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jul 20 2026 China amplia demanda e Brasil terá disputa maior pela soja
A demanda chinesa por soja deverá continuar crescendo na temporada 2026/27, mas o mercado brasileiro terá outro comprador cada vez mais relevante disputando o grão: a indústria de esmagamento instalada dentro do próprio país.
Em seu relatório de julho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos elevou a projeção das importações chinesas de soja de 114 milhões para 115 milhões de toneladas em 2026/27. Para 2025/26, a estimativa atual é de 113 milhões de toneladas.
O USDA também aumentou a previsão das exportações brasileiras de soja para 118 milhões de toneladas, justificando a alteração pela maior demanda da China.
Ao mesmo tempo, o esmagamento de soja no Brasil deverá atingir 65 milhões de toneladas em 2026/27, crescimento de 3,5 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.
Segundo o USDA, a expansão é sustentada pela combinação de uma grande oferta de soja, novos investimentos industriais e aumento da demanda por óleo e farelo. A capacidade ativa de esmagamento foi estimada em 77 milhões de toneladas em 2025, quase 30% acima do nível de 2020.
Isso significa que o mercado brasileiro passará a depender de dois grandes canais de consumo: exportação do grão, especialmente para a China e processamento interno para produzir farelo, óleo e matéria-prima para biodiesel.
O USDA projeta que as exportações brasileiras de farelo de soja alcancem o recorde de 26,9 milhões de toneladas em 2026/27, aumento de 1,9 milhão de toneladas.
A demanda mundial de importação de farelo deverá crescer 4%, puxada por mercados como União Europeia, Indonésia, Vietnã, México e Tailândia.
Esse movimento é importante porque permite ao Brasil ampliar a participação no comércio de produtos processados, e não apenas no embarque do grão in natura.
Outro fator de sustentação é o biodiesel. O USDA destaca que o óleo de soja representa parcela majoritária das gorduras e dos óleos utilizados na produção brasileira do biocombustível.
O consumo industrial de óleo de soja pode chegar a 7,3 milhões de toneladas em 2026/27, 300 mil toneladas acima da temporada anterior.
O avanço cria demanda mais constante para as esmagadoras, embora a intensidade desse efeito dependa das regras de mistura, do preço do óleo e da concorrência de outras matérias-primas.
Uma safra grande pode atender simultaneamente exportadores e processadores. No entanto, a expansão dos dois canais tende a tornar mais relevante a disputa por soja em determinadas regiões e épocas do ano.
A intensidade dessa concorrência dependerá de fatores como:
- tamanho efetivo da safra brasileira;
- localização das novas unidades de esmagamento;
- capacidade de armazenagem;
- custos de transporte até portos e indústrias;
- prêmios de exportação;
- câmbio;
- margem obtida com farelo e óleo.
Quando o preço pago pela indústria supera a paridade de exportação, o lote pode permanecer no mercado doméstico. Quando porto, câmbio e prêmio oferecem remuneração maior, a exportação ganha competitividade.
Para o produtor, a expansão da indústria pode representar maior número de compradores e novas referências regionais de preço.
Mas isso não garante valorização automática. Uma produção acima da demanda, problemas logísticos ou recuo nos preços internacionais podem limitar o movimento.
A principal mudança é que o Brasil continuará fortemente dependente da China para escoar soja em grão, mas terá uma indústria doméstica com capacidade crescente de absorção e agregação de valor.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 20 2026 Quem guardar milho agora pode perder dinheiro
O mercado do milho atravessa um período de recuperação moderada, sustentado por riscos climáticos e pela redução gradual dos estoques, mas ainda limitado pela perspectiva de ampla oferta global. Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento exige decisões comerciais cautelosas, com foco em proteção de margens, vendas escalonadas e avaliação rigorosa dos custos de carregamento.
Para os agricultores, a recomendação é aproveitar a melhora dos preços para comercializar o grão em etapas, evitando concentrar toda a estratégia na expectativa de novas altas. Parte da produção pode ser mantida disponível para capturar eventuais avanços caso o clima nos Estados Unidos piore, mas a armazenagem deve considerar despesas financeiras, seguro, perdas de qualidade e custo de estocagem.
Cooperativas devem reforçar operações de hedge, orientar os associados sobre o impacto do carregamento na rentabilidade e acompanhar de perto o clima no Corn Belt e o ritmo das exportações brasileiras. Para cerealistas, o cenário favorece compras em momentos de correção, gestão mais ativa dos estoques e uso de proteção contra a volatilidade internacional.
As indústrias de ração podem manter aquisições escalonadas, aproveitando períodos de realização de lucros em Chicago, sem antecipar grandes volumes enquanto persistirem dúvidas sobre a safra norte-americana. Já as usinas de etanol devem avaliar a cobertura de matéria-prima para os próximos meses e proteger margens diante do risco de menor disponibilidade interna no segundo semestre.
A tendência no Brasil segue de alta gradual, impulsionada pelo consumo dos estoques da safrinha e pela possível expansão das exportações. Mesmo assim, o avanço tende a ser moderado, e o ganho futuro só será vantajoso quando superar os custos de manter o milho armazenado.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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jul 17 2026 RS entra em alerta para chuva extrema e temporais
Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.
De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.
A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.
O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.
Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.
Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.
A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.
Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 17 2026 Carinata ganha espaço na rotação de culturas
A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.
Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.
Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.
Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.
Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 16 2026 Colheita da safrinha 2026 avança abaixo do ritmo
Levantamento da DATAGRO aponta atraso na colheita do milho safrinha no Brasil, com Mato Grosso à frente do calendário e demais estados em ritmo mais lento. Dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Relatório Diário da DATAGRO, mostrando reflexos do atraso no plantio sobre o avanço da colheita em todo o país.
A colheita do milho safrinha 2026 atingiu 36,7% da área cultivada até o dia 10 de julho, segundo dados divulgados pela DATAGRO. O percentual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 42,4% das lavouras já haviam sido colhidas, e também fica atrás da média histórica para a data, de 41,1%. De acordo com a DATAGRO, o atraso reflete tanto o cronograma mais lento de plantio quanto as condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo de todo o ciclo da safrinha neste ano.
Na avaliação regional, o Mato Grosso concentra os trabalhos mais avançados de colheita, despontando como o estado que mais avançou no calendário. Já Paraná, Mato Grosso do Sul e os estados da região Sudeste seguem com ritmo mais lento, ainda sentindo os efeitos das dificuldades enfrentadas no início da safra.
Apesar do atraso na colheita, a oferta de milho no mercado brasileiro segue ampla, mesmo durante o período de entressafra. Segundo a DATAGRO, esse cenário, somado ao avanço gradual dos trabalhos de campo, contribui para elevar a disponibilidade do cereal.
Essa maior disponibilidade tem pressionado as cotações do grão no mercado interno, de acordo com a visão da consultoria. Com preços menos atrativos, muitos produtores optam por não vender no momento, o que resulta em um cenário de liquidez reduzida.
Assim, o mercado de milho segue em compasso de espera. Vendedores aguardam melhores condições de preço para negociar, enquanto compradores se beneficiam da oferta elevada para manter a pressão sobre os valores pagos pelo cereal.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias
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jul 15 2026 Frio persistente e chuvas volumosas elevam risco para lavouras de inverno e pastagens no RS
O Rio Grande do Sul enfrenta uma combinação de frio prolongado e excesso de chuva entre os dias 18 e 23 de julho. Um bloqueio atmosférico, associado a uma frente fria, mantém o tempo instável sobre a maior parte do estado, com acumulados que podem superar 100 mm em várias regiões. O cenário acende alerta para produtores de trigo, pastagens e pecuária, especialmente nas áreas de maior persistência da umidade, como a Campanha e a Fronteira Oeste. A orientação é para que o produtor rural adote uma postura preventiva e regionalizada, priorizando o monitoramento fitossanitário e a logística de campo.
Cenário meteorológico: bloqueio e frente fria mantêm instabilidade
Entre os dias 18 e 23 de julho, o Rio Grande do Sul permanece sob a influência de um bloqueio atmosférico que, combinado com a passagem de uma frente fria, mantém o tempo fechado e com chuvas frequentes. O sistema atua de forma irregular, com maior concentração de precipitação em algumas áreas e volumes mais moderados em outras, mas a persistência do padrão é o principal fator de risco para as atividades agropecuárias.
A previsão indica que a chuva será mais volumosa nas regiões da Campanha, Fronteira Oeste e Centro do estado, com acumulados que podem ultrapassar 50 mm no por dia em vários pontos. Em Bagé, por exemplo, a soma prevista para o período chega a 45 mm no primeiro dia, com rajadas de vento de até 60 km/h. Já em Santana do Livramento, o acumulado previsto é de 60 mm no dia 18, seguido por mais 55 mm no dia 20, com ventos de até 80 km/h. A irregularidade na distribuição das chuvas, no entanto, exige cautela: nem todas as áreas receberão os mesmos volumes, e a confirmação de alagamentos ou encharcamento do solo depende de validação local.
Tempo severo e risco de alagamentos
O sistema de alertas indica que 37 regiões do estado estão sob atenção ou alerta para chuva forte e tempestades. As regiões de Uruguaiana, Santana do Livramento e Santo Ângelo estão entre as que apresentam risco de tempo severo, com possibilidade de ventos intensos e granizo. A previsão aponta que, em Uruguaiana, os acumulados podem chegar a 52 mm, com pontuais de até 107 mm. Em Santo Ângelo, o alerta é para chuva forte, com pontuais de 138 mm.
Outras regiões, como Santa Maria, São Gabriel – Caçapava do Sul e Santiago, também estão em alerta para chuva severa ou forte, com risco de alagamentos e encharcamento do solo. A persistência da chuva é um fator crítico: em Bagé, Cachoeira do Sul, Santiago, Uruguaiana, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo e Sobradinho, a previsão indica chuva por seis dias consecutivos, de 18 a 23 de julho. Já em Montenegro, a chuva persiste por seis dias, com vento também previsto para o mesmo período.
Impactos na agropecuária: atenção redobrada para trigo e pastagens
O cenário de frio persistente e chuvas volumosas eleva o risco de encharcamento do solo e hipóxia radicular, especialmente em lavouras de trigo e pastagens. A condição prevista pode inviabilizar o tráfego de maquinário, atrasar a colheita mecanizada e aumentar o risco de lixiviação de nutrientes, como nitrogênio e potássio. Além disso, a alta umidade favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas, como a ferrugem asiática e o mofo branco, e pode comprometer a qualidade dos grãos e sementes, com risco de micotoxinas e grão ardido.
Para a pecuária, o frio prolongado e a umidade excessiva podem afetar o conforto térmico animal e reduzir a disponibilidade de pastagens. O risco de perda de suporte forrageiro é uma preocupação, especialmente nas regiões onde a chuva for mais intensa e persistente.
Saiba onde o risco é maior
Campanha e Fronteira Oeste: Bagé, Santana do Livramento, Uruguaiana e São Gabriel – Caçapava do Sul estão entre as regiões com maior volume de chuva previsto e alertas de tempo severo. A persistência da umidade por seis dias consecutivos exige monitoramento constante das lavouras e pastagens.
Centro do estado: Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santiago também estão sob alerta, com pontuais de chuva que podem ultrapassar 100 mm. A irregularidade na distribuição, no entanto, pode gerar situações muito distintas entre talhões vizinhos.
Norte e Noroeste: Regiões como Passo Fundo, Carazinho, Soledade e Palmeira das Missões estão em atenção para chuva moderada a forte, com pontuais que podem chegar a 112 mm por dia. A persistência da chuva por cinco a seis dias também é um fator de risco.
Vales e Serra: Bento Gonçalves, Lajeado, Sobradinho e Encantado estão em alerta para chuva moderada a forte, com risco de alagamentos. A condição pode afetar a logística de escoamento da produção, especialmente em estradas de terra.
Ações recomendadas
Diante do cenário, a recomendação é que produtores e técnicos de campo adotem uma postura preventiva. Entre as ações sugeridas estão: planejar janelas operacionais estreitas para atividades de campo, avaliar a capacidade de drenagem das áreas, interromper a colheita mecanizada se a umidade do grão estiver elevada, reforçar a logística de escoamento e redobrar o monitoramento fitossanitário. A suspensão de pulverizações é indicada devido ao risco de deriva ou lavagem dos defensivos.
É importante ressaltar que a confirmação de danos agrícolas, alagamentos ou granizo depende de validação local, seja por meio de estações meteorológicas, Defesa Civil ou relatos de campo. O cenário previsto indica risco, mas a intensidade e a distribuição dos eventos podem variar significativamente entre municípios e até mesmo dentro de uma mesma propriedade.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 07 2026 Homeopatia complementa estratégias de manejo bovino no inverno
Na região Sul, o inverno impõe uma série de desafios à pecuária de corte, principalmente no Pampa gaúcho. As baixas temperaturas, a ocorrência de geadas, a redução da oferta e da qualidade das pastagens e as frequentes variações climáticas exigem um manejo mais criterioso para preservar a saúde, o bem-estar e o desempenho produtivo do gado.
Diante desse cenário, a prevenção torna-se importante aliada do produtor. Entre as estratégias adotadas em muitas propriedades está a inclusão da homeopatia como parte do plano sanitário. Integrada às boas práticas de manejo, os medicamentos homeopáticos auxiliam na imunidade e fortalecem a energia vital dos bovinos e ovinos, neste período, mas devem ser utilizados de forma correta.
O tratamento homeopático pode auxiliar na adaptação às variações climáticas, favorecendo a manutenção da vitalidade e do bem-estar do rebanho. Também é utilizado com o objetivo de apoiar o aproveitamento nutricional em épocas de menor disponibilidade e qualidade das forragens, além de integrar programas preventivos voltados à sanidade animal.
Durante o inverno, fatores como o frio intenso, os ventos, a umidade e o estresse provocado pelas mudanças ambientais podem aumentar a demanda metabólica dos bovinos. Por isso, associar o cuidado nutricional ao monitoramento constante da saúde dos animais é fundamental para reduzir perdas de desempenho e manter a eficiência produtiva.
Tomás Machado, técnico agrícola e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, especialista em Homeopatia em animais, plantas e agroecossistemas, explica que um dos diferenciais dos programas homeopáticos é sua integração a um planejamento sanitário anual. “As estratégias são ajustadas conforme as necessidades de cada fase produtiva e as características de cada estação”, destaca.
Machado ressalta que a adoção da homeopatia nas propriedades deve ocorrer de forma integrada ao planejamento sanitário, sem substituir os protocolos terapêuticos convencionais, especialmente nas situações que exigem intervenção imediata. “A proposta é oferecer ao produtor uma abordagem complementar para a condução da sanidade do rebanho”, afirma. Segundo o especialista, mais do que uma medida isolada, a homeopatia integra um conjunto de práticas que, quando incorporadas a um programa sanitário bem estruturado, podem contribuir para que o rebanho enfrente o inverno com melhores condições de adaptação, bem-estar e desempenho.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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jul 06 2026 Estudo da RTC discute a Agricultura 6.0 e a construção do potencial produtivo através da qualidade química do solo
A Rede Técnica Cooperativa desenvolveu um estudo, de autoria do Dr. Jessé Fink, pesquisador da RTC/CCGL, que define o conceito de “Agricultura 6.0” como uma mudança de paradigma focada na construção intencional do potencial produtivo da lavoura. O estudo aponta que, nesta abordagem, o pH do solo atua como o indicador-chave do ambiente produtivo, tendo como referência a elevação do pH para valores maiores que 6,0 na camada de 0–20 cm.
O boletim técnico alerta que um dos principais entraves à produtividade das grandes culturas no Rio Grande do Sul continua sendo a baixa exploração do perfil do solo, ocasionada pela acidez em subsuperfície. A presença de alumínio tóxico restringe o crescimento radicular e limita o volume de solo explorado, reduzindo a eficiência das plantas no acesso à água e nutrientes, mesmo que estes estejam disponíveis.
Segundo o pesquisador, a correção da acidez não deve ser vista como uma prática isolada, mas como um investimento estruturante. A elevação do pH promove benefícios sistêmicos, reduzindo a atividade do alumínio tóxico e melhorando processos químicos, físicos e biológicos do solo, o que confere maior resiliência das culturas frente a déficits hídricos e aumenta a eficiência de fertilizantes e produtos fitossanitários.
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/noticias
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jun 30 2026 Carbono no solo amplia produtividade e retenção de água
Durante anos, o carbono no solo esteve associado diretamente aos debates ambientais e ao mercado de crédito de carbono. No entanto, pesquisadores e produtores rurais têm ampliado o debate sobre o tema ao observarem os impactos diretos na produtividade agrícola, retenção de água e resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos.
Uma pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicou que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, volume equivalente a aproximadamente 5% do estoque global.
Nesse contexto, as pesquisas voltadas à saúde do solo, agricultura de baixo carbono e manejo regenerativo ganharam força no país. A avaliação de especialistas é de que solos mais saudáveis tendem a registrar maior capacidade de armazenar água, ciclar nutrientes e reduzir perdas produtivas em cenários de estresse climático.
De acordo com José Siqueira, professor emérito da UFLA (Universidade Federal de Lavras – MG), pesquisador em Ciências do Solo e membro do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, o funcionamento dos sistemas agrícolas está diretamente ligado à dinâmica do carbono no solo e ao manejo adotado nas áreas cultivadas.
“O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, explica.
A matéria orgânica no solo favorece a retenção de carbono e a sustentabilidade das lavouras. Foto: Adriano Cruvinel
Nesse sentido, a matéria orgânica é uma das principais variáveis do sol, além de ser responsável pela regulação das propriedades físicas, químicas e biológicas. Desse modo, práticas regenerativas adotadas no projeto Regenera Cerrado ganham relevância não apenas pelo aspecto ambiental, mas também pelo impacto agronômico e econômico nas propriedades rurais.
Matéria orgânica ajuda a reter água e aumentar a resiliência das lavouras
Entre os principais efeitos observados em solos com maior teor de carbono está a capacidade de retenção hídrica. Conforme explica José Siqueira, a matéria orgânica atua diretamente no armazenamento de água no solo e ajuda as culturas a enfrentarem períodos de seca e altas temperaturas.
“Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, afirma.
O pesquisador reforça que práticas como plantio direto, manutenção da palhada, rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e redução do revolvimento do solo contribuem para diminuir a degradação da matéria orgânica e aumentar o acúmulo de carbono nas áreas agrícolas.
Sistema de plantio direto em lavoura de soja regenerativa. Foto: Regenera Cerrado
No entendimento de Jorge Gustavo, Analista de Sustentabilidade do Negócio Agrícola da Cargill, os desafios climáticos têm reforçado a importância de práticas agrícolas capazes de aumentar a resiliência produtiva no campo. “Nesse contexto, iniciativas voltadas à saúde do solo e ao fortalecimento da matéria orgânica ganham relevância e a agricultura regenerativa representa um caminho importante para conciliar produtividade, sustentabilidade e adaptação climática no longo prazo”.
Integração entre ciência e campo fortalece agricultura regenerativa
A diretora do Instituto BioSistêmico (IBS), Priscila Terrazzan, acredita que a integração entre pesquisa, produtores e instituições parceiras (verificada no Regenera Cerrado) é fundamental para ampliar sistemas agrícolas mais resilientes, produtivos e alinhados à conservação dos recursos naturais.
“Iniciativas desenvolvidas diretamente em áreas agrícolas comerciais têm papel estratégico para aproximar ciência e realidade do campo. No Regenera Cerrado, buscamos gerar conhecimento aplicado sobre práticas regenerativas em condições reais de produção, considerando os desafios dos solos tropicais e as demandas dos produtores rurais”.
O professor José Siqueira reforça que o desafio da agricultura tropical passa pela capacidade de construir sistemas produtivos mais equilibrados biologicamente e com aptidão de manter produtividade sem ampliar processos de degradação do solo.
“O teor de matéria orgânica é considerado o alicerce da produtividade agrícola. Solos com baixos níveis de matéria orgânica normalmente são menos produtivos e mais suscetíveis às variações climáticas e outros eventos ambientais que impactam as lavouras. Já solos com maiores teores apresentam melhor equilíbrio biológico e físico, favorecendo o desenvolvimento das culturas e sistemas produtivos mais estáveis”, conclui.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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jun 29 2026 Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul
A colheita da soja foi concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística nos resultados estaduais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, os números finais da safra refletem a grande variação no volume de chuvas ao longo do ciclo, fator que provocou diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e propriedades.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual da safra 2025/2026 foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior aos 3.180 quilos por hectare projetados antes do início do plantio. A área cultivada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi finalizada. O levantamento aponta grande variação de rendimento entre os municípios. As menores produtividades foram registradas em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde os volumes de chuva ficaram abaixo da necessidade da cultura durante fases consideradas críticas do desenvolvimento. Em contrapartida, Santa Bárbara do Sul apresentou desempenho superior, com produtividade média acima de 3.600 quilos por hectare.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/