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  • Por que pode ocorrer mofo branco em regiões sem histórico?

    O mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é comum na Região Norte do Rio Grande do Sul (RS), especialmente em áreas com altitudes acima de 600 m. No entanto, nas últimas safras, sintomas da doença foram observados em regiões sem histórico, com altitudes em torno de 200 m. Seria este um reflexo da adaptação do fungo?

    Conforme a Pesquisadora e Fitopatologista da CCGL Caroline Wesp Guterres, a resposta é não! Este é um indício de que temos inóculo de mofo branco amplamente disseminado em diferentes regiões do estado, basta apenas que existam condições de ambiente que favoreçam a manifestação dos sintomas para a doença ocorrer. – Com umidade prolongada e temperaturas noturnas amenas (abaixo de 20 °C), escleródios de Sclerotinia germinam, formando apotécios, que dão origem aos ascósporos, esporos que atingem as flores da soja, dando início aos sintomas da doença. Além disso, uma vez que as cultivares de soja indeterminadas vêm apresentando um longo período de florescimento, o período propício para a infecção também se torna mais amplo – explica Caroline.

    A pesquisadora salienta que esse inóculo pode estar sendo disseminado nas lavouras através da falta de qualidade das sementes de soja não beneficiadas ou salvas e de outras culturas suscetíveis, como algumas culturas de cobertura. – Estes escleródios podem permanecer no solo por diversas safras, aguardando condições de ambiente favoráveis para a manifestação dos sintomas da doença. Além do escleródio, o mofo pode sobreviver na forma de micélio no interior das sementes. Sendo assim, a qualidade da semente de soja e de outras culturas suscetíveis ao mofo é de extrema importância. Ainda, a realização de tratamento de sementes com fungicidas específicos para o controle mofo branco em sementes oriundas de áreas com histórico da doença é medida imprescindível – completa a fitopatologista.

    Conforme Caroline, a prática da rotação de culturas com gramíneas (milho e cereais de inverno) é fundamental para o controle da doença. Além disso, manter a lavoura livre de espécies daninhas reduz de forma significativa o inóculo de mofo. – Diversas espécies daninhas, como buva e nabiça, são suscetíveis ao mofo branco, servindo como fonte de multiplicação de inóculo. A presença de uma boa camada de palhada é outra medida de manejo, além de atuar como barreira física, a pouca luminosidade conferida pela cobertura morta, principalmente de gramíneas, permite que os escleródios sejam destruídos mais rapidamente, através da ação de microrganismos antagonistas. Nessa linha, o controle biológico também tem se apresentado como alternativa eficiente para minimizar o avanço do mofo branco – reforça a pesquisadora. Soma-se a essas medidas o controle químico em parte aérea com fungicidas específicos – conclui a fitopatologista. Para mais informações, procure a CCGL ou técnico de sua cooperativa.

    Fonte: CCGL.

  • PREVISÃO DO TEMPO: avanço de frente fria provoca chuva no Centro-Sul

    O avanço da frente fria entre o sul e sudeste do país, continuará provocando chuvas em algumas localidades do centro-sul, nesta quinta-feira. Porém estas instabilidades não sofrerão avanço significativos para a direção norte. Já no nordeste do Brasil, há condições para pancadas de chuvas em boa parte da região devido à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), pois este sistema favorece a formação de instabilidades em suas bordas.

    No decorrer do dia, o alinhamento do fluxo de umidade entre o sul da Região Amazônica, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, dará forma a uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que deverá se manter pelo menos até o próximo final de semana. A ZCAS deverá se configurar provocar chuva mais regulares entre MT, GO, centro-sul e oeste de MG, centro-sul do RJ e SP.

    A tendência é que, até o domingo (28) não deveremos ter mudanças expressivas nas condições de tempo. A chuva deverá se concentrar principalmente na faixa central do país e parte do interior do Nordeste. Em grande parte do Sul do país (exceto no norte e leste do PR e leste de SC) o tempo deverá ficar mais seco, com pouca condição para chuva.

    Região Sul

    Como a frente fria não sofrerá avanços significativos, em virtude disso, o tempo terá condições para acumulados expressivos entre o norte e leste do estado do PR e ao norte do estado de SC. Sendo que as instabilidades na faixa leste do estado do PR serão reforçadas com a presença da região de baixa pressão no litoral do sudeste. Já no estado do RS, a influência será da massa de ar seco associada ao sistema de alta pressão na retaguarda da frente fria, manterá o tempo sem condições para instabilidades sobre o estado gaúcho.

    Fonte: Agrolink.

  • Lavouras de soja são monitoradas no RS

    Na última semana a equipe da Emater/RS-Ascar de Novo Tiradentes realizou visitas de monitoramento e acompanhamento técnico em lavouras de soja do município. Na grande maioria das lavouras a cultura encontra-se em fase de enchimento de grãos, apresentando boa sanidade e demonstrando alto potencial de produtividade.

    O extensionista rural Luciano Schievenin alerta aos produtores sobre os possíveis ataques de pragas e, principalmente, ao aparecimento de sintomas de doenças, as quais poderão ser evitadas com tratamento preventivo, para evitar perdas na produção. “O produtor também deve observar o intervalo entre uma aplicação e outra e procurar realizar uma aplicação adequada, observando fatores climáticos como umidade, vento e temperatura. É importante avaliar o bom funcionamento do pulverizador, escolher ponteiras adequadas, realizar a limpeza dos bicos, calcular o tamanho de gota e manter o pulverizador sempre bem calibrado”, observou Schievenin.

    Com a finalidade de auxiliar os produtores no manejo da Ferrugem Asiática da Soja (FAS) no RS, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, à qual a Emater/RS-Ascar é vinculada, e em colaboração com laboratórios privados, instituições de ensino e pesquisa do Estado, iniciou um projeto piloto para o monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. Na safra agrícola 2020/21 esta ferramenta se aprimora com a inclusão de informações relativas às condições meteorológicas (precipitação pluvial, temperatura e molhamento foliar), dando início ao Programa de Monitoramento da Ferrugem Asiática da Soja no RS – Programa Monitora Ferrugem RS.

    O objetivo do Programa é desenvolver uma ferramenta de suporte ao manejo da ferrugem asiática da soja e, desta forma, auxiliar os produtores na tomada de decisão do momento inicial da aplicação preventiva de fungicidas para o controle da FAZ e contribuir para a diminuição do uso de fungicidas, dano ambiental e custo econômico das lavouras de soja.

    O Programa Monitora Ferrugem RS tem como estratégia metodológica a detecção da presença de esporos, associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença. Produtores interessados em mais informações sobre o programa e orientação técnica para o manejo da cultura da soja, devem entrar em contato as equipes da Emater/RS-Ascar do seu município.

    Fonte: Agrolink.

  • Em 3 dias Brasil exportou 248,1 mil toneladas de milho e fev/21 já está 121% a frente de fev/20

    O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou, por meio da Secretaria de Comércio Exterior, seu relatório semanal que aponta as exportações acumuladas de diversos produtos agrícolas até a terceira semana de fevereiro.

    Nestes 13 primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 753.104,2 toneladas de milho não moído. Este volume representa um acréscimo de 248.163,9 toneladas com relação ao contabilizado até a segunda semana de fevereiro (504.940,3) e é 29,54% de tudo o que foi embarcado durante o mês de janeiro (2.548.860 toneladas).

    Até aqui, o país já embarcou 121,33% a mais do que tudo o que foi registrado durante fevereiro de 2020 (340.255,8 toneladas).

    Com isso, a média diária de embarques ficou em 57.931,1 toneladas, patamar 54,53% menor do que a média do mês passado (127.443 toneladas). Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média de exportações diárias ficou 206,46% maior do que as 18.903,1 do mês de fevereiro de 2020.

    Em termos financeiros, o Brasil já exportou um total de US$ 153.726,10 no período, contra US$ 69.884,40 de todo fevereiro do ano passado. Já na média diária, o atual mês contabilizou acréscimo de 204,58% ficando com US$ 11.825,10 por dia útil contra US$ 3.882,50 em janeiro do ano passado.

    Já o preço por tonelada obtido registrou queda de 0,62% no período, saindo dos US$ 205,40 do ano passado para US$ 204,10 neste mês de fevereiro.

  • Governo estuda corte de até 20% na Tarifa Externa Comum do Mercosul

    O governo federal está negociando, através de sua equipe econômica, uma redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul em pelo menos 20% a partir deste ano, mas de forma gradual, segundo informação exclusiva do Estadão. A redução de taxas de importação sobre bens de capital e de informática, que não necessita de aval do bloco, também estaria em discussão.

    A TEC foi adotada pelo Mercosul em 1995 e é um conjunto de tarifas sobre a importação de produtos de países de fora do bloco.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou em evento virtual nesta semana que em breve anunciaria “passos para a reabertura da economia” e essa ação seria parte disso. A medida ainda está em discussão no governo e não é um consenso na equipe econômica, segundo fontes ouvidas pelo Estadão. Também não está claro quais seriam os produtos. Mas, a possível medida, já movimenta entidades do setor privado.

    A isenção da TEC chegou a ser adotada em 2020 pelo governo para conter a alta nos preços de produtos da cesta básica. Com isso, por período determinado, tiveram isenção da tarifa de importação produtos como arroz, milho e soja pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

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    Ministro da economia, Paulo Guedes, disse em evento virtual nesta semana que anunciaria “passos para a reabertura da economia” ​- Foto: CNA

    Em março, está prevista uma reunião entre os presidentes dos países-membros do Mercosul, bloco que adota a tarifa para todos os países envolvidos. Nesse encontro, segundo apurou o Estadão, deve ser apresentada a intenção do governo brasileiro de que os países possam negociar acordos com outras nações sem necessidade de um aval do bloco.

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota sobre o assunto em que diz que “defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul”. Além disso, pontuou que uma possível abertura seja tratada profundamente para que traga “menores riscos econômicos e sociais, entre eles o do aumento no desemprego”.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também foi procurada pelo Notícias Agrícolas, mas não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.

    Veja a nota da CNI na íntegra:

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a abertura comercial por meio de uma agenda de negociação de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul. A abertura por meio de acordos proporciona contrapartidas em terceiros mercados e períodos de transição, essenciais para que as empresas façam os necessários ajustes à nova situação de competição.

    No âmbito do Mercosul, qualquer alteração da Tarifa Externa Comum (TEC) deve, necessariamente, passar primeiro por consulta pública abrangente, com a participação de representações empresariais de todos os setores econômicos do Brasil e dos demais países do bloco.

    Na avaliação da CNI, permitir o acesso ao mercado brasileiro de maneira negociada traz menores riscos econômicos e sociais, entre eles o aumento no desemprego. É necessário, em particular, acelerar a assinatura e a internalização do acordo Mercosul-União Europeia, priorizar a finalização dos acordos com Canadá e México e iniciar as negociações com Reino Unido e América Central.

    A CNI avalia ainda que a demora na abertura econômica brasileira está relacionada, sobretudo, a um atraso na agenda de competitividade do país. O Brasil precisa avançar na agenda de reformas estruturais, sobretudo a reforma tributária, e na agenda de competitividade do comércio exterior.

    Essa agenda inclui desonerar de tributação os produtos exportados; garantir orçamento para o financiamento e para a concessão de garantias às exportações; celebrar acordos para evitar dupla tributação; e estimular a instalação de multinacionais brasileiras no exterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Exportações de carne bovina “derrapam” neste início de fevereiro e podem fechar abaixo de fev/20, aponta analista

    De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas nesta quarta-feira (17) os resultados das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada até a segunda semana de fevereiro estão aquém do esperado.

    Conforme explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados acenderam um sinal de alerta e mostram uma falta de oferta de animais para abate fora do padrão de exportação para a China.

    “Isso é complicado, porque as exportações foram muito importantes no ano passado para uma curva ascendente de preços no mercado interno, e com estes resultados atuais, é possível que este mês se encerre com resultados abaixo do que foi fevereiro de 2020”, disse.

    No caso das toneladas por média diária, foram 4498,6239, queda de 26,77% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 4,5%.

    Já o preço pago por tonelada, US$ 4552,470, foi 2,81% maior do que o praticado em fevereiro do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve leve alta de 0,6%.

    A receita obtida com as exportações de carne bovina nos dez dias úteis de fevereiro de 2021, US$ 204.798,54, representam 42% do total obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi 489.658,449. No caso do volume embarcado, as 44.986,239 toneladas são 40,7% do total exportado em fevereiro do ano passado, que foi de 110.579,672.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Aveia e azevém podem ser responsáveis por até metade das perdas nas lavouras de trigo

    Você tem problemas com infestações de aveia e azevém? Se você tem, sabe que essas plantas daninhas são consideradas como inimigas do trigo porque competem por elementos essenciais como água, luz, nutrientes, CO² e espaço físico. Em seu nome próprio – Plantas Daninhas – já se refere ao principal motivo: causa danos e especialmente, prejuízos. Nas lavouras de trigo, a aveia e o azevém são responsáveis por até 50% das perdas potenciais, segundo dados da Fundação ABC.

    Para auxiliar o produtor a combater esse problema, a Biotrigo Genética em parceria com a BASF, desenvolveram o primeiro trigo brasileiro do Sistema de Produção Clearfield®. A tecnologia foi criada com o objetivo de resolver o problema de resistência de algumas espécies de plantas daninhas aos herbicidas inibidores da ACCase ou da ALS.

    Segundo o doutor em fitotecnia e professor na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Giliardi Dalazen, o Clearfield® já é utilizado em outros países produtores de trigo, como Canadá e Austrália. No Brasil, têm excelentes resultados na cultura do arroz. “Essa tecnologia auxiliará o produtor no manejo de algumas plantas daninhas importantes no trigo, como azevém, aveia e nabiça. No caso do azevém – principal planta daninha da cultura – o maior benefício é realizar o controle de biótipos de azevém resistentes ao glifosato, aos inibidores da ACCase (graminicidas) e inibidores da ALS”, destaca.

     

    Resultado do melhoramento genético

    A tecnologia CL foi introduzida na cultivar de trigo através de técnicas de melhoramento genético convencionais. André Cunha Rosa, melhorista e diretor da Biotrigo Genética, explica que o processo envolveu o cruzamento de um genótipo com o gene CL com outros genótipos de interesse. Não se trata de um evento de transgenia, mas sim de uma mutação induzida no gene ALS, que proporciona seletividade ao herbicida imazamoxi nessas cultivares”, comenta. O desenvolvimento do primeiro trigo CL levou mais de 10 anos de pesquisa.

    Após esse cruzamento, foram realizadas avaliações a campo e em laboratórios para selecionar as características importantes para a cultura do trigo como rendimento, qualidade industrial e resistência às doenças. “Além de ter tolerância aos herbicidas imizadolinonas (IMI), mais precisamente ao ingrediente ativo imazamoxi, essa cultivar também possui características agronômicas importantes, como o bom nível de resistência à Giberela, à Mosaico e à Bacteriose”, explica.

    A cultivar é classificada como trigo Pão/Melhorador e apresenta excelente performance de panificação, tem ciclo médio/tardio e porte médio. A semeadura do TBIO Capricho CL é recomendada nas regiões RS1, RS2, SC1, SC2, PR1, PR2 e para as regiões de maior altitude nas regiões PR3, SP2. A cultivar está disponível na safra 2021.

     

    Sistema Clearfield®

    No Brasil, o sistema Clearfield® já é utilizado há mais de uma década no arroz. No trigo, chega aos produtores como uma ferramenta importantíssima para o controle efetivo das plantas daninhas e para entregar uma lavoura limpa para a soja que vem depois. Segundo o gerente de Marketing de Arroz e Trigo da BASF, Vitor Bernardes, o TBIO Capricho é o primeiro trigo brasileiro tolerante ao herbicida pós-emergente Raptor®® 70 DG.  “O objetivo de trazer essa tecnologia ao mercado brasileiro é dar condições ao triticultor de fazer um controle efetivo das plantas daninhas, um dos grandes desafios do cultivo. Com isso, contribuiremos com a produtividade, qualidade de grãos e com a rentabilidade do agricultor no sistema produtivo soja – trigo”, comenta.

     

    Aplicação seletiva

    Para o gerente técnico de pesquisa da Fundação ABC, Luis Henrique Penckowski, e a pesquisadora do setor de herbologia da instituição, Eliana Fernandes Borsato, a tecnologia permite utilizar de forma seletiva o herbicida Raptor® 70DG, além de controlar com eficácia os biótipos de azevém resistente ao glifosato e/ou inibidores da ALS. “A dificuldade no controle de azevém com resistência ao herbicida glifosato estava inviabilizando a utilização da cultura como parte do sistema de rotação. O trigo CL e a utilização de Raptor® 70DG na pós-emergência do trigo se mostraram eficientes nos testes viabilizando a cultura porque permite a aplicação seletiva de herbicidas do grupo das imidazolinonas”, comentaram.

    Recomendação

    Giliardi faz recomendações a respeito do uso da tecnologia. “A principal recomendação é planejar o uso da tecnologia na propriedade e rotacionar com outras cultivares convencionais. É importante que essa cultivar seja introduzida num cronograma de rotação de cultivares, utilizando-a em 25 ou 33% da área cultivada com trigo a cada ano, sem repeti-la na mesma área nos anos seguintes. Assim, se dificultará a seleção de biótipos de plantas daninhas resistentes ao herbicida utilizado, prolongando a vida útil da tecnologia”, alerta o professor.

    Sementes certificadas

    Fernando Michel Wagner, gerente comercial para a América Latina (Latam) da Biotrigo Genética e Diretor da Apasem (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas) explica que o uso de sementes piratas dissemina invasoras e contamina as lavouras com plantas daninhas resistentes a herbicidas. “A melhor forma de obter uma lavoura limpa, produtiva e rentável é investir em sementes certificadas da cultivar”, orienta.

  • La Niña agoniza em fevereiro: E AGORA?

    Graças à redução da atividade dos ventos polares e à dissipação do fenômeno climático “La Niña”, os ventos tropicais conseguiram penetrar no interior do Cone Sul da América do Sul, trazendo chuvas abundantes na maior parte da área agrícola. A afirmação é do engenheiro agrônomo especialista em agroclimatologia Eduardo Sierra.

    Em relatório sazonal do clima da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o especialista destaca que o funcionamento da atmosfera já está firme: “A expectativa é que o restante da campanha 2020/2021 mantenha um cenário de fortes flutuações térmicas e chuvas um pouco abaixo da média, mas suficientes para o desenvolvimento das lavouras”.

    Durante janeiro e fevereiro, aponta Sierra, “La Niña” continuará a enfraquecer, mas os ventos polares devem se reativar, pelo menos parcialmente. Por este motivo, o regime hídrico observará um comportamento moderadamente inferior ao normal, enquanto o regime térmico permanecerá próximo da média, mas com quedas térmicas frequentes.

    Em fevereiro, haverá uma forte concentração de chuvas no norte da área agrícola, com focos secundários no oeste e no sul, enquanto grande parte do centro-leste registrará chuvas moderadas a baixas, o que reativará a seca.

    Março irá observar uma distribuição de chuvas semelhante a fevereiro, então o centro-leste da área agrícola continuará a registrar deficiências de umidade. As bacias superiores do Paraná e do Paraguai receberão chuvas moderadas a abundantes, que irão aumentar gradativamente suas vazões, embora sem atingir seus níveis normais.

    PRÓXIMA TEMPORADA

    Sobre o cenário possível para a campanha 2021/2022, ele considera cedo para prever a volta do fenômeno climático. “Vale destacar que as versões sobre um segundo episódio consecutivo de La Niña, divulgadas por alguns centros internacionais, como o NOAA (agência climática oficial dos Estados Unidos), são um tanto prematuro, portanto, a vigilância deve continuar até que indicadores confiáveis estejam disponíveis”.

  • Importância da vacinação dos equinos contra Influenza e Tétano

    A Syntec do Brasil, empresa nacional de produtos de excelência para saúde animal, anuncia sua entrada no desafiador e importante segmento de vacinas. Este investimento fortalece o seu portfólio, que passa a contar com soluções ainda mais completas, inovadoras e eficazes para os médicos veterinários, proprietários e criadores de bovinos, equinos e pequenos animais.

    “Na contramão do mercado, a Syntec torna-se uma das poucas indústrias veterinárias 100% brasileiras a ingressar em um segmento extremamente relevante, difícil e especializado. É realmente um orgulho fazer parte do restrito grupo de indústrias veterinárias que atuam na prevenção de doenças animais”, destaca Sérgio Takano, diretor executivo da Syntec.

    Get-Vacina, contra influenza equina e tétano, representa o primeiro lançamento da Syntec no segmento de biológicos. A novidade tem tecnologia nacional e foi desenvolvida para proporcionar segurança, eficácia e bem-estar animal.

    A primeira vacina da Syntec é composta por vírus inativado de influenza e toxóide tetânico é aprovada para uso em equinos de todas as idades: potros após a desmama, animais adultos e éguas prenhas (com orientação do médico veterinário).

    “Get-Vacina proporciona imunogenicidade (capacidade de desencadear resposta imune a partir da formação de anticorpos) e antigenicidade (capacidade de interagir com anticorpos), confirmadas em estudo na espécie alvo, importante diferencial do produto”, destaca Fernando Santos, gerente nacional de vendas da Unidade de Negócios Bovinos e Equinos da Syntec.

    “Várias outras novidades estão programadas – incluindo novas vacinas –, reforçando o nosso compromisso de colocar modernas tecnologias que efetivamente transformem a prática diária dos profissionais e a qualidade de vida dos animais”, reforça o diretor executivo Sergio Takano.

    Alto prejuízo econômico – Influenza e tétano estão entre as mais importantes enfermidades, responsáveis por prejuízos importantes no mercado equestre. “A Influenza Equina é muito contagiosa, podendo ser fatal, principalmente em animais jovens. A prevenção é a única forma de proteção dos animais uma vez que a contaminação é feita por contato direto entre animais infectados e ambientes contaminados”, ressalta Takano.

    Igualmente preocupante, o tétano é causado pela toxina da bactéria Clostridium tetani, também presente no ambiente. A taxa de mortalidade dos animais contaminados é alta, o que faz da vacinação um importante aliado para proteger os animais.

  • RS: safra de camarão do Rio Tramandaí começa dia 15

    A temporada de pesca de camarão na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí, no estado do Rio Grande do Sul, será entre 15 de fevereiro e 21 de junho de 2021. As datas foram estabelecidas na Portaria nº 35, da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União.

    A pesca de camarão na Bacia é uma das atividades de elevada importância socioeconômica, movimentando a economia local, por meio da geração de renda e emprego na cadeia produtiva desse produto.

    A definição foi feita atendendo aos aspectos econômico, social e ambiental da atividade, uma vez que se embasou por meio do defeso monitorado, o que significa que a pesca do camarão nessa região é liberada apenas quando o crustáceo chega ao tamanho mínimo de captura definido em legislação, 90 milímetros. Isso se deve às variantes que os organismos aquáticos são submetidos, como temperatura e salinidade da água que influenciam diretamente em seu crescimento e área de ocorrência.

    A medida foi subsidiada cientificamente pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), com o apoio do Sindicato de Pesca de Tramandaí, que tem expertise para discussão técnica local, com especialistas na pesquisa das espécies.

    A coordenadora de Ordenamento e Desenvolvimento da Pesca Marinha da SAP, Sandra Silvestre, explica que anteriormente o período de defeso do camarão era definido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Porém, devido às novas atribuições do Instituto e da SAP, agora a Secretaria  é a responsável por definir as regras de gestão da atividade de pesca no país.

    “A gestão da pesca passa por um processo de revisão de seus períodos de atividade e defesos ‘proibição de captura’, com total atenção às espécies que são impactadas pelas questões climáticas, a exemplo dos camarões, buscando a sustentabilidade socioeconômica e biológica dos recursos. Dessa forma, a medida atende a sociedade e o meio ambiente”, ressalta a coordenadora.