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maio 19 2025 Colheita da Safra de Verão chega à reta final no Rio Grande do Sul
O predomínio de tempo seco acelerou a colheita da soja na primeira metade da semana, já que os prognósticos apontavam chuvas para o final do período. A área colhida alcançou 98%. Segundo o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (15/05), as precipitações escassas em abril permitiram a colheita de materiais com alta desidratação, mas houve perdas por debulha natural. Permanecem por colher 2%, correspondentes a áreas de replante, várzeas com cultivares de ciclo tardio e talhões semeados no final de janeiro (alguns em safrinha), maduros ou que atingirão a maturação nos próximos dias.
A produtividade média estadual for reavaliada pela Emater/RS-Ascar para 1.957 kg/ha, representando redução de 38,43% nos 3.179 kg/ha projetados antes do início do plantio. As produtividades alcançadas variam entre regiões: de 1.388 kg/ha na região administrativa de Bagé a 3.225 kg/ha na de Caxias do Sul, refletindo principalmente a distribuição irregular das chuvas.
Mesmo em regiões onde as precipitações foram semelhantes, outros fatores interferiram nos resultados, como a época de semeadura, manejo de solos e o nível de investimento em insumos, reduzidos em parte das lavouras devido às restrições financeiras de recorrentes frustrações climáticas recentes com as culturas de verão e inverno.
O tempo firme, após as precipitações, deve viabilizar o avanço das operações e o encerramento da safra de soja, tanto em áreas de coxilha quanto em várzeas, dado o caráter moderado das chuvas registradas nas regiões onde restam lavouras por colher. As chuvas intensas no Oeste causaram erosão laminar pontual, sem impacto expressivo nas áreas pós-colheita.
Milho
A colheita de milho prosseguiu em ritmo lento, chegando a 94%. As chuvas comprometeram a operação em parte do período, mas não causaram atrasos, uma vez que ainda se aguarda a finalização do ciclo das lavouras estabelecidas tardiamente ou em safrinha. Restam 4% em maturação e 2% em enchimento de grãos.
As chuvas do período contribuíram para a reposição dos níveis de umidade no solo, promovendo a recomposição da turgescência e das condições fisiológicas nas plantas. Já o subsequente tempo ensolarado, aliado à manutenção de temperaturas amenas, tem favorecido o desenvolvimento das lavouras. Nessas condições, observa-se, mesmo que em ritmo lento, acúmulo gradual de graus-dia, fundamental para o avanço do ciclo fenológico, especialmente nos estádios reprodutivos que demandam maior disponibilidade térmica.
Algumas lavouras foram pontualmente afetadas por ventos fortes. Em razão dos danos, essas áreas deverão ser destinadas a usos alternativos, como produção de silagem ou pastejo, a depender do estágio de desenvolvimento e do grau de acamamento das plantas.
A produtividade estadual do milho foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 6.857 kg/ha, representando redução de 3,6% em relação à estimativa inicial de 7.116 kg/ha, realizada antes do início do plantio.
Milho Silagem
A colheita do milho silagem avançou de forma mais lenta no período, devido à ocorrência de chuvas, atingindo 96%. Do restante, 3% encontram-se em maturação fisiológica e 1% em enchimento de grãos.
As precipitações promoveram a recuperação da turgescência foliar e o aumento da umidade nas espigas. Essa melhoria nas condições hídricas contribuiu para concentração de matéria seca e a qualidade nutricional da forragem, que estavam afetadas durante o período recente de déficit hídrico.
A produtividade média do milho silagem para a Safra 2024/2025 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 35.934 kg/ha, representando redução de 6,52% nos 38.440 kg/ha estimados na ocasião do plantio.Arroz
A produtividade do arroz foi revisada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha para 8.558 kg/ha, significando elevação de 0,9% na projeção inicial. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a área estimada para a Safra 2024/2025 é de 970.194 hectares, sendo 7,8% superior a 900.203 hectares plantados na Safra 2023/2024 e a produção da safra atual está estimada em 8,30 milhões de toneladas, 15,3% superior a 7,20 milhões de toneladas produzidos em 2023/2024.
Feijão 1ª e 2ª Safra
A primeira safra de feijão no Estado foi concluída. A reestimativa de produtividade realizada pela Emater/RS-Ascar apontou 1.870 kg/ha, 4,7% superior aos 1.786 kg/ha projetados no início do plantio.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a estimativa final de todos os grãos da Safra de Verão 2024/2025 é de 26.473.135 toneladas, o que representa uma redução de 24,6% em relação à estimativa inicial, que foi de 35.070.450 toneladas.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 16 2025 Foco de Influenza Aviária é confirmado no RS
Caso foi registrado em estabelecimento avícola de reprodução e doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos
O Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), atendeu a suspeita de síndrome respiratória e nervosa de aves, no dia 12 de maio, em estabelecimento avícola de reprodução, em Montenegro. As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP), que confirmou o diagnóstico de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) nesta sexta-feira (16/5).
Com a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do RS (SVO-RS) desencadeou as ações previstas no Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, com isolamento da área em Montenegro e eliminação das aves restantes, para que seja iniciado o protocolo de saneamento da granja. Será conduzida investigação complementar em raio inicial de 10 km da área de ocorrência do foco, e de possíveis vínculos com outras propriedades. A mortalidade de aves no Zoológico de Sapucaia do Sul, que está fechado para visitação, também foi atendida e a Seapi aguarda o resultado do sequenciamento.
O SVO-RS reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. A população pode se manter segura, não havendo qualquer restrição ao seu consumo.
Sobre a Influenza Aviária
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas, mas também pode acometer humanos, mas o risco é baixo.
Entre os principais sintomas apresentados nas aves estão dificuldade respiratória; secreção nasal ou ocular; espirros; incoordenação motora; torcicolo; diarreia; e alta mortalidade.
Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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maio 16 2025 Preços da soja caem no Brasil e em Chicago por rumores sobre biodiesel dos EUA
Interlocutores afirmam que o volume de diesel renovável para o próximo ano ficará muito abaixo dos 5,25 bilhões de galões inicialmente propostos
O mercado brasileiro de soja registrou preços mais baixos na quinta-feira (15). As cotações recuaram com as perdas registradas para a soja na Bolsa de Chicago.
Segundo o consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, os prêmios reagiram pouco na sessão e houve spread maior entre as ofertas de compra e de venda.
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte baixa, com destaque para a performance negativa do óleo, que puxou também o grão.
Após atingir a máxima em 10 meses ontem, o mercado corrigiu em meio às preocupações com as metas de biocombustíveis dos EUA.Segundo a agência Reuters, as preocupações com a política de biocombustíveis ressurgiram desde quarta-feira, com rumores de que a meta de volume de diesel renovável em discussão para o próximo ano ficará bem abaixo dos 5,25 bilhões de galões propostos por uma aliança entre produtores de petróleo e de biocombustíveis.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa, na sigla em inglês) informou que o esmagamento de soja atingiu 190,226 milhões de bushels em abril, ante 194,551 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 184,642 milhões. Em abril de 2023, foram 169,436 milhões de bushels.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 26,50 centavos de dólar ou 2,45% a US$ 10,51 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,35 1/4 por bushel, perda de 26,00 centavos ou 2,44%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,50 ou 1,54% a US$ 296,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 49,32 centavos de dólar, com baixa de 3,00 centavos ou 5,73%.Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,83%, sendo negociado a R$ 5,6796 para venda e a R$ 5,6776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6136 e a máxima de R$ 5,6976.
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maio 15 2025 Gargalos de armazenagem afetam segurança alimentar e renda do produtor
Presidente da Abramilho alerta para o déficit de armazenagem no país e projeta o início das exportações de sorgo para China
Em entrevista à jornalistas durante o 3° Congresso da Abramilho, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo, Paulo Bertolini chamou atenção para um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a armazenagem.
Problemas de armazenagem
Segundo ele, o país enfrenta um déficit de capacidade estática de aproximadamente 120 milhões de toneladas. “Isso é um problema para a segurança alimentar, para a renda do produtor, para toda a cadeia e também na contenção da inflação dos alimentos”, afirmou.
Outro destaque da conversa foi o início de uma nova fronteira comercial. De acordo com o presidente da associação, após a aprovação do protocolo fitossanitário em 2023, o Brasil deve começar a exportar sorgo para a China já no próximo ano. Em junho, uma delegação chinesa visitará áreas de produção brasileiras, etapa necessária para a habilitação das empresas exportadoras.
“O sorgo tem uso tanto para ração quanto para a fabricação de uma bebida alcoólica bastante popular na China. Com isso, abrimos mais um mercado relevante para o grão brasileiro”, destacou Bertolini.
3° Congresso da Abramilho
O evento, que ocorre em Brasília, reúne especialistas e lideranças do agronegócio e é dividido em cinco painéis temáticos voltados a questões estratégicas do setor.
O congresso tem como foco a sustentabilidade, inovação e cenários macroeconômicos. O encontro irá debater os caminhos e desafios do milho brasileiro diante das transformações globais.
O conferência da Abramilho tem como apoiadores a Basf, Croplife, e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). E os patrocinadores a Aprosoja-MT, Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Pivot Bio, Fase-MT, Bayer, Corteva, Senar e Syngenta.
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maio 15 2025 Endividamento de produtores ameaça próxima safra no Rio Grande do Sul
Governador em exercício e representantes do setor agropecuário alertam para possível colapso no agronegócio gaúcho caso não haja intervenção
Protestos em diversas cidades gaúchas mobilizam agricultores e chamam a atenção para a crise enfrentada pelos produtores no estado. O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, afirmou a jornalistas durante a Fenasul Expoleite que, se não houver uma solução para o endividamento dos produtores, a próxima safra estará comprometida. Segundo ele, a economia gaúcha poderá ser gravemente afetada, já que 40% do PIB do estado está vinculado ao agronegócio.“Nós temos uma situação que pode se tornar uma grande calamidade econômica no setor primário. As parcelas dos financiamentos vencem agora em maio e ainda não foram prorrogadas. Queremos reforçar o pedido ao governo federal para que haja uma solução nesse sentido”, disse Souza.“Se não for possível a securitização das dívidas ou uma renegociação mais profunda, ao menos uma postergação das parcelas vencidas é fundamental. Sem isso, teremos um grave problema para manter a área plantada no Rio Grande do Sul, afetando não só o campo — com destaque para o setor leiteiro —, mas também as cidades, já que boa parte da economia do estado depende do setor primário, tanto da atividade dentro da porteira quanto fora dela”, destacou o governador.
O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, compartilha da mesma preocupação. Segundo ele, se nenhuma medida for tomada, o estado poderá, pela primeira vez, ter uma redução na área agrícola da próxima safra.
“Todo o sistema está exaurido. O sistema financeiro enfrenta grandes dificuldades, com muitas renegociações. O sistema cooperativo, que sempre foi um grande suporte para os produtores, está com muito capital nas ruas. Os cerealistas enfrentam o mesmo cenário, e as revendas de insumos também seguem na mesma toada. Enfrentamos uma dificuldade generalizada” declarou.
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maio 15 2025 Conab: safra de grãos está estimada em 332,9 milhões de toneladas
Soja pode alcançar novo recorde com uma colheita de mais de 168 milhões de toneladas; safra de milho também obteve bom resultado
A produção de grãos no país na safra 2024/25 deverá registrar um aumento de 35,4 milhões de toneladas sobre o ciclo anterior, e atingir 332,9 milhões de toneladas. O volume, se confirmado, configura um novo recorde para a série histórica da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).
A área cultivada também deve crescer em torno de 2,2%, estimada em 81,7 milhões de hectares, assim como a produtividade média das lavouras, que tende a apresentar uma recuperação de 9,5% projetada em 4.074 quilos por hectare. Os dados estão no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 publicado nesta quinta-feira (15) pela Companhia.
Outro recorde
Dentre os produtos cultivados, a soja se destaca com a estimativa de um volume a ser colhido de 168,3 milhões de toneladas, a maior já registrada para o grão na história do país. A colheita da oleaginosa já chega a 98,5% da área semeada, sendo que nos estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins os trabalhos já foram concluídos.
Em Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, as produtividades alcançadas foram recordes da série histórica. O rendimento é reflexo das condições climáticas favoráveis e do alto grau de profissionalismo dos produtores.
Safra de Milho
O cereal tem produção total estimada em 126,9 milhões de toneladas, crescimento de 9,9% em relação à temporada 2023/24. A 1ª safra do grão tem a colheita finalizada em 77,6% da área semeada, com estimativa de produção em 24,7 milhões de toneladas.
Já a 2ª safra do cereal apresenta a semeadura concluída. A Conab espera uma produção em torno de 99,8 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras vêm favorecendo as lavouras, predominando os estágios de floração e enchimento de grãos.
Safra do arroz e feijão
A expectativa é de uma produção de 12,1 milhões de toneladas, incremento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. O resultado é reflexo de uma maior área semeada, atingindo 1,7 milhão de hectares, combinado com uma melhora de 7,4% na produtividade média das lavouras, chegando a 7.071 quilos por hectare.
Para o feijão, a expectativa da Conab é que ao final das três safras da leguminosa sejam colhidas 3,2 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno.
Safra do algodão
A pluma também registra a semeadura finalizada, com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 7,2% sobre a safra de 2023/24. Para a produção, é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, número 5,5% acima do volume produzido na safra anterior. O comportamento climático nos principais estados produtores vem favorecendo as lavouras, que se encontram desde o estágio de floração até o de início da colheita.
Dentre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já teve início nos estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná. Os trabalhos de plantio já atingem 26% da área prevista para o cultivo do grão no estado paranaense.
No Rio Grande do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. A estimativa de produção da Conab para o cereal indica um volume de 8,3 milhões de toneladas para a safra 2025, crescimento de 4,6% sobre o ciclo passado.
Mercado
Neste levantamento, a Conab fez ajustes no quadro de suprimento de milho. Estima-se uma expansão do consumo nacional do grão para 89,3 milhões de toneladas na safra 2024/25.
Essa revisão foi realizada com base na perspectiva de crescimento da produção de etanol milho, em meio à maior disponibilidade interna do grão no segundo semestre de 2025. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas e o estoque final da safra foi ajustado para 7,1 milhões de toneladas.
No caso da soja, a perspectiva de uma produção recorde na safra da oleaginosa possibilita um ligeiro aumento nas exportações, se aproximando de 106 milhões de toneladas.
Fonte: https: //www.canalrural.com.br/
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maio 14 2025 Trigo: produtores voltam as atenções para o campo
Movimentação se dá frente ao avanço do período de semeadura e pela resistência por parte dos compradores para adquirir novos lotes de trigo
De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor trigueiro está com as atenções voltadas ao campo. Neste período de semeadura, o ritmo do plantio é considerado satisfatório, e a expectativa é de que a chuva irá favorecer a produção.No Paraná, que é o segundo maior produtor de trigo nacional, o plantio já superou 26% da área esperada. Isso de acordo com dados divulgados no dia 6 pela Secretaria de Abastecimento do estado.
Por outro lado, os preços nas negociações do cereal vem sofrendo leves oscilações. Os levantamentos do Cepea mostram que os valores atingidos em abril foram os maiores dos últimos dois trimestres.
Assim, para maio, os compradores do cereal vem apresentando resistência em conceder reajustes positivos na compra de novos lotes. Outro fator que também incentiva esta postura por parte dos demandantes são as recentes desvalorizações do trigo no mercado externo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 14 2025 Produtores rurais ainda enfrentam entraves para validação do CAR
Audiência na Câmara dos Deputados debate gargalos técnicos e jurídicos que impedem o acesso a crédito, custeio e programas de fomento
Em pleno mês em que o Código Florestal completa 13 anos de vigência, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o georreferenciamento — exigências legais para propriedades rurais — ainda são fonte de dor de cabeça para milhares de produtores em todo o Brasil. A situação é tema de uma audiência pública na terça-feira (13) pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília.A iniciativa foi da deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que alertou para os impactos que a não validação do CAR tem causado aos produtores, especialmente os de pequenas propriedades e da agricultura familiar. De acordo com a parlamentar, embora muitos produtores tenham feito a auto declaração exigida pelo sistema, grande parte dos cadastros segue sem validação oficial, o que impede o acesso a crédito rural, programas de fomento e até mesmo inventários.“O produtor fez sua parte, declarou seu CAR, mas a validação por parte do poder público não aconteceu. Muitas vezes não se sabe sequer quem é a autoridade competente para realizar essa etapa”, afirmou Reinehr. “Essa insegurança jurídica está limitando o acesso ao financiamento e inviabilizando atividades, especialmente em estados com pequenas propriedades, como Santa Catarina.”
Outro ponto de preocupação é o prazo para o georreferenciamento de imóveis com menos de 100 hectares, que passa a ser exigido a partir de novembro. Segundo a deputada, o custo do procedimento — que inclui identificação da forma, dimensões e localização da propriedade por meio de técnicas geoespaciais — pode inviabilizar o negócio de pequenos produtores.
Durante a audiência, representantes do Ministério da Agricultura, do Judiciário, do Ministério Público, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e de outras entidades técnicas debaterão o assunto. A intenção, segundo Reinehr, é transformar o encontro em uma verdadeira força-tarefa para destravar a validação do CAR e rever prazos e procedimentos do georreferenciamento.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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maio 12 2025 Milho: com cenário favorável no campo, comprador se mantém afastado
Segundo o Cepea, a situação tem pressionado as cotações do cereal, afastando os compradores da aquisição de novos lotes
O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras da segunda temporada de milho. Enquanto isso, a colheita da safra de verão do cereal avança. Esse cenário, segundo o pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), tem pressionado as cotações do cereal, à medida que afasta compradores das aquisições de novos lotes.
“Esses agentes têm expectativa de que o atual movimento de desvalorização do cereal persista”, dizem os pesquisadores do Cepea.
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maio 09 2025 Recomendação de calagem no sistema plantio direto
Na década de 1990, quando o sistema de plantio direto começou a ser amplamente adotado, instituições de pesquisa conduziram estudos para definir a recomendação de calagem em superfície. A conclusão foi que apenas 1/4 da dose de calcário utilizada no preparo convencional do solo deveria ser aplicada na superfície no plantio direto. Essa diretriz foi definida com base nas cultivares e híbridos da época, que eram mais tolerantes à acidez, e em um cenário econômico que impunha limitações severas aos investimentos em correção de solo.
Contudo, a realidade produtiva mudou. Hoje, os tetos produtivos são significativamente mais elevados e as cultivares modernas apresentam maior sensibilidade à acidez do solo, exigindo ambientes mais equilibrados para expressar seu potencial genético.
Diante desse novo cenário, a Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) vem reavaliando as recomendações de calagem em plantio direto. Estudos recentes indicam que a dose economicamente viável de calcário em superfície pode ser até três vezes maior do que aquela calibrada nos anos 90, proporcionando um retorno financeiro mais expressivo ao produtor.
Os dados obtidos consideram os preços atuais do calcário e da soja, e mostram que aumentar a dose de calagem em superfície tem sido altamente compensador. Além disso, a pesquisa reforça a importância da qualidade do corretivo, dando ênfase ao uso de:
• Calcários mais finamente moídos;
• Óxidos e hidróxidos de cálcio e magnésio na forma de pó, que apresentam maior reatividade em comparação com os materiais tradicionais.
Essas informações constam no Boletim Técnico nº 100 da RTC, disponível na plataforma SmartCoop, e trazem recomendações práticas e atualizadas para que o produtor possa tomar decisões mais assertivas no manejo da fertilidade do solo em sistemas conservacionistas.
“Com base na realidade produtiva atual e nas exigências das cultivares modernas, está claro que as doses de calagem precisam ser revistas. Os estudos da RTC apontam caminhos concretos para elevar a eficiência e a rentabilidade no plantio direto”, afirma o pesquisador Dr. Jackson Fiorim.
Fonte: https://rtc.coop.br/
