nova estimativa da colheita de grãos de 2017/2018, que deverá ser a segunda maior da história, depois do recorde do ano passado, situando-se em 229,7 milhões de toneladas. A área plantada se destaca na série histórica, com total de 61,6 milhões de hectares.

    Apesar da redução de 3,4% em comparação à safra passada de 237,7 milhões de toneladas, a previsão de resultado está acima da média de produção, levando em conta um período de condições atmosféricas normais. Com referência ao levantamento divulgado em maio, a estimativa mostra diminuição de 2,9 milhões de toneladas. Fato atribuído a impactos climáticos no milho segunda safra. Mas se destaca a produtividade alcançada pela soja e pelo milho primeira safra, cuja colheita está perto do fim.

    “No caso do milho, nós estamos relativamente confortáveis, porque temos um estoque elevado. Mesmo com essa queda de 12 milhões de toneladas, prevista por enquanto, o estoque nos garante tranquilidade do ponto de vista do suprimento. Com os outros produtos estamos, também, bem posicionados”, avaliou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araujo, durante a divulgação do levantamento da Conab.

    No pico de volume, estão o milho total e a soja, cujo avanço na colheita vem confirmando produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde anterior de 3.364 kg/ha. A leguminosa chega a 118 milhões de toneladas e o cereal a 85 milhões de toneladas. O milho segunda safra responde por 70% do total, com 58,2 milhões de toneladas, e, a primeira safra, por 26,8 milhões de toneladas.

    Na ordem de aumento da produção, vem o algodão em pluma, com volume de 1,9 milhão de toneladas, 28,1% a mais que na safra anterior. O feijão segunda safra também mostra bom desempenho, com aumento de 10,9% e colheita de 1,3 milhão de toneladas.

    Área plantada

    A estimativa é de que seja a safra de maior área cultivada no país, com 61,6 milhões de hectares. O aumento é de 1,1% ou de 693,2 mil ha em relação à safra passada. A área destinada ao feijão e às culturas de inverno respondem por esta pontuação. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja, que sai de 33,9 para 35,1 milhões de ha e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. Na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.

    Fonte: MAPA

  • Soja amplia perdas nesta 4ª em Chicago com foco nos atritos comerciais entre EUA e China

    Em meio às tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas nesta quarta-feira (13). Às 12h15 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam quedas entre 11,00 e 12,25 pontos. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,41 por bushel, enquanto o agosto/18 operava a US$ 9,47 por bushel. O novembro/18 trabalhava a US$ 9,63 por bushel.

    “O mercado já digeriu os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e voltou a se preocupar com o comércio e com o clima no Meio-Oeste”, reportou o site internacional Farm Futures.

    As atenções dos investidores estão voltadas às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. “Os atritos comerciais entre as duas potências também estão de volta no radar antes de sexta-feira, quando Washington disse que divulgará uma lista de 50 bilhões de dólares em produtos chineses que estarão sujeitos a uma tarifa de 25%”, informou a Reuters. A preocupação do mercado é que essa situação afete as exportações americanas.

    A safra norte-americana também segue no radar dos participantes do mercado. No início da semana, o USDA reportou que 74% das lavouras de soja ainda apresentavam boas ou excelentes condições até o último domingo.

    Ainda hoje, o departamento americano anunciou a venda de 177 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. Do total, 5 mil toneladas deverão ser entregues ao longo da campanha 2017/18. O restante, de 172 mil toneladas, deverão ser entregues no ciclo 2018/19.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agronegócio desaprova taxa de juros do Plano Agrícola

    A redução de 1,5% na taxa de juros do crédito rural proposta pelo presidente Michel Temer não agradou as principais entidades do agronegócio brasileiro. Em entrevista para a revista Safra, o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco, afirmou que a decisão do governo ficou abaixo da expectativa.

    Além da redução da taxa, o Plano Safra anunciado pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, contará com um subsídio de R$ 194,37 bilhões para o apoio e financiamento de atividades agropecuárias do País. De acordo com Sirimarco tanto o valor do aporte quanto o da taxa de juros são compreensíveis devido a situação financeira do País, mas não são suficientes para atender as necessidades da categoria.

    “Não atendeu a reivindicação do setor que era de uma redução de 3%. Contudo, levando-se em conta a atual situação do País que não deve permitir novas reduções da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 6,5%, esse é o juro mais acessível que se pode ter ”, disse.

    De acordo com o governo, a necessidade de financiamento do agronegócio brasileiro atualmente é de R$ 390 bilhões. Para Sirimarco, um Plano Safra de R$ 191 milhões é um ponto positivo pois representa um aumento de capitalização dos agricultores com o passar dos anos.

    “Isso significa que estamos menos dependentes do crédito agrícola oficial, e que hoje, praticamente, 50% da produção nacional são aportados graças à chegada de outros agentes para financiar o agronegócio, com a política correta e responsável de redução de taxa de juros. Mostra claramente que, dentro do setor agropecuário brasileiro, os produtores também estão se capitalizando”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Fatores de influência sobre o dólar

    O dólar sofreu grande valorização em função tanto de fatores internos quanto externos. Desde o começo do ano, a moeda americana valorizou-se mais de 15% em relação ao R$. Com o fortalecimento da economia americana, indicada pela melhora nos índices de emprego, há uma forte tendência de aumento na taxa de juros pelo FED. Isso naturalmente leva a uma saída de recursos dos países emergentes em direção aos EUA, desvalorizando as moedas locais.

    Outro fator que vem adicionando volatilidade à moeda americana é a chegada das eleições no Brasil. A ausência de um favorito (nenhum candidato com mais de 20% das intenções de voto) lança dúvidas sobre a continuidade das reformas necessárias ao país, sobretudo a da previdência. Dessa forma, o baixo nível de previsibilidade em relação às políticas que serão adotadas pelo próximo Governo vem afastando os investidores estrangeiros.

    Por fim, temos a criação, por parte do Governo, da MP que estabelece a política de fretes mínimos, com objetivo de evitar novas paralisações de caminhoneiros. Essa política de controle de preços gera grande desconfiança no país, pois demonstra a disposição do Governo de interferir no mercado. Ainda há a questão dos subsídios nos combustíveis, que deve aumentar o rombo nas contas públicas.

    Como isso afeta o agronegócio?

    Com o dólar mais alto, já podemos falar em aumento dos custos de produção para a safra 2018/19, uma vez que 80% dos fertilizantes e defensivos são importados. De acordo com os dados de 2018 da ANDA, ainda temos que importar dois terços dos fertilizantes estimados para o ano. Considerando um dólar futuro próximo aos R$ 4,00 daqui para frente, os preços desses insumos podem aumentar cerca de 10% em relação à safra anterior.

    Entretanto, o aumento dos custos devido ao dólar é mais do que compensado pelo aumento nos preços dos grãos pelo mesmo motivo. A questão a ser observada é o gap de tempo entre a compra dos insumos e a venda dos grãos. Os produtores do Centro-Oeste que fazem barter ou que possuem custeio dolarizado já estão hedgeados. Porém, os produtores menores podem sofrer com o descasamento de moedas. Na hipótese de vitória de um candidato pró-mercado nas eleições, é possível que o dólar retorne a patamares mais civilizados, derrubando o preço dos grãos em R$. Ou seja, o produtor pode pagar caro nos insumos e vender barato os seus grãos.

    Para demonstrar o impacto do dólar sobre a rentabilidade da soja 2018/19, utilizamos como exemplo dois perfis distintos de financiamento: 1) Produtor com custeio 100% dolarizado; 2) Produtor com custeio 100% em R$. Para o primeiro caso, a variação do lucro nos dois cenários de câmbio é pequena, pois há um hedge natural (receita e custo em dólar). Já o produtor que tem seu custeio em R$, apresenta uma menor previsibilidade de lucro.

    Observa-se que o produtor que realiza as operações em dólar possui um menor grau de risco, já que tanto o custo quanto a receita estão vinculados a uma mesma moeda. Já o produtor que realiza as operações em R$ possui um grau de risco mais elevado, podendo ter o fluxo de caixa negativo no caso de uma valorização do nosso câmbio.

    Clima
    Com a elevação da temperatura das águas do Pacífico, o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) elevou a probabilidade de ocorrência do El Niño no verão para 49%. Isso significa uma inversão do cenário em 2019, já que na safra anterior tivemos a ocorrência do fenômeno La Nina. Os anos de El Nino são caracterizados por clima mais seco no Médio-Norte e grandes volumes de chuvas no Centro-Sul. O evento de La Niña seguido de El Niño ocorreu apenas duas vezes desde 1950, em 1972 e 2009. Previsões mais precisas devem ocorrer entre julho e agosto.

  • Soja recua mais de 5% na semana na CBOT com clima nos EUA e tensões comerciais com a China

    Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja acumularam desvalorizações expressivas na semana. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as cotações da oleaginosa recuaram entre 4,63% e 5,09% e perderam o importante patamar de US$ 10,00 por bushel.

    Somente nesta sexta-feira (8), os vencimentos da commodity consolidaram a 5ª perda consecutiva e apresentaram quedas entre 4,75 e 5,00 pontos. O julho/18 era cotado a US$ 9,69 por bushel, enquanto o agosto/18 trabalhava a US$ 9,74 por bushel. O novembro finalizou o dia a US$ 9,89 por bushel.

    “As cotações da soja registraram o maior declínio semanal em 10 meses, já que o clima favorável à safra norte-americana pesou sobre os preços”, reportou a Reuters internacional.

    Para os próximos dias, as previsões climáticas ainda indicam chuvas em muitas regiões do Meio-Oeste americano. No caso da soja, cerca de 75% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana, conforme reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Enquanto isso, os comerciantes de grãos continuam cautelosos em meio às crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e importantes compradores como China e também México. “Temos boas condições e uma previsão climática não ameaçadora, então tiramos muito do prêmio de clima. Isso foi agravado pela incerteza sobre o comércio”, informou Ted Seifried, analista da Zaner Ag Hedge.

    “Desde que continuamos a avançar com nossas tarifas, a China tem sido notavelmente ausente do mercado, especialmente em novas compras de soja”, completa o especialista.

     

    Paralelamente, os participantes do mercado já se preparam para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA, que será reportado na terça-feira (12). Os investidores seguem atentos aos estoques da safra velha e as projeções para a nova safra americana.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Plantio de soja do Brasil aumentará cerca de 3% em 18/19, prevê Agroconsult

    O plantio de soja na safra 2018/19 do Brasil, cujo início é entre setembro e outubro, deverá crescer cerca de 3 por cento ante 2017/18, para um novo recorde de 36 milhões de hectares, projetou nesta quinta-feira a Agroconsult, que vê o produtor mais remunerado e expandindo suas lavouras sobre áreas de pastagens.

    O aumento na semeadura poderia levar o Brasil, já o maior exportador global da oleaginosa, a se firmar de vez como líder também na produção após superar os Estados Unidos neste ano.

    “O crescimento (na área) será liderado pela expansão sobre pastagens degradas. Haverá também algo sobre as áreas de milho, mas não tanto como neste ano”, disse o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, após evento da consultoria em São Paulo.

    Ele avalia que o crescimento poderá ser de 1 milhão de hectares.

    Em 2017/18, o plantio de soja ocupou grande parte da área anteriormente destinada ao milho, uma vez que os preços do cereal não estavam atrativos.

    Para 2018/19, Pessôa destacou que os sojicultores também tendem a estar mais capitalizados para as atividades de semeadura, dada a recente alta do dólar ante o real, que favorece as receitas.

    O diretor da Agroconsult não fez previsões para a produção de soja na nova safra, cuja colheita só se iniciará no começo de 2019 e dependerá também das condições climáticas.

    MILHO
    Pessôa destacou que o plantio da primeira safra de milho 2018/19 deverá diminuir 3 por cento ante o observado em 2017/18, quando somou 5 milhões de hectares.

    Em contrapartida, a semeadura da segunda safra, a “safrinha”, pode saltar 10 por cento frente os 11,6 milhões de hectares deste ano, segundo dados oficiais.

    “Devemos ter um crescimento robusto para a próxima safrinha. Haverá redução nos estoques após a safrinha deste ano, as condições para exportação estão favoráveis e a próxima safra de verão será menor”, afirmou o sócio diretor da Agroconsult.

    A segunda safra 2017/18, em fase inicial de colheita, foi severamente castigada por uma forte seca entre abril e maio, bem no momento de desenvolvimento das lavouras, que já haviam sido plantadas fora da janela ideal por causa do atraso na colheita da soja.

    Nesta semana, a consultoria reduziu a estimativa de produção de milho segunda safra do Brasil para 55 milhões de toneladas, de 57 milhões anteriormente.

    Segundo Pessôa, a “maior perda” já foi computada, mas a safrinha 2017/18 pode ser ainda menor.

    “Há sempre potencial para cair mais por causa de áreas suscetíveis a geadas”, disse.

    O fenômeno é um risco em especial para o Paraná, segundo maior produtor de milho do Brasil e que já enfrentou episódios de forte frio neste ano.

    Por lá, o Departamento de Economia Rural (Deral) já alertou que a segunda safra de milho pode ficar abaixo das 10 milhões de toneladas previstas.

    Fonte: Reuters

  • Redução de impostos da soja argentina é improvável, diz USDA

    Um relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirma que o atraso na redução de impostos sobre a exportação de soja vinda da Argentina mostra que a medida é improvável. A análise foi baseada no fato de que o ritmo das mudanças tem sido muito rápido para alguns setores da sociedade argentina, o que resulta em protestos públicos organizados por sindicatos, e muito lentos para investidores e aliados do governo, que buscam redução acelerada da inflação e reformas regulatórias.

    O departamento lembra que a redução do imposto sobre a exportação de soja faz parte do plano fiscal implantado pelo presidente argentino, Mauricio Macri, desde dezembro de 2015. Na época as taxas sobre as vendas internacionais da oleaginosa foram reduzidos de 5% para 30% e as sobre o óleo e o farelo de soja passaram para 27%. Nesse cenário, a partir de janeiro desse ano o plano é reduzir o imposto em 5% todos os meses até dezembro de 2019. “Até o final de 2019, o imposto de exportação seria de 18% para soja e de 15% para o óleo de soja e farelo de soja”, indica parte do relatório.

    Toda essa situação está intensificando os debates e também as cobranças por parte dos agricultores. Recentemente a Sociedad Rural Argentina e a Federación Agraria Argentina já haviam pedido uma aceleração da redução fiscal em resposta a perdas relacionadas à seca. Agora, lideranças agrícolas da Argentina exigiram uma audiência de emergência com o presidente Maurício Macri para pressionar o governo, a Casa Rosada por sua vez, afirma que os produtores devem ter cautela e confiar nas medidas que foram tomadas.

    Para o USDA, é possivel que o governo percebeu que os custos políticos de tal mudança eram muito altos levando em consideração às perdas da última safra. De acordo com o Chefe de Gabinete de Macri, Marcos Peña, no momento não se trabalha com uma mudança no sistema tributário de exportação da soja. “Não está na agenda, neste momento, não está sendo avaliado modificar o esquema de retenciones”, finaliza.

    Fonte: Agrolink