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  • Safrinha vem com tudo no Brasil: EUA e Europa vão precisar

    AgResource aumentou a perda total de produção do Hemisfério Norte para 25 milhões de toneladas

    A colheita de milho segunda safra chegou a 79,2% da área projetada, aponta a Consultoria AgResource Brasil. De acordo com os analistas, o ritmo está mais acelerado em comparação ao ano passado, devido principalmente ao adiantamento da janela de plantio no ciclo 2021/22, o que adiantou a janela de colheita.

    Para as regiões Centro e Sul brasileiras a colheita da safrinha de milho atingiu 80,3% da área estimada até a semana passada, aponta a Consultoria TF Agroeconômica. Houve avanço em comparação com 72,7% uma semana antes e 58,4% no mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento de uma consultoria privada brasileira. A colheita está encerrada em Mato Grosso e na reta final em Goiás.

    Por outro lado, a semeadura do milho-verão da safra 2022/23 já teve início no Rio Grande do Sul com “boa umidade no solo, previsão de mais chuva e sem sinais de geada no curto no prazo”. A ideia dos produtores gaúchos é colher esse primeiro milho no fim de dezembro e início de janeiro e, na sequência, fazer safrinha de soja.

    ESTADOS UNIDOS

    A AgResource reduziu o rendimento nacional de milho dos EUA para 173,5 bushels por acre. Isso, juntamente com o maior abandono projetado nas áreas mais secas das Planícies, coloca a produção em 14.141 milhões de bushels, sendo 364 milhões de bushels abaixo da estimativa do USDA em julho.

    O número de produção norte-americano atualizado da AgResource aumentou a perda total de produção do Hemisfério Norte para 25 milhões de toneladas, visto os “déficits no milho europeu devido à forte seca na região. Em meio ao aumento dos custos de transporte, e produtos químicos, os agricultores dos  EUA não estarão ansiosos para precificar o milho à vista abaixo de 6 dólares por bushel. Os ralis nos preços a 7 a 8 dólares por bushels estão previstos para o final de 2022 e em 2023”.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo nutricional estratégico reduz perdas na seca

    A técnica chamada terminação intensiva a pasto (TIP) consiste em fornecer 90% do que o animal precisa no cocho e 10% no pasto

    Durante uma seca, com menor disponibilidade de forragem de qualidade, é hora de colocar em prática estratégias para manter os índices a níveis satisfatórios, como terminação intensiva, bezerro turbinado pós-desmama, conservação de volumosos e produção de forragem.

    Em experimentos realizados pela Embrapa em parceria com a Connan, em Campo Grande (MS), foi possível conseguir 2,[email protected] a mais por animal, quando comparado à suplementação proteico-energética de 1,5 kg de ração/dia.

    A técnica chamada terminação intensiva a pasto (TIP) consiste em fornecer 90% do que o animal precisa no cocho e 10% no pasto, o que equivale a 2% de peso vivo em ração, ou aproximadamente 8 kg de ração concentrada por cabeça/dia.

    O objetivo, segundo os idealizadores, é obter um ganho médio de 600 a 900 g de carcaça/dia, no período de 90 dias. Na estação das chuvas e para machos castrados, a recomendação é a de se oferecer 1,5% do peso vivo em ração concentrada.

    “O TIP mensura o ganho em carcaça e isso é lucro. Começamos com 0,5% de peso vivo até chegarmos aos índices atuais, tornando a solução viável e de fácil uso”, afirma Leopoldo Pepiliasco, zootecnista da Connan. A tecnologia é testada pelas empresas desde 2012 e permite que o pecuarista utilize a estrutura já existente na propriedade e invista somente em ração e suplementos para a engorda.

    O especialista comenta que analisaram alternativas presentes no mercado, antes da TIP, como o confinamento, que apresenta altos custos de implementação, estrutura, mão-de-obra capacitada e outras condicionantes; e os sistemas como o uso de grão inteiro, que resulta em uma dieta de risco elevado, pelas condições fisiológicas do bovino, dentre outros fatores.

    Bezerros e desmama

    Outra opção para o produtor rural é ‘turbinar’ o bezerro na fase pós-desmama. Essa fase estressante para o animal aliada a pastagens com baixo valor nutritivo é um ponto de preocupação. A técnica, validada por pesquisadores da Embrapa, baseia-se em fornecer maior suplementação proteico-energética ao animal.

    O pesquisador Rodrigo Gomes explica que é recomendável uma dieta com aproximadamente 25% de proteína bruta, palatável e rica em minerais. O bezerro recebe o equivalente a 5 gramas por quilograma do peso vivo.

    “É estratégico aumentar o consumo de suplemento, consumir mais energia, proteína, mineiras, vincular aditivos, assim se obtém melhor desempenho no momento de estresse, que é a desmama”, frisa o zootecnista. A dieta deve ser mantida até o final da seca e o animal entra nas águas em boas condições.

    Manejo de pastagens

    A manutenção do pasto, com o devido manejo, é também uma estratégia para enfrentar o período. Especialista no assunto, o pesquisador da Embrapa Ademir Zimmer enumera ajuste de lotação, adubação e diferimento de pastagens, e produção de volumoso e suplementos como opções para o produtor.

    Em pesquisas da Embrapa Gado de Corte (MS), por exemplo, mediu-se a eficiência produtiva e financeira da adubação do capim-marandu, em diferentes alturas de pastejo. Em 15 cm, o ganho de peso vivo (kg/ha) foi de 276, com saldo por kg de adubo, de R$ 2,25 reais. Já em 45 cm de altura, o ganho foi de 524 kg/ha, com um saldo de R$ 8,75 reais. Um aumento de 290% em relação a 15 cm.

    Nos valores médios de 2022, os ganhos em produção (direto), em 45 cm, foram de R$ 1,8 mil (R$/ha/ano); os por redução nos gastos (indireto), R$ 80 reais; os ganhos por liberação de área (indireto), R$ 150 reais; há ainda os ganhos por antecipação receita (indireto), que somam R$ 40 reais. O benefício total em 200 hectares (R$/mês), a uma altura de 45 cm, ultrapassa os R$ 34,5 mil reais, sempre tendo como altura de referência 15 cm.

    Zimmer enfatiza que adubar o pasto custa caro sim, “mas vale a pena, desde que o manejo seja adequado, trabalhando as suplementações para que valha o investimento”.

    Conservação de volumoso

    A pastagem precisa de fatores fundamentais para o seu crescimento, porém, na seca, há limitação de luz e água, e consequentemente os animais, seja de corte ou leite, não suprem suas exigências completamente.

    As alternativas para conservação de forragem são diversas “não há a melhor, cada propriedade tem circunstâncias ou realidades que contribuem para a tomada de decisão”, alerta o pesquisador Vitor Oliveira da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer-MS).

    Uso de capim elefante, feno-em-pé, silagem (milho, cana-de-açúcar, capim, parte aérea da mandioca) e silagem de pré-secados são algumas escolhas à disposição do pecuarista. Independente da opção assinalada, Oliveira destaca que é necessário obter todo o potencial da tecnologia escolhida, durante a estação das águas, e assim utilizá-la na seca.

    Os especialistas da Embrapa, Connan e Agraer reforçam que o planejamento sempre começa na fase anterior, que haverá seca todos os anos, dessa forma, é cuidar do pasto e da nutrição do rebanho nas águas para não ter perdas na seca.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Impacto da seca na safra 21/22 de soja foi de R$ 72 bilhões

    CNA e Embrapa Soja se reuniram para discutir alternativas para remediar o problema nas próximas temporadas

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Embrapa Soja discutiram, nesta sexta-feira (5), estratégias para o enfrentamento da seca na cultura e o Programa Soja Baixo Carbono.

    O pesquisador José Salvador Foloni apresentou os impactos do estresse hídrico na cultura da soja e as propostas de trabalhos da Embrapa para melhorar a resiliência da cultura frente aos fatores climáticos adversos.

    Segundo ele, o impacto da seca na safra 2021/2022 na soja foi calculado em R$ 72 bilhões, com perdas severas principalmente no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.

    Edição genética a favor da resistência à seca

    De acordo com o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Lima Nepomuceno, a entidade avança na metodologia de edição genética (CRISPR), que está sendo empregada no Brasil para inserir as características agronômicas relevantes, neste caso a tolerância à seca, sem abrir mão da produtividade.

    “Neste caso a soja não será considerada uma OGM [organismo geneticamente modificado], pois não possui sequências gênicas de outras espécies e não precisa passar pelo processo dispendioso de desregulamentação para acesso a mercados.”

    O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, citou casos de sucesso do Sistema CNA/Senar, como o programa Forrageiras para o Semiárido, que além de aumentar a produtividade, garantiu a resiliência e a capacidade produtiva de forrageiras no semiárido brasileiro mesmo em períodos de estiagem.

    “O produtor está cobrando novas tecnologias e a pesquisa aplicada precisa se aproximar do setor privado para dar respaldo ao problema. Para isso aprofundaremos as discussões, com o apoio das Federações, para entendimento das melhores formas de compartilhamento de esforços em prol das novas tecnologias nas principais regiões produtoras”, afirmou.

    Programa Soja Baixo Carbono

    Durante a reunião, a chefe adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, Carina Gomes Rufino, falou sobre as atualizações do Programa Soja Baixo Carbono.

    A iniciativa visa criar critérios mensuráveis das técnicas de manejo empregadas pelo produtor na produção de soja, com foco em ações de mitigação das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEEs).

    De acordo com a Embrapa, a proposta é criar uma metodologia brasileira baseada em protocolos científicos validados internacionalmente.

    Sustentabilidade do grão

    O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, disse que quantificar e promover a sustentabilidade da soja brasileira para o mercado internacional é um tema fundamental.

    “Além de pensarmos em certificação, precisamos promover os princípios de melhoria contínua das propriedades rurais. Temos que escolher o caminho da liderança para o tema e a força e capilaridade do Sistema CNA/Senar será fundamental neste processo”.

    A CNA pretende alinhar o tema com as Federações de Agricultura e os sindicatos rurais, além de convocar uma reunião da Comissão Nacional para validação e contribuição dos integrantes em relação aos dados apresentados pela Embrapa.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Brasil negocia primeiro embarque de milho para a China

    Havia a expectativa de que o cereal enviado ao país asiático seria o da safra 22/23, a ser plantado, mas os chineses precisam de milho antes

    Fontes do governo confirmam haver possibilidade de o Brasil embarcar o primeiro lote de milho para a China ainda este ano.

    Inicialmente havia a expectativa de que o cereal a ser enviado ao país asiático seria o da safra 2022/23, a ser plantado, mas os chineses precisam de milho antes.

    Para tanto, o Brasil precisa atender os requisitos de ordem técnica exigidos pela China, segundo um interlocutor que acompanhou a negociação.

    Esses critérios estão sendo analisados pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.

    “O que vai definir se os embarques serão de milho desta ou da próxima safra é o cumprimento dos requisitos. As exportações não estão mais sendo negociadas do ponto de vista fitossanitário, mas há trâmites a serem cumpridos para a implementação do protocolo ainda nesta safra, como a habilitação dos estabelecimentos”, disse uma fonte ao Estadão/Broadcast Agro.

    Milho brasileiro na China

    De acordo com o interlocutor, a China concordou com a antecipação dos embarques da safra 2022/23 para milho produzido em 2021/22, abrindo mão do monitoramento de eventuais pragas que possam ter acometido as lavouras do cereal, em virtude da sua necessidade de suprimento.

    “Reforço o que disse o ministro: eles querem nosso milho ‘imediatamente’ e, por isso, cederam nas exigências”, afirmou a fonte.

    Em reunião para apresentar os protocolos de exportação à China nesta sexta-feira (5), o governo sinalizou aos exportadores que os primeiros embarques de milho poderiam ser realizados ainda neste ano e que o governo chinês já teria emitido licenças para empresas exportarem milho a partir do Brasil.

    As empresas brasileiras têm até o dia 19 para manifestar interesse em exportar o cereal para a China junto ao ministério da Agricultura, que fará a avaliação das unidades e então concederá a habilitação.

    Abramilho

    Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Glauber Silveira, pelo protocolo, o governo brasileiro teria de fornecer orientações à cadeia para monitoramento das pragas que preocupam a China, mas não é possível fazer isso para o milho desta safra porque ele já foi colhido.

    “O governo da China passou um informe ao governo brasileiro de que estava liberado nesta safra de cumprir todas as normas do protocolo. Mas, para 2023, terá de cumprir”, disse Silveira.

    Conforme o representante, pragas quarentenárias são uma preocupação em todo o mundo, mas o controle das 18 indicadas no protocolo é possível de ser feito. “No caso do milho a gente não vê problema nenhum: é capricho e não tem erro. Isso para nós não assusta.”

    Silveira, que também já foi presidente da Aprosoja, destacou ainda a importância da exportação de farelo para a China. “Se a China comprar farelo, vamos poder aumentar capacidade de esmagamento”, disse.

    Segundo ele, a China está cada vez mais preocupada em garantir o abastecimento para produção de carne suína, de aves e ovos.

    “Tem que ter farelo de soja e milho. A China está se antecipando, ainda mais agora com o estresse com os EUA, de quem comprava soja e tinham acordo para milho, e com a questão da Ucrânia”, disse. “Aqui no Brasil temos estabilidade como exportador.”

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Leite: preço pago ao produtor bate recorde em julho

    O preço do leite captado em junho e pago aos produtores em julho avançou 19,1%, chegando a R$ 3,19 por litro

    preço do leite captado em junho e pago aos produtores em julho avançou 19,1%, chegando a R$ 3,19 por litro. O valor é recorde da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em 2004.

    O preço pago aos produtores de leite está 24,7% acima da média registrada no mesmo período do ano passado.

    É a sexta alta mensal consecutiva. Desde de janeiro, o leite no campo acumula valorização real de 42,7%.

    Valorização

    O aumento expressivo do leite é consequência da queda na oferta do produto no campo em junho e pela disputa das indústrias de laticínios pela compra da matéria-prima para a produção de lácteos, para tentar evitar capacidade ociosa de suas plantas.

    Segundo pesquisa do Cepea, o leite spot se valorizou 20,8% da primeira para a segunda quinzena de junho, chegando a R$ 4,16/litro.

    A média mensal, de R$ 3,80/litro, ficou 26,2% maior que a registrada em maio. Diante do aumento no custo da matéria-prima e com estoques baixos, os preços dos derivados lácteos dispararam em junho.

    A diminuição da produção de leite no campo e, consequentemente, a redução dos estoques de lácteos no último mês está relacionada ao avanço do período de entressafra em um contexto de redução de investimentos na atividade.

    Custos de produção

    O aumento dos preços dos insumos agropecuários tem elevado consideravelmente os custos de produção desde 2019, pressionando as margens dos produtores por muitos meses.

    Nesse cenário, muitos pecuaristas enxugaram investimentos ou saíram da atividade. Desse modo, o potencial de oferta já vem em retração há algum tempo.

    Contudo, a restrição da produção ficou mais intensa com o avanço da entressafra em junho.

    Sazonalmente, espera-se que a produção de leite se reduza devido ao inverno e ao clima mais seco, que diminuem a qualidade e a disponibilidade das pastagens, prejudicando, assim, a alimentação do rebanho. E é preciso destacar que, neste ano, o fenômeno climático La Niña também intensificou os efeitos sazonais de diminuição da oferta.

    Perspectiva

    Colaboradores consultados pelo Cepea afirmam que a demanda por lácteos se enfraqueceu durante a segunda quinzena de julho, desestimulada pelos altos preços nas gôndolas.

    O movimento tem pressionado as cotações dos lácteos e do leite spot, indicando que o pico de preços ao longo da cadeia produtiva já pode ter sido atingido.

    Do ponto de vista da sazonalidade, a produção só deve ser incentivada com o retorno das chuvas da primavera, em setembro.

    Contudo, desde maio, os custos de produção têm aumentado menos do que em meses anteriores.

    E, apesar de os custos com as operações mecânicas seguirem em alta devido à valorização dos combustíveis, a queda nas cotações do milho tem favorecido a atividade – o que pode beneficiar a retomada de investimento e a recuperação mais rápida da produção.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Camex reduz alíquotas sobre glifosato e outros insumos

    Medida também abrange quatro tipos de resina plástica usadas na produção

    Cinco produtos usados como insumos industriais passarão a entrar no Brasil pagando menos Imposto de Importação por um ano. A medida foi aprovada na quarta-feira (3) em reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida abrange glifosato e quatro tipos de resina plástica usadas na produção.

    Os itens que tiveram as tarifas reduzidas são os seguintes: glifosato e seu sal de monoisopropilamina; copolímeros de etileno e alfa-olefina, de densidade inferior a 0,94; policloreto de vinila não misturado; copolímero de propileno; e resina PET com índice de viscosidade de 78 ml/g ou mais.

    Novas taxas sobre glifosato e outros produtos

    Os produtos foram incluídos na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (Letec). As alíquotas, que variavam entre 9,6% e 11,2% cairão para 3,3% a 4,4%, a partir de sexta-feira (5). As novas tarifas são as seguintes (em percentuais):

    • Glifosato e sal de monoisopropilamina

    De 9,6 para 3,8.

    • Copolímeros de etileno e alfaolefina, de densidade inferior a 0,94

    De 11,2 para 3,3.

    • Resina de PVC-S (cloreto de vinila), não misturado com outras substâncias, obtido por processo de suspensão

    De 11,2 para 4,4.

    • Resina PP (copolímero de propileno)

    De 11,2 para 4,4.

    • Resina PET: (politereftalato de etileno): de índice de viscosidade de 78 ml/g ou mais

    De 11,2 para 4,2.

    Enfrentar problemas de custos

    Em nota, o Ministério da Economia informou que a medida tem como objetivo enfrentar problemas de abastecimento em certas cadeias produtivas, com diferentes graus de severidade, e de significativos aumentos de custos nos insumos de outras cadeias. Segundo a pasta, a redução de tarifas também pretende melhorar a eficiência na distribuição de recursos na economia, trazendo potenciais ganhos de competitividade para diferentes segmentos industriais.

    A Letec é um instrumento previsto no Mercosul, que permite aos países membros do bloco aplicar tarifas de importação diferentes daquelas previstas na Tarifa Externa Comum (TEC). As alterações são de caráter temporário e excepcional, sempre considerando os fatores conjunturais para sua utilização. O Brasil pode aplicar alíquotas diferentes da TEC para até 100 códigos de mercadorias.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Como vem o trigo no Sul?

    Confira o estágio de plantio e as condições da lavoura no RS e Argentina

    O plantio de trigo no estado do Rio Grande do Sul atingiu 98% da área projetada no estado, informou a Emater-RS (Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural). Na semana encerrada nesta quinta-feira, 4 de agosto, a estimativa de cultivo do cereal de inverno no Rio Grande do Sul para a safra 2022 é de 1.413.763 hectares.

    Após o plantio praticamente concluído, a produtividade estimada é de 2.822 quilos por hectare (kg/ha), aponta a Consultoria AgResource Brasil. A Emater-RS também informou que 97% do trigo gaúcho está em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo, enquanto apenas 3% ainda estão na etapa de floração.

    “O relatório da entidade de assistência técnica e extensão rural do Rio Grande do Sul registrou que as lavouras em geral apresentam bom desenvolvimento, avançando para a floração nas regionais de Frederico Westphalen e de Santa Rosa”, destaca a equipe de analistas da Consultoria TF Agroeconômica.

    ARGENTINA

    Até o momento, o avanço do plantio na Argentina atingiu 99,6% da área projetada, que é de 6,1 milhões de hectares. Segundo a TF, houve um progresso semana a semana de 0,8 ponto percentual, e em relação à safra anterior, um ligeiro atraso homólogo de 0,1 p.p.

    De acordo com superfície já implantada, depois das chuvas dos últimos sete dias, a área sob condição normal/excelente aumentou 3,8 p.p. Com isto, 65,5% dos hectares apresentam uma condição hídrica Adequado/Ótimo (+0,5 pontos em relação à semana anterior), após as chuvas registradas em setores do centro e sul da área agrícola no curso da semana passada, segundo a BCBA.

    “Quanto aos lotes já surgidos, na faixa norte da área agrícola, a cultura mantém uma condição relativamente estável, com 68,3% estão em condições normais/boas. No entanto, nas tabelas mais avançados começaram a desistir de perfilhos devido à falta de umidade e ao aumento das temperaturas da semana passada começou a acelerar o desenvolvimento”, conclui a Consultoria.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Semeadura do trigo não ocorreu como o esperado

    Progresso: 98.1% semeado e 1,4% colhido. 3.9% Emergência; 69.4% desenvolvimento vegetativo; 15% em floração; 6.9% em enchimento de grãos; 3.4% em maturação

    No Rio Grande do Sul, mesmo com condições climáticas favoráveis, o avanço da semeadura do trigo não ocorreu como o esperado. No noroeste, a semeadura está finalizada e, no Planalto-Superior, houve evolução significativa. Na Campanha e Zona Sul, as chuvas continuaram dificultando a operação e houve pequeno avanço da semeadura. Na metade Norte do estado, o estabelecimento inicial da cultura ocorre de forma muito satisfatória.

    No Paraná, a semeadura está concluída, e as lavouras em estágios mais avançados estão nas regiões Norte e Oeste, em fase de enchimento de grãos. Em SC, a semeadura está praticamente finalizada. As condições são favoráveis à cultura que está em desenvolvimento vegetativo e em início de floração.

    Em Goiás, a colheita de sequeiro foi finalizada. As lavouras irrigadas estão em fase de maturação e apresentam boas condições. Em Minas Gerais, iniciou-se a colheita. No Extremo-Oeste da Bahia as lavouras são irrigadas e estão com bom desenvolvimento.

    Semana de 24 a 30 de julho de 2022

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Inoculante reduz perdas de produtividade do milho

    O uso do inoculante contribuiu para a redução das perdas de produtividade do milho causadas pela competição da forrageira

    Pesquisa conduzida pela Embrapa Agropecuária Oeste (MS) comprovou que o uso de inoculante à base da bactéria Azospirillum brasilense no milho consorciado com braquiária contribui para a redução das perdas de produtividade do grão causadas pela competição da forrageira. Os resultados da pesquisa abrem novos horizontes para o consórcio das duas culturas.

    Além do bom desempenho agronômico, o microrganismo, quando em associação com gramíneas, como o milho, promove o crescimento das raízes, em virtude da ação dos fitohormônios, viabilizando a fixação do nitrogênio nas plantas. A tecnologia favorece a redução do uso de adubos nitrogenados e uma agricultura mais sustentável. O trabalho foi publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB).

    O engenheiro agrônomo e analista da Embrapa Gessí Ceccon ressalta a importância da pesquisa. Ele explica que, no caso da lavoura de milho consorciada com braquiária, ocorre, geralmente, deficiência de nitrogênio, um dos principais elementos responsáveis pela produção dos grãos. A alta demanda desse elemento químico pelas plantas e sua baixa disponibilidade em solos brasileiros tornam a adubação nitrogenada uma prática indispensável.

    “Os fertilizantes inorgânicos acabam sendo a forma tradicional e padrão de adição desse nutriente no solo”, afirma Ceccon. A tecnologia de inoculação amparada em um insumo biológico, como o Azospirillum brasilense, associado a um inseticida biológico, diminui impactos ambientais. “Essa é uma alternativa sustentável e viável em tempos de escassez e preços elevados dos fertilizantes químicos”, reforça.

    O engenheiro agrônomo salienta ainda que, a partir do segundo ano de consórcio, a braquiária começa a deixar no solo cobertura, ou seja, matéria orgânica, o que contribui para o maior crescimento das raízes de milho. “A inoculação do milho com Azospirillum não substitui completamente a adubação química, que contém outros elementos, além do nitrogênio, tais como potássio, fósforo, cálcio e magnésio. Mas reduz os custos relacionados à quantidade de fertilizantes demandada pelas lavouras, proporcionando ganhos para o produtor.”

    Sobre a pesquisa

    Ceccon conta que o objetivo da pesquisa foi avaliar o desempenho agronômico de milho consorciado com a forrageira Urochloa ruziziensis (nova nomenclatura científica da Brachiaria ruziziensis), em sucessão à soja inoculada com as bactérias fixadoras de nitrogênio Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum, bem como a inoculação e a reinoculação do milho com A. brasilense, em solo arenoso.

    Nas lavouras de milho, em que as sementes foram inoculadas, observou-se o efeito positivo da A. brasilense, maior quando a planta foi consorciada com braquiária. “Na literatura científica é observado que essa bactéria beneficia as lavouras, quando todas as condições são satisfeitas, porém nesse estudo constatamos que esse inoculante biológico fez efeito mesmo em condições restritivas. Em nosso caso, ainda em condições de solo arenoso, de menor fertilidade, e de competitividade com a braquiária”, afirma.

    Os resultados revelaram que a bactéria Azospirillum brasilense contribui com o crescimento das raízes do milho, proporcionando aumento de produtividade. “Assim, apesar do cultivo em solo arenoso e em lavoura com competitividade, os resultados comprovaram que a inoculação e a reinoculação com essa bactéria reduzem as perdas de produtividade de milho causadas por competição da braquiária, principalmente em solo arenoso”, comemora Ceccon.

    A Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)

    A Azospirillum brasilense é um dos diversos microrganismos benéficos a plantas, podendo colonizar suas raízes e estimular seu crescimento. As bactérias do gênero Azospirillum ganharam destaque mundial a partir da década de 1970, com a descoberta, pela pesquisadora da Embrapa Johanna Döbereiner (1924-2000), da sua capacidade de fixação biológica do nitrogênio quando em associação com gramíneas.

    Na prática, essas bactérias conseguem captar o nitrogênio da atmosfera e transformá-lo de modo a ser assimilado pelas plantas, reduzindo a adubação química nitrogenada. Esse processo natural que ocorre em associações de plantas com bactérias diazotróficas é chamado de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN).

    Além dos ganhos econômicos, uma vez que o mercado de fertilizantes no Brasil é dependente de importações, são expressivos os resultados da FBN relacionados às melhorias na qualidade do solo, tais como proteção contra erosão, maior fertilidade, retenção de umidade e redução de plantas daninhas.

    Outro ponto que merece destaque refere-se ao aumento da profundidade das raízes do milho, pois essa amplitude permite que a planta, em períodos de estiagem prolongada, possa buscar água nas camadas mais profundas do solo, contribuindo com a sustentabilidade da lavoura.

    Competitividade do sistema consorciado

    A competição da forrageira com o milho foi a grande motivação da pesquisa. Assim, a quantidade de plantas da forrageira inserida no sistema foi maior do que indicado, com o objetivo de estimular essa competição. “Numa lavoura convencional, é fundamental o plantio adequado e ajustado entre a população de braquiária e de milho”, destaca Gessí Ceccon.

    Ele explica que esse ajuste pode ser feito no plantio da lavoura, mas também ao longo do seu desenvolvimento, quando necessário. “É possível fazer o uso de herbicida para a supressão da braquiária, que é o mesmo usado para o controle das plantas daninhas.”

    A competição acontece inicialmente por água e depois pelos demais nutrientes, em especial, o nitrogênio. Esse nutriente está presente na atmosfera e é convertido em formas que podem ser utilizadas pelas plantas. A reação é catalisada pela enzima nitrogenase, encontrada em todas as bactérias fixadoras.

    Redução da produtividade quantificada

    Gessí explica que nas lavouras experimentais são realizadas pesquisas para identificar o potencial produtivo de cada híbrido, em busca de resultados que possibilitem a quantificação da redução de produtividade de uma cultura.

    “Funciona assim: são realizados experimentos com cultivo de milho solteiro, sem braquiária, em que se avalia a produtividade dessa lavoura de forma isolada. Numa outra área, é realizado o cultivo de forma consorciada. É feito, então, o cálculo dessa diferença para que se chegue a uma quantificação de perdas de produtividade. Como parâmetro, pode ser avaliado o número de grãos por espigas de milho colhidos, bem como pela verificação do peso das espigas colhidas. Teremos, então, os resultados de quantificação da redução de produtividade”.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/
  • Brasil exportou 9% a menos de soja no 1º semestre em comparação a 2021

    Menor embarque para a China e quebra de safra justificam o recuo

    No primeiro semestre de 2022, o Brasil embarcou 55,1 milhões de toneladas de soja, 8,87% a menos que em 2021 para o mesmo período (60,5 milhões de toneladas), de acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

    O recuo, ainda neste primeiro semestre, se justifica pelo menor embarque para a China (principal destino, com 41,6 milhões de toneladas em 2021 e 36,9 milhões de toneladas em 2022), e Holanda (4º maior destino, com 2,5 milhões de toneladas em 2021 e 1,7 milhões de toneladas em 2022), que embarcaram, respectivamente, 11,2% e 32,2% a menos, ante 2021.

    Impacto da quebra de safra

    Nesta safra 2021/22, houve uma quebra de safra expressiva, de aproximadamente 20 milhões de toneladas abaixo do esperado. A forte estiagem que atingiu durante meses os estados de Rio grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul foi a causadadora das reduções produtivas.

    Como afetou a exportação da soja?

    As primeiras expectativas eram de uma produção de 144 milhões de toneladas e 92 milhões de toneladas destinadas à exportação, que, como ilustrado no gráfico acima, não aconteceram, expressando a quebra pelo impacto da estiagem.

    De acordo com a Anec, isso demonstra que a soja é um produto típico de exportação, já que grande parte vai para fora, diferente do milho, em que grande parte fica no mercado interno.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/