Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 658 entries

  • Demanda nutricional da soja muda ao longo do ciclo

    A demanda por nutrientes da soja varia ao longo do ciclo e acompanha as mudanças no desenvolvimento da planta, desde a formação da biomassa até o enchimento dos grãos. Segundo o engenheiro agrônomo Guilherme Ceccherini, a absorção e o acúmulo de nutrientes se modificam conforme a cultura avança pelas fases vegetativa e reprodutiva.

    Durante o período vegetativo, a formação intensa de folhas, raízes e biomassa provoca aumento progressivo da necessidade nutricional. Com a chegada da floração e da formação das vagens, essa exigência se intensifica, acompanhando uma etapa importante para a definição do potencial produtivo da cultura.

    No enchimento dos grãos, nutrientes como potássio, nitrogênio, fósforo, magnésio e enxofre têm papel importante na manutenção dos processos fisiológicos e na formação dos grãos. Já durante a maturação, ocorre uma redistribuição dos nutrientes presentes na planta, com a translocação de alguns elementos das folhas para os órgãos reprodutivos.

    Esse comportamento mostra que o manejo nutricional da soja não depende apenas da quantidade de nutrientes fornecida. O momento da disponibilização também precisa estar relacionado ao estágio de desenvolvimento e às necessidades apresentadas pela cultura em cada fase.

    O conhecimento da curva de demanda nutricional permite aproximar a adubação do ciclo fenológico da soja. A relação entre disponibilidade de nutrientes e desenvolvimento da planta contribui para aumentar a eficiência do manejo e favorecer o aproveitamento do potencial produtivo da lavoura. “O conhecimento da curva de demanda nutricional permite relacionar a adubação ao estádio de desenvolvimento da cultura, buscando maior eficiência no uso dos nutrientes e melhor aproveitamento do potencial produtivo”, conclui.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Teatro e palestra pautam sustentabilidade no Dia C

    A Camal Cotrijuc, com o apoio do Sescoop/RS, trouxe a sustentabilidade como tema principal do Dia C – Dia de Cooperar. As atividades ocorreram nos dias 10 e 11 de setembro, na Associação e Sindicato Rural de Bagé. A programação contou com teatro e palestra, que reuniram cerca de 200 pessoas.

    “Em busca do tesouro lá na casa da vizinha” é o título da peça de teatro apresentada pela Companhia Luz e Cena, que abordou a conservação do meio ambiente, através de uma linguagem lúdica e acessível para as crianças. Já a palestra foi conduzida pela instrutora Liziane Burin Fruet para adolescentes e jovens e teve como temática “Uma comunidade, um propósito, muitas transformações: o poder da cooperação na transformação da sociedade”.

  • Manutenção preventiva reduz riscos na semeadura

    A revisão preventiva de plantadeiras e semeadoras antes do início da operação é uma medida importante para reduzir paradas no campo e preservar a qualidade da semeadura. Em uma safra com janela operacional ajustada, falhas mecânicas, hidráulicas, elétricas ou de regulagem podem afetar o ritmo dos trabalhos e o estabelecimento da lavoura.

    Segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos da Conab, o Brasil deve colher 360,8 milhões de toneladas em uma área estimada em 83,5 milhões de hectares. Nesse cenário, a manutenção deve considerar a máquina como um sistema completo, com atenção à estrutura, componentes hidráulicos e elétricos, dosagem e recursos de agricultura de precisão.

    A revisão inclui chassi, cilindros, mecanismos de dobramento, pinos, buchas, mangueiras, engates, rodas e rolamentos. Após essa etapa, a regulagem passa a ter papel decisivo. Nivelamento do chassi, profundidade de semeadura, pressão das rodas compactadoras, atuação do disco de corte e funcionamento dos dosadores estão entre os pontos que interferem na plantabilidade.

    Estudos técnicos da Embrapa destacam que a qualidade da operação depende também da uniformidade na distribuição das sementes e na emergência. A velocidade de deslocamento deve respeitar a recomendação de cada equipamento, já que o excesso pode aumentar falhas e duplas.

    “A dosagem deve ser calibrada com o lote de sementes que será utilizado. É necessário regular o vácuo, o dosador pneumático e o singulador e verificar a população, a ocorrência de duplas e falhas. A tecnologia está realmente integrada quando a máquina funciona, as informações são confiáveis e o operador sabe transformá-las em uma decisão agronômica”, conclui Guillermo Zegna, gerente comercial da Crucianelli, fabricante argentina de máquinas agrícolas.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Vender agora ou esperar? Soja entra em zona decisiva

    A forte volatilidade da soja exige cautela nas decisões de comercialização, com estratégias voltadas à proteção de margens e à redução da exposição a movimentos bruscos dos preços. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a recomendação é evitar posições concentradas e trabalhar com vendas, compras e coberturas de forma escalonada.

    Para agricultores com soja disponível, a orientação é negociar entre 25% e 30% do estoque nos níveis atuais ou em eventuais repiques. Outros 20% a 25% podem ser destinados a vendas caso Chicago retorne à faixa de 1.320 a 1.330 cents por bushel, mantendo o restante para uma possível recuperação sustentada pelas compras chinesas. Produtores com custos já cobertos também podem aproveitar oportunidades para fixar parte das margens quando a combinação entre Chicago, prêmio e câmbio for favorável.

    O suporte de 1.240 cents por bushel é apontado como referência importante. Caso seja preservado, a queda poderá continuar caracterizada como correção após a forte valorização. Uma perda consistente desse nível aumenta o risco de recuo para 1.160 a 1.165 cents. Já o retorno acima de 1.320 a 1.330 cents pode reativar o movimento de alta.

    Para cooperativas e cerealistas, a indicação é evitar estoques especulativos elevados, trabalhar com proteção em Chicago ou B3 e aproveitar repiques para ampliar a cobertura das posições físicas. Indústrias esmagadoras podem usar as correções para antecipar compras, também de maneira fracionada, com atenção às margens proporcionadas pelo farelo e pelo óleo.

    A estratégia central é vender uma parcela, proteger margens e manter parte da posição aberta. A TF avalia que a pressão da safra americana recomenda prudência, mas a força das compras chinesas ainda pode limitar as quedas e sustentar uma recuperação no médio prazo.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Densidade de plantas influencia produtividade e risco de acamamento no trigo

    A densidade de plantas é um dos pontos que exigem atenção durante o crescimento vegetativo do trigo em áreas de alto potencial. Entre a emergência e o início do alongamento do colmo, a cultura forma folhas, desenvolve raízes, inicia o perfilhamento e estabelece a base para o número de espigas por metro quadrado.

    É importante seguir as recomendações técnicas de população de plantas indicadas para cada cultivar. De modo geral, cultivares de porte mais baixo podem suportar populações maiores por apresentarem maior resistência ao acamamento. Em solos com boa fertilidade, também é possível trabalhar com populações mais elevadas, desde que as demais condições da lavoura sejam consideradas.

    Em solos férteis, com boa disponibilidade de nitrogênio, fósforo e potássio e sem restrição hídrica severa, o trigo tende a apresentar maior perfilhamento. Nesses ambientes, densidades excessivas podem aumentar a competição entre plantas, o sombreamento e a umidade na base da lavoura, além de favorecer a formação de colmos mais finos. Como consequência, o risco de acamamento pode aumentar.

    Conhecer o histórico de cada gleba da propriedade ajuda o produtor a definir a população de plantas mais adequada e a ajustar o manejo às características de cada área.

    A avaliação deve começar logo após a emergência completa, quando as plantas apresentam de duas a três folhas. A recomendação é realizar contagens em diferentes pontos da lavoura para verificar se o estande obtido corresponde ao planejado e identificar possíveis falhas de germinação ou estabelecimento.

    No início do perfilhamento, também é importante observar o número de perfilhos, o vigor das plantas e a uniformidade da lavoura. Em condições favoráveis, um estande moderado formado por plantas vigorosas pode alcançar uma população de espigas semelhante à de áreas com maior número inicial de plantas.

    Densidades mais elevadas podem ser úteis quando a cultivar apresenta baixa capacidade de perfilhamento, quando a emergência é irregular ou quando a semeadura ocorre mais tarde. Por outro lado, em solos muito férteis, cultivares com elevado perfilhamento e áreas com histórico de acamamento podem se beneficiar de populações menores, favorecendo a formação de colmos mais resistentes.

    O equilíbrio entre densidade de plantas, perfilhamento e robustez dos colmos é determinante para o desempenho da cultura. O objetivo é obter um número adequado de espigas por metro quadrado sem comprometer a capacidade das plantas de permanecerem eretas até a colheita.

    O manejo do nitrogênio também deve acompanhar o desenvolvimento da lavoura. Áreas muito adensadas exigem maior cautela para evitar crescimento vegetativo excessivo. Em estandes abaixo do planejado, mas com plantas vigorosas, o perfilhamento pode contribuir para compensar parte da redução no número inicial de plantas.

    Após a fase de emergência, grandes falhas no estande são difíceis de corrigir por meio de nova semeadura sem comprometer a uniformidade da cultura. Por isso, registrar o estande, a ocorrência de acamamento e a produtividade de cada talhão pode ajudar no ajuste da densidade e da regulagem da semeadora nas safras seguintes.

    Em áreas de alto potencial produtivo, não existe uma única densidade adequada para todas as situações. Cultivar, fertilidade do solo, clima, capacidade de perfilhamento e histórico do talhão devem ser avaliados em conjunto para buscar equilíbrio entre produtividade e estabilidade da lavoura.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Trigo evolui de forma satisfatória no Rio Grande do Sul

    As lavouras de trigo apresentam evolução diferenciada no Rio Grande do Sul, com predominância de áreas em final de desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento, as quais totalizam 50%. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (03/09), as parcelas mais adiantadas estão em floração (33%), formação e enchimento de grãos (16%) e em maturação (1%). A área projetada para a safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média é estimada em 2.701 kg/ha.

    O período com menor precipitação e maior disponibilidade de radiação solar permitiu a retomada das operações de adubação nitrogenada e dos tratamentos fitossanitários, em especial nas áreas com restrições de acesso em razão da elevada umidade dos solos. Entretanto, a sequência de dias nublados e chuvosos, registrada em semanas anteriores, favoreceu a evolução de doenças fúngicas, como manchas foliares, ferrugens e oídio, além de aumento da incidência de giberela nas lavouras em fase reprodutiva.

    Na região de Santa Rosa, 27% das lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração, 25% em enchimento de grãos e 3% maduras. A última semana apresentou evolução satisfatória, favorecida por tempo seco e aumento de radiação solar e da luminosidade diária. Contudo, referente ao cenário fitossanitário, ainda há incidência de oídio, ferrugens e manchas foliares. As geadas do início do período foram, em geral, de baixa intensidade e não deverão causar impactos relevantes.

    Canola

    A canola se encontra em fase reprodutiva (floração, formação de síliquas e enchimento de grãos), com evolução diferenciada entre as regiões, sendo mais adiantadas no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas. O aumento da luminosidade e das temperaturas favorecem o avanço do ciclo e, nas áreas mais adiantadas, a formação e o enchimento das síliquas.

    Porém, os períodos prolongados de nebulosidade, de elevada umidade e de precipitações frequentes limitaram o desenvolvimento em algumas áreas e tendem a reduzir o potencial produtivo. A ocorrência de granizo provocou danos em alguns cultivos. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

    Carinata

    As lavouras estão em reprodução, predominando as fases de formação de síliquas e de enchimento de grãos. A melhoria das condições de luminosidade favoreceu a evolução do ciclo, mantendo a cultura dentro do padrão esperado. O quadro fitossanitário está estável, com incidência pontual de pragas e doenças. Na região de Santa Maria, em Tupanciretã, 100% das lavouras se encontram em enchimento de grãos.

    A fitossanidade está satisfatória, mas foi identificada incidência localizada de esclerotinia (mofo-branco) e de bacterioses, estas associadas a lesões provocadas por granizo. Já na região de Santa Rosa, as lavouras estão em fase reprodutiva, sendo 5% em florescimento e 95% em formação de síliquas e enchimento de grãos. A maior insolação no período favoreceu o desenvolvimento, sem ocorrências expressivas de problemas fitossanitários ou climáticos.

    Aveia-branca

    As lavouras apresentam desenvolvimento fenológico variável, avançando para a fase de enchimento de grãos. A colheita já foi iniciada nas áreas mais adiantadas. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, embora sejam observadas diferenças quanto ao potencial produtivo e às condições fitossanitárias.

    Na região de Passo Fundo, 60% das lavouras de aveia-branca se encontram em florescimento, e 40% em enchimento de grãos, com boa sanidade. Foram registrados episódios de granizo em alguns municípios, cujos danos serão avaliados com maior precisão nos próximos dias.

    Cevada

    A cevada avança da fase vegetativa para os estágios reprodutivos (elongação do colmo, espigamento, florescimento e enchimento de grãos). As condições climáticas permitiram a retomada das operações de manejo fitossanitário, embora as chuvas tenham mantido elevado o risco de doenças fúngicas entre a fase de espigamento e a reprodutiva.

    O estado geral está satisfatório, mas há incidência de doenças foliares em parte das lavouras. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.
    Culturas de Verão

    Milho

    A implantação da safra de milho apresentou forte avanço durante o período, favorecida pela redução da umidade superficial dos solos e pelo aumento da disponibilidade de radiação solar e das temperaturas, e está mais acelerado nas áreas de menor altitude e nas localidades com janela de semeadura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) já estabelecida.

    As lavouras apresentam germinação e emergência satisfatórias, além de estandes uniformes. Predominam áreas em estágios iniciais de desenvolvimento vegetativo. Nas lavouras semeadas em solo ainda excessivamente úmido ou submetidas a chuvas logo após a operação ocorreram problemas pontuais de estabelecimento.

    A estimativa realizada pela Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, sendo 7,42% superior à safra anterior, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção aproximada de 6,91 milhões de toneladas, que representa incremento de 7,18%. A ampliação da área do cereal ocorre em um contexto de recuperação e consolidação da cultura no Estado. Na safra 2025/2026, a área efetivamente cultivada foi de 812,5 mil hectares, sendo 13,1% superior à safra 2024/2025, e a produção alcançou aproximadas 5,98 milhões de toneladas, também acima do ciclo precedente.
    Olerícolas e Frutícolas

    Alho

    Na região de Caxias do Sul, em São Marcos, os cultivos seguem com bom desenvolvimento vegetativo, apesar das condições climáticas. As primeiras lavouras implantadas devem iniciar o processo de diferenciação (início formação dos bulbos) em meados de setembro. As geadas não afetaram a cultura.

    Brássicas (brócolis, couve-flor e repolho)

    Na região de Lajeado, em Vale Real, as brássicas estão em plena produção, com produto de muito boa qualidade, embora as condições meteorológicas desfavoráveis, como o excesso de umidade no solo, tenham causado perdas de qualidade nessas culturas.

    Citros

    Na região de Erechim, está encerrada a colheita das variedades de laranja Salustiana, Iapar, Umbigo Navelina e Rubi, comercializadas com preços muito baixos, em torno de R$ 0,40/kg. A colheita de laranja Valência começou no início de agosto. Os citricultores estão desanimados em razão dos baixos valores ofertados pelas indústrias processadoras, cenário agravado pela retração da demanda e dos preços da laranja in natura.

    Laranja Valência destinada à indústria de suco está sendo comercializada a R$ 380,00/t. Há expectativa de leve recuperação dos preços a partir de setembro, impulsionada pela subvenção aprovada e pela elevação gradual das temperaturas, fator que tende a estimular o consumo de suco e de frutas in natura.

    Na região de Lajeado, em Montenegro, foram colhidos 60% dos pomares de bergamota Montenegrina, havendo diferença de preço para o produto entregue no mercado consumidor. A colheita de laranja Valência alcança 30% dos pomares. Em Maratá, a colheita da bergamota Montenegrina atingiu 70% da área cultivada, variando conforme a qualidade dos frutos. Em São José do Sul, os produtores relatam pouca na comercialização de limão-tahiti, mas há expectativa de melhora nas vendas no final do ano.

    PASTAGENS

    Nativas

    Na região de Bagé, os campos nativos continuam apresentando rebrota moderada. As principais limitações ao crescimento e à utilização das pastagens estão concentradas nas áreas com maiores acumulados de chuva, onde os alagamentos ou o encharcamento do solo têm restringido o desenvolvimento das plantas. O manejo de lotação inadequado nos últimos meses reduziu a oferta de pastagens de qualidade, em decorrência da menor capacidade de realização de fotossíntese e de recuperação.

    Na região de Santa Maria, em Júlio de Castilhos, o retorno de dias mais ensolarados, com maior incidência de radiação solar, vem favorecendo a recuperação das pastagens. A redução do excesso de umidade no solo e a melhora das condições meteorológicas têm estimulado o crescimento do campo nativo, e houve retomada da rebrota e da recuperação da área foliar.

    Cultivadas

    Na região de Erechim, as áreas de aveia e azevém destinadas à produção de feno e silagem encontram-se em desenvolvimento vegetativo. A ausência de períodos prolongados de tempo seco tem dificultado a produção de feno e comprometido a qualidade do material já enfardado. Diante dessas condições, muitos produtores têm optado pela produção de pré-secado, acondicionado em bolas. Na região de Frederico Westphalen, já foram iniciadas, em algumas propriedades, a implantação de forrageiras de verão, como capim-sudão para pastejo e milho destinado à produção de silagem.

    Na região de Ijuí, as forrageiras anuais de inverno se encontram em estágio de formação de grãos e vêm sendo roçadas para a implantação das forrageiras de verão. A redução da umidade do solo, associada à maior presença de sol, possibilitou a realização de cortes para a produção de forragens conservadas, como silagem de aveia e trigo, pré-secado e feno. A semeadura das forrageiras anuais de verão foi intensificada durante o período, com destaque para o capim-sudão.

    Nas regiões de Santa Rosa e Soledade, as áreas mais precoces de aveia avançaram para as fases de alongamento e floração, sendo gradativamente dessecadas para a implantação do milho. Também foram realizadas adubações de cobertura com ureia e esterco, que contribuíram para o aumento da produção de forragem. Por causa da proximidade da primavera, as pastagens perenes de verão apresentam retomada gradual do crescimento.

     

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Produtividade vira alerta para a próxima safra de soja

    A safra brasileira de soja 2026/27 tende a depender mais da produtividade do que da expansão da área plantada. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, projeções de seis consultorias indicam área média próxima de 49,14 milhões de hectares, avanço de apenas 0,6% sobre 2025/26.

    Mantida a produtividade média de 3.712 quilos por hectare registrada na temporada anterior, a produção chegaria a cerca de 182,7 milhões de toneladas, abaixo dos 186 milhões estimados pelo USDA. Nas simulações apresentadas pelo consultor, uma redução para 3.652 quilos por hectare levaria a colheita a 179,75 milhões de toneladas. Com rendimento de 3.592 quilos, o volume cairia para 176,81 milhões, enquanto um cenário de 3.352 quilos resultaria em aproximadamente 165 milhões de toneladas.

    “Mas existe uma mensagem clara: uma queda brusca da produtividade brasileira retiraria milhões de toneladas do balanço mundial e criaria um ambiente de estoques mais apertados e maior sensibilidade dos preços a qualquer novo problema de oferta. Em um cenário próximo de 23% de estoque/consumo, o mercado passaria a operar com muito menos margem para erros climáticos”, comenta.

    Além do clima, a análise chama atenção para crédito mais restrito e custos elevados de insumos, fatores que podem limitar investimentos em fertilizantes, correção de solo, calcário e tecnologia. Como o Brasil representa cerca de 42% da produção mundial projetada pelo USDA, perdas mais fortes de produtividade também poderiam reduzir a relação entre estoques e consumo global, aumentando a sensibilidade dos preços a novos problemas de oferta.

    “Com a área praticamente estabilizada, clima, crédito, fertilidade do solo, calcário, fertilizantes e tecnologia podem definir não apenas o tamanho da safra brasileira, mas o equilíbrio mundial da soja”, conclui.

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Inicia colheita da canola no Rio Grande do Sul

    A colheita da canola iniciou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. A cultura está predominantemente em estágios reprodutivos, sendo 62% da área em floração e 28% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias (8%) ainda estão em desenvolvimento vegetativo, e as mais precoces (2%) em maturação. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27/08), o desempenho das lavouras de canola está satisfatório e o potencial produtivo nas principais áreas produtoras, adequado.

    A disponibilidade de umidade tem sustentado o desenvolvimento das plantas, embora o excesso de precipitações e a baixa luminosidade tenham provocado restrições pontuais quanto à entrada de máquinas e à manutenção do ritmo de manejo. Ainda não foi possível realizar levantamento de eventuais impactos por geada sobre as áreas cultivadas com canola no Estado, que nesta safra totalizam 353.397 hectares, com produtividade média estimada em 1.619 kg/ha.

    Na região de Santa Rosa, 7% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 51% em floração, 40% em enchimento de grãos e 2% em maturação. Os períodos ensolarados, associados às temperaturas amenas, favoreceram a evolução dos estádios reprodutivos, especialmente a formação e o enchimento das síliquas. A cultura apresenta bom desempenho e elevado potencial produtivo.

    Trigo – A cultura de trigo apresenta desenvolvimento dentro da normalidade, embora a baixa luminosidade e as chuvas frequentes tenham limitado o ritmo de crescimento e a execução de operações de manejo nas diferentes regiões produtoras. Predomina no RS o estágio de desenvolvimento vegetativo (61%), e as parcelas mais adiantadas se encontram em floração (28%), enchimento de grãos (10%) e em maturação (1%). A área de trigo projetada para esta Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.

    Nas áreas em floração, a combinação de elevada umidade relativa, nebulosidade e precipitações aumentou o risco de incidência de doenças da espiga, especialmente giberela, o que exigiu o monitoramento de possível infecção floral. Também foram observados sintomas de doenças foliares e oídio, sobretudo em cultivos com maior disponibilidade de nitrogênio. O excesso de umidade do solo tem restringido a entrada de máquinas, retardando aplicações de nitrogênio e produtos fitossanitários.

    Carinata – As lavouras se encontram em estágios reprodutivos, sendo 63% em floração plena e 27% em enchimento de grãos. Os estádios vegetativo e de maturação correspondem, respectivamente, a 9% e 1% da área cultivada. O desenvolvimento está satisfatório, e houve evolução adequada das estruturas reprodutivas. A melhora da luminosidade durante o período favoreceu a atividade dos polinizadores nas áreas em florescimento e contribuiu para o avanço do enchimento dos grãos nas lavouras mais adiantadas.

    Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão nas fases de desenvolvimento vegetativo (30%), floração (35%), enchimento de grãos (33%) e maturação (2%). Algumas áreas pontuais foram colhidas, mas não apresentam expressão estatística. Os cultivos no RS apresentam boa sanidade, embora as temperaturas e a recorrência de chuvas tenham influenciado a evolução do ciclo. Em áreas onde o manejo fitossanitário foi realizado com maior intensidade, observa-se melhor condição sanitária; a incidência de doenças é pontual. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

    Cevada – A cevada apresenta distribuição fenológica concentrada no desenvolvimento vegetativo, que abrange 78% da área estadual. Estão 16% em floração e 6% em enchimento de grãos. O excesso de umidade e a persistência de condições climáticas pouco favoráveis têm reduzido o ritmo de desenvolvimento, causando amarelecimento na base das plantas. A área estimada de cultivo é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.

    CULTURAS DE VERÃO

    Milho – Os cultivos estão em fase inicial de semeadura, com ritmo condicionado pela elevada umidade dos solos e pela ocorrência de chuvas, que têm limitado o acesso do maquinário e, em alguns locais, prejudicado as condições de plantabilidade. As áreas já implantadas evoluem para os estádios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo, favorecidas por temperaturas mais elevadas, registradas no início do período. Nas regiões onde houve maior abertura de janela operacional de plantio indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em especial no Noroeste do RS, a semeadura avançou de forma mais expressiva. Já em localidades mais frias ou com maior persistência de umidade, a implantação ainda ocorre de modo pontual.

    A área de milho a ser cultivada no Estado na Safra 2026/2027 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. As projeções iniciais apresentam tendência de aumento de área cultivada. As estimativas para a Safra de Grãos de Verão serão apresentadas durante a 49ª edição da Expointer, que acontece de 29 de agosto a 06 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

    Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php

  • Vazio sanitário reforça cuidados antes da nova safra

    O avanço da ferrugem-asiática na última safra reforça a necessidade de atenção durante o vazio sanitário da soja. O período, além de ajudar a interromper o ciclo da doença, permite antecipar decisões importantes para o próximo plantio.

    O Consórcio Antiferrugem contabilizou 379 registros da doença na safra 2025/26, cerca de três vezes as 124 ocorrências do ciclo anterior. Durante o vazio sanitário, não é permitida a presença de plantas vivas de soja, inclusive as voluntárias, que podem manter o fungo no campo entre as safras.

    Segundo Renato de Souza Rodrigues, representante comercial da Conceito Agrícola, retardar a entrada da doença contribui para preservar a eficiência dos fungicidas, reduzir aplicações e custos e diminuir riscos à produtividade. O descumprimento do período também pode resultar em penalidades.

    A entressafra ainda pode ser usada para manejo de pragas e plantas daninhas, revisão de máquinas e análise do solo. O diagnóstico permite orientar calagem, gessagem e adubação, além de identificar limitações em camadas mais profundas.

    O período também favorece a definição de cultivares, tratamento de sementes, fertilidade e estratégias fitossanitárias, facilitando a organização de insumos, máquinas e operações antes da semeadura. “É nesse momento que conseguimos reunir os dados da propriedade e transformar essas informações em planejamento. Acreditamos que uma grande safra começa muito antes do plantio. Nossa equipe está presente no campo compartilhando conhecimento, planejamento e prestando assistência técnica para que cada hectare expresse seu máximo potencial produtivo e econômico”, conclui Rodrigues.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Bactéria mostra potencial além do controle de pragas

    Bactérias associadas à agricultura podem apresentar funções diferentes conforme a cepa e a interação estabelecida com as plantas. Segundo Fernando Souza, engenheiro agrônomo, um trabalho com Bacillus thuringiensis mostra que o potencial do microrganismo pode ir além do controle de pragas, especialmente de lagartas, ao indicar efeito de promoção de crescimento na cultura do milho.

    O estudo avaliou a cepa Bt RZ2MS9, de origem tropical, aplicada de forma isolada e em coinoculação com Azospirillum brasilense Ab-V5. A hipótese era de que o uso conjunto proporcionaria resposta mais robusta no crescimento do milho do que a aplicação isolada da RZ2MS9. O objetivo também incluiu o monitoramento da colonização da bactéria nos tecidos da planta e a avaliação da produção de compostos orgânicos voláteis.

    As análises de qPCR e microscopia de fluorescência mostraram que a Bt RZ2MS9-GFP foi capaz de colonizar tecidos internos de raízes e folhas, caracterizando comportamento endofítico. Nos parâmetros de crescimento, a inoculação isolada elevou em 13% o diâmetro das raízes e em 34% o volume radicular. A altura da parte aérea aumentou 22% com RZ2MS9 isoladamente e 20% na coinoculação com Ab-V5.

    O sistema radicular respondeu positivamente aos dois tratamentos testados. Também houve avanço na massa seca. Nas raízes, o ganho foi de 40% com a cepa isolada e de 51% com a coinoculação. Na parte aérea, os aumentos chegaram a 66% e 80%, respectivamente. Para Souza, os resultados reforçam a importância de não generalizar funções com base apenas em gêneros ou espécies, já que a resposta depende da especificidade de cada cepa.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/