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  • Milho: Demanda firme e recuo vendedor sustentam altas

    Compradores de milho vêm, aos poucos, retomando as negociações, visto que sinalizam ter estoques mais curtos para as próximas semanas. Já vendedores seguem retraídos, fundamentados na redução da oferta e em dificuldades logísticas – na semana passada, a Conab divulgou novos números para a temporada 2018/19 que reforçam a queda na produção da safra de verão e o aumento da estimativa de produção para a segunda safra. Este cenário de demanda firme e retração vendedora têm mantido as cotações em alta. Conforme colaboradores do Cepea, os valores estão em elevação na maior parte das regiões brasileiras, exceto no Rio Grande do Sul, onde a safra de verão é mais representativa e a colheita vem ocorrendo de maneira satisfatória. Além da retração de produtores dos estados de São Paulo e Santa Catarina, produtores do Centro-Oeste, que vinham ofertando volumes maiores até as semanas anteriores, já têm limitado os lotes e/ou aumentado o valor de venda. Assim, entre 8 e 15 de fevereiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) subiu 2,8%, fechando a R$ 41,10/sc de 60 kg na sexta-feira, 15. No acumulado do mês, a alta é de 4,5%.

    Fonte Cepea

  • Soja vê mercado ainda confuso sobre relação EUA x China e opera com cautela nesta 5ª na CBOT

    Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam trabalhando com estabilidade nesta quinta-feira (14) ainda na espreita à espera de novidades que possam direcioná-los de forma mais clara.

    As informações sempre desencontradas e divergentes sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos são, segundo analistas e consultores, principal combustível para manter os traders ainda na defensiva.

    Assim, depois de fecharem o pregão anterior com perdas tímidas de pouco mais de 0,50 ponto, os futuros da commodity subiam entre 0,50 e 0,75 ponto nas posições mais negociadas. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o março tinha US$ 9,17 e o maio, US$ 9,31 por bushel.

    Nesta quinta-feira, a agência internacional de notícias Bloomberg informou que o presidente americano Donald Trump pretende estender o prazo para não subir as tarifas sobre as importações chinesas por mais 60 dias. O objetivo é dar mais tempo às negociações.

    Fonte Notícias Agrícolas

  • Justiça confirma proibição da venda de agrotóxicos no Mercado Livre

    A 11ª Vara Federal de Curitiba confirmou esta semana que a plataforma de vendas online Mercado Livre está proibida de vender agrotóxicos pela internet. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) multou a Ebazar.com.br, titular da marca Mercado Livre, pela venda de insumos em desacordo com as exigências legais.

    De acordo com o procurador federal João Paulo Bohler, do Paraná, o Ibama notificou o Mercado Livre para que removesse os anúncios dos produtos vendidos ilegalmente. A determinação, no entanto, não foi atendida no prazo fixado pela empresa, que alegou ser apenas “mero intermediador” e não comercializa produtos.

    “Diante dos fatos, da venda indiscriminada de agrotóxicos, da verificação que os produtos são transportados com declaração de conteúdo de forma diferente da realidade e diante do risco à saúde da população e ao meio ambiente, não restou outra alternativa ao Ibama senão a aplicação da medida acautelatória de embargo desta atividade, qual seja, a venda de produtos agrotóxicos sem a devida receita agronômica. Não se trata de forma alguma de censura prévia dos anúncios, mas de precaução contra a venda irregular”, explicou Bohler.

    O Mercado Livre chegou a conseguir a suspensão da proibição na Justiça, fato que mobilizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a ingressar na 11ª Vara Federal de Curitiba. Foram acolhidas as razões apresentadas pelo Ibama e foi reformada a decisão anterior, decidindo improcedente o mandado de segurança impetrado pela empresa.

    A Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama sustenta que a venda de agrotóxicos no Mercado Livre está em desacordo com exigências de órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura. Segundo os promotores, o comércio desse tipo de produto deve ser feito apenas mediante receita assinada por agrônomo ou engenheiro florestal, sob risco de haver prejuízos ao meio ambiente e à saúde humana.

    “O Ibama não possui outra maneira de fazer cessar o risco, senão através do embargo da atividade. Não há como fiscalizar diariamente todos os produtos para detectar a irregularidade e solicitar a retirada da estante virtual. A exposição dos produtos é o objeto social da empresa impetrante e é sua a responsabilidade pelo anúncio”, argumentou a AGU.

    Fonte: Agrolink

  • Onde o Brasil pode ganhar na guerra comercial entre EUA e China

    Um estudo da Unctad – Key Statistics and Trends in Trade Policy 2018 – mostra que em caso de continuação da guerra comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil poderia ganhar mais US$ 10,5 bilhões em exportações adicionais. Os maiores ganhos (80%) seriam para o mercado americano e seriam mais compensadores do que os ganhos adicionais nas exportações de soja para a China.

    Os maiores ganhos no mercado americano, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), se devem às diferenças entre as listas americana e chinesa de produtos sobretaxados. A americana, formada por cerca de 800 produtos, principalmente industrializados, é formada por itens que o Brasil consegue ser competitivo no mercado americano, como máquinas e equipamentos, artigos plásticos, autopeças e químicos.

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, no ano passado, as exportações para os Estados Unidos cresceram 7,08%, atingindo US$ 28,77 bilhões. Os principais itens negociados com a maior economia mundial são semimanufaturados de ferro ou aços, petróleo e aviões. E os que tiveram maior expansão nas vendas em 2018, comparativamente a 2017, foram os semimanufaturados de aço (+69,97%) e as partes de motores e turbinas para aviação (131,33%).

    Já a chinesa, diz Fabrízio Panzini, gerente de negociações internacionais da CNI, é formada em sua maior parte por produtos do agronegócio, itens em que o Brasil é competitivo. Mas a China já é um importante comprador brasileiro de produtos que estão nesta relação, como a soja e a carne. No ano passado, as exportações para a segunda maior economia mundial tiveram um crescimento de 35,2%. O total de negócios atingiu US$ 64,2 bilhões.

    Distorções
    A guerra comercial vem provocando distorções em alguns mercados. O estudo citou como exemplo a elevação de alíquotas impostas pela China à soja americana. “Devido à importância destes dois mercados – a China é responsável por mais da metade das importações mundiais de soja e os Estados Unidos são o maior produtor -, as tarifas sobre a soja afetaram o mercado mundial da commodity”, destaca o estudo.

    Segundo a Unctad, uma das consequências foi o favorecimento de outros exportadores, particularmente o Brasil que, repentinamente, tornou-se o maior fornecedor da oleaginosa para a segunda maior economia mundial. “Entretanto, nem todos estão felizes”, aponta o estudo.

    Uma das preocupações dos produtores é que os preços mais elevados gerados pelas tarifas chinesas” possam minar a competitividade do produto brasileiro no longo prazo. Em um cenário em que a magnitude e a duração da guerra tarifária não é clara, eles estão relutantes em tomar decisões de investimentos que podem se tornar não rentáveis caso as tarifas sejam revogadas.

    Além disso, empresas brasileiras que operam em setores que usam a soja como matéria-prima perderiam competitividade devido aos altos preços gerados pelo aumento na demanda por soja brasileira por parte de compradores chineses.

    Outra preocupação, segundo Panzini, é em relação à imprevisibilidade geral causada pelo conflito comercial entre as duas maiores economias mundiais. O presidente americano, Donald Trump, descartou uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, antes do dia 1º, quando vence a trégua de 90 dias na guerra comercial entre as duas potências.

    Sem medo de retaliação
    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) não acredita que, se mantida a guerra comercial e as exportações brasileiras continuem a crescer para os EUA, haja algum tipo de retaliação americana, além das sobretaxas aplicadas ao aço. A principal justificativa, de acordo com a entidade empresarial, é que o Brasil não tem um superávit com o país. O déficit, no ano passado, foi de US$ 193,6 milhões.

    É uma situação diferente da vivida por outros três países – a China, o México e a Coreia do Sul -, com os quais os Estados Unidos têm pesados déficits comerciais e com os quais Donald Trump, de uma forma ou outra, se indispôs.

    Segundo o Bureau of Economic Analysis (BEA) – órgão americano de estatísticas econômicas -, o saldo na balança comercial com os chineses foi negativo em US$ 275 bilhões nos três primeiros trimestres do ano passado. Com os mexicanos, o saldo negativo foi de US$ 57,2 bilhões e com os sul-coreanos, US$ 3,7 bilhões. “Os Estados Unidos têm claros os seus alvos”, afirma Panzini.

    Fonte: Gazeta do Povo 

  • Ferro é essencial para o bom funcionamento fisiológico

    O ferro é um dos micronutrientes essenciais para o bom funcionamento fisiológico de uma cultura, segundo Jose Nolasco, Diretor de Estratégia e Inovação da Tradecorp International. Embora as plantas o requerem em pequenas quantidades, o ferro é um elemento chave no processo de transferência de elétrons durante a fotossíntese e outros processos metabólicos.

    “Por exemplo, a habilidade do ferro de mudar a valência de Fe + 2 para Fe + 3faz com que seja um elemento-chave no processo de transferência de elétrons durante a fotossíntese e outros processos metabólicos. Além disso, o ferro é um elemento estrutural de várias enzimas. Embora não faça parte da estrutura da clorofila, o ferro intervém em múltiplos estágios da biossíntese deste pigmento”, comenta.

    Além disso, Nolasco afirma que é por isso que as deficiências de ferro nas lavouras podem ser observadas como clorose, como amarelecimento das folhas, que se inicia nos tecidos mais jovens, já que o ferro não é um elemento muito móvel dentro da planta. Quando há deficiência de ferro, menos clorofila é sintetizada e a eficiência da fotossíntese é reduzida. Portanto, a planta tem perdas diretas em seu rendimento.

    De acordo com o especialista, mesmo que o ferro esteja disponível no solo e as plantas necessitam de poucas quantidades, as características de determinados tipos de solo fazem com que o ferro se condicione de maneira em que as plantas não conseguem absorver. Sendo assim, se torna necessária a fertilização.

    “O pH do solo é um dos condicionantes mais importantes em termos de disponibilidade, principalmente em solos com pH alcalino. No entanto, existem outros fatores que limitam a disponibilidade de ferro. Um exemplo disso, é a presença de carbonatos, fosfatos ou outros componentes que podem reagir, tornando-o insolúvel, de modo que é bloqueado ou fixado no solo e, portanto, não está disponível para a planta”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Transformação digital pode ajudar preservação do solo

    O especialista Diego Siqueira, engenheiro agrônomo, afirmou que a transformação digital pode auxiliar a preservação do solo através da chamada “governança do solo”. De acordo com ele, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o uso inadequado desse recurso natural causa perdas da ordem de 5 a 7 milhões de hectares anualmente “e já perdemos metade dos solos férteis do planeta nos últimos 150 anos”.

    Segundo ele, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica a governança do solo como um “conjunto de políticas, estratégias e processos para balizar e orientar a tomada de decisão sobre uso e ocupação do solo dentro de um país, estado ou cidade. Porém, a governança vai mais além, promovendo a agricultura sustentável e garantindo a segurança alimentar, por meio da ciência, tecnologia e da transformação digital”.

    Nesse cenário, o Brasil já iniciou algumas discussões sobre a utilização da transformação digital na conservação dos solos, movimentando várias iniciativas públicas que podem ajudar a apurar os riscos e as oportunidades da governança. “Porém, existe pouca ou nenhuma integração de informações, é o que aponta auditoria realizada pelo TCU. Em 2014, foi aplicado cerca de R$ 1,7 bilhão em programas nessa área. A transformação digital pode contribuir significativamente para essa integração de informações, data analytics, ações transdisciplinares e tomada de decisão multissetorial”, comenta.

    “Em outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Estônia e Nova Zelândia, desde 2009 já ocorrem debates sobre dados governamentais abertos e governo eletrônico (e-gov). No movimento M-gov, plataformas permitem o acesso a serviços e informações públicas para diferentes setores e aplicações, dentre elas governança do solo”, completa.

    Para finalizar, Siqueira afirma é necessária uma maior conscientização e melhora na percepção pública sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento para geração de indicadores representativos do solo. “A governança do solo impulsionada pela transformação digital pode ainda contribuir para elevar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, através de programas e certificação de atividades agrícolas e industriais em âmbito nacional e internacional”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: terça-feira começa com leves altas nos preços internacionais

    A terça-feira (12) começa com os preços internacionais do milho apresentando leves altas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 1,50 e 1,75 pontos por volta das 08h50 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,74, o maio/19 valia US$ 3,82 e o julho/19 era negociado a US$ 3,90.

    Segundo noticiado pela Agência Reuters, os preços do milho seguem a tendência da soja e do trigo e estão um pouco mais altos no início desta terça-feira após fechar a segunda-feira na maior baixa desde 15 de janeiro.

    Conforme análise de Bem Potter da Farm Futures, essa queda registrada ontem no milho foi influenciada pela baixa da soja e pelas inspeções de exportação de milho para a semana, que terminou em 7 de fevereiro, que atingiram 29,3 milhões de bushels, caindo moderadamente abaixo do valor da semana anterior de 35,5 milhões de bushels e caindo abaixo da média das estimativas comerciais que variaram entre 33 milhões e 45 milhões de bushels.

    Os relatórios apontaram que as importações de milho da União Europeia para 2018/19 chegaram a 594 milhões de bushels em 10 de fevereiro, um aumento de 43% em relação ao ano anterior, de acordo com a Comissão Europeia. Já as exportações de milho da Rússia para fevereiro devem chegar a 5,9 milhões de bushels, segundo a consultoria SovEcon. Esse mês, se realizado, seria o menor desde setembro do ano passado e 30% abaixo da média dos últimos sete meses.

    Fonte Notícias Agrícolas

  • Soja: Mercado na CBOT opera com leves altas nesta 3ª após tombo na véspera

    Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leve alta nesta manhã de terça-feira (12), ganhos entre 4,25 e 3,25 pontos. O mercado busca acomodação, segundo agências internacionais, após a queda de quase 10 pontos na véspera.

    Às 08h09, o vencimento março/19 anotava US$ 9,08 por bushel com alta de 3,50 pontos e o maio/19 registrava avanço de 3,25 pontos, cotado a US$ 9,22 por bushel.

    Na véspera, o mercado da oleaginosa perdeu quase 10 pontos com fundos desencadeando vendas de posições. Além disso, operadores seguem em atenção com os possíveis desdobramentos de negociações entre China e Estados Unidos, iniciadas na segunda-feira (11).

    O mercado se mantém atento ainda à conclusão da nova safra da América do Sul e as condições de clima em que se desenvolvem.

    Fonte Notícias Agrícolas

  • Milho “chama” nematoide quando sofre ataque

    Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Delaware e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) descobriu que plantas de milho atraem nematoides famintos enquanto são atacadas vermes resistentes a modificação genética. De acordo com eles, essa é uma estratégia defensiva indireta usada pela planta híbrida.

    Nesse contexto, os pesquisadores descobriram que quando um verme resistente mastiga a raiz dessa planta, ela emite um sinal químico específico que funciona como uma isca. Neste caso, o composto orgânico enviado pela planta do milho atrai nematoides, pequenas criaturas semelhantes a vermes que se alimentam desse tipo de larva.

    Segundo informou Bruce Hibbard, cientista do USDA, que lidera a pesquisa em genética vegetal na Universidade do Missouri, dos Estados Unidos, essa é uma ótima notícia para os nematoides, mas uma nova vulnerabilidade para o verme resistente, uma compensação que explica como um traço recém-adquirido custa ao organismo algo em desenvolvimento ou capacidade de reprodução. “Você pode chamá-lo de defesa do sino de jantar do nematoide. Os produtos químicos dizem a todos os nematoides que estão dentro do alcance que o jantar está pronto e as larvas de lagartas estão no menu”, comenta.

    “Este é o primeiro caso em que vimos algum tipo de custo associado à resistência – e é uma inclinação diferente do custo de fitness do que qualquer um pensou antes”, disse Hibbard. “A única razão pela qual os nematoides estão atacando esses insetos resistentes é que eles estão causando mais danos”, completa.

    Em alguns casos, os compostos são emitidos apenas para atrair nematoides quando esses vermes resistentes atacam. Além disso, os compostos não são emitidos quando insetos não resistentes atacam o milho, porque o dano à planta não é grande o suficiente para desencadear a defesa.

    Fonte: Agrolink

  • Transformação digital pode ajudar preservação do solo

    O especialista Diego Siqueira, engenheiro agrônomo, afirmou que a transformação digital pode auxiliar a preservação do solo através da chamada “governança do solo”. De acordo com ele, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o uso inadequado desse recurso natural causa perdas da ordem de 5 a 7 milhões de hectares anualmente “e já perdemos metade dos solos férteis do planeta nos últimos 150 anos”.

    Segundo ele, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica a governança do solo como um “conjunto de políticas, estratégias e processos para balizar e orientar a tomada de decisão sobre uso e ocupação do solo dentro de um país, estado ou cidade. Porém, a governança vai mais além, promovendo a agricultura sustentável e garantindo a segurança alimentar, por meio da ciência, tecnologia e da transformação digital”.

    Nesse cenário, o Brasil já iniciou algumas discussões sobre a utilização da transformação digital na conservação dos solos, movimentando várias iniciativas públicas que podem ajudar a apurar os riscos e as oportunidades da governança. “Porém, existe pouca ou nenhuma integração de informações, é o que aponta auditoria realizada pelo TCU. Em 2014, foi aplicado cerca de R$ 1,7 bilhão em programas nessa área. A transformação digital pode contribuir significativamente para essa integração de informações, data analytics, ações transdisciplinares e tomada de decisão multissetorial”, comenta.

    “Em outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Estônia e Nova Zelândia, desde 2009 já ocorrem debates sobre dados governamentais abertos e governo eletrônico (e-gov). No movimento M-gov, plataformas permitem o acesso a serviços e informações públicas para diferentes setores e aplicações, dentre elas governança do solo”, completa.

    Para finalizar, Siqueira afirma é necessária uma maior conscientização e melhora na percepção pública sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento para geração de indicadores representativos do solo. “A governança do solo impulsionada pela transformação digital pode ainda contribuir para elevar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, através de programas e certificação de atividades agrícolas e industriais em âmbito nacional e internacional”, conclui.

    Fonte: Agrolink