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dezembro 2024

  • Resíduo do etanol será usado na produção de amônia e adubo

    Para o agronegócio, o impacto é enorme, ao combinar esta nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono

    A Yara Brasil iniciou, em seu complexo industrial em Cubatão (SP), a produção de amônia renovável e, a partir deste insumo, de adubo nitrogenado com baixa pegada de baixo carbono. De acordo com o vice-presidente de marketing e agronomia da empresa, Guilherme Schmitz, a amônia renovável é produzida a partir do biometano – um biogás que substitui o gás natural, proveniente de fonte fóssil. “No processo industrial, há a substituição de um pelo outro, sem necessidade de mudança de estrutura na fábrica”, esclareceu.

    O biogás será fornecido pela Raízen que produz o insumo em Piracicaba (SP), a partir da vinhaça – resíduo da fabricação de etanol de cana-de-açúcar -, e da torta de filtro, subproduto da produção de açúcar.

    Segundo Schmitz, a amônia renovável será usada tanto na planta de Cubatão para produção de adubo nitrogenado, quanto comercializada para outras indústrias, não só do segmento de fertilizantes, já que a amônia tem várias aplicações. “Além da amônia renovável, vamos comercializar o fertilizante nitrogenado low carbon (baixo carbono) produzido a partir dela”, complementou.

    A Yara Brasil produz, anualmente, 200 mil toneladas de amônia convencional, o que resulta em 400 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados/ano. Para dar conta desse volume, são consumidos, diariamente, 700 mil metros cúbicos de gás natural. Quanto ao biometano, conforme o executivo, serão demandados inicialmente 20 mil metros cúbicos por dia, para se alcançar a produção anual de 6 mil toneladas de amônia renovável e 15 mil toneladas de fertilizante nitrogenado de baixo carbono.

    “O suprimento de biometano que temos hoje servirá para converter 3% da nossa produção de fertilizante nitrogenado (em um adubo de baixo carbono)”, detalhou Schmitz.

    Café e laranja

    Conforme a demanda por ambos os produtos renováveis for sendo intensificada – na agricultura, a Yara aposta inicialmente nos setores de café e citros (com suco de laranja) -, a tendência é a de que a produção na planta de Cubatão seja aumentada. Schmitz reforça que não há necessidade de investimento em alteração da estrutura industrial para substituir o gás de origem fóssil pelo biometano. Ele comenta ainda que a companhia espera um aumento da demanda para que a produção ganhe escala e os custos tanto da amônia renovável quanto do fertilizante low carbon sejam reduzidos.

    A partir da amônia renovável, a Yara descarboniza parte de sua operação e portfólio e, consequentemente, tem potencial para influenciar toda a cadeia que faz uso de fertilizantes nitrogenados com menor pegada de carbono e de soluções industriais. O presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, destaca que, ao combinar a nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono ao conhecimento agronômico da companhia, será possível trazer “ainda mais valor para o agricultor – abrindo novos mercados e fontes de receita”, diz, e complementa: “Na cadeia do café, por exemplo, a expectativa é de uma redução de até 40% na pegada de carbono do grão colhido”.

    Schmitz avaliou que políticas públicas que incentivem a produção de biocombustíveis também devem contribuir para aumentar a oferta de biometano no País. Ele disse ainda que, hoje, caso a Yara necessitasse substituir 100% do que usa de gás natural por biometano, “não haveria oferta suficiente disponível”. “Ainda é necessário haver ampliação desses projetos de biogás”, comenta. “Por isso precisamos de políticas públicas que estimulem a produção de biogás para que tenhamos uma agricultura mais verde.”

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • Plantio da safra de soja 2024/25 atinge 95% da área, diz consultoria

    Semeadura está mais adiantada em comparação a mesmo período do ano passado; AgRural também estimou andamento do milho verão

    Em levantamento da última quinta-feira (5), a AgRural calculou que o plantio da safra de soja 2024/25 alcançou 95% da área estimada para o Brasil. Os trabalhos estão mais avançados em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 91% das lavouras haviam sido semeadas.

    De acordo com a consultoria, com o plantio quase finalizado e expectativa de boas produtividades em todo o país, o destaque da semana passada foram as chuvas muito bem-vindas, que chegaram a áreas mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

    “No território gaúcho, as precipitações normalizaram a umidade do solo, melhorando as condições das lavouras e permitindo a retomada do plantio em ritmo mais forte”, relatou a AgRural.

    Segundo o levantamento, no Paraná, as chuvas chegaram em bons volumes e bem distribuídas, eliminando a preocupação, pelo menos por ora, com possíveis perdas de potencial produtivo de lavouras já em fase reprodutiva nas regiões oeste e norte do estado.

    “Chuvas muito bem-vindas também foram registradas no sul de Mato Grosso do Sul, mas elas não foram tão boas como as reportadas no Paraná. Por isso, os produtores da região continuam à espera de mais volumes para afastar o temor de perdas”.

    Plantio de milho verão

    A área estimada para a safra de milho verão 2024/25 (primeira safra) estava 95% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira, conforme a AgRural. O índice é o mesmo ante o mesmo período do ano passado. No momento, apenas produtores de Goiás ainda estão com as plantadeiras em campo.

    De acordo com a consultoria, o retorno de chuvas mais significativas ao Rio Grande do Sul favoreceu as lavouras de milho do estado, mas chegaram tarde para áreas mais adiantadas, que já têm perdas consolidadas causadas pela baixa umidade durante a fase reprodutiva. “Nos demais estados do Centro-Sul, as lavouras se desenvolvem bem”, conclui.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Maior estudo oficial de resistência a carrapaticidas no mundo é apresentado na Seapi

    Pesquisa realizada em 2023 em propriedades gaúchas foi pauta da reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina

    O estudo “Inquérito de prevalência da multirresistência a carrapaticidas no RS”, desenvolvido pelos Departamentos de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), foi apresentado nesta quarta-feira (04/12) na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina.

    A médica veterinária e coordenadora do Serviço de Doenças Parasitárias da Seapi, Nathalia Bidone, mostrou que das 176 propriedades analisadas de diferentes regiões do estado que apresentaram multirresistência a carrapaticidas, 98% têm multirresistência a quatro ou mais carrapaticidas (173 propriedades), 71% apresentam resistência a todos os carrapaticidas testados (125 propriedades) e 6% têm alta resistência a todos os carrapaticidas testados (10 propriedades).

    “A resistência é um processo natural intrínseco aos parasitas, mas ela pode ser acelerada quando se registra uma grande utilização de um produto ou de um princípio ativo”, destaca Bidone. Além disso, os dados apontam que a forma de escolha do produto pode não ser a mais adequada. Apenas 1% escolhem por testes de eficácia, a maioria escolhe por indicação de terceiros ou conhecimento próprio (45%), e apenas 38% por recomendação do veterinário.

    Outros resultados revelam que quanto maior a propriedade, maior o índice de multirresistência a carrapaticidas, que o uso de formulações injetáveis aumenta em cinco vezes a chance de multirresistência e que a frequência maior de tratamento, além do indicado que é de, no máximo, cinco vezes ao ano, aumenta também a incidência de carrapatos com maior resistência a carrapaticidas.

    O estudo foi feito a partir de uma amostragem aleatória de diferentes regiões, contato e visitas a 302 propriedades, de 120 municípios, com aplicação de questionário, coleta de carrapatos em 206 propriedades e testes em laboratório no Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF). O artigo foi publicado na revista Medical and Veterinary Entomology (veja versão abaixo).

    A coordenadora da Seapi afirma que não tem uma resposta pronta para as questões levantadas pelo estudo, que é preciso repensar estratégias junto com a cadeia produtiva para combater o problema. “Nós estamos pensando em algumas ações, enquanto Secretaria, mas elas estão sendo debatidas e construídas junto com a cadeia produtiva”, afirma Nathalia Bidone.

    O presidente da Associação de Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSUL), Moacir Berger, destaca que a questão dos carrapatos causa perdas consideráveis para o mercado coureiro. “É o nosso segundo maior problema, depois da questão da rastreabilidade. Estamos perdendo mercado se não enfrentarmos estas questões”, destaca.

    A médica veterinária Ana Cláudia Mello Groff, também do DDA/Seapi, apresentou perspectivas sobre o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). Segundo ela, é necessário discutir ao longo de 2025 sobre a utilização da vacina RB51, em substituição a vacina B19. Outra questão é a evolução do PNCEBT na cadeia de corte, através da elaboração de um plano de trabalho. O Rio Grande do Sul é um dos estados com mais propriedades de leite certificadas contra estas duas doenças, mas afirma que é preciso avançar mais nas propriedades de corte.

    Ao final da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina foi eleito o novo coordenador. O atual coordenador, Gilson Hoffmann, agradeceu a todos pela parceria e passou o cargo para o professor do Departamento de Zootecnia da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Fernando Piva Lobato. O professor destacou que vai trabalhar visando os produtores do Rio Grande do Sul e seus problemas. “Nem todos os pecuaristas são iguais e nós precisamos buscar soluções para cada um deles, entendendo as suas diferenças”, destacou.

    Veja aqui o estudo completo:  Artigo publicado na Medical and Veterinary Entomology

    Fonte: Seapi/RS

  • Mesmo na entressafra, preço de arroz recua 14% em novembro

    De acordo com o Cepea, comercialização envolvendo grão em casca no mercado spot do Rio Grande do Sul continua lenta

    O indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) acumulou forte queda de 13,95% em novembro, encerrando o mês a R$ 102,23 por saca de 50 kg. A média mensal, de R$ 111,66 por saca, ficou 6,39% menor que a de outubro/24 e 1,94% inferior à de novembro de 2023, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de novembro de 2024).

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que o movimento de baixa é considerado atípico para este período de entressafra, quando a menor disponibilidade de cereais, historicamente, sustenta os valores.

    Segundo o centro de pesquisas, a comercialização envolvendo arroz em casca no mercado spot do Rio Grande do Sul continua lenta. Produtores têm resistido aos preços oferecidos pelas indústrias, apostando em recuperação nas próximas semanas.

    Já a demanda está limitada, com compradores locais mostrando pouco interesse em adquirir o produto e/ou optando por ofertas mais baixas envolvendo sobretudo o arroz depositado e a prazos de pagamento alongados, ainda conforme pesquisas do Cepea.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Soja: regulamentação dos bioinsumos e a produção sustentável

    Aprovado no Senado, o projeto facilita a adoção de bioinsumos, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e eficientes, beneficiando, também, os produtores de soja

    O Senado aprovou, nesta terça-feira (3), o PL 658/2021, que estabelece o marco legal dos bioinsumos, um avanço para a agricultura sustentável no Brasil. Aprovado na Câmara, o projeto segue para sanção presidencial e representa um avanço para os produtores de soja, que poderão adotar alternativas biológicas aos produtos químicos, aumentando a eficiência e a sustentabilidade das lavouras.

    O PL 658/2021 traz uma importante segurança jurídica para o setor agrícola, organizando o mercado de bioinsumos e permitindo o desenvolvimento de tecnologias mais sustentáveis. Para os produtores de soja, isso significa maior acesso a alternativas mais econômicas e ecológicas, que podem reduzir a dependência de produtos químicos importados, melhorar a saúde do solo e aumentar a produtividade das lavouras de forma sustentável.

    Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, ressaltou a importância do PL 658/2021, destacando que a regulamentação representa um avanço para a agricultura brasileira. Segundo ele, o projeto oferece segurança jurídica, permitindo que os produtores de soja e outros setores possam adotar práticas mais sustentáveis sem enfrentar riscos legais.

    O marco legal também reforça a posição do Brasil no mercado agrícola global, aumentando sua competitividade e criando novas oportunidades para atrair investimentos internacionais. Para a soja brasileira, um dos principais produtos de exportação, o projeto traz benefícios diretos, incentivando a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e tecnologias inovadoras.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     
  • De dezembro a fevereiro de 2025: o que o produtor da soja deve esperar do tempo?

    Chuvas intensas em dezembro podem afetar o ciclo da soja no Brasil, impactando plantio e colheita nas regiões produtoras

    O mês de dezembro será marcado por chuvas intensas no Brasil, o que pode impactar diretamente as lavouras de soja, tanto no momento de plantio quanto na colheita. A previsão climática da Rural Clima aponta para um período de umidade elevada, com precipitações concentradas nas regiões centro-sul e centro-norte do país, afetando principalmente o ciclo das lavouras de soja.
    Segundo a Safras & Mercado, neste mês, a frente fria que passou pelo Rio Grande do Sul já está provocando chuvas em várias áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A tendência é que as chuvas continuem ao longo da semana, com maior intensidade nas regiões produtoras de soja, o que pode atrasar o início da colheita em algumas áreas e prejudicar o manejo de algumas lavouras.

    Excesso de chuvas

    Os meses de janeiro e fevereiro de 2025 são ainda mais críticos para a soja, com a previsão de excesso de chuvas no Brasil. Durante este período, o excesso de umidade pode dificultar a colheita da soja, que normalmente ocorre no início do ano, após o ciclo de plantio.

    As chuvas intensas e prolongadas podem aumentar o risco de perdas de qualidade da produção, uma vez que o excesso de umidade pode interferir na maturação dos grãos, além de dificultar o trabalho das colheitadeiras.

    A colheita da soja é uma fase extremamente sensível, e chuvas excessivas podem levar a problemas como aumento na umidade dos grãos, o que prejudica a comercialização e a armazenagem. A previsão de chuvas regulares pode, portanto, representar um desafio para o sucesso da colheita, exigindo maior atenção ao planejamento logístico e ao manejo agrícola.

    Plantio da soja

    O plantio da soja em algumas regiões também pode ser afetado pela umidade excessiva durante os meses de janeiro e fevereiro. Em áreas onde o plantio da soja ainda ocorre ou o trabalho de replantio é necessário, as chuvas podem dificultar o preparo do solo, interferindo nas condições ideais para a semeadura. O solo encharcado pode comprometer a germinação e o desenvolvimento das plantas, além de atrasar o calendário de plantio, o que pode prejudicar o ciclo da safra.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Conseleite/RS projeta variação de -4,96% no valor do leite em novembro

    O valor de referência projetado para o leite em novembro no Rio Grande do Sul é de R$ 2,4561, 4,96% abaixo da estimativa de outubro (R$ 2,5844). Em outubro, o consolidado fechou em R$ 2,5456, -0,05% em relação ao consolidado de setembro (R$ 2,5468). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/11), durante reunião mensal do Conseleite/RS, colegiado que reúne produtores e indústrias para tratar de assuntos relevantes para o setor lácteo gaúcho. O valor está abaixo dos patamares praticados no mês anterior e, segundo o coordenador do Conseleite, Allan André Tormen, reproduz o momento do ano.

    Os valores projetados consideram os dados dos primeiros 20 dias de cada mês. O consolidado vem do balanço geral dos 30 dias do mês anterior.

    Fonte: https://www.milkpoint.com.br/

  • Produção e produtividade da soja do RS devem crescer, diz Emater

    Segundo a entidade, lavouras semeadas no fim de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado

    A produção de soja no Rio Grande do Sul na atual safra 2024/25 pode alcançar 21,6 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 18,59% em comparação com o ciclo anterior 2023/24, segundo levantamento da Emater-RS. A estimativa foi apresentada no sábado (30), durante a Fenasoja, em Santa Rosa.

    O diretor técnico da Emater-RS, Claudinei Baldissera, salientou que a oleaginosa deve ocupar 6.811.344 hectares no estado, com aumento de 1,54% em relação à safra anterior. A produtividade esperada é 13,17% superior à obtida no ano passado, podendo atingir 3.179 kg/ha.

    Segundo a Emater, as lavouras semeadas no fim de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado. Aquelas plantadas a partir da segunda quinzena de novembro, com períodos de poucas chuvas, apresentaram algumas falhas de germinação, mas sem comprometer o estande da lavoura.

    Na região de abrangência do Escritório Regional da Emater-RS/Ascar de Santa Rosa, a área de produção de soja na safra 2024/25 deve ser de 779.119 hectares, com produtividade esperada de 3.132 kg/ha e produção de 2.440.201 toneladas da oleaginosa.

    Até o momento, já foi concluída a operação de plantio em 58% da área projetada para a região de Santa Rosa, com evolução de 13% da área plantada se comparada com a semana anterior. O porcentual está abaixo da média do estado, que está em 65%.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • CCGL sedia encontro com produtores do projeto “Minha propriedade com Smartcoop”

    Nesta quarta-feira, 27, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) recebeu 20 produtores rurais e seus respectivos Assistentes Técnicos de Campo para o primeiro encontro do programa Gestão da Propriedade. A iniciativa, em parceria com o Sebrae, Sescoop, Fecoagro e Smartcoop, tem como objetivo qualificar os produtores em Gestão de Custos, com ênfase na construção e análise do Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), por meio da plataforma Smartcoop.

    O programa tem o intuito de aprimorar a gestão financeira das propriedades rurais, proporcionando aos produtores ferramentas estratégicas para aumentar a produtividade e rentabilidade de seus negócios. A plataforma Smartcoop se destaca como uma solução inovadora, que auxilia na organização e análise dos dados financeiros das propriedades.

    Silvana Trindade, gerente de operações da CCGL, agradeceu a participação dos produtores e a colaboração dos parceiros envolvidos: “Agradecemos pela confiança e participação de todos os envolvidos neste encontro promissor. Estamos certos de que este programa trará resultados positivos para os produtores e contribuirá para o fortalecimento da gestão no campo.”

    O projeto “Minha Propriedade com Smartcoop” é uma ação conjunta do Sebrae/RS, Sistema Ocergs, Fecoagro/RS e Smartcoop, que oferece consultoria especializada em gestão financeira para produtores rurais do sistema cooperativo gaúcho. O projeto visa beneficiar inicialmente 500 propriedades no estado, com encontros presenciais que somam 14 horas de capacitação, distribuídas em quatro encontros obrigatórios e um opcional.

    A capacitação tem como foco a gestão financeira, a organização de dados e o uso estratégico da plataforma Smartcoop para otimizar os resultados das propriedades rurais.

    Fonte: Comunicação CCGL

  • Livro da Embrapa sobre agricultura de precisão na era digital já está disponível para download

    Edição reúne os resultados alcançados in loco na produção das principais cadeias do agro, como milho, soja, trigo, cana e pastagem

    Considerado pela presidente da Embrapa Silvia Massruhá como um divisor de águas, o terceiro livro da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras traz como novidade os resultados de estudos sobre o uso de agricultura de precisão e digital na pecuária e em sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

    “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital” foi lançado nesta segunda-feira (25) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durante o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP).

    Realizado pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), a 10ª edição do ConBAP seguiu até o dia 27 focado em tecnologias para uma agricultura sustentável e de alta performance.

    Essa edição do livro, que fecha a trilogia da Rede AP, reúne resultados expressivos alcançados em pesquisas desenvolvidas nas principais cadeias produtivas do agro brasileiro e em diferentes biomas nos últimos 15 anos.

    Apoiado pela Câmara Temática de Agricultura Digital da Rede ILPF, a obra oferece suporte a professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, produtores e prestadores de serviço do setor agrícola, e demais interessados no tema.

    Para a presidente da Embrapa, ao reunir tecnologias e resultados efetivos, obtidos na aplicação de agricultura de precisão e digital no cultivo de grãos, plantas perenes e na pecuária, a obra será de utilidade para diferentes públicos.

    “Este livro, na forma como seu conteúdo está magistralmente organizado e apresentado, surge como um divisor de águas no tema e será fundamental para renovar os laços de ciência e empreendedorismo, pilares que sustentam a eficiente e competitiva agricultura brasileira há décadas”, afirma a presidente em texto de apresentação no livro.

    Avanço do conhecimento

    Com o objetivo de apresentar os resultados de pesquisa da Rede AP e instituições parceiras, o livro com 600 páginas conta com 90 capítulos distribuídos em cinco seções: culturas anuais, perenes, pecuária, sistemas integrados e tecnologias.

    São cerca de 300 autores de 20 instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, que durante dois anos atuaram em diversas frentes de trabalho para dar forma e materializar a obra disponível on-line e gratuitamente aqui.

    O pesquisador da Embrapa Instrumentação, um dos membros do comitê editorial do livro Luís Henrique Bassoi lembra que o uso da agricultura digital junto com a agricultura de precisão avançou muito desde o segundo livro.

    “A publicação atual apresenta pesquisas realizadas no formato on-farm (o experimento ocorre em áreas de produção) em cultura de algodão, milhosoja, trigo, cana-de-açúcar, pastagem, videira, macieira, bem como metodologias, tecnologias habilitadoras e portadoras de futuro com potencial disruptivo, que contribuem para a gestão da variabilidade das propriedades brasileiras, elevando-as a um novo patamar de produção, de forma sustentável”, diz.

    Além de Bassoi, o comitê editorial do livro publicado pela editora Cubo é composto pelos pesquisadores Carlos Manoel Pedro Vaz, Lúcio André de Castro Jorge, Ricardo Yassushi Inamasu (Embrapa Instrumentação, São Carlos/SP); Alberto Carlos de Campos Bernardi (Embrapa Pecuária Sudeste, também de São Carlos); João Leonardo Fernandes Pires (Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS) e Luciano Gebler (Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves/RS).

    Pertinência do olhar digital

    O professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), José Paulo Molin, que assina o prefácio da obra, diz que é muito pertinente esse olhar para a era digital, pois a agricultura de precisão, que produziu as primeiras inserções digitais no campo, depende fortemente dos avanços nas soluções digitais para alavancar práticas de campo ao mesmo tempo mais assertivas e escaláveis.

    “A obra contempla e destaca essa transição e ao mesmo tempo, convenientemente, mantém aqueles agrupamentos (tecnologias, culturas anuais, culturas perenes) e avança em novas frentes”, reforça o professor.

    Trabalho em rede

    Em uma década e meia, os três livros produzidos pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras, criada em 2009 e composta por universidades, empresas privadas, fundações, institutos de pesquisas e centros da própria Embrapa, apresentaram mais de 200 estudos desenvolvidos em campos experimentais com culturas perenes e anuais, distribuídos pelo território nacional.

    As obras somaram mais de 1.500 páginas e geraram uma ampla base de conhecimento no tema, disponíveis gratuitamente.

    O trabalho em rede enfrentou desafios, antecipou tendências, contribuiu para disseminar o conceito da agricultura de precisão (AP) e impulsionou a adoção da técnica entre produtores brasileiros, que deixaram de ver a propriedade como um campo uniforme, para enxergar as diferenças em cada talhão.

    “Assim, com a incorporação da AP, produtores rurais passaram a aplicar insumos de forma racional, para reduzir custos, riscos de degradação ambiental e aumentar a produtividade, como mostrou estudos recentes em culturas de milho e algodão. Em fazendas de Mato Grosso e Paraná, a recomendação de semeadura em taxa variável gerou ganhos de produtividade de até 8%, no milho, e 3%, no algodão”, afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini.

    Ele lembrou que obra “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital”, que fecha a trilogia, iniciada em 2011 com o livro “Agricultura de Precisão um Novo Olhar”, seguido pelo livro “Agricultura de Precisão Resultados de um Novo Olhar”, de 2014, é um marco na história de 40 anos da Embrapa Instrumentação, a serem completados no dia 18 de dezembro.

    “O tema é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura brasileira, pois incorpora resultados de pesquisa com tecnologias avançadas em drones, automação, geoprocessamento, irrigação de precisão, entre outras que contribuem para mantermos a produtividade da agricultura brasileira”, reforça.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/