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fev 10 2026 Estudo aponta diferenças tecnológicas entre biofungicidas
Os modos de ação também variam conforme o microrganismo utilizado
O uso de biofungicidas no controle de doenças de solo tem ganhado espaço no mercado agrícola brasileiro, impulsionado por avanços tecnológicos e pela busca por alternativas mais sustentáveis no manejo fitossanitário. Segundo levantamento conduzido por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, os produtos disponíveis apresentam diferenças relevantes em composição, modo de ação e desempenho agronômico.
A análise mostra que a maioria dos biofungicidas é formulada a partir do fungo Trichoderma, embora também existam soluções baseadas em bactérias do gênero Bacillus. Há produtos com apenas um microrganismo e outros que utilizam consórcios microbianos, desenvolvidos a partir de cepas exclusivas isoladas pelas próprias empresas ou em parcerias com instituições públicas de pesquisa, sempre com objetivos específicos de controle.
Os modos de ação também variam conforme o microrganismo utilizado. Enquanto os fungos atuam principalmente por parasitismo sobre os patógenos do solo, as bactérias formam biofilmes nas raízes, criando uma barreira protetora e contribuindo para a redução do inóculo. Em alguns casos, os produtos apresentam múltiplos mecanismos de ação complementares.
Outra diferença observada está no número de alvos registrados, com produtos que apresentam efeitos comprovados para até 11 alvos, incluindo fungos e nematoides, embora essas informações possam ser atualizadas conforme mudanças nas bulas. Entre as principais doenças controladas estão o mofo branco e a podridão radicular, com variações de eficácia conforme a formulação.
O levantamento também aponta formulações que estimulam a produção de fitohormônios, utilizam técnicas de encapsulamento, oferecem proteção contra radiação ultravioleta e aumentam a estabilidade do princípio ativo. Há ainda biofungicidas recomendados para uso associado a produtos químicos, permitindo acompanhar o crescimento das raízes e potencializar a redução do inóculo no solo. O tempo de prateleira, no entanto, apresenta grande variação entre os produtos analisados.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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fev 06 2026 Fim de semana deve ter chuvas em pontos isolados na metade Norte do Estado
Já a previsão para a próxima semana indica temperaturas elevadas
Para o final de semana, a previsão é de instabilidade devido à formação de um sistema de baixa pressão ao norte do Rio Grande do Sul com temperaturas em declínio. Já para a próxima semana, a previsão do tempo indica temperaturas novamente em elevação.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 06/2026, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (6/2): as condições de tempo estável ainda devem predominar na maior parte do RS, exceto nas regiões da Campanha e do Litoral Sul. Há possibilidade de chuva fraca a moderada em pontos isolados. As temperaturas devem seguir em elevação, podendo se aproximar dos 40 °C ou até superar esse valor em pontos isolados do Estado.
Sábado (7/2): a atuação de um sistema de baixa pressão nas proximidades do estado pode trazer instabilidade para a metade Norte do Rio Grande do Sul. Assim, há previsão de chuva fraca a moderada, localmente forte, nessa região. Nas demais áreas, não há previsão de chuva significativa. Ao longo desse período, as temperaturas deverão entrar em declínio.
Domingo (8/2): o tempo deve voltar a ficar estável, sem previsão de chuva significativa na maior parte do Estado. As temperaturas devem voltar a se elevar.
Segunda (9/2) e terça-feira (10/2): a manutenção do padrão atmosférico do dia anterior pode favorecer a continuidade do tempo estável em grande parte do Rio Grande do Sul, sem previsão de chuva significativa, e com elevação das temperaturas.
Quarta-feira (11/2): a aproximação de um sistema frontal poderá trazer instabilidade para a metade Sul, bem como para pontos isolados da metade Norte do RS.
Dessa forma, há previsão de chuva nessas localidades. No geral, os acumulados de precipitação devem variar entre 0 e 50 milímetros (mm) ao longo da semana. Na metade Oeste e Sul, encontram-se os menores valores previstos. Assim, os volumes de chuva não deverão ultrapassar 20 mm. Já os maiores volumes são esperados na metade Norte do Estado, principalmente na região dos Campos de Cima da Serra, em que os acumulados em pontos isolados podem ultrapassar 50 mm.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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fev 06 2026 Colheita do milho avança para 35% da área total cultivada no Estado
A cultura do milho se aproxima das fases finais de ciclo, e a colheita avançou para 35%, favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (5/2), observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estágios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade.
Os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica no estabelecimento e nas fases reprodutivas. De forma geral, a colheita evolui rapidamente, e parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo (9%) apresentam potencial condicionado à manutenção da umidade do solo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Soja
A cultura da soja manifesta heterogeneidade de desenvolvimento no Estado, em função da irregularidade espacial e temporal das precipitações, associada às temperaturas elevadas. Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município.
A maior parte das lavouras se encontra em fases de elevada exigência hídrica — floração (46%) e formação de vagens e enchimento de grãos (27%) —, o que amplia a sensibilidade à redução da umidade do solo.
Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Milho silagem
O período foi marcado por calor intenso, umidade baixa, chuvas de volumes extremamente desiguais e temperaturas máximas acima de 30 °C em praticamente todo o Estado, com picos acima de 35 °C em vários municípios, agravando o estresse hídrico nos locais onde não ocorreram precipitações adequadas.
As áreas implantadas mais tardiamente, onde ainda predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, não foram afetadas significativamente por estresse hídrico e demonstram bom desenvolvimento. Porém, em vários locais de plantio mais precoce, os produtores têm antecipado a colheita para evitar perdas na qualidade da massa a ser ensilada.
Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade 38.338 kg/ha.
Feijão 1ª e 2ª safra
As condições climáticas permitiram o avanço da semeadura do feijão 1ª safra nos Campos de Cima da Serra, única região com áreas significativas a ainda serem semeadas. A colheita, nas demais regiões, também foi beneficiada pelo clima predominantemente seco do último período.
Como as chuvas foram localizadas e mal distribuídas, as lavouras apresentam diferentes condições, mesmo em localidades próximas. Nas áreas em desenvolvimento vegetativo (cerca de 20%), ainda não há problemas devido à baixa umidade, mas alguns cultivos sofrem com a deficiência hídrica.
A Emater/RS-Ascar projetou área de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg/ha.
A semeadura do feijão 2ª safra segue no Estado, viabilizada pelas baixas precipitações em parte da região produtora, chegando a 20%. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo.
A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz
A cultura do arroz apresenta, de modo geral, desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por predomínio de dias ensolarados e elevada radiação solar. As temperaturas mínimas permaneceram próximas da faixa ideal para a cultura no período. Contudo, as máximas elevadas, pontualmente superiores a 35 °C, aumentaram o risco de falhas na fecundação das espiguetas, em algumas áreas em fase reprodutiva.
Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, que apresentam bom padrão de crescimento e sanidade em função das condições climáticas menos propícias à ocorrência de doenças fúngicas. O manejo atento da irrigação nesse momento teve papel central, diante do aumento da demanda hídrica na fase reprodutiva e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas áreas.
Observa-se, de forma geral, moderação nos investimentos em insumos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, refletindo estratégias de contenção de custos, mas sem prejuízo significativo ao potencial produtivo até o momento. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 05 2026 Integração de operações otimiza janela da safrinha
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio
A integração de operações no campo tem ganhado espaço como estratégia para ampliar eficiência e assegurar melhores resultados na safrinha de milho, especialmente em um cenário de janelas cada vez mais curtas. Segundo Valentina Maciel, engenheira agrônoma, a chamada operação Colhe–Aplique–Plante reúne colheita da soja, aplicação de pré-plantio e plantio do milho safrinha em um único fluxo operacional, permitindo ganhos diretos de tempo, organização e produtividade.
Esse modelo parte do princípio de que a aplicação do pré-plantio deve ocorrer em até dois dias após a colheita da soja, intervalo considerado decisivo para elevar a eficiência do manejo. Dentro desse prazo, o controle das plantas daninhas tende a ser mais efetivo, com menor ocorrência de rebrote e melhor posicionamento do herbicida no sistema produtivo, favorecendo o estabelecimento inicial do milho. A proximidade entre as etapas reduz falhas operacionais e contribui para um ambiente mais limpo no início do ciclo da cultura.
A condução correta da operação exige atenção rigorosa à escolha dos produtos utilizados no pré-plantio. A recomendação é o uso exclusivo de insumos sem período de carência, medida essencial para evitar riscos legais, problemas de fitotoxidez e possíveis prejuízos ao desenvolvimento do milho safrinha. O descuido nesse ponto pode comprometer não apenas a lavoura, mas também a segurança do sistema produtivo como um todo.
Planejamento detalhado, definição adequada dos insumos e execução precisa das atividades são apontados como fatores determinantes para o sucesso da estratégia. Quando bem aplicada, a integração das operações se consolida como ferramenta importante para otimizar a janela agrícola e sustentar bons níveis de produtividade na safrinha.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 05 2026 Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
Calor extremo e seca agravam cenário no RS: agro enfrenta quinto ano seguido de dificuldades
O início de fevereiro traz um novo período de atenção para o setor agropecuário da Região Sul. De acordo com o meteorologista Luiz Renato Lazinski, o calor acima da média deve se intensificar nos próximos dias em grande parte do Rio Grande do Sul, centro e oeste de Santa Catarina e do Paraná, além de áreas na Argentina. A ausência de chuva em todo esse período reforça o quadro de preocupação, sobretudo para os produtores gaúchos.
“As temperaturas devem permanecer elevadas e não há indicação de chuva nos próximos dias para essas regiões. O Rio Grande do Sul tende a ser o mais impactado por essa condição. Estamos diante de mais um ano difícil para o setor agropecuário no estado, o quinto consecutivo”, afirmou Lazinski.
Altas temperaturas reduzem umidade e ameaçam desenvolvimento das lavouras
A ausência de sistemas meteorológicos que favoreçam a formação de chuvas mantém o tempo firme e as temperaturas elevadas. Em muitas áreas do interior do Rio Grande do Sul, os termômetros devem ultrapassar os 36 graus, com baixa umidade no ar, o que intensifica a perda de água no solo e nas plantas.
O momento é especialmente delicado para culturas como soja, milho e feijão, que estão em estágios decisivos de desenvolvimento. O estresse hídrico, combinado com o calor, pode comprometer o potencial produtivo, mesmo em áreas que vinham se desenvolvendo bem até o final de janeiro.
Produtores enfrentam o quinto ano seguido de desafios climáticos
Desde 2020, o agro gaúcho tem registrado perdas expressivas relacionadas a secas sucessivas. A recorrência desses eventos reforça a vulnerabilidade da produção frente às variações do clima e pressiona por medidas estruturantes.
“Estamos vendo uma repetição de condições adversas que exigem atenção redobrada no planejamento agrícola e políticas de apoio mais eficazes aos produtores”, pontuou o meteorologista.
Além dos danos potenciais às lavouras, o calor intenso também afeta a pecuária. Sistemas de criação, especialmente os de leite e confinamento, exigem manejo especial para reduzir o estresse térmico nos animais, com reforço de sombra, ventilação e oferta de água.
Em regiões onde o plantio de culturas de verão está mais avançado, técnicos recomendam o acompanhamento diário das lavouras e, sempre que possível, o uso de irrigação localizada para mitigar os efeitos do déficit hídrico.
As previsões indicam que o padrão atual de bloqueio atmosférico pode se estender ao longo de fevereiro.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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fev 03 2026 Onda de calor avança e temperaturas podem chegar a 40 °C
Sul registra onda de calor com temperaturas até 7 °C acima da média
O Brasil entra na primeira semana de fevereiro sob forte instabilidade climática. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o país enfrenta simultaneamente dois fenômenos extremos: uma onda de calor intensa no Sul e volumes expressivos de chuva no Centro-Oeste, Sudeste e partes do Norte e Nordeste. O cenário demanda atenção redobrada de produtores rurais, gestores públicos e moradores de áreas de risco.Na Região Sul, a elevação das temperaturas configura um evento típico de onda de calor. Entre os dias 3 e 7 de fevereiro, os termômetros devem alcançar entre 36 °C e 40 °C em áreas do centro e oeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Os valores superam em até 7 °C a média histórica para o período.
Segundo o INMET, o fenômeno pode persistir por até cinco dias consecutivos, aumentando o risco de estresse térmico em animais, perdas na produção agrícola e elevação da demanda por água e energia elétrica. Mesmo as temperaturas mínimas seguem altas, superando os 22 °C em boa parte do território sulista, com exceção da serra catarinense, onde ainda há previsão de mínimas entre 12 °C e 14 °C.
Enquanto o Sul sofre com tempo seco e calor extremo, o Sudeste e o Centro-Oeste enfrentam a intensificação das chuvas. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, os acumulados devem ultrapassar 100 mm na semana — com possibilidade de atingir 200 mm em áreas como o norte paulista, Triângulo Mineiro e sul de Minas.
No estado do Rio de Janeiro, as chuvas mais intensas estão previstas para os dias 3 e 4 de fevereiro, aumentando o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas. No Centro-Oeste, os volumes superam os 200 mm no norte de Mato Grosso, enquanto todo o território da região deve registrar acumulados acima de 100 mm.
A Região Norte registra chuvas entre 50 mm e 150 mm, especialmente no sul do Pará e na porção central do Amazonas. No entanto, áreas do noroeste paraense e Roraima permanecem sob predomínio de tempo seco. As máximas ultrapassam os 34 °C em Roraima e no norte do Amazonas.
Já no Nordeste, o Piauí deve receber até 150 mm de chuva, com possibilidade de avanço das instabilidades para o litoral a partir do fim de semana. Em contraste, o sul da Bahia pode registrar menos de 20 mm no período. As temperaturas, sobretudo no leste do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, podem atingir até 40 °C, com queda prevista entre os dias 5 e 6, quando a chuva tende a aumentar.
Os efeitos dos extremos climáticos podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro. A onda de calor no Sul compromete o desenvolvimento de lavouras em fases críticas como enchimento de grãos e desenvolvimento vegetativo, além de aumentar o risco de incêndios em áreas de pastagem. Já o excesso de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste pode dificultar o acesso às lavouras, atrasar colheitas, impactar o transporte da produção e favorecer doenças fúngicas em culturas como soja, feijão e café.
A tendência é de manutenção das chuvas intensas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste até o fim da semana, com possível deslocamento das instabilidades para o litoral nordestino. No Sul, o alívio no calor só deve ocorrer após o dia 7, com entrada de uma frente fria.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
fev 02 2026 Colheita da silagem de milho: ações importantes para maximizar a produtividade e qualidade do leite
O setor de Difusão de Tecnologias da CCGL elaborou o Boletim Técnico nº 148 com orientações sobre a colheita da silagem de milho, destacando a importância desse volumoso na dieta de bovinos leiteiros e seu impacto direto na produção de leite e na rentabilidade das propriedades.
O material reforça que a silagem de milho apresenta excelente relação custo-benefício, mas que a qualidade final do alimento depende de uma série de fatores, que vão desde o manejo da lavoura até o momento correto da colheita, o processamento da fibra e dos grãos e o acompanhamento técnico durante a ensilagem.
Um dos principais pontos abordados é o ponto ideal de colheita, que deve ser definido com base no teor de matéria seca da planta inteira, recomendado entre 30% a 35% a depender de qual máquina irá processar este material (colhedora de forragem autopropelida ou acoplada ao trator), faixa que garante melhor fermentação, armazenamento e aproveitamento dos nutrientes. O boletim alerta que teores fora desse intervalo podem comprometer a digestibilidade da fibra, o consumo pelos animais e aumentar perdas produtivas.
O conteúdo também detalha a influência do tipo de colhedora utilizada, diferenciando colhedoras de arrasto e autopropelidas, e destaca a necessidade de ajustes adequados das máquinas para garantir o correto processamento da fibra e a quebra eficiente dos grãos, fatores diretamente ligados à disponibilidade de amido e ao desempenho produtivo das vacas.
Outro aspecto enfatizado é a importância do acompanhamento técnico durante todo o processo de ensilagem, desde o planejamento forrageiro até a regulagem de facas, cracker e tamanho de partículas, assegurando o máximo aproveitamento nutricional da silagem.
O boletim completo está disponível na plataforma SmartCoop, onde é possível acessar todas as informações técnicas, tabelas e recomendações detalhadas.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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fev 02 2026 Com colheita acelerada e demanda fraca, soja desvaloriza no Brasil
Os preços da soja em grão encerraram janeiro em retração no Brasil, pressionados por uma combinação de fatores que inclui o avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar e a demanda interna enfraquecida. O cenário preocupa produtores e analistas, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do país.
De acordo com análise do Cepea, a perspectiva de uma safra recorde no Brasil tem contribuído para a pressão sobre os preços da soja. A oferta abundante se soma à valorização da moeda brasileira, que reduz a atratividade da soja nacional frente à norte-americana no mercado internacional, afastando importadores.
Esse movimento cambial tende a impactar diretamente a rentabilidade dos produtores brasileiros. “Com o real mais forte, o prêmio de exportação perde atratividade, tornando a soja dos Estados Unidos mais competitiva”, explicam os analistas do Cepea.
No campo, os trabalhos de colheita seguem em ritmo gradual. Até 24 de janeiro, 6,6% da área nacional havia sido colhida, segundo a Conab — desempenho superior aos 3,2% registrados no mesmo período da safra passada. O estado de Mato Grosso lidera com 19,7% da área já colhida, frente a 3,6% em igual período de 2025.
Apesar do avanço, há preocupação em regiões do Sul, onde o solo ainda apresenta níveis de umidade abaixo do ideal, principalmente em lavouras implantadas tardiamente. Essa condição pode comprometer o enchimento de grãos e o potencial produtivo. Previsões meteorológicas indicam possibilidade de chuvas mais generalizadas nos próximos dias, o que pode aliviar o estresse hídrico e recuperar parte das lavouras afetadas.
A conjunção de alta oferta, câmbio desfavorável e clima adverso em algumas regiões cria um ambiente de cautela no setor. Para os próximos meses, a recuperação dos preços dependerá da confirmação das chuvas no Sul e da retomada da demanda — interna e externa.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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