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set 30 2025 Inteligência artificial ajuda a detectar a lagarta-do-cartucho, importante ameaça ao milho
O sistema analisa imagens digitais e identifica a lagarta tanto na folha da planta como na espiga de milho.A Embrapa Instrumentação (SP) desenvolveu um método que utiliza sensores de imagem e inteligência artificial para identificar a lagarta-do-cartucho, uma das pragas mais agressivas da cultura do milho. O sistema analisa imagens digitais e identifica a lagarta tanto na folha da planta como na espiga de milho. Dessa forma, é possível minimizar a subjetividade de métodos tradicionais, que são trabalhosos e dependem da observação humana para a realização da mesma tarefa.
O milho é um dos cereais mais cultivados no mundo e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frungiperda) é uma das principais pragas da cultura. Esse inseto pode causar perdas capazes de comprometer 70% da produção, de acordo com pesquisadores da Embrapa. A lagarta ataca as plantas tanto na fase vegetativa quanto na fase reprodutiva.
Método alternativo
A metodologia foi publicada na revista Eletronicts, no artigo Computational Intelligence Approach for Fall Armyworm Control in Maize Crop, de Alex Bertolla e Paulo Cruvinel. Eles contam que o trabalho foi motivado pela discrepância entre o método atual de detecção e o resultado pretendido, isso os levou a pesquisar uma alternativa para a detecção precoce de pragas em áreas cultivadas.
Bertolla conta que o estudo focou no reconhecimento e na classificação de padrões dinâmicos da lagarta-do-cartucho, que além do milho, ataca diversas culturas agrícolas, como a soja e do algodão. Ele ressalta que a solução obtida pode auxiliar agrônomos e laboratórios a ter resultados mais precisos.
Para facilitar a captação das imagens, uma câmera fotográfica simples pode ser acoplada em implementos agrícolas, para que possa coletar as imagens das lagartas presentes nas plantas de milho, tanto folhas como espiga, enquanto executa operações na lavoura. A câmera não precisa ser de alto custo, é necessário apenas produzir imagens com boa resolução.
Integração de processos
O método integra processamento digital de imagens e sinais, estatística multivariada, técnicas de aprendizado de máquina e visão computacional. “O aprendizado de máquina descreve a capacidade dos sistemas de aprender a partir de dados personalizados de treinamento de problemas para automatizar e resolver tarefas associadas. Em conjunto com esse conceito, o aprendizado profundo também é um processo de aprendizado de máquina, mas baseado em redes neurais artificiais com um conjunto de camadas de propósito específico”, esclarece Cruvinel.
Bertolla explica que o algoritmo computacional tem a capacidade de avaliar as imagens digitais de distintos estágios de crescimento da lagarta situada nas plantas de milho, assim como seu estágio de desenvolvimento e frequência de ocorrência na área de cultura. O programa foi desenvolvido em Python, linguagem de programação de alto nível muito usada em ciência de dados e aprendizado de máquina.
O estudo avaliou um total de 2.280 imagens de lagartas-do-cartucho presentes em folhas ou em espigas na área de cultivo do milho, de forma a qualificar cinco distintos estágios de desenvolvimento da praga durante o ciclo de produção.
Como foi feito o desenvolvimento
Para classificação dos padrões dinâmicos da lagarta foi elaborado um diagrama de blocos do método, que apresenta em quatro etapas o passo a passo do trabalho realizado. Bertolla relembra que a primeira etapa consistiu na aquisição e pré-processamento das imagens da lagarta, bem como o tratamento, remoção de ruídos e operação de padrão de cor.
O passo seguinte focou no processamento das imagens, na segmentação da imagem da lagarta, que nada mais é que extrair o fundo de forma a explicitar com prioridade apenas a imagem de lagartas que possam estar presentes no ambiente de cultura. Em seguida foi realizada a extração de características dos objetos restantes, de forma a se buscar caracterizar exclusivamente o inseto de interesse. De acordo com Bertolla, informações de cor e textura, bem como características geométricas foram utilizadas para a caracterização e reconhecimento de padrões da lagarta-do-cartucho.
“No último bloco, utilizamos conceitos da inteligência computacional, baseado em aprendizado profundo, em que uma rede neural artificial convolucional (CNN) treinada permite a classificação dos diferentes estágios da lagarta. A CNN é utilizada especificamente para analisar dados visuais. Para fins de comparação de desempenho, apresentamos também um conjunto de cinco classificadores, conhecidos como máquina de suporte de vetores (SVM), com o objetivo de classificar cada estágio da lagarta individualmente”, conta Bertolla. Esse método analisa os dados e reconhece padrões.
Base para futuros estudos
Cruvinel e Bertolla relatam que a qualidade dos resultados confirmou a recomendação do uso da estrutura baseada em aprendizado profundo. Os dados passaram por análise de acurácia, precisão, tempo de processamento e desempenho do hardware para o cenário proposto.
“O método também apresentou resultado considerável em quesitos referentes ao desempenho de hardware e tempo de processamento, o que pode ser também interessante para uma ação futura relacionada à disponibilização dessa tecnologia na versão embarcada, para uso diretamente como parte de implementos agrícolas”, aponta Cruvinel.
Eles sugerem, para trabalhos futuros, incluir outras técnicas de inteligência artificial dedicada ao controle de pragas para o reconhecimento e classificação de padrões, tanto de forma não supervisionada como por meio do uso de uma câmera multiespectral embarcada em um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) para operação em tempo real.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
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set 29 2025 Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul
As lavouras de canola no Rio Grande do Sul apresentam condições apropriadas, beneficiadas por boa disponibilidade de radiação solar e temperaturas amenas, que também favoreceram o florescimento e o enchimento de síliquas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25/09), o estado nutricional das lavouras está adequado, com predomínio de áreas em fase reprodutiva avançada, com 87% das lavouras de canola em floração/enchimento de síliquas, 10% em maturação e 3% estão colhidas.
Em relação ao aspecto fitossanitário, a cultura da canola apresenta baixa incidência de pragas e doenças, embora se mantenha o manejo preventivo com fungicidas e inseticidas nas áreas em florescimento e formação de síliquas. As perspectivas produtivas permanecem positivas, especialmente em lavouras conduzidas com maior rigor tecnológico. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 20% da área encontra-se em florescimento, 70% em enchimento de grãos, 8% em maturação, e 2% colhidos. O estado fitossanitário está satisfatório, pois há baixa incidência de pragas e doenças. A produtividade projetada está em 1.600 kg/ha. Na região de Ijuí, 75% das lavouras de canola estão em granação, 3% em maturação e 2% colhidas, registrando rendimento entre 1.800 e 2.100 kg/ha. Já na de Santa Rosa, 12% dos cultivos estão em floração, 65% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 3% colhidos.
Trigo – As lavouras de trigo no Estado apresentam desenvolvimento satisfatório, apesar de estarem sujeitas à variabilidade climática de cada região. As chuvas volumosas no último final de semana (20 e 21/09) trouxeram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, sobretudo nas áreas em floração e enchimento de grãos. Foi intensificado o manejo fitossanitário, com aplicações de fungicidas para proteção contra doenças, devido ao período de molhamento prolongado.
Predominam lavouras de trigo em fases reprodutivas (35% em floração, 35% em enchimento de grãos), com 25% em desenvolvimento vegetativo e 5% em maturação, refletindo a heterogeneidade no cultivo. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo. De forma geral, o estado nutricional das lavouras está adequado, e as perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia-branca – A alternância de dias ensolarados e precipitações regulares manteve adequada a umidade do solo, favorecendo o crescimento vegetativo e reprodutivo das lavouras. Contudo, episódios de excesso hídrico e variações de temperatura aumentaram a pressão de doenças fúngicas e, pontualmente, a ocorrência de pragas. Conforme o quadro fenológico da cultura, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 42% em enchimento de grãos, 17% em maturação e 6% colhidas. As perspectivas produtivas permanecem positivas. Porém, a presença de plantas daninhas, como azevém e nabo, e a pressão de doenças podem afetar o rendimento final. A Emater/RS-Ascar projeta área de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.
Cevada – As lavouras de cevada apresentam desenvolvimento adequado, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos períodos, garantindo boa disponibilidade hídrica, sem prejuízos ao manejo fitossanitário. Em relação ao quadro fenológico da cultura no Estado, 37% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 36% em florescimento e 27% em enchimento de grãos. As perspectivas de rendimento permanecem positivas, especialmente nas lavouras conduzidas com maior nível tecnológico, destinadas à produção de malte.
Culturas de verão
Milho – No período, a semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando 62% da área prevista. As chuvas registradas entre os dias 20 e 21/09 favoreceram o crescimento das lavouras recém-implantadas. No entanto, o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio em áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção. Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A semeadura avançou de forma heterogênea nas regiões. As condições de frio, presentes em parte do Estado, como nos Campos de Cima da Serra, responsável por aproximadamente 40% da área em primeiro ciclo, retardam o início do plantio. Já em regiões mais quentes e de baixas altitudes, a semeadura está bastante avançada. As lavouras estão em estabelecimento vegetativo, e a perspectiva de rendimento é variável, conforme o manejo e a tecnologia empregada. A área projetada de feijão 1ª safra pela Emater/RS-Ascar é de 26.096 hectares. A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha.
Pastagens e criações
Os campos nativos e as pastagens perenes seguem rebrotando, e houve recuperação mais evidente nas áreas corrigidas e adubadas. As forrageiras de inverno estão em fase final de seu ciclo, e foi realizada a semeadura das de verão e de milho para silagem. As condições climáticas, de maneira geral, foram benéficas para o crescimento das pastagens e para o manejo do pastejo.
Bovinocultura de corte – A estação de parição está em fase final. As matrizes se recuperam bem e ganham peso satisfatório nos lotes em engorda, devido ao manejo alimentar adequado. As condições climáticas beneficiaram o bem-estar animal. A saúde do rebanho está controlada, e deu-se início ao controle de carrapatos. Os produtores organizam os processos de inseminação.
Bovinocultura de leite – A produção de leite reagiu bem à oferta forrageira, e os animais estão em boas condições corporais e sanitárias, beneficiadas pelo clima favorável. Os produtores têm garantido alimentação e conforto aos rebanhos para manter a produção regular. Em função da chegada da primavera, intensificaram-se as orientações técnicas para o controle da primeira geração de carrapatos. Esse período é estratégico para ações de manejo sanitário.
Ovinocultura – O período se caracterizou pelo final da parição, e os cordeiros apresentam desenvolvimento satisfatório. O manejo alimentar foi favorecido pelo rebrote das pastagens, complementado por suplementação e sistemas de creep-feeding para otimizar o ganho de peso. As condições climáticas permitiram que os ovinocultores se dedicassem ao manejo de matrizes e cordeiros durante o período de parto. Os produtores se organizam para os processos de desmame, esquila e seleção de animais para a próxima safra.
Apicultura – Na maior parte das regiões, as condições climáticas favoreceram a atividade das abelhas, estimulando sua saída das colmeias em busca de alimento. A prioridade dos apicultores ainda é a alimentação suplementar para garantir enxames fortes. As colmeias apresentam boa movimentação, impulsionada pelas floradas, o que indica perspectivas positivas para a safra.
Piscicultura – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, houve aumento da oferta de alimentos para o policultivo de carpas, devido à elevação gradativa da temperatura da água. Os produtores finalizaram o reparo dos tanques para a introdução de alevinos. Na de Santa Rosa, a recuperação e o repovoamento seguiram intensos para a próxima grande despesca. Os preços do pescado se mantiveram estáveis: filé de tilápia corte “V” a R$ 48,00/kg e corte tradicional, a R$ 42,00/kg.
Pesca artesanal – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os pescadores artesanais da Lagoa dos Patos permanecem no período de defeso, que se estenderá até a próxima terça-feira (30/09). Na região de Santa Rosa, em função da elevação do nível do Rio Uruguai, os pescadores retiraram grande parte do material de pesca para evitar perdas.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 29 2025 Suplementação reforça segurança alimentar dos bovinos na entressafra
Com a transição do inverno para a primavera, os produtores enfrentam um período de desafio na alimentação do rebanho. Nesse momento de entressafra, ocorre a redução da qualidade das pastagens, as espécies de inverno perdem vigor e as de verão ainda estão em início de desenvolvimento, resultando em baixa disponibilidade de forragem para os animais.
Além da queda no valor nutritivo, é nesta época que surgem plantas tóxicas, como a maria-mole (Senecio spp.), que, se consumida, pode causar intoxicação e morte dos bovinos. Isso exige atenção redobrada no manejo dos campos e na oferta de alternativas alimentares seguras.
“A maria-mole contém alcaloides pirrolizidínicos, que se transformam em pirróis no fígado. Esses pirróis impedem a mitose hepática, processo que permite a regeneração do órgão. Com a mitose bloqueada, o fígado perde sua função, o que leva ao surgimento de sintomas que resultam na morte do animal”, explica Fernando Karam, chefe do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi), e parceiro da Emater/RS-Ascar na orientação de práticas agropecuárias.
Segundo Jaime Ries, assistente técnico estadual da Bovinocultura Leiteira da Emater/RS-Ascar, a entressafra é estratégica porque influencia o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais. “A redução na qualidade do pasto compromete o ganho de peso e a condição corporal das vacas, podendo refletir em deficiência reprodutiva”, destaca o extensionista.
Suplementação em bovinos
A suplementação pode ser realizada de diferentes formas, dependendo da categoria animal e do objetivo do produtor. O sal proteinado é indicado quando a limitação principal é de proteína. Favorece a digestibilidade do pasto e estimula o consumo de forragem, sendo útil em períodos de pastagem seca ou de baixa qualidade.
Os suplementos energéticos são utilizados quando há necessidade de aumentar a energia da dieta, auxiliando no ganho de peso, especialmente em sistemas de engorda. Já os suplementos volumosos, como silagem de milho, sorgo ou feno, complementam a dieta quando há escassez de pasto, garantindo o aporte de fibra e energia.
O momento ideal para iniciar a suplementação é quando se observa queda na disponibilidade ou qualidade da forragem, o que geralmente acontece no fim do inverno e começo da primavera. O monitoramento das pastagens e a avaliação da condição corporal dos animais são ferramentas práticas para definir o início do fornecimento.
Segundo o extensionista Jaime Ries, “a definição da quantidade depende de fatores como categoria animal (vacas em lactação, novilhos em engorda ou bezerros em recria), objetivo de produção e qualidade do pasto disponível”, ressalta.
Em linhas gerais, recomenda-se que o suplemento represente entre 0,5% e 1% do peso vivo do animal em sistemas de engorda, podendo variar em situações específicas. A orientação técnica, feita por meio da assistência da Emater/RS-Ascar, é fundamental para ajustar a dieta conforme cada realidade.
Mais do que um custo, a suplementação deve ser vista como um investimento na produtividade e na saúde do rebanho. Animais bem nutridos apresentam melhor desempenho, maior resistência a doenças e maior eficiência reprodutiva, resultando em melhores índices econômicos para a propriedade.
“A suplementação garante que os animais não percam condição corporal nesse período crítico e permite que mantenham um bom desempenho produtivo. É uma estratégia que traz retorno direto ao produtor, tanto no leite quanto na carne”, explica Ries.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 29 2025 Monitoramento integrado busca prevenir danos da cigarrinha-do-milho às lavouras gaúchas
A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Rede Técnica Cooperativa (RTC), iniciou neste ano uma ação conjunta para monitorar a presença da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), considerada atualmente o principal inseto-praga da cultura no Estado. O trabalho será realizado em aproximadamente 50 municípios gaúchos, onde técnicos dos escritórios municipais da Instituição visitam semanalmente as propriedades rurais para realizar a troca das armadilhas e a contagem dos insetos capturados. Os dados obtidos serão enviados à RTC, que ficará responsável por consolidar as informações e elaborar um mapa estadual de ocorrência.
É a primeira vez que a ação acontece de forma articulada entre Emater/RS-Ascar e RTC. Até então, as iniciativas de monitoramento eram feitas de forma isolada, seja pelas cooperativas vinculadas à Rede ou por extensionistas em caráter individual.
Segundo o extensionista rural Agropecuário da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, a cigarrinha-do-milho é uma praga relativamente recente no Rio Grande do Sul, com registros a partir das safras de milho de 2020 e 2021. “O inseto, embora cause poucos danos diretos à planta, é transmissor de patógenos responsáveis por doença conhecida como enfezamentos, causados por duas bactérias, além de outra doença causada por um vírus. Essas doenças não têm controle e podem comprometer a produtividade das lavouras”, alerta o extensionista.
Por essa razão, o monitoramento e o manejo do inseto vetor se torna fundamental. Oferecendo dados confiáveis que subsidiam ações estratégicas de controle da cigarrinha-do-milho. “É importante destacar que nem todas as cigarrinhas estão contaminadas. Para que isso ocorra, o inseto precisa primeiro se alimentar de uma planta já infectada. Por esse motivo, em alguns pontos específicos do Estado serão coletadas amostras de cigarrinhas e encaminhadas para laboratórios especializados, onde serão realizados testes moleculares. Esses exames permitem identificar a presença de bactérias e do vírus associados aos enfezamentos”, destaca Elder.
O ciclo da cigarrinha-do-milho se completa em aproximadamente 45 dias em condições favoráveis de temperatura. Os ovos são inseridos no limbo foliar, as ninfas apresentam coloração palha com manchas escuras no abdômen, e os adultos medem cerca de quatro milímetros, com coloração clara e manchas negras na cabeça, que é a principal característica para identificação no campo.
Os insetos vivem em colônias no cartucho e nas folhas jovens do milho e o manejo da cigarrinha é feito de forma integrada, com a adoção de diferentes práticas, como a eliminação do milho voluntário/tiguera, monitoramento constante da presença de insetos e plantas doentes, uso de cultivares menos suscetíveis, realização da semeadura em época única, tratamento de sementes com inseticidas e aplicação de inseticidas conforme a incidência da praga.MONITORAMENTO GERA SEGURANÇA
Para o produtor de milho de Lindolfo Collor, Jesus Amilton Amaral, o monitoramento representa uma ferramenta essencial de prevenção. “Eu planto milho há uns três ou quatro anos na região. A cigarrinha é nova pra nós, começou a aparecer de uns anos pra cá, no ano passado teve bastante. Um pedaço da lavoura não produziu nada, caiu tudo. Por isso acredito que essa armadilha vai ajudar bastante, indicando se a praga está presente ou não, e com esse monitoramento a gente consegue agir antes que o problema aumente”, desabafa o agricultor.
Dedicado ao cultivo, o agricultor conta que a rotina no campo exige atenção diária e constante aprendizado. Entre os desafios, o monitoramento realizado é visto como uma ferramenta essencial para garantir melhores resultados na lavoura.
“Já faz dois meses que nem volto para a minha casa na cidade, fico direto na lavoura, porque ela exige presença e cuidado o tempo todo. É um trabalho duro, de muito suor, cada dia aqui é uma oportunidade de aprender, por isso esse trabalho de monitoramento é tão importante, ele traz segurança para seguir produzindo, mesmo diante das dificuldades”, conta Amilton.
Com a união entre Emater/RS-Ascar e Rede Técnica Cooperativa, a expectativa é fortalecer a rede de informações e fornecer aos agricultores orientações cada vez mais precisas para o manejo da cigarrinha-do-milho, contribuindo para a proteção e sustentabilidade da produção de milho no Rio Grande do Sul.Fonte: https://rtc.coop.br/
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set 25 2025 Exportações da Argentina pressionam soja
O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina
A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (24) em queda, pressionada pelo avanço das exportações argentinas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de novembro recuou 0,30%, a US$ 1.009,00/bushel, enquanto janeiro caiu 0,31%, para US$ 1.028,50/bushel.
Nos derivados, o farelo de soja para outubro registrou baixa de 1,42%, a US$ 271,2/ton curta, e o óleo recuou 0,12%, cotado em US$ 49,29/libra-peso. Embora o dia tenha começado com compras de oportunidade que sustentaram leves altas, o mercado seguiu o movimento de outros grãos e terminou em campo negativo.
O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina. A Reuters noticiou a aquisição de 20 carregamentos de soja após a entrada em vigor do Decreto 682/2025, que reduziu temporariamente os direitos de exportação. De acordo com a consultoria Granar, já foram registradas declarações de vendas externas que somam 2,69 milhões de toneladas de grãos de soja, 4,72 milhões de toneladas de farelo e 905 mil toneladas de óleo, totalizando 11,46 milhões de toneladas de produtos agrícolas. O valor FOB dessas operações chega a quase US$ 4,18 bilhões, o que representa 68,7% da meta de US$ 7 bilhões estabelecida pelo governo argentino.
Diante desse ritmo acelerado, a incerteza recai sobre a continuidade da medida até 31 de outubro ou se será interrompida antes, respeitando o limite financeiro previsto. Como fator adicional, há pressão do governo dos Estados Unidos para que a Argentina retome as chamadas retenciones, o que pode alterar o fluxo das exportações e trazer novos reflexos para a formação dos preços internacionais da soja.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 23 2025 Outubro começa com semeadura da soja
Prazo está definido pela portaria 1.217/2025 do Mapa
A partir de primeiro de outubro os produtores estão autorizados a iniciar a semeadura da soja na safra 2025/2026, segundo calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) através da Portaria n° 1.217/2025. Pela portaria, o período vai até o dia 28 de janeiro de 2026.
O calendário é uma estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, garantindo assim o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para o estado.
Vazio sanitário
O vazio sanitário, que encerra no dia 30 de setembro, é o período em que é proibido cultivar, manter ou permitir, em qualquer estágio vegetativo, plantas vivas emergidas de soja em uma determinada área para evitar a ferrugem asiática.
Durante este período, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) realiza inspeções para acompanhar o cumprimento da portaria. Até o momento foram realizadas 131 inspeções e encontradas duas lavouras com plantas vivas. Os proprietários destas lavouras foram notificados a realizar a destruição das plantas.
Monitora Ferrugem
O Monitora Ferrugem é um programa gaúcho desenvolvido pela Seapi e a Emater/RS-Ascar, em parceria com outras instituições. Através do uso de coletores de esporos instalados em diferentes localidades do estado, o Monitora Ferrugem avalia a presença de esporos associada a condições climatológicas, realizando um diagnóstico regionalizado sobre o risco de ocorrência da doença.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 23 2025 Ferrugem asiática da soja tem focos identificados na safra 2024/2025
Pesquisadores da Seapi monitoram o fungo; clima seco e ondas de calor limitaram avanço da doença
A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, registrou as primeiras ocorrências já em outubro de 2024 no Rio Grande do Sul, logo após o fim do vazio sanitário, em lavouras de Cruz Alta. O monitoramento realizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi) e pela Emater/RS-Ascar detectou altos níveis de esporos (infecção) nas semanas iniciais da safra 2024/25, com destaque para Muitos Capões (602 esporos), Três Passos (372), Ijuí (293) e Cruz Alta (205).
Os resultados constam da Circular Técnica nº 29 – Programa Monitora Ferrugem RS. Outubro e novembro concentraram os maiores níveis de inóculo, seguidos por março. Entre as regiões, o Planalto Médio apresentou a situação mais crítica, com 5.584 esporos, seguido pelo Planalto Superior–Serra do Nordeste (2.908) e pelo Alto/Médio Vale do Uruguai (2.281). A análise indicou que os picos do fungo ocorreram logo após períodos de chuva e em condições de alta umidade relativa do ar.
Apesar da elevada infecção inicial, o clima freou a expansão da doença. A safra 2024/25 foi marcada pela neutralidade climática — sem predominância de El Niño ou La Niña —, mas com chuvas abaixo da média em grande parte do estado e ondas de calor em fevereiro e março, quando as temperaturas ultrapassaram os 41°C. Esses fatores reduziram a formação de novos focos e resultaram em avanço menor que o observado na safra anterior, quando o El Niño favoreceu a maior disseminação da ferrugem.
O estudo conta ainda com a participação de outras instituições de pesquisa, além do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi). O diretor do DDV destaca que o objetivo é monitorar a presença do fungo nas áreas de produção de soja e identificar as condições meteorológicas favoráveis ao seu desenvolvimento, permitindo a elaboração de um prognóstico de risco de ocorrência da ferrugem-asiática. “As informações geradas podem ser utilizadas para o início do controle da doença e para a tomada de decisão quanto ao uso de fungicidas”, enfatiza Ricardo Felicetti.
Pesquisa e monitoramento
O programa de monitoramento aerobiológico da ferrugem no RS mantém coletores de esporos em 77 lavouras de soja, distribuídas em 75 municípios que representam as 11 regiões ecoclimáticas do estado. Os dados são atualizados semanalmente e disponibilizados em mapas online, auxiliando produtores no manejo preventivo da doença.
De acordo com a doutora em fitopatologia da Seapi, Andréia Mara Rotta de Oliveira, uma das autoras do estudo, os resultados da Circular Técnica “reforçam a relevância do monitoramento climático aliado à vigilância do patógeno como estratégia essencial para o manejo preventivo da ferrugem asiática da soja”.
Atualmente, o estado cumpre o período de vazio sanitário da soja, em vigor de 3 de julho a 30 de setembro, quando é proibida a manutenção de plantas voluntárias ou em qualquer fase de desenvolvimento. A medida é considerada fundamental para reduzir a sobrevivência do fungo entre as safras.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 23 2025 Primavera começa nesta segunda-feira (22/9)
Estação termina dia 21 de dezembro
A primavera de 2025, que inicia nessa segunda-feira (22/9), às 15h19, tende a ser próxima da normalidade, ou seja, começa úmida, mas deve terminar mais seca aqui no Rio Grande do Sul. É o que prevê o meteorologista e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone. “A exemplo do que nós tivemos no inverno, a primavera vai começar com uma condição bem típica da estação, com passagem de sistemas meteorológicos que provocam chuva regular e grande amplitude térmica”.
De acordo com Varone, no final de setembro e durante o mês de outubro, a umidade vai predominar. “Vamos ter uma condição de nebulosidade, umidade e chuva durante vários momentos, e isso vai trazer uma condição para outubro de chuva dentro da média e até acima da média na metade Norte do Estado, principalmente”.
Já para novembro, a tendência é de redução da chuva, com volumes abaixo do esperado em boa parte do Rio Grande do Sul. “Principalmente na segunda metade e no final do mês, a tendência é a diminuição da umidade e, consequentemente, da chuva”, acredita Varone. “Essa condição deve acontecer também em dezembro, que deve ser um pouco mais seco no Estado”.
Com relação à temperatura, ainda haverá alguma massa de ar mais frio no começo da primavera. “No final de setembro e em parte de outubro também deve ter uma temperatura mais baixa em alguns momentos. Isso traz uma condição bem típica da estação que é uma grande amplitude térmica, ou seja, noites, madrugadas mais frias e temperaturas mais elevadas durante o período diurno, principalmente à tarde”, explica o meteorologista.
“Então, em novembro e dezembro são esperadas temperaturas mais elevadas, acima da média. No último mês do ano, que já é o final da primavera (ela vai até dia 21), a temperatura deve estar bem mais alta aqui no Estado.”, conclui Varone.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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set 18 2025 Fertilizantes: não existe caro ou barato
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente
O mercado de fertilizantes brasileiro tem mostrado um movimento interessante nos últimos meses, com compras atingindo 45% até o dia 15 de setembro para a safra 2025/26, segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. Comparativamente, esse percentual representa uma melhora em relação à safra anterior, quando as aquisições estavam em 41%, mas ainda permanece abaixo de anos anteriores, como 2021/22, quando o índice superou 50%, refletindo os desafios e volatilidades do setor.
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente, com ajustes de preços e disponibilidade que impactam diretamente o planejamento do produtor. Souza destaca que “não existe caro ou barato, existe relação de troca, que é o verdadeiro termômetro para os negócios”, reforçando que o poder de compra do agricultor ainda enfrenta limitações devido a relações de troca elevadas e custos pressionados em diversos insumos.
Enquanto parte dos produtores ainda avalia posições para a soja 2025/26, já se observa antecipação estratégica nas negociações para a safra 2026/27, especialmente em operações de maior porte. Para a soja 2025/26, ainda há cerca de 8 a 10% das compras por concretizar, e mais da metade das transações do milho segunda safra permanece pendente, evidenciando que a tomada de decisão depende de fatores climáticos, de mercado e de disponibilidade financeira.
Souza ressalta que, independentemente do momento de compra, a gestão de risco continua sendo essencial para garantir a sustentabilidade financeira do produtor. Cada operação deve considerar oportunidades, limitações e o perfil específico de cada propriedade, de forma a equilibrar investimentos, custos e retorno esperado, garantindo competitividade e segurança para as lavouras brasileiras.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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set 18 2025 Entressafra do milho: Dicas para manejo
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais
O controle de plantas daninhas na cultura do milho, especialmente na entressafra, demanda estratégias bem planejadas. Segundo Tie Prata, engenheiro agrônomo, o uso intensivo de Glifosato em sistemas agrícolas tem favorecido o surgimento de biótipos resistentes, tornando essencial a adoção de diferentes práticas e moléculas herbicidas. A escolha correta de produtos e o respeito aos intervalos entre a aplicação e a semeadura são fundamentais para garantir eficiência e segurança ao cultivo.
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais. Enquanto o herbicida 2,4-D exige apenas sete dias antes da semeadura, produtos como Mesotrione, Atrazina e Iodosulfuron requerem até 90 dias. Seguir essas orientações evita fitotoxicidade nas plantas jovens e assegura um estabelecimento saudável da lavoura, prevenindo problemas futuros.
A diversificação de mecanismos de ação também é recomendada. Alternar moléculas com modos de ação distintos reduz a pressão sobre as plantas resistentes ao Glifosato. Combinar produtos de ação rápida, como o 2,4-D, com herbicidas de maior residualidade, como Isoxaflutole ou Atrazina, mantém a área limpa por mais tempo e dificulta a sobrevivência de biótipos resistentes, aumentando a eficácia do manejo.
Além disso, é preciso atenção à residualidade e à segurança do sistema. Herbicidas mais persistentes proporcionam controle prolongado, mas limitam a flexibilidade da semeadura antecipada. Já produtos de menor residualidade, como Nicosulfuron, permitem replantios mais rápidos, caso necessário. O equilíbrio entre eficácia, segurança e risco de carryover deve orientar a escolha, sempre visando reduzir a resistência ao Glifosato e garantir o sucesso da próxima safra.
“Em resumo: um manejo eficiente de herbicidas na entressafra do milho passa pelo planejamento do calendário de aplicação, rotação de mecanismos de ação e atenção ao residual no solo, sempre com foco em reduzir a pressão de resistência ao Glifosato e garantir a segurança da próxima safra”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/