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  • Produtores rurais têm até 30 de junho para informar ocorrência de javalis no Rio Grande do Sul

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) convida os produtores rurais gaúchos a participarem de um levantamento sobre a ocorrência de javalis e seus impactos nas propriedades rurais. O questionário pode ser respondido até o dia 30 de junho e tem como objetivo reunir informações que auxiliem o Serviço Veterinário Oficial no planejamento de ações de vigilância, prevenção e controle desses animais.

    As informações fornecidas pelos produtores são fundamentais para identificar as áreas com presença de javalis e avaliar os riscos que eles representam para a agropecuária, o meio ambiente e a sanidade animal. Os dados coletados contribuirão para a proteção dos rebanhos, da produção rural e dos ecossistemas.

    O questionário é preenchido de forma on-line, não possui caráter fiscalizatório e pode ser acessado pelo link.

    “A participação dos produtores é essencial para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de animais asselvajados no Estado e aprimorar as estratégias de monitoramento e controle adotadas pelos órgãos de defesa agropecuária”, destaca a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi Grazziane Rigon.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Estratégia de manejo de pastagens leva Chácara da Taipa ao destaque na categoria Produtividade da Terra do Top RS Leite de Verdade

    A busca incessante por eficiência e a valorização do trabalho técnico transformaram a rotina da Família Quatrin, proprietária da Chácara da Taipa, em um case de sucesso no Rio Grande do Sul. Recentemente reconhecida com o troféu Top RS Leite de Verdade, na categoria Produtividade da Terra Sistema Não Confinado (Região Sul), a propriedade exemplifica como a gestão estratégica transforma a produção leiteira em resultados de alta performance.

    O reconhecimento é o reflexo de uma filosofia de produção que coloca o cuidado com os recursos básicos solo, pastagens e bem-estar animal no centro da operação. Para Acemar Quatrin, produtor de leite e patriarca da família, a conquista do troféu é o reconhecimento de uma rotina rigorosa e apaixonada. Segundo ele, o segredo foi a implementação de um manejo diferenciado. “A gente fez todo o piqueteamento e gera sempre um pasto de boa qualidade. A gente sempre procurou melhorar essa parte e eu acho que deu certo”, destaca o produtor.

    O sucesso na Chácara da Taipa também passa pela colaboração técnica, fundamental para elevar o patamar produtivo. Andréia Beck, Assistente Técnica de Campo da CCGL, que acompanha de perto o desenvolvimento da família, aponta o foco técnico como o diferencial. “A Família Quatrin é muito focada na produção de volumosos. O meu trabalho aqui foi unir a nutrição dos animais com a reprodução”, explica Andréia.

    O troféu simboliza a valorização do setor leiteiro gaúcho e o esforço conjunto entre produtores e consultoria técnica. Gabrieli Nunes Quatrin, produtora e integrante da nova geração da família, enfatiza que o resultado é fruto de um acompanhamento constante. “Sem dúvidas, o auxílio da Andréia, estando aqui presente, ajudando no dia a dia, seja por mensagem ou presencial, sempre nos auxiliou. É um reconhecimento também dela e do trabalho e esforço permanentes que ela tem aqui conosco”, conclui Gabrieli.

    Com foco na sustentabilidade produtiva, a Chácara da Taipa reafirma seu compromisso em produzir leite de qualidade, consolidando-se como referência regional ao transformar a dedicação diária no alimento que chega às mesas dos gaúchos.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Culturas de cobertura reforçam manejo de daninhas

    As culturas de cobertura ocupam posição estratégica nos sistemas agrícolas por contribuírem para a manutenção do solo e para o manejo integrado de plantas daninhas. Segundo o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), essas espécies também limitam condições necessárias à germinação e ao desenvolvimento de plantas indesejadas.

    Ao ocupar o espaço disponível e reduzir a incidência de luz, a cobertura vegetal dificulta o estabelecimento das plantas daninhas. Esse efeito ajuda a diminuir a produção de sementes e sua disseminação pela área, reduzindo a capacidade de renovação das infestações ao longo do tempo. Com menos espaço e luminosidade, o ambiente se torna menos favorável ao avanço dessas espécies nos sistemas produtivos.

    Outro ponto relevante é a formação de palhada. A camada deixada sobre o solo contribui para restringir a produção e a dispersão de sementes de plantas daninhas, auxiliando na redução do banco de sementes. O efeito acumulado dessa prática pode reduzir a presença dessas plantas nos ciclos seguintes.

    A contribuição das culturas de cobertura se amplia quando a prática é associada a outras medidas de manejo integrado. Essa combinação favorece a diversificação dos sistemas produtivos e reduz a pressão de seleção sobre os herbicidas, aspecto essencial para prevenir e manejar a resistência.

    Dessa forma, o uso de cobertura vegetal vai além da manutenção do solo. A prática integra uma estratégia contínua para limitar o desenvolvimento de plantas daninhas, conter a produção e a disseminação de sementes e preservar a eficiência das ferramentas de manejo. A adoção conjunta de diferentes medidas permite atuar sobre mais de uma etapa do ciclo das plantas daninhas e torna o sistema produtivo mais diversificado.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo integrado avança no plantio direto

    A resistência crescente de plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de conservar a estrutura do solo têm levado produtores a buscar novas estratégias no sistema de plantio direto. O avanço das aplicações químicas nem sempre garante o controle esperado e, em muitos casos, amplia o custo por hectare.

    Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre os principais desafios nas lavouras. O problema é agravado pela permanência do banco de sementes no solo, que pode seguir viável por anos. Em um sistema adotado em mais de 35 milhões de hectares no Brasil, o manejo dessas invasoras passou a ter peso agronômico e econômico ainda maior.

    Nesse cenário, ferramentas mecânicas de baixa mobilização vêm ganhando espaço no pré-plantio como complemento ao manejo químico. A proposta é atuar de forma superficial, auxiliando no controle inicial das plantas daninhas e na organização da palhada, sem comprometer os princípios do plantio direto.

    A tecnologia da linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nesse momento ao promover a desestruturação inicial das invasoras e estimular a germinação do banco de sementes. Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da São José, essa ativação favorece maior eficiência na dessecação e pode reduzir a necessidade de aplicações sequenciais.

    Ensaios conduzidos pela GeoMec em áreas comerciais do Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode, em condições específicas, eliminar o uso de herbicidas nessa etapa. Os estudos apontam economia de até 100% nesses insumos, incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare.

    Além do efeito agronômico, a operação contribui para ampliar a eficiência no campo, com maior capacidade de cobertura de áreas e melhor aproveitamento das janelas de plantio. A adoção já é observada em regiões do Sul e do Oeste do país, com tendência de avanço de sistemas integrados.

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Rio Grande do Sul avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

    O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, nesta terça-feira (24/6), no BarraShoppingSul, em Porto Alegre.

    Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

    A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

    Rio Grande do Sul na liderança

    O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O Estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

    Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Em 2025, o Estado lançou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou o secretário.

    Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

    Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Combinação de calor e umidade representa risco direto à produtividade e ao bem-estar de bovinos leiteiros

    O estresse térmico pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução, aumentar a ocorrência de doenças e diminuir a produção e a qualidade do leite. Em situações críticas, estimativas indicam perdas potenciais expressivas na produção diária, especialmente em vacas de maior produtividade. É o que aponta a Circular técnica 33 – Risco potencial de estresse térmico calórico para bovinos leiteiros nas regiões ecoclimáticas do RS, publicada recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    Segundo uma das autoras do estudo, pesquisadora e médica veterinária do DDPA, Adriana Tarouco, a ideia é alertar para o aumento do risco de estresse térmico. “A Circular avaliou dados de temperatura do ar e umidade relativa registrados em 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), considerando as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025”, explica.

    A publicação mostra que, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem situação de estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto revelam um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. “O risco foi mais evidente nos verões, quando cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado nos ciclos 2023/2024 e 2024/2025. Em alguns locais, os máximos absolutos do ITU chegaram a níveis severos ou críticos”, destaca Adriana.

    Conforme outra autora do estudo, pesquisadora Ivonete Tazzo, as regiões mais vulneráveis foram Vale do Uruguai, Baixo Vale do Uruguai, Missioneira e Depressão Central, áreas de menor altitude e com maior exposição a temperaturas elevadas. “O destaque é o Vale do Uruguai, uma das principais bacias leiteiras do Estado, onde a combinação de calor e umidade representa risco direto à produtividade e ao bem-estar dos animais”, alerta.

    “No verão 2023/2024, por exemplo, o Vale do Uruguai registrou apenas 30,6% das horas em conforto térmico, enquanto o Baixo Vale do Uruguai teve apenas 25,2%. No verão seguinte, o Baixo Vale do Uruguai manteve a condição mais crítica, com 28,7% das horas em conforto e mais de 20% do período em estresse severo ou crítico”, exemplifica Ivonete.

    A primavera também apresentou sinais de agravamento. “Apesar de os ITUs médios terem permanecido, em geral, abaixo do limite de estresse, houve aumento progressivo entre 2022 e 2024. Os máximos absolutos indicaram situações severas em várias regiões, especialmente no Vale do Uruguai e no Baixo Vale do Uruguai, que chegaram a valores próximos ou acima do limite crítico”, pontua a pesquisadora.

    O que fazer

    A Circular reforça que o monitoramento contínuo das condições meteorológicas e do ITU deve fazer parte da rotina dos sistemas leiteiros, principalmente nos períodos mais quentes do ano. Entre as medidas recomendadas estão sombreamento natural ou artificial, oferta permanente de água fresca, ventilação, ajustes no manejo alimentar e maior atenção durante ondas de calor. O estudo também evidencia a necessidade de estratégias regionalizadas, já que regiões de maior altitude, como as Serras do Nordeste e do Sudeste, apresentaram condições mais favoráveis de conforto térmico.

    “Em síntese, a publicação chama a atenção para um desafio crescente da cadeia leiteira gaúcha: adaptar os sistemas de produção a um ambiente climático mais quente e variável, reduzindo perdas produtivas e protegendo o bem-estar dos animais”, conclui Adriana.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Canola tem área de cultivo duplicada no RS

    A canola é o grande destaque da Safra de Inverno 2026 no Rio Grande do Sul. Com expectativa de aumento de área de cultivo de 102,64%, a canola deverá florescer em 353.397 hectares, atingindo uma produção de 571.975 toneladas, 100,35% superior à safra passada (2025), que foi de 285.481 toneladas. A produtividade média esperada, de 1.619 kg/ha, está -2,09% abaixo da média passada, quando o Estado registrou 1.653 kg/ha. Os demais cultivos de inverno registram diminuição da área a ser cultivada.

    As estimativas iniciais da Safra de Inverno no RS foram apresentadas pela Emater/RS-Ascar nesta segunda-feira (22/06), no Escritório Central, em Porto Alegre, com a presença da Diretoria e gerentes estaduais da Instituição, secretários estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), além da imprensa, e podem ser conferidas no link https://www.youtube.com/watch?v=76WzJIvY5jU.

    O levantamento foi feito de 04 de maio a 16 de junho e abrangeu 99,89% municípios gaúchos produtores de canola, 99,82% dos municípios produtores de trigo, 99,14% dos produtores de aveia branca grãos e 94,88% dos produtores de cevada.

    No geral, o Rio Grande do Sul deverá cultivar -10,76% de área, em comparação à safra anterior, totalizando com todos os grãos uma área de 1.575.634 hectares, com estimativa de produção de 3.733.118 toneladas, -22,15% se comparada à safra passada.

    A expressiva redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior ocorre devido à combinação de fatores, como elevados custos de produção, baixa atratividade econômica dos cereais e aumento da percepção de risco produtivo, associado à previsão de atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. Como estratégia para posicionar as fases de florescimento e de enchimento de grãos antes da intensificação das precipitações primaveris, a semeadura é antecipada em parte das áreas não vinculadas a financiamentos ou cobertura securitária.

    Culturas de Inverno

    O trigo, que já foi o principal cereal cultivado no inverno gaúcho, prevê para esta safra atingir uma área de 814.220 hectares, -30,18% se comparada aos 1.166.163 hectares da safra passada. Essa diminuição de área se reflete na expectativa de redução da produção de trigo em -36,39%, passando de 3.458.083 toneladas na safra de 2025 para 2.199.554 toneladas na safra deste ano. A produtividade também apresenta expectativa de redução de -8,98%, passando de 2.968 kg/ha em 2025 para os estimados 2.701 kg/ha nesta safra.

    Principal insumo das cervejarias, a cevada também apresenta queda de -36,52% na área a ser cultivada nesta safra, que é de 20.320 hectares. Na safra passada foram cultivados 32.010 hectares e obtida uma produção de 115.935 toneladas, -47,07% da esperada para este ano, que é de 61.369 toneladas. A produtividade da cevada também estima redução de -16,62%, passando de 3.622 kg/ha para 3.020 kg/ha nesta safra.

    A aveia branca grãos também apresenta estimativa de redução de área, produção e produtividade, em comparação com a safra de inverno 2025. Serão cultivados 387.697 hectares, -1,38% da área da safra passada, que foi de 393.135 hectares. Com uma produtividade esperada de 2.322 kg/ha, -3,01% abaixo dos 2.394 kg/ha, a aveia branca deverá atingir uma produção de 900.221 toneladas, -3,79% se comparada com a safra anterior, quando foram produzidas 935.664 toneladas de aveia branca no RS.

    Já a aveia preta será cultivada em 94.950 hectares no RS, sendo as regiões de Ijuí, Santa Maria e Soledade as principais produtoras, com respectivamente 32.400 hectares, 14.880 hectares e 10.785 hectares cultivados.

    A carinata é a novidade nesse lançamento das estimativas iniciais da Safra de Inverno no Rio Grande do Sul. A oleaginosa pertence à família da canola e sua produção é voltada principalmente para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Emater/RS-Ascar acompanha e apoia essa alternativa de diversificação, promovendo orientações, treinamentos de classificação de grãos e assistência técnica aos produtores. Para esta safra, a expectativa de cultivo é de 12.365 hectares, em especial nas regiões de Santa Rosa (2.679 hectares), Ijuí (2.515 hectares) e Bagé (2.500 hectares).

    Confirmação de El Niño

    O agrometeorologista da Seapi, Flávio Varone, apresentou os prognósticos climáticos para os próximos períodos, antecipando que o inverno terá temperatura e precipitações acima da média, confirmando a expectativa de ocorrência de El Niño, que deverá se acentuar na primavera. “Isso se refletirá em desafios no final de ciclo da Safra de Inverno, já que o excesso de chuvas prejudica a qualidade do grão e atrapalha a colheita”, ressalta Varone. Ele antecipa ainda que o excesso de umidade no solo pode comprometer o início da Safra de Verão, atrasando a semeadura.

    Para o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, “a safra é desafiadora em relação às questões climáticas, de manejo e de preços, pelos custos de produção, além das dificuldades de acesso ao crédito”. Já o secretário estadual da Seapi, Márcio Madalena, destaca a importância da renegociação de dívidas e avalia como desafio para os próximos anos investir na transição energética para os biocombustíveis, “fornecendo matéria-prima para a produção de insumos”, diz.

    “A Emater é um repositório de informações”, declara o secretário da SDR, Gustavo Paim, ao salientar que “não se faz gestão nem agricultura ou qualquer outra atividade produtiva sem informação”. Para ele, a safra é desafiadora pelo aspecto climático. “O Rio Grande do Sul enfrenta eventos climáticos severos, como estiagens e chuvas excessivas, e nesse sentido a Emater e os extensionistas são ainda mais importantes para provocar e atender os agricultores nessa mudança de comportamento”, avalia.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • El Niño aumenta incerteza para o milho

    A confirmação da atuação do El Niño no Brasil colocou o clima no centro das atenções do mercado de milho. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o fenômeno pode aumentar as chuvas na região Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste, em um período decisivo para a safra verão.

    De acordo com o Cepea, os efeitos do El Niño exigem atenção especial no milho. No Sul do País, a semeadura pode ser prejudicada pelo aumento das chuvas. Já no Centro-Oeste, um eventual atraso na safra verão pode empurrar o plantio da segunda temporada para fora do período considerado ideal.

    O risco climático se soma a um mercado já pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra. Na parcial deste mês, até o dia 18, parte das praças acompanhadas pelo Cepea, principalmente nas regiões produtoras, registra as menores médias nominais do ano.

    Segundo o Centro de Pesquisas, consumidores internos seguem atentos ao avanço da colheita da segunda safra e indicam ter estoques suficientes para atender ao consumo de curto prazo. Com isso, esses agentes têm postergado negociações.

    A decisão também é influenciada pelas quedas recentes dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e diminuem a sustentação dos valores domésticos. Do lado vendedor, a oferta não avança de forma uniforme. Pesquisadores do Cepea apontam que agentes que não precisam “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns continuam restringindo as negociações.

    Essa postura ajuda a evitar quedas mais intensas em algumas regiões, mas não elimina a pressão exercida pela colheita, pela cautela dos compradores e pelo enfraquecimento da paridade de exportação.

    A combinação entre riscos climáticos, avanço da segunda safra e compradores retraídos deve manter o mercado do milho em atenção. De acordo com o Cepea, o comportamento do El Niño, o ritmo da colheita e a paridade de exportação seguem como fatores decisivos para os preços nas próximas semanas.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Como escolher a gramínea ideal para aumentar a eficiência da fazenda?

    O terceiro episódio da série especial baseada no livro “No Pasto é Mais Barato”, dos professores e zootecnistas Janaína Martuscello e Manoel Santos, trouxe orientações práticas para pecuaristas no programa Giro do Boi. A especialista destacou a importância de critérios científicos na escolha da planta forrageira ideal para cada propriedade.

    Martuscello afirmou que não existe capim milagroso e que o segredo para o sucesso na pecuária está no manejo adequado de cada variedade, na adubação e na gestão das pastagens. “Escolher a gramínea ideal com critérios técnicos é o primeiro passo obrigatório para aumentar a eficiência da fazenda”, declarou.

    Critérios para seleção de forrageiras

    Para os produtores que buscam ganho de peso acelerado e alta taxa de lotação, a especialista recomendou evitar plantas de baixo acúmulo de biomassa. A produção diária de matéria seca é essencial para sustentar a engorda intensiva. Martuscello ressaltou que, em solos corrigidos, com boa oferta de água e gestão adequada, as gramíneas do gênero Panicum (Megathyrsus) se destacam.

    Cultivares como Mombaça, Paredão, Miyagi, Zuri e Tamani são indicadas para pastejo rotacionado, devido à sua velocidade de rebrota e resistência a altas cargas de lotação na Terminação Intensiva a Pasto (TIP).

    Desmistificando as braquiárias

    A especialista também desmistificou o uso das braquiárias, afirmando que elas não são exclusivas para pecuária de baixa performance. “Conseguimos trabalhar com uma taxa de lotação de 5,0 UA/ha em pastagem de Brachiaria decumbens”, afirmou, destacando a importância de solo corrigido e manejo adequado.

    Apesar do desenvolvimento vigoroso das forrageiras tropicais no Brasil Central, Martuscello alertou os pecuaristas sobre a necessidade de análise do solo antes da escolha das sementes. O tipo de terra é fundamental para a capacidade de suporte da forragem.

    Importância da análise de solo

    O formato da topografia da propriedade também influencia na escolha da gramínea, com erros podendo resultar em degradação acelerada do solo. Portanto, os pecuaristas devem estar atentos às características do terreno antes de investir na aquisição de sementes.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Mapeamento agrícola ajuda produtor a avaliar danos causados por frio, seca e pragas

    Com perdas agrícolas bilionárias provocadas por eventos climáticos extremos e ataques de pragas, produtores rurais têm recorrido cada vez mais ao mapeamento agrícola para monitorar suas lavouras em tempo real. Nesta estação além das geadas, o tempo seco, ataques de pragas e doenças podem comprometer significativamente o desenvolvimento das culturas. Nesse cenário, o mapeamento agrícola tem ganhado espaço como um aliado estratégico para identificar áreas afetadas, monitorar a evolução dos danos e direcionar ações corretivas com mais rapidez e precisão.

    Visando o monitoramento das lavouras, a Tecgraf Agro desenvolveu o AgroCAD®, o software funciona como plugin no Civil 3D da Autodesk, referência mundial em computação gráfica. Com o planejamento agrícola o produtor aproveita melhor a área e controla os gastos com insumos. E durante o inverno a tecnologia ainda torna-se uma alternativa pois o AgroCAD® reúne as informações dos sensores de umidade do solo que indicam exatamente onde e quando irrigar. Além do mais, as imagens de satélite e drones detectam o estresse hídrico antes mesmo que ele seja visível a olho nu proporcionando aplicação mais eficiente da água, visto que a escassez de chuva durante a estação.

    Além de auxiliar na identificação de danos, o mapeamento agrícola também fornece auxílio para o planejamento das próximas safras, contribuindo para a gestão de riscos e para a construção de estratégias mais fortes diante das variações climáticas. À medida que o agronegócio busca aumentar a produtividade de forma sustentável, a tecnologia se consolida como uma importante ferramenta para transformar dados em decisões e reduzir os impactos causados por eventos que fogem ao controle do produtor.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/