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ago 29 2025 Lavouras de canola apresentam desenvolvimento satisfatório no RS
Entre as culturas de inverno, a canola encontra-se em fase mais avançada de desenvolvimento, com 14% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 67% em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação ou colhidos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/08), as lavouras de canela apresentam satisfatório vigor vegetativo e pegamento de flores, em função da maior disponibilidade de radiação solar nas últimas semanas. Em razão da floração mais prolongada, característica da cultura, os cultivos estão simultaneamente com flores na extremidade superior das inflorescências (racemos) e síliquas em formação na parte basal. Essa condição assegura o potencial produtivo, especialmente quando associada à adequada atividade de polinizadores e fertilidade do solo.
Apesar do desempenho satisfatório, alguns fatores afetaram o potencial produtivo em áreas específicas, tais como chuvas excessivas na ocasião da semeadura; geadas na primeira semana de julho, que coincidiram com a fase de floração em algumas lavouras; e episódios recentes de granizo, a sanidade da cultura, em geral, é considerada adequada, e há baixa incidência de mofo-branco e redução de traça-da-canola. Contudo, a presença de pulgões foi registrada em algumas áreas, exigindo monitoramento e controle pontual.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura da canola se desenvolve com adequada emissão de brotações laterais e elevada quantidade de botões florais por ramo. As folhas basais apresentam bom porte e pequena senescência natural; já as folhas superiores e dos ramos laterais, de tamanho reduzido, mantêm sanidade apropriada. Na região, 70% das áreas estão em floração, 15% em enchimento de grãos — com excelente número de grãos por síliqua, e 2% em maturação. Destaca-se, ainda, a redução da incidência de traça-da-canola em relação ao observado em anos anteriores.
Trigo – As precipitações irregulares, com volumes elevados na Região Sul do Estado, causaram danos em algumas áreas cultivadas com trigo. Já no Noroeste e no Planalto, onde localizam-se a maior extensão de cultivo de trigo no RS, as precipitações foram moderadas, sem causar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.
Atualmente, a cultura do trigo apresenta 82% das lavouras em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, as plantas apresentam vigor vegetativo e sanidade satisfatórios e expectativa positiva de rendimento. Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. As aplicações de fungicidas serão retomadas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, as condições climáticas antes das chuvas foram favoráveis ao crescimento do trigo, permitindo a realização de adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. O estande é considerado uniforme, e a cultura apresenta bom vigor. Já na de Pelotas, as chuvas em 23 e 24/08, associadas à alta nebulosidade anterior, à cerração frequente e às temperaturas mais baixas, limitaram o desenvolvimento vegetativo das lavouras. Apesar do atraso relativo no crescimento das plantas, as condições de sanidade permanecem satisfatórias.
Aveia-branca – As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório, favorecido pelas temperaturas amenas, adequada disponibilidade de radiação solar e manutenção da umidade nos solos. As precipitações mais intensas concentraram-se na Região Sul do Estado, sem comprometer de forma generalizada o andamento da cultura.
Em termos fenológicos, a fase vegetativa ainda é predominante, abrangendo 52% das áreas, estando ainda 28% estão em floração, 17% em enchimento de grãos, e 2% em maturação. Foi colhida uma pequena parcela, que corresponde a áreas implantadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e que sofreram danos por geadas em julho, resultando em antecipação do ciclo, baixos rendimentos e grãos de qualidade inferior, destinados ao arraçoamento animal. Entretanto, essa área não tem representatividade estatística.
Cevada – A cultura apresenta evolução satisfatória, beneficiada por precipitações entre 20 e 40 mm nas regiões de maior extensão de cultivo, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o final do desenvolvimento vegetativo. Estão 92% das áreas em fase vegetativa e 8% em florescimento, com perspectivas produtivas compatíveis às expectativas iniciais. Além disso, a sanidade e o vigor dos cultivos continuam adequados, sem registros de incidências relevantes de pragas ou doenças.
Na região administrativa de Erechim, as lavouras de cevada apresentam desenvolvimento uniforme e ótima sanidade. Esses cultivos, de elevada qualidade, são destinados principalmente à indústria cervejeira. Já na região de Ijuí, as lavouras destinadas à produção de grãos para malteação encontram-se predominantemente em estádio de alongamento do colmo, com boa condição fitossanitária. Já as áreas voltadas ao consumo animal estão em início de emissão de espigas, também com adequado desenvolvimento e vigor vegetativo.
CULTURAS DE VERÃO
Milho – As precipitações ocorridas na semana passada interromperam de forma momentânea o plantio do milho em diferentes regiões do Estado. De forma geral, as chuvas foram benéficas para garantir a adequada disponibilidade hídrica nos solos, favorecendo a germinação e a emergência dos cultivos. Contudo, em áreas da Metade Sul, onde os volumes pluviométricos superaram os 200 mm, houve encharcamento de lavouras, especialmente em várzea, atrasando a retomada da operação.
As primeiras áreas implantadas com milho no Estado apresentam adequado estande de plantas e estão em estádios iniciais de desenvolvimento vegetativo, entre VE e V3/V4 (emergência e quatro folhas visíveis). Observa-se bom vigor inicial nas áreas semeadas em solos bem drenados. Já nos locais com excesso de umidade, há risco de perdas iniciais por apodrecimento de sementes e dificuldade de emergência.
A semeadura do milho deverá ser acelerada nos próximos dias, pois o calendário de plantio está dentro da janela considerada de menor risco, conforme o Zarc.
A Emater/RS-Ascar está finalizando o levantamento da área cultivada e do potencial produtivo da cultura. A perspectiva é de que aumente a extensão de área de cultivo. As informações consolidadas serão divulgadas em evento específico na próxima terça-feira (02/09), durante a 48ª Expointer. A produtividade da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares (IBGE).
FRUTÍCOLAS
Ameixa – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a variedade Fortune, conhecida como “Italianinha”, está em plena floração. Muitos agricultores dispensaram o uso de indutores de brotação para a quebra de dormência, em virtude do satisfatório acúmulo de horas de frio registradas até o momento. No atual cenário, a não utilização dos indutores de brotação também é uma estratégia para garantir um período de floração mais longo, que, às vezes, ocorre em 2 ou 3 ciclos, evitando perdas totais de produção por geada, visto que a planta estaria em diferentes estágios fenológicos e, consequentemente, distintos níveis de resistência ao frio. A variedade Letícia, segunda mais cultivada na Serra, ainda está em dormência. Contudo, em pomares localizados em regiões com microclima mais ameno, os produtores iniciam o uso de indutor de brotação, visto que essa variedade é mais exigente em horas de frio.
Morango – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a safra foi aberta oficialmente em Bom Princípio, a Capital Estadual do Morango, em solenidade no dia 09/08, no centro da cidade, em frente ao Morangão de Bom Princípio, estrutura de 7 metros de altura em formato de morango. Em levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar e em parceria com a Secretaria da Agricultura do município, estima-se que há 1,124 milhão plantas de morango em produção comercial, com expectativa de colheita de mais de 1,0 milhão de quilos da fruta. De maneira geral, o tempo tem favorecido o desenvolvimento das plantas e a formação dos frutos. Na maioria das lavouras, observa-se intensa emissão de flores neste período, o que indica boa produção em início de setembro, quando ocorrerá a 21ª edição da Festa Nacional do Moranguinho.
O morango continua em destaque em âmbito nacional em função da popularização do doce “Morango do Amor”. A alta procura pressionou os preços para cima no início de agosto, chegando a R$ 60,00/kg. Atualmente, com o aumento da colheita, houve redução nos preços, mas ainda seguem em alta, variando entre R$ 30,00 e R$ 45,00/kg, conforme o tamanho e a quantidade vendida.
Pêssego – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, apesar de ainda ter pomares em florescimento, a maioria está no final da floração, na fase de queda das pétalas, e iniciando brotação foliar. Os produtores continuam realizando a primeira adubação e os tratamentos fungicidas preventivos, pois a floração é uma fase bastante crítica para a entrada de doenças nas frutas. O estado fitossanitário e o aspecto vegetativo das plantas indicam ótima safra para este ano, o que anima os produtores, mas ainda há grande preocupação em relação às geadas.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
Os efeitos das chuvas foram variáveis nas regiões: em algumas, provocaram barro e retardaram o desenvolvimento das pastagens; em outras, estimularam o rebrote das áreas nativas e cultivadas e permitiram a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Continuou a semeadura de milho para silagem, e os produtores se organizaram para a implantação das forrageiras anuais de verão, garantindo a continuidade da oferta de alimento aos rebanhos. As lavouras de aveia, estabelecidas no outono, estão em fase final de ciclo, e houve redução acentuada na disponibilidade de folhas e na qualidade da forragem.
OVINOCULTURA – As chuvas e a queda das temperaturas afetaram o bem-estar de grande parte dos rebanhos. Os ovinocultores estão focados no manejo das matrizes e de cordeiros, com atenção especial ao período de parição. São realizados procedimentos como assinalação, castração, caudectomia e a administração da vacina contra ectima contagioso, assim como as vacinações contra clostridioses, principalmente em cordeiros que recebem maior aporte nutricional.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, as condições dos rebanhos continuaram satisfatórias, bem como o escore corporal. No entanto, a menor luminosidade e a queda gradual das temperaturas reduziram a disponibilidade de forragem, levando produtores a intensificar a suplementação com silagem, ração e feno. Na de Passo Fundo e na de Santa Maria, os rebanhos apresentaram condições sanitárias propícias. O mercado de carne seguiu estável, e houve equilíbrio entre oferta e demanda. Já na de Soledade, a maior parte dos rebanhos apresentou escore corporal dentro do esperado, assim como as condições sanitárias; as verminoses foram controladas. A oferta de cordeiros permaneceu baixa, e a lã fina foi comercializada a R$ 3,00/kg.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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ago 29 2025 Confira como está o mercado de trigo
O mercado disponível de trigo no RS permanece lento
As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul seguem em ótimo desenvolvimento, com 95% das áreas em boas ou excelentes condições, segundo levantamento da TF Agroeconômica. Apenas 5% das lavouras são consideradas medianas, enquanto 4% já iniciaram o enchimento de grãos, 14% estão em florescimento e 82% em desenvolvimento vegetativo. A colheita deve começar em 15 de outubro, com potencial de colher até 15% das áreas ainda em outubro. A qualidade e sanidade das lavouras são destacadas como muito boas, o que mantém as expectativas positivas para a safra estadual.
O mercado disponível de trigo no RS permanece lento, influenciado pelo abastecimento dos moinhos e pela limitada oferta do cereal. Os preços indicativos para venda no interior variam entre R$ 1.250,00 e R$ 1.300,00 por tonelada, com trigo branqueador na região de Lagoa Vermelha cotado a R$ 1.650,00 FOB. O estoque final de safra velha deve se encerrar em setembro nas mãos de armazenadores, com o estoque de passagem ficando integralmente com os moinhos. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas da safra nova já teriam sido negociadas, sendo 60 mil para exportação e 30 mil para moinhos.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com pequenas vendas pontuais e vendedores locais sem trigo disponível para a safra nova. O excesso de oferta de trigo gaúcho limita aumentos de preço, que estão entre R$ 1.300 e R$ 1.330 FOB, mais frete e ICMS. Os preços pagos aos produtores no estado tiveram recuos em algumas regiões, como Canoinhas (R$ 75,00/saca) e Xanxerê (R$ 75,00/saca), enquanto outras regiões mantiveram ou tiveram leves altas.
No Paraná, o mercado também segue lento, com preços spot recuando para R$ 1.400 CIF e preços futuros em R$ 1.300 CIF moinho. O trigo importado, principalmente do Paraguai e da Argentina, apresenta-se competitivo em comparação ao produto local. A média de preços pagos aos produtores paranaenses recuou 0,57%, para R$ 75,44/saca, mantendo a margem de lucro dos triticultores em torno de 3,5%, abaixo do observado no início do ciclo, mas ainda com oportunidades de lucro no mercado futuro.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 29 2025 Nova tecnologia promete soja mais resistente
Três gigantes do agronegócio anunciaram um passo importante para o futuro da soja no Brasil. A BASF, em parceria com a Corteva Agriscience e a MS Technologies, firmou um acordo que promete levar ao campo a primeira tecnologia de resistência a nematoides disponível comercialmente. O avanço é considerado estratégico, já que esses microrganismos, como o nematoide de lesões radiculares e o nematoide de cisto da soja, estão entre os principais vilões da produtividade e são de difícil controle pelas práticas convencionais.
Segundo as empresas, a nova característica genética apresentou resultados consistentes em testes de longa duração, garantindo elevado nível de proteção contra os nematoides. Essa inovação será incorporada às sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, que já oferecem benefícios consolidados aos produtores. A primeira permite o uso combinado de diferentes herbicidas para o manejo eficiente de plantas daninhas resistentes, enquanto a segunda alia a mesma tolerância a herbicidas com proteínas específicas para o combate a lagartas que atacam a cultura.
A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis ao agricultor, reforçando a sustentabilidade e a segurança da produção. Para a BASF, a iniciativa representa a entrega de uma solução inédita em biotecnologia agrícola; para a Corteva e a MS Technologies, a oportunidade de agregar valor a materiais que já têm grande adesão entre os produtores latino-americanos.
A previsão é de que as primeiras cultivares contendo a nova característica estejam acessíveis aos agricultores brasileiros no final desta década ou início da próxima, após a conclusão dos processos regulatórios e testes adicionais. Outros mercados também podem ser contemplados futuramente.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 28 2025 Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras
A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite
Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.
O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.
Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.
Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 28 2025 Clima desafia, mas culturas resistem
O impacto das mudanças climáticas varia por região
O clima segue como fator decisivo para os produtores de grãos, influenciando desde o solo até a luz solar e a umidade em momentos críticos do crescimento das plantas. Chuvas fora de época, calor excessivo ou secas prolongadas podem comprometer colheitas de milho, soja, arroz e trigo, criando volatilidade na produção global e exigindo ajustes constantes nas práticas agrícolas. Apesar disso, a produção mundial de grãos deve crescer 3% em 2025-26, atingindo 2,377 bilhões de toneladas, mantendo a tendência de aumento observada nos últimos anos.
Pesquisas recentes mostram que, embora eventos climáticos extremos aumentem a variabilidade local da produtividade, a produção global continua adaptando-se, com rendimentos médios em crescimento constante desde a década de 1980. Estudos da Universidade de Illinois e análises de especialistas indicam que a resiliência agrícola tem se beneficiado de ajustes em híbridos de sementes, manejo do solo e plantio de variedades mais longas, além do avanço tecnológico e genético que permite maior eficiência na utilização da chuva e resistência à seca.
O impacto das mudanças climáticas varia por região, tipo de cultivo e intensidade do aquecimento. Pesquisas da Universidade de Stanford apontam que secas frequentes e calor intenso podem reduzir a produtividade de trigo, cevada e milho em até 13%, enquanto níveis mais altos de CO2, embora aumentem o crescimento em algumas culturas, podem reduzir proteínas e micronutrientes em grãos. Modelos avançados de cultivo e inteligência artificial ajudam cientistas a simular cenários climáticos e identificar genes que protejam as plantas contra estressores, oferecendo alternativas para fortalecer a segurança alimentar global.
Institutos como o Laboratório de Inovação em Cereais Resilientes ao Clima (CRCIL) destacam que a adaptação não depende apenas de rendimentos, mas também da adequação das variedades ao sistema agrícola e às necessidades locais, como biomassa para ração ou qualidade na panificação. A manutenção da produtividade global exige pesquisa contínua, investimento em novas tecnologias e ajustes estratégicos de plantio, irrigação e rotação de culturas, reforçando que a resiliência agrícola é um processo dinâmico e constante diante de um clima cada vez mais imprevisível.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 27 2025 XV Dia de Campo da CCGL: o leite do futuro se constrói hoje
No próximo dia 18 de setembro, a CCGL promove a 15ª edição do seu tradicional Dia de Campo do Leite. O encontro acontece a partir das 9h, no Tambo Experimental da cooperativa, localizado na ERS 342, em Cruz Alta, e reunirá produtores, técnicos e parceiros em um dia inteiro de conhecimento, troca de experiências e inovação.
Com o tema “O leite do futuro se constrói hoje: com gestão, tecnologia e sucessão”, o evento reforça a importância de unir práticas modernas, eficiência produtiva e visão estratégica para garantir a sustentabilidade e a competitividade da cadeia leiteira. Ao longo do dia, os participantes poderão acompanhar estações técnicas que vão abordar desde o manejo de solo e forragens até ferramentas de gestão financeira e sucessão familiar, trazendo soluções práticas para os desafios do campo.
A programação inclui debates sobre irrigação como ferramenta para intensificação da produção de forragens, a fertilidade do solo como base da produtividade, a importância de diversificar fontes de forragem para melhorar a qualidade do leite, além de estratégias de bem-estar animal que reduzem o estresse térmico e aumentam os resultados. Também estarão em pauta o uso do controle leiteiro como instrumento de decisão e a gestão financeira aplicada à propriedade rural. Para completar, será discutida a sucessão na pecuária de leite e os caminhos para preparar as novas gerações.
Para a Gerente de Operações da CCGL, Silvana Trindade, o Dia de Campo é uma importante ferramenta para levar conhecimento e difundir tecnologias de forma prática, diretamente no ambiente onde o produtor atua. “ A cada edição, buscamos trazer conteúdos atuais e relevantes, que possam se transformar em resultados reais dentro das propriedades. Essa 15ª edição está sendo preparada com muito carinho, justamente para que nossos produtores e parceiros tenham um dia para troca de experiências, inspiração e aprendizado. Mais do que um evento, o Dia de Campo é um espaço de conexão e construção conjunta do futuro do leite”.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas diretamente com o técnico de cada cooperativa. O Dia de Campo é uma realização da CCGL, da Rede Técnica Cooperativa (RTC) e da Smartcoop, com co-realização do Sebrae RS e patrocínio de grandes parceiros do setor, como Sicredi, Biotrigo, Fockink, Elanco, BRDE, Gelgas, Genex, Plastrela, Inbra, Datamars Livestock e Oligo.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 26 2025 Pesquisador da RTC desenvolve estudo sobre diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho no Brasil e países vizinhos
O pesquisador em Entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Stürmer, desenvolveu um estudo junto a outros pesquisadores sobre a diversidade genética e estrutura populacional da cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) no Brasil e países vizinhos. A cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae), e as doenças do milho a ela associadas são atualmente consideradas o principal entrave à produção enfrentado pelos produtores de milho em toda a América do Sul, especialmente no Brasil.
Para o estudo, foi utilizado o gene parcial da subunidade I da citocromo c oxidase mitocondrial (mtCOI) para caracterizar populações de D. maidis coletadas em oito localidades brasileiras e uma paraguaia, além de dados públicos de mtCOI da Argentina e do México, a fim de investigar a diversidade genética e a estrutura populacional dessa importante praga do milho.
Os resultados revelaram baixa diversidade genética na região parcial do gene mtCOI das populações analisadas de D. maidis. Foram identificados seis haplótipos, sendo um deles potencialmente ancestral (haplótipo A), predominante no México e na América do Sul tropical, e outro possivelmente mais recente (haplótipo B), predominante em áreas temperadas do continente. A estrutura populacional detectada indica que surtos de D. maidis em diferentes regiões estão associados principalmente a populações locais, com pouca contribuição da dispersão de longa distância dos insetos e fluxo gênico limitado entre diferentes países e macro-regiões.
Para ler o estudo completo, acesse a plataforma digital Smartcoop em app.smart.coop.br. Se você ainda não faz parte da comunidade Smartcoop, entre em contato com sua cooperativa e aproveite todas as funcionalidades oferecidas pela plataforma.
Fonte: https://rtc.coop.br/
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ago 26 2025 Cultura do monitoramento: Agricultura regenerativa e sistema plantio direto
A agricultura contemporânea exige a conciliação entre produtividade e sustentabilidade, desafio que impõe novas formas de compreender e manejar os agroecossistemas. Nesse contexto, a cultura do monitoramento emerge como prática essencial, capaz de traduzir em números e indicadores os ganhos obtidos com estratégias conservacionistas. Mais do que uma ferramenta, trata-se de uma postura permanente que transforma o manejo em processo de aprendizagem contínua, fortalecendo tanto a prática agrícola quanto sua legitimidade social e científica.
Monitorar significa registrar, quantificar e interpretar transformações. Ao se estabelecer como cultura, esse hábito rompe com o improviso e substitui a percepção subjetiva por parâmetros técnicos que permitem verificar a evolução dos sistemas ao longo do tempo. Os números, nesse sentido, tornam-se mediadores do diálogo entre agricultores, técnicos e pesquisadores, oferecendo evidências objetivas como infiltração da água, cobertura do solo, agregação, diversidade biológica e segurança produtiva. Sem essa base, a agricultura regenerativa corre o risco de se limitar a um discurso normativo, sem comprovar seus resultados na prática.
Na agricultura regenerativa, regenerar é um processo dinâmico e não um estado final. Isso exige que o monitoramento seja capaz de revelar trajetórias e tendências, em vez de apenas resultados isolados. A infiltração da água, por exemplo, pode ser medida com testes de campo simples, indicando a estabilidade da estrutura do solo. A cobertura permanente, por sua vez, pode ser acompanhada visualmente ou por imagens de satélite, revelando a proteção contra radiação solar, impacto de gotas ou conservação da umidade. A agregação é avaliada pela forma e resistência dos agregados e pela presença de matéria orgânica, sinalizando resiliência física e biológica. Já a diversidade, observada em plantas de cobertura e na biota edáfica, traduz a vitalidade do ecossistema agrícola. Todos esses indicadores, quando analisados em conjunto, expressam o grau de segurança produtiva e a racionalidade do manejo.
O sistema plantio direto, consolidado como uma das maiores conquistas da agricultura conservacionista no Brasil, oferece um campo privilegiado para a aplicação dessa cultura. Seus três princípios básicos, cobertura permanente, diversificação de espécies e mínima mobilização do solo, somente podem ser garantidos mediante monitoramento constante. Avaliações periódicas permitem distinguir o plantio direto de alta qualidade de versões empobrecidas, que acabam reproduzindo problemas típicos da agricultura convencional, como compactação, erosão e dependência excessiva de insumos químicos.
Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/
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ago 26 2025 Dependência do fósforo ameaça agricultura
“Hoje somos dependentes da adubação fosfatada”
A agricultura mundial enfrenta um alerta crescente em relação à dependência da adubação fosfatada. O Fósforo é um nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas, influenciando processos como enraizamento, formação de sementes e qualidade dos grãos. No entanto, trata-se de um recurso mineral não renovável, com reservas concentradas em poucos países, o que aumenta o risco de escassez e encarecimento, colocando em risco a segurança alimentar global.
Nos solos tropicais, como os do Brasil, a baixa disponibilidade natural de fósforo reforça a necessidade de adubação. O problema é agravado pelo fenômeno da fixação, em que o nutriente rapidamente deixa de estar disponível para as plantas, exigindo aplicações em quantidades muito superiores às realmente necessárias. Isso eleva os custos de produção e acelera o esgotamento das reservas mundiais.
“Hoje somos dependentes da adubação fosfatada. Para alcançar altas produtividades, é necessário um manejo sustentável não apenas ambientalmente, mas também economicamente. E isso passa, inevitavelmente, pelo uso do P, que é o grande gargalo”, explica Luiz Fernando Ribeiro, engenheiro agrônomo e responsável pela área de desenvolvimento de negócios da Superbac em Minas Gerais e Goiás.
Frente a esse desafio, surgem alternativas tecnológicas capazes de aumentar a eficiência do uso do fósforo. Fertilizantes organominerais, já utilizados há décadas, e o avanço no uso de microrganismos que tornam o nutriente assimilável pelas plantas se destacam como soluções promissoras. Também ganham espaço os produtos biotecnológicos que combinam adubos químicos a condicionadores biológicos de solo, ampliando a absorção de nutrientes e reduzindo a dependência de insumos minerais.
Apesar dos avanços, a adoção dessas tecnologias ainda enfrenta barreiras culturais e econômicas. A tradição de aplicar doses elevadas de fósforo, aliada à baixa fertilidade dos solos tropicais, dificulta mudanças de prática no campo. Para garantir a sustentabilidade da produção agrícola no longo prazo, é fundamental que produtores e indústria caminhem juntos em busca de soluções que mantenham a produtividade sem comprometer as gerações futuras.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/
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ago 25 2025 Mercado de fertilizantes mostra valorização da ureia
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento
O mercado brasileiro de fertilizantes registrou movimentos distintos nesta semana, com alta nos preços da Ureia, estabilidade no map e leve queda no Cloreto de potássio. Segundo informações da StoneX, a dinâmica global de oferta e demanda da Ureia permanece apertada, o que tem impulsionado as cotações em diversos países, incluindo o Brasil.
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento. As relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP atingiram um dos piores patamares dos últimos anos, o que desestimula a demanda interna. Nesse cenário, os preços CFR do produto permaneceram estáveis, refletindo um mercado mais retraído e com baixa liquidez.
Já para o cloreto de potássio, houve uma pequena redução nas cotações CFR. A queda está relacionada à menor procura por parte do mercado brasileiro, que atualmente demonstra um comportamento mais cauteloso em relação às compras. Esse movimento indica que os compradores estão esperando melhores condições para retomar negociações de maior volume.
Com esse cenário, o mercado de fertilizantes no Brasil segue sob influência tanto de fatores globais, como a restrição de oferta da ureia, quanto locais, como a fragilidade da demanda por MAP e potássicos. A tendência para os próximos meses dependerá do ritmo de compras do agronegócio e das movimentações no cenário internacional de suprimentos.
“Os preços CFR da ureia aumentaram novamente no mercado brasileiro. A dinâmica entre a oferta e a demanda está apertada no mercado global de ureia, e isso tem elevado os preços em diversos países, como o Brasil. No segmento de fosfatados, as negociações estão lentas, pois as relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP estão nos piores níveis dos últimos anos. Nesse cenário, as cotações CFR do MAP permaneceram estáveis. Por fim, houve uma pequena queda para os preços do cloreto de potássio, pois a demanda brasileira está relativamente enfraquecida no momento”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/