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setembro 2024

  • Entulho e excesso de umidade ainda impactam lavouras de arroz no RS

    Plantio iniciou de forma tímida no estado, maior produtor do cereal no Brasil. Arrozeiros aguardam período de luminosidade para acelerar os trabalhos

    Com a proximidade da semeadura do arroz, produtores do Rio Grande do Sul ainda enfrentam dificuldades com as áreas afetadas pelas enchentes de maio. Muito entulho e excesso de umidade podem impactar o começo da safra no estado, maior produtor do cereal no país.

    O período ideal de plantio é de 15 de setembro a 20 de outubro. Contudo, a cultura precisa de luminosidade para produzir de forma satisfatória e esse auge deve acontecer apenas nos meses de maior incidência solar, como janeiro.

    Assim, os trabalhos em campo do ciclo 2024/25 começaram de forma tímida em território gaúcho.

    “Deixei 35 hectares por colher. Ficou entre 5 a 6 mil sacas de arroz no silo molhado, vários dias sem energia. Ajeitamos gerador para seguir em frente, senão ia perder o restante”, diz o produtor Alexandre Peserico.

    Marcas das enchentes na região central

    Pouco mais de quatro meses após a enchente, as marcas dela ainda estão bastante vivas em Agudo, região central do Rio Grande do Sul. Uma ponte seca que ligava o município a outros da quarta colônia foi embora com a força do rio. Quando a água baixou, deixou um cenário de destruição nas lavouras de arroz da região.

    Agora, as máquinas trabalham para limpar áreas e valetas de irrigação e, assim, nivelar as quadras novamente. Produtores relatam que parte das lavouras também está assoreada. A região central é uma das mais importantes na produção do cereal.

    O produtor Alexandre calculou dois milhões de reais em perdas e não sabe como manter as lavouras. “Eu tenho que manter a mesma área porque as contas estão chegando, então não posso diminuir. Teria até que aumentar [a área] para ver se consigo pagar as contas. O maior desafio desse ano será o preparo do solo, as bombas de irrigação e vários fatores, como a parte elétrica que tem que refazer e a manutenção das bombas.

    Área de arroz na safra 24/25

    O Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) estima a área destinada ao arroz para a safra 2024/25 em 948 mil hectares, alta de 5% em comparação com a temporada passada.

    Isso ocorre porque muitos produtores devem optar novamente pelo arroz ao invés da soja na várzea, visto que a oleaginosa sofreu grandes perdas nessas regiões.

    O presidente da Federraroz, Alexandre Velho, afirma que muitas áreas estão com problemas de erosão. “Tem algumas áreas que o produtor vai ter dificuldade em plantar nessa safra. Até me surpreende um pouco esse número do Irga de aumento na região central porque, se isso se confirmar, teremos a substituição dessas áreas por outras”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Copom eleva juros básicos da economia para 10,75% ao ano

    A última alta havia ocorrido em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano

    A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros pela primeira vez em mais de dois anos.
    Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.
    A última alta dos juros ocorreu em agosto de 2022, quando a taxa subiu de 13,25% para 13,75% ao ano. Após passar um ano nesse nível, a taxa teve seis cortes de 0,5 ponto e um corte de 0,25 ponto, entre agosto do ano passado e maio deste ano. Nas reuniões de junho e julho, o Copom decidiu manter a taxa em 10,5% ao ano.

    Fatores que motivaram a alta

    Em comunicado, o Copom justificou a alta dos juros baseada nos seguintes fatores:

    • Resiliência na atividade econômica;
    • Pressões no mercado de trabalho;
    • Hiato do produto positivo (economia caminhando para consumir mais que a capacidade de produção);
    • Alta das estimativas para a inflação e desancoragem das expectativas de inflação

    Em relação ao futuro, o texto foi vago sobre a intensidade e a duração do ciclo de alta dos juros.

    “O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo ora iniciado serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, informou o Copom.

    Taxa de inflação

    A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou negativo em 0,02%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda no preço da energia puxou o índice para baixo, mas o alívio na inflação é temporário.

    As tarifas de luz subirão a partir de setembro por causa da bandeira tarifária vermelha. Além disso, a seca prolongada terá impacto no preço dos alimentos. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o choque de oferta de alimentos não seja resolvido por meio de juros.

    Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,24% em 12 meses, próximo do teto da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

    No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 4%, mas a estimativa pode mudar por causa da alta do dólar e do impacto da seca prolongada sobre os preços. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

    As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,35%, perto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,22%.

    Pela primeira vez, o comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 4,3% em 2024, 3,7% em 2025 e 3,5% no acumulado em 12 meses no fim do primeiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

    Crédito mais caro

    O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

    No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,3% a projeção de crescimento para a economia em 2024, mas o número deve ser revisado após o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

    O mercado projeta crescimento bem melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,96% do PIB em 2024.

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Conab estima produção recorde de 326,9 milhões de t de grãos na safra 2024/25

    Volume representa crescimento de 8% ante temporada anterior, quando foram colhidas 302,223 milhões de toneladas

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 326,9 milhões de toneladas na safra 2024/25. Se confirmada, a safra será recorde, a maior da série histórica da companhia. O volume representa crescimento de 8% ante a temporada anterior, quando foram colhidas 302,223 milhões de toneladas, segundo a Conab.
    As expectativas iniciais da Conab foram apresentadas durante o evento “Perspectivas para a Agropecuária – safra 2024/25”. As estimativas são a primeira para a temporada e foram apresentadas durante o evento pela Conab.
    Os dados incluem soja, milho, feijão, arroz e algodão que representam 90% da produção nacional de grãos. O levantamento foi realizado pela primeira vez em parceria com o Banco do Brasil.
    A área plantada na safra 2024/25 deve crescer 2,11%, de 79,721 milhões de hectares para 81,404 milhões de hectares na temporada, projeta a Conab. De acordo com a companhia, a alta na produção é motivada principalmente pela expectativa de aumento no volume colhido e da “ligeira recuperação” na área plantada com arroz e feijão.

    A produtividade da safra deve aumentar 5,94%, de 3,791 toneladas por hectare para 4,016 toneladas por hectare, se o clima for “dentro da normalidade”, ponderou a companhia.

    Para os cálculos da safra 2023/24, a Conab utilizou os dados dos levantamentos de área, produção e produtividade de agosto para arroz, feijão, milho e soja e estimativas de julho para a cultura do algodão, apesar de ter atualizado as estimativas na última semana.

    As primeiras estimativas da Conab para a safra 2024/25 são baseadas em modelos estatísticos para todas as culturas em todos os Estados combinadas com previsões de clima, preços e dados de mercado.

    “Neste primeiro momento, não incluem visitas de campo. É uma safra cheia, robusta, capaz de assegurar o abastecimento interno e as exportações”, disse o superintendente de Gestão da Oferta da companhia, Wellington Silva Teixeira.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Arroz: disparidade entre preços reduz liquidez

    Chuvas intensas que ocorreram em todo o Rio Grande do Sul na semana passada prejudicaram o transporte do grão e dificultaram

    A liquidez no mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul está bastante fraca – as exceções são os negócios com destino às exportações. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à maior disparidade entre os preços de compra e de venda.

    No campo, chuvas intensas que ocorreram em todo o estado na semana passada prejudicaram o transporte do grão e dificultaram a preparação do solo para as atividades de pré-plantio que, em algumas microrregiões sul-rio-grandenses, tende a se iniciar nos próximos dias.

    Segundo pesquisadores do Cepea, isso tem gerado preocupações entre os produtores de arroz, devido aos possíveis atrasos no início do cultivo da nova safra.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja, milho e algodão: veja as condições das lavouras norte-americanas

    Levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos vê leve piora na situação das três culturas

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja, milho e algodão com avaliações recolhidas até o último domingo (15).

    A começar pela soja, 64% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 11% em entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente.

    Sobre as lavouras de algodão, o órgão aponta que 39% estavam entre boas e excelentes condições, 35% em situação regular e 26% entre ruins e muito ruins. Uma semana antes, a situação era a seguinte, respectivamente: 40%, 32% e 28%.

    O USDA também divulgou dados sobre as plantações de milho no país: 65% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 12% entre ruins e muito ruins. Anteriormente, eram 64%, 24% e 12%, respectivamente.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Bovinos: estudo mostra como pelagem influencia adaptação às mudanças climáticas

    A pesquisa reforça a necessidade de integrar práticas sustentáveis, como o ILPF, para melhorar o conforto e a produtividade dos animais

    Cientistas brasileiros e estrangeiros pesquisaram a influência das características da pelagem de bovinos no bem-estar animal e na adaptação a temperaturas extremas, por meio de avaliações da termorregulação corporal em diferentes condições ambientais.

    Os resultados estão publicados no artigo Adaptive integumentary features of beef cattle raised on afforested or non-shaded tropical pastures na revista Nature Scientific Reports.

    O estudo aborda as respostas termorregulatórias e a estrutura dos pelos de touros das raças Nelore e Canchim criados em sistemas sombreados de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e em sistemas com menor disponibilidade de sombreamento natural (NS).

    O papel da ciência, diante das mudanças climáticas, é identificar e propor possíveis soluções e formas de reduzir os problemas causados pelo desequilíbrio no clima. O mundo vem sofrendo com eventos climáticos extremos nos últimos anos de maneira mais frequente (ondas de calor, períodos mais longos de secas ou chuvas mais intensas, entre outros), causando danos sem precedentes aos humanos e aos animais.

    No Brasil, a ocorrência da última enchente no estado do Rio Grande do Sul é um exemplo dos efeitos alarmantes das mudanças climáticas.

    De acordo com o coordenador do trabalho, o pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), as características do pelo influenciam a capacidade do animal em ganhar ou perder calor para o meio. Esses aspectos são relevantes do ponto de vista de adaptação aos desafios climáticos.

    Segundo Garcia, os bovinos mantidos em ambientes que promovem conforto térmico expressam melhor seu potencial genético, aprimorando assim o seu desempenho produtivo. Os dados indicam que a temperatura média do ar e a radiação incidente no ILPF foram menores, principalmente no verão, demonstrando o efeito favorável do componente arbóreo nas estações quentes.

    A copa das árvores atua como uma barreira física, reduzindo a carga de calor e proporcionando um ambiente mais ameno para os animais. Já a estrutura dos pelos, incluindo o número de fios por unidade de área, influencia a quantidade de calor transmitida da pelagem para o ambiente externo, bem como a radiação absorvida pelo animal.

    Os pelos servem de escudo para o animal contra choques mecânicos, além de ser uma proteção importante da pele. A pele e os pelos funcionam como uma barreira física para retenção de calor em casos de frio intenso, mas também auxiliam na perda de calor quando está muito quente.

    “Por isso, temos interesse em estudar a pele e seus anexos e, assim, entender como as raças criadas em regiões tropicais usam essas características morfológicas para se adaptar ao ambiente em que vivem. Em um país tropical, como o Brasil, com elevadas temperaturas, umidade relativa do ar alta em boa parte do ano, e significativa intensidade de radiação solar, os animais são postos à prova constantemente, principalmente quando criados a pasto”, observa Garcia.

    Características de adaptação definem critérios de seleção genética

    Esse cenário exige a adoção de estratégias para melhorar a eficiência dos sistemas de produção por meio de intervenções positivas nos seus componentes bióticos e abióticos.

    “Entender como os bovinos se adaptaram ao longo do tempo e identificar aqueles que têm características desejáveis e que possam ser transmitidas geneticamente é fundamental para trabalhar critérios de seleção, visando à construção de gerações futuras de animais mais resilientes”, complementa.

    O cientista explica que o estresse térmico é um dos principais fatores envolvidos na redução do desempenho e produtividade animal. Sob condições de desconforto pelo calor, os bovinos tentam dissipá-lo, ativando mecanismos tegumentares (da pele e estruturas anexas a ela), cardiorrespiratórios e endócrinos, essenciais para a adaptabilidade.

    Dessa maneira, algumas características morfológicas são cruciais para a adaptação térmica, afetando diretamente os mecanismos de troca de calor entre o animal e o ambiente.

    O primeiro aspecto importante é a coloração do pelo. Quanto mais escura, menor é a capacidade de reflexão da luz solar, ou seja, mais radiação é absorvida. A maior parte do rebanho brasileiro é criado a pasto, sujeito a todas as variações e intempéries climáticas. Mas não basta ter o pelo claro, a densidade também é relevante. Quanto maior a cobertura de pelos, mais protegida a pele.

    Também há que se observar o comprimento e a espessura dos fios. Pelos mais longos podem dificultar a perda de calor, o que é prejudicial no calor, mas positivo no inverno. Os fios ainda têm uma inclinação e esse ângulo tem influência na altura do pelame, que varia no inverno e no verão. Os pelos mais grossos asseguram maior proteção contra a radiação solar direta, protegendo a pele.

    Para chegar ao resultado, o experimento avaliou cerca de 40 mil amostras de pelos de 64 touros adultos, durante 12 meses, aproximadamente, com medições repetidas no inverno e no verão. Foram acompanhados 32 animais da raça Nelore (bos indicus) e 32 touros canchim (5/8 bos taurus × 3/8 bos indicus), distribuídos igualmente entre dois sistemas de pastejo rotativo intensivo.

    As raças e as diferentes influências no conforto térmico

    A pelagem do canchim, que é uma raça formada a partir de animais zebuínos e animais taurinos da raça charolês, tende a ser menos densa do que a do nelore, resultando em uma menor quantidade de pelos por unidade de área.

    Os fios do canchim são geralmente mais finos em comparação com os do nelore. Essa menor espessura permite uma adequada troca de calor com o ambiente, sendo benéfica em climas mais temperados. Sua cor creme em várias tonalidades, até o amarelo claro, ajuda a refletir a radiação solar, reduzindo a absorção de calor.

    O comprimento dos pelos da raça é intermediário, proporcionando uma cobertura suficiente para proteção contra insetos e fatores ambientais .

    Devido a menor densidade e menor espessura dos fios, a pelagem facilita a dissipação de calor, o que é vantajoso em ambientes onde a temperatura pode variar significativamente. Isso contribui para a capacidade dos animais de se adaptarem a diferentes condições climáticas.

    A raça nelore é conhecida por sua excelente adaptação a climas tropicais. A pelagem é densa, com grande número de pelos por unidade de área. Essa densidade oferece uma barreira física significativa contra a radiação solar.

    Os fios são grossos, o que proporciona maior proteção contra a radiação direta e reduz a penetração de calor na pele.

    A coloração geralmente varia do branco ao cinza claro. A cor clara ajuda a refletir a radiação solar, minimizando a absorção de calor e ajudando a manter a temperatura corporal.

    O pelo curto facilita a dissipação de calor e evita o acúmulo de umidade e sujeira, contribuindo para a manutenção da saúde da pele.

    As características na pelagem das duas raças são importantes para a termorregulação e desempenho. O canchim, que possui alta capacidade de dissipação de calor, pode se adaptar melhor a variações climáticas. Enquanto isso, o nelore, com uma pelagem que oferece proteção contra a radiação solar, é mais eficiente em manter a temperatura corporal estável em ambientes quentes.

    Impacto em bovinos e vinculação ao ODS 13

    Os resultados dessa pesquisa destacam a importância de considerar o conforto térmico e as características físicas da pelagem dos bovinos para otimizar o desempenho produtivo em diferentes sistemas de criação.

    O estudo reforça a necessidade de integrar práticas agropecuárias sustentáveis para garantir a saúde e o bem-estar dos bovinos. A adoção de sistemas integrados, como a ILPF, pode ser uma estratégia eficaz para melhorar o conforto e a produtividade dos bovinos, beneficiando tanto os produtores, com ganho em produtividade, quanto o meio ambiente.

    Os esforços dos pesquisadores para a mitigação e adaptação, envolvendo tecnologias, intervenções e melhores práticas de manejo que equilibrem prioridades ambientais, sociais,    econômicas, estão vinculados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),  principalmente a meta 13, de ação contra a mudança global do clima. O trabalho determina novos caminhos para responder aos impactos da crise climática a que o planeta está submetido.

    Além de Alexandre Rossetto Garcia, participaram do trabalho os cientistas da Embrapa Manuel Jacintho, Waldomiro Barioni Junior e Gabriela Novais Azevedo (bolsista na época da pesquisa); da Universidade Federal do Pará (UFPA), Andréa Barreto; da Universidade Federal Fluminense (UFF), Felipe Brandão; e da Universidade de São Paulo (USP), Narian Romanello. As instituições de ensino estrangeiras foram representadas por Alfredo Manuel Pereira (Universidade de Évora, Portugal) e Leonardo Nanni Costa (Universidade de Bolonha, Itália).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Inteligência artificial identifica aparecimento de doenças em sementes de milho e soja

    Diretor de Agronomia da Syngenta Seeds mostra como a tecnologia pode reduzir prejuízos causados por doenças e pragas

    Produtores de soja e milho no Brasil têm enfrentado um cenário desafiador com a queda nos preços das commodities e problemas climáticos cada vez mais frequentes. A união desses fatores traz prejuízos e acaba por tirar homens e mulheres do campo.

    Para minimizar o impacto no bolso de quem planta e colhe, empresas buscam combinar tecnologias de monitoramento via satélite e inteligência artificial, como a criação de sementes mais tolerantes a doenças, pragas e variações climáticas

    Neste sentido, o diretor de Agronomia da Syngenta Seeds, Fabrício Passini, considera que existem três pilares-chave.

    “O primeiro deles é um termo que usamos e se chama pangenômica, ou seja, os dados de informação genética de nossos produtos […]”. Neste mesmo ponto, temos a edição gênica. Todas as empresas estão olhando com calma para este ponto e vendo que é possível corrigir defeitos [das sementes], eliminando possíveis doenças”.

    De acordo com Passini, o segundo pilar que vem transformando o mercado são as técnicas de melhoramento preditivo.

    “A inteligência artificial nos ajudando a conseguir selecionar novos produtos, novos genes. São as simulações de funis de produto que buscamos, por exemplo, aparece um novo enfezamento ou uma nova edição, com a inteligência artificial conseguimos olhar para esses pipelines, para o nosso funil de desenvolvimento e saber o que é possível desenvolver para superar o novo problema”.

    Por fim, o diretor conta que o terceiro ponto é voltado aos posicionamentos assertivos ou à predição por meio de algoritmos.

    “Consigo ter um olhar com calma, predizer o nosso produto lá na frente com a interação do genótipo, ou seja, do produto com o ambiente que ele está, se está mudando ou não com as técnicas de manejo. Assim, conseguimos saber como as doenças podem afetar as culturas para, então, desenvolver novos produtos baseados nessas descobertas”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Governo federal prorroga prazo para produtores do RS pedirem descontos em dívidas

    Foi dado mais tempo para que os produtores reúnam a documentação necessária e enviem os pedidos às instituições financeiras

    O governo federal estendeu para 30 de setembro o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul solicitem descontos nas dívidas de crédito rural.

    O prazo original terminava na terça-feira (10). A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores, afetados pelas fortes chuvas deste ano, reúnam a documentação necessária e enviem os pedidos às instituições financeiras responsáveis pelos créditos.

    Os bancos terão até 3 de outubro para encaminhar as solicitações aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), responsáveis por validar as perdas.

    Os produtores serão informados sobre a validação até 24 de outubro e terão até 30 de outubro para renegociar ou liquidar as dívidas.

    Para perdas superiores a 60%, as solicitações serão analisadas pela Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, que deverá publicar os resultados até 20 de novembro. A liquidação ou renegociação nesses casos deve ocorrer até 27 de novembro.

    Operações cobertas por seguro rural, como o Proagro, estão excluídas do benefício. As instituições financeiras têm até 3 de outubro para comunicar aos produtores os pedidos negados.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Consultoria divulga estimativas da safra 2024/25 de soja

    Previsões têm influência das queimadas que atingiram o país

    A consultoria de agronegócio AgResource Brasil, filial da AgResource Company, divulgou suas estimativas para a safra da soja 2024/25. De acordo com Raphael Mandarino, diretor da AgResource Brasil, as previsões da consultoria são inferiores às do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), principalmente devido às queimadas devastadoras que atingiram o país recentemente.

    O fenômeno climático La Niña na região sul do Brasil pode agravar ainda mais a produtividade. “Esses fatores nos levaram a ajustar nossas estimativas, prevendo um incremento na área plantada em algumas regiões, enquanto outros locais sofreram perda de potencial nutricional”, explica Mandarino.

    Produção e produtividade da soja

    Para a produção da soja da safra 2024/25, a AgResource Brasil estima 164,05 milhões de toneladas (MMT), o que representa uma redução de 2,93% em relação à estimativa do USDA, que é de 169 MMT. Comparado à previsão do USDA para agosto do ano passado, a estimativa da AgResource para a safra 2023/24 é 7,2% superior, totalizando 153 MMT.

    Considerando uma área estimada de 46,8 milhões de hectares e a produção em 164,05 MMT, a estimativa de produtividade da AgResource para a próxima safra de soja é de 3,5 toneladas por hectare (T/Ha), número 1,91% abaixo da estimativa do USDA para 2024/25, mas 4,92% maior do que o estimado pelo USDA em 2023/24.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Arroz: balança comercial volta a ser positiva em agosto

    Apesar da queda nas exportações em agosto/24, o volume de arroz embarcado foi o segundo maior do ano, voltando a superar as importações.

    Após três meses consecutivos de saldo negativo, a balança comercial do arroz voltou a ser positiva em agosto, com um superávit de 29,03 mil toneladas.
    No acumulado de 12 meses, porém, o déficit é de 185,4 mil toneladas, o maior desde out/21. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, apesar da queda nas exportações em agosto/24, o volume embarcado foi o segundo maior do ano, voltando a superar as importações.
    Os preços de exportação e importação, por sua vez, subiram, mas o custo de importação (em R$/saca) atingiu a máxima nominal de toda série Secex.
    O custo FOB (Free on Board) na origem do produto foi de US$ 478,36/t em agosto/24, ou de R$ 132,98/saca de 50 kg. Se deflacionado pelo IGP-DI, trata-se da média mais alta desde ago/15, quando atingiu R$ 134,03/sc de 50 kg.
    Fonte: https://www.canalrural.com.br/