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  • RS: mais um município decreta emergência

    Subiu o número de municípios que decretaram situação de emergência em função da estiagem no Rio Grande do Sul. Nesta manhã foi a vez de Dom Feliciano, na Região Centro-Sul. As cidades que já decretaram são Chuvisca, Camaquã, Amaral Ferrador, Cristal e Cerro Grande do Sul (Sul); Pantano Grande, Sinimbu, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Vera Cruz e Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo), Boqueirão do Leão (Vale do Taquari), Maquiné (Litoral Norte) e Mariana Pimentel (Centro-Sul).

    Na tarde de hoje a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) divulgou os dados preliminares das perdas no Estado. No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na soja este valor chega a aproximadamente 2,490 milhões de toneladas. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima que as perdas no tabaco cheguem a 30%. A estiagem  também trará impactos na produção gaúcha de leite. Na avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) a seca afeta especialmente a safra de milho e os produtores que dependem da cultura para a silagem estão colhendo as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade.

    Na Região do Vale do Rio Pardo o prejuízo que ultrapassa os R$ 280 milhões e  outras cidades devem emitir o decreto nos próximos dias, como Candelária, Rio Pardo e Gramado Xavier. Em Camaquã o prejuízo aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões. Em Dom Feliciano há perdas expressivas na produção agrícola de tabaco (35%), milho (30%), batata doce (20%), melancia (35%), soja (35%), feijão (70%), uva (45%), além de queda na produção agropecuária de bovinos de corte (25%), bovinos de leite (25%), ovinos (30%), mel (50%) e peixes (10%).Os danos sociais, materiais, ambientais e prejuízos econômicos estimados em R$ 57 milhões.

    Também há relatos de desabastecimento de água para consumo humano e animal em muitos municípios. Com o decreto de emergência será possível a renegociação de dívidas do PRONAF e o PROAGRO, por exemplo.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) estabeleceu um grupo para acompanhar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Em reunião com diretores dos departamentos de Políticas Agrícolas, Agricultura Familiar e de Defesa Agropecuária, além de diretores da Emater/RS, o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodrigues Júnior, solicitou que a Emater fizesse, ao longo dessa semana, um acompanhamento mais aprofundado da situação da safra do milho e da soja.

    De acordo com a Defesa Civil desde 1979 (quando teve início a série histórica) aproximadamente a cada dois anos há um evento de estiagem relevante, sendo o mais danoso o que ocorreu no ano de 2004, com 694 ocorrências registradas pela Defesa Civil do Estado (diversos municípios com mais de um registro de estiagem naquele ano). A última estiagem relevante ocorreu no ano de 2018, com 41 municípios afetados. O verão de 2019/20 não deve ter influência de “El Niño” nem de “La Niña”, caracterizando-se como um verão de “neutro”, porém espera-se chuvas abaixo da média, que é de cerca de 120 mm no mês de janeiro para o Estado do RS. Há previsão de chuva no Estado nesta quinta-feira.

  • Prefeito em exercício de Pinhal Grande faz reunião para avaliar a situação da seca

    O Prefeito em exercício Adilio Batistela, preocupado com a seca que vem assolando o município, decidiu reunir o Secretária da Agricultura, que na ocasião foi representado pelo chefe da Patrulha Agrícola Darci Ferreira dos Santos, a chefe local do Escritório da EMATER, Flavia Dalmolin Michelon e responsável pela Defesa Civil do município Oclecio Uliana, para obter mais informações sobre as perdas, ocasião em que ficou decidido que deverá ser feito um levantamento completo dos prejuízos nas lavouras, para poder decretar situação de emergência, tendo em vista que a EMATER já fez um prévio levantamento, onde aponta perdas significativas nas lavouras de soja, milho, feijão, tabaco e pastagens.

    Na reunião também ficou definido para que seja feito uma reunião na sexta-feira desta semana com outras entidades para decidir pela decretação de emergência.


    O Prefeito Adilio disse que caso ocorra uma chuva nos primeiros dias, mesmo assim grande parte da produção não será recuperada, falou também na questão do abastecimento de água que foi afetada pela longa estiagem, fazendo com que a Prefeitura estabelecesse o racionamento de água em determinados horários, lembrando que a população precisa se conscientizar, não desperdiçando a água.

    Para amenizar a situação dos agricultores, a Patrulha Agrícola vem se empenhando em fazer abertura e reabertura de bebedouros no interior do município para que não falte água também para os animais.

    Fonte e foto  Assessoria comunicação PMPG (Site)

  • Chuva ganha força na quinta-feira no Rio Grande do Sul

    Mesmo que na última semana tenha chovido sobre o Sul do Brasil, os acumulados não foram expressivos ou com boa distribuição. No Rio Grande do Sul, as lavouras estão com índices de umidade do solo abaixo de 50% nas áreas produtoras por conta da estiagem que percorre o Estado gaúcho desde o fim do ano passado.

    Uma nova frente fria se aproxima pela fronteira com o Uruguai e Argentina e nesta segunda-feira (06) deve provocar chuvas que podem vir com temporais (raios, ventos e granizo). No restante do Estado a chuva ocorre de forma mais isolada e há previsão de calor com forte sensação de abafamento.

    Na terça-feira (07), o sistema se desloca levando a chuva para toda a metade norte gaúcha e nas áreas produtoras as instabilidades perdem força e o sol volta a predominar com o avanço de uma nova massa de ar seco. Só volta a chover de forma mais generalizada no RS a partir da quinta-feira (09) com a passagem de mais uma frente fria.

    Confira a previsão para as seis regionais

    Fronteira Oeste

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira (06) na região. Atenção com temperaturas elevadas, mas sem calor extremo. Entre terça-feira (07) e quarta-feira (08), o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira (09) uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Campanha

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Central

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Interna

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Externa

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Zona Sul

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

     Por: IRGA
  • Apesar de expansão, mais de 70% das propriedades rurais no Brasil não têm acesso à internet

    O acesso à internet no campo é um dos principais desafios do agronegócio brasileiro. De acordo com o último Censo Agropecuário, de 2017, mais de 70% das propriedades rurais não possuem conexão.

    Segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), que faz o Censo:
    o Brasil tem 5,07 milhões de estabelecimentos rurais;
    71,8% não têm acesso à internet (3,64 milhões de propriedades)
    O IBGE considera estabelecimentos rurais como locais onde ocorre produção agropecuária como atividade de renda. Terras utilizadas em mineração, sítios, chácaras e áreas militares não são consideradas.

    Apesar do crescimento de 1.900% entre um Censo Agropecuário e outro (2006 e 2017), o acesso à internet deixa a desejar em um setor que movimentou mais de R$ 1,43 trilhão em 2018, o equivalente a mais de 20% do PIB brasileiro.

    Das 10 principais cidades produtoras do país, apenas Sapezal e Nova Mutum, municípios de Mato Grosso, têm mais propriedades com internet do que fazendas sem conexão.

    O Censo do IBGE mostra também que o município com mais estabelecimentos rurais sem acesso à internet é Cametá, no Pará. Mais de 11 mil propriedades declararam não ter conexão.

    Em São Félix do Xingu, cidade paraense que possui o maior rebanho bovino do país, são mais de 5.300 propriedades sem internet, o que equivale a 83% do total de estabelecimentos do município.

    A importância da internet na agropecuária
    Além de aumentar o acesso à informação e assistência técnica, a internet ajuda os produtores rurais a melhorar o uso de tecnologias nas fazendas.

    “A agricultura 4.0 é conectividade. É conseguir máquina com outra máquina, monitorar a propriedade. Você precisa dessas informações online, para conseguir tomar as decisões em tempo real”, explica a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá.

    “As tecnologias podem ser oportunidade para melhorar modelo de negócios, reduzir custos e melhorar a produção. O desafio da conectividade existe em toda a cadeia”, completa.

    Segundo Silvia, os grandes produtores conseguem investir em conectividade, contratando internet via satélite e instalando antenas nas propriedades para dar acesso à internet em todos os pontos da fazenda.

    Só que esse tipo de agricultor é minoria, e os pequenos e médios têm mais dificuldades em conseguir internet por meios convencionais e não possuem recursos para contratar uma conexão via satélite.

    Desafio da internet rápida
    “O desafio da internet é chegar ao meio rural. O 4G já funcionaria para a “fazenda do futuro”, funcionando bem, já resolveria o problema de conectividade”, diz Silvia, que chefia a Embrapa Informática Agropecuária, que é focada na criação de softwares para atividade rural.

    O 4G é uma conexão de internet móvel, utilizada diretamente por celulares, tablets e equipamentos, que normalmente é mais rápida que a internet fixa.

    A pesquisa TIC Domicílios, uma das principais do país sobre o assunto, diz que 77% dos usuários de internet na internet se conectam exclusivamente pelo telefone e 20% usam celular e computador.

    De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 4.757 dos 5.570 municípios brasileiros possuem sinal 4G (85%). Esse número, porém, leva apenas em conta a sede das cidades, que são bem distantes das propriedades rurais.

    A Anatel afirma que existem 15.469 áreas habitadas do país identificadas como localidades que não possuem conexão 4G. Até 2023 esse número deve cair para 13.996, de acordo com Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) da agência.

    Levando em conta apenas as áreas rurais, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) acredita que 800 das 7.645 áreas rurais habitadas do Brasil tenham 4G. Até 2023, o governo estima que mais 622 localidades terão acesso à tecnologia, chegando a 1.422.

    “É um contingente expressivo de população. E é uma demanda recorrente da atividade. Por exemplo, implantaram a Nota Fiscal Eletrônica, e tem produtor que não tem internet para fazer. O desafio é cobrir a zona rural”, afirma o gerente de universalização da Anatel, Eduardo Jacomassi.

    A agência afirma que recebe, em média por ano, 500 solicitações para expansão do acesso à internet.

    Como o governo pensa em expandir o acesso?
    Jacomassi disse que soluções estão sendo pensadas dentro do governo federal para que, no leilão do 5G, previsto para 2020, as operadoras sejam obrigadas a expandir a conectividade no campo.

    Outro plano é remanejar recursos públicos para ampliar o acesso. A Anatel espera que seja aprovado no Congresso Nacional um projeto de lei que permita a utilização de um fundo financiado pelas operadoras para garantir a universalização da telefonia fixa.

    Esse fundo, criado nos anos 2000, prevê, por exemplo, investimentos na instalação de orelhões pelo país, mas não estima investimentos no acesso à internet móvel. Segundo cálculos da agência, a mudança na legislação poderia garantir R$ 1 bilhão por ano em recursos para a ampliação da internet no país.

    Se o 4G, que é uma internet de alta velocidade que ajudaria na transmissão dos dados produzidos no campo, a banda larga com velocidade menor, está disponível em todo o território brasileiro, segundo MCTIC.

    “O lançamento do edital do 4G, em 2012, criou a obrigação (das operadoras) de atender a área rural com banda larga. É um atendimento tímido, de 1 mbps de velocidade, que o produtor tem direito”, diz Eduardo Jacomassi.

    Com relação à conexão com fibra óptica, uma internet banda larga com mais velocidade, o ministério afirma que 70% do país já possui acesso à tecnologia.

    Startups do agro: as Agtechs
    O agronegócio sabe a importância da conectividade e busca levar mais tecnologia para os produtores.

    Segundo um levantamento feito pelo fundo de investimentos SP Ventures parceria com a Embrapa, o país tem mais de 1.100 startups voltadas para a agropecuária, as Agtechs. Esse número é o triplo do que havia em 2017.

    O estudo mostra que essas empresas podem ser divididas da seguinte forma.

    Antes da fazenda: produção de fertilizantes sustentáveis, defensivos de origem biológica, empresas que fazem análise de crédito e que oferecem financiamento são alguns exemplos;
    Dentro da fazenda: aplicativos que fazem a gestão empresarial da fazenda, tecnologia que fazem o monitoramento agronômico da lavoura, genética de animais e genômica (novas variedades de plantas) fazem parte deste grupo;

    Depois da fazenda: rastreabilidade de toda a cadeia (como produção de gado e soja), logística (transporte e armazenamento) e lojas virtuais para a negociação dos produtos.
    Sabendo da deficiência do acesso à internet no campo, muitas startups oferecem, junto com seu produto principal, alternativas de conexão.

    No caso da gestão de dados da propriedade, existem tecnologias que conectam remotamente uma máquina com a outra, como um fone de ouvido Bluetooth consegue se conectar a um celular sem internet, por exemplo.

    Essa alternativa serve para fazendas que possuem internet na sede, mas que não consegue se espalhar pelos hectares de produção.

    Os equipamentos trocam informações durante o dia e, ao chegar em uma área com conexão, transmitem os dados para um servidor que gere essas informações, explica o analista associado da SP Ventures Murilo Vallota.

    Apesar de uma solução para essa brecha, Vallota acredita que, no momento em que as startups não tiverem que se preocupar com conexão, elas poderão oferecer produtos e aplicativos mais inovadores, já que as empresas se voltarão apenas no desenvolvimento de soluções para o campo.

    “A partir do momento que conectividade chegar de vez e as startups não vão precisar se preocupar com isso, novas soluções podem surgir nas Agtechs. Se acabar essa dor, eles vão poder focar em outras dores da fazenda”, afirma o analista da SP Ventures.

    Fonte: G1

  • Milho: preços devem se sustentar em 2020

    A safra 2019/20 deve começar com disponibilidade restrita de milho, num cenário de consumo doméstico crescente. A nova safra de verão deve ficar em linha com a registrada em 2019, o que não deve alterar de forma expressiva a disponibilidade interna no primeiro semestre. Assim, segundo pesquisadores do Cepea, há fatores de sustentação de preços no curto prazo, o que tende a estimular o semeio da cultura na segunda safra e, consequentemente, a elevar a oferta no segundo semestre. O forte movimento de alta nos preços domésticos no último trimestre de 2019 estimulou produtores a aumentarem a área semeada com milho primeira safra. Informações da Equipe de Custos do Cepea apontam que houve melhora nas relações de troca entre produtos e insumos nas principais regiões acompanhadas.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Mercado mantém cautela e leves altas em começo de semana cheio de novas notícias

    O mercado da soja inverteu o sinal e passou a trabalhar com ligeiras altas na Bolsa de Chicago no início da tarde desta segunda-feira (6). Os futuros da oleaginosa, por volta de 13h (horário de Brasília), subiam entre 1,50 e 3,25 pontos, levando o janeiro a US$ 9,33 e o maio/20, importante referência para a safra brasileira, a US$ 9,57 por bushel.

    Os traders retomam os negócios nesta semana com extrema cautela depois do susto da última sexta-feira (3), quando o mercado recuou mais de 1% diante da aversão ao risco que tomou conta dos negócios após o ataque dos EUA que matou o comandante iraniano Soleimani, no Iraque.

    “Com temores de escalada na tensão militar entre EUA e Irã, há garantia de lucros e ajuste de posições”, diz o consultor de mercado das AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Ainda no âmbito geopolítico, as relações entre China e Estados Unidos permanecem no foco. A última informação é de que uma delegação chinesa se prepara para ir aos EUA no dia 13 e realizar a a assinatura da primeira fase do acordo em 15 de janeiro. Até lá, permanecem a cautela, algumas especulações e expectativas.

    A semana é também de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o que mantém o mercado ainda mais na defensiva, à espera dos novos números.

    O clima na América do Sul também permanece em foco, já que há algumas regiões que preocupam pela falta de chuvas. As previsões indicam chuvas para todas as regiões do país no início desta semana. Áreas do chamado MATOPIBA deverão receber volumes consideráveis, porém, as precipitações deverão ser mais expressivas a partir desta 4ª feira (8). Atenção ainda ao extremo sul do Brasil, onde as chuvas ainda se mostram escassas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • RS pode ter perdas generalizadas com estiagem

    Se em outubro a chuva era intensa no Rio Grande do Sul, a ponto de atrasar o plantio da soja e do arroz, neste final de 2019 e começo de 2020 produtores de diversas regiões sofrem com a estiagem. E o cenário não é positivo. No último boletim divulgado em dezembro o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de neutralidade climática, sem El Niño ou La Niña, ou seja, a temperatura do Pacífico deve ficar dentro da média. Sem o El Niño a tendência para o estado gaúcho é de menos precipitações e mais calor. As temperaturas devem ficar, constantemente, próximas dos 40 graus e longos períodos sem chuva.

    A combinação climática não é nada favorável à algumas culturas. No milho estão previstas perdas de pelo menos 30%. Cerca de um milhão de toneladas de milho já foram perdidas no Rio Grande do Sul devido à estiagem severa, o equivale a 15% da produção do Estado. Na Região Central o município de Venâncio Aires deve decretar estado de emergência nesta sexta-feira (03). Grande parte do milho foi perdido e em diversas localidades, os produtores rurais estão enfrentando a falta de água para consumo das famílias e até dos animais.

    De acordo com a Emater-RS em Erechim, no Norte, são estimadas perdas de 10%. Em Pelotas, no Sul, a semeadura do grão foi paralisada pela estiagem, deixando para apostar na safrinha. No Vale do Taquari as áreas em fase de enchimento de grãos registram folhas queimadas e menos espigas, afetando a produção de grãos e silagem. Em Santa Maria, no Centro, as perdas são consideradas irreparáveis. Persistindo a estiagem, as perdas deverão aumentar significativamente.

    A soja também está sendo afetada. O calor excessivo está causando estresse hídrico nas lavouras, afetando a semeadura e a emergência das plantas. O plantio está 99% concluído.

    As lavouras de tabaco devem contabilizar as perdas no início da comercialização mas entidades do setor projetam de 16 a 20% de quebra. A seca queimou as folhas e lavouras inteiras. Com isso há perda de valor comercial e peso. A Região Centro-Sul é a mais afetada. Em muitas propriedades os agricultores optaram por arar a terra com o tabaco em cima e plantar milho. Na manhã de hoje o município de Camaquã decretou emergência.

    Em dezembro o acumulado de chuva foi de apenas 10 mm. Os prejuízos estão na soja, que teve uma quebra de 60% na produtividade, no tabaco 40%, milho 40%, feijão com perda de aproximadamente 80%, além de prejuízos na bacia leiteira e na área de pecuária. O prejuízo financeiro aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões na cidade. Ainda na região outros municípios também estão fazendo levantamento necessário para decretar emergência.

  • Tempo seco preocupa na América do Sul e soja sofre em regiões produtoras do Brasil e Argentina

    O 2020 começa com as condições de clima na América do Sul exigindo monitoramento constante, principalmente para a nova safra de soja do país. No Brasil, a virada do ano trouxe algumas chuvas em regiões que necessitavam bastante, assim como na Argentina. Entretando, o alívio ainda não parece ser permanente.

    Segundo informações do Commodity Weather Group (CWG), na Argentina, o estresse foi limitado, ao menos por agora, mas as previsões mostram que as precipitações seguirão limitas nos próximos 6 a 15 dias.

    De acordo com mapas, de 2 a 11 de janeiro, os volumes ficarão abaixo da média em importantes regiões produtoras do país, como o Chaca, Santa Fé e Buenos Aires, além de outras.

    No entanto, ainda como explicam os especialistas da agência meteorológica, o estresse pela condição do tempo seco se limita a algo entre 10% e 15% das áreas de soja e milho da Argentina, enquanto se expande para 35% da área de algodão nas próximas duas semanas.

    Nos próximos cinco dias, as previsões indicam chuvas de 6,35 a 31,75 mm, alcançando cerca de 45% das áreas de soja e milho argentinas.

    Para o Brasil, o alívio também deverá ser localizado, segundo as previsões do CWG. As precipitações, no próximos 7 dias, podem alcançar de 12,7 a 101 mm em algumas localidades, abrangendo até 95% da região produtora brasileira de soja e milho verão.

    “Algumas chuvas espalhadas foram registradas pelo norte e nordeste do Brasil nos últimos dois dias, mas a melhora começa a aparecer nesta segunda-feira, para aliviar alguns déficits”, diz o Commodity Weather Group em seu boletim diário.

    Ainda segundo os meteorologistas, o tempo seco volta a preocupar nos próximos 6 a 15 dias – como mostram os três mapas acima – em aproximadamente 1/4 da área de produção.

    São esperadas chuvas abaixo da média em estados como Minas Gerais, Bahia, partes de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul de 7 a 11 de janeiro. Já de 12 a 16, as precipitações seguem escassas no estado baiano, e voltam a se ausentar do Rio Grande do Sul. Para o Centro-Oeste, os volumes deverão ficar na média.

    “Para os próximos a tendência é de que as chuvas se concentrem no Centro-Norte do país, beneficiando regiões como o oeste da região Nordeste e norte de Minas Gerais, que vem vivenciando um regime de chuvas bastante irregular. Já no Rio Grande do Sul, o alívio ocorre somente em relação às temperaturas, devido ao avanço de uma massa de ar mais seco e frio. Aliás, com a mudança de padrão, a sensação tende a ser mais amenas em todo o Centro-Sul”, diz o meteorologista Tiago Robles, em um artigo publicado nesta quinta-feira (2).

    Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Wall Street abre 2020 com recordes, com estímulos da China alimentando clima otimista

    Os principais índices de Wall Street atingiram novos recordes na abertura do novo ano nesta quinta-feira, quando novos estímulos econômicos da China se somaram ao otimismo alimentado pelo abrandamento das tensões comerciais e pela melhoria da perspectiva global.

    O Dow Jones avançou ou 1,16%, para 28.869,95 pontos, o S&P 500 cresceu 0,84%, para 3.257,95, e o Nasdaq avançou 1,33%, para 9.092,19.

    O Banco Central da China informou na quarta-feira que reduziria a quantidade de dinheiro que todos os bancos devem reter como reservas, no oitavo corte desde o início de 2018. A iniciativa de injetar novos estímulos na economia chinesa impulsionou os mercados de ações em todo o mundo.

    O índice de referência S&P 500 alcançou seu 11º recorde em 14 sessões e registrou o maior ganho percentual diário em três semanas. O Dow Jones registrou seu maior ganho em quase quatro semanas e o Nasdaq, o maior em quase três meses.

    O estímulo econômico na China, juntamente com o alívio das tensões comerciais entre Washington e Pequim, reforçaram o otimismo de que a economia global acelerará em 2020.

    “O mercado esteve em alta o dia todo por causa das notícias de que a China está com flexibilização monetária”, disse Tim Ghriskey, estrategista-chefe de investimentos do Inverness Counsel, em Nova York. “Com o acordo comercial como pano de fundo, é um fator positivo”.

    Entre os setores da S&P 500, os segmentos de tecnologia e industrial, ambos com alta exposição à economia chinesa, avançaram mais de 1% e lideraram em ganhos percentuais. As ações da Apple, que têm sido um indicador do sentimento comercial, terminaram valorizadas em 2,3% e ultrapassaram o valor de 300 dólares.

    O longo rali em Wall Street provocou algumas preocupações de que as ações norte-americanas sejam vulneráveis ​​a uma retração, especialmente se o crescimento econômico não ganhar ritmo como esperado ou se as tensões comerciais entre Estados Unidos e China reacenderem.

    “As ações de capitalização alta estão precificadas para perfeição”, disse Peter Cecchini, estrategista-chefe de mercado global da Cantor Fitzgerald, em Nova York. “Parece que estamos demasiadamente comprados, considerando os riscos que vemos”.

    Além do sentimento econômico positivo, os dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostraram que o número de americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu na semana passada.

    Outros dados da Grande China, mostrando que a receita bruta de jogos em Macau caiu menos do que o esperado em dezembro, impulsionaram as ações das operadoras de cassino dos EUA. As ações da Wynn Resorts Ltd, da Las Vegas Sands Corp e da Melco Resorts & Entertainment Ltd cresceram entre 2% e 4%.

    Banco central da China intensifica reformas para reduzir taxas de juros

    Beijing, 2 jan (Xinhua) — No mais recente esforço para impulsionar o crescimento, o banco central da China prometeu reformas baseadas no mercado, com o objetivo de reduzir significativamente os níveis de taxas de juros reais e os custos de financiamento social.

    A política monetária prudente deve ser adotada com flexibilidade moderada para manter a liquidez do mercado em um nível razoavelmente amplo, de acordo com um comunicado publicado nesta quarta-feira após uma reunião regular do comitê da política monetária do banco central.

    A China garantirá que os aumentos na oferta monetária M2 e no financiamento agregado estejam em consonância com o crescimento nominal do PIB, afirmou o comunicado, excluindo a possibilidade de estímulos “semelhantes a inundações”.

    A reforma estrutural no lado da oferta financeira será avançada para reforçar o apoio ao desenvolvimento de alta qualidade, e serão feitos maiores esforços para orientar as instituições financeiras a aumentar seus empréstimos à economia real.

    A entidade também prometeu expandir a abertura financeira nos dois sentidos, impulsionar a mudança para novas referências de preços de empréstimos pendentes e manter a taxa de câmbio do yuan basicamente estável em um nível razoável e equilibrado.

    O banco central buscará um equilíbrio entre um crescimento estável e a prevenção de riscos, ancorar as expectativas do mercado e evitar riscos financeiros sistêmicos, afirmou o comunicado.

    Fonte: Reuters/Xinhua (agencia estatal)
  • Safra de soja do Brasil 2019/20 estimada em 123,5 mi t, diz adido do USDA

    O Brasil deverá colher um recorde de 123,5 milhões de toneladas de soja em 2019/20, e as primeiras colheitas devem estar prontas para exportação neste mês, disse o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) em relatório.

    Com esse volume esperado, o adido reafirmou expectativas de que o Brasil se torne o maior produtor global de soja em 2019/20, superando os EUA, que tiveram uma quebra de safra de cerca de 20% nesta temporada.

    Contudo, mesmo com a diferença causada pela quebra, o adido apontou que a produção esperada para o Brasil em 2019/20 supera todas as melhores safras já colhidas pelos norte-americanos.

    O adido elevou levemente sua previsão de área plantada, para 36,8 milhões de hectares, com base em um “exuberante” mercado de soja, além de questões cambiais.

    Ele acredita ainda que os preços vão impulsionar os produtores a semear uma área um pouco maior.

    Para a temporada 2019/20 (de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), o representante do USDA estima exportações de 75 milhões de toneladas de soja brasileira, ante número revisado para cima de 73 milhões no ciclo 2018/19.

    Soja/Secex: exportação do complexo recua 4,5% em volume e 14,4% em receita

    São Paulo, 02/01 – As exportações brasileiras do complexo soja somaram 96,718 milhões de toneladas em 2019, com receita de US$ 34,78 bilhões. O resultado aponta queda de 4,5% em volume e 14,4% em receita na comparação com 2018, quando os embarques atingiram 101,242 milhões de toneladas e o faturamento, US$ 40,64 bilhões. Os dados foram divulgados nesta tarde pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.
    Em dezembro, os embarques do complexo somaram 5,136 milhões de toneladas, recuo de 8,3% ante os 5,600 milhões de toneladas de igual período de 2018 e de 19,6% na comparação com os 6,385 milhões de toneladas de novembro. Já em receita, as exportações totalizaram US$ 1,840 bilhão, 15% abaixo dos US$ 2,165 bilhões de dezembro de 2018 e 21,1% menor que a de novembro de 2019, de US$ 2,333 bilhões.
    A queda nos embarques no ano passado se deve a uma safra menor em 2018/19, à demanda chinesa mais fraca em virtude da peste suína africana e às compras da China nos Estados Unidos nos últimos meses do ano. Ainda assim, o dólar forte ante o real em vários momentos de 2019 estimulou vendas externas da oleaginosa brasileira.
    Só de soja em grão; as exportações chegaram a 78,653 milhões de toneladas no ano. Na comparação com 2018, quando o Brasil exportou 83,230 milhões de toneladas, o recuo foi de 5,5%. A receita com as vendas externas do grão atingiu US$ 28,11 bilhões, recuo de 15% ante o ano anterior (US$ 33,06 bilhões).
    Em dezembro, o País embarcou 3,439 milhões de toneladas de soja em grão, queda de 15,5% em relação aos 4,070 milhões de igual mês de 2018. Já na comparação com novembro, quando o volume exportado foi de 5,157 milhões de toneladas, o recuo chegou a 33,3%. A receita com os embarques da oleaginosa atingiu US$ 1,257 bilhão, recuo de 20% em relação a dezembro do ano anterior (US$ 1,572 bilhão) e de 33,6% ante novembro (US$ 1,894 bilhão).
    De farelo de soja, o volume exportado somou 17,016 milhões de toneladas em 2019, aumento de 2,1% ante 2018 (16,669 milhões de toneladas). A receita totalizou US$ 5,99 bilhões, recuo de 9,5% ante os US$ 6,62 bilhões em 2018.
    Em dezembro, as exportações do País totalizaram 1,667 milhão de toneladas, aumento de 11,9% ante dezembro de 2018 (1,490 milhão de toneladas) e de 37,4% em relação ao mês anterior (1,213 milhões de toneladas). O faturamento com as vendas externas foi de US$ 561,8 milhões, queda de 1% ante dezembro de 2018, quando o País havia obtido US$ 567,2 milhões com os embarques de farelo. Na comparação com novembro (US$ 429,8 milhões), o incremento foi de 30,7%.
    Já de óleo de soja o Brasil exportou 1,049 milhão de toneladas em 2019, recuo de 21,8% ante o ano anterior, quando o País havia embarcado 1,342 milhão de toneladas. Já a receita de exportação totalizou US$ 678,10 milhões, recuo de 29,1% ante 2018 (US$ 956,60 milhões).
    Em dezembro, as exportações totalizaram 29,1 mil toneladas, queda de 25,4% ante igual período de 2018 (39 mil toneladas). O volume, contudo, superou em 117,2% os embarques de novembro (13,4 mil toneladas). A receita referente às vendas externas somou US$ 20,7 milhões em dezembro, queda de 21,0% ante igual período do ano anterior, quando os recursos alcançaram US$ 26,2 milhões, mas alta de 127,5% ante novembro. Naquele mês a receita somou US$ 9,1 milhões.
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    Fonte: Reuters/Agencia Estado