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fev 27 2026 CCGL apresenta “Prêmio Top RS Leite de Verdade” em evento da Fenasoja
Produtividade e gestão entram oficialmente na pauta da Fenasoja na próxima semana, quando a CCGL apresenta o Prêmio Top RS Leite de Verdade, iniciativa que reconhece propriedades leiteiras e produtores do Rio Grande do Sul a partir de critérios técnicos e produtivos; a apresentação ocorre no dia 23 de fevereiro, às 9h30, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa.
Os participantes do concurso fizeram suas inscrições através da plataforma Smartcoop, e é através dela que será feito o ranqueamento dos produtores que melhor representam as cinco categorias. É por meio da SmartCoop, que vai ser feito a avaliação a partir das informações registradas. Estão participando produtores fornecedores de leite associados às cooperativas do sistema CCGL, que utilizam os pilares do Programa de Gestão CCGL na Plataforma SmartCoop.
O Prêmio Top RS Leite de Verdade vai destacar indicadores como produtividade da terra, eficiência produtiva de sólidos no leite, desempenho reprodutivo para alta fertilidade, eficiência econômica e um reconhecimento especial da melhor média destes índices.
O Prêmio Top RS Leite de Verdade busca inspirar produtores através do incremento da produtividade e lucratividade, valorizando os resultados das ações e práticas de manejo e gestão que contribuam para o aprimoramento do potencial produtivo, melhorando a qualidade, bem como o bem-estar animal e humano.
A premiação faz parte da programação da FENASOJA 2026, em Santa Rosa (RS), reunindo produtores, técnicos e lideranças do setor em um momento de celebração, troca de experiências e inspiração para o futuro da cadeia leiteira.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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fev 27 2026 Maior parte das lavouras de soja estão em fase de enchimentos de grãos
As chuvas entre os dias 16 e 19/2 reduziram as perdas hídricas nas lavouras com recomposição da umidade no solo
A cultura da soja se encontra majoritariamente na fase de enchimento de grãos (60%), seguida por floração (28%), desenvolvimento vegetativo (8%) e maturação (4%). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (26/02), a colheita está incipiente; ocorre apenas em algumas lavouras de ciclo mais precoce ou mais afetadas por restrição hídrica.
Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. Nova estimativa de produtividade da soja (e demais culturas) está sendo realizada e deverá ser divulgada na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no dia 10 de março.
As precipitações ocorridas entre 16 e 19/02 apresentaram maior abrangência espacial no território estadual, apesar das variações nos volumes acumulados entre regiões e municípios. Esses eventos promoveram recomposição significativa da umidade no solo, atenuando o estresse hídrico e contribuindo para a redução da irregularidade no desenvolvimento das lavouras, sobretudo nos cultivos em estádios reprodutivos.
No entanto, a restrição hídrica registrada em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro, associada a temperaturas elevadas, resultou em perdas irreversíveis nas lavouras semeadas precocemente, principalmente em solos rasos, compactados ou com menor capacidade de retenção de água. Nesses cultivos, houve abortamento de flores e vagens, redução do porte das plantas, desfolha e encurtamento do ciclo fenológico.
A ocorrência de precipitações no período possibilitou a retomada do crescimento vegetativo e reprodutivo nas lavouras de semeadura intermediária e tardia, possibilitando a recuperação parcial do potencial produtivo e a diminuição da amplitude dos contrastes entre áreas.
Observa-se variabilidade no potencial produtivo, condicionada à distribuição das chuvas, à época de semeadura, ao ciclo das cultivares e às práticas de manejo. Apesar da recomposição hídrica no período, parte das perdas já se encontra consolidada, enquanto áreas beneficiadas por volumes mais regulares de precipitação mantêm potencial produtivo próximo ao inicialmente projetado.MILHO
A colheita do milho avançou de forma lenta em decorrência das precipitações mais abrangentes do período, alcançando aproximadamente 60% da área cultivada no Estado. Nas áreas colhidas, a produtividade está próxima à projeção inicial, com menor impacto da insuficiência hídrica ao longo do ciclo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada no início de março.As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (5%), floração (4%), enchimento de grãos (12%) e em maturação (19%). Houve redução da intensidade do estresse hídrico, o que contribuiu para mitigar perdas adicionais no potencial produtivo remanescente. Entretanto, em diversas áreas, as chuvas ocorreram de forma tardia, sem capacidade de reverter perdas já consolidadas em decorrência da restrição hídrica, registrada entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.
MILHO SILAGEM
As precipitações ocorridas nas últimas semanas contribuíram para aliviar o estresse hídrico que afetava muitas lavouras. Na maior parte do Estado, as chuvas ajudaram a restabelecer a umidade do solo e permitiram recuperar parte das perdas de produtividade. Porém, há algumas localidades onde as chuvas não foram suficientes, e ocorrerão perdas relevantes.Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha. A semeadura da cultura está finalizada em praticamente todo o Estado, e a colheita alcança 65% das áreas plantadas. Ainda há 9% de lavouras em início de maturação, 9% em enchimento de grãos, 5% em floração e 12% em desenvolvimento vegetativo.
ARROZ
A colheita da cultura do arroz está em fase inicial, alcançando aproximadamente 3% da área cultivada, com avanço concentrado em áreas mais precoces da Metade Oeste e Central do Estado. A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
A maior parte das lavouras se encontra em estádios reprodutivos, com predomínio de áreas em enchimento de grãos (45%), seguidas por floração (22%). A maturação alcança 27% das lavouras, o que indica aceleração das operações de colheita nos próximos dias. Pequena parte (2%) ainda permanece em desenvolvimento vegetativo.FEIJÃO 1ª E 2ª SAFRAS
A semeadura do feijão primeira safra se encaminha para o final na região dos Campos de Cima da Serra. No Estado, resta menos de 1% de áreas em desenvolvimento vegetativo. Estão 6% das áreas em floração, 30% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 53% colhidos. A Emater/RS-Ascar projeta área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.A semeadura do feijão segunda-safra se encaminha para o fim no Rio Grande do Sul. O estado fitossanitário e o desenvolvimento da cultura estão adequados. Devido ao plantio mais tardio, as lavouras não foram afetadas pelo estresse hídrico que atingiu a 1ª safra em algumas regiões. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha. Estão 77% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 15% em floração, 6% em enchimento de grãos e 2% em maturação.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 24 2026 Fim de semana deve ser de tempo estável em grande parte do Estado
Já a previsão para a próxima semana indica previsão de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul
Para o final de semana, a previsão é de tempo estável em grande parte do RS com incidência de chuvas isoladas na metade Oeste. Em algumas localidades da metade Sul, as temperaturas podem apresentar leve declínio no domingo (22/2). Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica chuva em grande parte do território gaúcho.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 08/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (20/2): a instabilidade deve se concentrar em pontos da metade Norte, também com previsão de chuva fraca a moderada, pontualmente forte.
Sábado (21/2) e domingo (22/2): a atuação de um cavado (área alongada de baixa pressão) a Oeste do RS pode provocar chuva na metade Oeste do Rio Grande do Sul. Nesses dois dias, a precipitação deve ocorrer de forma isolada nessa região, enquanto nas demais localidades o tempo permanecerá estável, sem previsão de chuva significativa.
Segunda (23/2) e Terça-feira (24/2): o sistema deve se aproximar e intensificar a instabilidade, com previsão de chuva em grande parte do território gaúcho.
Quarta-feira (25/2): os efeitos de circulação associados ao transporte de umidade podem provocar chuva no litoral gaúcho e em regiões adjacentes, onde há previsão de precipitação fraca a moderada. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem previsão de chuva significativa. Na metade Norte do RS, deve ocorrer uma leve oscilação nas temperaturas e posterior retomada gradual dos valores de calor.
Assim, os acumulados de precipitação devem variar entre 5 e 100 milímetros (mm) ao longo da semana, com maiores acumulados sendo previstos para região da Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai e Norte. Nas demais regiões, os acumulados previstos são um pouco menores e devem ficar entre 5 e 50 mm.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 20 2026 Chuvas aliviam estresse da soja no Rio Grande do Sul
Chuvas recuperam parcialmente as lavouras, mas perdas já são irreversíveis em áreas atingidas pela seca
As chuvas registradas entre os dias 12 e 15 de fevereiro recuperaram momentaneamente as lavouras de soja no Rio Grande do Sul do estresse provocado pela falta de precipitações nas últimas semanas. A recomposição parcial da umidade do solo ocorreu em área mais abrangente, especialmente na Fronteira com o Uruguai e no Centro-Oeste do Estado, favorecendo a recuperação da turgidez vegetal e atenuando, de forma temporária, os sintomas de déficit hídrico. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19/02) pela Emater/RS-Ascar.
Apesar da melhora recente, a cultura da soja ainda apresenta elevada variabilidade de potencial produtivo entre lavouras, reflexo da distribuição irregular das chuvas e da persistência de alta demanda evaporativa. Esses fatores resultaram em déficits hídricos diferenciados entre regiões e áreas de cultivo. Em parte das lavouras, a produtividade projetada permanece próxima à expectativa inicial, desde que haja continuidade das chuvas nas próximas semanas. No entanto, perdas já estão consolidadas em áreas submetidas a déficit hídrico prolongado, especialmente em solos rasos e arenosos e em posições de relevo mais elevadas.
Atualmente, 85% das lavouras estão em fase reprodutiva, sendo 35% em florescimento e 50% em enchimento de grãos — período crítico para definição do rendimento. Nas áreas mais afetadas, observam-se senescência precoce, abortamento de flores e vagens, redução da área foliar e heterogeneidade na estatura das plantas. Em contrapartida, lavouras em solos com maior capacidade de retenção de água, como várzeas e áreas com adequada cobertura de palhada, mantêm melhor condição fisiológica e maior potencial produtivo. Não há pressão significativa de pragas; são realizados controles pontuais de ácaros, tripes e percevejos. Há incidência de ferrugem-asiática, sobretudo em locais com maior umidade, com aplicações calendarizadas de fungicidas e alternância de princípios ativos.
Entre as demais culturas de verão, a colheita do milho alcança 58% de área cultivada, com produtividade satisfatória e próxima à projetada inicialmente nas áreas já colhidas. As lavouras remanescentes apresentam grande variabilidade de potencial produtivo, em razão da irregularidade das chuvas e do déficit hídrico em fases críticas. Nas áreas tardias e de segunda safra, há limitações no estabelecimento e no desenvolvimento vegetativo devido à baixa umidade do solo e às temperaturas elevadas. Onde houve precipitações recentes, observa-se recuperação parcial do potencial, condicionada à continuidade das chuvas. Há presença de cigarrinha em diversas regiões, com monitoramento e controles pontuais.
No milho destinado à silagem, o estresse hídrico segue afetando muitas lavouras, embora as precipitações esparsas tenham amenizado os efeitos das altas temperaturas e da intensa radiação solar. O impacto foi mais severo em áreas com manejo deficiente. Talhões com solo bem estruturado e adubação ajustada apresentam rendimento satisfatório, com acúmulo adequado de biomassa e matéria seca, permitindo cortes na janela ideal. Já em áreas com manejo menos criterioso, a irregularidade hídrica resultou em menor estatura e produção de massa verde, além de variação na qualidade da silagem, com possível reflexo no desempenho animal.
A colheita do feijão de primeira safra está praticamente concluída nas regiões de plantio precoce ou intermediário. Nos Campos de Cima da Serra, onde predomina o plantio tardio, ainda há áreas em desenvolvimento, floração e enchimento de grãos. Os preços pagos ao produtor estão bastante depreciados, desestimulando investimentos na segunda safra. Já o feijão de segunda safra apresenta bom estabelecimento, emergência e arranque inicial. Apesar do período de restrição hídrica e de tempo quente, o quadro é de normalidade, pois as lavouras ainda não estão nas fases mais sensíveis ao estresse hídrico.
A cultura do arroz apresenta desenvolvimento fisiológico adequado, favorecido pela elevada radiação solar e pela disponibilidade hídrica satisfatória nos sistemas de irrigação. Predominam lavouras nas fases reprodutivas de floração e enchimento de grãos, com avanço gradual da colheita nas áreas mais precoces. As temperaturas elevadas durante a antese podem ter causado esterilidade parcial de espiguetas, com possível impacto pontual no rendimento final. De modo geral, entretanto, a perspectiva é de produtividades dentro das estimativas iniciais, condicionadas à manutenção das condições hídricas e térmicas ao longo do enchimento de grãos e da maturação.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 19 2026 Calor limita pastejo em diversas regiões
Pragas e seca desafiam pecuaristas
O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar aponta que, em diversas regiões do Rio Grande do Sul, os sintomas de déficit hídrico são visíveis nas pastagens, com redução do crescimento e perda de vigor das forrageiras. Segundo o boletim, o capim-annoni tem se destacado em relação às espécies nativas, mantendo maior oferta de biomassa e coloração verde, além de apresentar produção de sementes, o que pode ampliar a infestação da espécie invasora. O relatório informa que “a irregularidade das precipitações, associada às temperaturas elevadas, reduziu os níveis de umidade no solo e limitou o desenvolvimento das forrageiras, especialmente das espécies anuais”. Mesmo com irrigação em algumas áreas, os baixos níveis dos reservatórios restringiram a eficiência da prática.
Na regional de Bagé, nas áreas de várzea, o crescimento dos campos nativos é considerado satisfatório em razão do maior acúmulo de água no solo. Em localidades com solos arenosos ou rasos e vários dias sem chuva, há redução no crescimento da vegetação. As pastagens cultivadas de braquiária, Panicum, capim-elefante, Tifton, milheto e capim-sudão registraram diminuição na produção de massa verde, embora apresentem tolerância à restrição hídrica. Produtores iniciaram a busca por sementes de aveia e a aquisição de ureia para a semeadura das pastagens de inverno prevista para março. Na regional de Erechim, o desenvolvimento e o rendimento das pastagens são apontados como adequados na maioria das áreas, mas nas anuais de verão, como sorgo e milheto, houve alteração na coloração em função da deficiência de umidade no solo.
Na regional de Ijuí, as pastagens anuais e perenes de verão apresentam bom desenvolvimento nos municípios onde houve chuva em 7 de novembro, porém, de modo geral, a escassez hídrica e o calor intenso têm provocado baixo crescimento e reduzida rebrota. O boletim destaca que “apesar da oferta de forragem em parte das propriedades, o excesso de calor tem limitado o pastejo”, exigindo roçadas para ajuste do manejo. Em Passo Fundo, as pastagens cultivadas atingiram o potencial produtivo máximo, enquanto os campos nativos ofertaram forragem, mas estão no limite devido à restrição hídrica.
Na regional de Pelotas, em Santa Vitória do Palmar e Chuí, as precipitações limitadas restringem a oferta de alimento nos campos nativos e nas pastagens cultivadas. Em Pedras Altas, há boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as espécies nativas ficaram estagnadas, com taxa mínima de acúmulo de matéria seca, e as pastagens anuais de verão apresentaram produção abaixo do esperado. Áreas de aveia implantadas precocemente estão em fase de sementação, comprometendo o valor nutricional e reduzindo a disponibilidade de alimento aos rebanhos. Em Soledade, as chuvas de 7 de novembro impulsionaram a rebrota e possibilitaram pastejo.
Nas regionais de Porto Alegre, a reserva de umidade no solo e as temperaturas elevadas favoreceram o desenvolvimento das pastagens. Escritórios da Emater/RS-Ascar iniciaram a elaboração de projetos de crédito de custeio do Programa Sementes e Mudas Forrageiras, por meio do FEAPER, marcando o planejamento das pastagens de inverno. Em Santa Maria, a qualidade e a quantidade das pastagens variaram conforme a localidade, com redução na taxa de crescimento nas áreas com menos chuva. Em São Vicente do Sul, produtores realizaram roçadas para controle de alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) e há ocorrência de cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta), demandando controle químico.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 19 2026 Controle do carrapato é um desafio para a pecuária gaúcha
O carrapato bovino, pequeno em tamanho, porém gigante em impacto, é um dos maiores desafios sanitários da pecuária brasileira. Estimativas apontam que o parasita acarreta prejuízos anuais superiores a US$ 3,9 bilhões no país, comprometendo produtividade, bem-estar animal e rentabilidade das propriedades.
No Rio Grande do Sul, as perdas chegam a R$ 300 milhões por ano, segundo dados da Emater/RS-Ascar, em série de entrevistas sobre o tema no programa de rádio da Instituição, acessado em https://www.youtube.com/watch?v=vWIGJht7WWc.
Além da queda no ganho de peso e na produção de leite, o carrapato é vetor da tristeza parasitária bovina, considerada a principal causa de morte de bovinos no Estado. Embora registros oficiais indiquem cerca de dez mil mortes anuais, técnicos afirmam que o número real pode ser dez vezes maior, devido à subnotificação.
AVANÇOS TÉCNICOS E ALTERNATIVAS PARA SUPERAR A RESISTÊNCIA
Outro fator alarmante é a resistência crescente aos carrapaticidas. Levantamento do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), ligado à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), revela que 70% das propriedades gaúchas já apresentam multirresistências, ou seja, os parasitas não respondem a pelo menos quatro das sete classes de produtos disponíveis. Em 5% das propriedades, não há eficácia em nenhum dos produtos comercializados, tornando o controle praticamente inviável.
Especialistas destacam que o problema não está apenas nos animais, mas principalmente no ambiente. Mais de 95% da população de carrapatos permanece no solo e no pasto, o que exige estratégias de manejo que vão além da aplicação de químicos. O ciclo do parasita, que se intensifica do verão ao outono, multiplica a infestação de forma exponencial, se não houver medidas preventivas já na primavera.
O pecuarista Ruberlei Jacques Dondé, de André da Rocha, cria bovinos de corte desde 2008 e alterna manejos convencionais e integrados, como a homeopatia que, segundo relata, ajudou a diminuir o intervalo entre as aplicações dos acaricidas químicos, chegando quase a zerar a incidência de ectoparasitas em seu rebanho de 150 animais. “Começamos o manejo no início da primavera e fazemos aplicações em sequência até dezembro e isso tem garantido uma baixa população de ectoparasitas. Mas no alto verão, como agora, aumenta o desafio, com novas gerações apresentando carrapatos. Aí entramos com mais um produto que ajuda no controle de carrapatos que podem já estar nos animais. O importante é o produtor conhecer como os produtos funcionam e posicionar conforme a necessidade de cada um. O que funciona para um produtor pode não funcionar para outro”, destaca.
Para enfrentar o desafio, o biocarrapaticidograma surge como ferramenta essencial. O exame gratuito, realizado pelo IPVDF, identifica quais produtos ainda funcionam em cada propriedade, permitindo um controle mais direcionado e eficiente. A coleta de carrapatos engurgitados e o envio ao laboratório garantem um laudo detalhado sobre a eficácia dos diferentes grupos químicos.
PRÁTICAS DE CONTROLE
Nos últimos quatro anos, a Emater/RS-Ascar realizou mais de 2.500 visitas técnicas e promoveu 60 eventos em parceria com o IPVDF, alcançando cerca de 60 mil produtores rurais. Além do uso racional de carrapaticidas, iniciativas como rotação de piquetes, homeopatia e fitoterapia vêm sendo testadas para reduzir a infestação e minimizar impactos ambientais.
Conforme a extensionista da Emater/RS-Ascar, veterinária Thaís Michel, o trabalho da Emater/RS-Ascar no controle do carrapato bovino baseia-se em uma estratégia integrada que reduz a dependência exclusiva de carrapaticidas químicos. A Emater promove o controle integrado, combinando uso estratégico e rotacionado de carrapaticidas, manejo produtivo (rotação de piquetes, ajuste da carga animal e redução da contaminação), adoção de raças mais resistentes, quarentena sanitária e práticas complementares como homeopatia. Essa abordagem busca eficiência, sustentabilidade e equilíbrio entre saúde animal, ambiental e econômica nas propriedades rurais”, conclui.
Apesar dos esforços, especialistas reforçam que o carrapato é um problema permanente e sem possibilidade de erradicação. O caminho, afirmam, é a integração entre pesquisa, assistência técnica e defesa sanitária, para que os produtores possam conviver com o parasita de forma sustentável e menos onerosa.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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fev 19 2026 Chuvas abaixo da média e temperaturas próximas da normal marcaram o mês de janeiro
Desvios negativos foram registrados na Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai, Norte, Central, Campanha e Litoral Sul
O monitoramento climático de janeiro de 2026 mostrou que as chuvas no Rio Grande do Sul estiveram abaixo da média histórica em praticamente todo o estado, com temperaturas médias do ar próximas ou abaixo da normal. As informações fazem parte do Comunicado Agrometeorologico 97, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
As chuvas em janeiro de 2026 ficaram abaixo da média histórica em praticamente todo o estado, com desvios negativos entre -25 e -100 mm nas regiões da Fronteira Oeste, Missões, Alto Uruguai, Norte, Central, Campanha e Litoral Sul. “Apenas em áreas a leste e nordeste, incluindo alguns pontos da Serra, Campos de Cima da Serra e Litoral Norte, os volumes foram superiores à média”, complementa a pesquisadora Loana Cardoso, uma das autoras do comunicado.
As temperaturas médias do ar ficaram entre 18°C e 28°C na maior parte do estado. Os valores mais elevados concentraram-se na região sudoeste, com médias entre 24°C e 28°C. As menores temperaturas médias ocorreram no sudeste e nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, que registraram temperaturas médias variando entre 18 e 22°C.
“As condições meteorológicas favoreceram a maturação e colheita das variedades precoces de uva. Também permitiram um desenvolvimento adequado das culturas de verão”, pontua a pesquisadora.
Já para as bovinoculturas de corte e de leite, o clima auxiliou na maior disponibilidade de forragem. “Porém, houve necessidade de ajustes de manejo em função de estresse térmico, pelas temperaturas mais elevadas do período”, complementa Loana.
Produzido pelo grupo de Agrometeorologia do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), o Comunicado Agrometeorológico é uma publicação mensal que traz as informações detalhadas das condições meteorológicas ocorridas no mês anterior. Com dados captados das estações meteorológicas do Simagro e do Inmet, o comunicado apresenta tabelas e mapas, além de uma análise dos impactos das condições meteorológicas sobre as principais culturas agrícolas e a produção pecuária no período.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 12 2026 Chuvas e tempestades previstas no Sul até domingo
Sul pode ter volumes acima de 150 mm no fim de semana
De acordo com informações do Meteored, a Região Sul do Brasil seguirá sob risco de tempestades diárias até domingo (15). A previsão indica ocorrência de chuva de forma irregular, com possibilidade de granizo, rajadas intensas de vento e acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados.
Entre quarta-feira (11) e domingo (15), a Região Sul deverá registrar episódios de chuva associados ao contraste térmico entre a chegada de uma frente fria e o calor acima da média que vinha predominando. Segundo o Meteored, esse cenário favorece a formação de tempestades, com incidência de descargas elétricas, risco de granizo, volumes elevados de precipitação e ventos intensos.
Na quarta-feira (11), há previsão de tempestades sobre a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, do entorno de Uruguaiana até o Noroeste do estado, com possibilidade de granizo, chuva forte e rajadas de vento. Pancadas de menor intensidade também são esperadas para a faixa leste entre Santa Catarina e o Paraná.
Para quinta-feira (12), o extremo sul do Rio Grande do Sul entra em alerta para volumes diários que podem se aproximar ou superar 100 milímetros entre Chuí e Santa Vitória do Palmar. O Meteored indica que as chuvas intensas devem se concentrar ao longo do dia nessa área, com potencial de alagamentos e inundações.
A condição é apontada pelo índice de previsão extrema do modelo ECMWF, citado pelo Meteored, que identifica áreas onde a previsão se afasta do padrão climático da região. Embora os maiores riscos estejam projetados para o Uruguai, a faixa de fronteira com o Rio Grande do Sul também apresenta indicativo de volumes elevados.
Ao longo do período, há previsão de tempestades nos três estados do Sul, com maior potencial de ocorrência no Rio Grande do Sul e no centro-oeste de Santa Catarina. O Meteored informa que os episódios podem ser acompanhados por descargas elétricas, granizo e rajadas de vento.
As tempestades também devem atingir as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, áreas com maior concentração populacional e, portanto, mais suscetíveis a impactos associados a eventos de chuva intensa.
Na sexta-feira (13), uma nova rodada de instabilidade mantém o alerta no Sul do país, com chuvas mais intensas previstas para o Rio Grande do Sul entre a manhã e a tarde. No fim do dia, os maiores volumes tendem a se concentrar na faixa leste de Santa Catarina.
O Meteored aponta risco de tempestades nos três estados, com maior potencial de severidade na metade oeste e no nordeste do Rio Grande do Sul, além da faixa leste de Santa Catarina e do Paraná.
No sábado (14), as tempestades devem perder parte da intensidade, mas ainda são esperadas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mantendo a condição de instabilidade na região.
O modelo de confiança do Meteored indica possibilidade de volumes de chuva classificados como incomuns a extremos na faixa leste entre o nordeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A atualização mais recente do modelo ECMWF, citada pelo Meteored, projeta acumulados superiores a 150 milímetros no litoral norte do Rio Grande do Sul ao longo do sábado (14), com possibilidade de aproximação ou superação de 200 milímetros até o fim do domingo (15), quando ainda são esperadas tempestades localizadas em diferentes pontos da Região Sul.
O mapa de previsão de acumulados indica distribuição irregular da precipitação, com maiores volumes concentrados na faixa leste da Região Sul, entre o extremo sul do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nessas áreas, os volumes podem variar entre 100 e 200 milímetros, com registros acima de 100 milímetros também em pontos isolados do Rio Grande do Sul.
Segundo o Meteored, a precipitação é uma das variáveis mais difíceis de previsão, e o acompanhamento das atualizações dos modelos meteorológicos é necessário nos próximos dias.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 11 2026 Inmet atualiza projeções climáticas para a agricultura
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (10) o Boletim Agroclimatológico Mensal referente ao trimestre de fevereiro, março e abril de 2026, com projeções de chuva, temperatura e armazenamento hídrico do solo para as regiões do país.
Segundo o boletim, na Região Norte, o modelo multimodelo desenvolvido em cooperação entre o Inmet, o CPTEC/INPE e a Funceme aponta volumes de chuva próximos ou abaixo da média histórica no Tocantins, com reduções mais acentuadas no leste do estado, onde os acumulados podem ficar até 100 mm abaixo da normal climatológica. Em contrapartida, o boletim indica precipitações acima da média no Amazonas, Roraima, Acre, centro-sul do Amapá e em grande parte do Pará, com acréscimos de até 100 mm em áreas entre o leste do Amazonas, oeste do Pará, Roraima e sul do Amapá. As temperaturas devem permanecer próximas da média na maior parte da região, com desvios levemente acima do padrão no Tocantins, Rondônia, Acre e sudeste do Pará, com aumento médio de até 1 °C. O Inmet informa que o armazenamento hídrico do solo entre fevereiro e abril de 2026 deve superar 80% em grande parte da região, favorecendo lavouras de mandioca, milho e feijão, além de sistemas com banana e cacau. Por outro lado, parte do extremo norte do Amazonas e Roraima deve registrar níveis inferiores a 40%, com necessidade de atenção ao manejo do solo. O boletim aponta ainda déficits hídricos mais intensos em fevereiro e março nessas áreas, com redução em abril, enquanto excedentes hídricos são esperados no centro do Amazonas, Rondônia, extremo norte do Tocantins e grande parte do Amapá e do Pará.
Para a Região Nordeste, o Inmet projeta chuvas abaixo da média na maior parte do território, com reduções de até 100 mm e anomalias mais intensas no nordeste da Bahia e em áreas do Vale do São Francisco, onde os volumes podem ficar até 200 mm abaixo da média. No norte do Maranhão e do Piauí, a previsão indica precipitações acima da média. As temperaturas devem permanecer acima do padrão histórico em grande parte da região, com desvios entre 0,25 °C e 1,0 °C. O boletim registra estoques hídricos do solo inferiores a 30% na maior parte do Nordeste, com déficit mais amplo em fevereiro e redução gradual em março. O Inmet alerta que o cenário pode comprometer o desenvolvimento de milho e feijão, sobretudo em áreas com menor retenção de água. Em contrapartida, o armazenamento hídrico superior a 60% previsto no Maranhão, oeste e norte do Piauí e extremo oeste da Bahia tende a favorecer as fases reprodutivas da soja e do milho no MATOPIBA e contribuir para a recuperação das pastagens.
No Centro-Oeste, o prognóstico para o trimestre indica chuvas próximas ou acima da média no norte e oeste de Mato Grosso, enquanto Mato Grosso do Sul, Goiás e o leste de Mato Grosso devem registrar volumes até 50 mm abaixo da média histórica. As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1,0 °C. O Inmet aponta armazenamento hídrico do solo superior a 60% na maior parte da região, com exceção de áreas do Pantanal e do leste de Mato Grosso do Sul, onde os estoques podem ficar abaixo de 40% e evoluir para déficit hídrico em abril. Nessas áreas, a limitação de água pode afetar o enchimento de grãos e o desenvolvimento de soja e algodão, além de reduzir a capacidade de suporte das pastagens. Já no norte de Mato Grosso e no centro de Goiás, as condições são apontadas como favoráveis para lavouras de verão e para o estabelecimento de culturas de segunda safra.
Na Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média no centro-norte de Minas Gerais, Rio de Janeiro, oeste de São Paulo e em todo o Espírito Santo, com desvios de até 50 mm. No sul de Minas Gerais e no centro-leste de São Paulo, os volumes devem ficar próximos ou levemente acima da média. As temperaturas podem ficar até 0,5 °C acima da média em São Paulo, leste do Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, com desvios de até 1,0 °C no norte mineiro. O Inmet informa que o armazenamento hídrico do solo deve permanecer abaixo de 40% no norte de Minas Gerais, centro-norte do Espírito Santo e nordeste do Rio de Janeiro, o que pode limitar pastagens e o enchimento de grãos de café. Nas demais áreas, os estoques superiores a 70% tendem a favorecer milho, algodão e cana-de-açúcar. O boletim aponta déficits hídricos mais intensos em fevereiro e abril no extremo norte de Minas Gerais, enquanto excedentes hídricos em fevereiro e março no centro-sul mineiro e centro-leste paulista favorecem a manutenção da umidade do solo. O Inmet destaca ainda que a disponibilidade hídrica ao longo do trimestre cria condições para a implantação do trigo irrigado em abril em áreas de São Paulo e do centro-sul de Minas Gerais.
Para a Região Sul, o boletim indica chuvas próximas da média em grande parte do Rio Grande do Sul e no nordeste de Santa Catarina e do Paraná. No norte do Rio Grande do Sul e em grande parte de Santa Catarina e do Paraná, são previstas anomalias negativas de até 30 mm, com déficit de até 50 mm no sudoeste do Paraná. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região. O Inmet aponta aumento e manutenção de elevados níveis de umidade do solo no Rio Grande do Sul e em grande parte da região, com estoques superiores a 70%, enquanto o sudeste e o extremo sul gaúcho podem registrar níveis inferiores a 40% em fevereiro e março. O boletim informa que os excedentes hídricos devem favorecer o estabelecimento de feijão e milho segunda safra no Paraná e contribuir para a recuperação das condições de armazenamento de água no solo no Rio Grande do Sul, beneficiando culturas de grãos e pastagens. O Inmet ressalta que os maiores acumulados previstos para abril exigem atenção, uma vez que áreas de soja com semeaduras mais tardias podem estar próximas da colheita, com possíveis impactos nas operações e na qualidade do produto.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 11 2026 Ferrugem asiática desafia e impacta a produtividade da soja
A ferrugem asiática da soja continua sendo uma das principais e mais agressivas doenças que afetam a cultura no Brasil. Quando não controlada de forma adequada e no momento correto, a doença pode causar perdas de até 100% da lavoura, comprometendo a rentabilidade do produtor rural.
Causada por um fungo altamente agressivo, a ferrugem asiática se desenvolve com maior intensidade em temperaturas amenas, entre 20°C e 25°C, e em períodos prolongados de molhamento foliar, que variam de oito a dez horas. Nessas condições, o fungo encontra o ambiente ideal para se multiplicar e se espalhar entre plantas e lavouras.
De acordo com Clovis Roberto Schwengber, técnico em agropecuária e extensionista da Emater/RS-Ascar, os primeiros sinais da doença aparecem como pequenas pintas na folhagem, que evoluem para manchas maiores, seguidas pela queda precoce das folhas. “Um dos principais diferenciais da ferrugem asiática é a presença de esporulações de coloração marrom, localizadas principalmente na parte inferior das folhas, com aspecto de pequenos vulcões”, explica. Ele ressalta ainda que “embora possam ser vistas a olho nu, a identificação correta e mais precisa é com o uso de lupa de aumento de até 20 vezes ou através de análises laboratoriais”.
Os impactos causados pela doença podem afetar a soja desde o seu estágio inicial de desenvolvimento, mas é na fase reprodutiva, quando a planta apresenta menor capacidade de reação, que costumam ocorrer os maiores prejuízos. Após a instalação da ferrugem, o controle se torna extremamente difícil, reforçando a importância de ações preventivas e antecipadas.
O fungo responsável pela ferrugem asiática sobrevive em plantas hospedeiras, sendo a própria soja a principal delas. A disseminação de seus esporos acontece principalmente pelo vento, atingindo as folhagens e multiplicando-se rapidamente, podendo comprometer toda a plantação e até mesmo áreas vizinhas.
O uso de espaçamentos adequados, plantio precoce, adoção de cultivares com resistência genética, aplicações sequenciais de fungicidas com diferentes modos de ação e monitoramento de áreas vizinhas são as principais estratégias de manejo integrado da ferrugem asiática. A falta de controle adequado pode resultar em perdas totais da produção, causando forte impacto econômico. A detecção e reconhecimento precoce permitem a aplicação de fungicidas específicos no momento certo, aumentando de forma significativa a eficiência do manejo.
O vazio sanitário também tem papel fundamental no controle da doença, pois elimina plantas hospedeiras no campo, quebrando o ciclo do fungo. Porém, o risco de resistência aos fungicidas é real e exige atenção. A rotação de princípios ativos e o uso consciente dos produtos são medidas essenciais para manter a eficiência do controle ao longo do tempo.
Schwengber destaca que a pesquisa agrícola tem contribuído para o avanço no controle da ferrugem asiática, com o desenvolvimento de novos princípios ativos, misturas mais eficientes e cultivares com resistência genética, como a chamada Soja Inox. “Atualmente, a doença já não causa o mesmo temor do passado, graças ao maior conhecimento técnico dos produtores”, relata o extensionista.
A expectativa para os próximos anos é de que o manejo aconteça de forma mais eficiente, com atenção redobrada nas condições que favorecem a doença, como safras com clima chuvoso, alta umidade e temperaturas amenas.Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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