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  • Milho: retração produtora sustenta preços, diz Cepea

    Valorização do dólar ante ao Real aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos

    Levantamento do Cepea mostra que os preços do milho continuam subindo no mercado brasileiro, apesar da queda internacional e da demanda externa ainda abaixo da verificada no ano anterior.
    Segundo pesquisadores, as recentes recuperações têm sido influenciadas pela retração de vendedores, atentos à valorização do dólar frente ao Real, cenário que aumenta a paridade de exportação e pode elevar o interesse de negócios nos portos.
    Do lado comprador, pesquisas do Cepea indicam que consumidores domésticos com necessidade de reposição do milho acabam se deparando com valores de venda mais elevados. No entanto, parte deles ainda têm estoques e/ou entregas programadas do cereal a cotações menores, visto que esses lotes foram negociados nas semanas anteriores.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • CNA pede investigação de dumping contra leite em pó da Argentina

    Segundo a entidade, pedido feito ao governo tem como finalidade corrigir distorções trazidas pela aplicação de subsídios no país vizinho

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, na última semana, protocolou uma petição para investigar a prática de dumping – comercialização a preço abaixo do custo de produção – contra o leite em pó da Argentina.

    De acordo com a CNA, a finalidade do pedido entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é corrigir as distorções trazidas pela aplicação de subsídios da Argentina à produção de leite ao longo de 2023.

    “Em que pese a prevalência do livre mercado, a Argentina, principal país de origem, responsável por metade do volume, aplicou subsídios diretos à produção de leite, gerando artificialidade nos preços e concorrência desleal com o produto brasileiro”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Guilherme Dias.

    A entrada de leite em pó subvencionado prejudicaria a produção de leite nacional, reduzindo as margens dos pecuaristas, limitando o crescimento do setor e provocando o abandono da atividade.

    O volume total de importações de lácteos somou 4,29 bilhões de litros nos últimos três anos. Em 2023, a quantidade foi recorde, de 2,18 bilhões de litros.

    O leite em pó nas versões integral e desnatada é o principal derivado importado, respondendo por mais de 71% do volume em 2023. A principal origem das importações são os países do Mercosul, que respondem por mais de 97% do volume internalizado no Brasil.

    Abertura da investigação

    O prazo máximo para a abertura da investigação de até 90 dias. A CNA acredita que o processo deva ocorrer em regime de urgência.

    “Após aberto, o processo de investigação é longo, pode durar até 18 meses, e a abertura sinaliza apenas o começo do processo. Serão ainda demandadas diversas informações complementares, mas temos a certeza de que o caso é robusto”, afirma o assessor técnico.

    “O Decom [Departamento de Defesa Comercial do MDIC] é um órgão extremamente técnico, competente e reconhece a gravidade da situação, então acreditamos que a tramitação da inciativa possa ser acelerada”, afirma Dias.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: menor demanda chinesa e expectativas de ampla oferta mantêm Chicago em baixa

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel

    Os contratos da soja em grão registram preços significativamente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estente as perdas do pregão anterior, pressionado pelas expectativas de uma produção recorde da oleaginosa nos Estados Unidos e pela redução da demanda global, evidenciado pelas importações chinesas abaixo das previsões dos analistas. A valorização do dólar em relação a outras moedas também contribui para o cenário negativo.

    As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 9,85 milhões de toneladas. Representa um aumento de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2023. A expectativa do mercado era de 12 milhões a 13 milhões de toneladas.

    No acumulado de 2024, as importações chinesas somaram 58,33 milhões de toneladas, queda de 1,3% sobre igual período de 2023. As informações são da Agência Reuters, que divulgou dados da Administração Geral da Alfândega.

    Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,14 1/4 por bushel, baixa de 12,50 centavos de dólar, ou 1,21%, em relação ao fechamento anterior.

    Ontem (06), a soja fechou em forte baixa. Após duas sessões de ganhos superiores a 1% – garantidos por fatores técnicos e de olho no financeiro -, os fatores fundamentais voltaram a comandar o comportamento do mercado. Os boletins seguem indicando condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. A expectativa é de uma safra cheia e os mais recentes indicativos confirmar que a situação da soja em desenvolvimento nos Estados Unidos é positiva.

    Do lado financeiro, o dia foi de recuperação do dólar frente a outras moedas, fator que limita as exportações agrícolas dos Estados Unidos e que ajudou a exercer pressão sobre os contratos.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 3/4 por bushel, com perda de 14,00 centavos ou 1,34%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Entregas de fertilizantes ao mercado caem 1,8%

    A produção nacional de adubos teve queda ainda mais expressiva no acumulado do ano, somando retração de 9%

    A Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) aponta que as entregas de fertilizantes ao mercado, no acumulado de janeiro a maio de 2024, tiveram queda de 1,8%.

    Assim, estiveram apontadas em 14,24 milhões de toneladas ante as 14,50 milhões de toneladas registradas em igual período de 2023.

    No mês de maio deste ano, por exemplo, somaram 3,26 milhões de toneladas, o que representa redução de 10,1% em relação ao mesmo mês do período anterior, quando o volume foi de 3,63 milhões de toneladas.

    Entre os estados líderes nas entregas ao mercado, estão:

    • Mato Grosso: 3,20 milhões de toneladas, ou 22,5% do total
    • Paraná: 1,81 milhão
    • São Paulo: 1,71 milhão
    • Goiás: 1,33 milhão
    • Minas Gerais: 1,30 milhão
    • Rio Grande do Sul: 994 mil

    Produção nacional de fertilizantes

    A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou maio de 2024 com 494 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 4,2% ante o mesmo mês de 2023.

    No acumulado de janeiro a maio, foram 2,48 milhões de toneladas. Trata-se de recuo de 9,1% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 2,73 milhões de toneladas.

    Volumes de importação

    A Anda destaca que as importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil, alcançando, em maio, 3,06 milhões de toneladas, com redução de 4,1%.

    No acumulado de janeiro a maio, o total foi de 13,10 milhões de toneladas, significando redução de 7% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 14,09 milhões de toneladas.

    O Porto de Paranaguá, principal porta de entrada do produto, teve ingresso de 3,58 milhões de toneladas, com redução de 2,4% em relação a 2023, quando desembarcaram 3,66 milhões de toneladas.

    O terminal representou 27,3% do total importado por todos os portos, conforme dados do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Siacesp/MDIC).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Pecuária: semiconfinamento pode ser alternativa na engorda de bovinos

    semiconfinamento é um sistema de produção intensiva de bovinos que combina a engorda dos animais em pastagens com o fornecimento de ração concentrada distribuída em diversos pontos da propriedade. Essa prática, considerada um meio-termo entre o confinamento total e a suplementação estratégica durante a seca, é tema do quadro “Raio-X da Pecuária“.

    Conversando com o zootecnista Lucas Barbosa, destacamos que o semiconfinamento oferece vantagens como menores custos e manutenção em comparação ao confinamento total, além de proporcionar ganhos superiores em relação à criação extensiva a pasto.

    Barbosa afirma que essa prática pode ser utilizada o ano inteiro, mas é especialmente indicada durante a seca, quando a oferta de forragem é baixa. Nesse período, o semiconfinamento permite o alívio das pastagens, concentrando os animais em áreas menores e suplementando sua alimentação com ração.

    Essa abordagem é especialmente relevante durante períodos de estiagem, quando a qualidade das pastagens é comprometida. O fornecimento de concentrado ajuda a suprir a demanda por nutrientes, garantindo o bom desenvolvimento e ganho de carcaça dos animais. Barbosa destaca que o semiconfinamento está se tornando cada vez mais comum nas propriedades devido aos benefícios que oferece, especialmente em tempos de seca.

    Benefícios do semiconfinamento

    • Flexibilidade: Pode ser utilizado o ano inteiro.
    • Redução de custos: Menores custos de infraestrutura e manutenção comparado ao confinamento total.
    • Melhor desenvolvimento dos animais: Proporciona maiores ganhos em relação à criação a pasto.
    • Solução para a seca: Alivia pastagens e garante suplementação adequada durante períodos de baixa oferta de forragem.

    Essa prática se destaca como uma solução eficiente e econômica para os pecuaristas, especialmente em períodos críticos de seca, garantindo a sustentabilidade e a produtividade da atividade pecuária.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Farelo e óleo de milho passam a ter o mesmo tratamento tributário da soja

    Ministro Carlos Fávaro afirmou que medida deve diminuir o preço da ração aos produtores e da carne à população

    Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) a Lei nº 14.943, que estende ao farelo e ao óleo de milho a mesma regulação tributária concedida à soja.

    Assim, fica suspensa a incidência da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Contribuição para o PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as receitas decorrentes da venda dos produtos.

    “É uma política importante para dar mais competitividade, primeiro, na formação de preços do milho, segundo porque incentiva a produção de etanol de milho, alinhando à demanda mundial por energia mais limpa”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Ainda, como consequência da isenção tributária, o ministro ressalta o impacto positivo em toda a cadeia de produção do grão e das proteínas animais. Conhecidos como DDG/DDS, os farelos de milho são utilizados para a nutrição animal. As contribuições que passam a ser suspensas representam mais de 9%, aproximadamente, dos preços dos produtos.

    Farelo mais barato: redução na carne

    O ministro destacou que a medida deve proporcionar ração mais barata para os produtores de proteína animal – carne de frango, suínos, bovinos e peixes e, consequentemente, carne mais barata para a população brasileira e mais competitiva para as exportações.

    Pessoas jurídicas sujeitas ao regime de apuração não cumulativa da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins poderão descontar das referidas contribuições, débitos em cada período de apuração, crédito presumido calculado sobre a receita decorrente da venda no mercado interno ou da exportação dos produtos classificados da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), e de lecitina de soja classificada, também da Tabela.

    As alíquotas estabelecidas no caso de comercialização de óleo de soja e de milho e de outros produtos da Tipi é de 27%. A porcentagem será atribuída sobre o valor de aquisição de óleo de soja e de óleo de milho classificados e, além, disso, para o insumo na produção de rações
    classificadas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Safra 24/25 de soja de 166,6 milhões de toneladas é projetada por consultoria

    País terá o 18º aumento de área consecutivo dedicado à cultura. Porém, cotações dos próximos dois meses podem mudar o cenário expansionista, aponta Datagro

    O levantamento anual de intenção de plantio da Datagro Grãos para a safra 2024/25 aponta incremento na área de soja do Brasil pelo 18º ano consecutivo.

    Assim, passa de 46,184 milhões de hectares na temporada 2023/24 para 46,890 milhões de hectares no próximo ciclo, a se iniciar em setembro, o que representaria um aumento de 1,5%.

    “Importante destacar que esses são números preliminares e que qualquer reação mais brusca das cotações nos próximos 60 dias pode trazer alteração nessa proporção de aumento”, diz o economista e líder de conteúdo da concultoria, Flávio Roberto de França Junior.

    Produção de soja

    A consultoria sinaliza uma produtividade de 3.554 kg/ha (59,2 sacas) nesse primeiro momento, com produção potencial de 166,644 milhões de toneladas.

    Em caso de confirmação, esse volume seria 12% superior à revisada safra colhida neste ano, de 149,262 milhões de toneladas.

    Conforme levantamento feito junto aos produtores, o aumento de área de soja deve acontecer de forma homogênea em todo o país, assim como neste ano. “Em intensidade maior nos estados da região Norte e Nordeste”, ressalta França Junior.

    Recuo no milho

    A análise preliminar realizada pela Datagro estima recuo nas áreas de milho tanto do ciclo de verão quanto de inverno. A área total da 1ª safra deverá atingir 3,894 milhões de hectares, ante 4,053 mi de ha na temporada 2023/24 – 2,544 mi de ha no Centro-Sul e 1,350 mi de ha no Norte/Nordeste.

    Considerando a hipótese de incidência do fenômeno La Niña e a utilização de tecnologia próxima da normalidade, os resultados podem ficar assim:

    • 1ª safra: potencial de produção de 23,351 milhões de toneladas, 1% inferior à prejudicada safra colhida em 2024 – 17,276 mi de t do Centro-Sul e 6,075 mi de t no Norte/Nordeste.
    • Safra de inverno 2025: tendência inicial indica retração na área. No total Brasil, a projeção é de 16,855 mi de ha, 2% aquém dos 17,207 mi de ha deste ano – 14,005 mil ha do Centro-Sul e 2,850 mil ha do Norte/Nordeste.

    Considerando clima regular, a previsão de produção da 2ª safra é de 93,608 mi de t, estável ante as 93,315 mi de t da complicada safra atual.

    No total das duas safras, o Brasil tem previsão de área para 2024/25 de 20,749 mi de ha, 2% aquém dos 21,260 mi de ha da temporada 2023/24, e produção potencial de 116,959 mi de t, estável em relação à safra atual, de 117,008 mi de t.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja

    Pesquisa de doutorado de professor da Universidade Federal do Piauí analisou uso dos adubos em áreas recém-convertidas para uso agrícola

    A aplicação de calcário e gesso na fertilidade do solo e na produção de soja em áreas recém-convertidas para uso agrícola foi a tese de mestrado do professor Doze Batista, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

    O estudo foi feito no município de Currais, sudoeste do estado, e observou durante dois anos as mudanças nos atributos químicos do solo, na nutrição das plantas e na produtividade dos grãos.

    O resultado mostrou que a aplicação de calcário e gesso melhorou significativamente as condições do solo, trazendo dois principais benefícios, como o incremento de outros quatro nutrientes:

    • Redução da acidez
    • Aumento da disponibilidade de cálcio, magnésio, fósforo e enxofre

    De acordo com o professor, a aplicação de gesso influenciou positivamente as concentrações de cálcio e magnésio no solo, embora não tenha mostrado um efeito claro na produtividade da soja.

    Melhora das práticas de cultivo

    Batista acredita que ao entender como as diferentes taxas de calcário e gesso afetam o crescimento da soja, é possível ajudar os agricultores a otimizarem suas práticas de cultivo, resultando em maiores rendimentos e, consequentemente, em uma melhor segurança alimentar.

    “Os resultados do estudo podem informar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento rural, promovendo práticas agrícolas que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, informa.

    O professor também afirma que a pesquisa fornece dados e insights sobre a interação entre calcário, gesso e a produtividade da soja, contribuindo para o corpo de conhecimento existente sobre manejo de solo e fertilização, o que pode abrir novas linhas de investigação e aprofundar a compreensão sobre práticas agrícolas sustentáveis.

    “A pesquisa pode servir como um campo de aprendizado para estudantes e profissionais da área, promovendo a formação de novos pesquisadores e especialistas em Agronomia e Ciências do Solo”, destaca o professor.

    Agricultura mais resiliente

    No âmbito prático, ele ainda ressalta que o estudo pode ser aplicado em programas de extensão da universidade.

    “O estudo pode ajudar os agricultores a entenderem melhor como adaptar suas práticas às condições específicas do Cerrado do Matopiba [áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], promovendo uma agricultura mais resiliente e adaptada ao clima local, além de também poder ser utilizada em programas de extensão rural e capacitação, ajudando os agricultores a entenderem a importância do manejo adequado do solo e a aplicação de insumos”, frisa.

    Calcário e gesso na soja

    O estudo concluiu que a calagem e a gessagem são práticas essenciais para o manejo da fertilidade do solo e para a produção de soja em solos ácidos do Cerrado, ressaltando a importância de ajustar as doses de aplicação, além das recomendações padrão, para maximizar o rendimento das culturas.

    A pesquisa fornece descobertas sobre a interação entre correções do solo, fertilidade e produtividade agrícola, enfatizando a necessidade de práticas de manejo de nutrientes equilibradas para promover a sustentabilidade agrícola na região.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Manejo no nascimento de bezerros é chave para rebanhos produtivos

    Superintendente de Registro da ANC destaca importância do acompanhamento no parto e primeiros momentos de vida dos bovinos

    O período de nascimento de bezerros exige atenção especial dos pecuaristas, sendo fundamental para a saúde dos animais no início da vida. Nesse sentido, o acompanhamento do grupo de vacas prestes a parir é crucial, diz a superintendente de registro da Associação Nacional dos Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas.

    “Estar atento ao momento exato do parto permite intervenções necessárias, garantindo a saúde da mãe e do bezerro”, afirma.

    Silvia ressalta que a escolha de touros com diferença esperada na progênie (DEP) de baixo peso ao nascer é uma prática que facilita o parto.

    Acompanhamento das primeiras horas dos bezerros

    O monitoramento das primeiras horas de vida dos animais traz inúmeros benefícios. “É importante verificar se o bezerro conseguiu mamar o colostro, essencial para seu desenvolvimento”, comenta a especialista sobre o primeiro produto produzido pela vaca, no início da lactação.

    Além disso, a identificação precoce dos bezerros permite o acompanhamento do desempenho das matrizes, auxiliando na seleção das vacas mais produtivas.

    Produtividade e bem-estar dos bezerros

    A adequada condução do manejo no nascimento e primeiros momentos dos bezerros afeta diretamente o ganho de peso e os resultados financeiros da fazenda.

    “Bezerros bem alimentados ganham peso mais rapidamente, e vacas que atendem às demandas dos seus filhotes contribuem para um ciclo produtivo eficiente”, afirma a superintendente.

    Identificação e monitoramento

    Silvia destaca a relevância da identificação dos bezerros logo após o nascimento. “Isso permite um monitoramento preciso do desenvolvimento dos animais e a avaliação do desempenho das matrizes”, diz.

    Esse processo é fundamental para conhecer e selecionar as vacas mais produtivas do rebanho.

    Bem-estar e aumento de produtividade

    “Bem-estar animal está diretamente ligado ao aumento de produtividade”, afirma Silvia. Garantir que o bezerro tenha acesso ao leite necessário e que a matriz consiga suprir essa demanda é essencial para a eficiência do processo produtivo.

    O acompanhamento do nascimento de bezerros e as primeiras horas de vida são etapas essenciais para garantir a saúde e produtividade dos animais. A prática adequada de manejo, aliada à identificação e monitoramento dos filhotes, contribui para um rebanho mais produtivo e saudável.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Embrapa finaliza maior pesquisa do mundo com integração lavoura-pecuária-floresta

    Pesquisa revela estratégias para uso eficiente de árvores em sistemas produtivos

    Embrapa Agrossilvipastoril concluiu o primeiro ciclo de 12 anos do maior experimento global com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), realizado em Sinop (MT). Este estudo trouxe insights valiosos para o uso das árvores nesses sistemas produtivos, oferecendo bases técnicas para decisões fundamentadas.

    O experimento utilizou eucalipto (clone H13) devido ao seu rápido crescimento e versatilidade. As árvores foram testadas em integração lavoura-floresta (ILF), pecuária-floresta (IPF) e ILPF, além de monocultura como controle. As árvores foram inicialmente plantadas em renques (fileiras) de três linhas, com espaçamento de 30 metros; posteriormente, algumas intervenções reduziram esse espaçamento para 37 metros em linhas simples.

    Durante os 12 anos, o estudo monitorou o crescimento das árvores, operações de manejo, como poda e desbastes, acúmulo de biomassa e carbono, e a produção de madeira, que variou entre 87 m³ e 114 m³ por hectare (ha).

    O pesquisador Maurel Behling destacou a importância de considerar a produtividade total do sistema ao aumentar o número de árvores, pois isso pode reduzir a produção de grãos e forragem.

    “Quando falamos em sistemas de integração, temos que pensar na produtividade de todo o sistema. Se eu aumento o número de árvores, terei redução na produção da lavoura e da pecuária. Sendo assim, o maior número de árvores tem que fazer sentido na avaliação global”, disse.

    Comportamento de crescimento e carbono

    O experimento mostrou que sistemas integrados apresentam o efeito bordadura, onde as árvores externas recebem mais luz, água e nutrientes, resultando em maior diâmetro e acúmulo de biomassa.

    No sistema ILPF, o acúmulo de carbono por árvore superou 30 kg/ano, significativamente maior que os cerca de 20 kg/ano observados na monocultura.

    Além do carbono armazenado na madeira, as árvores também contribuem para a matéria orgânica no solo, com cerca de 10 toneladas de resíduos por hectare, sem contar tocos e raízes que representam 20% da biomassa total.

    Recomendações

    Behling enfatiza que os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para o planejamento de sistemas ILPF. Sistemas com linha simples são indicados para quem deseja adicionar renda ou melhorar o conforto térmico para o gado. Já para aqueles que buscam compensar a produção de lavoura e pecuária com a venda de madeira, renques de múltiplas linhas são mais adequados.

    O mercado consumidor da madeira deve ser considerado no planejamento. Na região médio-norte de Mato Grosso, a demanda por biomassa aumentou com a instalação de usinas de etanol de milho, enquanto a madeira serrada ainda não é amplamente utilizada, mas há demanda para madeira tratada em cercas, postes e construção civil.

    Fim do ciclo e perspectivas para integração

    O experimento de ILPF com foco na pecuária de corte e produção de grãos está sendo finalizado com o corte raso dos eucaliptos. A área do estudo ainda possui 3.666 árvores em 43 hectares, com um volume estimado de 3.568,33 m³ de madeira, representando um valor de cerca de R$ 514 mil.

    Com o fim deste ciclo, um novo trabalho iniciará no próximo período chuvoso, incluindo o uso de teca como componente arbóreo, além do eucalipto. A teca perde suas folhas no período seco, reduzindo a sombra para os animais, enquanto o eucalipto contribuirá para o conforto térmico e o escalonamento de receitas.

    Maior experimento do mundo em ILPF

    O experimento da Embrapa é um dos maiores, se não o maior do mundo com esse sistema, abrangendo 72 hectares com dez tratamentos distintos. Desde a instalação, em 2011/2012, pesquisadores de diversas especialidades têm analisado aspectos de solo, dinâmica de água, microclima, forragicultura, sanidade animal e vegetal, microbiologia e emissão de gases de efeito estufa.

    Entre os resultados, destaca-se o Sistema PPS (Precocidade, Produtividade e Sustentabilidade), uma estratégia de manejo da pecuária de cria utilizando ILP e IPF.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/