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julho 2025

  • Plantio do trigo no RS chega a 92% da área projetada para esta safra

    Estado deve cultivar mais de 1,1 milhão de hectares com trigo na safra de inverno deste ano

     

    Com previsão de cultivo de 1.198.276 hectares de trigo nesta safra de inverno, a semeadura do cereal avançou de forma significativa no Rio Grande do Sul desde o início de julho. O predomínio do tempo seco contribuiu para o bom ritmo dos trabalhos, que já alcançam 92% da área projetada, superando os índices registrados em anos anteriores para o mesmo período.

    De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/07), a expectativa é de que a conclusão da semeadura ocorra dentro do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As áreas implantadas em julho encontram-se nos estágios de germinação e emergência. No entanto, são necessárias precipitações regulares para garantir o bom estabelecimento das plântulas.

    Recuperação das lavouras varia entre as regiões

    Os cultivos de inverno estão na fase de desenvolvimento vegetativo. As plantas têm se recuperado de forma progressiva dos efeitos do excesso hídrico ocorrido até o final de junho. As lavouras semeadas em maio e junho apresentam boa densidade populacional, crescimento uniforme e coloração verde intensa — sinais de bom estado nutricional e atividade fotossintética adequada.

    A recuperação, no entanto, é desigual entre as regiões. No Sul do Estado, a persistência da umidade relativa elevada e da nebulosidade tem limitado o desenvolvimento das plantas. Já no Noroeste, as temperaturas mais altas provocaram amarelecimento foliar e os primeiros sintomas de doenças fúngicas.

    Fronteira Oeste ainda abaixo da média

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, o avanço da semeadura é mais tímido. A área implantada chega a cerca de 80%, ficando aquém do registrado em safras anteriores em municípios como São Borja, Itaqui e Maçambará — responsáveis pelas maiores produções da região.

    O atraso está relacionado às intensas chuvas desde a abertura da janela de semeadura, que comprometeram as condições de campo e exigiram replantios e ações corretivas em áreas afetadas por processos erosivos, como erosão laminar e sulcos.

    Semeadura alcança 90% da área em Erechim e 96% em Santa Rosa

    Na região de Erechim, 90% da área prevista com trigo já foi semeada. As lavouras se encontram em diferentes estágios fenológicos, entre a semeadura e o perfilhamento. As áreas implantadas mais precocemente apresentam bom estabelecimento e desenvolvimento satisfatório.

    Na região de Santa Rosa, a semeadura do trigo está próxima do fim, alcançando 96% da área prevista. Há relatos de produtores adotando estratégias de contenção de custos, como a redução no uso de insumos. Curiosamente, as lavouras implantadas de forma mais tardia apresentam melhores índices de emergência e estande do que aquelas semeadas no início do período indicado pelo zoneamento, afetadas pelo excesso de chuvas.

    Pequenas áreas marginais, com problemas de drenagem e acesso, também foram semeadas recentemente. O aumento das temperaturas elevou o risco de ocorrência de pragas, como pulgões e lagartas, que seguem sob monitoramento técnico.

    Aveia branca – A semeadura avançou e está próxima a finalização. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha. A continuidade do tempo firme contribuiu para o desenvolvimento das lavouras com sintomas de estresse fisiológico, causado pela saturação hídrica e pela baixa luminosidade. As áreas semeadas fora da janela recomendada pelo Zarc, que já se encontravam em estádio reprodutivo durante as geadas ocorridas entre 30/06 e 03/07, apresentaram danos, como branqueamento foliar, morte da haste principal e emissão de perfilhos de resgate. No entanto, essas áreas representam uma fração pouco expressiva da área total cultivada.

    Canola – A semeadura foi concluída. As condições climáticas do período foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Observa-se boa recuperação no crescimento das plantas, com emissão de novas folhas e elongação da haste principal, fatores que indicam a retomada do desenvolvimento após os estresses abióticos ocorridos anteriormente. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura da canola foi concluída e os produtores realizam tratos culturais nas lavouras em estádios mais avançados. Em Manoel Viana, onde se concentra a maior área da região (7.300 hectares), o desenvolvimento está limitado pelas baixas temperaturas e pela persistência de nebulosidade. Em São Borja, estima-se que 50% da área cultivada se encontra em floração. Na região de Santa Rosa, 65% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 30% em floração; e 5% em enchimento de grãos. Os efeitos das geadas ainda estão sob avaliação e podem se intensificar ao longo do ciclo. Apesar de estandes insatisfatórios em parte das áreas, há expectativa de compensação produtiva, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.

    Cevada – A semeadura foi finalizada. As lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, e o estabelecimento inicial é considerado adequado. Foram utilizadas principalmente cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas de ciclo precoce a médio, com bom perfilhamento, resistência moderada às principais doenças foliares (como mancha-marrom e oídio) e características tecnológicas propícias à produção cervejeira baixo teor proteico e peso hectolitro e rendimento de malte elevados. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, o cultivo ocorre conforme os contratos estabelecidos com a indústria de malte.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Os campos nativos seguem com oferta e qualidade limitadas devido às geadas e às baixas temperaturas, e apresentam vegetação fibrosa e pouco nutritiva. A baixa luminosidade afetou o rebrote. Em propriedades sem pastagens de inverno, há risco de os animais perderem escore corporal. Já os campos nativos melhorados com espécies exóticas apresentaram desenvolvimento satisfatório. As pastagens cultivadas de inverno estão bem estabelecidas e proporcionando pastejo em diversas regiões. No entanto, o crescimento dessas áreas continua restrito em algumas áreas devido à baixa radiação solar, às geadas recentes, ao atraso na semeadura e às dificuldades para aplicação de adubação nitrogenada. Apesar disso, a oferta de forragem começa a suprir parte das necessidades dos rebanhos, reduzindo a dependência de suplementação.

    BOVINOCULTURA DE LEITE – A produção de leite mostrou sinais de recuperação em várias regiões, especialmente onde as pastagens de inverno foram bem implantadas, e as parições planejadas para o período. Principalmente nos primeiros pastejos, ainda são necessários ajustes na dieta em função da baixa taxa de fibra das plantas. O estado corporal e sanitário dos rebanhos está satisfatório. O uso de suplementação alimentar tem sido frequente para compensar a limitação de forragem em algumas áreas.

    OVINOCULTURA – A ovinocultura encontra-se em período de parições. Intensificou-se o manejo de matrizes e cordeiros. Os rebanhos apresentam apropriado estado corporal e sanitário, especialmente onde há oferta de pastagens de inverno e estruturas de abrigo. No entanto, nas propriedades com alta lotação ou sem pastagens implantadas, os animais estão perdendo peso e demandando maior uso de suplementação.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, os rebanhos ovinos apresentam estado corporal adequado devido à redução do estresse térmico e ao retorno ao pastejo, além do fornecimento de silagem, feno e ração. Na de Passo Fundo, os ovinocultores seguem focados no manejo das matrizes e dos cordeiros em função dos partos. A condição sanitária e nutricional dos rebanhos está adequada. Na de Pelotas, o número de nascimentos diários de cordeiros aumentou, principalmente das raças de dupla aptidão e de carne. As fêmeas próximas da parição foram alojadas em galpões para maior conforto e proteção. A taxa de sobrevivência de cordeiros recém-nascidos se reduziu. Os produtores estão realizando os manejos de assinalação, de castração e de caudectomia dos cordeiros, bem como a aplicação de vacinas contra o ectima contagioso. Nas propriedades onde os partos estão previstos para agosto, é efetuada a esquila pré-parto. As ovelhas pré-parto e em lactação estão recebendo suplementações.

     

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Aumento da área de milho e redução na área de trigo, projeta RTC/CCGL

    Levantamento técnico realizado pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), revelou que a área cultivada com milho deverá apresentar crescimento na Safra 2025 entre as cooperativas participantes. Os dados, consolidados até 14 de julho, mostram que até o momento, 90% das cooperativas que participaram do levantamento esperam aumento na área cultivada com milho, enquanto os 10% restantes preveem manutenção dos níveis atuais. Os dados refletem um cenário de otimismo com a cultura, impulsionado pela boa produtividade obtida na safra passada.

    Trigo apresenta retração

    Em contraste, o trigo deverá enfrentar redução na área cultivada. As cooperativas ouvidas preveem diminuição, com uma queda de área estimada de 17,6% em relação à safra anterior. A expectativa de produtividade média é de 3.390 kg/ha (56,5 sacos/ha).

    Sobre o levantamento

    As projeções divulgadas pela RTC/CCGL contemplam dados fornecidos por 21 cooperativas do Rio Grande do Sul, que integram a Rede Técnica Cooperativa. O levantamento considera as condições agronômicas, econômicas e climáticas observadas até julho de 2025.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Chuvas de junho impactaram implantação das lavouras de trigo no RS

    Volume ficou acima da média histórica para o período, principalmente no Norte do estado

     

    O grande volume de chuva em junho de 2025 teve como principal impacto o atraso na semeadura e implantação das lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. A análise faz parte do Comunicado Agrometeorológico 88 – Junho 2025, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Produzida pelo grupo de Agrometeorologia do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), o Comunicado Agrometeorológico é uma publicação mensal que traz as informações detalhadas das condições meteorológicas ocorridas no mês anterior. Com dados captados das estações meteorológicas do Simagro e do Inmet, o comunicado apresenta tabelas e mapas, além de uma análise dos impactos das condições meteorológicas sobre as principais culturas agrícolas e a produção pecuária no período.

    “Embora em menor magnitude na comparação com as enchentes de maio de 2024, as chuvas de junho deste ano também causaram transtornos à sociedade, com maior impacto nas Bacias Hidrográficas do Uruguai (rio Uruguai), Guaíba (rios Jacuí, Taquari, Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba) e na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas (rio Jaguarão)”, conta a pesquisadora Loana Cardoso, uma das autoras do comunicado.

    No detalhamento dos dados de 23 estações analisadas, verificou-se que os totais mensais de chuva registrados foram elevados, com 13 dos 23 locais apresentando precipitação pluvial acima de 300 mm. O maior total mensal foi registrado em Sobradinho, na Encosta Inferior da Serra, com 629,2 mm.

    “Principalmente na porção Norte do estado, as chuvas foram acima da média climatológica, ou seja, os desvios foram positivos. Esses desvios variaram de 17,6 mm em Camaquã, na região dos Grandes Lagos, a até 471,8 mm em Sobradinho”, complementa Loana.

    Com o excesso de chuvas e a consequente umidade dos solos, a semeadura do trigo atrasou no estado. “A estimativa inicial de safra da Emater/RS-Ascar apontou para uma redução de 10% na área cultivada, um reflexo do risco climático, dos preços e da baixa demanda por crédito para custeio”, conclui a pesquisadora.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Dia nacional de proteção às florestas: produtores como aliados durante a estiagem

    Com a adoção de medidas preventivas, produtores se tornam aliados no combate aos incêndios e na preservação da vegetação

     

    Hoje, dia 17 de julho, é celebrado o Dia Nacional de Proteção às Florestas e, nesta data, o protagonismo dos produtores rurais de todo o país ganha destaque. Durante o período de estiagem, quando os riscos de incêndios aumentam devido à seca, os agricultores assumem a responsabilidade de prevenir e combater o fogo. Com isso, protegem suas propriedades e, também, áreas de preservação e florestas nativas.

    A construção de aceiros, a formação de brigadas, a manutenção de equipamentos e a capacitação das equipes reforçam o papel dos produtores como aliados fundamentais na preservação ambiental.

    Apoio aos produtores

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reconhece e apoia esse protagonismo dos agricultores, com apoio anual de campanhas educativas e distribuindo cartilhas com orientações sobre como se preparar para o período de seca. Por isso, a associação também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), atuando em parceria com órgãos públicos e instituições no enfrentamento aos incêndios no estado.

    Para Rafael Krzyzanski, delegado do núcleo de Sorriso, o agricultor é um agente essencial na defesa do meio ambiente, já que precisa proteger sua produção e o território onde vive. Qualquer foco de incêndio, segundo ele, representa ameaça à atividade rural e à sustentabilidade do campo.

    Em regiões distantes do Corpo de Bombeiros, como Juara, a ação dos próprios produtores é decisiva. Jaqueline Piovezan, delegada do núcleo do Vale do Arinos, enfrentou um incêndio em sua fazenda no ano passado e contou com o apoio de vizinhos e da preparação adquirida por meio das cartilhas e capacitações da Aprosoja MT.

    Para o vice-presidente da entidade, Luiz Pedro Bier, o produtor rural é o verdadeiro guardião das florestas no Brasil. Ele destaca que boa parte da vegetação nativa se mantém preservada em propriedades privadas, por meio de reservas legais e áreas de proteção permanente, o que reforça o compromisso ambiental do setor produtivo.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Brasil lidera em biológicos e tarifas dos EUA podem ajudar na diversificação do mercado

    Presidente da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer vem ao país para falar do futuro do setor na América Latina

    O mercado brasileiro de produtos biológicos para controle de pragas e doenças na agricultura registrou crescimento de 206% nos últimos cinco anos, saltando, assim, de US$ 269 milhões em 2019 para US$ 828 milhões em 2024.

    No segmento, os bioinseticidas lideram a escalada, com expansão de 265% no período, indo de US$ 100 milhões para US$ 365 milhões, conforme dados da agência de inteligência de mercado DunhamTrimmer.

    De acordo com o presidente e sócio fundador da empresa, Mark Trimmer, nenhum outro mercado do mundo deu um salto tão representativo e rápido no setor como o Brasil.

    Por conta dessa atratividade, o número de empresas que fornecem soluções biológicas à agricultura aumenta a cada dia. Apesar disso, o especialista não acredita que o país esteja próximo de uma “bolha de crescimento”.

    “Continuamos vendo o crescimento do Brasil superando todos os outros países. O tamanho da oportunidade de mercado e o desenvolvimento bem-sucedido de biológicos em culturas extensivas de grãos têm sido fatores impulsionadores. Sem dúvida, esse crescimento rápido irá desacelerar em algum momento, mas, por enquanto, vemos oportunidade contínua para maior crescimento do mercado brasileiro”, considera.

    Ao olhar especificamente para o mercado agrícola latino-americano, Trimmer enxerga muitos desafios, mas também oportunidades no panorama atual, incentivados, por tabela, pelo anúncio de tarifas comerciais por parte de Donald Trump, visto que empresas da região precisarão procurar novos parceiros.

    “A política comercial dos Estados Unidos pode abrir novos mercados para produtos latino-americanos. As eleições presidenciais brasileiras em outubro de 2026 podem, também, mudar drasticamente as políticas atualmente em vigor, o que pode ser positivo ou negativo para investimentos futuros e desenvolvimento do mercado biológico”.

    A esse respeito, o presidente da DunhamTrimmer enxerga que o rápido crescimento do mercado de biológicos brasileiro continuará dando sequência a aquisições de empresas nacionais do ramo por players globais.

    “No setor de bioestimulantes e biofertilizantes, o impulso do Brasil para diminuir a forte dependência de fertilizantes importados pode criar algumas oportunidades interessantes de investimento”, destaca.

    Trimmer vem ao Brasil para detalhar este tema e as projeções para o futuro durante o Biocontrol & Biostimulants Latam, em Campinas, São Paulo, no dia 29 de julho, em palestra às 11h com o tema Latin America Biological Market Overview (Visão geral do mercado biológico da América Latina).

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Redução de micotoxinas na cultura do trigo: carboxamidas e Trichoderma no controle da giberela

    A Rede Técnica Cooperativa realizou estudo para avaliar a eficácia da aplicação de fungicidas do grupo das carboxamidas e do uso de Trichoderma spp. quando comparado a aplicações isoladas de triazóis ou misturas de triazol + estrobilurina no controle da giberela, bem como na redução da contamina- ção dos grãos pela micotoxina DON.

    Nos últimos anos, tem sido observado o aumento da intensidade e da frequência da giberela em trigo em muitas regiões onde este cereal é cultivado. A giberela é uma doença de infecção floral e as epidemias ocorrem associadas a períodos prolongados de chuva ou alta umidade durante a antese do trigo.

    Para o controle da doença, algumas estratégias de manejo podem ser empregadas. A primeira delas é a escolha de cultivares com melhores níveis de resistência à doença. Depois, deve-se pensar no escalonamento de semeadura e/ou a semeadura de cultivares com ciclos reprodutivos distintos. Outra etapa essencial é o manejo químico. Associado ao controle químico, o uso de biofungicidas pode ser uma estratégia promissora, tanto para reduzir as perdas de produtividade de grãos quanto para mitigar a contaminação por micotoxinas.

    As avaliações de giberela foram realizadas através da coleta manual de 100 espigas por parcela experimental. Foi avaliada a incidência e a severidade nas espigas, com auxílio de escala diagramática. Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Recuperação de pastagens: a chave da pecuária brasileira para liderar a agenda climática

    Sustentabilidade no campo pode colocar o Brasil como protagonista na COP 30. Recuperar pastos degradados é mais que uma necessidade: é uma oportunidade. 

     

    pecuária brasileira está diante de uma oportunidade histórica: liderar a agenda climática global com base na recuperação de pastagens degradadas. Quer saber como a pecuária brasileira pode se tornar protagonista na agenda climática? Assista à entrevista abaixo e entenda o potencial da recuperação de pastagens.

    Essa prática não só melhora a produtividade do solo, como contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e o aumento da sustentabilidade no agronegócio.

    O alerta vem em um momento estratégico. Com a COP 30 marcada para 2025, em Belém (PA), é hora de o agro nacional mostrar sua força e compromisso ambiental. Quem reforçou essa visão foi Gustavo Spadotti, chefe geral da Embrapa Territorial, em entrevista ao programa Giro do Boi nesta quarta-feira, 16 de julho.

    Segundo ele, o Brasil tem dados concretos e tecnologia para provar que é possível produzir mais, com menos impacto ambiental, valorizando o que já foi desmatado e combatendo o avanço em áreas sensíveis.

    Mapeamento nacional revela 44 milhões de hectares com potencial de recuperação

    Embrapa Territorial mapeou 44 milhões de hectares de pastagens com algum grau de degradação. Esse levantamento, feito com imagens de satélite e dados oficiais, permite identificar onde é possível intervir para reformar, recuperar ou até transformar essas áreas.

    As opções são variadas:

    • Reforma de pastos para torná-los mais produtivos e vigorosos;
    • Conversão para agricultura, aproveitando áreas já abertas para gerar mais alimento;
    • Implantação de florestas comerciais ou nativas, com fins ambientais ou produtivos;
    • Recuperação de ecossistemas, trazendo biodiversidade de volta ao campo.

    Esse mapeamento serve como base para que políticas públicas e programas de financiamento sejam mais eficientes, atingindo quem realmente precisa e deseja investir em sustentabilidade.

    Pastagens bem manejadas capturam carbono e geram produtividade

    solo das pastagens tem papel estratégico na captura de carbono. Quando bem manejadas, essas áreas funcionam como um verdadeiro “sumidouro de carbono”, ajudando o Brasil a alcançar metas ambientais com produtividade.

    Por outro lado, quando degradadas, elas emitem carbono para a atmosfera, comprometendo tanto a sustentabilidade quanto a rentabilidade das fazendas. A recuperação dessas áreas, segundo Spadotti, é uma medida urgente e eficaz para:

    • Aumentar os estoques de carbono no solo;
    • Evitar novas emissões;
    • Melhorar o desempenho zootécnico dos animais;
    • Garantir mais segurança alimentar, ao produzir mais sem precisar abrir novas áreas.

    Brasil já preserva 66% de seu território e produz em 30%

    O Brasil tem números que muitos países gostariam de exibir: 66% do território está preservado, enquanto a produção agropecuária ocupa apenas 30% da área nacional. Mesmo assim, somos líderes mundiais na exportação de alimentos.

    Esses dados fazem parte do chamado “gráfico de atribuição, ocupação e uso das terras”, apontado por Spadotti como o “green card do agro brasileiro” — ou seja, a prova de que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo.

    Na visão do especialista, é fundamental comunicar essa realidade de forma clara na COP 30 e em fóruns internacionais, mostrando que o Código Florestal brasileiro e o papel dos produtores rurais na preservação fazem do Brasil uma referência única no mundo.

    Produzir com responsabilidade é o futuro — e já é realidade no Brasil

    recuperação de pastagens degradadas é uma das principais ferramentas para consolidar o Brasil como líder climático no agro. Além disso, representa uma estratégia rentável, que melhora a fertilidade do solo, reduz custos com insumos e garante mais segurança para os rebanhos.

    Combater o desmatamento ilegal é importante, mas é preciso reconhecer o que já vem sendo feito de forma correta. O produtor rural brasileiro é parte da solução e deve ocupar com orgulho esse protagonismo na construção de um modelo agroambiental exportável.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Controle do carrapato bovino deve considerar características da propriedade e do ambiente

    É o que aponta a Circular Técnica 27 do DDPA/Seapi

     

    O controle do carrapato bovino deve ser planejado de forma específica para cada propriedade, considerando suas características e o ambiente. E são necessários estudos contínuos que incluam também a avaliação das fases de vida livre do parasito em diferentes regiões do Brasil. É o que aponta a Circular Técnica 27 – “Infestação do carrapato bovino em novilhas de corte na região da Campanha do Rio Grande do Sul”, lançada recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    A publicação apresenta os resultados de um estudo realizado no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (Cesimet) da Seapi, em Hulha Negra (RS). “O objetivo foi analisar a relação entre a infestação por Rhipicephalus (Boophilus) microplus, variáveis meteorológicas e o desempenho de novilhas de corte criadas extensivamente na região da Campanha”, explica a médica veterinária da Seapi e coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Ovina (Proeso), Nathalia Bidone, que é uma das autoras da circular.

    Segundo ela, a análise climática indicou que, entre as variáveis estudadas, a radiação solar global foi a que mais influenciou negativamente a infestação, provavelmente por favorecer a dessecação de larvas e ovos no ambiente. “As demais variáveis meteorológicas, como temperatura, umidade e precipitação, apresentaram pouca correlação com a carga parasitária”, destaca Nathallia.

    A pesquisa também evidenciou o impacto da infestação sobre o ganho de peso das novilhas. “Houve correlação entre o número de carrapatos e o ganho médio diário (GMD), com perdas estimadas de até 1,6 gramas por carrapato por dia. O estudo reforça a importância do monitoramento contínuo dos animais e das condições ambientais para embasar o controle do carrapato bovino”, alerta Nathalia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Grupo de trabalho debate proposta de renegociação das dívidas rurais do RS

    Primeira reunião contou com a participação de representantes dos governos federal e estadual, além de entidades do setor

     

    O Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), criado para buscar soluções para o endividamento dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, realizou seu primeiro encontro nesta terça-feira (15/7), em formato híbrido. A reunião contou com a participação de representantes dos governos estadual e federal, parlamentares e entidades do setor produtivo, marcando o início das tratativas para a construção de uma proposta concreta a ser apresentada ao governo federal.

    A proposta debatida no encontro prevê o uso do Fundo Social do pré-sal da União para financiar um programa de reestruturação das dívidas rurais. Uma das vantagens dessa fonte de recursos é o fato de não gerar impacto fiscal. O levantamento preliminar aponta a necessidade de R$ 30 bilhões em crédito para a renegociação de débitos vencidos ou já refinanciados, com limite de R$ 10 milhões por produtor individual e R$ 50 milhões para cooperativas e associações, e prazo de pagamento de 10 anos.

    A iniciativa contempla dívidas contraídas entre 2020 e 2024, desde que os municípios tenham decretado estado de emergência em razão de eventos climáticos adversos no período, e os produtores comprovem perdas mínimas de 30% em pelo menos duas safras nos últimos seis anos.

    A criação do GTI foi articulada em junho pelo governador Eduardo Leite e pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em diálogo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS) e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O objetivo é centralizar dados, debater medidas e propor soluções urgentes para a crise agravada pelas recorrentes perdas na agropecuária gaúcha, decorrentes de eventos climáticos extremos.

    Debates

    Durante o encontro, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a proposta em discussão busca atender especialmente os produtores em situação mais crítica. Segundo ele, a iniciativa precisa estar fundamentada em critérios objetivos, que priorizem quem de fato enfrentou perdas severas. Ele também ressaltou a importância dos mecanismos e das instituições — públicas e privadas — que viabilizarão o refinanciamento das dívidas.

    O secretário da Seapi, Edivilson Brum, participou da reunião de forma virtual e defendeu a urgência de um plano de recuperação para o campo gaúcho. “A criação deste grupo reflete uma necessidade premente diante da repetição de perdas severas. Precisamos tratar a situação com seriedade técnica e foco em soluções concretas para este setor tão importante do nosso Estado”, enfatizou.

    A secretária da Fazenda, Pricilla Maria Santana, salientou a importância da articulação entre os governos estadual e federal para viabilizar soluções efetivas em favor dos produtores rurais atingidos pelas enchentes. “Temos feito um esforço conjunto para garantir que as medidas anunciadas saiam do papel e cheguem, de fato, à ponta. A renegociação das dívidas é uma demanda urgente e justa diante da situação vivida pelo nosso Estado. O que buscamos é dar condições reais de recuperação aos produtores, muitos dos quais perderam tudo. A sensibilidade e o compromisso demonstrados pelo governo federal são fundamentais para que avancemos de forma célere, com segurança jurídica e foco no que mais importa neste momento: a reconstrução da economia gaúcha”, afirmou.

    Próximos passos

    Ao final do encontro, o ministro Carlos Fávaro informou que a próxima etapa será a consolidação dos dados levantados e a elaboração de uma proposta final, com base nas contribuições das câmaras legislativas, a ser submetida ao governo federal.

    De acordo com Pricilla, está sendo preparado um ofício oficial do governo do Estado solicitando a ampliação do acesso ao crédito rural. O documento tratará da necessidade de revisão do limitador atualmente vigente, que tem dificultado a efetivação dos financiamentos anunciados. “É fundamental que as linhas de crédito cheguem efetivamente aos produtores, e, para isso, precisamos corrigir travas operacionais que estão na ponta”, destacou.

    O governo do Estado, por meio da Sefaz e da Seapi, está colaborando tecnicamente com o governo federal, sugerindo adequações ao projeto de lei em discussão, com o objetivo de aprimorar os mecanismos legais e garantir maior efetividade na aplicação das medidas emergenciais no Rio Grande do Sul.

    O Grupo de Trabalho é composto por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Casa Civil, Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Banco Central, BNDES, Banco do Brasil, Comissões de Agricultura da Câmara e do Senado, governo do Estado do RS, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), federações Farsul e Fetag-RS, e da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs).

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Inscrições abertas para o 14º Salão de Iniciação Científica e Tecnológica da Agricultura

    Evento ocorre de forma online nos dias 24 e 25 de setembro

     

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), está com inscrições abertas para o 14º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (14º Sicit), 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2025. O evento será realizado totalmente online, com transmissão pelo canal de Eventos e Sicit do DDPA no Youtube, nos dias 24 e 25 de setembro de 2025. Serão apresentados resultados de pesquisas realizadas na área agropecuária. O tema das palestras de abertura deste ano é “Inteligência Artificial na AgropecuárIA”.

    Para apresentar trabalhos, os bolsistas devem estar regularmente matriculados em uma instituição de ensino superior e envolvidos em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os inscritos deverão submeter resumo e apresentar o trabalho oralmente, de acordo com as vagas disponíveis. As apresentações orais deverão ser gravadas e enviadas previamente. O público em geral pode participar como ouvinte.

    As inscrições são gratuitas. Os resumos deverão ser enviados de acordo com modelo do Anexo I do Edital para o e-mail [email protected] até 25 de agosto, e os autores serão informados sobre o aceite dos trabalhos a partir de 8 de setembro. Os trabalhos aceitos devem enviar o link para o vídeo de apresentação até 14 de setembro. Só serão aceitos resumos com resultados parciais/preliminares ou finais. Os ouvintes poderão se inscrever até 23 de setembro, véspera do evento.

    Confira o Edital completo clicando aqui.

    O 14º Sicit, 9º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2025 têm como objetivo possibilitar a apresentação de resultados de atividades de pesquisa de alunos de ensino médio, graduação, pós-graduação, pesquisadores, analistas e técnicos da Seapi.

    O evento visa estimular o interesse, a curiosidade científica, o raciocínio lógico, o senso crítico, a responsabilidade e o entusiasmo pela Ciência, além de incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores, a geração de conhecimento e a transferência de novas tecnologias e serviços para a agropecuária gaúcha.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial