Notícias

  • Mercado Comercial

    Preços para hoje: 11/11/2019
    Soja: R$ 78,00
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (08/11/19): Janeiro -5,5 ponto a US$ 9,31 por bushel / Março -4,75 ponto a US$ 9,44 por bushel.

    Dólar (08/11/19): +1,83% à R$ 4,168.

    “…Mercado, em relação à guerra comercial entre China e Estados Unidos, que hora avança, hora dá sinais de retrocesso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, (afirmou a repórteres) que não concordou em reverter às tarifas sobre a China, mas que Pequim gostaria que ele fizesse isso. De acordo com Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, quanto mais à situação entre os dois países se estender, melhor para o Brasil, já que com o avanço da safra 19/20 no Brasil, a China pode voltar a atender sua demanda com a soja brasileira.

    CLIMA – AMÉRICAS

    Clima para os próximos 5 dias trazem a chegada de uma massa de ar quente de alta pressão sobre o Nordeste brasileiro, o que impede a formação e chegada de chuvas sobre o MATOPIBA e partes do Centro-Oeste. Entre 9 e 13 de novembro, um padrão mais seco e com temperaturas mais quentes se estabelece sobre o oeste da Bahia, centro e sul do Piauí, sul do Tocantins, norte e nordeste de Goiás e quase toda região sojicultora de Minas Gerais. O Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo e o Paraná deverão receber totais entre 15-35mm acumulados no mesmo período.”

    Pregão noturno agora: Janeiro -5 ponto a US$ 9,26 por bushel / Março -5 ponto a US$ 9,39 por bushel.

  • Cuidados necessários na semeadura da soja

    Uma boa lavoura de soja se inicia pela semeadura, processo esse que consiste em abertura de sulco, deposição de fertilizantes e sementes e fechamento de sulco. Este processo é influenciado por vários fatores, um deles é a umidade do solo  no momento da semeadura.

    Este fator impacta diretamente na produtividade, pois um solo com umidade excessiva, dificulta  a emergência e torna a sementes mais vulnerável a patogenos e pragas. Além disso as plantas que emergem de um solo excessivamente úmido não possuem vigor adequado.

    Esse cenário torna-se pior ainda quando a semeadura é realizada em solo encharcado e logo após a semeadura ocorrem chuvas torrenciais, como visto nos últimos dias.

    Nas duas últimas semanas foram conduzidos trabalhos na Área Experimental da Cotrijuc / Getagri da semeadura e solo encharcado com o intuito de avaliar quais são os impactos. Na safra de 20187/2018 a semeadura foi iniciada 24 horas após uma chuva de 70 mm, e repetida a cada 24 horas até o solo obter condições ideais de semeadura.

    Confira os resultados:

    Momento da Semeadura                  Produtividade

    24h após a chuva*                                            72,7 scs/ha
    48h após a chuva                                             74,6 scs/ha
    72h após a chuva                                             74,7 scs/ha
    96h após a chuva                                             79,4 scs/ha

    * Chuva de 70mm

    Já na safra seguinte 2018/2019 a semeadura 24 horas após uma chuva de 40 mm ainda recebeu uma chuva de 25mm 4 horas após a semeadura e os resultados são os seguintes:

    Momento da Semeadura                  Produtividade

    24h após a chuva*                                            60,1 scs/ha
    48h após a chuva                                             61,7 scs/ha
    72h após a chuva                                            62,5 scs/ha
    96h após a chuva                                             64,3 scs/ha

    * Chuva de 40mm ** Chuva de 25mm

    Este trabalho foi conduzido em um solo que possui em médio 30% de argila. Lembrando que o período de espera após a chuva varia de acordo com o solo apenas quando o mesmo apresentar condições de semeadura. Além do cuidado com a umidade, é importante semear em um profundidade e velocidade de 4 a 6 km/h respeitando as limitações da semeadora e do solo que está semeado.

    Associado, consulte o departamento técnico-agricola da Cotrijuc e verifique a melhor opção para a sua lavoura.

    Fonte: Felipe Michelon, coordenador técnico da Area Experimental Cotrijuc e Engenheiro Agrônomo.

     

  • Milho abre a quinta-feira com leves altas em Chicago na espera pelo relatório do USDA

    A quinta-feira (07) começa com poucas movimentações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 0,75 e 1,00 ponto por volta das 08h54 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,79 com ganho de 0,75 pontos, março/20 valia US$ 3,88 com valorização de 1 ponto, o maio/20 era negociado por US$ 3,95 com alta de 0,75 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 4,01 com elevação de 0,75 pontos.

    Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros do milho se movimentam pouco, na espera da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta sexta-feira.

    “O foco do mercado tem sido o relatório mensal de fornecimento e demanda de sexta-feira do USDA para uma nova indicação sobre a safra de milho dos EUA, interrompidas pela chuva deste ano”, diz Karl Plume da Reuters Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com pequenas altas nesta 5ª e se ajusta antes do novo USDA

    Os preços da soja têm leves altas nesta manhã de quinta-feira (7) na Bolsa de Chicago. Os futuros da commodity, por volta de 7h20 (horário de Brasília), subiam entre 3,25 e 3,50 pontos, com o janeiro em US$ 9,31 e o maio em US$ 9,56 por bushel.

    O mercado recupera parte das últimas baixas do pregão anterior, quando foi pressionado pela notícia de que a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping aconteça somente em dezembro. No entanto, à espera dos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders reajustam suas posições.

    O novo boletim mensal de oferta e demanda será reportado nesta sexta-feira, 8 de novembro, e pode, segundo analistas e consultores, trazer algumas correções na safra de soja dos EUA após tantos problemas com o clima.

    “Os comentários do mercado dão conta de que a espera é por uma safra de pouco mais de 95 milhões de toneladas frente as 96,6 milhões apontadas pelo USDA em outubro”, diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mercado Comercial

    Preços para hoje: 07/11/2019
    Soja: R$ 77,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (06/11/19): Janeiro -6,75 ponto a US$ 9,27 por bushel / Março -6,5 ponto a US$ 9,40 por bushel.

    Dólar (06/11/19): +2,22% à R$ 4,082.

    “…Monotonia do mercado desestimula gestores de fundos na manutenção das posições em commodities agrícolas. A falta de atividade política na “reconciliação comercial” entre EUA e China adiciona sérias dúvidas sobre a possibilidade da assinatura da “Fase 1 do Acordo Comercial” – prometida há quase 2 meses. A atenção do mercado brasileiro ficou sobre os leilões de direito de uso de alguns campos de extração de petróleo. O Governo esperava arrecadar um total de R$107 bilhões com a venda das concessões, entretanto apenas 66% deste total foi levantado por compras da estatal Petrobrás. Empresas privadas que estavam listadas no leilão não conseguiram o arremate e não demonstraram interesse nas demais opções disponíveis. O Governo brasileiro continua na necessidade de elevar o caixa com capital estrangeiro.

    CLIMA – AMÉRICAS

    Clima; volta das chuvas sobre as regiões do Centro-Sul do Brasil que sofriam com severas secas por dias, e semanas em alguns casos. Além do mais, o Paraguai, que vem presenciando faltas de chuvas desde o início de plantio, deve se beneficiar desta rodada de precipitações nos próximos 5 dias..”

    Pregão noturno agora: Janeiro +2 ponto a US$ 9,29 por bushel / Março +1,5 ponto a US$ 9,42 por bushel.

  • O que determina a qualidade da carne bovina?

    Atualmente a Brasil é um dos mais importantes produtores e o maior exportador de carne no mundo, comercializando com mais de 80 países. É também um dos maiores consumidores de carne bovina (40kg/habitante/ano), sendo em torno de 80% desse consumo produzido no país. Mas que carne é essa que estamos consumindo?

    Extremamente amplo, o termo “qualidade de carne” tem uma dimensão que ultrapassa a ideia de “maciez e suculência”. Pode-se pensar em qualidade ambiental, sanitária, organoléptica e nutricional, chegando até o conceito de qualidade social do produto obtido a partir da transformação do músculo bovino. Ou seja, a atenção a legislação sanitária, ambiental e trabalhista, em busca da sustentabilidade da cadeia produtiva.

    Porém, dentre todas essas “qualidades”, a maciez se destaca, quando o foco é o elo mais importante da cadeia produtiva, o consumidor. A carne bovina, como qualquer outro alimento, precisa, num primeiro momento, atender às expectativas referentes a qualidade sensorial.  Mas o que, afinal, determina maciez da carne bovina?

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    Muitos fatores interferem na maciez da carne. São relevantes a idade do animal ao abate, a alimentação, a raça e o sexo, além dos manejos pré e pós abate, como transporte, resfriamento e maturação da carcaça, etc..

    Idade ao abate

    A idade ao abate está diretamente relacionada ao sistema de alimentação que o animal está submetido. A melhora no nível nutricional reflete na redução da idade ao abate e também pode determinar maior deposição de gordura, tanto de cobertura como marmoreio. Isso ocorre devido a modificação na composição do ganho de peso dos animais, em função da maior disponibilidade de energia e proteína na dieta.

    Raças e cruzamentos

    Nas mesmas condições de manejo, raças taurinas apresentam maior maciez na carne quando comparados à raças zebuínas, devido a maior precocidade para terminação (deposição de gordura mais rápida) e ainda maior ação da enzima calpaína (responsável pela degradação das fibras musculares) dos genótipos europeus. Via de regra, raças europeias britânicas, como Angus e Hereford, são mais precoces que as continentais, possibilitando abate em idade mais jovem com melhor grau de acabamento e marmorização da carcaça.

    A deposição de gordura de cobertura (grau de acabamento) relaciona-se com capacidade de evitar o resfriamento rápido da carcaça, tendo essa característica efeito na maciez final da carne. Carcaças com pouca gordura de cobertura estão mais sujeitas a produzirem carne dura, uma vez que os músculos ficam mais expostos ao resfriamento, podendo sofrer o encurtamento pelo frio, causando o endurecimento da carne.

    Embora a gordura de marmoreio tenha alta relação com a suculência dos cortes cárneos, muitos estudos apontam que apenas entre 5 a 10% da variação na maciez da carne pode ser devido à deposição de gordura de marmoreio.

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    Sexo

    A variação na maciez da carne de acordo com o sexo do animal (fêmea, macho inteiro ou castrado), está ligada a velocidade e a composição do ganho de peso do animal, que se reflete na proporção músculo/gordura. Fêmeas atingem um acabamento de carcaça ideal mais cedo que machos castrados, que por sua vez são mais precoces que os inteiros.

    Considerações finais

    É crescente a necessidade de produzir carne que atenda os mercados mais exigentes, e isso tem sido preocupação para produtores e indústrias frigoríficas. A redução da idade de abate tem sido uma das principais estratégias para a produção de carnes mais macias. Porém, somente reduzir a idade de abate não garante a maciez da carne.

    Mais do que controlar a idade cronológica, é importante a escolha da raça/cruzamento e o sistema de alimentação adequado, o qual refletirá em altos ganhos médios diários, traduzindo-se no escore de condição corporal ideal para o momento do abate. Sempre considerando que cada produtor deve analisar a viabilidade técnica e econômica do seu sistema de produção.

    Daniele Furian Araldi*

    *Zootecnista, Mestre em Produção Animal, Docente dos Cursos de Medicina Veterinária e Agronomia/Área de Produção Animal da Fazenda Escola da Universidade de Cruz Alta.

     

     

  • Governo libera mais recursos para seguro rural em 2019

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quarta-feira (30) a Resolução nº 69 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR), que trata do aumento do orçamento destinado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a distribuição dos recursos.

    A medida foi possível em função do descontingenciamento de R$ 50 milhões em recursos da pasta, o que permitirá apoiar a contratação de aproximadamente 12 mil novas apólices. Do total desbloqueado, cerca de R$ 30 milhões serão destinados para os grãos (soja, milho 1ª safra, feijão, arroz), R$ 10 milhões para as frutas, R$ 300 mil para a pecuária e o restante para as demais culturas.

    Em março deste ano, houve o contingenciamento de R$ 70 milhões de recursos do Ministério, o que impactou o orçamento de R$ 440 milhões para R$ 370 milhões em 2019 para o custeio das despesas com o PSR.

    Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, o governo tem demonstrado que o seguro rural é um dos mais importantes instrumentos da política agrícola, que contribui com a estabilidade econômico-financeira dos produtores em situações de adversidades climáticas.

    “Com o fomento do PSR, já temos 14 companhias seguradoras credenciadas no programa ofertando produtos aderentes à realidade do campo. Entre 2018 e 2019, os produtores receberam mais de R$ 3,2 bilhões em indenizações dessas empresas”.

    Segundo ele, existe ainda a possibilidade de liberação de mais R$ 20 milhões no PSR para subvencionar o prêmio do seguro rural, o que contemplaria todo o orçamento aprovado para 2019 (R$ 440 milhões).  “Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso Nacional”, complementa.

  • Conab divulga resultado da pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem

    O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Os índices, que incluem também a perda em armazenagem, serão divulgados nesta terça-feira (5), durante o I Seminário sobre Eficiência e Redução de Perdas no Armazenamento e Transporte de Grãos no Brasil, em Curitiba/PR.

    As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui.

    O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.

    Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.

    Os estudos serão divulgados durante o seminário e a apresentação dos artigos técnicos referentes a cada uma das pesquisas estará disponível no portal da Conab após o término do evento.

  • Chuva preocupa triticultor e sustenta valores no RS

    Fortes chuvas no Rio Grande do Sul têm deixado agentes atentos às condições das lavouras, que podem registrar perdas. Segundo colaboradores do Cepea, por enquanto, produtores aguardam para avaliar possíveis estragos, mas esse cenário já tem sustentado os preços do cereal no estado sul-rio-grandense e limitado as quedas nos valores do trigo no Paraná.

    Já quando comparadas as médias estaduais mensais de setembro e outubro, os preços recuaram nos estados do Rio Grande do Sul (12,3%), Paraná (3,4%), São Paulo (1,7%) e Santa Catarina (0,6%).

  • Argentina deve aumentar impostos sobre exportação

    A Argentina, que terá um novo presidente no final do ano de 2019, já que Alberto Fernandez foi eleito ao lado de Cristina Kirchner em primeiro turno, deve aumentar os impostos sobre exportação de commodities. Foi isso que informou o consultor Michael Cordonnier, em um texto publicado no portal agropages.com.

    “Não se sabe muito sobre as políticas econômicas futuras em potencial da presidente eleita Fernandez, mas sabemos muito sobre as políticas econômicas da vice-presidente Kirchner no passado, quando ela foi presidente por dois mandatos e é por isso que o setor agrícola está muito preocupado”, diz ele.

    O presidente eleito Fernandez não nomeou nenhum ministro nem detalhou como ele pretende retirar a Argentina do “abismo econômico”, mas uma mudança que muitos observadores esperam é um aumento nos impostos de exportação de commodities. Atualmente, o imposto sobre a soja é de 25% e pode aumentar para 30%. O imposto atual sobre milho e trigo é de 7% e pode aumentar para 12%.

    “O presidente terá que controlar as despesas e aumentar a receita do governo, e a maioria das pessoas sente que ele aumentará as receitas instituindo impostos de exportação mais altos, provavelmente a partir de 1º de janeiro de 2020. Enquanto isso, espera-se que os agricultores sejam vendedores agressivos de seus grãos, a fim de para se antecipar aos potenciais aumentos de impostos. Um aumento nos impostos de exportação provavelmente ajudaria a estabilizar o peso argentino, o que é absolutamente necessário se eles tiverem alguma esperança de pagar suas dívidas e evitar outro incumprimento”, indica.