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dez 17 2024 Ferrugem na soja: RS intensifica monitoramento para proteger lavouras gaúchas
Fungo Phakopsora pachyrhizi é a que mais atinge esse tipo de cultura em todo mundo e pode causar perdas de até 90% das lavouras
Com o intuito de monitorar a ocorrência de esporos do fungo causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores acessem dados atualizados sobre as áreas com maior risco de infecção, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e instituições de ensino e pesquisa do estado colocaram em ação o programa Monitora Ferrugem. O monitoramento está completando dois meses e possui 77 coletores em 75 municípios gaúchos.
O Monitora Ferrugem RS disponibiliza semanalmente informações sobre a ocorrência de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores e pesquisadores identifiquem, com base em dados da semana anterior, os locais mais propensos à doença. Além disso, um mapa de risco, atualizado diariamente, oferece informações sobre as condições climáticas que favorecem a incidência da doença.
A praga é considerada a principal da cultura em todo o planeta. “Já nas primeiras semanas de monitoramento nós constatamos estruturas do fungo nos coletores, possivelmente vindos de outras regiões que plantam soja antes do Rio Grande do Sul, ou de países vizinhos, já que o fungo se dissemina pelas correntes do ar e muitas regiões do estado ainda não haviam iniciado o plantio da soja”, destaca a doutora em fitopalogia da Seapi, Andreia Mara Rotta de Oliveira.
Mas a pesquisadora destaca que nas últimas duas semanas a quantidade de partículas do fungo nos coletores diminuiu bastante. “E como estamos em ano com predominância do fenômeno La Niña, a tendência é de um verão com menos chuva e com isso a expectativa é de uma safra com menos focos de ferrugem em relação à safra anterior, sob influência do El Niño”, afirma Oliveira.
Dados
Dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontam que 80% da área de soja já foi plantada até o momento. A projeção é de uma área de 6 milhões 811 mil hectares no Rio Grande do Sul. “A soja é a principal cultura de verão, o que reforça a importância do Programa Monitora Ferrugem como política pública para o setor”, afirma a pesquisadora. A ferrugem asiática é considerada a doença mais importante da cultura da soja, podendo causar perdas de até 90% das lavouras.
Parceria
Além da Seapi, Emater/RS-Ascar, participam do programa Monitora Ferrugem o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e três unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA): o laboratório de fitopatologia, que realiza as análises de lâminas de coletores de 16 municípios, e o laboratório de agrometeorologia e climatologia agrícola, vinculados ao Centro de Pesquisa Agronômica (Ceagro), em Porto Alegre, e os Centros de Pesquisa em Sementes de Júlio de Castilhos (Cesem) e de Agricultura Digital e Irrigação de Vacaria (Cepadi), com coletores para monitoramento.
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dez 16 2024 Juros voltam a subir e devem ter impacto direto na cesta básica
A Selic subiu para 12,25% na última reunião do Copom em 2024. Especialista explica como Inflação e juros altos pressionam o consumo
Na última reunião de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, marcando a terceira alta consecutiva. A decisão busca controlar a inflação, mas seus impactos já são sentidos no bolso do consumidor, especialmente no aumento dos preços de alimentos e serviços.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,39% em novembro. O resultado desacelerou na comparação com outubro, mas continua pressionado pelo aumento do preço das carnes e das passagens aéreas. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 4,87%, afetando itens básicos como óleo de soja e tomate.
Juros altos e consumo reduzido
Segundo Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas, empresa que atua no segmento de cestas básicas, as altas taxas de juros tornam o crédito mais caro, tanto para fornecedores quanto para consumidores. “Os custos de produção aumentam, refletindo no preço final das cestas básicas. Para os consumidores, o poder de compra é reduzido, o que pode impactar negativamente a demanda por alimentos essenciais”, afirma. No caso da cesta básica, essa combinação de fatores pode levar a escolhas mais econômicas e à priorização de gastos essenciais.
A previsão é de que, em dezembro, os preços permaneçam elevados devido à alta demanda típica das festas de fim de ano. O especialista alerta para restrições. “Os custos de energia, que representam cerca de 23,1% do preço final das cestas básicas, pressionam ainda mais os preços, impactando tanto consumidores quanto comerciantes”, destaca. Para Defendi, mesmo com a expectativa de maior consumo, a alta de preços e a redução do poder aquisitivo devem limitar o acesso aos produtos.
Corte de gastos e segurança alimentar
Outro fator é o corte de gastos anunciado pelo governo, que também pode afetar o mercado de cestas básicas. Defendi explica que programas sociais e subsídios, fundamentais para famílias de baixa renda, podem ser impactados, reduzindo a capacidade dessas famílias de adquirir alimentos.
Além disso, a redução em investimentos logísticos pode encarecer a distribuição, agravando a pressão nos preços.
Perspectiva para 2025
De acordo com o sócio-diretor da Real Cestas, o cenário econômico deve permanecer desafiador no próximo ano, com juros elevados e inflação ainda pressionada. Para o setor de cestas básicas, isso significa custos de produção mais altos e uma demanda possivelmente retraída. “É fundamental que políticas públicas considerem esses fatores para evitar que a segurança alimentar seja comprometida”, finaliza Defendi.
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dez 16 2024 Resolução que permite o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias é comemorada
Medida do Contran atende pedido antigo de produtores rurais
O trânsito de máquinas agrícolas em rodovias do país foi regulamentado pela Resolução nº 1.017/24, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), na última quarta-feira (11).
A iniciativa estabelece critérios para o registro e a circulação de tratores e equipamentos agrícolas em vias públicas com vistas a trazer segurança e organização no uso compartilhado das rodovias.
A Resolução é fruto de parceria entre o Ministério dos Transportes (MTrans) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que propuseram a regulamentação do Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro).
Consulta pública do Governo Federal sobre a proposta, que recebeu ao todo 280 contribuições, foi fundamental para a aprovação da normativa.
Principais mudanças
As principais mudanças da normativa que regulamenta o trânsito de máquinas agrícolas incluem o registro obrigatório para tratores agrícolas fabricados a partir de 1º de janeiro de 2016, autorizados a transitar em vias públicas. Esses veículos deverão ser cadastrados gratuitamente no sistema do Mapa.
Já os equipamentos fabricados até 31 de dezembro de 2015 poderão ser registrados de forma facultativa no Renavam e no Renagro. Além disso, para circular em vias públicas, os tratores precisam estar registrados e atender a requisitos como largura máxima de 3,20 metros e limite de deslocamento de até 40 km em vias pavimentadas.
Outra informação importante é que estão dispensadas da Autorização Especial de Trânsito (AET) as máquinas agrícolas que cumprem esses critérios. Além disso, a resolução exige sinalização especial para alertar outros motoristas, aumentando a segurança no trânsito.
A assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisângela Pereira Lopes, enfatizou a relevância da nova regulamentação.
“Essa medida traz segurança jurídica para os produtores que precisam circular com suas máquinas nas estradas — insumos indispensáveis para garantir alimentos à população brasileira e mundial. Além disso, promove a segurança viária, ao estabelecer regras claras para o compartilhamento das rodovias, priorizando o respeito e a proteção de todos os usuários”, destacou.
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dez 16 2024 CNA discute mercado de carbono e rastreabilidade de animais
Comissão Nacional de Desenvolvimento da Região Norte da CNA analisa regulamentação do mercado de carbono e atualizações sobre rastreabilidade de animais
Nesta semana, a Comissão Nacional de Desenvolvimento da Região Norte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu para discutir importantes temas relacionados ao mercado de carbono e à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. O encontro abordou o Projeto de Lei 182/2024, que regulamenta o mercado de carbono no Brasil e aguarda sanção presidencial.
Nelson Ananias Filho, coordenador de Sustentabilidade da CNA, foi responsável por detalhar o funcionamento do novo mercado de comercialização de emissões no Brasil. Ele explicou que o setor agropecuário estará fora do mercado regulado de carbono, ou seja, não será sujeito à taxação nem às obrigações do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).
Ananias destacou que, apesar da aprovação do mercado de carbono ser um avanço, ainda há muito trabalho a ser feito para que este se torne uma fonte de renda adicional para o produtor rural. A regulamentação completa será um processo gradual e deverá se concretizar ao longo de 2025, com a continuidade das discussões na COP30.
Além do mercado de carbono
Além da pauta sobre o mercado de carbono, a comissão também discutiu os avanços na rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Brasil. Rafael Filho, assessor técnico de bovinocultura de corte da CNA, apresentou um panorama sobre a evolução dessa questão, desde a criação do Grupo de Trabalho de Rastreabilidade da CNA, em 2022, até o envio das propostas ao Ministério da Agricultura (Mapa). O assessor destacou o trabalho conjunto realizado com o Mapa para qualificar a rastreabilidade individual de animais.
Ele explicou que, a partir das discussões do grupo de trabalho, foi elaborado um documento com diretrizes específicas para a rastreabilidade, o qual foi assinado pelas instituições participantes e encaminhado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para análise. A CNA tem cobrado e articulado a publicação de uma normativa que formalize as diretrizes acordadas, a fim de garantir a implementação eficaz do sistema de rastreabilidade no setor pecuário.
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dez 13 2024 Sancionada lei que cria mercado regulado de carbono no Brasil
Lula sanciona, sem vetos, lei que cria mercado regulado de carbono no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, o projeto que cria um mercado regulado de carbono no Brasil, com o objetivo de estabelecer limites para a emissão de gases de efeito estufa. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado, e foi publicado nesta quinta-feira (12), no Diário Oficial da União (DOU).
A nova lei prevê a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Por meio desse sistema, as empresas vão poder compensar a emissão de gases poluentes comprando créditos de carbono ligados a iniciativas ambientais.
O sistema divide esse mercado entre dois setores, o regulado e o voluntário – o agronegócio está no segundo.
Um ato do Executivo poderá estabelecer regras de funcionamento dos órgãos que compõem a governança do SBCE, que será composto pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, por seu órgão gestor e pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente.
Na regulamentação, deverá ser definido um teto para a emissão de gás carbônico em determinadas atividades produtivas. Para que uma empresa ultrapasse esse montante máximo, precisará comprar cotas de outra que não tenha usado todo o seu limite, no chamado comércio de permissões de emissões. Dessa forma, nunca haverá aumento efetivo da emissão de carbono.
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dez 13 2024 Confira as projeções para a soja em 2025
Abiove revisa projeções da soja para o próximo ano, com expectativas de recordes na produção e comercialização
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas previsões para o complexo da soja em 2025, destacando números recordes para a produção e comercialização do grão e seus derivados. A expectativa é que a produção atinja 168,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento deve chegar a 57 milhões de toneladas. A produção de farelo de soja está projetada para 44 milhões de toneladas, e a de óleo para 11,4 milhões de toneladas.
As exportações também devem alcançar novos patamares, com a soja batendo 104,4 milhões de toneladas, o farelo chegando a 22,9 milhões de toneladas e o óleo de soja se mantendo em torno de 1,05 milhão de toneladas. As receitas totais com exportações devem somar US$ 50,8 bilhões. Além disso, a importação de óleo deve crescer para 150 mil toneladas, enquanto a de soja deverá ser de 500 mil toneladas, para complementar o mercado interno.
Em relação a 2024, as projeções não sofreram alterações significativas. A produção foi mantida em 153,3 milhões de toneladas, e o esmagamento seguiu para 54,5 milhões de toneladas. O volume de exportação cresceu levemente, com um aumento de 0,5%, totalizando 98,3 milhões de toneladas, enquanto o farelo e o óleo permaneceram em 22,1 milhões de toneladas e 1,3 milhão de toneladas, respectivamente.
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dez 11 2024 Redução de safra global de milho deve refletir em altas de preços no Brasil
Relatório de dezembro do USDA diminuiu estimativas de produção do cereal. Mercado ensaia por valorização desde a semana passada
A safra global 2024/25 de milho foi projetada em 1.217,89 bilhão de toneladas pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira (10). O número está abaixo das 1.219,40 bilhão de toneladas indicadas em novembro pelo órgão.
O documento estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 296,44 milhões de toneladas, ante as 304,14 milhões de toneladas indicadas em novembro e abaixo das 303,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado. Para os principais produtores, a estimativa é a seguinte:
- Estados Unidos: 384,64 milhões de toneladas
- China: 292 milhões de toneladas
- Brasil: 127 milhões de toneladas
- Argentina: 51 milhões de toneladas
- Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas
- África do Sul: 17 milhões de toneladas
Exportações e plantio brasileiros
No Brasil, as exportações brasileiras de milho em dezembro foram revisadas para baixo pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Agora, espera-se que o país embarque 3,9 milhões de toneladas do grão, número 39% inferior às 6,4 milhões de toneladas de mesmo período de 2023.
Por outro lado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio do milho verão atingiu 65,1% da área estimada até o início deste mês, com destaque para o Paraná, que já concluiu a semeadura.
No mercado, o cereal encerrou a semana passada cotado a US$ 4,31 por bushel (+1,89%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. No Brasil, na B3, o milho seguiu o movimento de alta, com variação de +3,21%, encerrando a R$ 73,95 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.
Tendências para o mercado
- Acordo entre Mercosul-União Europeia: após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia (UE) concluíram o maior acordo do planeta. De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o acordo prevê a retirada gradual de taxas de importação para diversos produtos agropecuários, incluindo o milho. “Caso seja aprovado pelos Estados-membros da UE e o Parlamento Europeu, abrirá novas oportunidades de exportação para o grão brasileiro no mercado europeu, podendo ser mais uma fonte internacional relevante para a demanda do cereal brasileiro”.
- Transporte retomado: o transporte de soja e milho pelas hidrovias dos rios Tapajós e Madeira foi retomado após interrupções causadas por uma seca severa, operando inicialmente com capacidade reduzida. “Essas rotas são cruciais para o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Arco Norte. Durante a interrupção, cargas foram redirecionadas para portos das regiões Sudeste e Sul, elevando os custos logísticos. Com a retomada das operações e a expectativa de continuidade das chuvas, espera-se uma normalização dos fluxos de exportação e redução dos custos operacionais”, diz a nota da Grão Direto.
- Análise gráfica: as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3. Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões.
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dez 11 2024 Entregas de fertilizantes recuam em 1,8% no ano, diz Anda
Já a produção nacional de adubos intermediários cresceu no acumulado de nove meses
A entregas de fertilizantes no acumulado do ano até setembro caíram 1,8%, para 32,88 milhões de toneladas, contra 33,50 milhões no mesmo período de 2023.
Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), que divulgou os dados, apesar do recuo o mercado “está plenamente abastecido”.
Sazonalidades naturais da demanda do setor agrícola explicariam a redução, conforme a entidade, em nota. Somente em setembro, as entregas somaram 4,85 milhão de toneladas, 0,8% menos em relação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com a Anda, Mato Grosso segue na liderança das entregas de fertilizantes, com 20,5% do volume total, o que equivale a 6,75 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:
- Paraná (3,79 milhões de t);
- Rio Grande do Sul (3,62 milhões de t);
- São Paulo (3,61 milhões de t);
- Goiás (3,16 milhões de t);
- Minas Gerais (3,10 milhões de t); e
- Bahia (2,38 milhões de t).
Produção nacional de fertilizantes
A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu tanto em setembro quanto no acumulado de nove meses. No mês, foram produzidas 692 mil toneladas, aumento de 11,8% na comparação interanual com 2023.
No acumulado do ano, foram 5,32 milhões de t, 6,8% acima de mesmo período do ano passado, quando a produção total foi de 4,99 milhões de toneladas.
As importações totalizaram 4,22 milhões toneladas de fertilizantes intermediários, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos nove meses, as importações atingiram 29,05 milhões toneladas, aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 27,57 milhões.
O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 8% mais produtos, ou 7,30 milhões de toneladas descarregadas de janeiro a setembro de 2024, contra 6,76 milhões no ano anterior. O volume representou 25,1% do total importado por todos os portos do País (dados da Siacesp/MDIC), segundo a Anda.
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dez 11 2024 Arroz: com mais de 50 mil hectares para plantar, Federarroz pede extensão do zoneamento agrícola
Maiores atrasos estão na região central, onde muitos produtores não conseguiram recuperar áreas e sistema de irrigação a tempo após as enchentes de maio
O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, respondendo por cerca de 70% do total cultivado no país. Quando as enchentes atingiram o estado em maio deste ano, algumas regiões ainda tinham 40% das áreas por colher, o que equivalia a cerca de 41 mil hectares.
Contudo, a tragédia não foi suficiente para derrubar a produção, mantendo-se em, aproximadamente, 7 milhões de toneladas. O balanço de resiliência foi apresentado pela Federação das Associações de Arrozeiros do estado (Federarroz) nesta terça-feira (10).
O presidente da entidade, Alexandre Velho, ressaltou que entre os desafios do ano estiveram os leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, no auge da crise e na tentativa de frear um possível desabastecimento do cereal no país, ofertaram o produto a preços muito abaixo do mercado, o que pode desestimular os produtores do estado.
Extensão do zoneamento agrícola
A semeadura do ciclo 2024/25 do arroz está atrasada pelo excesso de chuva. Segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga), ainda faltam cerca de 50 mil hectares a serem plantados, sendo que a janela ideal encerrou-se na metade de novembro.
Os maiores atrasos estão na região central do estado, onde muitos produtores não conseguiram recuperar áreas e sistema de irrigação a tempo. Por conta disso, a Federarroz solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a extensão do zoneamento agrícola para que a região tenha permissão de plantar até o dia 20 de dezembro.
A área de produção de arroz para esta safra está indicada pelo Irga em 948 mil hectares, alta de 5% frente à última temporada. Já a soja em terras baixas deve ter uma a queda de 4%, somando cerca de 400 mil hectares.
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dez 10 2024 Produtor de soja terá acesso a créditos de carbono com o RenovaBio
Produtores de soja agora podem negociar créditos de carbono, agregando valor à produção e ampliando suas receitas no mercado de biocombustíveis
Na última semana, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL 3149/2020) que altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que permite que os produtores de soja participem da comercialização dos créditos de carbono gerados pelas indústrias de biocombustíveis. A medida amplia as oportunidades para os agricultores, que poderão negociar diretamente com as empresas de biodiesel e etanol, obtendo prêmios sobre sua produção de soja, convertida em biocombustíveis.
Até então, os créditos de carbono eram um benefício exclusivo das indústrias. Agora, com a mudança, o produtor de soja, uma das principais matérias-primas do biodiesel, passa a ser reconhecido e recompensado por sua contribuição à descarbonização, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.Avanço para o produtor de soja
A Aprosoja Brasil, por meio de negociações com as associações representativas das indústrias de óleos vegetais e etanol de milho, foi importante para garantir que o produtor fosse incluído nesta política ambiental. Para Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, essa conquista representa um avanço para o setor, fortalecendo a relação entre a produção agrícola e as políticas de sustentabilidade.
O senador Efraim Filho (União – PB), relator da proposta, destacou a importância dessa vitória para o agronegócio e agradeceu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foi essencial para o avanço do texto. A aprovação da proposta representa uma nova oportunidade para os produtores de soja, que agora podem agregar valor à sua produção, contribuindo com a redução das emissões de carbono e gerando novas fontes de receita no crescente mercado de biocombustíveis.
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