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out 05 2026 Mapa reúne orientações para os impactos do El Niño
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou nesta sexta-feira (2) uma página oficial com informações e orientações sobre o El Niño e os possíveis impactos do fenômeno na agricultura e na pecuária brasileira. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), reúne ferramentas para prevenção, preparação e mitigação de riscos climáticos.
Segundo dados divulgados pelo Mapa, a página reúne conteúdos sobre clima, crédito rural, seguro rural, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), assistência técnica, Plano Safra e Caminho Verde. Também estão disponíveis avisos meteorológicos sobre eventos severos, previsão do tempo para as capitais brasileiras, notas técnicas, o Painel El Niño e informações voltadas à agricultura, incluindo tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O conteúdo apresenta ainda as ações do Grupo de Trabalho criado pelo Mapa para acompanhar a evolução do fenômeno e propor medidas de prevenção, preparação e mitigação dos possíveis impactos sobre a produção agropecuária. “Recebi o relatório final do Grupo de Trabalho que criamos aqui no Mapa sobre os impactos do El Niño no agro. E a conclusão aponta uma direção muito clara: não vamos esperar para agir. Por isso, atendendo a uma proposta do GT, vamos criar um núcleo permanente de gestão de riscos climáticos no Mapa. Não estamos criando uma estrutura apenas para atravessar o próximo El Niño. Estamos construindo uma capacidade permanente do Estado brasileiro para antecipar cenários e reduzir riscos”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O trabalho desenvolvido pelo Mapa integra uma iniciativa coordenada pela Casa Civil, que reúne diferentes ministérios em uma força-tarefa para acompanhar os efeitos do fenômeno, planejar respostas e antecipar medidas destinadas a reduzir seus impactos sobre a população e os setores produtivos. No âmbito do Mapa, segundo dados divulgados pelo ministério, as ações buscam fortalecer a gestão integrada dos riscos climáticos por meio da combinação de prevenção, boas práticas de manejo, assistência técnica e instrumentos de proteção ao produtor. Entre esses mecanismos está o seguro rural, apresentado como uma das ferramentas de proteção disponíveis para a atividade agropecuária.
Entre os instrumentos apresentados na página está o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), voltado à gestão e transferência de riscos no campo.
Segundo dados divulgados pelo Mapa, a legislação publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União estabelece que o seguro rural passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural.
De acordo com o ministro, a integração entre diferentes instrumentos de política agrícola é importante para ampliar a capacidade de gestão dos riscos climáticos. “Não podemos enfrentar os riscos climáticos do futuro com instrumentos do passado. Zoneamento agrícola, seguro, crédito, pesquisa, inovação e informação climática vão trabalhar juntos. A emergência climática passa, mas a capacidade de prevenir fica”, afirmou André de Paula.
Com a medida, operações de crédito amparadas por seguro poderão contar com condições favoráveis de juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito e possibilidade de financiamento do prêmio do seguro.
A prioridade será obrigatória nos casos de prorrogação e renegociação de operações, conforme as regras estabelecidas pelo Poder Executivo.
Impactos do El Niño variam entre as regiões
Segundo dados divulgados pelo Mapa, o El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Tropical. Esse aquecimento provoca alterações na circulação atmosférica e mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país. Os efeitos variam conforme cada região e podem afetar de maneira distinta culturas, pastagens e áreas agrícolas.
No Sul, uma das principais regiões produtoras de grãos do país, há previsão de excesso de chuvas.
No Centro-Sul, o cenário indica possibilidade de seca moderada e temperaturas elevadas. No norte do Sudeste, há risco de seca. Já no Nordeste e no Norte, incluindo a Amazônia, aumenta o risco de períodos de estiagem.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 05 2026 Como reconhecer a lagarta enroladeira na soja
A lagarta enroladeira da soja (Hedylepta indicata) pode causar danos às lavouras quando não é identificada e monitorada com frequência. Entre outubro e março, período crítico da cultura em regiões como BA, GO, MS, MT, PR e RS, reconhecer os primeiros sinais ajuda o produtor a avaliar a necessidade de manejo.
A lagarta enroladeira das folhas é a fase larval de uma mariposa da família Crambidae. Na soja, Hedylepta indicata se alimenta das folhas e utiliza o próprio limbo foliar como abrigo.
Para isso, a lagarta enrola partes da folha e as prende com fios de seda. Dentro desse abrigo, é possível encontrar a própria lagarta, teias finas e fezes. O principal dano ocorre por meio de raspagens e consumo do tecido foliar, o que pode reduzir a área disponível para a fotossíntese. A praga costuma ser encontrada com maior frequência nas folhas dos terços médio e superior das plantas.
O sintoma mais característico é o enrolamento das folhas. Em ataques iniciais, a alteração pode ser discreta, com apenas uma borda lateral dobrada e presa por fios quase transparentes.
Outro sinal é a presença de raspagens superficiais no limbo foliar. Nas fases jovens, a lagarta pode remover a epiderme e deixar áreas mais claras ou translúcidas, semelhantes a uma janela.
Com o avanço do ataque, também podem surgir perfurações e áreas maiores de consumo. Ao abrir cuidadosamente uma folha enrolada, o produtor pode encontrar a lagarta protegida no interior, além de teia e grânulos escuros de fezes.
O hábito de enrolar as folhas é uma das principais características que ajudam a diferenciar Hedylepta indicata de outras lagartas desfolhadoras.
Espécies como Anticarsia gemmatalis, conhecida como lagarta-da-soja, e Chrysodeixis includens, a falsa-medideira, geralmente permanecem mais expostas sobre as folhas. Já a lagarta enroladeira tende a permanecer escondida dentro do abrigo formado pela própria folha e pelos fios de seda.
O comportamento também pode ajudar na identificação. Ao abrir a folha enrolada ou movimentar a planta, a lagarta enroladeira tende a permanecer no abrigo ou se esconder entre as dobras. Outras lagartas podem se soltar, cair ou se movimentar rapidamente pela superfície das folhas.
O ciclo de Hedylepta indicata começa com a postura de ovos sobre folhas ou hastes. Essa fase é considerada difícil de observar durante as inspeções de rotina. Após a eclosão, a lagarta jovem faz pequenas raspagens no tecido foliar, muitas vezes na face inferior da folha.
À medida que cresce, aumenta o consumo e passa a enrolar as folhas com fios de seda, formando um abrigo onde se alimenta e se protege. A fase de pupa ocorre geralmente dentro da folha enrolada ou em restos vegetais com teia. Na fase adulta, a mariposa realiza a dispersão e a postura dos ovos. Para o monitoramento no campo, as fases mais importantes são as lagartas jovens e médias, além dos sintomas observados nas folhas.
Entre outubro e março, as inspeções devem ser intensificadas, principalmente durante as fases vegetativa e inicial do período reprodutivo da soja. Em condições de clima quente e com histórico da praga na área ou na região, a recomendação apresentada no conteúdo é realizar vistorias semanais durante a fase vegetativa. Quando forem identificados sintomas característicos, como folhas enroladas com teia, o intervalo entre as amostragens pode ser reduzido.
Para obter uma amostragem representativa, o produtor pode percorrer o talhão em zigue-zague ou em formato de “W”. Em cada ponto, devem ser avaliadas plantas em busca de folhas enroladas, bordas dobradas, folhas torcidas e presença de teia.
A inspeção do terço médio e superior das plantas ajuda a localizar os abrigos. Folhas com aparência diferente do restante da lavoura devem ser examinadas com cuidado. A folha enrolada deve ser aberta lentamente para verificar a presença de lagarta, teia e fezes.
Também é importante registrar o número de lagartas encontradas em relação ao total de plantas avaliadas. O acompanhamento pode ser feito em caderno de campo ou aplicativo, com informações como data, estádio da soja, número de plantas inspecionadas, quantidade de plantas com sintomas e número de lagartas encontradas.
O período entre outubro e março, marcado por condições mais quentes e úmidas, pode favorecer o desenvolvimento da praga e da cultura. O histórico de ocorrência na área ou em propriedades próximas também deve ser considerado, assim como a presença de plantas hospedeiras alternativas nas bordas dos talhões ou em áreas adjacentes.
Outro fator é o uso de inseticidas não seletivos, que pode reduzir populações de inimigos naturais e facilitar o aumento da praga. A ausência de monitoramento sistemático também dificulta a identificação da lagarta enquanto ela permanece protegida no interior das folhas.
A identificação antecipada permite avaliar a densidade de lagartas e a evolução dos danos antes que a população atinja níveis que possam comprometer a área foliar. Entre os fatores que devem ser considerados estão o percentual de plantas com folhas enroladas, a densidade de lagartas, o estádio de desenvolvimento da cultura e a presença de inimigos naturais.
As condições climáticas atuais e previstas também devem fazer parte da avaliação, pois podem favorecer ou limitar o avanço das lagartas. A definição do momento de intervenção e a escolha da estratégia de controle devem seguir recomendações técnicas regionais, além de rótulo, bula, receituário agronômico e orientação de profissional habilitado.
Na prática, o produtor deve observar se existem folhas enroladas ou dobradas, principalmente nos terços médio e superior das plantas. Ao abrir as folhas, é importante procurar lagartas, teias finas e fezes no interior do abrigo. Raspagens, áreas translúcidas e pequenas perfurações também ajudam a identificar a presença da praga. O registro da quantidade de plantas afetadas e de lagartas encontradas permite acompanhar a evolução do problema entre uma vistoria e outra. A presença de inimigos naturais também deve ser observada antes da tomada de decisão sobre o manejo.
A identificação da lagarta enroladeira é uma etapa do manejo fitossanitário, mas não substitui a avaliação técnica para definir quando e como agir. A escolha de produtos e estratégias de controle deve respeitar rótulo, bula, receituário agronômico e orientação de engenheiro ou engenheira agrônoma. O uso de equipamentos de proteção individual, o cumprimento das normas ambientais e o respeito à legislação vigente também fazem parte das boas práticas agrícolas.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 02 2026 Soja: Brasil embarca 92,7 milhões de toneladas até agosto
O mercado de soja passou a operar com maior cautela diante das incertezas sobre a oferta mundial na safra 2026/27 e dos possíveis efeitos do El Niño sobre a produção, especialmente na América do Sul. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o movimento reduziu o interesse em negociações de grandes volumes, enquanto a demanda interna e chinesa permaneceu aquecida.
Segundo dados divulgados pela Conab, os detentores de estoques de soja no Brasil demonstraram uma postura mais cautelosa durante o período analisado. As dúvidas sobre o tamanho da oferta mundial na safra 2026/27 aumentaram as incertezas em relação à produção global, principalmente na América do Sul. Os possíveis efeitos do El Niño também contribuíram para esse cenário e reduziram o interesse em negociar volumes expressivos da oleaginosa.
Ao mesmo tempo, as indústrias moageiras brasileiras ampliaram o interesse pelas compras internas, em uma estratégia preventiva de recomposição dos estoques diante dos riscos de redução da oferta. No mercado externo, a China também manteve aquecida a procura pela soja.
As exportações brasileiras de soja em grão acumuladas até agosto de 2026 alcançaram 92,7 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pela Conab, o volume supera os 86,5 milhões de toneladas exportados no mesmo período do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 38,85% das exportações nacionais até agosto, contra 37,98% no mesmo período do ano anterior. O Porto de Santos foi responsável por 34,4% do volume, praticamente estável em relação aos 34,3% registrados no mesmo período do ano anterior.
O Porto de Paranaguá respondeu por 13,3% das exportações nacionais de soja até agosto, acima dos 12,9% registrados no mesmo período do ano anterior. Já o Porto de São Francisco do Sul concentrou 5,1% do volume exportado, ante 5,2% no mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pela Conab, os principais Estados de origem das cargas destinadas à exportação foram Mato Grosso, Goiás, Paraná e Minas Gerais.
O mercado internacional de farelo de soja permaneceu pressionado em agosto devido ao aumento dos níveis de esmagamento da soja em grão nos principais países produtores. Segundo dados divulgados pela Conab, a demanda internacional evitou perdas mais intensas para o subproduto. No Brasil, o câmbio, os custos mais elevados da soja em grão e a demanda do segmento de proteína animal contribuíram para sustentar os preços do farelo.
As exportações acumuladas de farelo de soja chegaram a 17,3 milhões de toneladas até agosto de 2026. O volume representa avanço em relação aos 15,3 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano anterior.
Segundo dados divulgados pela Conab, o Porto de Santos respondeu por 44% do volume nacional exportado, contra 43,41% em igual período de 2025. Paranaguá participou com 26,4%, ante 29,2% no ano anterior. Rio Grande respondeu por 15,7%, contra 15,4%, enquanto Salvador concentrou 6,7%, ante 7,8% em igual período de 2025.
Os Estados de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás aparecem como os principais originadores das cargas de farelo de soja destinadas ao mercado externo. O cenário combina aumento das exportações brasileiras de soja em grão e farelo com uma postura mais cautelosa dos detentores de estoques diante das incertezas sobre a oferta global. Ao mesmo tempo, a demanda interna das indústrias e as compras chinesas mantêm o mercado da oleaginosa aquecido.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 29 2026 Clima pressiona perspectivas para o trigo em 2026
A oferta de trigo de melhor qualidade pode ficar mais restrita no mercado brasileiro, aumentando a preocupação entre agentes do setor. O principal receio é que uma disponibilidade menor do cereal com características adequadas eleve a necessidade de compras no exterior e mantenha as cotações domésticas em patamares mais firmes.
O cenário está diretamente relacionado às incertezas envolvendo a safra de 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, as condições observadas nas lavouras vêm dificultando uma avaliação mais favorável sobre o resultado da temporada. Além da quantidade que poderá chegar ao mercado, a qualidade do trigo colhido também está no centro das atenções. O clima desfavorável registrado em campo vem comprometendo esse aspecto da produção e pode ter reflexos também sobre a produtividade.
A redução na qualidade do trigo pode limitar a disponibilidade do produto considerado adequado para atender à demanda interna. Com uma oferta menor, cresce a possibilidade de o mercado brasileiro precisar recorrer com maior intensidade ao cereal importado.
A perspectiva aumenta a atenção dos agentes sobre o desempenho da safra nacional. Mesmo antes de uma definição mais clara sobre os resultados da produção de 2026, as condições das lavouras já vêm influenciando as expectativas em relação à disponibilidade futura.
De acordo com o Cepea, a baixa oferta observada no mercado continua associada justamente a essas dúvidas sobre a produção. O comportamento do clima, além de afetar a qualidade, pode resultar em menor produtividade e, consequentemente, reduzir o volume disponível internamente.
Caso a oferta nacional de trigo de boa qualidade seja insuficiente, a dependência das compras externas pode aumentar. Esse movimento tende a ganhar ainda mais relevância diante da valorização do cereal no mercado internacional. A combinação entre menor disponibilidade doméstica e preços mais altos no exterior cria um ambiente de sustentação para as cotações internas. Para os agentes do mercado, portanto, o resultado da safra brasileira e o comportamento dos preços internacionais permanecem como fatores importantes na formação dos valores do trigo no País.
Segundo os pesquisadores, a valorização do cereal no mercado externo já vem contribuindo para dar sustentação aos preços praticados no Brasil. Ao mesmo tempo, as incertezas sobre qualidade e produtividade mantêm o mercado atento ao avanço da safra. Quanto menor for a disponibilidade de trigo de qualidade no País, maior poderá ser a necessidade de complementar a oferta por meio de importações.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 29 2026 Planejamento reduz riscos antes do plantio
O planejamento antes do plantio pode reduzir falhas capazes de comprometer a germinação, a emergência e o estabelecimento inicial das culturas. Entre os cuidados estão a compatibilidade dos produtos usados no tratamento de sementes, a sequência de aplicação, a uniformidade da cobertura e as condições do solo.
Segundo o engenheiro agrônomo e diretor comercial da Sell Agro, Alexandre Gazoni, erros no tratamento podem prejudicar o desempenho das sementes. A combinação inadequada de produtos nutricionais e fungicidas, por exemplo, pode gerar incompatibilidades e reduzir a eficiência da operação.
A aplicação também exige atenção. Equipamentos mal regulados ou procedimentos conduzidos de forma inadequada podem causar danos físicos às sementes, aumentando a exposição a patógenos e afetando vigor, sanidade e germinação.
Outro ponto importante é o diagnóstico do solo. Avaliações de pH, necessidade de correção, disponibilidade de nutrientes e presença de nematoides ajudam a orientar a adubação, a escolha de cultivares e outras estratégias de manejo.
A manutenção da palhada também contribui para conservar a umidade, reduzir a erosão e adicionar matéria orgânica. Para Gazoni, antecipar decisões e buscar acompanhamento técnico ajuda a identificar problemas e organizar melhor as operações antes da implantação da lavoura. “O produtor tem à disposição profissionais que podem trazer uma visão diferente. Muitas vezes ele está diariamente dentro da fazenda observando aquela realidade, enquanto aqueles que acompanham outras regiões encontram situações semelhantes em diferentes locais. Ter parceiros para trocar informações e ajudar no planejamento é primordial”, afirma.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 28 2026 Milho tem plantio acelerado no Rio Grande do Sul
A semeadura do milho avançou no Rio Grande do Sul, favorecida por condições térmicas mais adequadas e pela melhoria da friabilidade dos solos, alcançando aproximados 68% da área projetada para esta Safra de Grãos de Verão 2026/2027, que é de 896.401 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/09), nas áreas implantadas com milho predominam as fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, com evolução mais rápida após a elevação das temperaturas.
Na região de Bagé, em São Gabriel, o plantio do milho iniciou em áreas de agricultura familiar, acompanhando a melhoria das condições térmicas e da umidade do solo. Em Uruguaiana, a implantação das lavouras destinadas à produção de grãos está concluída, com predominância de áreas irrigadas por sulco-camalhão e pivô central. Em Manoel Viana, o plantio está praticamente concluído, e o crescimento das primeiras lavouras está lento, devido às baixas temperaturas das últimas semanas.
Na região de Santa Rosa, 86% da área está semeada, e as lavouras, em desenvolvimento vegetativo. As temperaturas amenas e a manutenção da umidade do solo favoreceram o crescimento. Há presença de cigarrinhas na maior parte das áreas, além de percevejo-barriga-verde e lagarta-rosca. Nas lavouras mais adiantadas, foram iniciadas as aplicações de nitrogênio em cobertura.
Milho silagem – O plantio de milho para silagem ocorre de forma escalonada, chegando a 45% da área prevista. As temperaturas amenas e a friabilidade dos solos favoreceram as operações. Na região de Erechim, a área prevista com milho silagem aumentou cerca de 5% em relação ao ano anterior, e a produtividade está estimada em 43.768 kg/ha. Já no Estado, a Emater/RS-Ascar estima o plantio de 369.389 hectares e produtividade de 38.392 kg/ha.
Arroz – O estabelecimento da safra está iniciando, com maior avanço da semeadura nas áreas da Fronteira Oeste. A ocorrência de chuvas volumosas vem condicionando o ritmo de implantação, exigindo drenagem de áreas para permitir a continuidade das operações e evitar dificuldades no estabelecimento das lavouras já semeadas. Na Região Sul, os níveis de reservação de água dos mananciais e barragens foram recompostos pelas precipitações ocorridas durante agosto. A área projetada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) para Safra 2026/2027 alcança 861.779 hectares, e a produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A implantação da 1ª safra inicia, em menos de 10% da área projetada de 24.587 hectares no Estado, está concentrada em locais de menor exposição às geadas e aos ventos frios, condições ambientais limitantes ao desenvolvimento inicial, e as plantas apresentam crescimento reduzido. Nas regiões de maior altitude, parte das áreas está preparada ou em início de semeadura. Já nas áreas de menor altitude, o cultivo destinado à subsistência familiar se encontra bastante adiantado. A produtividade inicial está estimada em 1.759 kg/ha.
Na região de Ijuí, a semeadura do feijão 1ª safra destinada ao autoconsumo está próxima da conclusão, alcançando 45% da área projetada. As plantas apresentam folhas pequenas e alongadas, em resposta às condições de baixas temperaturas. Na região de Pelotas, são implantadas as primeiras lavouras em áreas protegidas e sem risco de geadas, especialmente em Pelotas e São Lourenço do Sul. Já na região de Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura para subsistência familiar está concluída, e o cultivo comercial segue pouco expressivo. No Centro-Serra e Alto da Serra do Botucaraí, nas áreas de maior altitude, os solos estão preparados, e algumas lavouras foram implantadas para fins comerciais.
CULTURAS DE INVERNO
Trigo – Predominam no Estado as lavouras de trigo nas fases reprodutivas: 9% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração, 54% em enchimento de grãos e 13% em maturação. A colheita está restrita às áreas mais adiantadas no Noroeste e alcança 1%. Em relação ao quadro fitossanitário, nas áreas de trigo em florescimento e em enchimento de grãos, a elevada umidade aumentou a pressão de doenças, como giberela e doenças foliares, demandando aplicações de fungicidas. A área projetada para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.Aveia-branca – As lavouras de aveia-branca estão em estágios reprodutivos avançados: 51% em enchimento de grãos e 26% em maturação. A floração abrange 11% da área, e 5% estão em desenvolvimento vegetativo. Os 7% restantes correspondem a áreas colhidas. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, com bom padrão de desenvolvimento, embora haja variações entre as regiões quanto ao potencial produtivo e às condições fitossanitárias. As chuvas intensas provocaram acamamento pontual em algumas áreas, e a incidência de doenças fúngicas está variável entre as lavouras. A estimativa de plantio é de 387.697 hectares, e a produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.
Canola – A cultura da canola apresenta ciclo mais avançado em relação aos demais cultivos de inverno. Estão 5% dos cultivos em floração, 63% em enchimento de grãos, 29% em maturação e 3% colhidos. O desempenho produtivo entre as diferentes regiões está heterogêneo: há significativo número de lavouras com bom potencial, e áreas de estande reduzido, ou afetadas por excesso de umidade, baixa radiação solar e geadas, com possibilidade de redução do rendimento. Os produtores seguem preocupados com a possibilidade de deiscência natural das síliquas em áreas sujeitas à recorrência de chuvas, especialmente nas lavouras mais adiantadas. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Carinata – A evolução do ciclo é relativamente uniforme nas principais áreas produtoras, e predominam lavouras nas fases reprodutivas: 7% em floração e 77% em enchimento de grãos. Uma parcela de 15% está em maturação, e a colheita ainda é incipiente. Em regiões de maior umidade e menor disponibilidade de radiação solar, foram observados impactos no desenvolvimento das plantas. Nas demais áreas, a evolução está satisfatória, com manutenção do potencial produtivo e avanço da formação e expansão das síliquas, inclusive nas porções superiores das plantas. A área estimada de plantio é de 2.365 hectares no RS.
Cevada – As lavouras de cevada no RS estão 27% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração, 43% em enchimento de grãos e 7% em maturação. A evolução da cultura está satisfatória, permitindo avanço do ciclo. As áreas mais adiantadas ingressam na fase de maturação. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha. Na região de Ijuí, estão 33% das lavouras em floração, 39% em granação e 29% em maturação. Apesar da cultura apresentar desenvolvimento adequado, houve aumento de doenças foliares nas folhas inferiores. Na região de Soledade, o estado geral das lavouras de cevada também está satisfatório, com 20% dos cultivos em espigamento e 80% em enchimento de grãos.
OLERÍCOLAS
Alho – Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está satisfatório e muitas lavouras se encontram no estádio de diferenciação. Os produtores estão apreensivos em função das precipitações constantes e das sucessivas variações de temperatura, fatores que podem induzir ao perfilhamento, sendo necessário aguardar a evolução da bulbificação. Na região de Passo Fundo, embora atrasado pelas precipitações, o plantio foi concluído. A área cultivada está projetada em 9 hectares, com expectativa de produtividade de 12 t/ha.Chuchu – Na região de Lajeado, em Alto Feliz, a cultura se encontra em floração, frutificação e colheita. As baixas temperaturas e excesso de umidade dificultaram o desenvolvimento vegetativo e a frutificação, aumentando a incidência de doenças fúngicas, que exigem monitoramento. A ocorrência de ventos fortes provocou a abscisão de frutos. A comercialização está lenta.
Moranga Cabotiá – Ainda na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, iniciaram-se os plantios para o próximo ciclo e, nas áreas mais precoces, as plantas se encontram em ramificação e emissão das primeiras flores. O excesso de umidade, as precipitações frequentes e as baixas temperaturas dificultaram o preparo do solo, atrasando o cronograma de implantação das lavouras.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
Nativas – Na região de Caxias do Sul, em propriedades que utilizam o diferimento de pastagens, o campo nativo apresenta bom volume de forragem, possibilitando o pastejo dos animais, associado ao fornecimento de sal proteinado em cochos cobertos, o que tem proporcionado desenvolvimento satisfatório dos rebanhos. Na região de Santa Rosa, foram observadas florações de maria-mole em áreas de campo nativo, indicando condições de sobrepastejo e sinalizando a possibilidade de manutenção da baixa oferta de forragem nas próximas semanas.Cultivadas – Na região de Erechim, o solo continua encharcado, dificultando o acesso às pastagens e aos silos, aumentando o risco de pisoteio e compactação. Da mesma forma, a alta umidade prejudicou a fenação e, consequentemente, dificultou a secagem e a qualidade do feno. Na região de Frederico Westphalen, as chuvas e o frio voltaram a limitar o desenvolvimento das pastagens cultivadas. Alguns produtores iniciaram a implantação de capim-sudão para pastejo e de milho para silagem. Na de Passo Fundo, por causa da alta umidade no solo, e com o objetivo de preservar a alimentação dos animais, algumas propriedades diminuíram o tempo de permanência nos piquetes e aumentaram a oferta de silagem. As áreas de aveia, já em estágio mais avançado do ciclo, apresentam maior fibrosidade, e as de azevém se destacam pelo desenvolvimento e pela capacidade de manter boa oferta de alimento.
OVINOCULTURA – Os produtores realizaram o monitoramento de partos e a avaliação dos cordeiros para evitar mortalidade de animais. A condição corporal dos rebanhos está adequada. Continuam os trabalhos de monitoramento sanitário com foco no controle de verminoses, na imunização contra clostridioses com vacinas polivalentes para garantir proteção ampliada e os cuidados com problemas de casco. Iniciou-se a esquila em algumas regiões.
Na região de Erechim, a formação de barro pelas chuvas aumentou o risco de problemas podais, especialmente pododermatite (footrot). O frio do início do período, somado à lã encharcada pela chuva, elevou o risco de doenças respiratórias. Iniciam os partos na maioria das propriedades. Os rebanhos mantidos em instalações cobertas apresentam melhores condições sanitárias. Começou o período de esquila em parte das propriedades. Na região de Santa Maria, os animais apresentam boas condições de escore corporal. A suplementação energética das matrizes no período pós-parto contribuiu para a melhoria do estado nutricional, refletindo em maior produção de colostro e leite e em melhores índices de sobrevivência e desenvolvimento dos cordeiros. Outro manejo é a disponibilização de creep feeding aos cordeiros com idade a partir dos 30 dias, favorecendo o crescimento, o ganho de peso e a adaptação alimentar. É fase final de parição.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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set 28 2026 Milho pode subir? Safra dos EUA será decisiva
O mercado do milho ganhou sustentação nas últimas semanas, mas a pressão da colheita nos Estados Unidos limita uma alta mais intensa. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, entre 28 de agosto e 24 de setembro, as cotações internacionais reagiram, enquanto no Brasil os preços também avançaram diante de uma oferta em recuo e de uma demanda firme.
Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, o milho saiu de US$ 5,10 por bushel em 27 de agosto para US$ 5,43 em 21 de setembro. Depois, o mercado perdeu parte dos ganhos. Na quinta-feira (24), o bushel fechou em US$ 5,26, ante US$ 5,30 uma semana antes.
A média de agosto ficou em US$ 4,69 por bushel, alta de 5,6% em relação à média de julho. O cenário externo, porém, apresenta poucas alterações mesmo diante da redução confirmada na produção dos Estados Unidos, cuja colheita já começou.
Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, o relatório do USDA divulgado em 11 de setembro estimou a produção final de milho dos Estados Unidos em 401,3 milhões de toneladas.
O volume representa uma redução de 5,4 milhões de toneladas em relação à projeção de agosto e de 31 milhões de toneladas na comparação com a produção registrada no ano anterior.
Para 2026/27, os estoques finais norte-americanos foram estimados em 39,8 milhões de toneladas, dois milhões de toneladas abaixo do indicado em agosto. A produção mundial, por sua vez, foi projetada em 1,290 bilhão de toneladas, oito milhões de toneladas a menos do que a estimativa anterior. Os estoques finais mundiais devem alcançar 272,1 milhões de toneladas, queda de 2,5 milhões de toneladas em relação à previsão de agosto.
Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, a colheita de milho nos Estados Unidos havia alcançado 13% da área até 20 de setembro, acima dos 11% registrados na média histórica.
Os embarques semanais norte-americanos também chamaram atenção. Na semana encerrada em 17 de setembro, foram embarcadas 1,9 milhão de toneladas, volume acima do esperado pelo mercado.
Esse foi o maior volume registrado para a semana em 44 anos. Japão e México responderam, juntos, por 58% do milho embarcado no período.
Nesse cenário, a pressão exercida pela colheita nos Estados Unidos vem impedindo uma valorização maior das cotações internacionais.
O mercado passa a acompanhar o comportamento do clima nas regiões produtoras norte-americanas e os possíveis efeitos sobre o andamento da colheita.
Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, o USDA estima que o consumo mundial de milho poderá superar a produção em quase 30 milhões de toneladas na safra 2026/27.
No Brasil, os preços internos do milho também apresentaram melhora no período analisado. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, as principais praças do Rio Grande do Sul trabalhavam com valores de R$ 61 por saca.
Nas demais regiões do país, os preços ficaram entre R$ 51 e R$ 66 por saca. Apesar da melhora nas cotações internas, as exportações brasileiras ainda enfrentam dificuldades no ritmo dos negócios. Os preços nacionais permanecem menos competitivos em relação aos praticados pelos concorrentes.
A expectativa é de melhora no cenário de exportações a partir de meados de outubro. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, tanto o mercado mundial quanto o brasileiro apresentam demanda firme diante de uma oferta em recuo. A reação dos preços, entretanto, não deve ocorrer de forma linear.
No mercado internacional, será necessário absorver a entrada da safra norte-americana. No Brasil, os preços dependerão do ritmo das exportações, do câmbio, da demanda interna e, principalmente, da disposição dos produtores em vender.
Mesmo com essas variáveis, a expectativa apresentada pela análise é de melhora dos preços internos do milho ao longo do restante do segundo semestre.
Na B3, segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudo de Mercado Agropecuário, os contratos para o primeiro semestre de 2027 estão próximos de R$ 80 por saca.
Com a combinação entre a entrada da safra dos Estados Unidos, a evolução das exportações brasileiras, o comportamento da demanda e a disponibilidade de venda dos produtores, outubro ganha importância para a definição dos próximos movimentos do mercado mundial e nacional do milho.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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set 25 2026 Canola amplia espaço como opção rentável no inverno
O agronegócio brasileiro ampliou de forma expressiva sua presença no comércio mundial nas últimas duas décadas, com avanço das exportações e maior diversificação de mercados. Segundo Nivio Domingues, fundador e diretor da Samba Export Brazil, a média anual do valor exportado pelo setor passou de US$ 37,7 bilhões entre 2003 e 2005 para US$ 166,6 bilhões entre 2023 e 2025, conforme dados do Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness, do Rabobank.
A soja liderou esse movimento, acompanhada por produtos como açúcar, carne bovina, milho, café, celulose, carne de frango e algodão. Entre 2023 e 2025, a China respondeu por 33% do valor exportado, seguida por outros países da Ásia, com 17,4%, União Europeia, com 14%, Oriente Médio, com 7,6%, África, com 7%, Estados Unidos, com 6,7%, e Mercosul, com 3,1%.
Ao mesmo tempo, a produção brasileira mantém forte dependência de insumos importados. Em 2024, cerca de 91% da demanda por fertilizantes foi atendida por compras externas. Em 2025, Rússia e China concentraram 49% do valor importado desses produtos. Nos defensivos agrícolas, a China respondeu por 43% das importações em valor, seguida pela Índia, com 15%.
Esse cenário revela um contraste entre a força exportadora do agro e a vulnerabilidade de parte de sua base produtiva. A avaliação apresentada por Domingues aponta que diversificar compradores reduz riscos comerciais, enquanto ampliar fornecedores e a produção nacional de insumos pode diminuir riscos estratégicos ligados à produção. O próximo avanço, nesse contexto, passa por fortalecer a cadeia que sustenta a capacidade brasileira de produzir e vender em escala global.
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set 21 2026 El Niño exige atenção redobrada no manejo da soja
A soja brasileira inicia a safra 2026/27 sob um cenário climático que pode exigir decisões mais rápidas e estratégias diferentes entre as regiões produtoras. A previsão de maior intensidade do El Niño entre outubro e dezembro de 2026, com possibilidade de permanência até abril de 2027, coloca chuvas, temperaturas e manejo fitossanitário entre os principais pontos de atenção.
No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a expectativa de precipitações acima da média entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 aumenta a preocupação com o excesso de umidade. Já no Centro-Oeste e no Norte, períodos de menor precipitação e temperaturas elevadas podem ampliar o risco de estresse hídrico.
Segundo Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, as diferenças entre as regiões exigem planejamento além da expectativa de chuva. “A escolha de cultivares adaptadas, o preparo do solo, o tratamento de sementes e a disponibilidade de ferramentas na fazenda para o manejo fitossanitário ganham importância diante de uma safra em que as janelas de aplicação podem sofrer alterações em relação ao que vinha sendo adotado”, explica.
Nas áreas do Sul sujeitas à maior umidade, um dos primeiros desafios está no estabelecimento da lavoura. Solos compactados, com drenagem deficiente ou acúmulo de água podem favorecer doenças radiculares, como a podridão-radicular de fitoftora, e comprometer a emergência das plantas.
Por isso, o tratamento de sementes e a escolha de materiais adaptados às condições locais devem fazer parte das decisões anteriores à semeadura.
Em anos mais chuvosos, o monitoramento também precisa considerar períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas, condições que favorecem doenças como a ferrugem-asiática.
Nesse cenário, o manejo fitossanitário exige atenção ao momento adequado para a aplicação de fungicidas, principalmente diante da possibilidade de redução das janelas de operação provocada pela chuva. “O produtor precisa considerar que, em um cenário de maior umidade, a janela de aplicação pode variar. Se houver uma sequência de dias chuvosos, por exemplo de 5 dias, e o intervalo entre as aplicações estimada é de 12 dias, então pode se estender para 17 dias, comprometendo os tratos fitossanitários. Por isso, ter as tecnologias adequadas e planejar as operações passa a ser uma estratégia eficiente de manejo”, reforça Corsini.
As condições climáticas previstas também podem influenciar o manejo de plantas daninhas. No Centro-Oeste, períodos de menor umidade reforçam a importância do controle das invasoras desde o início do ciclo, evitando a competição por água e nutrientes enquanto a soja ainda está em desenvolvimento.
O inverno chuvoso favoreceu a presença de plantas daninhas no início de setembro. Entre as espécies que exigem atenção estão o capim-pé-de-galinha e o caruru, cuja presença tem aumentado em áreas produtoras.
O manejo de pragas também entra no planejamento. Em condições de menor umidade e temperaturas mais elevadas, a redução da atuação de fungos entomopatogênicos e a aceleração do ciclo de desenvolvimento dos insetos podem favorecer o aumento da pressão de pragas. “No ano passado, em condições climáticas consideradas normais, houve um incremento de 50% a mais no manejo de mosca-branca. Para o atual cenário, os agricultores devem ficar cientes de que não apenas a mosca-branca, mas outras pragas, podem aumentar consideravelmente nesse ciclo, como percevejos e lagartas”, enfatiza Gustavo.
Diante desse cenário, o monitoramento frequente e a adoção de estratégias de manejo integrado são apontados como fundamentais para identificar a necessidade de controle e evitar o avanço das infestações.
A safra 2026/27 também exige planejamento da capacidade operacional das propriedades. No Sul, a preparação deve considerar períodos de chuva capazes de dificultar a entrada de máquinas e o cumprimento das aplicações.
No Centro-Oeste e no Norte, a atenção se concentra na formação da lavoura e na redução dos estresses iniciais que podem comprometer o desenvolvimento das plantas.
Para Corsini, a adaptação às condições de cada região será importante ao longo do ciclo. “O agricultor brasileiro é resiliente e consegue se planejar de forma eficaz. Mas, diante de um cenário de maior variabilidade climática, é importante que ele tenha as ferramentas corretas disponíveis no momento certo, porque a janela de aplicação pode ser diferente da habitual e a tomada de decisão precisa ser mais rápida”, comenta.
As diferenças regionais também reforçam a necessidade de acompanhar o mercado durante a safra. Eventuais perdas provocadas por excesso ou falta de chuva podem ser parcialmente compensadas por um cenário de preços mais favorável.
Dessa forma, além do monitoramento das lavouras e das condições climáticas, o acompanhamento das cotações e o planejamento comercial passam a integrar as decisões do produtor ao longo da safra 2026/27.
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set 21 2026 Começa colheita do trigo nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul
As condições ambientais foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de trigo na maior parte do Rio Grande do Sul. Há, contudo, diferenças de desenvolvimento entre as regiões, em função da época de implantação e das condições meteorológicas ao longo do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (17/9), as áreas de trigo implantadas de forma precoce, no oeste do Estado, avançam para as fases de enchimento de grãos (44%) e maturação (5%), e inicia-se a colheita. Nas lavouras de implantação mais tardia, predominam os estágios de desenvolvimento vegetativo (12%) e de espigamento e floração (39%).
Em relação ao quadro fitossanitário, há incidência de oídio, de manchas foliares, de ferrugens e de giberela. Destaca-se a necessidade de maior atenção às lavouras em floração e às áreas submetidas a condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de doenças. Para a Safra 2026, a área projetada com trigo no Estado é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 kg/ha.
Na região de Santa Rosa, 4% das lavouras de trigo estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 61% em enchimento de grãos e 7% em maturação. As lavouras apresentam bom número de espiguetas por espiga e ausência de falhas de fecundação, mantendo o potencial produtivo favorável. Na região de Caxias do Sul, a elevada nebulosidade e a baixa luminosidade, associadas às temperaturas reduzidas, retardaram o desenvolvimento das plantas. As lavouras de trigo estão no final do perfilhamento e início da elongação do colmo, mantendo, apesar das intempéries, expectativa de rendimento considerada satisfatória. Já na região de Santa Maria, em Tupanciretã, município de maior extensão regional do cultivo, 20% das lavouras estão em elongação, 60% em floração e 20% em enchimento de grãos. Nas áreas mais adiantadas, o frio intenso e as geadas mantêm a necessidade de acompanhamento durante a floração, mas a quantificação de eventuais perdas ainda não foi realizada.
Aveia-branca
Houve avanço do ciclo nos cultivos de aveia-branca. Do total da área, estimada para o Estado em de 387.697 hectares, 11% estão em desenvolvimento vegetativo, 49% em enchimento de grãos, 27% em floração, 11% em maturação e 2% colhidos. De modo geral, as condições das lavouras estão satisfatórias, com bom desenvolvimento e condições sanitárias favoráveis, embora persista a incidência pontual de doenças foliares, especialmente ferrugens. A produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.
Canola
A cultura da canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%). As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores. A ocorrência de geada em lavouras em formação pode ter comprometido de forma parcial o enchimento das síliquas, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas. A área cultivada de canola no Rio Grande do Sul está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.
Carinata
A cultura apresenta desenvolvimento e estande satisfatórios, apesar das diferenças entre as regiões, em função da época de implantação e das condições meteorológicas ao longo do ciclo. As lavouras em desenvolvimento vegetativo totalizam 3%; em floração são 32%; em enchimento de grãos, 62%; e em maturação, 3%. Na região de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 70% em enchimento de grãos e 30% em maturação. A expectativa atual de produtividade está próxima de 1.100 kg/ha. Já na região de Ijuí, 15% da área de canola está em floração, 80% em granação e 5% em maturação.
Cevada
As janelas de tempo firme favoreceram a evolução da cultura e a continuidade das operações de manejo. Nas regiões de maior concentração de cultivo, apesar das chuvas volumosas, não foram relatados impactos relevantes nas lavouras. Cerca de 50% da área cultivada está em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 20% em enchimento de grãos. De forma pontual, algumas lavouras iniciaram o processo de maturação. A área de cultivo estimada é de 20.320 hectares no Estado, e a produtividade média de 3.020 kg/ha.
Culturas de verão
Milho
O plantio de milho no Rio Grande do Sul chega a 60% da área e está praticamente finalizado na região Noroeste. A ocorrência de geada causou danos em lavouras implantadas mais cedo e nos locais mais propícios para ocorrência de geadas. Os produtores realizaram as aplicações de herbicidas e de inseticidas; estes para o controle de cigarrinha, cuja incidência aumentou. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta o plantio de 896.401 hectares de milho, produtividade projetada de 7.711 kg/ha e produção aproximada de 6,91 milhões de toneladas.
Arroz
Na região de Bagé, há intenção de plantio de 361.027 hectares de arroz. Houve excelente evolução na semeadura das lavouras, ainda concentrada nos municípios da Fronteira Oeste, com histórico de implantação da cultura desde o início de setembro. Em Maçambará, 15% dos 16.900 hectares previstos foram semeados. A alta capacidade de máquinas e implementos utilizados pelos produtores permitem avanço diário significativo do plantio. As temperaturas baixas devem provocar algum atraso no estabelecimento das lavouras. Ainda assim, a sequência de dias de tempo seco foi propícia para os cultivos. As barragens cheias e a boa reação na cotação do produto motivam os produtores, que estavam pessimistas em relação à primavera pela ocorrência de El Niño, à falta de crédito e aos insumos com cotações elevadas.
Feijão 1ª safra
Na região de Ijuí, a semeadura evoluiu para 40% da área projetada, que é de 883 hectares para o Rio Grande do Sul. O desenvolvimento das plantas ocorreu de forma lenta devido ao tempo frio. Na região de Pelotas, segue o plantio das primeiras lavouras em locais protegidos e sem riscos de geadas. Na região de Soledade, no baixo Vale do Rio Pardo, a semeadura do feijão 1ª safra está em fase final. Nas regiões Centro-Serra e Alto da Serra do Botucaraí, as áreas estão preparadas para o plantio.
Criações
Bovinocultura de leite
O excesso de umidade e a formação de barro ainda dificultam o acesso às pastagens e o manejo, além de aumentarem os riscos de mastite e de problemas de casco em determinadas regiões. Já a redução do encharcamento em algumas áreas tem favorecido a movimentação dos animais e o acesso às forrageiras.
Na região de Bagé, as vacas alimentadas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal. Esse cenário marca o retorno dos produtores sazonais à atividade e o aumento da produção dos que efetuam a entrega de leite durante todo o ano, mas não realizam investimentos significativos em pastagens de inverno ou na suplementação com fenos e silagens.
O observa-se pequena redução na produção de leite nos sistemas de produção a pasto na região de Ijuí. Nos sistemas confinados, a produtividade não apresentou alterações. Nos sistemas estabulados, persiste a dificuldade para reduzir a umidade da cama dos animais, embora o conforto térmico esteja satisfatório.
Em algumas propriedades da região de Santa Rosa, o excesso de umidade das semanas anteriores ocasionou danos pontuais por pisoteio e dificultou o manejo, mas não comprometeu a alimentação dos animais. Os produtores seguem realizando suplementação alimentar com silagem e concentrados, especialmente para vacas em pico de lactação.
Piscicultura
Na região de Erechim, a geada e o frio do início do período reduziram o apetite e a atividade dos peixes. A chuva volumosa na sexta-feira (11/9), a qual atingiu até 150 mm, aumentou a turbidez da água nos viveiros e elevou o risco de redução do oxigênio dissolvido, de inversão térmica, de transbordamento e de fuga dos peixes em viveiros com pouca margem de segurança. Apesar da turbidez nos viveiros após a chuva forte, os açudes apresentam ótima disponibilidade de água.
Pesca artesanal
Na região de Santa Rosa, novamente os pescadores de Porto Vera Cruz e de outras localidades que praticam a pesca no Rio Uruguai foram prejudicados pela elevação do nível do rio. Segundo representantes da categoria, a maioria retirou os materiais e petrechos de pesca da água e monitora as embarcações nas margens para evitar perdas ainda maiores.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php