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  • Soja tem leves altas nesta 5ª em Chicago depois de perder mais de 10 pts na sessão anterior

    Os preços da soja trabalham com leves altas no pregão desta quinta-feira (18) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h45 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 1 ponto, como maio valendo US$ 8,80 e o agosto, US$ 9,00 por bushel.

    O mercado se ajusta antes do final de semana prolongado, uma vez que as bolsas norte-americanas não funcionam nesta Sexta-Feira Santa (19). A cautela é mantida, como explicam analistas internacionais, porque três dias sem mercado em tempos de mercado climático – e frente a tantas adversidades – podem aumentar as incertezas.

    Os traders seguem acompanhando o cenário de condições desfavoráveis e temem pelo atraso no plantio do milho. No entanto, todas essas preocupações ainda não chegam efetivamente aos preços.

    Ontem, o mercado chegou a romper o nível técnico dos US$ 8,90 por bushel no maio, o que ajudou a dar mais espaço para novas baixas na CBOT, onde os preços terminaram o dia perdendo mais de 10 pontos.

    Paralelamente, o mercado acompanha também a evolução – ou não – das discussões entre China e EUA e, há alguns dias, já não se fala mais tanto na proximidade de um acordo.

    As vendas semanais para exportações dos EUA serão atualizadas nesta quinta pelo USDA (Deparatmento de Agricultura dos Estados Unidos) e as expectativas do mercado variam de 350 mil a 850 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja volta ao campo negativo nesta 4ª feira e mercado já reduz ritmo antes do feriado

    Os futuros da soja passaram a recuar nesta quara-feira (17) na Bolsa de Chicago. Depois de iniciarem o dia com pequenas baixas, por volta de 11h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 3,75 e 4,50 pontos e o vencimento maio/19 já operava com US$ 8,83 por bushel. O agosto ainda lutava para manter os US$ 9,00, enquanto o julho já atuava com US$ 8,97.

    O mercado e os traders precisam de novas notícias. Até que elas não apareçam, o andamento das cotações deve seguie lateralizado, sem mostrar grandes mudanças. Enquanto isso, segue dividido entre o andamento das relações entre China e EUA e as informações sobre o clima no Corn Belt.

    “A ARC alerta que, apesar do ritmo semanal (dos trabalhos de campo, com o milho já semeado em 3% da área) se mostrar atrás da média multianual, ainda é muito prematura a preocupação com o progresso de plantio latente. Entretanto, problemas climáticos (chuvas e neve excessivas) continuam impedindo o avanço dos trabalhos de campo, e atrasos poderão ser empilhados nas próximas semanas”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    Os fundos ainda atuando na ponta vendedora do mercado também exigem atenção do mercado neste momento. Ontem, mais vendas ajudaram a pesar sobre os preços, que só no trigo perderam mais de 3% na CBOT.

    Além disso, como explica o analista sênior do portal internacional Farm Futures, Bryce Knorr, o mercado também já vai adotando um ritmo mais calmo com a semana curta e às vésperas do feriado. Na sexta-feira, 19, a Bolsa de Chicago não opera com o feriado da Sexta-Feira Santa, ou Holy Friday para os americanos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Projeção de safra de soja do Brasil 2018/19 sobe a 115,8 mi t, diz Céleres (REUTERS)

    SÃO PAULO (Reuters) – A safra de soja do Brasil em 2018/19 foi estimada em 115,8 milhões de toneladas pela consultoria Céleres nesta quarta-feira, alta frente às 113,8 milhões de toneladas na projeção anterior.

    Já a safra total de milho do país foi projetada em 97,9 milhões de toneladas, estável ante a previsão anterior, acrescentou a consultoria em comunicado.

    Fonte: Reuters

  • Movimentações misturadas nessa noite deixam o milho estável no início da 4ªfeira na Bolsa de Chicago

    A quarta-feira (17) começa com estabilidade nos preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações entre 0,50 e 0,75 pontos por volta das 09h03 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado à US$ 3,59, o julho/19 valia US$ 3,68 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,76.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho são pouco alterados após o comércio alterar entre os dois lados durante a noite.

    Taiwan, como esperado, preencheu um concurso para uma carga de milho que pode ser proveniente do Brasil ou dos EUA em um mercado mundial competitivo. Porém, isso é uma notícia é leve, apropriada para um mercado tranquilo.

    Knorr aponta que o mercado deve apresentar mais movimentações entre hoje e amanhã, com os mercados buscando negociações antes da sexta-feira santa, quando os pregões não vão funcionar.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem 4ª feira de estabilidade em Chicago após baixas intensas na sessão anterior

    Nesta quarta-feira (17), por volta de 7h40 (horário de Brasília), os preços da soja testavam leves altas de pouco mais de 1 ponto na Bolsa de Chicago. A estabilidade segue permeando os negócios internacionais e o mercado busca se reequilibrar depois das perdas de mais de 10 pontos no pregão anterior.

    Assim, o contrato maio/19 tinha US$ 8,89 por bushel, enquanto o agosto valia US$ 9,09.

    O mercado e os traders precisam de novas notícias. Até que elas não apareçam, o andamento das cotações deve seguie lateralizado, sem mostrar grandes mudanças. Enquanto isso, segue dividido entre o andamento das relações entre China e EUA e as informações sobre o clima no Corn Belt.

    “A ARC alerta que, apesar do ritmo semanal (dos trabalhos de campo, com o milho já semeado em 3% da área) se mostrar atrás da média multianual, ainda é muito prematura a preocupação com o progresso de plantio latente. Entretanto, problemas climáticos (chuvas e neve excessivas) continuam impedindo o avanço dos trabalhos de campo, e atrasos poderão ser empilhados nas próximas semanas”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    Os fundos ainda atuando na ponta vendedora do mercado também exigem atenção do mercado neste momento. Ontem, mais vendas ajudaram a pesar sobre os preços, que só no trigo perderam mais de 3% na CBOT.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • ConectarAGRO promete conectar o campo brasileiro

    Um dos principais problemas enfrentados pelo agricultor hoje no Brasil é a falta de conectividade no campo. Para resolver essa questão, AGCO, Climate FieldView, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble se reuniram para viabilizar o ConectarAGRO, uma iniciativa que visa contribuir para consolidar e expandir o acesso à internet nas mais diversas regiões agrícolas brasileiras.

    O ConectarAGRO buscará promover tecnologias abertas, abrangentes a soluções de automação no campo, conectando máquinas e pessoas, permitindo, dessa forma, mais liberdade e flexibilidade ao agricultor usuário final dessas tecnologias. Esse conceito é o diferencial do ConectarAGRO em relação às demais soluções tecnológicas disponíveis no mercado, que atualmente são fechadas, limitadas e trazem maior insegurança ao agricultor que as utiliza, dificultando sua adoção em larga escala.

    O produtor rural poderá usufruir, de forma completa, dos recursos disponíveis hoje de agricultura de precisão, digital e automação, além de ter acesso a uma infinidade de novos produtos e serviços habilitados com a existência da conectividade, podendo, assim, otimizar o seu negócio. Cada empresa que integra essa iniciativa contribuirá com suas valiosas expertises e experiências de mercado para ajudar a criar um ecossistema favorável e melhorar ou desenvolver as condições para a conectividade no campo no âmbito do ConectarAGRO, mas não haverá desenvolvimento, produção ou comercialização conjunta de equipamentos, produtos ou serviços no mercado pelas empresas, que continuarão a atuar de forma independente, sem qualquer combinação de atividades econômicas e sem o compartilhamento de riscos e resultados.

    Dessa forma, o ConectarAGRO será peça importante para o agronegócio brasileiro aumentar ainda mais a sua competitividade no cenário internacional. A diversidade, a competência e o interesse comum das empresas envolvidas numa inciativa inédita de combinação de esforços cria um ambiente para melhor entender o problema de conectividade no campo brasileiro, por seus diversos ângulos, gerando uma estratégia efetiva para solucioná-lo, beneficiando o agronegócio nacional. A estrutura para a implementação dessa iniciativa está sendo definida baseada em todas as práticas e necessidades legais vigentes no Brasil.

    Fonte: Grupo Cultivar

  • Clima preocupa, mas altos estoques mundiais mantem o milho levemente mais baixo em Chicago

    A terça-feira (16) começa com leves quedas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações entre 1,25 e 1,50 pontos por volta das 09h05 (horário de Brasília).

    O vencimento maio/19 era cotado a US$ 3,61, o julho/19 valia US$ 3,70 e o setembro/19 era negociado por US$ 3,78.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços de grãos em geral estão mais baixos nesta manhã uma vez que “ainda é muito cedo para os comerciantes se interessarem pela história de atrasos de plantio, especialmente com grandes estoques de milho, soja e trigo em todo o país”.

    Apesar das condições climáticas ameaçarem atrapalhar os trabalhos de plantio do milho americano, os produtores se apoiam na crença de plantar metade da colheita em uma semana, se necessário ou permitido.

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que o plantio de milho aumentou apenas 1% na semana passada, para 3%, em comparação com a média de cinco anos.

    Os analistas da ARC Mercosul apontam que “os produtores dos Estados Unidos ainda aguardam o início do plantio generalizado. Já há regiões no Delta do Mississippi que estão avançando nos trabalhos de campo, porém sem nenhuma significância para a safra do país”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja testa leves baixas em Chicago nesta 3ª feira e ainda sente indefinições no caso China x EUA

    Os preços da soja recuam nesta manhã de terça-feira (16) na Bolsa de Chicago. Embora ainda atuando com estabilidade, as cotações perdiam pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, por volta de 8h15 (horário de Brasília), com o maio valendo US$ 8,97 por bushel. O agosto tinha US$ 9,21.

    Segue a cautela entre os traders que operam na CBOT. A falta de informações sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos segue pesando sobre o andamento dos negócios e dos preços, o que ainda limita as especulações sobre as adversidades climáticas no Meio-Oeste americano.

    Enquanto as declarações continuam sendo de que as negociações entre os dois países caminham bem, um acordo não é efetivado e há sinais de que a China estaria voltando a se endurecer frente a algumas questões importantes para um consenso.

    “Em linhas gerais, a especulação não possui um posicionamento específico, seguindo a neutralidade sem a definição das questões políticas de Trump e uma safra cheia proveniente da América do Sul. Fundos de gestão ativa mantêm suas posições majoritárias no lado da venda para soja, milho e trigo”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Como fazer seu negócio agrícola crescer em 2019

    Um levantamento realizado pelo portal especializado openbusinesscouncil.org listou uma série de orientações para expandir os negócios agrícolas neste ano de 2019. De acordo com o portal, nem todas as empresas sabem exatamente quais são os melhores passos a tomar quando se expandem no mercado agrícola, o que pode levá-los a cometer erros “dispendiosos”.

    A primeira das orientações é sobre a especialização. Segundo o portal, os consumidores veem automaticamente empresas especializadas como aquelas com um nível mais alto de credibilidade ou produtos de maior qualidade. “Além disso, se você mantiver apenas uma ou duas coisas, poderá melhorar a eficiência do seu negócio e reduzir os custos ao mesmo tempo. Quanto mais baixas forem as despesas, mais você poderá se manter competitivo no mercado, o que é algo extremamente importante para as empresas agrícolas”, indica.

    Outro ponto a ser considerado é a fabricação de marca própria, considerando o lançamento de sua própria linha de produtos, ou contratar uma empresa para fabricar produtos em seu nome e depois vendê-los com sua própria marca. “É claro que nem todo negócio agrícola será capaz de se especializar, e isso se aplica especialmente a grandes empresas que dependem de suas diversas ofertas na comunidade”, orienta o site.

    Além disso, dimensionar o negócio pode ser uma boa opção e a melhor maneira de aumentar os lucros é reinvesti-los em seu processo por meio de escalonamento. “Se você administra uma fazenda, por exemplo, você pode aumentar o número de hectares, se administrar uma empresa agrícola voltada para o varejo, pode expandir suas instalações de depósito ou abrir lojas em mais locais”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Cinco tecnologias para tornar a agricultura brasileira digital

    Drones, irrigação por controle remoto, aplicativos e inteligência artificial são tecnologias que têm gerado ótimos resultados na agricultura. “A simples introdução de GPS em máquinas colheitadeiras, por exemplo, consegue otimizar o deslocamento dos tratores, economizando combustível”, aponta Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

    Outro ponto levantado por Ferreira é a quantidade de soluções diferentes. “A tecnologia tem conseguido resolver de forma simples problemas de diversas áreas. Para irrigação, por exemplo, são desenvolvidos pivôs com controle remoto, para controle de pragas podem ser utilizados drones…”. A ABDI mapeou iniciativas em todo o país e traz uma lista com algumas delas. Confira:

    GPS aliado a inteligência artificial
    Os tratores altamente tecnológicos já são uma realidade. O gerente de Implementação de Soluções Integradas da John Deere, Rois Pillon Nogueira, aponta que modelos da marca já podem melhorar o desempenho das lavouras por meio de inteligência artificial. “A máquina me informa o que ela fez e de que forma ela fez. Quando eu junto a informação com um diagnóstico, o desempenho no campo começa a melhorar. Ela pode fazer caminhos menores na plantação economizando combustível, por exemplo. Quando eu incluo a inteligência artificial, a própria máquina começa a operar, diante de algumas situações, otimizando os gastos”, relata.

    A usina de cana de açúcar São Martinho, localizada em Pradópolis (SP), desenvolveu um projeto piloto para otimizar o trabalho da sua frota de máquinas. “Temos as informações dos tratores coletadas por cartões de memória. A análise de todo o material demora em média três dias. Então só sabemos dos problemas mecânicos dos equipamentos, ou mesmo de eventuais trajetos equivocados, depois que o problema já está em curso”, destaca o assessor de Tecnologia da empresa, Walter Marccheroni. O projeto prevê que a coleta de dados seja em tempo real, fazendo com que a máquina vá para manutenção antes de quebrar no meio da plantação.

    Aplicativos
    Um aplicativo de celular está transformando a cadeia produtiva do leite em Cacoal (RO). Graças à funcionalidade da tecnologia, houve melhora no manejo do rebanho e das pastagens, na coleta e no transporte, aumentando a produtividade. Depois de seis meses de utilização do app “Esteio Coleta” – disponível para sistema android –, a produtividade do queijo da empresa Laticínio Jóia teve um incremento de 3,2%. O app oferece, por exemplo, georreferenciamento desde a coleta do leite, a saída dos caminhões, rota traçada, informações sobre o motorista e a condição das estradas, até o horário da chegada dos tanques no laticínio. A ferramenta também permite melhorar a gestão do rebanho leiteiro pelos produtores, assim como o manejo da pastagem.

    O projeto piloto do app foi desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) a partir de diagnóstico realizado junto aos produtores locais. “Para cada quilo de queijo, utilizava-se 9,8 litros de leite. Agora, são usados 9,2 litros. Isso representa para o laticínio uma economia de 40 mil reais por mês”, explica o especialista em Desenvolvimento Produtivo da ABDI Antonio Tafuri. A redução de custos chega a R$ 480 mil ao ano.

    Um outro aplicativo, desenvolvido por alunos da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, promete traduzir o que a vaca sente. Com um sensor que colocado em uma coleira instalada no pescoço dos animais, é possível monitorar a ruminação. “Até hoje, nós não conseguíamos saber quando o animal precisava ir ao médico, quando tinha que comer ou mesmo se ele gostou da ração. Pelos movimentos diários dele, nós temos estas respostas”, explica Leonardo Martins da CowMed.

    Com esses dados, o produtor consegue manejar de forma mais adequada o animal. “Com a análise do ruminar do animal, eu consigo saber com antecedência se ele está ficando doente”, relata Martins. Antes, o mesmo tipo de diagnóstico dependia do olhar do criador. Em um projeto piloto, de um ano, uma fazenda quase dobrou a produção, passando de 1500 litros para 2700.

    Drones
    Para o controle de pragas, uma tecnologia que tem mostrado ótimo potencial são os drones. As máquinas voadoras permitem uma definição e qualidade nas imagens superior às geradas do modo mais comum hoje. “Um satélite gera uma imagem de 30 m² por pixel, enquanto no drone cada pixel retrata 5 cm² do território”, explica Luis Lui, um dos sócios da empresa Nong. A startup é uma iniciativa de três alunos da Universidade de Brasília.

    Acoplados aos drones estão sensores infravermelho e termal, que geram fotos, mapas e dados. As informações auxiliam na contagem de plantas e animais, na identificação de falhas no plantio, na detecção de pragas e doenças, no georreferenciamento da propriedade e no acompanhamento do desenvolvimento da lavoura. “O produtor necessita deste mapeamento o mais preciso possível para a melhor aplicação de insumos, para evitar perdas e para obter os resultados em menos tempo”, afirma Lui.

    Gestão de resíduos
    Outra tecnologia que tem ajudado as fazendas brasileiras são as pequenas usinas de biomassa. O conceito não é tão novo, mas vem se popularizando cada vez mais. A matéria prima para geração de energia é praticamente qualquer tipo de rejeito. Ou seja, um agricultor de milho pode usar as cascas do produto – que normalmente iriam para o lixo – como combustível para o funcionamento da caldeira. Um projeto da ABDI, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroenergia, por exemplo, pretende fazer um mapeamento dos resíduos gerados pela atividade agrícola.

    Um dos principais benefícios destacados pelos desenvolvedores do projeto é a possibilidade de geração de energia pela biomassa. “A ABDI identificou, em 2017, que existe uma carência de energia elétrica – em quantidade e qualidade – na região agrícola de Mato Grosso (onde ocorre o projeto piloto). Atualmente, cada novo empreendimento que surge é obrigado a pensar em alternativas para obter luz elétrica”, destaca o especialista em desenvolvimento produtivo da Agência Antônio Tafuri.

    Em Foz do Iguaçu, outro projeto piloto, desenvolvido na Usina de Itaipu, vai pelo mesmo caminho. A planta de biogás processa 500 quilos de restos de alimentos gerados nos restaurantes do complexo de Itaipu e transforma o composto em energia.

    “Essa matéria orgânica é misturada em um reservatório. Nesse local, conseguimos controlar a temperatura e fazer com que as bactérias se alimentem daquele material. Através da digestão gera gás”, explica o técnico Rodrigo Pastl. Depois, esse gás ainda passa por um processo que o transforma em biometano – combustível para abastecer 80 veículos da frota de Itaipu.

    Irrigação
    Uma das principais técnicas para irrigar lavouras no Brasil são os pivôs centrais. A plantação é feita em círculo. No centro, é fixada uma estrutura que se alonga até a borda da plantação. Na parte superior, são instaladas espécies de grandes chuveiros, que garantem água para a cultura. A técnica é muito utilizada nas lavouras de algodão, feijão, milho e soja.

    Apesar de muito disseminada, a técnica dos pivôs centrais tem alguns problemas recorrentes. O desnivelamento do terreno, normalmente, é uma dificuldade porque as plantas recebem quantidades de água diferentes, além de facilitar a quebra do equipamento. As grandes distâncias percorridas nas fazendas para o bom monitoramento das máquinas também é um desafio.

    Uma tecnologia desenvolvida pela startup Irricontrol pretende terminar com o vai e vem nas lavouras e o desperdício de água. A instalação de um equipamento do tamanho de uma caixa de cereal permite o controle remoto das estruturas que chegam a 1,3 km de extensão. “O produtor tem muitos gastos com deslocamento para monitorar, ligar e desligar os equipamentos”, explica Helton Franco, diretor de operações da startup.

    A solução também ajuda a controlar a bomba de água, garantindo que as plantas sejam irrigadas de maneira uniforme. “Muitas vezes, pelo desnivelamento do terreno, a bomba de água é pressionada gastando muita energia”, explica Franco. A economia de energia pode chegar a 40%.

    Fonte: ABDi