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julho 2024

  • País colheu 97,8% do milho verão da safra 2023/24, afirma Conab

    Em relação à semana anterior, houve avanço de 1 ponto porcentual e, em comparação com a igual período do ano passado, atraso de 0,8 ponto porcentual

    A colheita da safra brasileira de milho verão 2023/24 alcançou, no país, 97,8% da área semeada até o último domingo (21), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em levantamento semanal. Em relação à semana anterior, houve avanço de 1 ponto porcentual e, em comparação com a igual período do ano passado, atraso de 0,8 ponto porcentual. Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul já concluíram a colheita, enquanto a retirada do cereal dos campos ainda estava em 99% na Bahia, 92% no Piauí e 79% no Maranhão.

    A colheita de milho de segunda safra 2023/24 atingia 79,6% da área no país até domingo, avanço de 5,4 pontos porcentuais em relação à semana anterior e de 31,7 pontos porcentuais ante igual período do ano passado. Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, está com a colheita mais adiantada, com 97,7% da área já retirada, enquanto Maranhão tem os trabalhos mais lentos, com 44% da área colhida.

    A colheita de algodão 2023/24 alcançava, até domingo, 20,5% da área plantada, avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana e 2,3 pontos porcentuais à frente de 2022/23. Goiás lidera o ranking, com 52% da área colhida. Já Mato Grosso, o maior produtor da fibra, havia colhido até domingo 15,8% da área.

    Quanto à safra de inverno 2023/24, a Conab informou que o plantio de trigo alcançou 96,8% da área estimada até o último domingo, avanço de 4,7 pontos porcentuais na semana e atraso de 1,1 ponto porcentual na comparação com a temporada passada. No Sul, que concentra a produção do cereal, a semeadura continua nos três estados produtores. O Rio Grande do Sul semeou 97% da área prevista; Paraná, 99%, e Santa Catarina, 64%. A Secretaria de Agricultura do Paraná considera o plantio de trigo concluído no estado.

    Já a colheita de trigo alcançava, até domingo, 3,9% da área estimada em 2023/24, avanço de 0,4 ponto porcentual em relação à semana passada e atraso de 1,9 ponto porcentual ante igual período do ano passado. Apenas Goiás (73%) e Minas Gerais (23%) já iniciaram a retirada do cereal do campo.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Carne bovina: produção vai crescer no Brasil; China e EUA aumentam compras

    S&P Global Commodity Insights indica que exportações atingiram nível histórico no 1º semestre

    A produção de carne bovina no Brasil deve crescer 6,71% em 2024, de acordo com relatório da S&P Global Commodity Insights, enquanto a previsão de alta da exportação é de 12,7%. No primeiro semestre de 2024, as exportações de carne bovina refrigerada e congelada alcançaram um nível histórico, totalizando 1,13 milhão de toneladas, um aumento de 29% em comparação ao igual período do ano passado.

    As exportações para a China, que representam cerca de 44% do total dos embarques brasileiros de carne bovina, cresceram 10% no período. Já as exportações para os Estados Unidos aumentaram 26%.

    Os preços da carne bovina no Brasil registraram aumento de 5% em julho, com a avaliação de preço do Platts Brazil Beef Marker em US$ 4.275 por tonelada no dia 19 de julho. Este aumento é sustentado pela crescente demanda externa, especialmente da China e dos Estados Unidos, segundo o relatório.

    Mercado para carne bovina no segundo semestre

    No entanto, os analistas da S&P Global Commodity Insights consideram que a firmeza dos preços observada em julho não deve se manter no segundo semestre.

    A expectativa é de que a demanda chinesa diminua nos próximos meses em virtude do aumento dos estoques de carne bovina e da recuperação total da produção de carne suína na China, o que está levando os consumidores a optar por proteínas mais acessíveis.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país

    Grupo de maturação relativa da cultivar a ser semeada é um dos principais pontos a que o agricultor precisa estar atendo em 24/25

    Os produtores de soja do Sul podem ser considerados os mais resilientes do Brasil? É difícil cravar, já que, independente da região, são muitos os desafios que os agricultores se deparam a cada safra.

    No entanto, não dá para negar que gaúchos, catarinenses e paranaenses têm enfrentado obstáculos cada vez maiores nos últimos anos, como estiagem, excesso de chuva, ciclones e alagamentos.

    Desta vez, após um ano de El Niño que, teoricamente, beneficiaria a região, é a vez do La Niña dar as caras na safra 2024/25. O fenômeno é conhecido por levar precipitações em volumes baixos e irregulares aos estados situados no pé do mapa.

    O consultor de Desenvolvimento de Produto da TMG, Fernando Arnuti, considera que os produtores terão que se atentar a dois pontos fundamentais na hora de instalar a lavoura: a escolha da cultivar de soja mais apropriada e o escalonamento da época de semeadura.

    De acordo com ele, essas duas estratégias devem minimizar o risco de perda de produtividade da principal cultura agrícola do país.

    Ciclo da soja

    O primeiro critério a ser considerado na escolha de uma cultivar de soja é o grupo de maturação relativa (GMR), que representa a duração em dias do ciclo de desenvolvimento da soja.

    Segundo Arnuti, no Sul do Brasil, consultores e agricultores podem escolher conforme as peculiaridades de cada região as cultivares de soja com GMR entre 4,9 e 6,7. “De modo geral, quanto maior for o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar”, esclarece.

    O consultor comenta que cultivares com maior GMR são as mais apropriadas para anos de La Niña, pois apresentam maior duração na fase de desenvolvimento vegetativo, o que possibilita reduzir o risco de ocorrência de déficit hídrico durante o enchimento de grãos.

    Escalonamento de semeadura

    O segundo critério a ser considerado pelo agricultor é o escalonamento da época de semeadura. Essa iniciativa tem o objetivo de modificar o ambiente de desenvolvimento da soja durante a estação de cultivo.

    De acordo com Arnuti, “ao escalonar a época de semeadura, o agricultor reduz a probabilidade de condições climáticas adversas nas duas principais fases de desenvolvimento da soja que são a germinação/emergência e floração/enchimento de grãos”.

    Quanto à escolha da melhor cultivar, o consultor afirma que deve ser feita conforme o histórico da área/talhão a ser plantado. “Cada lavoura possui características químicas, físicas e biológicas únicas. Nesse cenário, a escolha da cultivar de soja baseada no relato de outros agricultores nem sempre é uma estratégia lucrativa”.

    Assim, o recomendável é que se escolha cultivares de soja conforme o tipo do solo, o nível da fertilidade, a ocorrência de pragas/doenças e a média de produtividade.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Pastagens: novo protocolo da Embrapa pode transformar pecuária de corte

    Método identifica lacunas na capacidade de suporte do pasto analisando clima, solo, animais e vegetais envolvidos no sistema

    Embrapa desenvolveu um protocolo que contribui para avaliar as oportunidades de intensificação dos sistemas de pecuária de corte a pasto, um dos principais desafios do setor para reduzir os impactos ambientais negativos. A análise de “yield gap” (lacuna de produtividade) permite estimar a diferença entre a produtividade atual e a potencial das pastagens e identificar oportunidades para atender ao aumento projetado na demanda por produtos agrícolas.

    Também servirá para apoiar a tomada de decisões em pesquisa, políticas públicas, desenvolvimento e investimento.

    O protocolo foi aplicado para estimar o aumento de produtividade de sistemas de produção de bovinos de corte em diferentes cenários de manejo no Brasil Central. Apresentado por pesquisadores da Embrapa na revista internacional Field Crops Research, o método determina as diferenças de produtividade e capacidade de suporte das pastagens.

    “O protocolo permite avaliar a capacidade de suporte das pastagens por meio de dois indicadores: a taxa de lotação máxima e a taxa de lotação crítica,” afirma Patrícia Menezes Santos, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e coordenadora do trabalho.

    A taxa de lotação máxima é alcançada quando toda a forragem produzida é colhida com máxima eficiência, enquanto a taxa de lotação crítica representa a maior taxa de lotação constante que não implica falta de alimentos em algum período do ano. Esse protocolo permite simular a produção do pasto, as taxas de lotação animal e estimar o risco climático associado à disponibilidade de alimentos para o gado.

    Segundo Santos, existem lacunas na capacidade de suporte do pasto devido à interação entre clima, solo, componentes vegetais e animais do sistema.

    “O método que desenvolvemos permitiu a identificação dos principais fatores que limitam a produção de forragem e a capacidade de suporte do pasto sob diversas condições ambientais e de nível tecnológico, podendo ser aplicado para apoiar políticas e decisões de investimento,” informa.

    Resultados do protocolo

    O protocolo foi aplicado nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, abrangendo partes dos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Ele combina métodos para definição de zonas climáticas homogêneas, sistematização de dados primários de clima e solo, definição de cenários de produção, simulação de crescimento de plantas forrageiras a longo prazo, estimativa de capacidade de suporte das pastagens e cálculo da produtividade atual a partir de dados censitários.

    Simulações de produção de forragem de longo prazo permitiram analisar o risco climático associado à produção de pastagens nas diferentes condições de clima e solo. Foi possível simular diferentes cenários com níveis variados de adubação nitrogenada e disponibilidade hídrica, identificando tecnologias promissoras para preencher as lacunas de produtividade.

    O potencial de intensificação das pastagens no Brasil central foi estimado com base nos indicadores de taxa de lotação máxima e taxa de lotação crítica. O gap médio na taxa de lotação máxima variou de 5,81 a 5,12 unidade-animal por hectare (UA/ha) no cenário potencial, de 4,18 a 2,9 UA/ha no cenário irrigado e sem restrição de nitrogênio, e de 2,73 a 1,43 UA/ha no cenário de sequeiro e apenas com adubação nitrogenada de manutenção.

    Planejamento e aplicações futuras

    A produção sazonal de forragem impõe desafios aos sistemas de produção a pasto, pois as demandas nutricionais dos animais devem ser atendidas durante todo o ano. “A alta produtividade em uma determinada época não pode ser transferida para alimentar os animais em um período de seca, a menos que se adote algum tipo de prática de conservação de forragem, como fenação e ensilagem,” explica Luís Gustavo Barioni, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e autor do artigo. A variação da produtividade das pastagens, influenciada pelo clima e combinada com a demanda alimentar, determina a avaliação da capacidade de suporte do pasto.

    Os resultados indicaram lacunas de produtividade e oportunidades para a intensificação da produção de gado de corte a pasto, ajudando a orientar políticas públicas e o planejamento da atividade. O protocolo permite sinalizar onde os investimentos em recuperação de pastagens degradadas e intensificação da pecuária a pasto seriam mais promissores, além de indicar a necessidade de políticas de financiamento considerarem o acesso a tecnologias complementares para alimentação dos animais no período desfavorável.

    Barioni complementa que a integração lavoura-pecuária é uma alternativa interessante para acompanhar a sazonalidade da oferta de forragem. O método desenvolvido pode ser utilizado pelo produtor rural para melhor planejar a implantação desses sistemas de produção, considerando os períodos de excedente de forragem e épocas de escassez.

    O protocolo também pode orientar o seguro rural associado à produção pecuária em pastagens. O déficit acumulado de forragem foi aplicado, por exemplo, no estudo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a pecuária de corte aprovado pelo Ministério da Agricultura (Mapa).

    O Zarc Pecuária visa identificar áreas de menor risco climático e definir as melhores regiões para produção de bovinos em pasto de capim-marandu, no Distrito Federal e em 17 estados. Com isso, é possível verificar a taxa de lotação crítica das pastagens em cada município e os meses com maior risco de falta de alimentos, embasando a oferta de crédito e seguro rural no país.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: Mapa ajusta zoneamento agrícola a calendário de plantio

    O Ministério da Agricultura ajustou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a soja na safra 2024/25 em 16 estados e no Distrito Federal. A revisão das datas, explicou a pasta em nota, foi feita para adequar o Zarc ao calendário de plantio de soja e ao vazio sanitário, estabelecidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária. Os ajustes foram publicados em portaria do ministério no Diário Oficial da União (DOU).

    As mudanças no Zarc valem para o cultivo da oleaginosa no Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As datas de cultivo já haviam sido estabelecidas em portaria de 15 de maio, com os períodos de vigência específicos de acordo com as condições climáticas e de solo de cada região.

    Em Mato Grosso, principal produtor da oleaginosa, a semeadura deverá ser feita de 7 de setembro deste ano a 7 de janeiro de 2025. No Paraná, o plantio foi regionalizado, indo de 2 de junho a 19 de janeiro de 2025, conforme a região. No Rio Grande do Sul, a semeadura está autorizada de 1º de outubro a 28 de janeiro de 2025. Maranhão, Pará, Piauí, Santa Catarina e São Paulo também terão cronograma de plantio diferenciado por região.

    O zoneamento objetiva reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e orienta o produtor quanto ao período adequado para semeadura da oleaginosa em cada região de acordo com o solo e a variedade da cultura. A política define as áreas e os períodos de semeadura, de acordo com probabilidades de perdas de produtividade de 20%, 30% e 40%. A concessão de crédito rural e a cobertura de seguro rural estão vinculados ao Zarc.

    Já o vazio sanitário, período de no mínimo 90 dias em que as áreas não podem manter plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada, é uma medida fitossanitária que integra o programa de controle da ferrugem asiática da soja. O calendário de semeadura é adotado também como medida fitossanitária complementar ao período do vazio sanitário, implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Startup lança calculadora de pegada de carbono para pecuária

    Ferramenta gratuita permite simular impacto de manejos e produtividade, visando práticas mais sustentáveis na produção leiteira

    Uma startup de Minas Gerais, a ESG Pec, desenvolveu uma ferramenta gratuita que permite aos pecuaristas calcular a pegada de carbono de suas atividades na produção de leite.
    A ferramenta possibilita simular o impacto das alterações em manejos, produtividade, entre outros recursos, visando práticas mais sustentáveis na pecuária.
    Em entrevista, a cofundadora da ESG Pec e PhD em Ciência Animal Bruna Silper afirmou que a ideia surgiu da necessidade do setor por práticas regenerativas e sustentáveis.

    “Essas práticas não são novas, mas precisam ser retomadas e mais usadas no campo. Enfrentamos desafios de clima, biodiversidade e saúde do solo que impactam todos, incluindo os produtores em sua capacidade de produzir com eficiência e rentabilidade”, disse.

    O projeto busca estabelecer um elo entre consumidores exigentes, indústrias lácteas e produtores que já adotam boas práticas, mas precisam mensurá-las e explorá-las de novas formas.

    Como funciona a calculadora de carbono

    A ferramenta realiza o cálculo da pegada de carbono utilizando a metodologia de Análise de Ciclo de Vida, seguindo diretrizes da Federação Internacional do Leite, entre outras. A calculadora mensura todas as emissões associadas à produção leiteira, incluindo a fermentação entérica dos animais, manejo de dejetos, atividades agrícolas e insumos utilizados, como energia e combustíveis.

    “O cálculo estima as emissões em relação ao volume de leite produzido, gerando um indicador de eficiência produtiva e econômica da propriedade”, disse Silper .

    Benefícios para os produtores

    Com o diagnóstico em mãos, os produtores podem atuar para reduzir emissões e aumentar a eficiência e rentabilidade de suas fazendas.

    “Esse indicador está associado à eficiência produtiva e econômica da propriedade, permitindo que o produtor trabalhe na redução de emissões e na melhoria da rentabilidade”, disse Bruna Silper.

    A ferramenta também pode abrir oportunidades para remuneração baseada em indicadores de sustentabilidade e facilitar o acesso a financiamentos.

    Acesso à ferramenta

    Os produtores interessados podem acessar a ferramenta por meio de um cadastro online no site www.despertarregenerativo.com.br . “A comunidade ‘Despertar Regenerativo’ permite a troca de informações entre produtores, técnicos e consultores, visando uma transformação positiva na pecuária brasileira”, informou a representante da startup.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Real fraco motiva China a acelerar as compras de soja do Brasil

    Cargas brasileiras podem ampliar o excesso de oferta do grão no gigante asiático e, assim, reduzir a participação de mercado dos EUA

    A China intensificou as compras de soja do Brasil, aproveitando a desvalorização do real. Nas duas primeiras semanas de julho, foram encomendados 75 embarques, que representam 4,5 milhões de toneladas do grão. A informação parte de reportagem da Bloomberg.

    As cargas devem ser entregues principalmente em agosto, mas também há programação de remessas para 2025.

    Aliás, nos primeiros cinco meses deste ano, as compras da oleaginosa pelo gigante asiático cresceram 23%. Enquanto isso, as dos Estados Unidos diminuíram quase pela metade.

    De acordo com analistas, a estratégia chinesa visa mitigar os riscos de uma possível guerra comercial, caso Donald Trump volte ao poder, sentimento cada vez mais forte no mercado e acentuado após o candidato republicano sofrer um atentado no último sábado (13).

    Estratégia chinesa com a soja

    Os volumes de exportação não estão fora do normal para esta época do ano, mas a rapidez com que os negócios estão sendo feitos denota que a China busca, realmente, tirar vantagem da desvalorização da moeda brasileira, que enfraqueceu em mais de 10% de janeiro até agora.

    Enquanto isso, o anúncio de primeira compra da soja dos Estados Unidos – que deve começar a ser colhida em setembro – foi feito pelos asiáticos vários meses depois do usual e em volume inferior ao esperado pelo mercado. Com isso, os contratos em Chicago são negociados nos menores valores desde 2020.

    Analistas dizem que as cargas brasileiras podem ampliar o excesso de oferta na China e, consequentemente, reduzir a participação de mercado dos Estados Unidos justamente no período de pico dos embarques norte-americanos.

    De acordo com as fontes ouvidas pela matéria da Bloomberg, as esmagadoras de soja chinesas tendem a desacelerar as compras a partir do quarto trimestre por conta dos estoques altos e pela baixa demanda por ração animal no período, visto que o rebanho suíno do país reduziu devido à baixa no consumo de carne e baixa lucratividade dos produtores.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Brasil intensifica sustentabilidade na pecuária com inovações da Embrapa

    O Brasil, autossuficiente na produção de carne bovina e líder mundial em exportação desde 2004, está intensificando a sustentabilidade na pecuária através da Embrapa Pecuária Sudeste.

    Localizada entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, a unidade de pesquisa de 2.538 hectares foca em práticas sustentáveis e automação na produção de carne e leite. Parcerias com a iniciativa privada permitem a testagem de novas tecnologias, como brincos de identificação e ordenha robotizada.

    Além disso, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) está promovendo um crescimento sustentável, com uma adoção anual de quase 1 milhão de hectares em sistemas integrados, visando atingir 30 milhões de hectares até 2030. A Embrapa também está na vanguarda da abordagem de “Saúde Única”, conectando saúde humana, ambiental e animal.

    O governo destaca a importância de políticas públicas eficientes para a implementação de testes rápidos e precisos, essencial para uma produção sustentável e certificável. A tecnologia e o melhoramento genético são componentes essenciais para a melhoria contínua da pecuária no Brasil.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Abiove eleva estimativa de produção de soja em 700 mil toneladas

    Quantidade de grão esmagado foi mantida pela entidade em 54,5 milhões de toneladas

    As estatísticas mensais do complexo brasileiro da soja até maio de 2024 foram divulgadas nesta terça-feira (16) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
    As projeções da entidade para o atual ciclo sofreram poucas alterações. A expectativa é de que a produção do grão chegue a 153,2 milhões de toneladas, 700 mil toneladas a mais em relação ao levantamento anterior.

    Já a quantidade de soja esmagada foi mantida em 54,5 milhões de toneladas. A produção do farelo de soja permanece estimada em 41,7 milhões e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

    Processamento mensal de soja

    O processamento do mês de maio foi de 4,29 milhões de toneladas, queda de 1,5% em relação a abril de 2024 e 6,2% inferior ao registrado em maio de 2023, quando ajustado pelo percentual amostral de 90,6%.

    Por fim, os volumes de exportação ficaram da seguinte forma:

    • 97,8 milhões de toneladas de soja em grão;
    • 21,7 milhões de toneladas de farelo de soja (+100 mil/t em relação ao levantamento anterior);
    • 1,15 milhão de toneladas de óleo (+50 mil/t em relação à última estimativa).

    A projeção de receita com essas vendas internacionais do complexo soja é de US$ 49,6 bilhões neste ano.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • EUA: USDA diminui estimativas de produção para soja e eleva para milho em 2024/25

    Em seu relatório mensal de oferta e demanda, a agência estimou a safra de soja 2024/25 em 4,435 bilhões de bushels (120,71 milhões de toneladas)

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua estimativa para a produção de soja no país em 2024/25. Em seu relatório mensal de oferta e demanda, publicado na sexta-feira (12), a agência estimou a safra de soja 2024/25 em 4,435 bilhões de bushels (120,71 milhões de toneladas), ante previsão no mês anterior de 4,450 bilhões de bushels (121,12 milhões de toneladas). Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um número menor, 4,416 bilhões de bushels (120,20 milhões de toneladas).

    Para o milho, o USDA manteve a elevou de colheita de 14,86 bilhões de bushels para 15,10 bilhões de bushels (de 377,44 milhões de toneladas para 383,54 milhões de toneladas) em 2024/25. Analistas esperavam um aumento um pouco menor, para 15,060 bilhões de bushels (382,52 milhões de toneladas).

    Para a produção de trigo dos EUA em 2024/25, USDA elevou sua projeção de 1,875 bilhão de bushels para 2,008 bilhões de bushels (de 51,03 milhões de toneladas para 54,65 milhões de toneladas). Analistas esperavam um aumento para 1,913 bilhão de bushels (52,07 milhões de toneladas).

    Quanto aos estoques domésticos, o USDA diminui a expectativa para as reservas de soja ao fim da temporada 2024/25 de 455 milhões para 435 milhões de bushels (de 12,38 milhões de toneladas para 11,84 milhões de toneladas). A nova previsão veio abaixo da expectativa de analistas, que esperavam redução para 445 milhões de bushels (12,11 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa foi reduzida para 345 milhões de bushels (9,39 milhões de toneladas).

    Para o milho, a projeção do USDA é de estoques de 2,097 bilhões de bushels (53,26 milhões de toneladas) em 2024/25, ante a estimativa de 2,102 bilhões de bushels (53,39 milhões de toneladas) em junho. A expectativa do mercado era de 2,272 bilhões de bushels (57,71 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa passou de 2,022 bilhões de bushels para 1,877 bilhão de bushels (de 51,36 milhões de toneladas para 47,68 milhões de toneladas).

    Em relação ao trigo, o USDA estimou as reservas em 856 milhões de bushels (23,30 milhões de toneladas) em 2024/25, em comparação a 758 milhões de bushels (20,63 milhões de toneladas) em junho. Analistas esperavam um volume menor, de 793 milhões de bushels (21,58 milhões de toneladas). Para 2023/24, a estimativa foi elevada de 688 milhões de bushels para 702 milhões de bushels (18,73 milhões de toneladas para 19,12 milhões de toneladas).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/