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  • Startup chinesa consegue semear com drones

    Uma startup chinesa está trabalhando no desenvolvimento de um protótipo de drone que consegue espalhar sementes nas lavouras, com o intuito de promover a revolução agrícola. De acordo com Justin Gong, fundador da XAG, o pioneirismo da china nas questões da tecnologia pode ser um fator determinante para o drone semeador se popularizar.

    “A China tem sido pioneira em áreas como e-wallet e tecnologia de consumo, mas em termos de tecnologia agrícola, há pouco desenvolvimento nas últimas décadas. Mesmo que os fazendeiros que conhecemos tivessem uma vez dúvidas sobre como os drones poderiam fazer o trabalho para eles, uma vez que eles tentaram, eles ficaram entusiasmados e nunca voltariam”, disse, o especialista, que teve essa ideia, junto com alguns amigos, há muito tempo atrás.

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    A XAG, que levantou US$ 100 milhões de investidores externos desde 2014, está prestes a embarcar em uma nova rodada de captação de recursos. Gong tem como missão dizer ao mundo sobre o potencial da tecnologia em uma das indústrias mais antigas do mundo.

    Com o declínio das populações rurais e o envelhecimento, o escopo da tecnologia para ajudar a manter e melhorar a produtividade é imenso, argumenta ele. Melhor ainda, diz o amante da natureza, o uso de drones ajudará a reduzir a poluição do campo cortando o uso de pesticidas.

    Formado pela Universidade de Sydney e filho de um piloto da força aérea chinesa, Gong já era fã de drones, usando a tecnologia da produtora cinematográfica que montara na graduação para vender seus serviços como cinegrafista e jornalista.

    Uma vez na XAircraft, ele começou a vender as compactas máquinas voadoras para consumidores, redes de TV comerciais, empresas imobiliárias e até militares.

  • 2, 4-D: RS vai estabelecer regras para uso

    As novas normas para a utilização do herbicida 2,4-D na soja devem ser anunciadas pelo Rio Grande do Sul depois de problemas causados para outras culturas nas últimas safras como pomares, vinhedos e morte de abelhas. A medida deve atingir 22 municípios.

    A primeira regra diz respeito às condições de aplicação. O conhecimento de risco e responsabilidade deverá constar na prescrição de uso do defensivo. Deverão ser observadas condições meteorológicas ( horário, vento, temperatura e umidade para evitar a deriva) e equipamento adequado. A outra norma exige cadastro dos aplicadores e que o produtor esclareça as informações sobre a aplicação e riscos.

    O 2,4-D é o segundo herbicida mais usado em soja no Brasil. Durante uma realizada nesta quinta-feira (04/07) foi proposto que as empresas criem um fundo, com aplicação de cerca de R$ 6 milhões, para controle do herbicida. O orçamento desse fundo seria direcionado para melhorias nas estações meteorológicas no Estado, análise de coleta e resíduos do herbicida, além da melhoria e criação de um sistema de monitoramento do produto.

  • RS deverá definir data de plantio e vazio sanitário de soja

    O Rio Grande do Sul terá uma instrução normativa definindo o calendário da semeadura e o vazio sanitário da soja. A definição foi feita na tarde de quinta-feira (4) durante reunião da Câmara Setorial da Soja, na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

    Representantes de produtores, indústria, pesquisadores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do sistema financeiro discutiram os detalhes sobre a melhor época para o plantio, a data limite para a colheita e o período de vazio sanitário, no qual o plantio não é permitido para evitar a ferrugem asiática, principal doença que ataca a oleaginosa. No Brasil, estima-se que os prejuízos com essa doença cheguem a U$ 2,8 bilhões por safra.

    A ferrugem asiática (ou ferrugem da soja) é causada por um fungo que impede a completa formação do grão, reduzindo a produtividade. Foi identificada no pela primeira vez no Brasil em 2001, e a sua disseminação é feita pelo vento. A ferrugem ocorre em praticamente todas as regiões brasileiras, e uma das estratégias de manejo é o vazio sanitário.

    “Avançamos bastante pois, além de conseguir fechar uma minuta de proposta da instrução normativa, vamos agendar reuniões com a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina para tentar harmonizar os calendários”, afirma Paulo Lipp, coordenador das Câmaras Setoriais da Seapdr.

    Essa instrução já está em vigor em quase todos os estados produtores de soja do país, inclusive no Paraná e em Santa Catarina.

    Além desta normatização, a Câmara Setorial da Soja definiu que a coordenação passará a ser feita pelos produtores e por empresas cerealistas, com a assessoria técnica da Seapdr.

    Uma nova reunião está agendada para 29 de agosto, durante a Expointer, às 9h. O encontro ocorrerá uma hora antes de fórum da Câmara Setorial Nacional da Soja, a ser realizada pelo Mapa às 10h, no Auditório da Administração do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

    Dados da soja

    No Rio Grande do Sul, a área plantada com soja em 2018/2019 foi de 5 milhões e 803 mil hectares. A colheita chegou a 18 milhões e 677 mil toneladas, um crescimento de 6,45% em relação à safra anterior. E a produtividade ficou em 3.218 kg/hectare, um aumento de 5,61% em relação ao ano anterior, segundo dados da Emater, conveniada da Seapdr.

  • Limites da micotoxina no trigo estão mais rígidos

    A legislação acabou tornando mais rígidos os limites da micotoxina desoxinivalenol (DON) no trigo a partir de janeiro deste ano de 2019. A DON é imposta no trigo após a colonização de espécies do fungoFusarium graminearum, que é o principal causador da grave doença Giberela.

    De acordo com o fitopatologista da Biotrigo Genética, Paulo Kuhnem, o manejo para a adequação destes níveis de DON começa no campo pela utilização de cultivares com maior nível de resistência genética associado a aplicação de fungicidas. “Por não se dispor ainda de cultivares imunes é muito importante que os produtores e assistência técnica estejam monitorando o desenvolvimento da cultura e as condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas no florescimento e reduzir os teores de micotoxinas nos grãos colhidos”, disse.

    Além disso, a pesquisadora da Embrapa Trigo, Casiane Salete Tibola afirmou que as estratégicas para minimizar a contaminação do trigo por micotoxinas são as medidas pós-colheita, visando contribuir para a produção de alimentos seguros e garantir liquidez no mercado. A especialista em engenharia de alimentos e supervisora de qualidade industrial da Biotrigo, Kênia Meneguzzi, tratou sobre as possibilidades de redução de DON na pré-moagem e abordou uma visão geral do problema.

    “O produtor possui opções de cultivares mais resistentes à Giberela e ainda tem como ferramenta realizar manejo indicado, pois não pode contar com o clima, por não poder controlá-lo. Os cerealistas podem ser eficientes no recebimento através da pré-limpeza, mesa de gravidade e também com o cuidado o armazenamento dos grãos. Já os moinhos possuem equipamentos mais específicos, como a selecionadora ótica, que através de infra-vermelho detecta e descarta os grãos contaminados e as impurezas, além do peeling – equipamento que remove a camada mais externa do grão aonde se concentrados os maiores níveis de bactérias, micotoxinas e agrotóxicos”, destacou.

  • Plano Safra 2019/2020 entra em vigor

    Desde esta segunda-feira (1°), está em vigor o Plano Safra 2019/2020. O plano tem R$ 225,59 bilhões, sendo R$ 169,33 bilhões para crédito rural (custeio, comercialização e industrialização) e R$ 53,41 bilhões para investimentos.

    O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural terá R$ 1 bilhão, mais que o anterior da safra 2018/2019. Para 2020, haverá R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização nas modalidades de aquisição direta do produtor, contratos de opção de venda e subvenção de preços. O plano vale até 30 de junho de 2020.

    As taxas de juros foram mantidas em níveis que permitem apoio ao produtor rural. No caso de custeio, comercialização e industrialização, será de 3% ao ano e 4,6% ao ano para os pequenos produtores (Pronaf), 6% ao ano para médios produtores (Pronamp) e 8% ao ano para demais produtores.

    Nos programas de investimentos, as taxas vão variar de 3% a 10,5% ao ano.

    Na quinta-feira passada (27), o Conselho Monetário Nacional aprovou as taxas, recursos  e medidas do plano.

    Saiba mais sobre o Plano Safra 2019/2020:

    Pequenos e médios produtores

    Os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) têm R$ 31,22 bilhões à disposição para custeio, comercialização e investimento. Pela primeira vez, o Tesouro Nacional alocou mais recursos para subvenção do programa em relação aos demais, somando R$ 4,975 bilhões.

    Estão garantidos recursos de custeio para produção de alimentos básicos: arroz, feijão, mandioca, trigo, leite, frutas e hortaliças e para investimento na recuperação de áreas degradadas, cultivo protegido, armazenagem, tanques de resfriamento de leite e energia renovável.

    Outra medida inédita é a que os financiamentos podem ser usados para construção e reforma de casas rurais dos pequenos agricultores. Serão destinados R$ 500 milhões para esse fim, pleito antigo do setor rural. Com estes recursos, será possível construir até 10 mil casas.

    Os recursos para o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) passaram para R$ 26,49 bilhões, R$ 6,46 bilhões a mais que o programado na safra 2018/2019, o que representa aumento de 32% nas verbas. Os produtores que não se enquadram no Pronaf podem ser beneficiados pelo Pronamp.

    Seguro rural

    Em 2020, será destinado R$ 1 bilhão para subvencionar a contratação de apólices do seguro em todo o país. Esse é o maior montante que o programa receberá desde sua criação em 2004.

    Com esse valor, cerca de 150,5 mil produtores rurais poderão ter a safra segurada. Devem ser contratadas 212,1 mil apólices, com a cobertura de 15,6 milhões de hectares e valor segurado de R$ 42 bilhões.

    Apoio à Comercialização

    Foram aprovados novos preços mínimos, com reajuste médio de 7% para os principais produtos. Esses valores tiveram como referência os custos das lavouras, os preços nos mercados internacionais e a perspectiva das taxas de câmbio.

    Financiamento

    Algumas medidas no sentido de melhorar o acesso, aumentar a oferta de crédito e reduzir os custos financeiros serão implantadas por meio de uma medida provisória: Cédula do Produto Rural (CPR) em dólar, o Fundo de Aval Fraterno, Patrimônio de Afetação e equalização de juros para cerealistas.

    Investimentos

    Dentro dos recursos para investimento, o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais (Moderagro) prevê a possibilidade de financiamento de erva-mate e de cana-de-açúcar para produção de cachaça.

    Houve também elevação do limite de crédito por beneficiário do Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra). Para o empreendimento individual, passa de R$ 2 milhões para R$ 3,3 milhões por beneficiário. No caso de empreendimento coletivo, subiu de R$ 6,6 milhões para R$ 9,9 milhões. O limite de crédito será permanente.

    Banco do Brasil

    Na safra 2019/2020, o Banco do Brasil, um dos principais financiadores da agropecuária, destinará R$ 103 bilhões, valor 20% superior ao da safra anterior. Do total, R$ 91,5 bilhões para o crédito rural e R$ 11,5 bilhões para crédito agroindustrial. Por segmento, serão R$ 14,1 bilhões para a agricultura familiar e R$ 77,4 bilhões aos demais produtores.

    O banco anunciou ainda que, além dos seguros agrícola e faturamento para as áreas financiadas, áreas não financiadas ou financiadas com CPR poderão ser contratadas online, o que permite a precificação e a contratação instantâneas para clientes específicos e parcelar o pagamento do seguro em até 7 vezes sem juros.

    “O Banco disponibilizará o BB Seguro Pecuário Faturamento, garantindo aos Agropecuaristas o pagamento de indenização quando o faturamento obtido com a venda do rebanho segurado for inferior ao faturamento garantido (valor segurado) constante da apólice”, informou o banco.

    No Pronaf Custeio, os agricultores familiares poderão, por meio do App BB, renovar as operações a qualquer momento, sem necessidade de ir à uma agência.

  • Tempo: semana mais fria e o impacto no Agro

    Para quem estava reclamando que o inverno estava com ares de veranico a estação mais fria do ano finalmente deu as caras no Rio Grande do Sul.

    No último sábado (29/06) as máximas ficaram próximas dos 30 graus no Estado, mas uma frente fria derrubou as temperaturas. Nesta semana as mínimas estão abaixo dos 0ºC e foram registradas geadas em várias regiões Nesta quinta-feira (04/07) uma bolha de ar extremamente frio, vinda da região polar, deve acentuar ainda mais o declínio das temperaturas, com registros abaixo dos 10ºC em todas as regiões do Rio Grande do Sul.

    A meteorologista da MetSul Meteorologia, Estael Sias, ressalta que a massa de ar polar chegou hoje (02/07), com mínima de quatro graus negativos em Pinheiro Machado, no Sul. Esse ar polar enfraquece ao longo da semana, mas uma segunda massa de ar polar que já está na Argentina e avança na próxima quinta-feira sobre o Rio Grande do Sul. Tem um sistema de baixa pressão no mar que na sexta-feira pode causar neve nas regiões mais altas.

    Esse ar polar avança pelo Brasil até o Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, com destaque para a geada que pode afetar a Serra da Mantiqueira. Nos três estados do Sul geada significativa, podendo atingir Sudeste e Centro-Oeste do país.

    “Agro precisa de frio”, destaca meteorologista

    A principal característica deste inverno é que deve ter chuva acima da média e altos e baixos nas temperaturas. Frio extremo na primeira semana de julho, mas no geral deve ser equilibrado, até com pontos de calor. “Esse contraste de temperaturas é o que forma os fenômenos naturais como tempestades e ciclones. Na segunda metade do inverno, entre agosto e setembro, podemos esperar granizo com mais frequência”, destaca Estael.

    Para a agricultura, justamente por não ser um inverno rigoroso, há riscos de geadas tardias e até neve em setembro. “A questão da geada sempre preocupa setores como o de hortifrúti mas o frio é muito importante para a fruticultura, que precisa ter horas de dormência e temperaturas baixas. As oscilações térmicas podem afetar inclusive o trigo que precisa de frio para se desenvolver bem e ter produtividade. Os veranicos podem impactar negativamente”, explica a meteorologista.

    Na história do clima gaúcho muitos invernos não chegaram a ser rigorosos mas tiveram uma ou duas ondas fortes de frio, até com neve, como o registrado em agosto de 1965.

    Fim de semana gelado

    Na sexta-feira, sábado e domingo todo o Estado deve registrar mínimas próximas de 0°C e não está descartada a possibilidade de neve na Serra.

    Fronteira Oeste – tempo seco e ensolarado e no sábado espera-se 1ºC, com geada. No domingo ventos de 50km/h. As máximas não devem passar de 15ºC, em Uruguaiana.
    Campanha – no sábado deve fazer 0ºC, com geada. Tempo seco e ensolarado com máximas de 13°C, em Bagé.
    Central – tempo seco e ensolarado e também deve fazer 0ºC. Em Santa Maria máxima de 16°C.
    Sul – tempo seco e ensolarado, com ventos de até 60km/h. Mínima de 4ºC na região. Máxima de 15º em Pelotas.
    Litoral – tempo seco, com algumas nuvens e ventos de até 40 km/h. Mínimas em torno de 4ºC e máxima de 19°C em Capão da Canoa.
    Norte – tempo aberto, com possibilidade de neve na sexta-feira e geada nos demais dias. Mínimas negativas e máxima não ultrapassando os 14°C em Passo Fundo.
    Capital – podem ocorrer pancadas de chuva na sexta-feira e geada nos demais dias. Mínima de 3°C e máxima de 14°C.

    Alerta

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta para o frio extremo durante toda esta semana e final de semana, com orientação para cuidados redobrados com a população mais vulnerável como enfermos, idosos e crianças. O alerta pede ainda que as pessoas abriguem seus animais de estimação. O órgão, no entanto, desconhece um alerta que circula em grupos e redes sociais alertando a população para o maior frio dos últimos 50 anos, com temperaturas de 19 graus negativos.

    Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

  • Herbicida natural pode substituir glifosato

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tübingen, na Alemanha, descobriu um herbicida natural que pode substituir o herbicida glifosato, um dos mais utilizados no mundo. De acordo com eles, trata-se de uma recém-descoberta molécula de açúcar sintetizada a partir de cianobactérias que inibe o crescimento de vários microrganismos e plantas, mas é inofensiva para humanos e animais.

    Para conseguir esse resultado, eles identificaram um antimetabólito muito incomum com uma estrutura química “impressionantemente simples”, que consiste em uma molécula de açúcar com o nome científico de “7-deoxy-sedoheptulose (7dSh)”. “Ao contrário dos carboidratos comuns, que normalmente servem como fonte de energia para o crescimento, essa substância inibe o crescimento de várias plantas e microrganismos, como bactérias e leveduras”, indicou o ciclovivo.com.br.

    “Nós isolamos 7dSh bioativo de sobrenadantes de cultura da cianobactéria Synechococcus elongatus. Uma síntese quimioenzimática de 7dSh usando a transcetolase de S. elongatus como catalisador e 5-desoxi- D- ribose como substrato permite a bioprofilação antimicrobiana e herbicida. Organismos tratados com 7dSh acumulam 3-desoxid- D – arabino-heptosonato de 7-fosfato, que indica que o alvo molecular é a 3-desidroquinato sintase, uma enzima chave da via do chiquimato, que está ausente em humanos e animais. A atividade herbicida de 7dSh está na faixa micromolar baixa”, diz o resumo do artigo.

    Os cientistas esperam substituir a longo prazo os herbicidas controversos, que representam um risco para a saúde. No entanto, a eficácia no campo, a degradabilidade do solo e a inofensividade para o gado e os seres humanos, em relação ao 7dSh, ainda precisam ser mais investigadas em estudos abrangentes de longo prazo.

  • Humanos modificam o “pulmão” da planta

    Um novo estudo, conduzido por Andrew Fleming e Marjorie Lundgren, e publicado na Nature Communications, usou técnicas de manipulação genética para revelar que quanto mais estômatos uma folha tem, mais espaço aéreo ela forma. Nesse sentido, os canais agem como bronquíolos, as minúsculas passagens que transportam o ar para as superfícies de troca dos pulmões humanos e animais.

    Os autores mostraram que o movimento de CO2 através dos poros provavelmente determina a forma e a escala da rede de canais aéreos. A descoberta marca um avanço em nossa compreensão da estrutura interna de uma folha, e como a função dos tecidos pode influenciar a maneira como eles se desenvolvem, o que poderia ter ramificações além da biologia da planta, em campos como biologia evolutiva e na agricultura.

    “Até agora”, explica Fleming em um comunicado, “o modo como as plantas formam seus intricados padrões de canais aéreos tem sido surpreendentemente misterioso para os especialistas. Esta grande descoberta mostra que o movimento do ar através das folhas configura seu funcionamento interno, o que tem implicações para a maneira como pensamos sobre a evolução das plantas. O fato de os seres humanos terem influenciado inadvertidamente a maneira como as plantas respiram, ao cultivar trigo que consome menos água, sugere que poderíamos direcionar essas redes de canais de ar para o desenvolvimento de culturas que possam sobreviver às secas mais extremas, efeito da mudança climática”, completa.

    Segundo Lundgren, “há muito tempo os cientistas suspeitam que o desenvolvimento dos estômatos e o desenvolvimento de espaços aéreos dentro de uma folha são coordenados. No entanto, não tínhamos certeza do que estava dirigindo quem”, conclui.

  • Previsão do tempo: temperaturas baixas, geadas e chuva

    Essa semana permanecerá com temperaturas baixas no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Meteorológico Semanal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

    Na segunda (01/7) as áreas de chuva permanecerão atuando, sobretudo na Metade Norte, com o ingresso de uma nova massa de ar frio nas demais regiões.

    Na terça (2) e quarta-feira (3), a presença do ar frio e seco afastará a nebulosidade e manterá as temperaturas baixas, principalmente na Metade Sul, com possibilidade de formação de geadas na Campanha e no Extremo Sul.

    Os valores previstos deverão oscilar entre 15 e 35 mm na Campanha e na Zona Sul. Na Metade Norte, os totais deverão variar entre 50 e 80 mm na maioria dos municípios, podendo superar 100 mm nos Campos de Cima da Serra.

  • Como ter produtividade e evitar perdas no Hortifrúti?

    Os hortifrutigranjeiros estão todos os dias na mesa dos brasileiros mas, por vezes, os assuntos que mais dominam o agronegócio são as grandes culturas como a soja, milho e algodão. O segmento movimenta no setor 13 milhões de empregos diretos e indiretos, mais do que a soja e tem área plantada de 5 milhões de hectares, em todas as regiões do país. São 53 milhões de toneladas anuais, das quais entre 3% e 5% são exportadas.

    Os dados são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS). Nesta semana (de 26 a 28) os produtores de hortifrúti tiveram a oportunidade de conhecer as novidades, tecnologias e insumos na 26ª Hortitec, em Holambra (SP).

    A feira é a maior da América Latina no segmento. Cerca de 430 expositores traziam as melhores tecnologias e como aplicar no campo para um bom desempenho no controle de pragas e, consequentemente, maior produtividade na horticultura. O gerente de Marketing de Hortifrúti, Café e Citros Brasil da Corteva Agriscience, Alison Rampazzo destaca que o produtor de hortifrúti já está buscando inovação. O fato de, muitas vezes, ser um pequeno produtor não significa que não há emprego de tecnologia na atividade. “Pensando nesse cenário nós trouxemos o que há de mais moderno em portfólio e estamos conversando com os produtores para entender o que eles precisam”, afirma.

    Rampazzo destaca que o valor agregado aumenta com emprego de inovação como modernos agroquímicos, fertilidade correta de solo e foliar, irrigação e mecanização. “Ele está indo em direção do que o mercado consumidor procura que é qualidade e sustentabilidade. São culturas de alto valor agregado. Enquanto na soja é possível plantar com investimento médio de R$ 3 mil o hectare, na batata são R$ 30 mil/ha e no tomate até R$ 120 mil/há. Por isso é importante não arriscar e perder toda produção com manejo incorreto de pragas,por exemplo”, completa.

    Defensivos entram como aliados

    O amplo espectro de controle é uma das característica dos inseticidas do grupo das spinosinas , moléculas extraídas de uma bactéria  por fermentação e que têm ação direta em insetos como lagartas, mosca minadora, mosca da fruta e tripes Devido as espinosinas possuírem mecanismo de ação único e diferente, são inseticidas que podem ser utilizados em rotação para manejo da resistência.

    A formulação é exclusiva que contribui para o manejo com segurança.  É o caso de Tracer, Sucess e Delegate, este último com ação para 44 tipos de culturas e ação contra 32 tipos de pragas. O produto foi premiado no Green Chemistry Award, reconhecimento dos Estados Unidos para tecnologias sustentáveis. Rampazzo ressalta que, entre as características diferenciais, estão o efeito de choque, residual prolongado, amplo espectro e baixo período de carência. “Tudo isso nasceu de observação e diálogo”, completa.

    A batata e o tomate são as duas hortaliças mais cultivadas no país e sofrem com ataque de doenças que podem levar, em poucas semanas, a perda de 100% da lavoura como é o caso da requeima da batata. São 95 mil hectares de batata no Brasil, sendo produzidos por aproximadamente 44 mil produtores. Fatores como a falta de rotação de culturas e a crise econômica contribuem para o aumento de muitos problemas de solo como as doenças bacterianas e fúngicas. É o caso da rizoctoniose também conhecida como crosta negra ou mancha asfalto.

    Ocorre em todas as regiões onde se planta batata no mundo. O patógeno costuma atacar desde a raiz até as hastes, causando tombamento, tubérculos aéreos e danos,depreciando o produto final.O fungo também pode atacar a planta já desenvolvida, causando uma crosta negra nos tubérculos, comprometendo a sua formação.

    Como manejo desta doença a Corteva recomenda a a utilização do fungicida Pulsor que age de forma preventiva e curativa com ação sistêmica em todas as fases do ciclo e é aplicado no sulco de plantio. Em associação entra o inseticida Sabre, sendo o único clorpirifós do mercado com uma formulação a base de água. Além das doenças o cenário também é de expansão da diabrotica ou vaquinha que pode gerar perdas de qualidade e produtividade.

    No caso do tomate uma pesquisa de mercado feita pela Corteva em 2015 apontou que um ciclo tinha em média,  17 aplicações somente para lagarta e 5 para traça. Já no ano de 2018 as aplicações para a traçado tomateiro subiram para uma média de 1 aplicações. O problema está em aplicações com produtos do mesmo grupo químico. Gabriel Dornelas, Agrônomo de Produtos, explica que o ideal é rotacionar com produtos como Delegate, Tracer e Intrepid.

    No caso do tomate perder uma produção inteira significa muito prejuízo já que o cultivo por pé custa, em média, R$ 10. “O produtor deve pensar na ação preventiva. Quando se fala em doenças ele já veio aprendendo a preservar as moléculas dele com a utilização de um fungicida protetor em mistura com um sistêmico, que é algo muito comum na soja hoje mas no HF já acontece há anos. O cultivo de hortifrúti não tem espaço para amadores. Demanda conhecimento. Mesmo os pouco tecnificados já sabem que perder uma aplicação pode significar toda perda da área”, explica.

    Dornelas ensina como ter mais efetividade no controle de pragas e reduzir o número de aplicações: o primeiro passo é destruir os restos da última lavoura para quebrar o ciclo de pragas. “Muitas vezes o produtor quer aproveitar as últimas pencas da lavoura de tomate para faturar mais um pouco mas tanto na propriedade dele quanto na do vizinho as pragas se movem entre áreas e depois pode ser mais difícil conter”, completa.

    Conhecimento é a palavra

    Aproveitando a semana da 26ª Hortitec e as discussões sobre o cultivo de hortaliças com melhor desempenho, o município de Mogi Mirim (SP) recebeu mais uma edição do Agronomy Day. O evento é promovido pela Corteva na Estação Experimental da marca, onde são realizados testes sobre pragas e doenças de todas as culturas do país e o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

    Técnicos e produtores tiveram três dias para treinamentos técnicos e educativos em três estações: a primeira identifica e faz o diagnóstico dos problemas enfrentados no campo, de forma a replicar o problema tido no campo e apontar a melhor solução; na segunda fase foram conhecidos os produtos e como tirar o melhor deles; na terceira uma demonstração de como as soluções se encaixam em cada cultura.  Esta edição foi voltada aos inseticidas e fungicidas e os participantes puderam circular por lavouras demonstrativas de batata e tomate.

    O líder de Agronomia da Corteva, Marcus Santos, destaca que o evento foi pensado para trazer o que é mais relevante para o produtor de hortifrúti trazendo a ideia de que a marca entende o problema vivido no dia a dia das plantações, estabelecendo conexões e, assim, desenvolver soluções. “A gente pensa, de forma responsável e certa, para que não haja prejuízo nem falte informação. O segmento é muito dinâmico. O nosso trabalho é difundir a tecnologia para que o produtor possa crescer”, ressalta.

    Neste ano estão programadas 30 edições do Agronomy Day, em diversos estados brasileiros, com programações para soja, milho, cana-de-açúcar, hortifrúti e pastagem,em alguns casos integrando agroquímicos e sementes. “Pensamos que em todas áreas que atuamos devemos oferecer as melhores opções”, destaca Santos.