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julho 2025

  • Cooperativa rural fortalece pequenos produtores no campo

    Com apoio do Sebrae, o cooperativismo no campo fortalece a produção, reduz custos, melhora a renda e abre portas para mercados mais exigentes

     

    Com o apoio de instituições como o Sebrae, o cooperativismo rural tem se consolidado como uma importante alternativa para pequenos produtores que buscam mais competitividade, acesso a mercados e renda com previsibilidade. De acordo com Joaci Medeiros, especialista do Sebrae, a organização por meio de cooperativas traz ganhos expressivos aos empreendedores do campo.

    O tema ganha ainda mais relevância com a celebração do Dia Internacional das Cooperativas, comemorado anualmente no primeiro sábado de julho. Em 2025, a data será lembrada no dia 5 de julho, destacando a importância das cooperativas no desenvolvimento econômico e social em todo o mundo, especialmente no campo.

    “Ao se organizarem por meio de uma cooperativa, os pequenos empreendedores rurais passam a atuar de forma coletiva e integrada, o que amplia sua capacidade de oferta, possibilita a padronização de produtos e fortalece seu poder de barganha”, afirma.

    Além de promover o fortalecimento da produção, as cooperativas também viabilizam acesso a serviços que, de forma individual, seriam economicamente inviáveis. Isso inclui desde capacitação técnica até estrutura de logística e canais de comercialização.

    “Importante ressaltar ainda que no cooperativismo também é oferecido suporte técnico e logístico, o que favorece o acesso a mercados mais exigentes, melhora as condições de comercialização e reduz ou elimina a dependência de intermediários, resultando em melhores preços e maior previsibilidade de renda”, completa Joaci.

    Cada vez mais, produtores rurais têm percebido que o caminho coletivo pode ser o diferencial entre a estagnação e o crescimento sustentável no campo. Ao unir forças em cooperativas, eles transformam a realidade local, agregam valor à produção e conquistam autonomia na tomada de decisões.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Silagem ensacada de milho: usar inoculante é investimento certo para pecuaristas

    Especialista alerta para os riscos da silagem sem inoculante, especialmente no sistema ensacado, e garante: “É essencial para manter qualidade e evitar perdas”.

     

    A silagem de milho ensacada tem ganhado espaço entre os pecuaristas pela praticidade, mas ela exige cuidados especiais para garantir a qualidade do alimento fornecido ao gado.

    Um deles é o uso do inoculante, tema abordado no quadro Giro do Boi Responde, exibido na quarta-feira (2) no programa Giro do Boi, em resposta à dúvida do produtor Clenilton Brilhante, de Xinguara (PA).

    Com mais de 40 anos de experiência, o zootecnista Edson Poppi foi direto: “Indico sim. É muito importante”.

    Segundo ele, o inoculante é ainda mais necessário na silagem ensacada por conta do maior risco de entrada de oxigênio, o que pode comprometer a fermentação e aumentar perdas nutricionais.

    Riscos do ar e vantagens do inoculante

    Poppi explicou que, ao contrário do silo trincheira bem compactado, o sistema ensacado está mais exposto a pequenas falhas na vedação.

    Você está ensacando o material e a entrada de ar é praticamente inevitável”, reforçou.

    Isso torna o ambiente favorável à proliferação de fungos e bactérias indesejáveis.

    inoculante certo ajuda a acelerar o abaixamento do pH, garantindo uma fermentação eficiente e controlada.

    O resultado? Menor risco de esquentamento, mofo e deterioração da silagem, o que mantém o valor nutritivo e evita prejuízos.

    Mais valor no mercado e confiança no produto

    Para quem comercializa silagem, o inoculante também agrega valor. Uma silagem estável, nutritiva e bem conservada se destaca no mercado e transmite mais confiança ao comprador.

    “É um diferencial competitivo, principalmente quando falamos de silagem ensacada, que é mais sensível”, afirma Poppi.

    Além disso, o custo do inoculante é pequeno diante do ganho em qualidade e da redução nas perdas.

    Cuidado na escolha do produto

    Nem todo inoculante é igual, alerta Poppi. “Procure sempre por marcas de empresas idôneas e com tradição no mercado”, orienta.

    Isso garante um produto confiável e resultados consistentes no campo. Ele também reforça que o uso do aditivo não substitui os cuidados com compactação e vedação, mas sim complementa o processo.

    Vedação mal feita, saco furado e higiene precária podem colocar tudo a perder. Por isso, o inoculante atua como uma “segurança extra” no sistema ensacado.

    Resultado no cocho: mais produtividade e saúde para o rebanho

    Uma silagem com fermentação bem conduzida melhora a eficiência alimentar dos animais, reduz distúrbios digestivos e impacta diretamente na produtividade, tanto na engorda quanto na produção de leite.

    Segundo Poppi, o produtor que usa inoculante de forma correta vê o retorno na ponta do lápis — e também no desempenho do gado.

    “Com inoculante, você tem um produto que não esquenta, não mofa e mantém seu valor nutritivo. É essencial para quem quer garantir resultado, seja para uso próprio ou para comercialização”, finaliza o zootecnista.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Antecipação e reforço chaves para o controle eficiente de doenças do milho

    O milho é um cereal estratégico para o Brasil, sendo a segunda maior cultura agrícola do país. O incremento das áreas irrigadas e cultivos sucessivos de milho na mesma área, no entanto, criam condições ideais para o desenvolvimento de várias doenças, principalmente aquelas causadas por fungos necrotróficos.

    Tradicionalmente, a recomendação era iniciar a aplicação de fungicidas em estádios mais avançados da planta, como V10 (décima folha visível) ou até mesmo na fase reprodutiva (R1). Nos últimos anos, ensaios de campo e pesquisas agronômicas têm demonstrado que iniciar o manejo com aplicações precoces (V4-V6) traz melhor desempenho no controle de doenças e ganho de produtividade.

    Com isso, evidenciou-se a necessidade de estratégias de manejo mais adequadas e baseadas em informações consistentes, capazes de reduzir a incidência de doenças foliares. A Rede Técnica Cooperativa (RTC) realizou um estudo com o objetivo avaliar os efeitos da antecipação da aplicação de fungicidas no milho e os impactos da inclusão de reforços no programa de manejo, por meio do uso complementar de fungicidas multissítios, biofungicidas e indutores de resistência, visando melhorar a eficiência no controle de doenças.

    O ensaio foi conduzido no campo experimental da CCGL, em Cruz Alta. Foram realizadas aplicações de fungicidas no perfilhamento e no emborrachamento do trigo em todos os tratamentos e na testemunha. As avaliações de giberela foram realizadas através da coleta manual de 100 espigas por parcela experimental.

    Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul tem novo recorde

    Mais de quatro milhões de pessoas no estado são associadas a cooperativas que, juntas, geram quase 80 mil empregos

    O desempenho das cooperativas do Rio Grande do Sul foi positivo em 2024, com novo recorde de faturamento, informou o Sistema Ocergs em coletiva desta terça-feira (1).

    O crescimento em comparação a 2023 foi de 8,4%, chegando a R$ 93,2 bilhões. Em sobras aos cooperados, foram distribuídos mais de R$ 5 bilhões no ano passado.

    O levantamento leva em consideração dados como faturamento, sobras, patrimônio e ativos referentes a cada um dos ramos de atuação das mais de 370 cooperativas gaúchas.

    “Nós ultrapassamos todas as nossas expectativas, mas foi fruto de um trabalho de muita resiliência, de muita profissionalização, de buscar share de mercado, de buscar outras alternativas econômicas quando o grão não deu mais viabilidade porque não tinha mais volume. Essas alternativas todas conseguiram fazer esse crescimento do cooperativismo”, declarou o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann.

    No Rio Grande do Sul são mais de quatro milhões de pessoas associadas a cooperativas, quase 1/3 da população do estado. Juntas, geram mais de 78 mil empregos, sendo que a agropecuária, com 93 cooperativas, responde por importante fatia do total de receita e também de vagas geradas.

    Em 2024, esse segmento ligado ao agro movimentou quase R$ 50 bilhões, alta de 2,4% ante o período anterior. Apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentadas pelas perdas na safra de grãos, a produção de proteína animal e o arroz ajudaram a puxar a alta.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Bebedouro no centro do pasto garante mais peso no gado e menor custo

    O veterinário Fernando Loureiro orienta sobre o melhor local para instalar o bebedouro e melhorar o desempenho do rebanho no piquete

    Saber onde instalar o bebedouro no pasto pode parecer um detalhe, mas é uma decisão que influencia diretamente a produtividade do rebanho.

    No programa Giro do Boi, o médico-veterinário Fernando Loureiro, especialista em sistemas de água para bovinos, explicou que o melhor posicionamento do bebedouro é no centro do piquete.

    Segundo Loureiro, quanto menor a distância até o ponto de água, menor o esforço dos animais para se hidratar, o que preserva energia e favorece o ganho de peso.

    “Se o bebedouro estiver a mais de 750 ou 800 metros, muitos animais deixam de ir até ele. Isso desuniformiza o pastejo e gera perda de desempenho”, alerta.

    Centralizar o bebedouro melhora o pastejo e o bem-estar do rebanho

    Quando o bebedouro é instalado no centro do piquete, o rebanho tende a se manter em um raio de 300 a 400 metros, o que ajuda a manter o pastejo uniforme.

    Esse comportamento evita áreas “rapadas” próximas da água e pastos mal aproveitados nas bordas.

    Além disso, quanto mais distante o ponto de água, mais o animal caminha ao longo do dia — o que representa gasto de energia que poderia ir para a produção de carne.

    O problema se agrava em sistemas intensivos, nos quais o gado pode beber água até 8 vezes por dia.

    Em sistemas intensivos, atenção redobrada com a aguada

    Em áreas de manejo extensivo, os bovinos costumam beber de 3 a 4 vezes ao dia. Já nos piquetes menores e mais intensivos, o consumo de água aumenta e, por isso, é ainda mais importante manter o bebedouro acessível e bem posicionado.

    O veterinário reforça que formato e simetria do piquete também influenciam. Pastos mais regulares facilitam a centralização da aguada, evitando que o gado pasteje excessivamente perto do bebedouro e negligencie outras áreas.

    Redução de custos e mais facilidade no manejo diário

    O posicionamento correto do bebedouro não só impacta o ganho de peso, como também pode reduzir os gastos com suplementação.

    Isso porque o gado aproveita melhor os nutrientes quando caminha menos e consome mais água de forma equilibrada.

    Além disso, centralizar o ponto de água facilita o manejo diário e a observação dos animais, contribuindo para um controle sanitário mais eficiente e uma rotina mais prática no campo.

    Água bem posicionada, lucro garantido

    Loureiro deixa o recado: improvisar no local do bebedouro é erro comum e caro.

    A água é o nutriente mais importante da dieta bovina, e garantir seu acesso de forma fácil e constante é uma estratégia simples que dá resultado.

    Pequenas decisões no manejo podem ter grande impacto no bolso do pecuarista.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Plano Safra: setor vê gargalos na execução e alerta para juros elevados

    Programa amplia recursos para custeio e Pronamp, mas queda em investimentos e juros elevados geram cautela

    O governo federal anunciou nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado à agropecuária empresarial, com volume recorde de R$ 516,2 bilhões. O montante representa alta nominal de 1,5% frente aos R$ 508,6 bilhões do ciclo anterior. No entanto, descontada a inflação acumulada de 5,32% desde o último anúncio, não há ganho real.

    “Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante o lançamento do programa, em Brasília.

    Os recursos para custeio e comercialização cresceram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões, refletindo o foco em linhas de curto prazo, diante de juros elevados. Já os investimentos recuaram de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, em meio à cautela dos produtores rurais.

    As taxas de juros também subiram, acompanhando a alta da Selic de 10,5% no lançamento do Plano Safra passado para os atuais 15% ao ano. Para custeio, médios produtores terão juros de 10%, enquanto demais produtores pagarão 14%. No caso dos investimentos, as taxas variam entre 8,5% e 13,5% ao ano.

    Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), avaliou que, mesmo com o esforço para conter aumentos, as condições continuam desafiadoras. “O Plano Safra agora tentou minimizar esse problema. O Moderfrota subiu de 11,5% para 13,5%, um aumento de 2 pontos percentuais. É um juro alto, mas ainda mais barato que os 20% a 22% do mercado. Mesmo assim, muito agricultor vai esperar para comprar máquina ou comprar à vista”, disse.

    Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, o aumento de recursos para armazenagem é positivo, mas há gargalos na execução. “Passa para R$ 8,2 bilhões, o que seria bom se fosse empregado na sua totalidade. Mas, muitas vezes, apenas 70% são utilizados, e no caso do PCA [Programa para Construção e Ampliação de Armazéns], apenas 50% foram efetivados no ano passado. Grandes grupos conseguem pegar esse recurso, mas o produtor fica refém dos cerealistas. É importante que o Banco do Brasil e o BNDES efetivem esses recursos para o produtor ter armazenagem na fazenda”, defendeu.

    Na área de pesquisa, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, destacou a evolução das políticas para custeio sustentável. “A Embrapa vem trabalhando junto ao governo na transição ecológica, criando índices e métricas para agricultura tropical que sirvam de parâmetro para políticas públicas como o Plano Safra”, disse. Ela informou que a empresa realiza pilotos de zoneamento agrícola de manejo sustentável no Paraná e Mato Grosso do Sul, com quatro níveis de práticas agrícolas para subsidiar políticas futuras.

    O coordenador do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, avaliou que o cenário macroeconômico limitou os recursos. “Houve majoração das principais linhas de 1,5% a 2%, principalmente armazenagem, um gargalo do setor. Esses custos fazem o produtor recalcular investimentos de longo prazo”, disse.

    Já Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, destacou a importância do crédito para a fruticultura. “O custeio é caro para produção de frutas. Estamos lutando para continuar como terceiro maior produtor de frutas do mundo. Ninguém gosta de juro alto, mas temos recurso disponível para trabalhar”, afirmou.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, ressaltou que o Plano Safra recorde ajudará a gerar excedentes exportáveis. “Com produção recorde e mercados abertos, poderemos apoiar a segurança alimentar mundial e gerar mais emprego e receita no Brasil”, disse.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cooperativismo e meio ambiente em foco

    Cada vez mais necessário o debate na sociedade, o meio ambiente foi tema central de um fórum promovido pelo Sistema Ocergs com a FecoAgro/RS. Reunindo especialistas, representantes de cooperativas e órgãos públicos, o Fórum de Meio Ambiente do Cooperativismo Gaúcho discutiu temas estratégicos relacionados à sustentabilidade, clima e inovação no setor cooperativista.

    O Fórum de Meio Ambiente integra a estratégia do Sistema Ocergs de promover práticas sustentáveis e apoiar as cooperativas no atendimento às exigências legais e regulatórias, bem como aos compromissos assumidos com a Agenda ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento teve mais de cem inscrições de participação e foi feito em modelo híbrido. A realização presencial ocorreu no auditório da CCGL, em Cruz Alta.

    Na abertura, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, falou sobre a importância de eventos que tenham o propósito de debater o crescimento sustentável das cooperativas e as questões sociais e ambientais que norteiam os princípios do cooperativismo. Alinhado ao discurso de Hartmann, o diretor-geral da FecoAgro/RS, Sérgio Feltraco, reforçou o compromisso da parceria da federação com o Sistema Ocergs em aprofundar aos cooperados a temática de ESG.

    Sobre a programação do Fórum

    O primeiro painel foi focado à apresentação do Diagnóstico ESG, ferramenta desenvolvida pelo Sistema Ocergs para apoiar as cooperativas na gestão de indicadores ambientais, sociais e de governança. A atividade contará ainda com relatos de experiências de cooperativas como a Integrada (PR) e a Cotripal (RS).

    O fórum também teve um diálogo técnico e institucional com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O secretário adjunto da Sema, Marcelo Camardelli, falou especialmente para representantes de cooperativas agropecuárias, sobre o agravamento das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul, com chuva em excesso e estiagem. Sobre isso, Camardelli falou sobre o novo Sistema de Outorga de Água e de mudanças no regramento para garantir melhorias na irrigação em tempos de seca e para situações de excesso de chuva, como licença única para os empreendimentos de portes mínimo e pequeno e a inclusão de temas de licenciamento ambiental e recursos naturais. Cooperados aproveitaram o momento para tirar dúvidas com a Sema.

    O secretário também falou sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), importante para diversos ramos do cooperativismo. Desde 2024, o Estado utiliza a plataforma federal, mas segue responsável pela gestão dos dados. “Os desafios estão aí, precisamos fazer diferente para seguir produzindo e estamos aqui para apoiar as cooperativas e os produtores”, garantiu o secretário.

    Na parte da tarde, o evento seguiu com a participação de Eduardo Pavão, mestre em Agronegócio, que trouxe reflexões sobre o impacto das mudanças climáticas na agricultura, gestão de carbono e o futuro da produção sustentável. Na sequência, Karin W. Correa, engenheira agrônoma e especialista em Direito Ambiental, abordou a transição energética justa, com foco nos desafios e oportunidades para o setor elétrico cooperativo.

    Além dos painéis, o Sistema OCB realizou uma apresentação sobre a participação do cooperativismo na COP 30 e outras pautas ambientais relevantes. O evento também foi um espaço para articulação e planejamento do Comitê RSCOOP150bi – Ambiental e Social e do Grupo Técnico das Cooperativas Agropecuárias, reforçando o compromisso do Sistema Ocergs com o fortalecimento da agenda ambiental.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Plano Safra da agricultura familiar: setor vê avanços, mas cobra menos burocracia no crédito

    Anúncio de R$ 89 bilhões foi elogiado, mas lideranças cobram agilidade no crédito e ampliação de compras públicas

     

    O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) o Plano Safra 2025/26 da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões destinados ao setor. Do total, R$ 78,2 bilhões serão alocados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de 3% em relação à safra passada. O pacote inclui ainda recursos para seguro agrícola, assistência técnica, compras públicas e garantia de preço mínimo.

    As reações de lideranças do agro familiar foram de reconhecimento ao esforço do governo, mas também de cautela quanto à execução prática. João Prieto, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacou que a entidade havia solicitado cerca de R$ 90 bilhões. “Há um esforço da equipe econômica e do MDA para ampliar os recursos. Mas é preciso analisar quanto desse valor estará destinado a linhas equalizadas ou controladas e qual será o custo final para a agricultura familiar”, disse.

    Para Vânia Marques Pinto, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), houve avanços importantes no Pronaf e nas taxas de juros, principalmente para agroecologia e orgânicos. “Mesmo com a Selic em 15%, houve redução para 2% nesses casos, o que é muito satisfatório. O valor anunciado é significativo e viabiliza a safra, mas sempre precisamos de mais recursos para ampliar a produção”, afirmou.

    Ela também apontou desafios como a burocracia para acesso ao crédito, a necessidade de mais assistência técnica e de maior orçamento para programas de compras públicas, como PAA e PNAE. “Sem isso, o produtor pode até produzir, mas não tem para quem vender”, ressaltou.

    A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida comemorou a criação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um avanço para a transição agroecológica no Brasil. “É um sinal positivo para o mundo, principalmente com a COP30 se aproximando. Mostra que o Brasil quer enfrentar a crise climática e a dependência de agrotóxicos, investindo na saúde, no meio ambiente e na agricultura familiar”, avaliou Jakeline Pivato, secretária-executiva da campanha.

    Para o setor de máquinas agrícolas, o Plano Safra também trouxe medidas positivas. Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou a manutenção de juros baixos para aquisição de equipamentos.

    “O juro de 5% para máquinas maiores e de 2,5% para investimentos de até R$ 100 mil é muito atrativo, principalmente em um cenário de Selic alta. Além disso, o limite para investimento subiu de R$ 50 mil para R$ 100 mil, ampliando a base de agricultores que podem financiar a mecanização” – Pedro Estevão, da Abimaq

    No Paraná, Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), avaliou o anúncio como positivo, especialmente pela redução de juros para máquinas e produtos da cesta básica. No entanto, ele reforçou a importância de garantir a liberação dos recursos ao longo de toda a safra. “Não adianta ter juros bons e condições favoráveis se o dinheiro acaba antes do fim do ciclo. Vamos continuar cobrando o governo para assegurar recursos suficientes”, disse.

    Entre as novidades do Plano Safra estão linhas de crédito para adaptação às mudanças climáticas, microcrédito para quintais produtivos de mulheres rurais, investimentos em conectividade no campo e ampliação dos limites para habitação e regularização fundiária. Em 2025, o Pronaf completa 30 anos, tendo destinado quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos desde sua criação.

     

    Fonte:https://www.canalrural.com.br/

  • La Niña: o fenômeno que traz seca para o Sul e chuva para o Norte

    Enquanto o El Niño aquece as águas do Pacífico, a La Niña resfria. Esse resfriamento anormal altera o comportamento dos ventos e da atmosfera, provocando mudanças nos padrões de chuva e temperatura em várias regiões do Brasil.

    Apesar de ser o oposto do El Niño, a La Niña também exige atenção redobrada do produtor rural, pois seus efeitos podem ser igualmente desafiadores.

    Efeitos da La Niña no Brasil:

    • Sul: aumenta o risco de geada e aumenta o risco de geada tardia.
    • Norte e Nordeste: chuvas acima da média, que podem beneficiar algumas culturas, mas também provocar alagamentos e doenças nas lavouras;
    • Centro-Oeste e Sudeste: atraso de chuva na primavera, chuva mais volumosa e extensão do período chuvoso.

    O que o produtor pode fazer?

    • Planejar o uso da água com antecedência, priorizando eficiência na irrigação;
    • Monitorar solos e pastagens, especialmente em regiões secas;
    • Reforçar o manejo sanitário, pois chuvas intensas favorecem doenças;
    • Ajustar a logística da colheita, com janelas de tempo firme.

    Previsão e planejamento caminham juntos

    Durante os anos de La Niña, a variabilidade do clima exige que o produtor atue com antecedência, cautela e informação confiável. Pensando nisso, o Canal Rural, junto com o Meteorologista Arthur Muller, desenvolveram o E-book Clima Campo. Esse E-book tem o objetivo de prevenir o produtor rural sobre os fenômenos meteorológicos, garanta o seu.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Estresse térmico impacta produção de leite no outono no RS

    Março teve maior média de calor no trimestre, com perdas estimadas na produção em até 24%

     

    A produção leiteira no Rio Grande do Sul enfrentou impactos significativos durante o outono de 2025 devido às condições climáticas adversas em março. É o que revela o Comunicado Agrometeorológico Especial nº 87 – Biometeorologia Aplicada à Bovinocultura de Leite no Outono/2025, publicado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    O estudo utilizou o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para avaliar o conforto térmico dos bovinos leiteiros e estimar as perdas na produtividade associadas ao estresse térmico, entre março e maio deste ano.

    Segundo o levantamento, março foi marcado por uma intensa onda de calor, com temperaturas médias diárias acima de 30°C em várias regiões do Estado. A pesquisadora e médica veterinária Adriana Tarouco, uma das autoras do estudo e integrante do DDPA/Seapi, destaca que “essa combinação de calor e umidade acionou mecanismos fisiológicos de termorregulação nas vacas, desviando energia da produção de leite para a manutenção da temperatura corporal”.

    O ITU médio em março ficou em 71,6 — valor que já indica estresse térmico leve — e ultrapassou o limite crítico (ITU > 84) em quase um quinto dos municípios analisados, mesmo que por poucas horas. Nas cidades de Uruguaiana e Maçambará, o estresse térmico severo se manteve por mais de 13% do tempo. No total, 76% dos 25 municípios monitorados apresentaram situações críticas de calor, neste mês

    Queda de até 24% na produção

    As estimativas do comunicado apontam que, em março, a produção diária de leite pode ter caído até 24% nas vacas de maior rendimento, especialmente nas regiões mais atingidas pela onda de calor. Em contrapartida, o município de Vacaria, na Serra do Nordeste, não apresentou perdas em maio, refletindo temperaturas mais amenas e condições de umidade favoráveis.

    Já com a chegada de massas de ar frio em abril e maio o cenário melhorou, as temperaturas oscilaram entre 15°C e 25°C, e a umidade relativa variou entre 64% e 91%. Os bovinos permaneceram, em média, 89,5% do tempo em conforto térmico em abril e 92% em maio, segundo o ITU. “Essas condições climáticas foram mais compatíveis com o bem-estar dos animais, permitindo recuperação gradual da produtividade leiteira”, analisa Adriana.

    Chuvas irregulares

    A umidade relativa do ar teve os menores índices em março, com destaque para Santiago, que registrou mínima de 19%. Os valores máximos, por outro lado, mantiveram-se entre 95% e 100% na maioria das localidades ao longo da estação.

    As precipitações também variaram significativamente no período. Em março e abril, os volumes ficaram abaixo da média histórica em boa parte do estado. Já em maio, algumas regiões, como a Central e a Fronteira Oeste, tiveram acumulados elevados – em Itaqui, por exemplo, os registros chegaram a 400 mm.

    Estratégias contra o estresse térmico

    Diante dos efeitos do clima, o comunicado recomenda a adoção de práticas de manejo que priorizem o bem-estar térmico dos rebanhos. Entre as principais orientações estão: implantação de sombreamento e ventilação nas instalações, oferta constante de água de qualidade e ajuste nutricional adequado ao período. “Monitorar o clima e o comportamento dos animais é essencial para tomar decisões em tempo hábil e evitar perdas maiores”, ressalta a médica veterinária Adriana Tarouco.

    A análise biometeorológica do outono de 2025 reforça a necessidade de adaptação contínua da pecuária leiteira frente aos eventos extremos. Ferramentas como o ITU, aliadas à gestão climática na propriedade, tornam-se fundamentais para preservar a produtividade e a saúde dos animais.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial