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setembro 2025

  • Tupanciretã realiza primeira Cavalgada Turística da Rota das Agroindústrias

    Tupanciretã se prepara para um evento inédito, a Primeira Cavalgada Turística da Rota das Agroindústrias, no próximo domingo (21/09), a partir das 7h, no Complexo Tupanciretã. As inscrições podem ser realizadas até hoje (15/09), pelas redes sociais da Prefeitura ou diretamente na Secretaria de Turismo e Lazer. O objetivo da cavalgada é valorizar a cultura gaúcha e dar visibilidade às agroindústrias familiares locais, fortalecendo o Turismo Rural e promovendo integração entre produtores e comunidade.

    Agroindústrias em destaque

    O evento dará visibilidade às agroindústrias familiares locais. De acordo com o extensionista rural da Emater/RS-Ascar José Luis da Silva, o município conta atualmente com dez agroindústrias legalizadas e outras cinco em processo de legalização.

    Segundo ele, a Emater/RS-Ascar acompanha todo o processo de estruturação, desde as orientações iniciais ao produtor até o encaminhamento da documentação, em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e órgãos municipais, como prefeitura, sindicato e Vigilância Sanitária.

    “A cavalgada é uma oportunidade de dar visibilidade às agroindústrias e de mostrar o potencial desses empreendimentos. É uma ação nova, inovadora, que contribui para qualificação e valorização do setor”, disse Silva.

    Cultura e integração

    Além da promoção das agroindústrias, a Cavalgada pretende reforçar a ligação do município com suas tradições. Para José Luis da Silva, o momento simboliza união e valorização da identidade gaúcha. “O povo gaúcho valoriza suas origens e o que tem em seu município. Essa é uma boa oportunidade de integração e fortalecimento da cultura local”, concluiu.

    Conhecida como a  “Terra da Mãe de Deus”, Tupanciretã se prepara para receber cavaleiros e visitantes em um evento que pretende marcar o calendário cultural da região.

    Programação
    7h: Roda de chimarrão, fogo de chão, recepção e credenciamento
    8h: Início da Cavalgada
    9h15: Primeira parada – Agroindústria Schú, café colonial
    10h15: Saída da Agroindústria Schú para Agroindústria Embutidos Fioresi
    12h30: Almoço típico rural na Agroindústria Novo Caminho
    14h30: Retomada da Cavalgada
    16h: Última parada com Feira de Produtos Coloniais
    17h30: Encerramento com apresentação musical

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Plantio direto e biodiversidade são aliados no manejo sustentável

    Manejo agroecológico reduz uso de insumos e melhora controle biológico

     

    O controle de plantas invasoras em lavouras de grãos está avançando com alternativas sustentáveis que dispensam herbicidas. Segundo pesquisas realizadas pela Embrapa, estratégias como cobertura do solo, semeadura direta e rotação de culturas não apenas reduzem a incidência de espécies como tiririca, trapoeraba e picão-preto, como também promovem equilíbrio ecológico e preservação da agrobiodiversidade.

    Diversidade vegetal contribui para sistemas produtivos mais equilibrados

    O modelo de produção avaliado integra práticas que visam à manutenção da biodiversidade, como o uso planejado de cultivos na entressafra e o aproveitamento dos resíduos vegetais como barreira física. Essa diversidade limita o predomínio de uma única espécie invasora, dificultando sua proliferação e reduzindo a necessidade de intervenções mecânicas ou químicas.

    Sustentabilidade como pilar do manejo de invasoras

    Além dos benefícios agronômicos, as práticas sustentáveis de controle contribuem para a conservação do solo, maior infiltração de água e menor risco de erosão. Também estão alinhadas com políticas de incentivo à agroecologia e ao uso racional dos recursos naturais.

    O estudo reforça que o manejo eficiente de plantas invasoras pode ser feito com técnicas acessíveis e baseadas no conhecimento ecológico das espécies vegetais. A adoção desses sistemas exige planejamento, mas oferece ganhos significativos em sustentabilidade, redução de custos e segurança ambiental.

    Manejo agroecológico reduz uso de insumos e melhora controle biológico

    Em experimentos realizados ao longo de quatro anos no Cerrado goiano, o uso de plantas como crotalária, guandu, mucuna-preta e sorgo vassoura mostrou-se eficiente na supressão das principais invasoras, sobretudo quando associado à semeadura direta. Essa combinação gerou uma redução de até três vezes na incidência de tiririca em comparação ao preparo convencional.

    Além disso, o efeito supressor sobre a trapoeraba foi significativamente maior com o uso de crotalária e guandu, evidenciando o potencial dessas espécies na manutenção da cobertura vegetal e no bloqueio da luz, condição desfavorável ao desenvolvimento das invasoras.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Trigo apresenta desenvolvimento satisfatório no RS

    A evolução do cultivo de trigo segue adequada no Rio Grande do Sul, onde 55% das lavouras estão no final do ciclo vegetativo, em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga, 30% estão em floração e 15% estão em enchimento de grãos. O estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/09), a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos. Apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões.

    O potencial produtivo do trigo segue promissor, em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura. No entanto, os triticultores gaúchos reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade, em 2.997 kg/ha.

    As condições climáticas recentes favorecem também o desenvolvimento da aveia-branca. As lavouras apresentam evolução e distribuição das fases dentro da normalidade: 27% em desenvolvimento vegetativo; 33% em floração; 32% em enchimento de grãos; 6% em maturação; e 2% colhidos. O estado geral e o potencial produtivo das lavouras estão satisfatórios. A Emater/RS-Ascar projeta o plantio de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.

    As lavouras de canola encontram-se em diferentes estágios fenológicos, em função da variação nas épocas de semeadura e das práticas de manejo adotadas. Os estágios reprodutivos correspondem à maioria dos cultivos (55% em floração e 40% em enchimento de grãos), com 1% das lavouras em desenvolvimento vegetativo e 4% em maturação. Uma pequena parcela foi colhida, mas sem representatividade estatística. De maneira geral, o potencial produtivo permanece elevado, sustentado pelo bom número de síliquas por planta e pela manutenção da sanidade das plantas. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.

    Já as lavouras de cevada encontram-se em desenvolvimento vegetativo (73%), 18% em floração e 9% em formação de grãos. O avanço fenológico ocorre dentro da normalidade, como reflexo das condições climáticas, que permitem o estabelecimento e crescimento da cultura. A sanidade geral das lavouras está satisfatória, sem registros expressivos de doenças de maior impacto econômico. O potencial produtivo está adequado, como resultado da uniformidade do estande e da manutenção do vigor das plantas, especialmente nas áreas destinadas à indústria cervejeira.

    Culturas de Verão

    Milho – A semeadura do milho avança em ritmos distintos, conforme as condições climáticas de cada local. As chuvas frequentes, em algumas regiões, limitaram o trabalho das máquinas em áreas preparadas, e as baixas temperaturas retardaram a germinação em lavouras recém implantadas. O estande das lavouras está adequado, mesmo com o crescimento inicial reduzido, em função das temperaturas baixas, que diminuem a atividade enzimática e a taxa fotossintética, resultando em metabolismo mais lento e menor expansão foliar.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o plantio do milho foi interrompido devido às chuvas intensas. Em São Borja, os produtores realizaram controle de lagartas presentes na palhada e monitoram a cigarrinha. Em Itaqui, foi necessária a abertura de drenos em áreas mais planas e suscetíveis ao encharcamento para viabilizar o desenvolvimento inicial da cultura. Em Santa Margarida do Sul, os produtores empresariais concluíram o plantio na primeira janela do Zoneamento Agrícola. Já os agricultores familiares ainda dependem de maquinário coletivo para a implantação das lavouras de subsistência. A cultura do milho deverá apresentar, na Safra 2025/2026, área de 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha.

    Olerícolas e Frutícolas

    Beneficiado pelo clima favorável, com temperatura amena, luminosidade e chuvas passageiras, o desenvolvimento das olerícolas é excelente na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Linha Nova, o clima desde agosto tem beneficiado o cultivo de couve-flor, repolho-verde, repolho-roxo e brócolis, promovendo um ambiente adequado para o crescimento saudável das plantas.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, apesar de alguns períodos mais frios, não houve prejuízo às olerícolas. A implantação de cultivares de verão em todo o Estado tem sido priorizada pelos agricultores e o plantio das demais culturas se dá de forma escalonada. Os cultivos de alho e cebola estão em excelente estado fitossanitário, com folhas bem desenvolvidas e coloração verde intensa. As primeiras áreas de cebola iniciam a fase de formação de bulbos.

    Mandioca – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, continua a colheita e o preparo de novas áreas para a próxima safra, cujo plantio chega a cerca de 50%. Muitos agricultores estão em busca de mudas em outras regiões, pois a oferta local está insuficiente para atender à demanda. O preço médio pago ao produtor sofreu forte redução: R$ 4,50/kg in natura e R$ 7,00/kg industrializado.

    Ameixa – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os pomares já encerraram a floração das variedades de ciclo tardio. No período, a ameixeira Letícia apresentou plena floração, e a Fortune (popular ‘Italianinha’) encontra-se na fase de pegamento de frutos. Em virtude da ocorrência de dias abafados e de alguns dias chuvosos, além da umidade nos pomares, os produtores realizaram os tratamentos fitossanitários, visando ao controle preventivo de podridão-parda nas culturas de pêssego, nectarina e ameixa.

    Pastagens e Criações

    As forrageiras apresentam bom desenvolvimento, principalmente o azevém, que garante elevada produção de massa verde. As aveias de ciclo curto estão em fase final, com menor oferta de forragem. Já as espécies anuais de verão encontram-se em emergência, com semeaduras escalonadas. O campo nativo segue em repouso, e por haver baixa disponibilidade permanecerá em fase de descanso para uso posterior no pastoreio.

    Bovinocultura de Corte – O estado nutricional e o escore corporal dos animais estão adequados, favorecidos pela recuperação das pastagens de inverno e pelo aumento da disponibilidade de massa verde. O estado sanitário dos rebanhos está satisfatório. Foram realizadas vacinas, e a vermifugação se encontra em andamento conforme o calendário sanitário. Em relação às fases produtivas, destacam-se matrizes em período de parição e animais destinados à engorda.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, inicia-se a retirada de animais das áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), processo que se estende até outubro em alguns contratos, o que deve ampliar a oferta de animais gordos, bem como de categorias destinadas à engorda e terminação. Em Bagé, nos sistemas de cria, tem sido efetuado manejo de terneiros recém-nascidos, além de assistência às parições. O estado sanitário dos rebanhos está satisfatório, embora já se observe aumento de carrapatos em algumas propriedades.

    Bovinocultura de Leite – O volume de produção leiteira permanece no ápice da curva sazonal, e houve expressivo incremento nas propriedades conduzidas em sistema de produção a pasto. O preço do leite segue recuando, e há projeções de nova redução para o próximo período de pagamento. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, a baixa luminosidade comprometeu o desenvolvimento das pastagens cultivadas, resultando em oferta limitada de forragem e impactando negativamente o escore corporal dos animais. Na de Santa Rosa, os dias ensolarados intercalados com chuvas favoreceram o crescimento das forrageiras e o bem-estar animal, ampliando o consumo de alimentos a campo.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Dia de Campo da CCGL vai mostrar como segunda fonte de forragem aumenta sólidos e rentabilidade na produção de leite

    A diversificação da dieta das vacas leiteiras, por meio da adoção de uma segunda fonte de forragem, tem se mostrado uma estratégia importante para aumentar os sólidos do leite e melhorar a rentabilidade das propriedades. Esse será o foco de uma das estações técnicas do XV Dia de Campo da CCGL, que acontece no dia 18 de setembro, no Tambo Experimental da cooperativa, em Cruz Alta.

    Conduzida por Natália Marins Bastos (CCGL), Djonatan Machado (COTRIROSA) e Luiz Gonzaga (BIOTRIGO), a estação apresentará estratégias e cases práticos de produtores CCGL que já incorporaram essa tecnologia à rotina. O tema, “Segunda fonte de forragem: A importância na produção de leite com mais sólidos”, vai mostrar como o planejamento forrageiro garante maior eficiência no uso da terra, otimiza a dieta, reduz custos da diária da vaca e fortalece a segurança alimentar da propriedade.

    Com resultados comprovados, a inclusão de diferentes tipos de fibra na alimentação permite maior estabilidade produtiva ao longo do ano e assegura ganhos econômicos consistentes, além de auxiliar no equilíbrio da flora ruminal garantindo a saúde da vaca. A estação reforça o compromisso da CCGL em levar inovação, conhecimento e soluções práticas para os desafios do campo, construindo hoje o leite do futuro.

    Essa é uma das sete estações que compõem a programação do evento, que traz como tema central “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/

  • Pecuária e lavoura: parceria sustentável

    Outro efeito positivo da ILP é a descompactação do solo

    A integração lavoura-pecuária (ILP) tem se mostrado uma prática estratégica para produtores rurais que buscam produtividade aliada à sustentabilidade. Segundo Elio B. Junior, gerente de projetos de produtos na TBDC Agro Software, a experiência de interagir com produtores e atores do agro trouxe aprendizados importantes sobre como a ILP pode gerar benefícios concretos ao campo.

    Um dos principais ganhos está na melhoria da qualidade do solo. A rotação de culturas com pastagem aumenta a matéria orgânica, essencial para a agregação do solo e para a retenção de água e nutrientes, criando um ambiente mais saudável para o desenvolvimento das culturas. Além disso, a presença do gado contribui diretamente para a ciclagem de nutrientes: fezes e urina atuam como fertilizantes naturais, reduzindo a dependência de adubos químicos e fortalecendo a sustentabilidade da produção.

    Outro efeito positivo da ILP é a descompactação do solo, favorecida pelo sistema radicular das forrageiras, que auxilia na aeração do solo e facilita a penetração de água. Esse processo promove maior robustez às lavouras e melhora a eficiência do manejo agrícola ao longo do tempo, refletindo em produtividade mais consistente e menor vulnerabilidade a extremos climático.

    Práticas como a ILP demonstram que a integração entre pecuária e agricultura vai além da diversificação da produção. Ela oferece soluções naturais para desafios tradicionais do campo, equilibrando produtividade, saúde do solo e sustentabilidade ambiental, consolidando-se como um modelo cada vez mais valorizado por produtores e especialistas do setor agroindustrial.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Exportações brasileiras de soja batem recorde em 2025

    Demanda da China impulsiona soja brasileira

    Segundo a análise semanal do Imea, divulgada nesta segunda-feira (8) com base em dados da Secex, as exportações brasileiras de soja atingiram recorde em 2025. “O acumulado até agosto totalizou 86,54 milhões de toneladas, incremento de 3,72% em relação ao mesmo período de 2024”, informou o instituto.

    Apesar da queda de 23,81% frente a julho, os 9,34 milhões de toneladas embarcados em agosto representaram “o maior volume da série histórica para o mês, aumento de 16,13% em relação a agosto de 2024”, destacou a análise. O desempenho foi atribuído à demanda da China, que, em meio à disputa comercial com os Estados Unidos, “manteve o foco na soja brasileira”.

     Em Mato Grosso, também foi registrado recorde em agosto, com 1,25 milhão de toneladas exportadas, avanço de 118,08% em comparação com agosto de 2024. “No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o estado embarcou 27,89 milhões de toneladas, superando as 24,73 milhões de toneladas exportadas em todo o ano de 2024”, apontou o Imea. Sobre o destino da soja mato-grossense, a China respondeu por 82,40% das exportações do estado em agosto. “No acumulado de 2025, as compras chinesas somaram 19,14 milhões de toneladas, volume 33,41% superior ao registrado entre janeiro e agosto de 2024”, concluiu o instituto.

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/
  • Tecnologia no campo explica a força por trás da supersafra de soja, por Christian Pflug

    A safra brasileira de grãos 2024/25 caminha para um marco histórico. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve colher 339,6 milhões de toneladas, um salto de 42,2 milhões sobre a safra anterior. Entre os destaques, a soja brilha com 169,5 milhões de toneladas estimadas, o maior volume já registrado. Esse avanço não veio por acaso: ele é resultado direto da combinação de boas condições climáticas, gestão profissional no campo e o uso estratégico de ferramentas como biotecnologia, genética avançada e tratamento de sementes.

    Nesse cenário, quando combinadas, as tecnologias têm se mostrado ainda mais eficazes. Sistemas compostos por genética de alta performance, biotecnologias e herbicidas apresentam resultados superlativos, especialmente no controle de pragas. É o caso do controle do caruru (Amaranthus hybridus), uma das plantas daninhas mais severas que atingem as lavouras de soja. A daninha pode impactar a produtividade da oleaginosa em até 80%, segundo estudos da Embrapa, pois se trata de uma planta exótica e extremamente agressiva e de difícil controle, já que compete diretamente com as culturas por água, luz e nutrientes, reduzindo drasticamente a produtividade das lavouras. O uso combinado das cultivares com biotecnologias, aliado ao correto manejo de herbicidas para controle de plantas daninhas, impulsiona significativamente a produtividade da soja.

    A genética também desempenha um papel decisivo no campo. O desenvolvimento de cultivares adaptadas às principais regiões produtoras, que associam tolerância a herbicidas com proteção contra lagartas, é um dos maiores desafios na cultura da soja. Dispor de soluções que deem conta da questão é fundamental para o sucesso dos produtores. Atualmente, o mercado oferece opções elaboradas a partir de alto volume de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Como resultado, a inovação genética se tornou verdadeira aliada dos produtores rurais, trazendo elevado desempenho agronômico.

    Outro pilar dessa transformação silenciosa no campo é o Tratamento de Sementes (TS). Aplicações direcionadas de defensivos, bioestimulantes e nutrientes ainda na semente asseguram proteção nas fases iniciais da planta, elevando as chances de emergência uniforme e vigorosa. Isso se traduz em lavouras mais resilientes e produtivas desde o primeiro estágio da safra, especialmente em regiões com histórico de estresse climático ou alta pressão de pragas.

     Ao olhar para os números, fica evidente que a safra 2024/25 não é apenas um feito climático ou estatístico, mas o resultado direto da adoção de tecnologias modernas, de uma gestão profissional e do tratamento de sementes. Essa tríade fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e aponta para um futuro em que produtividade, sustentabilidade e inovação caminham lado a lado, com o produtor rural no centro dessa transformação.
    Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
  • Buva desafia produtores e eleva custos: manejo integrado é chave no controle

    Evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas

     

    A buva (Conyza bonariensis), planta daninha presente em praticamente todas as regiões agrícolas do Brasil, segue como uma das principais ameaças à produtividade das lavouras. Altamente adaptável e resistente, a espécie tem elevado os custos de produção, exigindo investimentos crescentes em herbicidas, maquinário e estratégias de manejo integrado.

    Segundo pesquisadores, o avanço da resistência da buva aos herbicidas tradicionais, como o glifosato, preocupa agricultores especialmente em áreas de soja, milho e trigo. Em algumas regiões, relatos indicam resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação, o que compromete a eficiência do controle químico isolado e pressiona a adoção de medidas complementares.

    Evolução da resistência

    A evolução da resistência varia de acordo com o histórico de uso de herbicidas em cada região. No Sul do Brasil, por exemplo, a dependência histórica do glifosato acelerou a seleção de biótipos resistentes. Já no Cerrado, embora a resistência seja mais recente, sua disseminação ocorre de forma rápida, impulsionada pela grande área cultivada em sistema de plantio direto e pelo uso repetitivo dos mesmos produtos.

    Técnicas de manejo mais eficazes

    Entre as estratégias mais eficientes, o manejo integrado se destaca. O uso de herbicidas pré-emergentes, combinado com aplicações pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação, tem mostrado resultados consistentes. Além disso, a rotação de culturas e a utilização de coberturas vegetais são apontadas como práticas fundamentais para reduzir o banco de sementes no solo. Em algumas áreas, produtores também relatam maior eficiência ao associar controle químico e mecânico, especialmente em reboleiras mais densas.

    Avaliação entre controle químico e mecânico

    A escolha entre controle químico e mecânico deve considerar fatores como densidade de infestação, estádio de desenvolvimento da buva, custo de operação e condições climáticas. Enquanto o controle químico é mais viável em áreas extensas e com infestação inicial, o manejo mecânico pode ser uma alternativa para situações pontuais ou em áreas onde a resistência já limita a eficácia dos herbicidas.

    Influência do clima no ciclo da buva

    O clima exerce papel decisivo no ciclo da buva. Em períodos de inverno mais ameno, com baixa ocorrência de geadas, a planta se estabelece mais facilmente e amplia sua janela de emergência. Já em verões quentes e chuvosos, a germinação tende a ser mais intensa, favorecendo a rápida multiplicação da população. Esse comportamento exige monitoramento constante e ajustes no calendário de manejo.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Estabelecimento inicial do milho no RS é satisfatório, aponta Emater/RS-Ascar

    A maior área produtora de milho no Rio Grande do Sul é a região de Santa Rosa, onde a Emater/RS-Ascar projeta para a Safra de Verão 2025/2026 o plantio de 137.501 hectares, com rendimento médio esperado de 8.240 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/09), grande parte das lavouras implantadas na segunda quinzena de agosto estão em fase inicial de emergência. Nas áreas semeadas de forma antecipada, o desenvolvimento inicial está satisfatório.

    A Emater/RS-Ascar realizou o levantamento de área para a projeção inicial da Safra de Verão 2025/2026, apresentado na última terça-feira (02/09), durante o tradicional Café da Manhã com a Imprensa, na 48ª Expointer, que acontece até o próximo domingo (07/09), em Esteio. Foram consideradas informações de 490 municípios gaúchos, que abrangem entre 95% e 100% da área cultivada no Estado. Os dados preliminares indicam expansão tanto em milho grãos quanto milho para silagem, estabilidade na soja e retração em arroz (Irga) e no feijão 1ª safra.

    Na cultura do milho, a área projetada para a próxima safra é de 785.030 hectares, com a produtividade permanecendo estável, em 7.376 kg/ha, resultando em uma produção estimada de 5.789.995 toneladas de milho, o que representa crescimento de 9,45% em relação à safra anterior. Os principais fatores para esse aumento são a elevada renda por unidade de área, obtida no ano anterior; o fomento estatal em programas específicos; a possibilidade de cultivos sucessivos e a manutenção de cotações em patamar superior ao ano anterior.

    A semeadura de milho apresenta andamento diferenciado entre as regiões, em função das condições de solo, relevo e regime térmico. As precipitações observadas ao longo de agosto e início de setembro proporcionaram condições adequadas de umidade em grande parte das áreas, favorecendo a semeadura e a emergência das lavouras. A elevação das temperaturas vem contribuindo para a rápida germinação e estabelecimento inicial das plantas.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, prevê-se o cultivo de 93.020 hectares com milho, e produtividade de 7.546 kg/ha. Na região dos Campos de Cima da Serra, a implantação da cultura do milho deverá iniciar apenas no final de setembro, concentrando-se ao longo de outubro. Já nos Aparados da Serra, a maior parte da área será estabelecida em novembro, em decorrência da altitude elevada e das temperaturas mais baixas.

    Para milho silagem, a Emater/RS-Ascar projeta um incremento da área de quase 3%, chegando a 366 mil hectares, e aumento da produtividade para pouco mais de 38 mil kg/ha, resultando em uma produção de 14 milhões de toneladas de milho silagem para a safra 20025/2026 no RS, um aumento de +8,29%. Esse aumento é consequência da importância desse alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante a escassez hídrica, e de alguns agricultores que se dedicam à produção e venda para mercados regionais, inclusive para bovinos de corte.

    Culturas de inverno

    No Rio Grande do Sul, a cultura do trigo apresenta desenvolvimento e estado fitossanitário adequados, em função da alternância regular entre períodos chuvosos e secos nas últimas semanas. A disponibilidade hídrica no solo e a elevada incidência solar têm proporcionado condições para o perfilhamento, para o alongamento de colmos e para o início das fases reprodutivas. Atualmente, 70% das lavouras de trigo estão em fase vegetativa, 20% em floração e 10% em enchimento de grãos. O cenário estadual permanece dentro da normalidade, e há perspectivas positivas de produtividade, caso as condições climáticas sigam favoráveis ao longo do período crítico de floração e enchimento de grãos.

    A cultura da aveia-branca apresenta desenvolvimento satisfatório em grande parte das lavouras, predominando os estágios de florescimento e enchimento de grãos. Nas regiões de maior expressão produtiva, como o Noroeste e o Planalto Médio, os cultivos de aveia-branca estão em estágios mais avançados e a colheita das lavouras precoces começa a ser planejada.

    Na canola, os dias ensolarados e as temperaturas em elevação no final de agosto favoreceram o florescimento e a formação de grãos em diferentes regiões. A disponibilidade adequada de radiação solar tem estimulado a polinização natural, intensificada pela presença de abelhas, fator que pode contribuir para o incremento da produtividade.

    Olerícolas e frutícolas 

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o clima das últimas semanas tem favorecido o desenvolvimento das olerícolas, em razão da boa combinação de luminosidade, das temperaturas amenas e da adequada umidade no solo. Houve aumento da oferta e melhora na qualidade da produção. As condições produtivas e sanitárias das olerícolas seguem propícias, com avanço das culturas de primavera e investimentos em estruturas de cultivo protegido, mesmo diante de alguns impactos climáticos.

    A oferta de folhosas no mercado regional de Frederico Westphalen está alta, e os produtos apresentam bom porte e qualidade. No entanto, a demanda reduziu drasticamente nos últimos dias, pois as hortas domésticas estão em pleno desenvolvimento, favorecidas pelo clima. Culturas como moranga, abóbora, tomate e mandioca estão em processo de preparo de solo para receber as mudas ou manivas, tanto nas áreas comerciais quanto para autoconsumo.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em São José do Norte, o transplantio da cebola foi concluído nos 1.440 hectares previstos, sendo cerca de 16 hectares de forma mecanizada. As áreas de semeadura direta representam cerca de 2% (30 ha) do total cultivado no município, e há tendência de aumento para a próxima safra. Em Herval e Pedras Altas, foi concluído o plantio dos bulbos de cebola para a produção de sementes, e a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo.

    As frutícolas, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, apresentam bom desenvolvimento. A cultura de morango tem emitido floração abundante, e houve aumento de frutos maduros, porém elevou-se a presença de ácaros nas plantas. Os frutos das culturas de pêssego e nectarina se desenvolvem de forma adiantada. A poda das videiras está finalizada, e as plantas iniciam a fase de brotação.

    Sobre a uva na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as condições climáticas permitiram a aceleração da poda de inverno, faltando podar em torno de 15% da área de videiras nas regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, devendo ser encerrada nos próximos dias. As variedades mais precoces, como a Vênus e as situadas em áreas mais quentes da região, já estão no início da brotação, mas ainda não emitem botões florais.

    Pastagens e criações

    Os campos nativos e as pastagens perenes de verão apresentaram melhora na oferta e qualidade da forragem, favorecidas por radiação solar e temperaturas elevadas, além de umidade adequada, que permitiram maior carga de pastejo e melhor eficiência. Especialmente nos campos melhorados com azevém, o manejo adequado aumentou a qualidade da pastagem, suportando altas lotações. Os produtores também efetuaram o plantio de milho para silagem e de pastagens anuais de verão, aproveitando a boa umidade do solo.

    As temperaturas elevadas e os dias ensolarados beneficiaram o conforto térmico e o desempenho dos rebanhos de corte, tanto a pasto quanto em confinamento. A fase predominante do rebanho ainda é a de gestação, e as parições seguem avançando. A maioria dos produtores aplicou o reforço da vacina preventiva para clostridioses, e intensificaram o controle de parasitas. Nas áreas onde há o sistema de Integração Lavoura Pecuária iniciam-se os preparativos para o cultivo da soja.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os pescadores artesanais da Lagoa dos Patos estão em período de seguro defeso, que seguirá até o dia 30/09. Em Arroio Grande, uma cooperativa registrou dificuldades na comercialização do pescado e, como alternativa, prospectaram novos mercados, incluindo os institucionais.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Produtividade começa no solo: tema será abordado no Dia de Campo da CCGL

    O XV Dia de Campo da CCGL, que acontece no dia 18 de setembro em Cruz Alta, terá uma estação dedicada a um dos pilares da atividade leiteira: a fertilidade do solo. A apresentação “Fertilidade do solo: a base da produtividade” será conduzida pelo pesquisador Dr. Jackson E. Fiorin, da RTC/CCGL e o produtor Everton Hartwig, destacando como a correta correção e o manejo de nutrientes vão muito além da adubação tradicional com NPK.

    Na estação, os especialistas vão discutir como a análise detalhada do solo e o uso de tecnologias de manejo podem resultar em incremento de produção e retorno econômico para os produtores. A proposta é mostrar que olhar para a fertilidade de forma estratégica é fundamental para garantir sustentabilidade, eficiência e competitividade na cadeia do leite.

    Esse tema integra o conjunto de sete estações técnicas que vão compor o Dia de Campo, todas alinhadas ao mote do evento: “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”. O XV Dia de Campo da CCGL acontece dia 18 de setembro, a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/