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julho 2024

  • Safra 24/25 de soja de 166,6 milhões de toneladas é projetada por consultoria

    País terá o 18º aumento de área consecutivo dedicado à cultura. Porém, cotações dos próximos dois meses podem mudar o cenário expansionista, aponta Datagro

    O levantamento anual de intenção de plantio da Datagro Grãos para a safra 2024/25 aponta incremento na área de soja do Brasil pelo 18º ano consecutivo.

    Assim, passa de 46,184 milhões de hectares na temporada 2023/24 para 46,890 milhões de hectares no próximo ciclo, a se iniciar em setembro, o que representaria um aumento de 1,5%.

    “Importante destacar que esses são números preliminares e que qualquer reação mais brusca das cotações nos próximos 60 dias pode trazer alteração nessa proporção de aumento”, diz o economista e líder de conteúdo da concultoria, Flávio Roberto de França Junior.

    Produção de soja

    A consultoria sinaliza uma produtividade de 3.554 kg/ha (59,2 sacas) nesse primeiro momento, com produção potencial de 166,644 milhões de toneladas.

    Em caso de confirmação, esse volume seria 12% superior à revisada safra colhida neste ano, de 149,262 milhões de toneladas.

    Conforme levantamento feito junto aos produtores, o aumento de área de soja deve acontecer de forma homogênea em todo o país, assim como neste ano. “Em intensidade maior nos estados da região Norte e Nordeste”, ressalta França Junior.

    Recuo no milho

    A análise preliminar realizada pela Datagro estima recuo nas áreas de milho tanto do ciclo de verão quanto de inverno. A área total da 1ª safra deverá atingir 3,894 milhões de hectares, ante 4,053 mi de ha na temporada 2023/24 – 2,544 mi de ha no Centro-Sul e 1,350 mi de ha no Norte/Nordeste.

    Considerando a hipótese de incidência do fenômeno La Niña e a utilização de tecnologia próxima da normalidade, os resultados podem ficar assim:

    • 1ª safra: potencial de produção de 23,351 milhões de toneladas, 1% inferior à prejudicada safra colhida em 2024 – 17,276 mi de t do Centro-Sul e 6,075 mi de t no Norte/Nordeste.
    • Safra de inverno 2025: tendência inicial indica retração na área. No total Brasil, a projeção é de 16,855 mi de ha, 2% aquém dos 17,207 mi de ha deste ano – 14,005 mil ha do Centro-Sul e 2,850 mil ha do Norte/Nordeste.

    Considerando clima regular, a previsão de produção da 2ª safra é de 93,608 mi de t, estável ante as 93,315 mi de t da complicada safra atual.

    No total das duas safras, o Brasil tem previsão de área para 2024/25 de 20,749 mi de ha, 2% aquém dos 21,260 mi de ha da temporada 2023/24, e produção potencial de 116,959 mi de t, estável em relação à safra atual, de 117,008 mi de t.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja

    Pesquisa de doutorado de professor da Universidade Federal do Piauí analisou uso dos adubos em áreas recém-convertidas para uso agrícola

    A aplicação de calcário e gesso na fertilidade do solo e na produção de soja em áreas recém-convertidas para uso agrícola foi a tese de mestrado do professor Doze Batista, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

    O estudo foi feito no município de Currais, sudoeste do estado, e observou durante dois anos as mudanças nos atributos químicos do solo, na nutrição das plantas e na produtividade dos grãos.

    O resultado mostrou que a aplicação de calcário e gesso melhorou significativamente as condições do solo, trazendo dois principais benefícios, como o incremento de outros quatro nutrientes:

    • Redução da acidez
    • Aumento da disponibilidade de cálcio, magnésio, fósforo e enxofre

    De acordo com o professor, a aplicação de gesso influenciou positivamente as concentrações de cálcio e magnésio no solo, embora não tenha mostrado um efeito claro na produtividade da soja.

    Melhora das práticas de cultivo

    Batista acredita que ao entender como as diferentes taxas de calcário e gesso afetam o crescimento da soja, é possível ajudar os agricultores a otimizarem suas práticas de cultivo, resultando em maiores rendimentos e, consequentemente, em uma melhor segurança alimentar.

    “Os resultados do estudo podem informar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento rural, promovendo práticas agrícolas que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, informa.

    O professor também afirma que a pesquisa fornece dados e insights sobre a interação entre calcário, gesso e a produtividade da soja, contribuindo para o corpo de conhecimento existente sobre manejo de solo e fertilização, o que pode abrir novas linhas de investigação e aprofundar a compreensão sobre práticas agrícolas sustentáveis.

    “A pesquisa pode servir como um campo de aprendizado para estudantes e profissionais da área, promovendo a formação de novos pesquisadores e especialistas em Agronomia e Ciências do Solo”, destaca o professor.

    Agricultura mais resiliente

    No âmbito prático, ele ainda ressalta que o estudo pode ser aplicado em programas de extensão da universidade.

    “O estudo pode ajudar os agricultores a entenderem melhor como adaptar suas práticas às condições específicas do Cerrado do Matopiba [áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], promovendo uma agricultura mais resiliente e adaptada ao clima local, além de também poder ser utilizada em programas de extensão rural e capacitação, ajudando os agricultores a entenderem a importância do manejo adequado do solo e a aplicação de insumos”, frisa.

    Calcário e gesso na soja

    O estudo concluiu que a calagem e a gessagem são práticas essenciais para o manejo da fertilidade do solo e para a produção de soja em solos ácidos do Cerrado, ressaltando a importância de ajustar as doses de aplicação, além das recomendações padrão, para maximizar o rendimento das culturas.

    A pesquisa fornece descobertas sobre a interação entre correções do solo, fertilidade e produtividade agrícola, enfatizando a necessidade de práticas de manejo de nutrientes equilibradas para promover a sustentabilidade agrícola na região.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Manejo no nascimento de bezerros é chave para rebanhos produtivos

    Superintendente de Registro da ANC destaca importância do acompanhamento no parto e primeiros momentos de vida dos bovinos

    O período de nascimento de bezerros exige atenção especial dos pecuaristas, sendo fundamental para a saúde dos animais no início da vida. Nesse sentido, o acompanhamento do grupo de vacas prestes a parir é crucial, diz a superintendente de registro da Associação Nacional dos Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas.

    “Estar atento ao momento exato do parto permite intervenções necessárias, garantindo a saúde da mãe e do bezerro”, afirma.

    Silvia ressalta que a escolha de touros com diferença esperada na progênie (DEP) de baixo peso ao nascer é uma prática que facilita o parto.

    Acompanhamento das primeiras horas dos bezerros

    O monitoramento das primeiras horas de vida dos animais traz inúmeros benefícios. “É importante verificar se o bezerro conseguiu mamar o colostro, essencial para seu desenvolvimento”, comenta a especialista sobre o primeiro produto produzido pela vaca, no início da lactação.

    Além disso, a identificação precoce dos bezerros permite o acompanhamento do desempenho das matrizes, auxiliando na seleção das vacas mais produtivas.

    Produtividade e bem-estar dos bezerros

    A adequada condução do manejo no nascimento e primeiros momentos dos bezerros afeta diretamente o ganho de peso e os resultados financeiros da fazenda.

    “Bezerros bem alimentados ganham peso mais rapidamente, e vacas que atendem às demandas dos seus filhotes contribuem para um ciclo produtivo eficiente”, afirma a superintendente.

    Identificação e monitoramento

    Silvia destaca a relevância da identificação dos bezerros logo após o nascimento. “Isso permite um monitoramento preciso do desenvolvimento dos animais e a avaliação do desempenho das matrizes”, diz.

    Esse processo é fundamental para conhecer e selecionar as vacas mais produtivas do rebanho.

    Bem-estar e aumento de produtividade

    “Bem-estar animal está diretamente ligado ao aumento de produtividade”, afirma Silvia. Garantir que o bezerro tenha acesso ao leite necessário e que a matriz consiga suprir essa demanda é essencial para a eficiência do processo produtivo.

    O acompanhamento do nascimento de bezerros e as primeiras horas de vida são etapas essenciais para garantir a saúde e produtividade dos animais. A prática adequada de manejo, aliada à identificação e monitoramento dos filhotes, contribui para um rebanho mais produtivo e saudável.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Embrapa finaliza maior pesquisa do mundo com integração lavoura-pecuária-floresta

    Pesquisa revela estratégias para uso eficiente de árvores em sistemas produtivos

    Embrapa Agrossilvipastoril concluiu o primeiro ciclo de 12 anos do maior experimento global com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), realizado em Sinop (MT). Este estudo trouxe insights valiosos para o uso das árvores nesses sistemas produtivos, oferecendo bases técnicas para decisões fundamentadas.

    O experimento utilizou eucalipto (clone H13) devido ao seu rápido crescimento e versatilidade. As árvores foram testadas em integração lavoura-floresta (ILF), pecuária-floresta (IPF) e ILPF, além de monocultura como controle. As árvores foram inicialmente plantadas em renques (fileiras) de três linhas, com espaçamento de 30 metros; posteriormente, algumas intervenções reduziram esse espaçamento para 37 metros em linhas simples.

    Durante os 12 anos, o estudo monitorou o crescimento das árvores, operações de manejo, como poda e desbastes, acúmulo de biomassa e carbono, e a produção de madeira, que variou entre 87 m³ e 114 m³ por hectare (ha).

    O pesquisador Maurel Behling destacou a importância de considerar a produtividade total do sistema ao aumentar o número de árvores, pois isso pode reduzir a produção de grãos e forragem.

    “Quando falamos em sistemas de integração, temos que pensar na produtividade de todo o sistema. Se eu aumento o número de árvores, terei redução na produção da lavoura e da pecuária. Sendo assim, o maior número de árvores tem que fazer sentido na avaliação global”, disse.

    Comportamento de crescimento e carbono

    O experimento mostrou que sistemas integrados apresentam o efeito bordadura, onde as árvores externas recebem mais luz, água e nutrientes, resultando em maior diâmetro e acúmulo de biomassa.

    No sistema ILPF, o acúmulo de carbono por árvore superou 30 kg/ano, significativamente maior que os cerca de 20 kg/ano observados na monocultura.

    Além do carbono armazenado na madeira, as árvores também contribuem para a matéria orgânica no solo, com cerca de 10 toneladas de resíduos por hectare, sem contar tocos e raízes que representam 20% da biomassa total.

    Recomendações

    Behling enfatiza que os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para o planejamento de sistemas ILPF. Sistemas com linha simples são indicados para quem deseja adicionar renda ou melhorar o conforto térmico para o gado. Já para aqueles que buscam compensar a produção de lavoura e pecuária com a venda de madeira, renques de múltiplas linhas são mais adequados.

    O mercado consumidor da madeira deve ser considerado no planejamento. Na região médio-norte de Mato Grosso, a demanda por biomassa aumentou com a instalação de usinas de etanol de milho, enquanto a madeira serrada ainda não é amplamente utilizada, mas há demanda para madeira tratada em cercas, postes e construção civil.

    Fim do ciclo e perspectivas para integração

    O experimento de ILPF com foco na pecuária de corte e produção de grãos está sendo finalizado com o corte raso dos eucaliptos. A área do estudo ainda possui 3.666 árvores em 43 hectares, com um volume estimado de 3.568,33 m³ de madeira, representando um valor de cerca de R$ 514 mil.

    Com o fim deste ciclo, um novo trabalho iniciará no próximo período chuvoso, incluindo o uso de teca como componente arbóreo, além do eucalipto. A teca perde suas folhas no período seco, reduzindo a sombra para os animais, enquanto o eucalipto contribuirá para o conforto térmico e o escalonamento de receitas.

    Maior experimento do mundo em ILPF

    O experimento da Embrapa é um dos maiores, se não o maior do mundo com esse sistema, abrangendo 72 hectares com dez tratamentos distintos. Desde a instalação, em 2011/2012, pesquisadores de diversas especialidades têm analisado aspectos de solo, dinâmica de água, microclima, forragicultura, sanidade animal e vegetal, microbiologia e emissão de gases de efeito estufa.

    Entre os resultados, destaca-se o Sistema PPS (Precocidade, Produtividade e Sustentabilidade), uma estratégia de manejo da pecuária de cria utilizando ILP e IPF.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Prazo para Declaração Anual de Rebanho no RS termina dia 31

    Até o momento, 68,7% dos produtores preencheram as informações. Nove municípios estão mais atrasados do que os demais

    O prazo para os produtores do Rio Grande do Sul fazerem a Declaração Anual de Rebanho termina na próxima quarta-feira (31).

    Até esta sexta (26), 254 mil declarações já foram entregues, o que representa 68,7% do total. São esperadas 370 mil pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Conforme o analista agropecuário e florestal da autarquia, Paulo de Souza, as regionais onde se tem maior número de produtores com declarações em aberto e que devem se apressar são as seguintes:

    • Bagé
    • Alegrete
    • Pelotas
    • Porto Alegre
    • Ijuí
    • Caxias do Sul
    • Osório
    • Lagoa Vermelha
    • Santa Maria

    Todos os produtores de animais devem fazer a declaração, não apenas de bovídeos, caprinos, equídeos, ovinos e suídeos, mas também os de abelhas, coelhos e peixes, entre outros.

    Obrigação sanitária

    O chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Seapi, Eduardo Zart, afirma que todos os produtores possuidores de animais de peculiar interesse do Estado, ou seja, os de produção e os que podem estar envolvidos em transmissão de enfermidades a estes e a humanos devem fazer a declaração anual. Ela é uma obrigação sanitária.

    Para fazer a declaração, acesse aqui ou procure as Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária da Seapi para fazer de forma presencial.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Fundo de fomento à inovação para agricultura responsável apresenta resultados de impacto

    Em três anos de atuação, projetos alcançaram mais de 1,5 mil produtores, representando mais de 2 mil propriedades rurais

    Implementados de 2021 a 2023, o fundo de fomento à inovação para uma agricultura responsável apresentou os resultados de impacto de 44 projetos com soluções e inovações para o setor agrícola, executados por 54 parceiros do Land Innovation Fund (LIF).

    Em três anos de atuação, o Land Innovation Fund entregou soluções que alcançaram mais de 1,5 mil produtores representando mais de 2 mil propriedades rurais, distribuídas em 2,5 milhões de hectares em três biomas prioritários – CerradoGran Chaco e Amazônia – na América do Sul.

    De acordo com o LIF, com investimentos de US$13,4 milhões, as soluções apoiam agricultores em suas jornadas rumo à produção livre de desmatamento, equipando-os com ferramentas e recursos para conservar as florestas e a vegetação nativa, atendendo aos protocolos internacionais de sustentabilidade.

    Como resultado direto dos projetos, já foram evitadas a conversão de 41 mil hectares de vegetação nativa em ecossistemas ameaçados na região.

    Os números integram o Relatório de Impacto 2021-2023, divulgado nesta quarta (24).

    Nesse período, a entidade apoiou o desenvolvimento de 70 inovações em múltiplas vias – políticas públicas & finanças, conservação, produção e engajamento – 26 delas já entregues, contribuindo para a construção de uma robusta paisagem de inovação pela sustentabilidade agrícola.

    Entre as soluções financiadas, 11 são voltadas para o desenho de políticas públicas, protocolos e regulamentações para uma agricultura sustentável.

    “Entendemos a inovação como ideias, tecnologias, processos, abordagens, ferramentas e políticas públicas que, quando adotadas por múltiplos atores, ganham escala e impacto em níveis local, subnacional, nacional e global”, afirma Ashley Valle, diretora do Land Innovation Fund.

    “Pensamos a inovação em diálogo com as agendas ambiental e climática dada vez mais urgentes. Por isso, todas as nossas ações, iniciativas e projetos dialogam com os compromissos crescentes de neutralidade de carbono, desmatamento zero e conservação da biodiversidade”, completa.

    Projetos no cerrado

    Três projetos do portfólio dedicaram-se ao fomento do ecossistema de inovação, com a construção de ferramentas, mecanismos ou soluções tecnológicas: o Programa Soja Sustentável do Cerrado, com PwC AgTech Innovation e apoio estratégico da Cargill, CPQD, Embrapa e Embrapii; o laboratório de soluções inovadoras (AibaLAB), com Senai Cimatec e apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba); e o programa Scouting de greentechs brasileiras, com a Climate Ventures.

    Com as iniciativas, foram mapeadas 51 startups com soluções verdes que atendem toda a propriedade rural – da área cultivada à floresta em pé. E foi construído  um  mecanismo diferenciado de fomento para o setor: o Startup Finance Facility (SFF) aporta recursos financeiros não-reembolsáveis e de curto prazo para destravar soluções em diferentes estágios de inovação, acelerando negócios de impacto para uma agricultura sustentável.

    Ao total, 22 startups do portfólio do Programa Soja Sustentável do Cerrado receberam cerca de USD 925 mil em recursos SFF para a implementação de 18 projetos.

    O efeito multiplicador das soluções de inovação que compõem o portfólio é mensurável pelo retorno financeiro alcançado pelas iniciativas financiadas até agora.  Já foram mobilizados US$ 37,3 milhões em recursos por diferentes instituições parceiras desde o início do funcionamento do Fundo.

    Soluções para agricultura

    De acordo com o LIF, com um olhar de paisagem e foco na fazenda, os projetos selecionados para compor o portfólio do Fundo propõem soluções em agricultura regenerativabiodiversidadeengajamentopesquisa e desenvolvimentocarbono ou novas tecnologias – alguns deles agregando múltiplas áreas temáticas – com propostas que alinham os desafios do dia a dia do produtor rural às demandas mais urgentes das agendas climática e ambiental internacional.

    Das mais de duas mil propriedades rurais distribuídas em 2,5 milhões de hectares que compõem o portfólio do Fundo, 80% delas – cerca de 2,2 milhões de hectares – foram monitoradas por plataformas e/ou sistemas inovadores de sensoriamento remoto e coleta de dados desenvolvidos por projetos parceiros.

    Dez projetos do portfólio dedicam-se à mensuração, report ou verificação (MRV) de balanço de carbono a partir da aplicação de novas tecnologias ou metodologias em desenvolvimento por 16 instituições e startups parceiras.

    As iniciativas alcançam uma área de 323 mil hectares em 112 propriedades rurais, e cobrem um amplo leque de atividades – de análise de biomassa em diferentes cenários de solo a um projeto de REDD jurisdicional estadual – com ações agregadas de incentivo às boas práticas agrícolas e acompanhamento da biodiversidade, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: perspectiva de oferta global ampla prepondera e Chicago tem perdas

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,07%, a US$ 10,60 1/4 por bushel

    Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A perspectiva de ampla oferta global supera os temores de clima quente e seco nos Estados Unidos. O dia é de aversão ao risco, com forte queda do petróleo e baixas generalizadas nas bolsas de valores da Ásia e da Europa.

    Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,62 por bushel, baixa de 1,00 centavo de dólar por bushel ou 0,18% em relação ao fechamento anterior.

    Ontem, após atingir na terça o melhor patamar em duas semanas, um movimento de vendas por parte dos produtores determinou a correção.

    As incertezas sobre o ritmo de crescimento da economia chinesa foi outro fator que adicionou pressão as cotações. A China é o principal comprador mundial de commodities, o que determinou uma queda generalizada, contaminando também a soja.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,07%, a US$ 10,60 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,64 por bushel, com perda de 11,50 centavos ou 1,06%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Leite: alimentação das vacas preocupa após enchentes no RS

    Quase três meses após a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, os efeitos começam a aparecer com mais força na zona rural

    Quase três meses após a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, os efeitos começam a aparecer com mais força na zona rural. Um dos setores mais afetados é o de produção de leite. Com perdas nas lavouras e da silagem que estava armazenada, produtores lutam para manter os animais.

    Os mais de mil milímetros de chuva em maio ainda impactam a região. Pontes caídas e estradas bloqueadas dificultam o escoamento da produção de leite. Nessa propriedade em Travesseiro, no Vale do Taquari, as vacas fazem contraste com o Rio Forqueta, que ficou bem mais largo e levou parte da terra junto. Foram dezenove dias sem luz e dez descartando o leite. Oito vacas morreram. Cenas que não saem da cabeça dos produtores.

    Carlos Prediger, produtor de leite, relatou: “Isso veio muito rápido, muita madeira junto. Acabou com as terras, lodo, não sobrou pasto, não sobrou nada. Foram três dias, um pior que o outro. O terceiro dia acabou com tudo”.

    Jean Prediger, também produtor de leite, afirmou: “Todas sofreram. Muitas doenças, perda de pasto e diminuição no leite. Tudo ajudou nessa ocasião”.

    Agora, um dos principais desafios está na alimentação para as vacas. Em uma lavoura de Travesseiro, estavam plantadas 22 sacas de milho silagem, já prontas para o corte, que foram completamente levadas pela força da enchente. Para tentar se manter na atividade, produtores precisam comprar esse alimento até de outros estados e muitos estão optando por se desfazer dos animais para diluir os custos de produção.

    A produção de leite caiu de 1600 litros por dia para uma média de 1200 litros. O que chega de doação de alimento dura pouco para as 70 vacas, e o quilo de silagem está saindo por R$ 0,40, mais o frete, uma média de 5,5 mil reais a tonelada. Além disso, a força da água levou todas as árvores que serviam de sombra para os animais. Em um solo que perdeu todos os nutrientes, a única saída é investir tudo de novo.

    Carlos Prediger explicou: “Tem muitas áreas que nós não vamos conseguir plantar. Puro lodo e tudo o que a gente semeia morre e nem chega a nascer. Não vinga. Essa areia parece que é tóxica para as plantas. Não adianta plantar”.

    A situação é parecida em uma propriedade em Relvado, também no Vale do Taquari. São 32 vacas em lactação e 80 mil quilos de silagem perdidos. Alecír de Souza Leite e sua esposa Solange ficaram 30 dias isolados e perderam 10 mil litros de leite.

    Alecír de Souza Leite compartilhou: “Tenho 61 anos e nunca passei por isso aqui. Foi triste. Primeira semana para nós foi muito difícil. Não sabia onde a gente estava, o destino que nós ‘tava’. Tu não sabia se iria ordenhar as vacas 2 horas da tarde, 3 horas ou às 5 horas? Para nós foi muito chocante isso aí”.

    Aqui, a produção caiu de 27 litros por vaca para 18 litros. Mesmo com a reação no preço pago ao produtor, que está na casa de R$ 2,70, isso ainda não é suficiente para manter os animais, comprar alimento e recuperar o potencial de produção, também afetado por doenças.

    Solange de Souza Leite comentou: “Eles tinham que ir na chuva para levar alimento para as vacas, comida bastante estragada e as vacas não comiam direito. Aí diminuiu bastante o leite. A gente conversava né? Vamos fazer o que? Tem que enfrentar. As vacas estavam aí. Tu tinha que ir atrás então vamos enfrentar”.

    Os produtores lembram que o estado recebeu muitas doações durante as enchentes, mas é preciso que elas não parem até vir a solução completa.

    Alecír de Souza Leite ressaltou: “Pretendo começar a cortar um azevém para tentar normalizar, mas espero que as fábricas de ração também voltem a funcionar melhor porque semana passada fiquei dez dias sem ração, que estão dizendo que não tem estrada e aí fica difícil”.

    Carlos Prediger concluiu: “Vamos tentar achar uma saída, tentar comprar trato, vender uns animais e tentar dar a volta. Tem que construir porque não sobrou sombra na beira do rio. Estamos tentando e vamos ver”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Lei permite a produtor rural usar cadastro ambiental para cálculo do ITR

    Pela nova norma, CAR pode ser usado para medir área tributável da propriedade, base de cálculo do Imposto Territorial Rural

    Os agricultores brasileiros terão uma nova ferramenta para calcular o Imposto Territorial Rural (ITR) de suas propriedades. A Lei 14.932, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (24), permite a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para apuração da área tributável.

    O CAR é um registro público eletrônico nacional obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele integra informações ambientais das propriedades e posses rurais, servindo como base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, além do combate ao desmatamento.

    A nova lei substitui o Ato Declaratório Ambiental (ADA) pelo CAR para fins de cálculo da área tributável do imóvel rural. A proposta, originada de um projeto do ex-senador Donizeti Nogueira, foi aprovada pelo Senado em 2017 e pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2023.

    Para o cálculo do ITR, são excluídas da área do imóvel rural as parcelas de preservação permanente e de reserva legal, áreas impróprias para agropecuária e aquelas declaradas como de interesse para a proteção dos ecossistemas. Antes da nova lei, essas informações eram registradas no ADA junto ao Ibama.

    A medida visa reduzir a burocracia na Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR).

    “A publicação da nova lei é uma conquista para o setor, uma vez que a CNA vinha trabalhando para a desburocratização e simplificação da declaração do ITR para o produtor rural”, afirmou José Henrique Pereira, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

    Apesar da sanção, a Instrução Normativa 2.206/2024 ainda exige a apresentação do ADA para exclusão das áreas não tributáveis neste ano. “Esperamos que a Receita Federal altere a instrução normativa para que a nova lei sancionada comece a valer a partir da DITR 2024”, completou Pereira.

    O prazo para apresentação da DITR 2024 vai de 12 de agosto a 30 de setembro de 2024, conforme a IN 2.206/2024.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Exportações de soja do Brasil devem crescer 21% em julho

    Janela de embarques mais estendida é sinal da preferência chinesa pelo grão brasileiro ante ao norte-americano

    O Brasil deve embarcar até 10,434 milhões de toneladas de soja em julho, de acordo com o levantamento semanal da Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (Anec).

    O volume é 21,2% superior ao mesmo mês do ano passado, quando as vendas ao exterior somaram 8,606 milhões de toneladas. Já em junho deste ano, o país comercializou para outros países 13,942 milhões de toneladas.

    Na semana encerrada dia 20 de julho, o Brasil embarcou 2,277 milhões de toneladas. Já para o período entre 21 e 27de julho, a Anec indica a exportação de 2,086 milhões de toneladas.

    Farelo de soja

    Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,401 milhões de toneladas em julho. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 2,166 milhões de toneladas. Em junho, ficou em 1,975 milhão de toneladas.

    Na semana passada, as exportações ficaram em 458,748 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 677,232 mil toneladas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/