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ago 14 2025 Produtores se preparam para safra 2025/26
“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva”
Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.
O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.
“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.
Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.
“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 12 2025 Produtores enfrentam doenças na aveia
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na úlitma quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de aveia-branca implantadas dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) apresentam bom desempenho. No entanto, cultivos estabelecidos antes do período ideal não se recuperaram dos danos provocados pelas geadas de julho e estão sendo gradualmente substituídos por outras culturas de cobertura ou de interesse econômico.
A entidade informou que, nos dias 2 e 3 de agosto, chuvas intensas acompanhadas por ventos fortes provocaram acamamento em algumas áreas, especialmente em lavouras nos estágios de floração e enchimento de grãos. “Nessas fases, os colmos tornam-se mais suscetíveis ao tombamento devido ao maior acúmulo de biomassa e alongamento celular”, explicou a Emater/RS-Ascar. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada em 2.254 kg por hectare.
Na região administrativa de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 40% em florescimento e 30% em enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar destacou a “elevada pressão de doenças foliares, como manchas e ferrugem da aveia”, favorecidas pela umidade e temperatura, levando à intensificação do uso de fungicidas sistêmicos e de amplo espectro.
Em Ijuí, 73% das áreas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração e 8% em formação de grãos. O escalonamento fenológico está de acordo com o calendário regional de semeadura. Houve registro de acamamento em lavouras em estágio reprodutivo, o que, segundo o levantamento, “pode comprometer a polinização e a fotossíntese, além de, em fases mais avançadas, afetar a colheita e a qualidade dos grãos”.
Na região de Santa Rosa, a maior parte das lavouras destinadas à produção de grãos já finalizou a fase de floração e se aproxima do fim do enchimento. As geadas reduziram significativamente o potencial produtivo, levando muitos agricultores a suspenderem as aplicações de fungicidas. Nesses casos, a colheita será destinada à reposição de sementes para uso próprio e à venda para alimentação animal.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 12 2025 Entregas de fertilizantes crescem 11,4%
De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro atingiram 15,83 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano, um crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 14,20 milhões de toneladas. Somente em maio, as entregas somaram 3,70 milhões de toneladas, o que representa alta de 13,8% sobre as 3,25 milhões de toneladas entregues no mesmo mês do ano anterior.
O estado de Mato Grosso liderou as entregas, respondendo por 24% do total nacional com 3,80 milhões de toneladas, seguido por Paraná (2,32 milhões), Goiás (1,62 milhão), São Paulo (1,55 milhão), Minas Gerais (1,35 milhão), Rio Grande do Sul (1,09 milhão) e Bahia (924 mil toneladas).
Além do crescimento nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários também avançou. Em maio, a produção alcançou 658 mil toneladas, alta de 20,1% na comparação com maio de 2024. No acumulado do ano, a produção somou 2,91 milhões de toneladas, crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As importações de fertilizantes intermediários seguem a tendência de alta, com 3,66 milhões de toneladas importadas em maio, aumento de 19,2% frente ao mesmo mês de 2024. De janeiro a maio, as importações totalizaram 14,92 milhões de toneladas, representando crescimento de 13,9% sobre as 13,10 milhões de toneladas do ano anterior.
O porto de Paranaguá se mantém como principal porta de entrada, tendo recebido 4,03 milhões de toneladas neste período, aumento de 12,5% em relação a 2024, quando foram descarregadas 3,58 milhões de toneladas. Este volume corresponde a 27% do total importado por todos os portos brasileiros.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 11 2025 Adubação foliar com micronutrientes traz benefícios
No manejo nutricional, definir a quantidade e o momento ideal para aplicação de micronutrientes via folha é uma das decisões mais estratégicas da produção agrícola. No entanto, antes mesmo de escolher o adubo, o primeiro passo é o diagnóstico do solo, que determinará se o nutriente está abaixo, no ou acima do nível crítico.
Segundo Roniel Geraldo Ávila, consultor de Desenvolvimento de Mercado na Multitécnica, essa classificação orienta diretamente o método de cálculo. Quando o nutriente está abaixo do nível crítico, é necessário adubar planta e solo. A recomendação é calcular a dose com base na extração total da cultura — ou seja, multiplicar a produtividade esperada pela quantidade extraída do nutriente — e dividir essa quantidade em ao menos quatro aplicações. Já para produtores descapitalizados, é possível recorrer ao cálculo pela exportação (nutriente removido com a colheita), desde que com critério técnico.
Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda: o objetivo é apenas repor o que será removido com a colheita. O cálculo é feito com base na exportação do grão, e a dose tende a ser menor, mas igualmente precisa ser fracionada em no mínimo três aplicações. A pulverização deve sempre garantir cobertura total das folhas para eficiência fisiológica e operacional.
Por fim, o tipo de produto também influencia no sucesso da adubação. Roniel alerta para evitar sais simples, que têm baixa solubilidade e desempenho limitado. A melhor escolha são produtos formulados, com tecnologias que protegem as moléculas, melhoram a penetração e favorecem a absorção. Adubar corretamente, portanto, é mais do que aplicar nutrientes — é tomar uma decisão técnica baseada em solo, cultura, produtividade, estratégia e finanças.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 11 2025 Biocombustível e agricultura: Brassica Carinata desponta no Brasil como cultura de inverno
O podcast RTC abordou no último episódio o cultivo da Brassica Carinata, cultura de inverno que começa a ganhar espaço no Brasil. Participaram da conversa Geomar Corassa, gerente de pesquisa e tecnologia da RTC/CCGL; Tiago Hörbe, pesquisador da RTC/CCGL e Robson Botta, coordenador técnico e de pesquisa da Nufarm Brasil.
Geomar Corassa destacou o crescimento do interesse pela cultura. “A gente tem observado uma crescente demanda e questionamentos em relação à cultura da carinata, tanto na área técnica quanto pelos produtores.”
Robson Botta explicou o histórico da espécie no país. “A carinata chegou no Brasil em 2014, dentro de um programa global da Agrisoma, que era uma empresa canadense, com foco no desenvolvimento de matérias-primas para a produção de combustível renovável.”
Botta ainda detalhou as origens da planta: “A carinata é uma brasica, da mesma família da canola, de origem etíope. Ela é uma planta oleaginosa que não é usada para alimentação, é utilizada exclusivamente para a produção de biocombustível.”
A planta vem sendo cultivada em alguns estados brasileiros, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, com foco nos períodos de entressafra. “É uma cultura que está sendo cultivada na entressafra da soja, ou seja, no outono/inverno, e nesse período a gente consegue ter um rendimento interessante de biomassa e de óleo”, comentou Botta.
Além do potencial agronômico, a carinata também se destaca pelos benefícios ambientais. Segundo Botta, “a molécula de óleo da carinata é de cadeia longa, ideal para produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel), que é o combustível renovável da aviação.”
Tiago Hörbe ressaltou o papel da cultura como planta de cobertura: “Ela pode funcionar como uma excelente cobertura de solo, semelhante a nabo forrageiro e aveia, com um diferencial de gerar receita.”
Botta complementou: “A gente tem uma planta de cobertura que remunera. Esse é o ponto que tem despertado o interesse da indústria e também do produtor rural.”
O episódio também trouxe à tona o conceito de cultura ponte. “Ela se encaixa como uma cultura ponte entre duas culturas alimentares – soja e milho, por exemplo – sem competir com nenhuma delas”, explicou Botta.
Sobre a perspectiva de mercado e inserção da cultura no Brasil, Robson apontou: “A carinata está no pipeline de culturas do futuro. Já é uma realidade e já está na fase de expansão.”
Diante desses números, fica claro que a expansão da área cultivada com carinata é não apenas viável, mas necessária para atender às demandas de sustentabilidade, produção agrícola e energia renovável do futuro.
Para assistir o episódio completo, acesse o canal da RTC no Spotify: https://open.spotify.com/show/11U2b1ValE2c1Pj3gngpnq
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 11 2025 RTC/CCGL desenvolve estudo com novo herbicida pré-emergente para controle de azevém na cultura do trigo
Os herbicidas pré-emergentes (Pré-E) são fundamentais para o sucesso do controle de plantas daninhas no trigo. Os Pré-E que controlam azevém (S-metolaclor, trifluralina e piroxasulfona) são não são eficazes em buva e nabo, necessitando complemento seja em Pré-emergência (flumioxazina) ou depois na pós-emergência.
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) realizou um estudo para avaliar o controle de azevém e nabo no trigo com os herbicidas pré-emergentes piroxasulfona (Yamato), piroxasulfona + flumioxazina (Kyojin), e o recém lançado bixlozone (Giant), e a necessidade de complementação em pós-emergência com pinoxaden (Axial), metsulfuron (Ally), saflufenacil (Heat) ou carfentrazona (Aurora), aplicados em plantas daninhas com duas a quatro folhas.
O experimento foi conduzido na safra 2024 na área experimental da CCGL, em Cruz Alta. Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 08 2025 Tecnologia acelera transformação no seguro agrícola
O agronegócio brasileiro, um dos principais pilares da economia nacional, enfrenta desafios estruturais na gestão de riscos, especialmente diante dos eventos climáticos extremos. Como aponta Denise Ozaki, comunicóloga e Head de Marketing da Picsel, em artigo publicado recentemente, o seguro agrícola permanece subutilizado no país — representa apenas 0,4% do mercado de seguros, segundo relatório da Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse número contrasta com um potencial de R$ 155,4 bilhões, considerando os mais de 115 milhões de hectares de áreas passíveis de cobertura.
Um dos principais entraves é a complexidade da contratação, que exige informações técnicas, análises regionais e um processo ainda manual e moroso, desestimulando principalmente os pequenos e médios produtores. Além disso, a falta de personalização nas apólices e os longos prazos de resposta limitam a eficácia dessa ferramenta justamente quando o tempo é fator crítico na agricultura.
Nesse contexto, a transformação digital surge como um divisor de águas. A digitalização promete reduzir etapas burocráticas, oferecer produtos personalizados em tempo real e viabilizar contratações em minutos. Embora o setor já tenha crescido 26.463% entre 2005 e 2022, conforme a CNseg, ainda há um caminho longo para atingir sua plena maturidade e capilaridade.
“Sendo assim, a revolução digital no seguro agrícola já começou. A questão não é se ela vai acontecer, mas quão rapidamente o setor conseguirá se adaptar para aproveitar as oportunidades. O futuro da agricultura brasileira e da segurança alimentar nacional depende das decisões tomadas hoje”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 08 2025 Frutícolas no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento
Morango está na fase de maturação dos frutos
Morango e citros são algumas frutíferas em produção no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (7/8), há culturas que seguem com a prática da poda, como pêssegos e videiras, outras estão em final de floração, como os citros e ameixa, e outras, em plena produção, como é o caso do morango, cuja maturação dos frutos foi favorecida na região administrativa da Emater/RS de Caxias do Sul pelas temperaturas amenas e a boa radiação solar. Há incidência de oídio em muitas lavouras, causando perdas e exigindo dos produtores a intensificação de medidas de controle. Apesar da leve melhora na florada e no desenvolvimento dos frutos, observada no período anterior, a oferta de morango ainda é insuficiente para atender à demanda local. Assim, o mercado do morango continua em alta, e os preços recebidos pelos produtores na comercialização para Ceasas, intermediários e mercados ficaram entre R$ 30 e R$ 50/kg. Já na venda direta ao consumidor, entre R$ 40 e R$ 60/kg.
Já na região de Soledade, a cultura do morango está em desenvolvimento de mudas e em produção. O clima do período, com a presença mais intensa de sol, favoreceu os cultivos, o que intensificou a formação e o amadurecimento de frutos, bem como o crescimento das plantas. As condições fitossanitárias estão adequadas e a oferta e a demanda, em equilíbrio.
Na região de Lajeado, em Feliz, a produção de morango está iniciando. Nos cultivos em bancadas, há alguma produção, mas ainda bem baixa. Já nos cultivos direto no solo, os morangos já estão bem formados, e há intensa floração. Os dias ensolarados e a temperatura baixa favoreceram a produção. Os produtores estão comercializando o quilo do morango entre R$ 30 e R$ 40; e alguns entre R$ 50 e R$ 55/kg devido ao pico de vendas provocado pela tendência do “morango do amor”.
As plantas de morango apresentam boa floração na região de Santa Rosa, porém a polinização está deficiente, e há muitos frutos deformados, forte presença de doenças, como flor-preta (antracnose). O preço de venda de frutos pequenos é de R$ 20/kg, e maiores e padronizados R$ 35/kg. A demanda na região também aumentou em razão da sensação do “morango do amor”.
Pêssego – A cultura de pêssego está em fase final de floração na região administrativa de Ijuí, com emissão de folhas e pegamento de frutos. Os produtores finalizam a poda com certo atraso, mantendo um número maior de ramos carregadores, em função do risco de ocorrência de geadas em agosto. Também efetuam a poda e tratamentos fitossanitários nas variedades precoces, que estão em início de floração na região da Serra gaúcha, visando ao controle preventivo de podridão-parda e crespeira-verdadeira. Apenas as variedades precoces começaram o florescimento, mas ainda não plenamente. Os consecutivos dias frios, associados às noites bastante frias em junho e julho, mantiveram as gemas florais e as plantas por mais tempo em dormência.
Na região de Pelotas, o aumento da floração de diversas cultivares fez com que os produtores acelerasse a finalização da poda e os tratamentos preventivos de inverno, que, neste momento, têm o objetivo de proteger a florada e diminuir a entrada das doenças, principalmente podridão-parda. O frio intenso durante este inverno favoreceu a brotação uniforme das variedades cultivadas, o que deverá se refletir em boa produtividade.
Uva – A prática da poda seca de inverno e os tratamentos de controle de cochonilha-do-tronco nas videiras foram efetuados na região administrativa da Emater/RS de Caxias do Sul, onde os produtores continuam a adubação de inverno. Nas áreas com plantas de cobertura de solo, foi realizado o acamamento da cultura, após a aplicação da adubação. Já na região de Frederico Westphalen, iniciou a brotação das variedades de uva Vênus, Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca, Seyve Villard, Carmem, entre outras. Com isso, foi iniciada a poda e a aplicação de cianamida hidrogenada para a quebra da dormência, uma vez que a demanda mínima de horas de frio já foi atingida. Também estão sendo realizadas as aplicações de nitrogênio e fósforo para iniciar as brotações. Na região de Santa Maria, continuam, principalmente nas videiras, os tratamentos de inverno nas frutíferas por meio do uso de caldas bordalesa e sulfocálcica e das podas de inverno.
Citros – Sobre a cultura de citros, a mudança na decisão dos Estados Unidos sobre a taxação de produtos trouxe ânimo para a atividade na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, mas ainda não há preço de comercialização das frutas para os agricultores, principalmente de laranja Valência. Algumas variedades de frutas precoces por colher são Salustiana, Iapar e de umbigo, que estão sendo vendidas no comércio in natura a R$ 900/t.
Na região administrativa da Emater/RS de Frederico Westphalen, está iniciando a floração dos citros para a próxima safra, com excelente expectativa. Os produtores realizam tratamentos fitossanitários e adubações. Referente à Safra 2024/2025, está em início a colheita das variedades de ciclo médio e tardio. Na de Pelotas, continua a colheita de laranja, e iniciou a de bergamota da cultivar Montenegrina, que apresenta frutos de qualidade com boa valorização de preço, de R$ 1,50 a R$ 2/kg para o produtor, para ambas as culturas.
Na região de Lajeado, as condições climáticas têm favorecido a colheita de citros e os tratamentos fitossanitários de inverno. Na maioria dos pomares onde são realizados tratamentos fitossanitários regulares, a incidência de doenças está muito baixa; já em pomares com manejo reduzido, percebe-se a ocorrência de doenças, principalmente pinta-preta. Em São José do Sul, a colheita da bergamota Montenegrina está em andamento, com grande produtividade na maioria dos pomares e com frutos de excelente qualidade. Não ocorreram perdas na produção, diferentemente dos últimos anos. O preço pago e o volume comercializado estão frustrando os citricultores, pois a comercialização está muito mais lenta se comparada com anos anteriores. No município, a caixa de bergamota de 25 quilos é comercializada a R$ 55, e a colheita chega a 50% dos 290 hectares implantados.
Em Montenegro, onde se cultiva bergamota Montenegrina em 2.145 hectares, a colheita chega a 15% do volume da safra, e o valor pago pela caixa de 25 quilos é de R$ 45 para fruto com haste e folhas, e de R$ 50 para frutos sem haste e folhas. A colheita da bergamota Ponkan, cultivada em 120 hectares, alcança 85%, e o preço de venda está em R$ 25/cx. de 25 kg. Bergamota Pareci está chegando ao final de safra, atingindo 98% dos 200 hectares do município, e o preço pago é de R$ 20/cx. de 25 kg.
Em Arvorezinha, que se destaca na região pela produção de laranja, há 600 hectares, distribuídos entre as variedades Valência de mesa (400 hectares), Valência indústria (163 hectares), umbigo Monte Parnaso (15 hectares), Umbigo Bahia (2 hectares) e outras variedades (15 hectares). Foi registrada incidência de cochonilha-escama-farinha, de ácaro-da-leprose e de ácaro-da-falsa-ferrugem, os quais estão sendo controlados através dos tratamentos de inverno com calda sulfocálcica. A colheita da variedade de laranja Monte Parnaso chega a 85%, e o valor recebido é de R$ 22,50/cx. de 25 kg. Foi iniciada a colheita de Valência de mesa e indústria, que alcança 2% e 3% respectivamente. O valor pago para fruto de mesa está em R$ 22,50 e para a indústria R$ 10/cx. de 25 kg.
Em São José do Sul, onde se cultivam 250 hectares de laranja Valência destinada à indústria de suco, está por R$ 10/cx. de 25 kg, considerado o valor mais baixo dos últimos anos. Para consumo in natura, o valor é de R$ 35/cx. para variedades Umbigo Bahia, Valência e Céu Paulista (do tarde). Ainda em São José do Sul, os citricultores não estão conseguindo comercializar a produção de lima ácida ou limão Tahiti devido à baixa demanda. Alguns produtores comercializaram para suco por R$ 9/cx. de 25 kg, preço que não paga a mão de obra da colheita. Em Maratá, a caixa de limão é comercializada a R$ 25/cx. de 25 kg, também com dificuldade de vendas.
Safra de grãos de inverno
Trigo – A semeadura foi encerrada e a implantação manteve-se dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A maior parte das lavouras encontra em estádio vegetativo, em processo de perfilhamento, com excelente sanidade foliar. A ocorrência de precipitações pela terceira semana seguida, intercaladas por dias ensolarados, contribuíram para o crescimento vigoroso e para a emissão contínua de folhas bem expandidas, indicativo de adequada atividade fotossintética e suprimento nutricional como resultado da umidade ideal do solo para a adsorção das adubações em cobertura.
As lavouras de trigo semeadas mais precocemente estão no final do período vegetativo, nos estádios fenológicos de final do alongamento do colmo e início do emborrachamento; a emissão das espigas deve ocorrer nos próximos dias. Nessas lavouras, a segunda aplicação de adubação nitrogenada em cobertura foi concluída. Algumas áreas, na região Noroeste do Estado, iniciaram o florescimento, mas a proporção em relação à área de cultivo estadual representa menos de meio ponto percentual. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Aveia-branca – A grande disponibilidade de radiação solar, anteriormente à ocorrência de precipitações, foi favorável ao processo de fotossíntese da cultura. As lavouras implantadas dentro da janela recomendada pelo Zarc apresentam bom desempenho. Já aquelas estabelecidas antes do período ideal não se recuperaram de forma adequada dos danos provocados pelas geadas ocorridas em julho, e estão sendo gradualmente destinadas ao replantio de outras culturas de cobertura ou de interesse econômico. As chuvas intensas registradas em 02 e 03/08, em algumas regiões, acompanhadas por ventos fortes, provocaram acamamento em algumas áreas em estádios de floração e enchimento de grãos— fases nas quais os colmos tornam-se mais susceptíveis ao tombamento devido ao maior acúmulo de biomassa aérea e alongamento celular. Porém, a extensão dos danos não foi considerada expressiva. A Emater/RS projeta o plantio de 401.273 hectares com aveia branca, e produtividade de 2.254 kg/ha.
Canola – A cultura da canola apresenta desenvolvimento vegetativo e estruturação satisfatórios, mesmo em áreas de baixa densidade de plantas, em decorrência do excesso de chuvas no pós-plantio e na emergência. Nesses cultivos, tem ocorrido emissão compensatória de ramos secundários, característica fisiológica que contribui para manter o potencial produtivo próximo ao inicial. O aumento de áreas em floração e a presença de polinizadores, como abelhas, contribui de forma positiva para a formação de síliquas, reforçando a importância da integração entre práticas agrícolas e apícolas. A sanidade das plantas permanece apropriada, sem registros relevantes de pragas ou doenças. A Emater/RS projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha.
Cevada – A regularidade das precipitações, a partir do final do primeiro decêndio de julho, favoreceu o crescimento vegetativo uniforme das lavouras de cevada cervejeira, resultando em padronização no porte das plantas e elevada densidade populacional, observada pelo expressivo número de afilhos por planta. Essas condições contribuirão para a manutenção do potencial produtivo elevado, desde que mantidos os manejos, nutricional e fitossanitário, adequados.
Na região administrativa da Emater/RS de Erechim, as lavouras de cevada apresentam desenvolvimento vegetativo, estande e vigor apropriados. As práticas de manejo concentram-se na aplicação preventiva de fungicidas, especialmente visando ao controle de doenças foliares. Já na de Ijuí, o desenvolvimento vegetativo está propício, com estande uniforme e crescimento compatível ao estádio fenológico atual. Os produtores estão em fase de finalização da adubação nitrogenada em cobertura.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/
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ago 07 2025 A bomba energética do solo
O solo agrícola é muito mais do que um suporte físico para as plantas. Trata-se de um ecossistema vivo, complexo e dinâmico, que concentra e mobiliza um dos elementos mais estratégicos para a produtividade e para a estabilidade ambiental: o carbono. Esse carbono, presente principalmente na matéria orgânica do solo, funciona como uma verdadeira reserva estratégica de energia química para as comunidades biológicas subterrâneas. Ao ser metabolizado por microrganismos, fungos e pela fauna edáfica, libera energia e nutrientes essenciais, mantendo em funcionamento a base de todo o sistema produtivo. É por isso que se pode afirmar que o carbono do solo é uma “bomba energética”, uma fonte de energia potencial que, se bem manejada, garante vitalidade ecológica e estabilidade produtiva por muitos anos.
A entrada de carbono no solo ocorre principalmente por meio do sequestro, processo no qual o CO₂ atmosférico é capturado pelas plantas durante a fotossíntese e incorporado aos tecidos vegetais. Parte desse carbono retorna ao solo pelas raízes, exsudatos radiculares, folhas, caules e restos culturais. Sistemas agrícolas que mantêm alta atividade fotossintética durante o ano inteiro, como o plantio direto com rotação de culturas, consórcios de espécies, integração lavoura-pecuária-floresta e uso de adubos verdes, promovem a recarga constante dessa “bomba energética”. Raízes profundas e diversificadas não apenas aumentam a quantidade de carbono introduzida no solo, como também favorecem seu armazenamento em camadas mais estáveis e menos suscetíveis à perda.
Por outro lado, o carbono armazenado no solo pode ser liberado para a atmosfera na forma de CO₂, caracterizando a emissão. Essa perda ocorre quando há oxidação acelerada da matéria orgânica, provocada por práticas como o preparo intensivo do solo, a queima de resíduos vegetais, a exposição prolongada da superfície sem cobertura e o uso excessivo de fertilizantes solúveis, que reduzem a dependência das plantas da rede biológica do solo. Em sistemas degradados, a taxa de emissão supera a taxa de sequestro, fazendo com que a “bomba energética” perca rapidamente sua carga, comprometendo a fertilidade, a estrutura física e a resiliência ecológica.
A conservação do carbono armazenado é, portanto, um pilar do manejo agrícola sustentável. Isso envolve minimizar o revolvimento do solo, manter cobertura vegetal viva ou morta durante todo o ano, estimular sistemas radiculares profundos e diversificados, incorporar resíduos culturais e compostos orgânicos e adotar arranjos produtivos mais complexos e integrados. Essas práticas reduzem as perdas por oxidação, estabilizam a matéria orgânica em agregados protegidos e asseguram que a energia contida no carbono seja liberada de forma gradual e controlada, sustentando as cadeias tróficas do solo.
Do ponto de vista produtivo, o manejo eficiente do carbono orgânico aumenta a fertilidade natural, melhora a capacidade de infiltração e retenção de água, reduz a necessidade de insumos externos e fortalece a resistência do sistema contra estresses bióticos e abióticos. Do ponto de vista ambiental, contribui para mitigar as mudanças climáticas ao transformar o solo em sumidouro de carbono, reduzindo emissões líquidas de gases de efeito estufa. Portanto, o carbono do solo não deve ser visto apenas como um indicador de fertilidade, mas como a base energética que sustenta a vida e a produtividade agrícola.
Cuidar do carbono é cuidar da energia vital do solo. Sequestrar carbono de forma eficiente, evitar emissões desnecessárias e conservar o estoque acumulado significa manter a “bomba energética” carregada e operante, assegurando produtividade consistente, resiliência ecológica e equilíbrio climático. O agricultor que compreende esse princípio passa a manejar não apenas a lavoura, mas também a energia que move todo o ecossistema agrícola.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
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ago 06 2025 Comercialização da safra 24/25 de soja chega a quase 79%
Safras & Mercado informa que o ritmo da safra 25/26 de soja é mais lento que em anos anteriores
A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 78,4% da produção estimada até o dia 5 de agosto, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O número representa avanço em relação ao mês anterior, quando o percentual era de 69,8%, com dados de 4 de julho.
Apesar da evolução mensal, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 82,2% da produção já estava comprometida. A média dos últimos cinco anos para o período é ainda maior, de 85,7%. Considerando a atual estimativa de safra em 171,93 milhões de toneladas, o volume já negociado chega a 134,87 milhões de toneladas.
Safra de soja 25/26
Para a safra 2025/26, a comercialização antecipada segue em ritmo ainda mais lento. Até o início de agosto, apenas 16,8% da produção projetada foi negociada, o equivalente a 30,28 milhões de toneladas, com base na previsão de uma colheita de 179,88 milhões de toneladas.
O percentual é inferior à média histórica para o período, que é de 26,8%, e também ao ritmo observado no mesmo período do ano passado, quando 22,5% da safra futura já havia sido comercializada. Em relação ao relatório anterior, de julho, houve leve avanço. Na ocasião, o índice estava em 16,4%.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/