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  • FMC destaca importância da inovação e sustentabilidade no Congresso Brasileiro do Agronegócio

    A FMC, empresa de ciências para agricultura, participa da 19ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA). O evento acontece dia 03 de agosto, e neste ano será 100% online, apresentando o tema “Lições para o Futuro”, com uma ampla discussão sobre o peso geopolítico que o Brasil tem no campo da segurança alimentar e energética, a importância da preservação do meio ambiente, entre outras questões que afetam o setor.

    Pensando em futuro, a Companhia destacará a importância das inovações e das ferramentas sustentáveis para o desenvolvimento do agronegócio. Em poucas décadas, o Brasil passou do status de importador para grande exportador de alimentos, sendo considerado por muitos o celeiro do mundo, graças ao emprego de tecnologias que permitiram uma produção mais sustentável.

    Nesse sentido, para colaborar com a produção sustentável de alimentos, a FMC investe continuamente na descoberta de princípios ativos com novos modos de ação e em formulações inovadoras para atender essas necessidades, sempre pensando no futuro. Prova disso, é o pioneirismo da Companhia no segmento de biológicos no Brasil. Nos últimos cinco anos a empresa tem disponibilizado diversas ferramentas de controle biológico, de baixo impacto ambiental, tanto que ganhou prêmio internacional na categoria melhor produto biológico com seus bionematicidas Presence® e Quartzo®. Também foi reconhecida por Melhor Pipeline de P&D, Melhor Inovação em Tecnologia de Aplicação, além de ser líder em diversos segmentos com produtos químicos de alta performance e com menor impacto ao homem e ao meio ambiente.

    “Em momento de constante mudanças, nos preparamos para futuro e estamos concentrados no próximo nível de inovação, que abrirá oportunidades e um potencial de crescimento em tudo que fazemos”, reforça a Diretora de Marketing da FMC, Daniela Tavares. E acrescenta, “queremos fortalecer nosso portfólio e contribuir para o crescimento sustentável da agricultura levando em consideração a característica de cada região, e trazendo ainda mais conveniência e eficiência ao campo”, conclui.

    Segundo ela, a inovação está no DNA da empresa. Com sólidas capacidades de pesquisa e desenvolvimento, a FMC cria soluções inovadoras para contribuir com a produção de alimentos, sem comprometer o meio ambiente. “Desde o início do nosso programa de sustentabilidade em 2010, temos sido guiados por metas de sustentabilidade, objetivos e compromissos que refletem o amplo portfólio de negócios da nossa companhia. Agora, queremos ir ainda mais longe. Temos a meta de até 2025 ter 100% dos investimentos em P&D focado em produtos sustentáveis”, declara.

    Com todos esses compromissos de inovação e sustentabilidade, a FMC participa do CBA contribuindo com os debates sobre o futuro do agronegócio no Brasil e no mundo.

    Para saber mais acesse: www.congressoabag.com.br.

    Sobre a FMC

    A FMC Corporation, uma companhia de ciências para agricultura, fornece soluções inovadoras para produtores de todo o mundo com um portfólio de produtos robusto, impulsionado por uma descoberta orientada para o mercado e desenvolvimento em proteção de cultivos e manejo de pragas e doenças nas principais culturas. Essa poderosa combinação de tecnologias avançadas inclui a liderança no mercado de controle de insetos, além de contar com soluções como herbicidas, fungicidas e biológicos. A FMC Corporation emprega aproximadamente 6.500 funcionários em todo o mundo. Para saber mais, visite www.fmc.com e www.fmc.com.br.

    FMC, o logotipo da FMC, Presence® e Quartzo®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou afiliada. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Sempre leia o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso do produto.

  • Uruguai leva cinco classificados à Final do Freio de Ouro

    Um final de semana onde Brasil e Uruguai compartilharam o mesmo objetivo: selecionar classificados à Final do Freio de Ouro 2020. E lá em território hermano, direto da pista da Associación Agropecuaria da cidade de Salto, chegam mais cinco conjuntos habilitados à decisão do ciclo. Na manhã deste domingo, 2 de agosto, quatro fêmeas e um macho superaram os 18 pontos de nota e garantiram vaga para seguir em busca do título em mais uma temporada da prova mais completa da raça.

    Do outro lado, entre os cavalos inscritos, não houve surpresas. GS Butia de San Pedro ficou na ponta do início ao fim e acabou sendo o único macho a obter a pontuação mínima para a classificação. Montando pelo ginete Mauro Villamor, o picaço é de criação e propriedade de Guillermo Sanguinetti, da Cabanha San Pedro, e obteve 18,011 de avaliação final.

    Resultado que teve a participação de um time de peso. Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, a Classificatória ao Freio de Ouro do Uruguai contou com o experiente olhar do trio de jurados formado pelos brasileiros Rodrigo Teixeira e Renato Morrone, além do uruguaio Felipe Malfatto. Na supervisão técnica da seletiva esteve o técnico credenciado à Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Rouget Gigena Wrege

    Assim como acontece nas seletivas brasileiras (organizadas pela ABCCC), a semifinal uruguaia seguiu um protocolo previamente estabelecido com o governo: uma classificatória sem público, onde apenas três pessoas por animal tiveram acesso ao local de provas. O uso de máscara, do álcool em gel, além do distanciamento social, também foram seguidos à risca por lá, na disputa que contou com transmissão ao vivo através da parceria com a Campo TV e teve a cobertura completa nas mídias sociais da Sociedad de Criadores de Caballos Criollos del Uruguay, responsável também pela organização da prova.

    Confira o resultado

    FÊMEAS

    1º lugar
    PORAL SANTA RITA
    Criador e expositor Jose Maria Campiotti, Cabanha Don Poro
    Ginete: Juan Pablo Gonzalez. Nota: 20,302

    2º lugar
    PORAL CALANDRIA II
    Criador e expositor Jose Maria Campiotti, Cabanha Don Poro
    Ginete: Juan Pablo Gonzalez. Nota: 19,650

    3º lugar
    PORAL SANTA CRUZ
    Criador e expositor Jose Maria Campiotti, Cabanha Don Poro
    Ginete: Juan Pablo Gonzalez. Nota: 18,397

    4º lugar
    LLOVIZNA DE LA NATIVA
    Criador Valsemar SA e expositor Francisco Calvelo, Cabanha La Luz
    Ginete: Tomáz Berrutti. Nota: 18,232

    MACHOS

    1º lugar
    GS BUTIA DE SAN PEDRO
    Criador e expositor Guillermo Sanguinetti, Cabanha San Pedro
    Ginete: Mauro Villamor. Nota: 18,011

  • Nevasca e gafanhotos levam Argentina a declarar emergência agrícola

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina decretou estado de emergência agrícola no país após forte nevasca nas províncias de Rio Negro, Neuquén e Chubut, onde produtores enfrentam, além da neve, uma praga de tucura, também chamados de “gafanhotos crioulos”.

    Segundo o governo argentino, a partir desta sexta-feira (31/7) começa a funcionar o projeto coordenado de assistência rápida, para acelerar prazos dos procedimentos de declaração e não atrasar os auxílios destinados a produtores das fazendas de gado de Rio Negro, além dos agricultores que produzem cebola, abóbora, milho, batata, quinoa, sorgo, e vegetais.

    Produtores de vinho, frutas secas, videiras e outras culturas também receberão benefícios pelo prazo de um ano a partir da assinatura do decreto.

    No caso de Neuquén, foi recomendado declarar emergência e/ou desastre agrícola para fazendas de gado e agricultura familiar, afetadas pelo excesso de neve. Em relação a Chubut, os decretos protegem os pequenos produtores e povos indígenas da peste tucura.

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    Quarta Nuvem de Gafanhoto

    Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) chegou a uma quarta nuvem de gafanhotos após denúncia de produtor local. O novo grupo dos insetos está localizado em Salta, no noroeste do país.

    O governo argentino ainda não tem informações sobre o tamanho dessa quarta nuvem. Uma equipe do Senasa deve ir até o local para verificar a presença das pragas. No Twitter o órgão alertou para possíveis deslocamentos das nuvens nos próximos dias devido a elevação das temperaturas.

    As outras três nuvens estão no município de Federación, há 90 km da fronteira com o Rio Grande do Sul, onde aplicações de inseticidas diminuíram consideravelmente a aglomeração da praga; a segunda nuvem está em El Pintado, na divisa com o Paraguai e a terceira em Ingeniero Juárez, província de Formosa, na Argentina.

  • Mapa registra 13 novos defensivos biológicos

    O Ministério da Agricultura avança no registro de produtos biológicos. O Diário Oficial da União desta sexta-feira (31) trouxe a publicação de 13 novos produtos de base biológicas. Em 2020 já são 45 registros de soluções biológicas e orgânicas.O prazo de obtenção de um registro de um produto biológico ou microbiológico leva em média oito meses, enquanto de um produto químico convencional tende a levar, na média, mais de quatro anos

    Entre os novos, 11 deles são compostos por microrganismos como a Beauveria bassiana, o Bacillus amyloliquefaciens ou o Metarhizium anisopliae que são agentes biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros.

    Outro produto utiliza a vespa Cotesia flavipes para o controle biológico da broca da cana-de-açúcar; e um outro produto de baixo impacto que utiliza um óleo extraído da planta Azadirachta indica de origem indiana conhecida como Neem e tem efeitos natural inseticida, podendo inclusive ser utilizado para os cultivos orgânicos. Além do extrato de Neem, outros quatro produtos dos defensivos biológicos estão autorizados para uso no controle de pragas de cultivos orgânicos.

    Além dos biológicos também foram registrados outros 25 produtos formulados, ou seja, defensivos agrícolas que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país.

  • Safra de grãos se encaminha para o fim

    No Paraná, a safra de grãos 2019/20 se encaminha para o final com a colheita da segunda safra e dos cereais de inverno. A expectativa de produção aponta para um volume total de 41,01 milhões de grãos que serão colhidos no Estado, que representa um acréscimo de 5 milhões de toneladas em relação à safra anterior (18/19), que somou 36 milhões de toneladas de grãos. Esse será o resultado das três safras cultivadas no Estado, a de verão, segunda safra, e de inverno, conforme estimativa do Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, divulgada nesta sexta-feira (31).

    O resultado final da safra 19/20 foi alavancado pelo desempenho das lavouras de soja e feijão na primeira safra, da segunda safra de milho e das culturas de inverno que ainda estão a campo, com bom desenvolvimento.

    O aumento de produtividade surpreendeu os analistas do Deral. Houve perdas nas culturas da segunda safra, em decorrência da falta de chuvas, mas elas foram compensadas ao produtor com o aumento nos preços dos produtos.

    Para o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, mesmo passando por períodos de estiagem prolongada, jamais vista no Estado em muitos anos, o resultado da safra de grãos no Paraná é considerado surpreendente, tanto em volume como em valor de venda. Os produtores se beneficiaram do aumento das cotações do dólar, já que a maioria dos produtos cultivados no Paraná são commodities.

    Para o diretor do Deral, Salatiel Turra, a safra 2019/20 transcorreu bem, apesar de algumas intempéries climáticas provocadas pela estiagem e altas temperaturas. “Se algumas culturas tiveram prejuízos e reduções de produção, como no caso do feijão das secas e milho da segunda safra, outras se sobressaíram, como foi o caso da soja que alcançou recorde de produção”, afirmou.

    Turra chama a atenção para os retornos econômicos bastante interessantes ao produtor com a atual safra, como no caso da soja, milho e possivelmente para o trigo.

    Particularmente sobre o milho da segunda safra, que está em fase de colheita, Turra atribuiu ao produtor o resultado favorável da cultura, apesar de ter sido penalizada pela estiagem severa que atingiu o Paraná entre os meses de março a maio.

    “A princípio a estimativa de perda para o milho de segunda safra era para ser maior, mas devido ao investimento em tecnologia nas sementes, nos insumos, ou seja, na qualidade desses produtos utilizados pelos produtores, que estão sendo cada vez mais modernos, mais avançados, a redução de produção não foi tão acentuada como se previa inicialmente”. Turra salientou que a tecnologia está ajudando os produtores a garantir uma produção boa, mesmo em situações de déficit hídrico.

    TRIGO   – A cultura do trigo foi uma das que mais surpreendeu positivamente este ano, com potencial para revelar uma produção excepcional, em muitos anos. O Paraná deverá produzir 3,7 milhões de toneladas, que corresponde a 1,6 milhão de toneladas de trigo a mais que está sendo colhido no Estado, em comparação com o ano passado, quando foram colhidas 2,14 milhões de toneladas do grão.

    Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, o trigo, como cultura de inverno, é muito vulnerável aos riscos do clima. Porém este ano as geadas não foram fortes neste mês de julho, considerado o mais crítico, e a cultura está se desenvolvendo de forma bastante satisfatória.

    A preocupação, salientou, está no decorrer dos próximos 15 dias, cuja previsão climática é de ausência de chuvas e ocorrência de dias quentes, que pode vir a prejudicar o desempenho final das lavouras.

    Os produtores já venderam em torno de 15% da produção estimada, o que é outra raridade para um mês de julho, frisou Godinho. O máximo de venda antecipada de trigo que já ocorreu em julho foi de 10%.

    O atrativo são os bons preços do trigo, em torno de R$ 60,00 a saca com 60 quilos.

    MILHO – O milho da segunda safra foi outro grão que respondeu satisfatoriamente, apesar de ter sofrido perdas nas lavouras com a estiagem. A colheita avançou entre 35% e 40% da área plantada e está revelando boas produtividades, menores que no ano passado, mas melhores do que o esperado se for considerado o impacto da estiagem que foi uma das mais fortes que atingiu a cultura em pleno desenvolvimento, explicou o analista do Deral, Edmar Gervásio.

    Segundo o Deral, a produção deve atingir 11,5 milhões de toneladas, uma queda de 13% em relação à safra passada, que atingiu volume de 13,2 milhões de toneladas na safra 2018/19. Segundo Gervásio, a seca contribuiu para evitar a incidência de doenças, o que ajudou a reduzir as perdas decorrentes da falta de água.

    A exemplo do trigo, houve avanço também na comercialização de milho da segunda safra. Os produtores venderam antecipadamente acima de 40% do milho de segunda safra neste mês de julho para aproveitar os bons preços no mercado.  Está sendo vendido a uma média em torno de R$ 38,00 a R$ 40,00 a saca com 60 quilos, sendo que de janeiro a junho o milho vinha sendo vendido a uma média de R$ 35,00 a saca. “Mesmo com produção menor, os produtores estão faturando mais”, disse.

    FEIJÃO DA SEGUNDA SAFRA  – A colheita já foi encerrada, com uma produção de 259,4 mil toneladas, volume 28% inferior à safra em igual período do ano passado, cuja colheita rendeu 360 mil toneladas de feijão no Paraná. Com a estiagem, a produtividade das lavouras caiu em torno de 41% e o Paraná deixou de colher 179 mil toneladas do grão, informou o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador.

    Computando as três safras do período 2019/20, que está se encerrando, o Paraná deverá colher um total de 579 mil toneladas de feijão, uma redução de apenas 5% em relação ao ano passado.

    Segundo Salvador, o desempenho da primeira safra – feijão das águas – salvou o resultado final. Na primeira safra, a produção de feijão no Paraná foi 29% maior que em igual período da safra anterior.

    Com a estiagem e a perspectiva de quebra da segunda safra de feijão, o produto estava com preço aquecido até o mês de maio. A saca de feijão, com 60 quilos, estava sendo vendida em torno de R$ 300,00, um preço considerado excelente. Com a entrada de produção de outros estados no mercado, o preço caiu e se estabilizou entre R$ 180,00 a R$ 190,00 a saca, o que ainda é considerado um bom preço pago ao produtor, acima dos custos de produção, avaliou o técnico.

    SOJA – A colheita da soja foi totalmente concluída, com um volume recorde de 20,7 milhões de toneladas, um aumento de 28% sobre o resultado da safra anterior que atingiu 16,13 milhões de toneladas. Foram mais de 4,5 milhões de toneladas colhidas a mais no Paraná, disse o economista do Deral, Marcelo Garrido.

    Segundo ele, a soja nunca rendeu tanto no Estado como este ano, reflexo do clima favorável durante o desenvolvimento vegetativo das lavouras, cujo período teve a ocorrência de chuvas regulares nos momentos certos.

    Para coroar o bom desempenho das lavouras, a comercialização do grão está sendo uma das melhores dos últimos anos para os produtores, beneficiados pelo aumento da cotação do dólar frente ao real. Para se ter uma ideia, a saca de soja está sendo vendida em torno de R$ 100,00 a saca com 60 quilos, o que garante muita lucratividade ao produtor. Segundo Garrido, há um ano, a soja era vendida por R$ 66,00 a saca, quase 50% de aumento nominal nas cotações.

    Segundo o Deral, aproveitando os bons preços, cerca de 91% da soja paranaense, que corresponde a cerca de 18 milhões de toneladas, já foi vendida. Para o analista, se por um lado o preço está explodindo, por outro quase não há mais soja para vender porque os mercados externos vieram em busca do produto brasileiro e paranaense com muita voracidade este ano.

    Mesmo com aumento de custos já previstos para plantar a safra 2020/21, Garrido salienta que o produtor está capitalizado para enfrentar esse desafio.

    CAFÉ –   A produção de café no Estado deverá atingir esse ano cerca de 56 mil toneladas, repetindo o desempenho do ano passado. Cerca de 81% desse volume já foi colhido, movimento facilitado pelos poucos dias frios e sem chuvas neste mês de julho, disse o engenheiro agrônomo do Deral. Paulo Franzini.

    Ele ressaltou a qualidade do café paranaense, que está sendo colhido, e para a lentidão na comercialização. O produtor vendeu cerca de 27% da safra, o suficiente apenas para pagar a colheita, que é o item mais caro da lavoura e agora deve esperar uma reação nos preços.

    O preço, cotado em torno de R$ 515 a saca em maio, caiu para R$ 400,00 em junho. Em julho, com uma pequena reação, o preço do café foi a R$ 440,00 a saca.

    Segundo Franzini, o produtor não está endividado e vai esperar uma reação do mercado. Este ano o volume de exportação de café brasileiro pode ser o segundo recorde da história, com uma exportação avaliada entre 30 a 35 milhões de sacas. O café brasileiro é exportado para 125 países, sendo os maiores compradores os Estados Unidos e países da Europa.

    CEVADA – A cultura da cevada está em campo, e o desenvolvimento vegetativo é considerado bom. Foram plantados em torno de 62,7 mil hectares, repetindo a área ocupada no ano passado. A produção esperada é de 288 mil toneladas, volume 13% acima da safra anterior.

    De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira, a região de Guarapuava – maior produtora e consumidora de cevada no Estado – aumentou a área de plantio em 11% e já vendeu 50% de sua produção para uma indústria de malte local.

    MANDIOCA – O plantio de mandioca aumentou 3%, passando de 136,4 mil hectares no ano passado para 140,2 mil hectares esse ano. A produtividade do cultivo de mandioca no Paraná é o dobro da brasileira.

    A produção esperada é de 3,38 milhões de toneladas, volume 9% maior que o colhido no ano passado, que atingiu 3,11 milhões de toneladas. Essa produção seria ainda maior não fosse afetada pela falta de chuvas, principalmente na região Noroeste do Estado onde se concentra o cultivo de mandioca, salientou o economista do Deral, Methódio Groxko.

    A colheita este ano está mais acelerada que no ano passado. Cerca de 55% do volume esperado já foi colhido. Segundo Groxko, a pandemia afetou bastante o setor, que reflete o consumo em baixa. Isso porque a maior parte da mandioca paranaense é transformada em fécula, matéria-prima utilizada por indústrias variadas, cujos desempenhos foram afetados com queda nas vendas.

    Sem venda, não há consumo de fécula e não há aquecimento nos preços da mandioca, explica Groxko. Para se ter uma ideia, a raiz cuja tonelada era vendida por R$ 415,00 em janeiro caiu para cerca de R$ 334,00 atualmente, uma queda muito acentuada que provoca perdas de 20% no rendimento potencial do agricultor.

    Segundo o Deral, a fécula de mandioca está com redução de preços de 22% e a farinha de mandioca está com redução nos preços de 13%. A farinha foi menos prejudicada porque há demanda maior dos estados do Norte e Nordeste para o consumo das famílias.

    Informações do Governo do Estado do Paraná.

  • Plantio direto pode salvar biodiversidade da Europa

    Um relatório realizado pela Comissão Europeia para a saúde do solo e alimentação concluiu que entre 25% e 30% dos solos agrícolas da União Europeia estão “perdendo o conteúdo de carbono orgânico, corroendo ou sendo muito compactado, ou alguma combinação desses fatores”, enquanto entre 60% e 70% estão “doentes”. Uma maneira pela qual os agricultores estão trabalhando para resolver esses problemas é através da agricultura de plantio direto.

    Embora a agricultura de plantio direto seja praticada na UE, a incorporação da técnica tem sido mais lenta do que em outros lugares. Embora alguns grupos ou associações de agricultores tenham implementado essa prática com algum sucesso, ela não é aplicada em larga escala. Esta, juntamente com outras práticas de conservação agrícola, provou ser uma maneira econômica de controlar com êxito a erosão e melhorar a eficiência do uso de água e fertilizantes.

    “Mas você realmente começa a ver a diferença nos sistemas quando as condições são ruins. Se houver uma seca, você pode ver que as áreas cultivadas de plantio direto são mais produtivas que as fazendas convencionais nas áreas circundantes. A temperatura do solo é mais baixa, economiza água, os polinizadores preferem condições mais frias “, disse o agricultor norte-americano Trey Hill, lembrando que isso será cada vez mais importante diante das mudanças climáticas.

    O plantio direto e outras técnicas de agricultura de conservação, como culturas de serviço e integração com o gado, foram amplamente adotadas na Argentina. Um processo iniciado há 30 anos e que tornou a agricultura argentina a mais sustentável do mundo, por exemplo.

    Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

  • Primeira quinzena será de tempo quente e seco no RS

    Nos últimos dias, o Rio Grande do Sul vem sentido temperaturas gélidas e consecutivos dias com a presença de geadas. Na quarta-feira, todas as estações do INMET do estado registravam um amanhecer com temperaturas abaixo dos 5.2°C. E temperaturas abaixo de zero em São José dos Ausentes (-2.1 °C), Quaraí (-1.9 °C), Vacaria (-1.4 °C), Dom Pedrito (-1.1 °C), Serafina Corrêa (-1.1 °C), Cambará do Sul (-0.4 °C).

    De acordo com o consultor do Agrotempo, Gabriel Rodrigues, a partir de sexta feira (31) essa massa de ar polar responsável por estes dias gelados nesta semana, vai começar a se deslocar para o oceano. Esse deslocamento dá espaço para a aproximação de uma massa de ar mais quente e seco vinda da região que compreende o leste da Bolívia, Paraguai e centro oeste do Brasil.

    Os modelos de previsão de tempo indicam que essa massa de ar mais seco vai predominar e determinar o comportamento do tempo na região nos 15 primeiros dias do mês de agosto. Fazendo com que as temperaturas fiquem acima da média esperada para para o período, com algumas tardes de temperaturas até elevadas. Além das temperaturas, há indicativos de que o período será mais seco, sem a presença de chuvas para essa primeira quinzena do mês.

  • Cogo: lucratividade da produção de grãos seguirá elevada na safra 20/21

    A lucratividade da produção de grãos deve continuar elevada na safra 2020/2021, de acordo com a Cogo – Inteligência em Agronegócio. A projeção da consultoria já leva em consideração os preços efetivamente pagos pelos produtores na compra dos principais insumos (fertilizantes e defensivos), bem como as taxas de juros de custeio definidas no Plano Safra 20/21.

    Para a soja, principal cultura agrícola do Brasil, a projeção é de aumento de 13,2% no custo médio de produção na região Sul e de 6,5% na região do Cerrado. A receita bruta da soja na região Sul deve recuar 5,4% e no Cerrado, 1,4% em relação à safra 2019/2020. Já a margem líquida da soja na região Sul deve cair 13% ante recuo de 5,4% no Cerrado.

     

    Essas diferenças se devem basicamente a fatores como o maior volume de vendas antecipadas de soja pelos produtores e compras de insumos mais adiantadas na região do Cerrado em relação ao Sul do país.

    A margem bruta estimada para a safra de soja 2020/2021, representada pelo Ebitda, deverá seguir em níveis elevados em ambas regiões, projetada em 53,7% no Sul e em 32,5% no Cerrado, ante 58,4% e 33,8% registrados, respectivamente, na safra 2019/2020.

    Saiba mais no relatório completo da Cogo – Inteligência em Agronegócio!

     

  • Agro brasileiro vai crescer mais de 20% na década

    O agronegócio brasileiro responde por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) e 20% dos empregos no país. O Brasil exporta para mais de 200 países e é o terceiro maior exportador mundial de produtos agrícolas, podendo bater um recorde na casa de US$ 106 bilhões neste ano.

    E pode melhorar mais ainda na década que está por vir. Um estudo publicado pelo Mapa nesta terça-feira (28) aponta as projeções para o agronegócio na década 19/20 até 29/30. As regiões que mais devem crescer são Centro-Oeste (33%) e Norte (30%), com destaque para expansão de novas áreas. Entre os grandes produtores, Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no país. O Matopiba também deve assumir importante papel, com produção de 32,7 milhões de toneladas de grãos.

    Em grãos a produção deve saltar de 250 milhões de toneladas para mais de 318 milhões de toneladas, uma alta de 27%. A área plantada com grãos deve expandir de 65,5 milhões de hectares para 76,4 milhões de hectares, alta de 16,7%. O estudo considera algodão caroço, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale. A produtividade total dos fatores projetada até 2030 deve crescer à taxa anual média de 2,93%. Destaque para Rondônia, que deve elevar a produção em 38% e Tocantins 31% de alta.

    Algodão, milho de segunda safra e soja devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos, com uma taxa anual de crescimento de 2,4%. O documento ressalta que “esse avanço, entretanto, exigirá um esforço de crescimento que deve consistir em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento”.

    Nas proteínas também serão notados avanços. A produção de carnes (bovina, suína e aves) deverá aumentar em 6,7 milhões de toneladas. Representa um acréscimo de 23,8%. As carnes de suínos e de frango, são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve crescer 16,2%.

    Veja melhor no gráfico:

    Arte: Marcel Oliveira

    Projeção internacional 

    Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2029-30, o Brasil deverá participar com 51,98% das exportações mundiais de soja, 35,3% da carne de frango, 23,2% das exportações de milho, 22,7% do algodão e 9,7% das exportações de carne suína.

    Além dos produtos tradicionais como café, suco de laranja, açúcar, soja e carnes, outros produtos assumem importância crescente. Entre estes, podem ser lembrados a celulose e o milho que está numa crescente, junto com as frutas que apresentaram bons resultados no mercado externo.

    Veja as projeções de exportação no gráfico:

    Arte: Marcel Oliveira

    Agricultura familiar

    A agricultura familiar que tem cerca de 4 milhões de estabelecimentos no país também aparece na projeção. A expectativa da década é chegar a 11,4 milhões de toneladas de mandioca, 24,5 milhões de toneladas de café, 745,2 milhões de toneladas de fumo, 2,69 milhões de toneladas de carne suína, 8,36 milhões de carne de frango, e 20,3 bilhões de litros de leite. Soja, feijão e milho são as atividades onde a agricultura familiar tem menor participação. Isso pode ocorrer devido à produção em larga escala e ao uso de tecnologia.

  • Soja segue operando com leves baixas em Chicago nesta 5ª

    Os preços da soja seguem operando com leves baixas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (30), dando continuidade ao movimento da sessão anterior. O mercado continua precisando de novas notícias para se posicionar de forma mais agressiva e permanece com clima nos EUA e demanda pela oleaginosa americana no centro do radar dos traders.

    Assim, por volta de 8h35 (horário de Brasília), os futuros da commodity cediam entre 2,50 e 3,25 pontos nos vencimentos mais negociados, com o agosto valendo US$ 8,88 e o novembro, US$ 8,82 por bushel.

    ” O momento está se tornando mais baixista com clima bom nos EUA e fraca demanda chinesa. Sem nova demanda e com clima bom, estoques americanos ficarão abarrotados e os futuros de soja podem buscar a região dos US$8 para o contrato de Novembro. Sem demanda chinesa para commodities americanas, é difícil achar outros motivos fundamentais que possam levar a uma alta nas cotações futuras no curto prazo”, explica a ARC Mercosul em seu boletim Chicago Diário.

    No Brasil, o foco permanece sobre  a disputa pela pouca soja da safra velha ainda disponível para comercialização e na demanda intensa, o que puxa atenção para os prêmios, que continuam subindo forte no país.

    FONTE: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS