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  • IITA divulga ferramenta digital para transformação agrícola

    O Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) divulgou na sexta-feira um conjunto de ferramentas digitais que estão ajudando a transformar a agricultura, melhorando o rendimento e a subsistência dos agricultores. As ferramentas digitais incluem rastreadores de sementes de mandioca, Goseed e inhame; Akilimo, IITA Herbicide Calculator, site de comércio eletrônico e IITA News App.

    Nteranya Sanginga, diretor geral do IITA que completa oito anos no cargo na sexta-feira, descreveu o desenvolvimento das ferramentas digitais como um feito notável, acrescentando que elas ajudariam a criar impacto em escala. “Isso está alinhado com a nossa visão que nos levou a criar a Diretoria de Parceria e Entrega, cuja responsabilidade é garantir que não apenas estamos realizando pesquisas e escrevendo artigos científicos, mas também entregando e causando impacto no nível da fazenda”, acrescentou.

    Os rastreadores de sementes são plataformas móveis projetadas para ajudar no planejamento da produção de sementes, rastreabilidade, inventário de sementes, rastreamento em tempo real do status da produção, certificação de sementes, marketing, recursos de informação, entre outros, disse o Dr. Lava Kumar, Chefe de Unidade de Saúde de Germoplasma do IITA e Virologista. A Calculadora de Herbicidas IITA é um aplicativo móvel desenvolvido pelo Projeto de Gerenciamento de Ervas de Mandioca e implantado na Nigéria e em outros países africanos e está sendo usado no controle de ervas daninhas na mandioca, explicou Godwin Atser, especialista em extensão digital e serviços de consultoria do IITA.

    “O aplicativo ajuda os produtores a estimar a quantidade correta de herbicidas a serem adicionados aos pulverizadores de mochila, ajudando os agricultores a evitar subdosagem ou superdosagem, o que leva à poluição ambiental e à resistência das ervas daninhas”, acrescentou.

  • Áreas de soja têm surtos de Helicoverpa armígera já no início do plantio da safra 2019-20

    Ataques da lagarta Helicoverpa armígera observados logo após a semeadura da soja, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, puseram em alerta produtores e pesquisadores. Segundo fontes do setor, a principal preocupação é com a eventual proliferação da praga, que já trouxe prejuízos bilionários à oleaginosa, bem no ciclo inicial da cultura. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, conforme especialistas, populações de Helicoverpa armígera surgiram em áreas do Chapadão, e no Mato Grosso no entorno de Primavera do Leste.

    A recomendação-chave feita por agrônomos ao produtor, neste momento, é realizar corretamente o monitoramento de lavouras e identificar a necessidade de controle da praga pela aplicação de produtos específicos.

    Para a pesquisadora da Fundação MT, Lucia Vivan, no estágio em que se encontram as lavouras neste momento, é possível controlar à Helicoverpa com base na aplicação de baculovírus ou defensivos biológicos. “Temos um tempo ainda porque a soja está no início. Mas é importante ao produtor monitorar suas áreas e concluir, adiante, se haverá necessidade de incorporar inseticidas químicos ao manejo com baculovírus”, reforça a entomologista.

    O pesquisador da Ceres Consultoria em Primavera do Leste, Guilherme Almeida Ohl, entende que os baculovírus constituem nos dias de hoje “os melhores inseticidas que temos, porque depois de eliminar às lagartas eles espalham vírus na lavoura e assim controlam outras gerações de pragas”. Ohl é outro pesquisador a crer que no atual estágio vegetativo da soja, o controle da Helicoverpa pode ser feito somente pela aplicação de baculovírus.

    Ele observa, entretanto, que os baculovírus só não cresceram mais entre as opções de manejo do produtor, até hoje, pela deficiência na logística de distribuição e acesso do mercado aos produtos. Para a australo-americana AgBiTech, maior fabricante de baculovírus do mundo, há quatro anos no Brasil, a solução a esses entraves está bem encaminhada por meio de investimentos na ampliação da oferta e na entrega contínua de alta tecnologia na área.

    “Na safra passada nossos baculovírus trataram 500 mil hectares, marca relevante para esses insumos no Brasil”, ressalta Marcelo Giuliano, diretor comercial da AgBiTech. Conforme Giuliano, a expectativa é que na safra

    2019-20 os baculovírus da empresa – hoje um total de seis produtos – atinjam à histórica marca de 2 milhões de hectares tratados. “Investimos fortemente para ser o principal player do setor no Brasil”, enfatiza Adriano Vilas Boas, gerente geral da AgBiTech na América Latina.

    O pesquisador Germison Tomquelski, da Fundação Chapadão, informa que tem sido comum a presença da Helicoverpa na fase inicial de plantio. Mesmo assim, assinala ele, o controle da praga é uma medida necessária em face dos prejuízos que ela pode trazer ao produtor.

    “Os baculovírus têm funcionado muito bem, eliminando inicialmente às lagartas. Foi uma quebra de paradigma a chegada e o posicionamento desses produtos. Eles já se encaixam entre as ferramentas de manejo do produtor brasileiro”, assinala Tomquelski. O pesquisador destaca ainda que diante das atuais condições climáticas em parte das áreas de plantio, com alguns dias com chuva e outros não, os surtos de lagartas tendem a ser mais intensos.

  • Trigo tem 50% da área colhida no RS

    No Rio Grande do Sul, apesar da alta umidade dos últimos dias, 50% das lavouras de trigo foram colhidas, estando 5% das lavouras em enchimento de grãos e 45% na fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31/10), a área destinada para o cultivo do trigo no RS é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que representa 30% da área de trigo no Estado, os produtores estão preocupados com as previsões meteorológicas que apontam longo período com alta umidade no Estado. Há grande variabilidade de produtividade média entre as lavouras, em decorrência da tecnologia utilizada e alguns danos ocasionados pelo clima (geadas, granizo e ventos fortes), com aumento dos sintomas de incidência de giberela na maturação da cultura. Lavouras bem conduzidas e sem danos climáticos apresentam produtividade acima de 70 sacas por hectare.

    Na canola, 24% das lavouras estão em fase de maturação e 76% já colhidas. Na regional de Santa Rosa, a cultura está praticamente toda colhida, atingindo 96% das lavouras, restando apenas 4% em fase de maturação. A produtividade média atingiu 1.457 quilos por hectare. Em lavouras implantadas no tarde e que foram recentemente colhidas, a produtividade esteve acima da média da região (dois mil quilos por hectare). Mesmo assim insuficiente para elevar a média regional da produtividade e reduzir o percentual de perdas. A expectativa para a próxima semana é de que haja dias sem precipitações, para encaminhar a colheita e finalizar a safra de canola na região.

    CULTURAS DE VERÃO

    A cultura da soja está em fase de implantação da safra 2019-2020, com plantio previsto até 31 de dezembro, de acordo com o zoneamento da soja no RS. Da área projetada para o Estado, que é de 5.956.504 hectares, 13% já foram implantados. As lavouras se encontram em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. A fase inicial de implantação está 3% superior a igual período da safra anterior.

    No milho, 77% dos 771.578 hectares estimados para esta safra já foram implantados, com a cultura nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (92%) e floração (8%). A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, com uma produtividade alcançando 7.710 quilos por hectare.

    O arroz atingiu, no período, o plantio de 53% da área prevista para o RS nesta safra, 7% menor do que em igual época na safra anterior. As lavouras implantadas se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, seguem as atividades de preparo do solo e plantio. A sequência de dias chuvosos interrompeu as atividades de rotina nas lavouras, além de dificultar o transporte dos insumos. As precipitações ocorridas no período têm contribuído para manter os níveis das barragens adequados.

    No RS, a área de feijão 1ª safra se encontra com 85% na fase de desenvolvimento vegetativo, 12% em floração e 3% em enchimento de grãos. Na regional de Frederico Westphalen, a primeira safra já está implantada, sendo que 80% das lavouras se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Os produtores estão realizando os tratos culturais de controle das invasoras e adubação nitrogenada. Em geral, as lavouras se mantêm com bom stand de plantas.

    OLERÍCOLAS
    Alho – Na região Serrana, as lavouras apresentam bom vigor, sanidade razoável e estão em formação do bulbo. O excesso de umidade no solo e a pouca insolação, consequência das frequentes chuvas das semanas anteriores, interferiram na fisiologia das plantas, afetando o seu desenvolvimento quanto à bulbificação, transformando os bulbilhos (dentes) em brotações. Essa anomalia deprecia o bulbo no seu valor culinário e comercial, tanto no peso e quanto na precificação. Em casos mais severos, o bulbo é descartado. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção/cura de fitopatias e controle de pragas, controle químico de ervas espontâneas e adubação nítrico-potássica de cobertura.

    Cebola – Na região Sul, iniciou a colheita de cebola, que está sendo destinada ao comércio local devido à pouca presença de casca. A fase predominante nas lavouras da região é a bulbificação, apresentando bom desenvolvimento e estado sanitário. A safra deve ser normal, sendo que a região tem 2.460 hectares de cebola. Produtores intensificaram os tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio, mesmo não havendo ocorrência significativa de pragas.

    FRUTÍCOLAS
    Melão – Na regional de Porto Alegre, o cultivo de melão nesta safra é de 380 hectares e estão implantadas 98% das lavouras. A previsão de início da colheita é em novembro, estendendo-se até fevereiro.

    Pêssego – Na região Sul, segue a colheita das cultivares mais precoces, destinadas ao mercado in natura. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg. A cultura em geral está em frutificação. Produtores realizam tratamentos fitossanitários. O boletim 09/2019 do sistema de alerta da mosca-das-frutas informa que as condições climáticas com maior ocorrência de chuvas exigem atenção redobrada no controle de doenças, com aplicação de fungicidas, além de realizar a retirada de frutos e ramos com podridão-parda das plantas. Sua eliminação, feita em um local adequado, é essencial, enterrando para reduzir a presença do fungo no pomar.

    Ameixa – Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, ameixas precoces estão em fase de formação dos frutos e maturação. Nessa fase, os produtores estão atentos ao manejo da mosca-das-frutas.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    Favorecidos pelo clima, que propicia umidade e temperaturas mais elevadas, os campos nativos apresentam bom desenvolvimento, oferecendo uma boa produção de massa verde para alimentação dos animais. Nas regiões de solo mais raso, como nos Campos de Cima da Serra e na Serra do Sudeste, observa-se que o desenvolvimento dos campos naturais é mais lento.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões gaúchas, os bovinos de corte apresentam um bom estado corporal e bom ganho de peso. O estado sanitário dos animais também é satisfatório. No manejo do gado, os cuidados com as matrizes, no pré e pós-parto, e os cuidados com os terneiros continuam recebendo atenções especiais. O preparo de matrizes e touros, para o período de acasalamento, também é destaque. Neste mês, intensifica-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Continua o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, que são sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    APICULTURA – As últimas chuvas têm prejudicado as atividades das colmeias, em boa parte do Estado. Mesmo assim, a atividade das abelhas é satisfatória em vários locais. Na Região de Soledade, segundo o Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, há relatos de mortalidade de enxames. As causas mais prováveis são a ocorrência de doenças ou a contaminação por agrotóxicos utilizados na dessecação de lavouras. Isso porque são aplicados inseticidas, juntamente com os dessecantes. Visando aumentar a produção, os apicultores seguem fazendo o manejo das colmeias. Para isso, executam práticas como revisões e roçadas de apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos, e instalação de caixas iscas para captura de enxames.

  • Estado investe mais de R$ 1 milhão para apoiar espaços da agricultura familiar em feiras regionais em 2019

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) investiu neste ano R$ 1.145.000 em recursos para viabilizar a participação de agroindústrias familiares, indígenas e quilombolas em feiras agropecuárias em todas as regiões do Estado. Até outubro, foram disponibilizados recursos para 36 feiras, com 789 espaços de comercialização (estandes montados). Até o final do ano, estão planejadas outras 12, totalizando 48 feiras municipais e regionais apoiadas em 2019.

    Entre as feiras destacam-se Expodireto-Cotrijal (Não-Me-Toque), Expoagro Afubra (Rio Pardo),  Fenadoce (Pelotas), ExpoBento (Bento Gonçalves), ExpoSol (Soledade), ExpoIjuí (Ijuí) e Expofeira (Pelotas). A Expointer não faz parte deste cálculo, já que os recursos para montagem do espaço são viabilizados em parceria com o governo federal.

    “O pavilhão da Agricultura Familiar tem se tornado referência em todas as feiras graças à mobilização e à dedicação tanto das agroindústrias quanto do trabalho do Estado”, afirma o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

    Conforme o diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria, para participar das feiras apoiadas pela Seapdr as agroindústrias devem estar inclusas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). Após a inclusão no Peaf, o empreendimento está habilitado para solicitar a autorização de uso do selo Sabor Gaúcho em seus produtos. O selo é sinônimo de produção oriunda da agricultura familiar. O programa oferece uma série de serviços para as agroindústrias familiares, como qualificação técnica, incentivos financeiros para melhoria e legalização e assistência nas questões sanitárias, ambientais e tributárias.

    Além do apoio às agroindústrias, o Peaf dá aos consumidores a segurança de adquirir um produto rigorosamente em conformidade com as leis sanitárias e ambientais.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado.

  • Probióticos podem proteger abelhas

    Os probióticos, microorganismos benéficos mais conhecidos por promover a saúde intestinal em humanos, agora estão sendo usados por cientistas da Universidade Ocidental e do Instituto de Pesquisa em Saúde Lawson, no Canadá, para salvar colônias de abelhas do colapso. Um novo estudo publicado na revista Nature  ISME J  demonstra como os probióticos podem impedir uma infestação de colmeia bacteriana comum chamada American Foulbrood.

    “Os probióticos não são apenas para seres humanos”, disse Gregor Reid, Ph.D., professor da Faculdade de Medicina e Odontologia Western Schulich e presidente do Microbioma e Probióticos Humanos em Lawson. “Nossa ideia era que, se você pudesse usar micróbios benéficos para estimular a resposta imune ou atacar os patógenos que infectam as colmeias, talvez possamos ajudar a salvar as abelhas”, completa.

    As abelhas são uma parte importante do cenário cultural e econômico no Canadá e em todo o mundo devido ao seu papel na produção de alimentos, tanto pela polinização das culturas quanto pela produção de mel. No entanto, a população mundial de abelhas está ameaçada pela disseminação de vírus e bactérias que infectam colmeias. O trabalho anterior da equipe em um modelo de mosca da fruta sugeriu que o uso generalizado de pesticidas reduz a imunidade das abelhas e sua capacidade de lutar contra esses patógenos prejudiciais.

    “As colônias de abelhas são pequenos microcosmos de biologia realmente interessantes. Existem muitas abelhas individualmente, mas todas elas são geneticamente relacionadas e vivem em um espaço fechado”, disse Graham Thompson, Ph.D., professor associado da Western School of Science, que estuda a biologia e o comportamento social das abelhas. “Todo mundo é muito suscetível a doenças contagiosas e está demograficamente disposto a sair”, conclui.

  • Números e condições da safra 2019/2020 serão abordados em reunião

    Representantes do setor de trigo do estado de São Paulo voltam a se reunir no dia 07 de novembro para a última reunião da Câmara Setorial de 2019, que será realizada na sede do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

    Na oportunidade, será apresentado o cenário atual da safra 2019/2020. “Esta é a última reunião do ano e será importante para debatermos os resultados obtidos neste período e as expectativas para a nova safra”, pontua o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Nelson Montagna.

    O evento ainda traz, por meio da participação das principais cooperativas produtoras de trigo do estado, a estimativa e condições das colheitas da nova safra. Outro assunto que ganhará destaque durante o encontro será a atual Conjuntura Mundial do trigo e câmbio, apresentada por Pedro Sampaio, da Gavilon,

  • Chuva e umidade permanecem no RS nos próximos sete dias

    Na sexta-feira (1º), o ar quente e úmido seguirá predominando, com temperaturas superiores a 30°C, grande variação da nebulosidade e possibilidade de chuvas isoladas. Entre o sábado (2) e o domingo (3), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas.

    Na segunda (4) e terça-feira (5), a propagação de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, e novamente há risco de temporais isolados, sobretudo na Metade Norte. Na quarta-feira (6), o ingresso de ar seco manterá o tempo firme, com sol e temperaturas amenas em todo o Rio Grande do Sul.

    Os totais de precipitação previstos deverão oscilar entre 40 e 65 mm na maioria das localidades. Na Fronteira Oeste, Missões, Alto Vale do Uruguai e no Planalto os totais previstos oscilarão entre 80 e 100 mm, podendo superar 120 mm em alguns municípios do Noroeste Gaúcho.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado

  • Milho: quarta-feira começa com cotações ainda estáveis na Bolsa de Chicago

    A quarta-feira (30) começa com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações máximas de 0,75 pontos negativos por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,86 com estabilidade, o março/20 valia US$ 3,95 com queda de 0,50 pontos, o maio/20 era negociado por US$ 4,02 com desvalorização de 0,75 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,08 com baixa de 0,75 pontos.

    Segundo informações do site internacional da Successful Farming, a estabilidade permanece no mercado com o avanço da colheita influênciando de um lado e as perspectivas de adversidades climáticas puxando para o outro.

    Cerca de 41% da safra de milho dos Estados Unidos foi colhida nesta semana, atrás da média anterior de cinco anos de 61%, informou o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último boletim na segunda-feira. No Missouri, 64% já haviam sido colhiodos, atrás dos 84% ​​normais.

    “Uma tempestade que sopra das Montanhas Rochosas está se movendo para as planícies do sul, à medida que os alertas do clima de inverno entram em vigor hoje à noite em partes do Kansas e nos estados do Oklahoma e Texas. O clima frio também é esperado em partes do Missouri, o que provavelmente acabará com a maturidade de todas as plantas que continuarem crescendo no solo, embora a frente fria anterior já possa ter parado de crescer”, aponta o analista Tony Dreibus.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja recupera parte das últimas baixas e testa leves ganhos em Chicago nesta 4ª

    Ainda caminhando de lado, as cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago tem leves altas nesta manhã de quarta-feira (30), recuperando parte das ligeiras baixas do pregão anterior. O mercado da oleaginosa, porém, ainda segue sem direção.

    Por volta de 7h10 (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 2 e 2,50 pontos, levando o novembro/19 aos US$ 9,20 e o maio/20, importante referência para a safra brasileira, a US$ 9,60 por bushel.

    Os traders precisam de notícias. E informações sólidas e consistentes capazes de direcionar os preços da soja daqui em diante.

    “Sendo final de mês, seja na soja em Chicago ou no doólar, podemos ver ajustes técnicos de posições”, diz o consultor da AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Do lado dos fundamentos, o mercado sente a pressão sazonal do avanço da colheita nos EUA e, ainda segundo Cachia, ” do sentimento de melhora nas condições climaticas na América do Sul”.

    Mais do que isso, a ansiedade maior se dá na espera por novas notícias referentes ao acordo entre China e Estados Unidos e sua fase um, que já teria sido alcançada, mas sem dar mais detalhes ao mercado. As especulações agora crescem em torno da possibilidade de que o texto dessa fase não seja assinado no Chile, em novembro, quando se encontram Donald Trump e Xi Jinping.

    “Se não for assinado no Chile não quer dizer que estará sendo desfeito. Só significa que não está pronto. Nosso objetivo é assinar no Chile, mas as vezes os textos não estão prontos. Ainda assim, bom progresso está sendo feitos e esperamos ainda poder assiná-lo no Chile”, disse um representante da Casa Branca.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Plantio do milho avança no RS

    O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

    Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

    As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

    No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

    Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

    Culturas de inverno

    Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

    A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

    No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

    Olerícolas e frutícolas

    Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

    Citros ? A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

    Criações

    Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

    A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

    A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.