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  • Soja: Mapa ajusta zoneamento agrícola a calendário de plantio

    O Ministério da Agricultura ajustou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a soja na safra 2024/25 em 16 estados e no Distrito Federal. A revisão das datas, explicou a pasta em nota, foi feita para adequar o Zarc ao calendário de plantio de soja e ao vazio sanitário, estabelecidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária. Os ajustes foram publicados em portaria do ministério no Diário Oficial da União (DOU).

    As mudanças no Zarc valem para o cultivo da oleaginosa no Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As datas de cultivo já haviam sido estabelecidas em portaria de 15 de maio, com os períodos de vigência específicos de acordo com as condições climáticas e de solo de cada região.

    Em Mato Grosso, principal produtor da oleaginosa, a semeadura deverá ser feita de 7 de setembro deste ano a 7 de janeiro de 2025. No Paraná, o plantio foi regionalizado, indo de 2 de junho a 19 de janeiro de 2025, conforme a região. No Rio Grande do Sul, a semeadura está autorizada de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2025. Maranhão, Pará, Piauí, Santa Catarina e São Paulo também terão cronograma de plantio diferenciado por região.

    O zoneamento objetiva reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e orienta o produtor quanto ao período adequado para semeadura da oleaginosa em cada região de acordo com o solo e a variedade da cultura. A política define as áreas e os períodos de semeadura, de acordo com probabilidades de perdas de produtividade de 20%, 30% e 40%. A concessão de crédito rural e a cobertura de seguro rural estão vinculados ao Zarc.

    Já o vazio sanitário, período de no mínimo 90 dias em que as áreas não podem manter plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada, é uma medida fitossanitária que integra o programa de controle da ferrugem asiática da soja. O calendário de semeadura é adotado também como medida fitossanitária complementar ao período do vazio sanitário, implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Startup lança calculadora de pegada de carbono para pecuária

    Ferramenta gratuita permite simular impacto de manejos e produtividade, visando práticas mais sustentáveis na produção leiteira

    Uma startup de Minas Gerais, a ESG Pec, desenvolveu uma ferramenta gratuita que permite aos pecuaristas calcular a pegada de carbono de suas atividades na produção de leite.
    A ferramenta possibilita simular o impacto das alterações em manejos, produtividade, entre outros recursos, visando práticas mais sustentáveis na pecuária.
    Em entrevista, a cofundadora da ESG Pec e PhD em Ciência Animal Bruna Silper afirmou que a ideia surgiu da necessidade do setor por práticas regenerativas e sustentáveis.

    “Essas práticas não são novas, mas precisam ser retomadas e mais usadas no campo. Enfrentamos desafios de clima, biodiversidade e saúde do solo que impactam todos, incluindo os produtores em sua capacidade de produzir com eficiência e rentabilidade”, disse.

    O projeto busca estabelecer um elo entre consumidores exigentes, indústrias lácteas e produtores que já adotam boas práticas, mas precisam mensurá-las e explorá-las de novas formas.

    Como funciona a calculadora de carbono

    A ferramenta realiza o cálculo da pegada de carbono utilizando a metodologia de Análise de Ciclo de Vida, seguindo diretrizes da Federação Internacional do Leite, entre outras. A calculadora mensura todas as emissões associadas à produção leiteira, incluindo a fermentação entérica dos animais, manejo de dejetos, atividades agrícolas e insumos utilizados, como energia e combustíveis.

    “O cálculo estima as emissões em relação ao volume de leite produzido, gerando um indicador de eficiência produtiva e econômica da propriedade”, disse Silper .

    Benefícios para os produtores

    Com o diagnóstico em mãos, os produtores podem atuar para reduzir emissões e aumentar a eficiência e rentabilidade de suas fazendas.

    “Esse indicador está associado à eficiência produtiva e econômica da propriedade, permitindo que o produtor trabalhe na redução de emissões e na melhoria da rentabilidade”, disse Bruna Silper.

    A ferramenta também pode abrir oportunidades para remuneração baseada em indicadores de sustentabilidade e facilitar o acesso a financiamentos.

    Acesso à ferramenta

    Os produtores interessados podem acessar a ferramenta por meio de um cadastro online no site www.despertarregenerativo.com.br . “A comunidade ‘Despertar Regenerativo’ permite a troca de informações entre produtores, técnicos e consultores, visando uma transformação positiva na pecuária brasileira”, informou a representante da startup.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Real fraco motiva China a acelerar as compras de soja do Brasil

    Cargas brasileiras podem ampliar o excesso de oferta do grão no gigante asiático e, assim, reduzir a participação de mercado dos EUA

    A China intensificou as compras de soja do Brasil, aproveitando a desvalorização do real. Nas duas primeiras semanas de julho, foram encomendados 75 embarques, que representam 4,5 milhões de toneladas do grão. A informação parte de reportagem da Bloomberg.

    As cargas devem ser entregues principalmente em agosto, mas também há programação de remessas para 2025.

    Aliás, nos primeiros cinco meses deste ano, as compras da oleaginosa pelo gigante asiático cresceram 23%. Enquanto isso, as dos Estados Unidos diminuíram quase pela metade.

    De acordo com analistas, a estratégia chinesa visa mitigar os riscos de uma possível guerra comercial, caso Donald Trump volte ao poder, sentimento cada vez mais forte no mercado e acentuado após o candidato republicano sofrer um atentado no último sábado (13).

    Estratégia chinesa com a soja

    Os volumes de exportação não estão fora do normal para esta época do ano, mas a rapidez com que os negócios estão sendo feitos denota que a China busca, realmente, tirar vantagem da desvalorização da moeda brasileira, que enfraqueceu em mais de 10% de janeiro até agora.

    Enquanto isso, o anúncio de primeira compra da soja dos Estados Unidos – que deve começar a ser colhida em setembro – foi feito pelos asiáticos vários meses depois do usual e em volume inferior ao esperado pelo mercado. Com isso, os contratos em Chicago são negociados nos menores valores desde 2020.

    Analistas dizem que as cargas brasileiras podem ampliar o excesso de oferta na China e, consequentemente, reduzir a participação de mercado dos Estados Unidos justamente no período de pico dos embarques norte-americanos.

    De acordo com as fontes ouvidas pela matéria da Bloomberg, as esmagadoras de soja chinesas tendem a desacelerar as compras a partir do quarto trimestre por conta dos estoques altos e pela baixa demanda por ração animal no período, visto que o rebanho suíno do país reduziu devido à baixa no consumo de carne e baixa lucratividade dos produtores.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil intensifica sustentabilidade na pecuária com inovações da Embrapa

    O Brasil, autossuficiente na produção de carne bovina e líder mundial em exportação desde 2004, está intensificando a sustentabilidade na pecuária através da Embrapa Pecuária Sudeste.

    Localizada entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, a unidade de pesquisa de 2.538 hectares foca em práticas sustentáveis e automação na produção de carne e leite. Parcerias com a iniciativa privada permitem a testagem de novas tecnologias, como brincos de identificação e ordenha robotizada.

    Além disso, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) está promovendo um crescimento sustentável, com uma adoção anual de quase 1 milhão de hectares em sistemas integrados, visando atingir 30 milhões de hectares até 2030. A Embrapa também está na vanguarda da abordagem de “Saúde Única”, conectando saúde humana, ambiental e animal.

    O governo destaca a importância de políticas públicas eficientes para a implementação de testes rápidos e precisos, essencial para uma produção sustentável e certificável. A tecnologia e o melhoramento genético são componentes essenciais para a melhoria contínua da pecuária no Brasil.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/