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julho 2025

  • Manejo adequado de Olerícolas busca reduzir danos no período de geadas

    A possível ocorrência de geadas durante o inverno do Rio Grande do Sul chama a atenção dos produtores de olerícolas, que devem estar preparados para manter os cuidados necessários para preservar a produtividade e a qualidade das hortaliças. A geada causa danos significativos às plantas, incluindo queima de folhas, interrupção do crescimento e até a morte da vegetação, especialmente em estágios sensíveis como floração e frutificação. “O congelamento da água nas células vegetais pode romper as paredes celulares, causando danos físicos e levando à necrose”, explica Gervásio Paulus, extensionista e coordenador técnico estadual de Olericultura da Emater/RS-Ascar.

    “O manejo adequado durante esse período é fundamental para minimizar os impactos das baixas temperaturas, evitar perdas na lavoura e garantir a continuidade da produção”, ressalta, ao observar que técnicas simples, quando bem aplicadas, podem fazer a diferença na sustentabilidade das atividades agrícolas durante o frio intenso. Segundo Paulus, “nessa época do ano, o excesso de umidade, a ocorrência de geadas e a baixa luminosidade acabam afetando a fotossíntese das plantas, prejudicando seu desenvolvimento, o que favorece a ocorrência de podridão e de doenças fúngicas e bacterianas”.

    A produção de olerícolas no Estado está distribuída por diversas regiões, com destaque para os Campos de Cima da Serra, que se consolida como polo importante no cultivo de hortaliças. Municípios como São Francisco de Paula, Bom Jesus e São José dos Ausentes se destacam no plantio de batata e couve-brócolis, sendo referência nessas culturas.

    Outras regiões também possuem forte presença na produção de olerícolas. A Serra, o Sul, o Noroeste e o Nordeste concentram o cultivo de cebola, com destaque para cidades como São José do Norte, Tavares e Nova Pádua. Já o tomate é produzido em Caxias do Sul, Nova Bassano e Pelotas, enquanto que o aipim tem expressão em municípios como Santo Antônio da Patrulha, Novo Hamburgo e São José do Hortêncio. As olerícolas folhosas, por sua vez, são cultivadas em diferentes áreas do Estado, com maior destaque para Santa Rosa, Maquiné e Caxias do Sul.

    Segundo o último boletim do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os produtores da região de Santa Rosa relatam que a vegetação ainda não se recuperou dos efeitos das geadas intensas e que boa parte dos cultivos está sendo eliminada para a implantação de mudas não danificadas.

    MANEJO ADEQUADO DAS OLERÍCOLAS

    A ocorrência de geadas necessita da adoção de boas práticas no cultivo de olerícolas, tornando-se essencial para evitar perdas na produção. Técnicas simples, aplicadas de forma correta, podem reduzir de forma significativa os impactos negativos das baixas temperaturas sobre as hortaliças.

    Entre as medidas recomendadas estão o uso de coberturas físicas, como túneis e estufas, a irrigação adequada em horários estratégicos, além da escolha de cultivares mais tolerantes ao frio. A orientação técnica especializada dos extensionistas da Emater/RS-Ascar é uma aliada fundamental para que os agricultores consigam adaptar o manejo às condições climáticas adversas, preservando a produtividade e a qualidade dos alimentos, e garantindo renda para as famílias produtoras.

    “Nos cultivos protegidos, o risco de a produção ser afetada pelos eventos climáticos é menor, porque o ambiente é regulado, entre um ou dois graus acima da temperatura externa, o que é suficiente para evitar esse efeito da geada nas hortaliças”, destaca Paulus.

    Algumas hortaliças, como alface, rúcula, couve, espinafre e outras folhosas, são mais sensíveis às variações bruscas de temperatura e, por isso, exigem atenção redobrada durante os períodos de geada. O planejamento da produção, com base nas previsões meteorológicas e no calendário, também é uma ferramenta importante para a tomada de decisão no campo.

    “A Emater orienta os produtores e atende às demandas conforme solicitado, com foco no acompanhamento técnico e na divulgação de tecnologias que possibilitem o cultivo em ambiente protegido, além do manejo adequado da irrigação, que é importante fator nesse contexto”, complementa o extensionista.

    A Emater/RS-Ascar tem atuado junto aos agricultores familiares por meio de orientações presenciais, oficinas e materiais técnicos, reforçando as ações preventivas no manejo das olerícolas. O objetivo é garantir a segurança alimentar das famílias, manter a oferta nos mercados locais e contribuir para a sustentabilidade da atividade, mesmo em condições climáticas adversa.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • O papel dos biocombustíveis na agricultura brasileira

    O agronegócio brasileiro tem se mostrado protagonista na busca por soluções que aliem produtividade e sustentabilidade. Um dos caminhos promissores para essa transformação está na adoção crescente do uso de combustíveis alternativos nas máquinas agrícolas, contribuindo para um campo mais eficiente e ambientalmente responsável.

    O Brasil tem uma matriz energética privilegiada. O etanol, por exemplo, já é uma realidade consolidada na mobilidade urbana e possui um potencial imenso no campo. O biometano, derivado de resíduos de usinas de milho e cana-de-açúcar, também se apresenta como uma alternativa estratégica: além de sustentável, ele pode ser produzido nas próprias fazendas, o que aumenta a segurança energética do produtor e reduz sua dependência da volatilidade do diesel.

    Na AGCO, estamos comprometidos em liderar essa transição energética, com uma abordagem centrada no agricultor, apoiada pela inovação tecnológica e movida pelo propósito de descarbonizar a agricultura de forma viável e eficiente. Hoje, nossas máquinas já operam com motores eletrônicos que atendem aos padrões mais exigentes de emissões, como o MAR-1, e já estamos trabalhando ativamente na próxima fase, o MAR-2, com foco na redução de Nox (óxidos de nitrogênio que contribuem para a poluição do ar) e material particulado presente nos gases liberados pelo motor durante a queima de combustível.

    Nossa engenharia está dedicada ao desenvolvimento de máquinas que operem com combustíveis renováveis. Porém, a transição energética exige muito mais do que apenas trocar o combustível, a viabilidade depende de cada componente da máquina, que precisa ser ajustado: transmissões, sistemas hidráulicos, refrigeração e eletrônica embarcada. É uma verdadeira reengenharia de toda a máquina.

    A infraestrutura também é ainda um desafio. Para que o biometano se torne uma opção viável, é necessário investimentos feitos pelos produtores em biodigestores, sistemas de armazenamento e transporte de gás. A AGCO tem atuado ao lado de clientes estratégicos para superar esses obstáculos, oferecendo consultoria técnica e desenvolvimento de soluções.

    Sabemos que o produtor rural brasileiro faz conta, investe, mas quer segurança e retorno. Por isso, mantemos projetos em parceria com grandes agricultores, com testes em campo em condições reais de operação e análise detalhada de desempenho, consumo, durabilidade e viabilidade econômica.

    Outro fator fundamental é o treinamento. A tecnologia está evoluindo rapidamente e garantir que o agricultor e sua equipe saibam operar esses novos sistemas é parte essencial da entrega de valor. Nossos programas de treinamento e suporte no pós-venda são parte relevante dessa jornada, já que o agricultor precisa entender e dominar a nova tecnologia para extrair dela os melhores resultados.

    Portanto, a transição energética é inevitável. Estamos vendo avanços importantes na mistura de biodiesel ao diesel tradicional, com perspectivas de alcançar o B20 nos próximos anos. Ao mesmo tempo, o uso do etanol em máquinas agrícolas deve crescer. A AGCO se prepara para todos esses cenários, desenvolvendo soluções para uma matriz energética agrícola diversificada e resiliente. O Brasil tem tudo para ser protagonista nesse processo. Afinal, um agro mais limpo, eficiente e inovador é bom para o produtor, para o planeta e para todos nós.

     

    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/

  • Horticultura: um pilar da agricultura familiar

    A horticultura gaúcha é diversificada e inclui a produção de frutas, verduras, hortaliças e legumes, além de outros produtos, como mandioca, milho, temperos e castanhas. Um dos fatores mais importantes da variação na produção de frutas e hortaliças é a possibilidade de colheita de uma variedade, em caso de problemas com outra, além do cultivo de alimentos que permitem colheitas rápidas.

    As principais divisões são a olericultura, fruticultura e floricultura. A olericultura se dedica ao cultivo de hortaliças, como alface, couve, tomate, cenoura, entre outras; a fruticultura, ao cultivo de frutas, como laranja, uva, melancia e banana, entre outras e, por último, a floricultura, relacionada ao cultivo de plantas e flores ornamentais e de jardim e decorativas.

    A EMATER/RS-ASCAR NA HORTICULTURA
    Como executora de políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) no RS há sete décadas, a Emater/RS-Ascar tem papel de destaque no cenário da horticultura, tema que faz parte dos 11 focos estratégicos da Instituição, promovendo conhecimento e parcerias continuados, voltados à segurança e soberania alimentar e ao abastecimento no Estado.

    O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Gervásio Paulus, destaca o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), prática incentivada pela Instituição, com o objetivo de melhorar a saúde das plantas e a fertilidade química, física e biológica dos solos. Nesse sistema são definidas as lavouras de estudo, de forma participativa com os agricultores, em torno de propósitos e metas comuns. “Ao invés de preparar o solo pelo sistema convencional, o Plantio Direto utiliza plantas nas quantidades e no momento adequado ou no mais próximo do ideal, evitando, dessa forma, tanto a falta como o excesso desses nutrientes no solo e na planta”, explica Paulus.

    A Emater/RS-Ascar prioriza o conhecimento desenvolvido a partir da vivência dos agricultores e com foco no mercado local, levando orientações sobre boas práticas de cultivo, como a importância de uma adubação equilibrada e o uso de mudas e sementes de qualidade, para garantir melhor germinação e desenvolvimento das plantas, bem como estratégias de irrigação e de controle de pragas e doenças.

    AGRICULTURA FAMILIAR E PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE HORTALIÇAS
    No Rio Grande do Sul, o plantio de frutas e hortaliças tem sido uma opção cada vez mais lucrativa para pequenos agricultores, uma vez que não requer produção em escala. A produção agrofamiliar é responsável por dois terços da produção de frutas, verduras e legumes da horticultura em todo o país, ocupando a terceira posição entre os maiores produtores mundiais de frutas, sendo mais da metade destinada a consumidores internos. Além disso, os investimentos nesse segmento permitem que, além da venda direta da fruta, produtos secundários sejam produzidos, como polpas, geleias e conservas, entre outros.

    Segundo o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Igor De Bearzi, “o cultivo de hortaliças tem, pelo menos, três dimensões que traduzem sua importância na segurança alimentar: a produção de alimentos saudáveis – fonte de vitaminas e minerais, maior capacidade de geração de renda em relação a outros cultivos, uma vez que possibilita maior aproveitamento da área de plantio, e a permanência dos produtores no meio rural, promovendo a sucessão familiar e mais oportunidades para o jovem no campo”.

    O produtor rural Romerito Assis Vodzik cultiva pimentão, berinjela, pimenta, vagem e tomate-cereja em sua propriedade de três hectares em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Sua produção é comercializada na Ceasa/RS e no comércio local. Assessorado pela Emater/RS-Ascar, ele destaca o trabalho conjunto em sua lavoura de hortaliças, especialmente no enfrentamento aos eventos climáticos recentes. “Às vezes temos uma boa colheita, mas também temos momentos em que produzimos apenas para cobrir as despesas da propriedade. A Emater contribui de forma significativa, trazendo orientações sobre o clima, análise de solo, conhecimento sobre pragas, entre outros, e nos ajuda a efetuar mudanças que se refletem em nossos resultados”, diz.

    INVESTIMENTO EM CAPACITAÇÃO
    A horticultura demanda conhecimentos específicos sobre as características das plantas, as condições ideais de cultivo, técnicas de manejo, prevenção e controle de pragas e doenças, aliados a habilidades em planejamento e gestão.

    A capacitação é um dos destaques da atuação da Emater/RS-Ascar há mais de três décadas e representa uma oportunidade de adquirir conhecimento técnico com aplicação prática no campo, contribuindo para uma produção mais sustentável e lucrativa. Atualmente, a Instituição mantém oito centros de treinamento em todo o Estado dedicados à capacitação dos extensionistas e dos produtores rurais, e estão localizados em Bom Progresso, Canguçu, Caxias do Sul, Erechim, Montenegro, Não-Me-Toque, Nova Petrópolis e Teutônia.

    O Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam), por exemplo, sedia o Curso de Horticultura Agroecológica. O de Nova Petrópolis (Cetanp) oferece cursos como o de Fruticultura Básica Pomar Doméstico, Viticultura Itinerante e o de Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares. Já o de Teutônia, Produção de Morango e de Tomate em Substrato/Sem o Uso e Sem Resíduo de Agrotóxico. Cada unidade de formação procura atender à demanda regional e local, oferecendo cursos de capacitação aos agricultores familiares. Desde o início das ações de capacitação, em 1995, mais de 35 mil pessoas já passaram pelos cursos oferecidos pela Emater/RS-Ascar.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Ministério da Agricultura amplia número de estações meteorológicas no país

    Mapa deve investir R$ 150 milhões na modernização do Inmet

     

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a instalação de novos transmissores para modernizar a rede de mais de 600 estações meteorológicas do país. A primeira etapa ocorre no Rio Grande do Sul, onde 98 unidades estão sendo instaladas ou substituídas, segundo o diretor do Inmet, Carlos Alberto Andrade e Jurgielewicz.

    “O estado já contava com 44 estações, que agora recebem equipamentos mais modernos. Também estão sendo implantadas novas estações em outras localidades, em resposta aos eventos climáticos extremos recentes”, explicou. A previsão é concluir as instalações no estado até o fim do terceiro trimestre de 2026.

    Entre as cidades que já receberam os novos equipamentos no Rio Grande do Sul estão Campo Bom, Canela, Porto Alegre e Teutônia, que passaram por retrofit, ou seja, tiveram estações antigas modernizadas. Também foram instaladas novas estações meteorológicas em localidades que antes não contavam com esse serviço, como Butiá, Cachoeirinha, Caxias do Sul , Charqueadas, Eldorado do Sul, Montenegro, Morro Reuter, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula, Sapucaia do Sul, Sertão Santana e Taquari.

    A nova tecnologia permite transmissões mais rápidas e seguras, reduzindo o intervalo de envio de dados de uma hora para 15 minutos em situações de emergência

    “A instalação desses transmissores moderniza a coleta e o envio de dados meteorológicos. Com isso, conseguimos trabalhar de forma mais ágil e confiável”, destacou Camilo Mussi, subsecretário de Tecnologia da Informação do Mapa. Ele lembrou que antes as informações eram atualizadas apenas uma vez por hora. “Agora podemos requisitar dados a cada 15 minutos, o que é essencial em eventos extremos e ajuda a prevenir desastres”.

    Investimento e modernização

    O plano de modernização do Inmet conta com investimento de R$ 150 milhões. Os recursos serão aplicados na instalação das 98 estações no Rio Grande do Sul, na ampliação do monitoramento e na atualização tecnológica de toda a rede.

    Entre as melhorias previstas estão a substituição de equipamentos analógicos por sistemas automáticos, capazes de coletar e registrar dados meteorológicos e de solo em tempo real. O projeto também prevê a integração dessas informações com as Superintendências Federais de Agricultura e Pecuária (SFAs), ampliando o uso dos dados no planejamento agropecuário.

    Para reforçar a infraestrutura de transmissão, o Inmet firmou parceria com a Telebras. Além disso, o Instituto passará a ter status de secretaria do Mapa, ampliando sua capacidade de atuação diante das demandas da agropecuária e das mudanças climáticas.

    Com dados mais completos e em tempo real, a modernização vai beneficiar produtores rurais, pesquisadores, gestores públicos e toda a sociedade. Essas informações são essenciais para decisões sobre plantio, colheita e prevenção de perdas causadas por fenômenos extremos.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cinco falhas que mais param as colheitadeiras e como evitá-las

    Rompimento de correias lidera o ranking de problemas nesse tipo de máquina; confira os demais

     

    Em uma jornada de sete horas, é possível colher cerca de 29 toneladas de soja. Assim, caso a máquina esteja parada, o prejuízo diário pode chegar a quase R$ 450 mil, conforme estimativas da indústria.

    Contudo, o impacto não se limita ao rendimento da produção, mas inclui também perdas com caminhões parados e operadores ociosos, sem contar o risco de perda de qualidade dos grãos, que devem ser colhidos no ponto ideal.

    Portanto, entender quais são os principais pontos de atenção na colheitadeira antes do início da operação e como preveni-los é essencial para garantir o desempenho das máquinas no campo. Pensando nisso, o coordenador de pós-venda Massey Ferguson Edison Souza listou as cinco falhas mais recorrentes que causam paradas durante a safra:

    Rompimento de correias: esse tipo de falha pode ser mais grave do que parece. Em determinados modelos, algumas correias quando se rompem podem levar ao rompimento das demais que estão próximas, comprometendo todo o sistema.
    Falhas no sistema de corte: componentes como caixa de navalha, dedos do molinete e facas da navalha estão entre os que mais sofrem desgaste, especialmente, se não passarem por revisão adequada.

    Rolamentos danificados: as falhas relacionadas aos rolamentos são as que podem demorar mais tempo para corrigir, pois muitas vezes em função destas falhas, ocorre a quebra de engrenagens, carcaças ou outros componentes do sistema envolvido.
    Problemas nos redutores finais: vazamentos e falhas em rolamentos nos redutores finais afetam diretamente a tração e movimentação da máquina, sendo difíceis de corrigir durante a operação em campo.

    Defeitos nos sistemas hidráulico e elétrico: bombas hidráulicas e sensores de rotação e plataforma também são vulneráveis quando não recebem a manutenção preventiva necessária, afetando o desempenho da colheitadeira.

    Souza lembra que para prevenir as falhas, é fundamental realizar a manutenção preventiva. “Muitos produtores deixam para fazer manutenção apenas quando a máquina quebra. É a chamada manutenção corretiva, que ocorre no pior momento possível, no meio da lavoura. O ideal é agir com antecedência, na entressafra, com base no histórico da máquina”, recomenda.

    Segundo ele, a revisão preventiva, além de reduzir o risco de paradas inesperadas, diminui custo e permite um planejamento técnico mais eficiente. “Ao corrigir de forma preventiva apenas os componentes desgastados, evita-se a quebra de outras peças do mesmo sistema, o que gera economia na manutenção, além de permitir um melhor planejamento e execução por parte da concessionária”, detalha.

    De acordo com o especialista da Massey, outro fator que merece atenção é o diesel, já que o combustível contaminado é um dos principais causadores de problemas durante a colheita.

    Quando não tratado, o diesel pode gerar problemas no sistema de injeção, começando com a saturação do filtro e perda de potência do motor. Em casos mais graves, atinge bombas injetoras e bicos injetores. O custo para realizar o tratamento é muito baixo se comparado ao risco que representa”, alerta.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Smartcoop é destaque em evento do Centro de Inteligência do Agronegócio promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS

    A plataforma Smartcoop foi um dos destaques do encontro promovido nesta quinta-feira (24) pelo Centro de Inteligência do Agronegócio do RS (Centro Agro), realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O evento reuniu representantes de entidades públicas, cooperativas, universidades, empresas e organizações do setor agropecuário, com o objetivo de avançar na agenda de inovação e fortalecer entregas previstas para 2025.

     

    Durante o painel “Casos e resultados no agro gaúcho”, a Smartcoop foi apresentada como uma solução que vem contribuindo para qualificar a gestão no campo e ampliar o acesso à tecnologia por mais de 18 mil produtores cooperados do Rio Grande do Sul. A plataforma integra informações, apoia a tomada de decisões, democratiza o acesso a ferramentas modernas e tecnológicas de gestão, promovendo a inclusão digital nas propriedades rurais.

     

    A apresentação foi conduzida pela gerente de Operações da CCGL, Silvana Trindade, que destacou os impactos positivos da Smartcoop na rotina dos produtores. “A plataforma tem como premissa entregar gestão através das funcionalidades das mais diversas áreas, que vão desde a propriedade digital, manejo agrícola, manejo do rebanho, gestão financeira,  rastreabilidade, acesso aos boletins técnicos da Pesquisa RTC, NF-e, comercialização, mapas de predições, previsão do tempo no talhão, tudo isso de forma prática e objetiva, respeitando a realidade de quem está no campo. Além disso, conseguimos atrair os jovens a permanecer na propriedade rural e auxiliar na tomada de decisões efetivas. Isso significa transformar tecnologia em ferramentas úteis para o dia a dia da produção”, afirmou.

     

    O evento foi promovido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Na abertura, as autoridades destacaram a importância da articulação entre os setores público e privado para tornar o Rio Grande do Sul referência em inteligência e tecnologia no agronegócio até 2035.

     

    Para a CCGL, a participação no evento reafirma o compromisso com a transformação digital no meio rural, apoiando o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da gestão das propriedades por meio de soluções tecnológicas acessíveis.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Próxima semana tem previsão de retorno de chuva forte ao Estado

    A previsão do tempo para a próxima semana no Rio Grande do Sul indica o retorno de chuva forte. A partir de quinta-feira (24/7), a previsão meteorológica indica nebulosidade e pancadas de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de chuva forte no Noroeste e Norte do Estado.

    As informações atualizadas constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 30/2025 produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com Emater/RS-Ascar e Irga.

    Sexta-feira (25): a nebulosidade seguirá predominando, com chuvas fracas e isoladas nos setores Leste e Norte.

    Sábado (26) e domingo (27): a passagem de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados e altos volumes acumulados.

    Segunda-feira (28): ainda ocorrerá grande variação da nebulosidade, com pancadas de chuva na Metade Leste e na faixa Norte.

    Terça (29) e quarta-feira (30): o ingresso de uma massa de ar seco e frio afastará as instabilidades e manterá o tempo firme, com declínio das temperaturas em todo Estado.

    Os volumes previstos podem oscilar entre 30 e 50 mm na maioria das áreas. Nos setores Norte e Leste devem variar entre 60 e 80 mm e podem alcançar 100 mm em alguns municípios.

    O boletim também informa a situação de diversas culturas e criações de animais pelo Estado. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em  www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) completa cinco anos com mais de 100 estações próprias

    Elas abrangem todas as regiões do Rio Grande do Sul

     

    Quando foi criado, em 20 de julho de 2020, o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tinha uma meta: possuir 100 estações meteorológicas próprias, do governo do Rio Grande do Sul, que abrangessem todo o território gaúcho. Cinco anos depois, a meta foi ultrapassada. Hoje, são 102 estações. “Ele é um sistema, um órgão consolidado no escopo do agronegócio. Uma rede robusta de coleta de dados”, afirma com satisfação o coordenador do Simagro e meteorologista Flávio Varone. A sede fica no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Sistemas Integrados e Meteorologia Aplicada (Cesimet), vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, em Hulha Negra.

    “Atualmente, nós geramos produtos específicos para o setor do agronegócio, mas também produtos para a comunidade em geral, como previsão do tempo, possibilidade de chuvas fortes, que podem ser utilizados para as mais diversas vertentes, como na economia e no vestuário”, explica Varone. “Hoje você pode utilizar as informações de Simagro para diversas áreas”, garante.

    Segundo Varone, o que o moveu a fazer o projeto do Simagro foi o fato de o Rio Grande Sul não ter um sistema próprio de estações meteorológicas, de coleta de dados, de desenvolvimento de produtos meteorológicos. “O Estado não tinha um centro específico para gerar informações regionalizadas. Isso me motivou no início”, conta o meteorologista. “Desde que entrei na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, a extinta Fepagro, em 2011, sempre tentei colocar esse projeto em andamento, o que só foi possível em 2020, com a instalação de 20 estações, que geraram os primeiros produtos. A primeira foi instalada em Pinheiro Machado”, relembra.

    Varone destaca que o primeiro índice gerado foi o de aplicação do herbicida 2,4-D, quando foi feita a previsão horária de até cinco dias. “O produtor podia se organizar para fazer aplicação nos melhores horários com as condições meteorológicas favoráveis”, relata.

    “Depois foi aumentando essa gama de índices. Hoje temos índice para ocorrência de ferrugem asiática na soja; índice de conforto térmico animal; chill index para ovinos; índice de produtividade para as culturas da soja, trigo, arroz, feijão e milho; probabilidade de ocorrência de geadas; índice de incêndio que, em época de estiagem, projeta as áreas com possibilidade de incêndio no Rio Grande do Sul, entre vários outros. O que é de extrema importância para dar suporte ao segmento agropecuário do Estado. Todas essas informações podem ser conferidas no site simagro.rs.gov.br. E, em breve, estarão disponíveis também em um aplicativo”, adianta Varone.

    De acordo com o meteorologista, nos últimos três anos o Simagro recebeu recursos do programa Avançar na Agricultura, do governo do Estado. “A partir daí o Sistema foi consolidado e instalamos o restante das estações, chegando, em 2025, a 98 instaladas pelo Simagro, mais quatro que são do Alerta Videiras, uma parceria com o Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), totalizando 102 estações instaladas”.

    Varone acrescenta que ainda há a previsão de instalação de mais duas estações do Simagro. “E, no ano que vem, provavelmente, deveremos receber outras vinculadas a projetos de outras instituições parceiras que vão aumentar ainda mais a densidade dessa nossa rede de captação de dados meteorológicos”, acredita.

    Uma das 102 estações está na propriedade da empresa Vimaer Aviação Agrícola Ltda, em Itaqui, desde 2020. O sócio-administrador e piloto agrícola Valdinei Silva de Paula conta que, a partir da instalação, passaram a ter mais subsídios nas questões meteorológicas. “Isso propicia tomadas de decisões mais assertivas em relação à programação de nossas aplicações, tanto no dia em questão como nos trabalhos dos dias seguintes. Ficamos sabendo da possibilidade ou não de chuvas, direção e velocidade dos ventos, temperatura ambiente, umidade relativa do ar, enfim, os parâmetros básicos que norteiam a decisão de realizar uma operação ou aguardar uma melhor condição”, explica De Paula.

    A Vimaer, fundada em 2010, presta serviços agrícolas em dois municípios da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sulo: Itaqui e Maçambará. “Fazemos pulverização aérea de herbicidas, inseticidas, fungicidas, acaricidas, adubo foliar e fertilizantes líquidos. Aplicações aéreas de ureia granulada, adubo e cloreto, além de semeaduras aéreas de azevém, aveia, trevo, cornichão e arroz”, detalha De Paula.

    Próximos passos

    Para um futuro próximo, a ideia é consolidar o Simagro como um órgão de pesquisa de aplicação das condições meteorológicas, de clima e tempo no setor agropecuário. É o que espera Varone. “Aqui no Cesimet, queremos gerar novos índices, existem vários ainda, de diversas culturas, além da parte de pecuária também para serem desenvolvidos”, adianta. “Já desejamos começar grandes parcerias com outras instituições para alcançar esse objetivo”.

    Sobre o Simagro

    O Simagro-RS visa ao monitoramento climático no Rio Grande do Sul, com a elaboração de produtos e informações para viabilizar o planejamento e atuar como suporte para medidas de curto, médio e longo prazo no setor agropecuário do Estado.

    As estações meteorológicas automáticas instaladas para adensamento da rede de sensores existente no Estado são utilizadas no monitoramento climático e no uso correto de produtos fitossanitários. O Simagro-RS também conta com modelos de tempo e clima, onde são gerados produtos agrometeorológicos para todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul.

    O Sistema disponibiliza os produtos gerados pelo modelo meteorológico com resolução de 25 quilômetros, que proporciona previsões para um cenário de até 15 dias. O modelo regional anterior, com resolução de 3 quilômetros e previsão de índices agroclimáticos para um horizonte para cinco dias, está sendo substituído por um de 1 quilômetro para sete dias.

    O projeto tem a finalidade de estabelecer uma relação de proximidade com o setor agropecuário do Rio Grande do Sul, onde a Seapi fornece a estação, e o produtor entra com uma estrutura para fixação do equipamento e internet para envio dos dados coletados. O produtor/parceiro acessa os dados da sua propriedade num aplicativo gratuito, e as informações de todas as estações são disponibilizadas no site simagro.rs.gov.br.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Sebrae orienta pequenos produtores no acesso ao microcrédito

    Com orientação do Sebrae, pequenos produtores aprendem como obter microcrédito para investir e fortalecer o seu negócio no campo.

    Ter um bom projeto, saber onde procurar ajuda e entender como funciona o crédito são passos fundamentais para o pequeno produtor rural que quer crescer. O microcrédito rural é uma porta de entrada para muitos negócios no campo e o Sebrae tem sido um dos principais aliados nessa caminhada.

    O que é microcrédito rural?

    O microcrédito rural é uma modalidade de crédito voltada especialmente para pequenos agricultores, produtores familiares e empreendedores do campo, com valores reduzidos, juros baixos e condições facilitadas de pagamento.

    Além disso, o microcrédito é pensado para atender às necessidades específicas da agricultura de menor escala.

    Os recursos podem ser usados para:

    • Compra de insumos e ferramentas
    • Melhorias na propriedade rural
    • Pequenos investimentos em agroindústrias
    • Diversificação de culturas ou criação de animais

    Ou seja, trata-se de um recurso valioso para quem deseja impulsionar a produção sem comprometer o orçamento.

    O papel do Sebrae no processo

    Muitos produtores têm dificuldade de acesso ao crédito por não saberem como apresentar seu negócio ou como comprovar sua capacidade de pagamento. Por isso, o Sebrae entra como um parceiro estratégico, oferecendo apoio direto e gratuito em várias frentes.

    Confira alguns dos serviços prestados:

    • Orientação sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)
    • Elaboração de plano de negócio simples
    • Capacitações sobre crédito consciente
    • Encaminhamento para instituições financeiras parceiras

    Como acessar esse apoio?

    Atualmente, o atendimento pode ser feito tanto de forma presencial quanto online. Dessa forma, fica mais fácil para o produtor buscar informações, mesmo estando em áreas rurais.

    • Presencialmente: em escritórios regionais ou em parceria com sindicatos e associações
    • Pelo telefone 0800 570 0800
    • No site oficial: sebrae.com.br
    • Aplicativo Sebrae (disponível nas lojas de apps)

    Ainda que o valor seja modesto, o microcrédito é o pontapé inicial para transformar ideias em renda no campo. Com isso, o produtor tem a chance de testar uma nova atividade, investir em melhorias ou até iniciar sua formalização como MEI rural.

    Mais do que acesso ao crédito, o Sebrae oferece conhecimento. Ou seja, o produtor pode aprender a vender melhor, controlar custos, diversificar a produção e crescer com segurança.

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/
  • Soja no auge? Oleaginosa pode turbinar o PIB em 2025 e levar o agro às alturas

    Segundo Cepea/Abiove, safra em alta, processamento em alta e aumento na criação de empregos impulsionam a cadeia da soja neste ano

    A cadeia de soja e do biodiesel deve registrar um crescimento expressivo de quase 11% em 2025, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Com esse desempenho, o setor poderá representar 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional ainda neste ano.

    De acordo com os pesquisadores, o crescimento está diretamente relacionado a uma série de fatores positivos, como a safra recorde no Brasil, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e o aumento no processamento da oleaginosa, que acompanha o avanço na mistura obrigatória de biodiesel (B14 e B15). A demanda firme por óleo de soja também tem sustentado a atividade industrial em níveis elevados.

    Expansão em toda a cadeia

    Os números apontam crescimento em praticamente todos os segmentos da cadeia. Dentro da porteira, o PIB do segmento deve avançar 24,11%. Já a agroindústria apresenta alta mais modesta, de 3,21%, enquanto os agrosserviços devem crescer 8,24%, impulsionados pelo volume recorde da produção e do processamento. O setor de insumos também avança, com alta de 3,17%.

    O estudo destaca ainda que o PIB gerado por tonelada de soja processada pode ser 4,4 vezes superior ao gerado pela soja exportada in natura, refletindo o ganho de valor agregado na cadeia.