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jul 29 2024 Prazo para Declaração Anual de Rebanho no RS termina dia 31
Até o momento, 68,7% dos produtores preencheram as informações. Nove municípios estão mais atrasados do que os demais
O prazo para os produtores do Rio Grande do Sul fazerem a Declaração Anual de Rebanho termina na próxima quarta-feira (31).
Até esta sexta (26), 254 mil declarações já foram entregues, o que representa 68,7% do total. São esperadas 370 mil pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Conforme o analista agropecuário e florestal da autarquia, Paulo de Souza, as regionais onde se tem maior número de produtores com declarações em aberto e que devem se apressar são as seguintes:
- Bagé
- Alegrete
- Pelotas
- Porto Alegre
- Ijuí
- Caxias do Sul
- Osório
- Lagoa Vermelha
- Santa Maria
Todos os produtores de animais devem fazer a declaração, não apenas de bovídeos, caprinos, equídeos, ovinos e suídeos, mas também os de abelhas, coelhos e peixes, entre outros.
Obrigação sanitária
O chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Seapi, Eduardo Zart, afirma que todos os produtores possuidores de animais de peculiar interesse do Estado, ou seja, os de produção e os que podem estar envolvidos em transmissão de enfermidades a estes e a humanos devem fazer a declaração anual. Ela é uma obrigação sanitária.
Para fazer a declaração, acesse aqui ou procure as Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da Seapi para fazer de forma presencial.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 26 2024 Fundo de fomento à inovação para agricultura responsável apresenta resultados de impacto
Em três anos de atuação, projetos alcançaram mais de 1,5 mil produtores, representando mais de 2 mil propriedades rurais
Implementados de 2021 a 2023, o fundo de fomento à inovação para uma agricultura responsável apresentou os resultados de impacto de 44 projetos com soluções e inovações para o setor agrícola, executados por 54 parceiros do Land Innovation Fund (LIF).Em três anos de atuação, o Land Innovation Fund entregou soluções que alcançaram mais de 1,5 mil produtores representando mais de 2 mil propriedades rurais, distribuídas em 2,5 milhões de hectares em três biomas prioritários – Cerrado, Gran Chaco e Amazônia – na América do Sul.
De acordo com o LIF, com investimentos de US$13,4 milhões, as soluções apoiam agricultores em suas jornadas rumo à produção livre de desmatamento, equipando-os com ferramentas e recursos para conservar as florestas e a vegetação nativa, atendendo aos protocolos internacionais de sustentabilidade.
Como resultado direto dos projetos, já foram evitadas a conversão de 41 mil hectares de vegetação nativa em ecossistemas ameaçados na região.
Os números integram o Relatório de Impacto 2021-2023, divulgado nesta quarta (24).
Nesse período, a entidade apoiou o desenvolvimento de 70 inovações em múltiplas vias – políticas públicas & finanças, conservação, produção e engajamento – 26 delas já entregues, contribuindo para a construção de uma robusta paisagem de inovação pela sustentabilidade agrícola.
Entre as soluções financiadas, 11 são voltadas para o desenho de políticas públicas, protocolos e regulamentações para uma agricultura sustentável.
“Entendemos a inovação como ideias, tecnologias, processos, abordagens, ferramentas e políticas públicas que, quando adotadas por múltiplos atores, ganham escala e impacto em níveis local, subnacional, nacional e global”, afirma Ashley Valle, diretora do Land Innovation Fund.
“Pensamos a inovação em diálogo com as agendas ambiental e climática dada vez mais urgentes. Por isso, todas as nossas ações, iniciativas e projetos dialogam com os compromissos crescentes de neutralidade de carbono, desmatamento zero e conservação da biodiversidade”, completa.
Projetos no cerrado
Três projetos do portfólio dedicaram-se ao fomento do ecossistema de inovação, com a construção de ferramentas, mecanismos ou soluções tecnológicas: o Programa Soja Sustentável do Cerrado, com PwC AgTech Innovation e apoio estratégico da Cargill, CPQD, Embrapa e Embrapii; o laboratório de soluções inovadoras (AibaLAB), com Senai Cimatec e apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba); e o programa Scouting de greentechs brasileiras, com a Climate Ventures.
Com as iniciativas, foram mapeadas 51 startups com soluções verdes que atendem toda a propriedade rural – da área cultivada à floresta em pé. E foi construído um mecanismo diferenciado de fomento para o setor: o Startup Finance Facility (SFF) aporta recursos financeiros não-reembolsáveis e de curto prazo para destravar soluções em diferentes estágios de inovação, acelerando negócios de impacto para uma agricultura sustentável.
Ao total, 22 startups do portfólio do Programa Soja Sustentável do Cerrado receberam cerca de USD 925 mil em recursos SFF para a implementação de 18 projetos.
O efeito multiplicador das soluções de inovação que compõem o portfólio é mensurável pelo retorno financeiro alcançado pelas iniciativas financiadas até agora. Já foram mobilizados US$ 37,3 milhões em recursos por diferentes instituições parceiras desde o início do funcionamento do Fundo.
Soluções para agricultura
De acordo com o LIF, com um olhar de paisagem e foco na fazenda, os projetos selecionados para compor o portfólio do Fundo propõem soluções em agricultura regenerativa, biodiversidade, engajamento, pesquisa e desenvolvimento, carbono ou novas tecnologias – alguns deles agregando múltiplas áreas temáticas – com propostas que alinham os desafios do dia a dia do produtor rural às demandas mais urgentes das agendas climática e ambiental internacional.
Das mais de duas mil propriedades rurais distribuídas em 2,5 milhões de hectares que compõem o portfólio do Fundo, 80% delas – cerca de 2,2 milhões de hectares – foram monitoradas por plataformas e/ou sistemas inovadores de sensoriamento remoto e coleta de dados desenvolvidos por projetos parceiros.
Dez projetos do portfólio dedicam-se à mensuração, report ou verificação (MRV) de balanço de carbono a partir da aplicação de novas tecnologias ou metodologias em desenvolvimento por 16 instituições e startups parceiras.
As iniciativas alcançam uma área de 323 mil hectares em 112 propriedades rurais, e cobrem um amplo leque de atividades – de análise de biomassa em diferentes cenários de solo a um projeto de REDD jurisdicional estadual – com ações agregadas de incentivo às boas práticas agrícolas e acompanhamento da biodiversidade, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 26 2024 Soja: perspectiva de oferta global ampla prepondera e Chicago tem perdas
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,07%, a US$ 10,60 1/4 por bushel
Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A perspectiva de ampla oferta global supera os temores de clima quente e seco nos Estados Unidos. O dia é de aversão ao risco, com forte queda do petróleo e baixas generalizadas nas bolsas de valores da Ásia e da Europa.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,62 por bushel, baixa de 1,00 centavo de dólar por bushel ou 0,18% em relação ao fechamento anterior.
Ontem, após atingir na terça o melhor patamar em duas semanas, um movimento de vendas por parte dos produtores determinou a correção.
As incertezas sobre o ritmo de crescimento da economia chinesa foi outro fator que adicionou pressão as cotações. A China é o principal comprador mundial de commodities, o que determinou uma queda generalizada, contaminando também a soja.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,07%, a US$ 10,60 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,64 por bushel, com perda de 11,50 centavos ou 1,06%.
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jul 26 2024 Leite: alimentação das vacas preocupa após enchentes no RS
Quase três meses após a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, os efeitos começam a aparecer com mais força na zona rural
Quase três meses após a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, os efeitos começam a aparecer com mais força na zona rural. Um dos setores mais afetados é o de produção de leite. Com perdas nas lavouras e da silagem que estava armazenada, produtores lutam para manter os animais.
Os mais de mil milímetros de chuva em maio ainda impactam a região. Pontes caídas e estradas bloqueadas dificultam o escoamento da produção de leite. Nessa propriedade em Travesseiro, no Vale do Taquari, as vacas fazem contraste com o Rio Forqueta, que ficou bem mais largo e levou parte da terra junto. Foram dezenove dias sem luz e dez descartando o leite. Oito vacas morreram. Cenas que não saem da cabeça dos produtores.
Carlos Prediger, produtor de leite, relatou: “Isso veio muito rápido, muita madeira junto. Acabou com as terras, lodo, não sobrou pasto, não sobrou nada. Foram três dias, um pior que o outro. O terceiro dia acabou com tudo”.
Jean Prediger, também produtor de leite, afirmou: “Todas sofreram. Muitas doenças, perda de pasto e diminuição no leite. Tudo ajudou nessa ocasião”.
Agora, um dos principais desafios está na alimentação para as vacas. Em uma lavoura de Travesseiro, estavam plantadas 22 sacas de milho silagem, já prontas para o corte, que foram completamente levadas pela força da enchente. Para tentar se manter na atividade, produtores precisam comprar esse alimento até de outros estados e muitos estão optando por se desfazer dos animais para diluir os custos de produção.
A produção de leite caiu de 1600 litros por dia para uma média de 1200 litros. O que chega de doação de alimento dura pouco para as 70 vacas, e o quilo de silagem está saindo por R$ 0,40, mais o frete, uma média de 5,5 mil reais a tonelada. Além disso, a força da água levou todas as árvores que serviam de sombra para os animais. Em um solo que perdeu todos os nutrientes, a única saída é investir tudo de novo.
Carlos Prediger explicou: “Tem muitas áreas que nós não vamos conseguir plantar. Puro lodo e tudo o que a gente semeia morre e nem chega a nascer. Não vinga. Essa areia parece que é tóxica para as plantas. Não adianta plantar”.
A situação é parecida em uma propriedade em Relvado, também no Vale do Taquari. São 32 vacas em lactação e 80 mil quilos de silagem perdidos. Alecír de Souza Leite e sua esposa Solange ficaram 30 dias isolados e perderam 10 mil litros de leite.
Alecír de Souza Leite compartilhou: “Tenho 61 anos e nunca passei por isso aqui. Foi triste. Primeira semana para nós foi muito difícil. Não sabia onde a gente estava, o destino que nós ‘tava’. Tu não sabia se iria ordenhar as vacas 2 horas da tarde, 3 horas ou às 5 horas? Para nós foi muito chocante isso aí”.
Aqui, a produção caiu de 27 litros por vaca para 18 litros. Mesmo com a reação no preço pago ao produtor, que está na casa de R$ 2,70, isso ainda não é suficiente para manter os animais, comprar alimento e recuperar o potencial de produção, também afetado por doenças.
Solange de Souza Leite comentou: “Eles tinham que ir na chuva para levar alimento para as vacas, comida bastante estragada e as vacas não comiam direito. Aí diminuiu bastante o leite. A gente conversava né? Vamos fazer o que? Tem que enfrentar. As vacas estavam aí. Tu tinha que ir atrás então vamos enfrentar”.
Os produtores lembram que o estado recebeu muitas doações durante as enchentes, mas é preciso que elas não parem até vir a solução completa.
Alecír de Souza Leite ressaltou: “Pretendo começar a cortar um azevém para tentar normalizar, mas espero que as fábricas de ração também voltem a funcionar melhor porque semana passada fiquei dez dias sem ração, que estão dizendo que não tem estrada e aí fica difícil”.
Carlos Prediger concluiu: “Vamos tentar achar uma saída, tentar comprar trato, vender uns animais e tentar dar a volta. Tem que construir porque não sobrou sombra na beira do rio. Estamos tentando e vamos ver”.
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jul 25 2024 Lei permite a produtor rural usar cadastro ambiental para cálculo do ITR
Pela nova norma, CAR pode ser usado para medir área tributável da propriedade, base de cálculo do Imposto Territorial Rural
Os agricultores brasileiros terão uma nova ferramenta para calcular o Imposto Territorial Rural (ITR) de suas propriedades. A Lei 14.932, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (24), permite a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para apuração da área tributável.
O CAR é um registro público eletrônico nacional obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele integra informações ambientais das propriedades e posses rurais, servindo como base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, além do combate ao desmatamento.
A nova lei substitui o Ato Declaratório Ambiental (ADA) pelo CAR para fins de cálculo da área tributável do imóvel rural. A proposta, originada de um projeto do ex-senador Donizeti Nogueira, foi aprovada pelo Senado em 2017 e pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2023.
Para o cálculo do ITR, são excluídas da área do imóvel rural as parcelas de preservação permanente e de reserva legal, áreas impróprias para agropecuária e aquelas declaradas como de interesse para a proteção dos ecossistemas. Antes da nova lei, essas informações eram registradas no ADA junto ao Ibama.
A medida visa reduzir a burocracia na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR).
“A publicação da nova lei é uma conquista para o setor, uma vez que a CNA vinha trabalhando para a desburocratização e simplificação da declaração do ITR para o produtor rural”, afirmou José Henrique Pereira, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
Apesar da sanção, a Instrução Normativa 2.206/2024 ainda exige a apresentação do ADA para exclusão das áreas não tributáveis neste ano. “Esperamos que a Receita Federal altere a instrução normativa para que a nova lei sancionada comece a valer a partir da DITR 2024”, completou Pereira.
O prazo para apresentação da DITR 2024 vai de 12 de agosto a 30 de setembro de 2024, conforme a IN 2.206/2024.
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jul 24 2024 Exportações de soja do Brasil devem crescer 21% em julho
Janela de embarques mais estendida é sinal da preferência chinesa pelo grão brasileiro ante ao norte-americano
O Brasil deve embarcar até 10,434 milhões de toneladas de soja em julho, de acordo com o levantamento semanal da Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (Anec).
O volume é 21,2% superior ao mesmo mês do ano passado, quando as vendas ao exterior somaram 8,606 milhões de toneladas. Já em junho deste ano, o país comercializou para outros países 13,942 milhões de toneladas.
Na semana encerrada dia 20 de julho, o Brasil embarcou 2,277 milhões de toneladas. Já para o período entre 21 e 27de julho, a Anec indica a exportação de 2,086 milhões de toneladas.
Farelo de soja
Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,401 milhões de toneladas em julho. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 2,166 milhões de toneladas. Em junho, ficou em 1,975 milhão de toneladas.
Na semana passada, as exportações ficaram em 458,748 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 677,232 mil toneladas.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 24 2024 País colheu 97,8% do milho verão da safra 2023/24, afirma Conab
Em relação à semana anterior, houve avanço de 1 ponto porcentual e, em comparação com a igual período do ano passado, atraso de 0,8 ponto porcentual
A colheita da safra brasileira de milho verão 2023/24 alcançou, no país, 97,8% da área semeada até o último domingo (21), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em levantamento semanal. Em relação à semana anterior, houve avanço de 1 ponto porcentual e, em comparação com a igual período do ano passado, atraso de 0,8 ponto porcentual. Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já concluíram a colheita, enquanto a retirada do cereal dos campos ainda estava em 99% na Bahia, 92% no Piauí e 79% no Maranhão.
A colheita de milho de segunda safra 2023/24 atingia 79,6% da área no país até domingo, avanço de 5,4 pontos porcentuais em relação à semana anterior e de 31,7 pontos porcentuais ante igual período do ano passado. Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, está com a colheita mais adiantada, com 97,7% da área já retirada, enquanto Maranhão tem os trabalhos mais lentos, com 44% da área colhida.
A colheita de algodão 2023/24 alcançava, até domingo, 20,5% da área plantada, avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana e 2,3 pontos porcentuais à frente de 2022/23. Goiás lidera o ranking, com 52% da área colhida. Já Mato Grosso, o maior produtor da fibra, havia colhido até domingo 15,8% da área.
Quanto à safra de inverno 2023/24, a Conab informou que o plantio de trigo alcançou 96,8% da área estimada até o último domingo, avanço de 4,7 pontos porcentuais na semana e atraso de 1,1 ponto porcentual na comparação com a temporada passada. No Sul, que concentra a produção do cereal, a semeadura continua nos três estados produtores. O Rio Grande do Sul semeou 97% da área prevista; Paraná, 99%, e Santa Catarina, 64%. A Secretaria de Agricultura do Paraná considera o plantio de trigo concluído no estado.
Já a colheita de trigo alcançava, até domingo, 3,9% da área estimada em 2023/24, avanço de 0,4 ponto porcentual em relação à semana passada e atraso de 1,9 ponto porcentual ante igual período do ano passado. Apenas Goiás (73%) e Minas Gerais (23%) já iniciaram a retirada do cereal do campo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 24 2024 Carne bovina: produção vai crescer no Brasil; China e EUA aumentam compras
S&P Global Commodity Insights indica que exportações atingiram nível histórico no 1º semestre
A produção de carne bovina no Brasil deve crescer 6,71% em 2024, de acordo com relatório da S&P Global Commodity Insights, enquanto a previsão de alta da exportação é de 12,7%. No primeiro semestre de 2024, as exportações de carne bovina refrigerada e congelada alcançaram um nível histórico, totalizando 1,13 milhão de toneladas, um aumento de 29% em comparação ao igual período do ano passado.
As exportações para a China, que representam cerca de 44% do total dos embarques brasileiros de carne bovina, cresceram 10% no período. Já as exportações para os Estados Unidos aumentaram 26%.
Os preços da carne bovina no Brasil registraram aumento de 5% em julho, com a avaliação de preço do Platts Brazil Beef Marker em US$ 4.275 por tonelada no dia 19 de julho. Este aumento é sustentado pela crescente demanda externa, especialmente da China e dos Estados Unidos, segundo o relatório.
Mercado para carne bovina no segundo semestre
No entanto, os analistas da S&P Global Commodity Insights consideram que a firmeza dos preços observada em julho não deve se manter no segundo semestre.
A expectativa é de que a demanda chinesa diminua nos próximos meses em virtude do aumento dos estoques de carne bovina e da recuperação total da produção de carne suína na China, o que está levando os consumidores a optar por proteínas mais acessíveis.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jul 23 2024 Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país
Grupo de maturação relativa da cultivar a ser semeada é um dos principais pontos a que o agricultor precisa estar atendo em 24/25
Os produtores de soja do Sul podem ser considerados os mais resilientes do Brasil? É difícil cravar, já que, independente da região, são muitos os desafios que os agricultores se deparam a cada safra.
No entanto, não dá para negar que gaúchos, catarinenses e paranaenses têm enfrentado obstáculos cada vez maiores nos últimos anos, como estiagem, excesso de chuva, ciclones e alagamentos.
Desta vez, após um ano de El Niño que, teoricamente, beneficiaria a região, é a vez do La Niña dar as caras na safra 2024/25. O fenômeno é conhecido por levar precipitações em volumes baixos e irregulares aos estados situados no pé do mapa.
O consultor de Desenvolvimento de Produto da TMG, Fernando Arnuti, considera que os produtores terão que se atentar a dois pontos fundamentais na hora de instalar a lavoura: a escolha da cultivar de soja mais apropriada e o escalonamento da época de semeadura.
De acordo com ele, essas duas estratégias devem minimizar o risco de perda de produtividade da principal cultura agrícola do país.
Ciclo da soja
O primeiro critério a ser considerado na escolha de uma cultivar de soja é o grupo de maturação relativa (GMR), que representa a duração em dias do ciclo de desenvolvimento da soja.
Segundo Arnuti, no Sul do Brasil, consultores e agricultores podem escolher conforme as peculiaridades de cada região as cultivares de soja com GMR entre 4,9 e 6,7. “De modo geral, quanto maior for o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar”, esclarece.
O consultor comenta que cultivares com maior GMR são as mais apropriadas para anos de La Niña, pois apresentam maior duração na fase de desenvolvimento vegetativo, o que possibilita reduzir o risco de ocorrência de déficit hídrico durante o enchimento de grãos.
Escalonamento de semeadura
O segundo critério a ser considerado pelo agricultor é o escalonamento da época de semeadura. Essa iniciativa tem o objetivo de modificar o ambiente de desenvolvimento da soja durante a estação de cultivo.
De acordo com Arnuti, “ao escalonar a época de semeadura, o agricultor reduz a probabilidade de condições climáticas adversas nas duas principais fases de desenvolvimento da soja que são a germinação/emergência e floração/enchimento de grãos”.
Quanto à escolha da melhor cultivar, o consultor afirma que deve ser feita conforme o histórico da área/talhão a ser plantado. “Cada lavoura possui características químicas, físicas e biológicas únicas. Nesse cenário, a escolha da cultivar de soja baseada no relato de outros agricultores nem sempre é uma estratégia lucrativa”.
Assim, o recomendável é que se escolha cultivares de soja conforme o tipo do solo, o nível da fertilidade, a ocorrência de pragas/doenças e a média de produtividade.Fonte: https://www.canalrural.com.br/ -
jul 23 2024 Pastagens: novo protocolo da Embrapa pode transformar pecuária de corte
Método identifica lacunas na capacidade de suporte do pasto analisando clima, solo, animais e vegetais envolvidos no sistema
A Embrapa desenvolveu um protocolo que contribui para avaliar as oportunidades de intensificação dos sistemas de pecuária de corte a pasto, um dos principais desafios do setor para reduzir os impactos ambientais negativos. A análise de “yield gap” (lacuna de produtividade) permite estimar a diferença entre a produtividade atual e a potencial das pastagens e identificar oportunidades para atender ao aumento projetado na demanda por produtos agrícolas.
Também servirá para apoiar a tomada de decisões em pesquisa, políticas públicas, desenvolvimento e investimento.
O protocolo foi aplicado para estimar o aumento de produtividade de sistemas de produção de bovinos de corte em diferentes cenários de manejo no Brasil Central. Apresentado por pesquisadores da Embrapa na revista internacional Field Crops Research, o método determina as diferenças de produtividade e capacidade de suporte das pastagens.
“O protocolo permite avaliar a capacidade de suporte das pastagens por meio de dois indicadores: a taxa de lotação máxima e a taxa de lotação crítica,” afirma Patrícia Menezes Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e coordenadora do trabalho.
A taxa de lotação máxima é alcançada quando toda a forragem produzida é colhida com máxima eficiência, enquanto a taxa de lotação crítica representa a maior taxa de lotação constante que não implica falta de alimentos em algum período do ano. Esse protocolo permite simular a produção do pasto, as taxas de lotação animal e estimar o risco climático associado à disponibilidade de alimentos para o gado.
Segundo Santos, existem lacunas na capacidade de suporte do pasto devido à interação entre clima, solo, componentes vegetais e animais do sistema.
“O método que desenvolvemos permitiu a identificação dos principais fatores que limitam a produção de forragem e a capacidade de suporte do pasto sob diversas condições ambientais e de nível tecnológico, podendo ser aplicado para apoiar políticas e decisões de investimento,” informa.
Resultados do protocolo
O protocolo foi aplicado nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, abrangendo partes dos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Ele combina métodos para definição de zonas climáticas homogêneas, sistematização de dados primários de clima e solo, definição de cenários de produção, simulação de crescimento de plantas forrageiras a longo prazo, estimativa de capacidade de suporte das pastagens e cálculo da produtividade atual a partir de dados censitários.
Simulações de produção de forragem de longo prazo permitiram analisar o risco climático associado à produção de pastagens nas diferentes condições de clima e solo. Foi possível simular diferentes cenários com níveis variados de adubação nitrogenada e disponibilidade hídrica, identificando tecnologias promissoras para preencher as lacunas de produtividade.
O potencial de intensificação das pastagens no Brasil central foi estimado com base nos indicadores de taxa de lotação máxima e taxa de lotação crítica. O gap médio na taxa de lotação máxima variou de 5,81 a 5,12 unidade-animal por hectare (UA/ha) no cenário potencial, de 4,18 a 2,9 UA/ha no cenário irrigado e sem restrição de nitrogênio, e de 2,73 a 1,43 UA/ha no cenário de sequeiro e apenas com adubação nitrogenada de manutenção.
Planejamento e aplicações futuras
A produção sazonal de forragem impõe desafios aos sistemas de produção a pasto, pois as demandas nutricionais dos animais devem ser atendidas durante todo o ano. “A alta produtividade em uma determinada época não pode ser transferida para alimentar os animais em um período de seca, a menos que se adote algum tipo de prática de conservação de forragem, como fenação e ensilagem,” explica Luís Gustavo Barioni, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e autor do artigo. A variação da produtividade das pastagens, influenciada pelo clima e combinada com a demanda alimentar, determina a avaliação da capacidade de suporte do pasto.
Os resultados indicaram lacunas de produtividade e oportunidades para a intensificação da produção de gado de corte a pasto, ajudando a orientar políticas públicas e o planejamento da atividade. O protocolo permite sinalizar onde os investimentos em recuperação de pastagens degradadas e intensificação da pecuária a pasto seriam mais promissores, além de indicar a necessidade de políticas de financiamento considerarem o acesso a tecnologias complementares para alimentação dos animais no período desfavorável.
Barioni complementa que a integração lavoura-pecuária é uma alternativa interessante para acompanhar a sazonalidade da oferta de forragem. O método desenvolvido pode ser utilizado pelo produtor rural para melhor planejar a implantação desses sistemas de produção, considerando os períodos de excedente de forragem e épocas de escassez.
O protocolo também pode orientar o seguro rural associado à produção pecuária em pastagens. O déficit acumulado de forragem foi aplicado, por exemplo, no estudo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a pecuária de corte aprovado pelo Ministério da Agricultura (Mapa).
O Zarc Pecuária visa identificar áreas de menor risco climático e definir as melhores regiões para produção de bovinos em pasto de capim-marandu, no Distrito Federal e em 17 estados. Com isso, é possível verificar a taxa de lotação crítica das pastagens em cada município e os meses com maior risco de falta de alimentos, embasando a oferta de crédito e seguro rural no país.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/