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abr 30 2026 Programa encerra monitoramento da ferrugem asiática da soja para a safra 2025/2026
Monitora Ferrugem RS observou, por 23 semanas, coletores de esporos em 95 municípios
O Monitora Ferrugem RS encerrou as atividades de monitoramento desta safra para detectar a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática da soja. Nesta safra, o monitoramento passou a ser realizado em 95 municípios, com a aquisição de mais 20 coletores de esporos.
O monitoramento iniciou em outubro de 2025, em sincronia com o calendário de semeadura da cultura, e durou 23 semanas. “Durante esse período, foram disponibilizados semanalmente, no site do programa, mapas de distribuição de uredósporos do fungo nos municípios monitorados, bem como mapas de risco climático para a ocorrência da doença”, conta a pesquisadora Andréia Mara Rotta de Oliveira, do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).
A ocorrência da ferrugem asiática é fortemente influenciada pelas condições ambientais, uma vez que o fungo depende da presença de água livre na superfície da folha e de temperaturas entre 15°C e 25°C para se desenvolver.
Conforme Andréia, a safra 2025/2026 registrou chuvas acima da média na maior parte do Rio Grande do Sul durante o mês de setembro, além de temperaturas elevadas para o período da primavera. No verão, com exceção de dezembro, que foi extremamente chuvoso em praticamente todo o território gaúcho, houve redução das chuvas em janeiro e fevereiro, associada a temperaturas do ar elevadas, típicas da estação.
“A baixa disponibilidade de água e a sequência de dias sem chuva nesses meses contribuíram para a contenção dos focos de ferrugem asiática no estado”, avalia a pesquisadora.
Atualmente, a equipe do Programa Monitora Ferrugem RS está conduzindo a sistematização e análise dos dados coletados, para a publicação de uma circular técnica com os resultados da safra 2025/2026.
O Rio Grande do Sul entrará no período de vazio sanitário da soja a partir de 3 de julho, com término em 30 de setembro, em todas as regiões. Nesse período, é proibida a presença de plantas de soja no campo, sejam voluntárias ou cultivadas, em qualquer fase de desenvolvimento.
Durante o vazio sanitário, a equipe do Programa Monitora Ferrugem RS estará trabalhando no planejamento das ações para o monitoramento da ferrugem asiática da soja na safra 2026/2027, com previsão de início em outubro.
Sobre o Monitora Ferrugem RS
Criado em 2019 e conduzido pela Seapi e a Emater/RS-Ascar, o programa Monitora Ferrugem RS avalia a presença de esporos de ferrugem asiática da soja associada a condições climatológicas, realizando um diagnóstico regionalizado sobre o risco de ocorrência da praga. As informações ficam disponíveis no site do programa: https://www.emater.tche.br/site/monitora-ferrugem-rs/home
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 28 2026 El Niño: como o fenômeno pode afetar o Rio Grande do Sul?
O fenômeno El Niño-Oscilação Sul segue como um dos principais moduladores do clima global e pode voltar a influenciar o Brasil ao longo de 2026, segundo análises recentes. O sistema é composto por três fases — El Niño, La Niña e neutralidade — definidas pelas variações na temperatura das águas do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica.
No Rio Grande do Sul, o ENOS tem impacto direto ao intensificar o transporte de umidade da região amazônica, o que favorece a formação de sistemas de baixa pressão e a ocorrência de tempestades e inundações.
De acordo com o Centro de Previsão Climática, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, previsões divulgadas em 20 de abril indicam aumento da probabilidade de formação do El Niño ao longo de 2026. Atualmente, a região do Pacífico equatorial conhecida como Niño 3.4 permanece em condição de neutralidade, após o enfraquecimento da La Niña, mas apresenta aquecimento gradual.
As projeções apontam cerca de 80% de chance de manutenção da neutralidade até o fim do primeiro semestre. A partir do trimestre maio–junho–julho, a probabilidade de formação do El Niño supera 60%, podendo ultrapassar 90% no segundo semestre.
Segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia, o Rio Grande do Sul possui clima subtropical úmido, com chuvas distribuídas ao longo do ano, mas sujeito a variações causadas por padrões de grande escala como o ENOS. “Essa regularidade pode ser alterada por padrões de grande escala, como o ENOS”, aponta a análise, ao destacar que o fenômeno intensifica o transporte de umidade e favorece eventos de chuva acima da média.
Estudos baseados em eventos de El Niño forte entre 1961 e 2019 indicam um padrão de anomalias de precipitação no Brasil, com redução de chuvas nas regiões Norte e Nordeste e aumento na Região Sul, além de áreas do Centro-Oeste e Sudeste. No território gaúcho, os volumes tendem a ficar acima da média na maior parte dos trimestres analisados, com exceção de áreas do extremo sul em períodos específicos.

Figura 1: Composições de anomalias de precipitação no Brasil durante eventos de El Niño forte, entre os anos de 1961 e 2019, nos trimestres de (a) MJJ, (b) JJA, (c) JAS, (d) ASO, (e) SON e (f) NDJ. Os desvios foram calculados considerando a média climatológica de 1981-2010.
Eventos recentes reforçam esse padrão. As chuvas extremas registradas no estado em abril e maio de 2024 ocorreram durante a fase final de um El Niño forte, associada à intensificação do jato subtropical e à atuação de frentes frias estacionárias. A magnitude do evento também foi influenciada por fatores adicionais, como o aquecimento do Atlântico tropical sul e bloqueios atmosféricos que mantiveram a instabilidade.
Para o trimestre maio–junho–julho de 2026, o Inmet indica maior probabilidade de chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, com temperaturas próximas aos padrões históricos. Apesar da ausência de sinal claro de extremos no curto prazo, a possível evolução para El Niño ao longo do ano mantém a necessidade de acompanhamento.
A análise conclui que o monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas é fundamental. “A possível volta do El Niño em 2026 reforça a necessidade de acompanhamento contínuo”, destaca o estudo, ao apontar que a interação entre o Pacífico e o Atlântico pode intensificar impactos e exigir ações de prevenção.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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abr 28 2026 Nematoides desafiam produtividade no campo e impulsionam busca por soluções biológicas
Pragas microscópicas que atacam as raízes das plantas exigem manejo integrado e ampliam o interesse por tecnologias baseadas em microrganismos
Os nematoides estão entre os desafios silenciosos mais relevantes da agricultura moderna. Presentes naturalmente no solo, esses organismos microscópicos podem provocar perdas significativas nas lavouras quando atingem altas populações. Entre os mais preocupantes estão os nematoides das galhas, Meloidogyne spp., os nematoides das lesões, Pratylenchus spp., e os nematoides de cisto, Heterodera spp., capazes de invadir as raízes das plantas, comprometer a absorção de água e nutrientes e afetar o desenvolvimento das culturas desde os estágios iniciais.
No campo, os efeitos costumam aparecer na forma de plantas menos vigorosas, raízes deformadas e redução de produtividade. Em áreas com alta infestação, o impacto econômico pode ser expressivo, sobretudo porque esses organismos apresentam grande capacidade de multiplicação e podem permanecer viáveis no solo por longos períodos.
Esse cenário torna o manejo mais complexo e exige uma abordagem estratégica. Em vez de medidas isoladas, especialistas defendem a adoção de práticas integradas que combinem monitoramento, manejo agronômico adequado e o uso de tecnologias capazes de reduzir a pressão da praga ao longo do ciclo produtivo.
Nos últimos anos, o avanço de soluções biológicas passou a integrar esse conjunto de ferramentas disponíveis aos produtores. Produtos formulados com microrganismos têm sido utilizados como complemento às estratégias de manejo, com foco na proteção do sistema radicular e na melhoria do equilíbrio microbiológico do solo.
Entre as alternativas presentes no mercado está o BioNMT, desenvolvido pela Vitalforce, empresa referência em bioinsumos para o agronegócio, formulado com Bacillus subtilis CCT 0480 e Trichoderma harzianum CCT 2160, microrganismos associados à proteção das raízes e à competição biológica no ambiente do solo. Segundo Guilherme Oliveira, gerente de Marketing e Produto da Vitalforce, o avanço desse tipo de tecnologia está relacionado à necessidade de ampliar as ferramentas disponíveis para o manejo de pragas de solo.
“Os fitonematoides são um desafio recorrente em diferentes regiões agrícolas e culturas e, por isso, o produtor precisa trabalhar com estratégias combinadas. As soluções biológicas surgem como mais uma ferramenta dentro do manejo integrado, contribuindo para a proteção radicular e para o equilíbrio do ambiente do solo”, afirma.
Para Oliveira, a tendência é que o manejo de nematoides se torne cada vez mais estratégico nas decisões agronômicas, especialmente em sistemas produtivos intensivos, nos quais a sanidade das raízes tem impacto direto sobre a produtividade das lavouras.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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abr 27 2026 Trigo ou milho: o que dá mais lucro?
A comparação entre milho e trigo indica um cenário de margens apertadas no campo, com diferenças importantes na relação entre risco, custo e tendência de preços. Segundo a TF Agroeconômica, o milho opera atualmente na faixa de R$ 66 a R$ 68 por saca no Brasil, com viés de queda diante da entrada da safrinha, enquanto o trigo no Sul do país aparece entre R$ 1.250 e R$ 1.400 por tonelada, com tendência de alta.
No exemplo considerado, o milho safrinha parte de uma produtividade de 100 sacas por hectare e preço de R$ 67 por saca, o que gera receita bruta de R$ 6.700 por hectare. Já o trigo, com produtividade de 50 sacas por hectare e preço de R$ 75 por saca, equivalente a cerca de R$ 1.250 por tonelada, alcança receita bruta de R$ 3.750 por hectare. A diferença mostra que o milho ainda entrega maior faturamento por área, mas esse desempenho precisa ser avaliado junto ao custo de produção.
No milho safrinha, os custos médios ficam entre R$ 5.500 e R$ 6.500 por hectare. Considerando uma referência de R$ 6.000 por hectare, a margem bruta fica próxima de R$ 700 por hectare, com possibilidade de resultado menor ou até negativo em alguns casos. No trigo, os custos variam de R$ 3.000 a R$ 4.000 por hectare. Com uma referência de R$ 3.500 por hectare, a margem bruta estimada é de cerca de R$ 250 por hectare, considerada apertada, porém mais estável.
A avaliação qualitativa aponta que o milho tem como pontos positivos a alta produtividade, o mercado interno forte e a relevância das exportações. Por outro lado, sofre pressão da safrinha, depende fortemente do clima e apresenta margens comprimidas. No trigo, os fatores favoráveis são a tendência de alta, a oferta restrita, a dependência de importação e o menor custo. Entre os pontos de atenção estão a menor produtividade, o impacto da qualidade sobre o preço e o mercado mais regional.Na comparação direta, o milho se destaca em receita bruta, mas tem custo alto, margem baixa, tendência de queda, maior risco de preço e menor previsibilidade. O trigo apresenta receita menor, custo médio, margem considerada média, tendência de alta, risco de preço moderado e previsibilidade também média. Com isso, a leitura atual indica milho com volume, mas pouca margem, enquanto o trigo oferece menor volume e melhor relação risco e retorno.
A estratégia indicada é reduzir a exposição ao milho e ampliar a participação do trigo, com hedge parcial. Para o milho, a orientação é vender em repiques e evitar carregar posição. Para o trigo, a recomendação é manter parte da produção e aproveitar a tendência de alta.Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
abr 27 2026 Colheita do milho se encaminha para o final no RS
A cultura do milho está em fase final de safra e a área colhida alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados nesta Safra 2025/2026. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/04), houve avanço limitado das operações no período, em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras de milho implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento médio estimado para o Estado em 7.424 kg/ha. A expectativa de produção total se mantém em 5.961.639 toneladas de milho nesta safra no Rio Grande do Sul.
A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas de milho colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita.
Milho silagem – As lavouras de milho destinadas à silagem se encontram, em sua maioria, colhidas. As áreas remanescentes (safrinha) seguem em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa, favorecido pela umidade adequada do solo. A área colhida alcança cerca de 87%, porém o avanço ocorreu de forma limitada no período, devido à elevada umidade das plantas e do solo, associada às chuvas frequentes. Essa condição tem dificultado o corte e a eficiência de enchimento e compactação dos silos, e pode haver impactos à qualidade da fermentação do material ensilado. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica área de 345.299 hectares, e produtividade média de 37.840 kg/ha.
Enquanto o milho vem sido colhido de forma escalonada, de 3 a 5% na semana, a soja tem a colheita concentrada e avança para o terço final, condicionada a janelas de tempo firme. A chuva atrapalhou um pouco, mas os produtores gaúchos aceleraram a colheita nos períodos de tempo seco e atinge 68% da área cultivada no Rio Grande do Sul, que é de 6.624.988 hectares.
Soja – A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada às precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente no aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva, como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A colheita está encerrando, com rendimentos próximos das expectativas iniciais na maior parte das regiões produtoras. Nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra a maior produção estadual, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias. Na região, a produtividade média não deve superar 1.200 kg/ha, ficando aquém do esperado. Há expressiva diferença de desempenho entre sistemas de cultivo: áreas irrigadas alcançaram até 2.800 kg/ha; lavouras de sequeiro variaram entre 900 e 1.200 kg/ha, demonstrando o impacto das condições hídricas sobre o resultado final da safra. Essa redução deve influenciar negativamente o resultado estadual, estimado em 1.781 kg/ha pela Emater/RS-Ascar. A área cultivada com feijão 1ª safra está estimada em 23.029 hectares no Estado.
Feijão 2ª safra – As lavouras da segunda safra se encontram em fase reprodutiva avançada de enchimento de grãos e início de maturação, e há pequena proporção colhida. O desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas amenas. As plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo satisfatórios, além de formação de vagens e enchimento de grãos ideais, mantendo o bom potencial produtivo. A Emater/RS-Ascar projeta área de 11.690 hectares, e produtividade média de 1.401 kg/ha.
Arroz – A colheita das lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul se aproxima dos 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais. As áreas remanescentes estão em estágio final do ciclo, maduras e prontas para a colheita.
De modo geral, o desempenho produtivo das lavouras de arroz está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial. A área cultivada nesta safra, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), é de 891.908 hectares e a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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abr 07 2026 Praga do milho derruba safras pelo país
A incidência de pragas e doenças tem provocado impactos significativos na produção de milho no Brasil, com reflexos diretos na produtividade e nos custos do setor. De acordo com estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os prejuízos associados aos enfezamentos transmitidos pela cigarrinha-do-milho alcançam níveis bilionários.
Entre 2020 e 2024, o país perdeu, em média, 22,7% da produção anual de milho, o que representa cerca de 6,5 bilhões de dólares por ano. No acumulado das quatro safras analisadas, as perdas somaram 25,8 bilhões de dólares, com aproximadamente 2 bilhões de sacas que deixaram de ser produzidas. O levantamento utilizou dados históricos da produção nacional e informações de campo coletadas em diferentes regiões produtoras.
Os enfezamentos, considerados atualmente a principal ameaça fitossanitária da cultura, são causados por patógenos transmitidos pela cigarrinha-do-milho. A praga está presente em todo o território nacional e tem alta capacidade de reprodução e dispersão, o que dificulta o controle. Em cerca de 80% das áreas avaliadas, foi apontada como fator determinante para a queda de produtividade.
Além das perdas diretas, houve aumento no custo de produção, com crescimento de 19% nos gastos com inseticidas ao longo do período analisado. Mesmo com esse incremento, o controle exclusivamente químico tem se mostrado insuficiente, o que reforça a necessidade de adoção de estratégias integradas de manejo.
O impacto da redução na produção vai além do campo, afetando cadeias como a de proteína animal e biocombustíveis, além de influenciar preços e a competitividade do país no mercado internacional.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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abr 07 2026 Erros no início podem derrubar sua produtividade
O manejo adequado no início do plantio é decisivo para o desempenho das lavouras ao longo do ciclo produtivo. Nessa fase, fatores como disponibilidade de água, temperatura, condições do solo e pressão de pragas influenciam diretamente o estabelecimento das plantas. Quando esse cuidado é negligenciado, especialmente na segunda safra, marcada por ciclo mais curto, as perdas de produtividade tendem a ser mais expressivas.
A adoção de práticas que favoreçam o desenvolvimento uniforme das plantas contribui para melhor aproveitamento do potencial produtivo. Nesse contexto, os bioestimulantes têm ganhado espaço ao estimular processos naturais das culturas, reduzir impactos de estresses e promover maior equilíbrio fisiológico. O resultado é o fortalecimento das plantas e maior eficiência na absorção de nutrientes.
Entre as tecnologias disponíveis, Besular e Searoot, desenvolvidos pela Rainbow Agro, são indicados para o manejo inicial. Besular é um fertilizante organomineral com alta concentração de potássio, importante para o equilíbrio hídrico e resistência das plantas. Já Searoot apresenta elevada concentração de carbono e potássio, atuando no estímulo do sistema radicular e no desenvolvimento inicial.
Segundo Luiz Henrique Marcandalli, as soluções atuam em fases críticas da lavoura, favorecendo adaptação a diferentes condições e contribuindo para a produtividade. O uso desses insumos também favorece a homogeneidade da lavoura, com impacto direto na eficiência do manejo e na organização da colheita.
Marcandalli destaca que “a adoção dessas tecnologias impacta diretamente os resultados no campo ao favorecer o desenvolvimento inicial mais consistente das plantas e sua resiliência ao longo de todo o ciclo. “Com um sistema radicular bem desenvolvido e maior equilíbrio fisiológico desde o começo, a cultura tende a reagir melhor às variações do ambiente e a manter um desempenho mais estável ao longo do ciclo produtivo”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/
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abr 07 2026 Milho entra em fase decisiva com lavouras implantadas
O avanço do plantio da segunda safra de milho no Brasil se aproxima da totalidade nas principais regiões produtoras, marcando uma fase decisiva para o desempenho das lavouras. Com a maior parte das áreas já implantadas, o foco agora se volta para o acompanhamento técnico e a consolidação do potencial produtivo.
De acordo com estimativa da Céleres Consultoria, a safrinha deve alcançar 18,76 milhões de hectares, com produção projetada em 117,64 milhões de toneladas, reforçando seu peso no abastecimento nacional . Nesse contexto, o GETAP entra na etapa final de inscrições, com prazo até 30 de abril, oferecendo aos produtores a possibilidade de avaliar o desempenho agronômico em áreas comerciais.
Segundo a coordenação da iniciativa, o momento exige atenção à eficiência operacional, especialmente pela curta janela entre a colheita da soja e o plantio do milho. A sincronização dessas etapas e o uso adequado de máquinas são fatores considerados decisivos para reduzir riscos climáticos ao longo do ciclo. “Com o cereal praticamente todo semeado, entramos em uma fase estratégica de acompanhamento. O concurso permite transformar dados de campo em indicadores técnicos de performance, possibilitando ao produtor avaliar com precisão o potencial produtivo da sua área”, afirma Gustavo Capanema, coordenador da iniciativa.
Outro ponto relevante está na qualidade do estabelecimento inicial da cultura. Práticas como tratamento adequado de sementes, escolha de híbridos com alto potencial e estratégias eficientes de nutrição são determinantes para garantir uniformidade e vigor das plantas.
Com a cultura já implantada, o monitoramento fitotécnico e os ajustes de manejo passam a ser prioridade. O concurso segue como ferramenta de comparação técnica e incentivo ao aumento de produtividade, reunindo produtores com elevado nível de tecnificação e expectativa de bons resultados na safra atual.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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abr 06 2026 Soja tem produtividade variável no Rio Grande do Sul
A colheita da soja avança no Rio Grande do Sul e já alcança 23% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o relatório, “no estado, a colheita avança de forma acelerada, chegando a 23% da área cultivada, mas ainda condicionada pela ocorrência de precipitações irregulares”.
Segundo a entidade, a irregularidade das chuvas tem influenciado o ritmo das operações no campo. O informativo aponta que as precipitações “tanto retardaram as operações quanto contribuíram para a manutenção do potencial produtivo das lavouras em fases reprodutivas tardias”.
Para acelerar os trabalhos, produtores ampliaram o período diário de colheita. Conforme o relatório, “foram ampliadas as jornadas para a noite em resposta à elevada concentração de lavouras simultaneamente em ponto de maturação”.
As condições meteorológicas registradas no período apresentaram variação entre as regiões do estado. A Emater/RS-Ascar informa que houve “sequência de dias com garoa em algumas localidades e predomínio de tempo excessivamente seco em outras”.
Esse cenário contribuiu para mudanças no desenvolvimento das lavouras. Segundo o levantamento, “essa combinação contribuiu para a aceleração da maturação fisiológica e da senescência foliar, antecipando a condição de colheita em parte das áreas”.
Atualmente predominam lavouras em fase de maturação, que representam 43% da área cultivada. O relatório também aponta que “aproximadamente 31% ainda se encontram em enchimento de grãos, sobretudo em cultivos implantados no final da janela preferencial de semeadura”.
A Emater/RS-Ascar observa que há variação significativa na produtividade entre diferentes áreas. De acordo com o informativo, “observa-se elevada variabilidade de produtividade em função da distribuição espacial e temporal das chuvas ao longo do ciclo, bem como das diferenças de solo e de nível tecnológico”.
Nas áreas que enfrentaram estiagem em períodos críticos da cultura, os resultados tendem a ser menores. O relatório destaca que “as áreas afetadas por estiagens durante estádios críticos da cultura apresentam redução no número de vagens e no peso de grãos”.
Por outro lado, as lavouras que receberam chuvas mais regulares apresentam desempenho mais próximo do esperado. Segundo o documento, “as lavouras beneficiadas por precipitações mais regulares mantêm desempenho próximo ao esperado”.
A desuniformidade de maturação também tem exigido intervenções para viabilizar a colheita em algumas áreas. A Emater/RS-Ascar afirma que “em diversas situações, a desuniformidade de maturação tem exigido intervenções para viabilizar a colheita”.
No manejo fitossanitário, permanecem registros de doenças e pragas em algumas regiões. Conforme o relatório, “persistem os registros de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, além da presença pontual de insetos”.
Apesar disso, o informativo aponta que não há perdas adicionais generalizadas. Segundo a entidade, “não há perdas generalizadas adicionais neste momento”.
A produtividade média da safra foi revisada na segunda quinzena de fevereiro pela Emater/RS-Ascar. O levantamento indica que a estimativa está em 2.871 quilos por hectare, considerando área cultivada de 6.624.988 hectares.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avança de forma desigual e as primeiras produtividades registradas são menores em áreas afetadas pela estiagem. Em São Borja, lavouras semeadas em outubro apresentam rendimentos entre 900 e 1.200 quilos por hectare.
Ainda nessa região, há estimativa de perdas em áreas sem irrigação. O relatório aponta que pode haver “quebra de até 60% nas áreas de sequeiro, que somam cerca de 75 mil hectares dos 105 mil hectares cultivados”.
Em Maçambará, cerca de 12% da área de 55 mil hectares foi colhida, com produtividades entre 1.080 e 1.320 quilos por hectare. Segundo a Emater/RS-Ascar, há também áreas pontuais com rendimento superior, entre 2.400 e 2.700 quilos por hectare.
No município de Dom Pedrito, cerca de 25% da área está em maturação e a colheita deve se intensificar no início de abril. O relatório destaca que “as chuvas do período contribuíram para melhorar o enchimento de grãos nas lavouras tardias, embora não revertam perdas já consolidadas”. Em municípios como Hulha Negra, Candiota e novamente Bagé, as perdas são estimadas em 25%, 22% e 20%, respectivamente.
Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita também avançou, com rendimentos variando entre 1.500 e 3.600 quilos por hectare. O relatório aponta que os melhores resultados foram registrados em áreas que receberam maiores volumes de chuva.
Na região de Frederico Westphalen, a colheita alcança 20% da área cultivada. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras restantes estão distribuídas entre diferentes fases de desenvolvimento, evidenciando “ampla variabilidade fenológica”. Na região de Ijuí, a colheita atinge 25% da área, enquanto 43% das lavouras estão em maturação. A produtividade média nas áreas colhidas está em 3.108 quilos por hectare, com diferenças entre microrregiões.
No município de Ibirubá, os rendimentos variam entre 2.000 e 4.000 quilos por hectare. Já em Jóia, área mais afetada pelo estresse hídrico, a produção varia entre 1.500 e 2.800 quilos por hectare. Em Tenente Portela, a média registrada é de 3.000 quilos por hectare. Na região de Passo Fundo, predominam cultivos maduros, que representam 60% da área. As produtividades médias variam entre 2.400 e 3.000 quilos por hectare, conforme as condições de solo e disponibilidade hídrica.
Na região de Pelotas, 5% da área já foi colhida, enquanto a maior parte das lavouras permanece em enchimento de grãos. O relatório aponta que as chuvas registradas no período favoreceram os cultivos em desenvolvimento, embora perdas anteriores permaneçam em áreas semeadas no início da janela. Na região de Santa Maria, a colheita também avançou. Cerca de 10% das áreas foram colhidas em Júlio de Castilhos e 20% em Tupanciretã, com produtividades entre 2.700 e 3.900 quilos por hectare. Em áreas tardias, há registro de ocorrência de ferrugem-asiática.
Na região de Santa Rosa, 51% das lavouras estão em maturação e 11% já foram colhidas. As produtividades variam entre 900 e 3.300 quilos por hectare, influenciadas por fatores como época de semeadura, regime de chuvas e características do solo. Na região de Soledade, cerca de 70% das lavouras estão em maturação e grande parte já apresenta condições para colheita. As produtividades registradas variam de 1.800 a 5.000 quilos por hectare, com média regional próxima de 3.000 quilos por hectare.
No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta aumento na cotação da soja. Segundo a entidade, “a cotação média da soja passou de R$ 118,74 para R$ 120,37, aumentando 1,37% em relação à semana anterior”
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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abr 06 2026 Erro no calendário pode derrubar a produção
O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja
O atraso nas operações agrícolas tem marcado a safra 2025/26, reduzindo o intervalo entre etapas importantes e aumentando os riscos produtivos. Em meio a esse cenário, estratégias de manejo ganham relevância para mitigar impactos climáticos e preservar o desempenho das lavouras.
O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja e dificultou a implantação do milho segunda safra em diversas regiões. Com menor janela operacional, o plantio do milho ocorre fora do período mais favorável, elevando a exposição das culturas à menor disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. Esse deslocamento pode afetar fases sensíveis das plantas e provocar perdas significativas de produtividade, como explica Lara Gabriely Silva Moura, da SBS Green Seeds.
“Em muitos casos, atrasos de 10 a 20 dias já são suficientes para provocar quedas de produtividade entre 20% e 40%, podendo superar 50% em anos mais secos”, diz.
Diante desse contexto, as plantas de cobertura passam a ter papel estratégico. Espécies como braquiárias, milheto, crotalárias e nabo forrageiro se destacam pela adaptação e pelos benefícios ao sistema produtivo. A formação de palhada pode variar entre 5 e 12 toneladas por hectare, reduzindo a evaporação do solo e contribuindo para a manutenção da umidade, especialmente em períodos de estiagem.
Além disso, essas espécies favorecem a ciclagem de nutrientes, acumulando quantidades relevantes de nitrogênio, fósforo e potássio, que retornam ao solo com a decomposição. A dinâmica de liberação depende da relação carbono e nitrogênio de cada planta, influenciando a persistência da cobertura e a disponibilidade de nutrientes. “Mais do que uma alternativa, elas passam a ser uma ferramenta essencial para sustentar produtividade e eficiência em cenários de maior variabilidade climática”, finaliza Lara.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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