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junho 2025

  • Emater: Chuva limita plantio de trigo no Rio Grande do Sul

    Semeadura avançou apenas 2 pontos percentuais na semana, atingindo 39% da área projetada para o estado

     

    As chuvas prolongadas no Rio Grande do Sul atrasam os trabalhos de semeadura da safra de inverno. Conforme a Emater, em nota, no caso do trigo o plantio avançou apenas 2 pontos percentuais na semana, atingindo 39% da área projetada para o estado.

    “O atraso do plantio das culturas de inverno se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados – próximos a 300 mm em grande extensão da região produtora do estado”, diz a Emater.

    Em lavouras já implantadas “houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência”.

    De acordo com a Emater, na região de Bagé, haverá necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. As chuvas também seguram os trabalhos com aveia e cevada no estado.

     Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • O cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais?

    Maioria dos participantes de enquete aponta as cooperativas como solução para vender e negociar melhor no campo.

     

    Na interatividade da semana, perguntamos: Você acha que o cooperativismo é um caminho para pequenos empreendedores rurais, porque?

    A enquete mostrou que 87% das pessoas enxergam nas cooperativas a principal forma de facilitar a venda e a negociação de seus produtos. A resposta foi clara: quando os produtores se unem, o acesso ao mercado melhora.

    Além disso, 7% dos participantes acreditam que o retorno financeiro se torna mais garantido nesse modelo. Já 6% destacaram a importância de ter a informação concentrada, algo que também contribui para decisões mais estratégicas no dia a dia.

    Esse cenário revela uma tendência importante. Ao optar pelo cooperativismo, o produtor rural deixa de atuar sozinho e passa a contar com uma rede de apoio. Assim, ele consegue melhores condições de compra, logística compartilhada, e maior poder de negociação com fornecedores e compradores.

    Outro ponto importante é que, por meio das cooperativas, muitos pequenos empreendedores rurais têm acesso a capacitações, crédito facilitado e até suporte técnico. Dessa forma, o crescimento não depende apenas do esforço individual, mas do trabalho conjunto; o que torna o caminho menos arriscado e mais sustentável.

    Toda quinta-feira tem uma nova enquete no Porteira Aberta Empreender! Participe, compartilhe sua opinião e ajude a construir pautas que realmente importam para você, micro e pequeno empreendedor rural.

    A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado, no canal do YouTube do Canal Rural.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

     

  • PIB do RS avança 1,3% no primeiro trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior

    O destaque foi para o desempenho da agropecuária, com alta de 27,3% no período. A indústria teve leve crescimento de 0,2%

     

    A economia do Rio Grande do Sul cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2025, frente aos últimos três meses de 2024, na série com ajuste sazonal. O resultado acompanha o comportamento da economia brasileira, que registrou variação de 1,4% no mesmo período. Entre os setores, o maior destaque foi a agropecuária, com alta de 27,3% no período. A indústria teve leve crescimento de 0,2%, enquanto o setor de serviços apresentou variação negativa de 0,2%.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26/6) pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e contou com a participação do secretário-adjunto Bruno Silveira, do diretor do DEE, Pedro Zuanazzi, e dos pesquisadores do DEE Martinho Lazzari e Vinícius Fantinel, responsáveis pelo trabalho.

    Comparação com o mesmo trimestre de 2024

    Na análise interanual, o PIB do Estado cresceu 1,8%. No mesmo recorte, a economia brasileira registrou avanço de 2,9%. O setor agropecuário subiu 6,3%, enquanto os serviços cresceram 2,6%. Já a indústria recuou 1,0%, resultado atribuído, principalmente, à atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana, que apresentou queda de 19,5%.

    Apesar desse resultado, o setor industrial apresentou expansão em segmentos como indústria extrativa mineral (3,4%), construção (4,1%) e indústria de transformação (1,1%).

    Desempenho setorial no trimestre

    A expansão da agropecuária foi puxada pelas elevações das produções de arroz (14,0%), milho (6,0%), fumo (18,0%) e uva (36,0%). Dentre as principais culturas do período, apenas a de soja (-37,0%) apresentou redução.

    Na indústria de transformação, os destaques positivos foram os segmentos de produtos minerais não metálicos (7,7%), máquinas e equipamentos (6,4%), produtos de borracha e de material plástico (5,4%) e celulose, papel e derivados (4,9%).

    O setor de serviços também teve desempenho positivo (2,6%), com expansão em todas as atividades, exceto em administração pública, educação e saúde públicas (-0,7%). As principais altas foram registradas em comércio (6,0%), transporte, armazenagem e correio (4,7%), intermediação financeira e seguros (4,5%) e outros serviços (2,2%).

    No comércio, das dez atividades analisadas, oito apresentaram crescimento, com destaque para as vendas em hipermercados e supermercados, alimentos, bebidas e fumo (4,8%), material de construção (13,6%), veículos (6,2%) e combustíveis e lubrificantes (7,3%). As únicas quedas ocorreram nos segmentos de informática e comunicação (-8,5%) e de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%).

    “A indústria de transformação pode ser considerada uma boa notícia, uma vez que apresentou seu terceiro trimestre seguido de crescimento, tendo como principal destaque o setor de máquinas e equipamentos, que após dois anos de queda voltou a apresentar números positivos. Já o comércio apresentou variação negativa na margem, a primeira vez desde as enchentes. Porém, seu nível permanece em um patamar alto e superior ao registrado no mesmo trimestre de 2024, analisou o pesquisador Martinho Lazzari.

    Acumulado dos últimos quatro trimestres

    Considerando os quatro trimestres encerrados no primeiro trimestre de 2025, a economia gaúcha avançou 3,7%. No mesmo período, o PIB nacional variou 3,5%.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Chuvas prejudicam lavouras e atrasam plantio da safra de inverno no RS

    O atraso se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados

     

    O plantio do trigo avançou apenas 2% e atinge 39% da área prevista para o Rio Grande do Sul nesta safra, que é de 1.198.276 hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (26/6), o atraso do plantio das culturas de inverno se deve às precipitações frequentes e em volumes muito elevados (próximos a 300mm em grande extensão da região produtora do Estado). Nas lavouras de trigo semeadas recentemente houve perdas por erosão, encharcamento e compactação superficial, especialmente durante as fases de germinação e emergência. A maioria dos danos corresponde à erosão laminar, concentrada em pontos de convergência do escoamento superficial, o que não exigirá replantio, apesar da redução no estande de plantas. O replantio será necessário apenas em algumas lavouras, situadas em solo mais arenoso, onde não foram adotadas práticas adequadas de conservação, ou em regiões de relevo inferior, em que houve acúmulo de água e transbordamento de cursos d’água.

    Na região administrativa da Emater de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras de trigo foram severamente afetadas pelas precipitações excessivas. Em Manoel Viana, 65% da área estava semeada. Estima-se necessidade de replantio em diversas áreas, em decorrência de alagamentos e erosões severas, que arrastaram sementes, plântulas e fertilizantes. O potencial produtivo das lavouras da região está menor. Apenas lavouras com cobertura de solo adequada apresentam melhores condições, pois os processos erosivos não foram tão intensos. Na região de Ijuí, as chuvas intensas provocaram erosão, sobretudo em áreas com baixa cobertura de palha. Onde foi adotada a semeadura de culturas outonais (nabo ou ervilhaca) imediatamente após a colheita da soja, os danos erosivos foram reduzidos.

    Aveia-branca – As precipitações prejudicaram o avanço da semeadura e a execução de tratos culturais. A cultura apresenta desenvolvimento adequado, com plantas vigorosas, mas a coloração das folhas está verde-pálida em decorrência da baixa luminosidade. Na região administrativa da Emater de Ijuí, a semeadura foi finalizada. Registra-se acamamento em lavouras nos estádios de emissão de panícula e floração. A Emater projeta o plantio de 401.273 hectares. A estimativa de produtividade está em 2.254 kg/ha.

    Canola – As chuvas interromperam o avanço da semeadura da canola, embora grande parte dos produtores já tenha concluído o plantio. Os elevados volumes pluviométricos dificultaram a emergência das plantas. Na região administrativa da Emater de Frederico Westphalen, cerca de 65% da área está em fase vegetativa, e 35% em floração. Na de Santa Maria, 92% da área foi semeada, e a maior parte está em fase de desenvolvimento vegetativo, com pequena parcela em início de floração. Na região de Soledade, a semeadura da canola foi concluída. As chuvas intensas provocaram perdas de fertilidade do solo decorrentes de erosão hídrica, especialmente em pontos de concentração do escoamento superficial. A Emater projeta o cultivo de 203.206 hectares, e produtividade de 1.737 kg/ha, representando aumento de 37,41% e de 22,56%, respectivamente, em relação à safra passada.

    Cevada – A semeadura foi temporariamente suspensa devido à recorrência de chuvas. As lavouras já estabelecidas apresentam desenvolvimento satisfatório, sem registros de danos associados às precipitações. Na região Norte do Estado, onde se concentra a maior parte da área cultivada, os volumes pluviométricos foram menores, não resultando em enxurradas nem comprometendo o estande ou a sanidade das plantas. Para a safra 2025, a Emater projeta 27.337 hectares cultivados e produtividade de 3.198 kg/ha.

    Culturas de verão

    Soja – A colheita foi encerrada. A Emater estima a área cultivada na Safra 2024/2025 em 6.770.405 hectares e a produtividade em 1.957 kg/ha, totalizando produção de 13.252.227 toneladas.

    Milho – Os trabalhos de colheita do milho, inclusive manuais, foram interrompidos devido à ocorrência contínua de chuvas, que também comprometem a qualidade dos grãos, aumentando a incidência de fungos e de grãos ardidos. Restam áreas em regiões de minifúndios, onde a operação ocorre de forma manual, conforme sua utilização na propriedade.

    Feijão 2ª safra – As lavouras de feijão não colhidas (cerca de 2%) foram severamente afetadas pelas chuvas intensas. Em muitas áreas, a colheita tornou-se inviável devido à deterioração dos grãos. Observa-se germinação pré-colheita em vagens de plantas maduras, o que comprometerá a qualidade comercial do produto. A elevada umidade relativa, associada à permanência dos grãos nas vagens sob condições saturadas de água, favoreceu a proliferação de microrganismos e acelerou os processos de degradação fisiológica e sanitária.

    Pastagens e criações

    As chuvas e as temperaturas mais baixas favoreceram o crescimento das forrageiras cultivadas, porém a falta de sol dificultou o pastejo e provocou o apodrecimento das folhas baixeiras. Avança a semeadura de cereais de inverno para silagem como estratégia de redução de custos e garantia de alimentação do rebanho. Em razão do frio mais intenso e do solo encharcado, o crescimento das pastagens nativas se reduziu. Mesmo assim, os animais foram transferidos para essas áreas, visando preservar as pastagens cultivadas do pisoteio excessivo.

    Bovinocultura de corte – O tempo frio e chuvoso reduziu o conforto animal e o ganho de peso. Em função da chegada do frio e das geadas, que prejudicaram as pastagens, foi necessário suplementação alimentar e uso de pastagens de inverno já estabelecidas. O manejo sanitário segue intenso, mas houve redução na incidência de carrapatos, apesar da resistência aos produtos. A comercialização permanece aquecida, especialmente para animais de reposição e prenhes. O mercado está em estabilidade, e há expectativa de valorização para animais de melhor qualidade.

    Bovinocultura de leite – O excesso de chuvas e o frio intenso, nas últimas semanas, reduziram a produção de leite e dificultaram o manejo das pastagens. Apesar do bom desenvolvimento das forrageiras cultivadas, a falta de sol prejudicou o pastejo e causou o apodrecimento das folhas baixeiras, afetando a alimentação do rebanho. Essas condições climáticas têm demandado maior atenção a problemas de casco, mastite e doenças respiratórias, além de reforço no manejo sanitário e nutricional, especialmente em sistemas menos estruturados ou com déficit de forragem.

    Ovinocultura – Na região administrativa da Emater de Bagé, os rebanhos ovinos enfrentam forte estresse devido às chuvas contínuas, como perdas de escore corporal, mortes de animais por enchentes e frio, aumento de problemas de casco e necessidade de manejo em áreas mais drenadas para reduzir os impactos sanitários e nutricionais. Na de Soledade, os ovinos permanecem majoritariamente no campo nativo, já que as pastagens cultivadas foram ocupadas por bovinos. Os rebanhos estão em adequado estado corporal. Inicia a parição de cordeiros. O cenário é de baixa oferta de animais para o abate e de pouca comercialização de lã.

    Apicultura – As chuvas e o frio intenso provocaram diminuição da atividade das abelhas, das floradas e da produção de mel, declínio populacional e confinamento dos enxames, bem como a suplementação alimentar das colmeias. Na região administrativa da Emater de Erechim, os produtores decidiram pela unificação de colmeias e pelo manejo preventivo para garantir a sobrevivência dos enxames durante o inverno. Na de Frederico Westphalen, técnicas de controle térmico foram adotadas para preservar os enxames, além do manejo das colmeias e de cuidados com a sanidade e pragas, como a varroa. Na de Pelotas, a colheita de mel está em fase final, e a produtividade varia em função da mortalidade de enxames e do uso de agrotóxicos. Na de Santa Maria, as baixas temperaturas e as enchentes interromperam a colheita de mel e causaram perdas de colmeias, mas os produtores estão vendendo mel a granel e de forma fracionada. Na de Santa Rosa, iniciou o fornecimento de alimentação de inverno e a colocação de coberturas plásticas nas colmeias para proteger os enxames da umidade e do frio.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Agronegócio emprega 26,2% dos trabalhadores do país

    Segmento de insumos registrou o maior crescimento de ocupações, mas agroindústria ainda lidera com folga

     

    O agronegócio brasileiro emprega 28,5 milhões de pessoas, recorde histórico, conforme dados de pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) referentes ao primeiro trimestre do ano.

    O número é 0,6% superior ao mesmo período de 2024 e corresponde a 26,23% do total de ocupações no país. De acordo com o estudo, o crescimento foi puxado, principalmente, pelos segmentos a seguir:

    • Insumos: aumento de 10,2% (30,2 mil pessoas empregadas)
    • Agroindústria: crescimento de 4,8% (222,9 mil trabalhadores)
    • Agrosserviços: alta de 2,4% (252,3 mil empregados)

    Nessas esferas, o destaque vai para atividades como transporte, armazenagem e serviços que dão suporte à cadeia produtiva

    Os dados mostram também que além do aumento no número de vagas, o agronegócio brasileiro segue em processo de profissionalização. Isso porque houve alta na formalização dos empregos, no nível de escolaridade dos trabalhadores e na presença feminina em diferentes funções da cadeia produtiva.

    Além disso, também foi observado aumento na receita de trabalhadores autônomos, com aumento real superior a 9% ante o primeiro trismetre no ano anterior.

    A pesquisa do Cepea e da CNA utiliza como fonte de informações os microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    Fonte:https://www.canalrural.com.br/

  • Marco regulatório dos defensivos agrícolas e nova taxa de registro são aprovados

    Para entidade que representa a indústria, iniciativa cria o ambiente jurídico necessário para que se ofereça inovação e elevados padrões de proteção

     

    O Congresso Nacional fez a apreciação de nove vetos do governo federal ao Projeto de Lei nº 1.459/2022, conhecido como “PL dos Agrotóxicos”.

    A proposta, sancionada em dezembro de 2023 como Lei nº 14.785, atualiza o marco regulatório dos defensivos agrícolas no Brasil, que está em vigor desde 1989.

    Para a CropLife Brasil, associação que representa a indústria de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de defensivos agrícolas, ao garantir maior modernização e segurança jurídica, a iniciativa representa um importante passo para atualização e modernização do setor agrícola

    Para o diretor-presidente da entidade, Eduardo Leão, a nova legislação equipara o Brasil aos grandes produtores agrícolas mundiais. Segundo ele, a regulamentação do marco legal fornecerá o ambiente jurídico necessário para que as empresas ofereçam inovação, ao mesmo tempo em que garantirá elevados padrões de proteção.

    “A nova lei cria processos mais avançados e transparentes, sem renunciar aos rígidos critérios técnico-científicos de aprovação de novas moléculas. A lei beneficiará produtores e consumidores, que passarão a ter acesso a produtos mais sustentáveis, tecnológicos e eficazes. É mais tecnologia que se traduz em alimentos mais acessíveis e seguros à mesa das pessoas, sem a necessidade de expandir terras de cultivo e com menor utilização de recursos naturais,” considera Leão.

    Taxa de avaliação e registro de defensivos

    Entre os vetos derrubados pelo Congresso Nacional estão os relacionados à criação da Taxa de Avaliação e de Registro de pesticidas, aditivos e outros produtos relacionados a defensivos agrícolas (VET 47/2023 – itens 10 a 15).

    A partir de agora, o governo poderá recolher a contribuição de produtos técnicos e equivalentes, produtos novos, produtos formulados, produtos genéricos, agrotóxicos, produtos de controle ambiental, registro especial temporário (RET), produto atípico ou idêntico e produto para agricultura orgânica. O valor arrecadado com a taxa será recolhido ao Fundo Federal Agropecuário (FFAP).

    Para o diretor de Defensivos Químicos na CropLife, Arthur Gomes, a criação da tarifa é positiva. “O recurso deverá apoiar o Ministério da Agricultura e Pecuária no trabalho de fiscalização, além do fomento ao desenvolvimento de atividades fitossanitárias e promoção da inovação tecnológica do setor agrícola em sanidade vegetal.”

    Já os vetos relacionados aos itens 9, 16 e 17 foram mantidos pelos deputados e senadores. Outros oito itens do veto (1 a 8) já haviam sido rejeitados na sessão de 9 de maio de 2024. O novo texto agora segue para promulgação do presidente Lula.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Regras do projeto-piloto de Zarc para o programa do seguro rural são divulgadas pelo Mapa

    Projeto busca aperfeiçoar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático com base no histórico da área agrícola e no manejo aplicado

     

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Resolução nº 107, do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural na última terça-feira (20). O documento aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – Níveis de Manejo (NMs), no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

    O Zarc tem como função disponibilizar dados mais precisos sobre riscos agroclimáticos à plantações nas diferentes regiões do Brasil. Assim, o Zoneamento apoia a formulação, aperfeiçoamento e a operacionalização de programas e políticas públicas.

    O projeto-piloto tem como objetivo identificar a melhor época para o plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. Dessa forma, o estudo visa minimizar os riscos relacionados a fenômenos climáticos adversos. A técnica é de fácil entendimento e adoção pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

    Os estudos do Zarc analizam os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares a partir de uma metodologia validada pela Embrapa. Dessa forma, qualifica os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras, que podem ocasionar perdas na produção.

    Por fim, os portarias da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, por Cultura e Unidade da Federação publicam os resultados do estudo. Nos resultados são relacionados os municípios indicando seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

    Essa metodologia, baseada em dados científicos e experimentações agrícolas, propõe critérios e indicadores diretamente ligados à qualidade do manejo e à fertilidade do solo.

    A Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que tem como objetivo avaliar o impacto da adoção de boas práticas de manejo do solo, que aumentam o volume de água disponível para as plantas e mitiga os riscos climáticos enfrentados pelas culturas. Esta abordagem é crucial em cenários de escassez hídrica, que atualmente é a principal causa de perdas na produção brasileira de soja.

     

    Esses parâmetros permitirão classificar as lavouras em diferentes níveis de manejo (NM), promovendo uma gestão eficaz e sustentável das práticas agrícolas.

    Se considerarão quatro níveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametrização atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos climáticos por déficit hídrico. Os NMs 3 e 4 pressupõem melhorias na fertilidade química, física e biológica do solo. Para tanto, aprimorando as técnicas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade hídrica e, assim, reduzir os riscos hídricos às culturas.

    Agora, o NM1 se aplica às áreas manejadas de forma inadequada, apresentando degradação dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo. Áreas em que, consequentemente, haverá maiores riscos de perdas por déficit hídrico.

    Percentual de subvenção

    Em relação ao projeto-piloto, o principal objetivo é fomentar a adoção desse novo modelo pelos produtores. Para isso, se aplicarão, no âmbito do Prêmio do Seguro Rural, incentivos financeiros por meio do percentual de subvenção, nas seguintes proporções:

    • · 20% para a área classificada como Nível de Manejo 1 (NM1)
    • · 25% para a área classificada como Nível de Manejo 2 (NM2)
    • · 30% para a área classificada como Nível de Manejo 3 (NM3)
    • · 35% para a área classificada como Nível de Manejo 4 (NM4)

    Além do percentual de subvenção diferenciado, se destinará um orçamento de R$ 8 milhões exclusivo para essa iniciativa. Assim, mesmo a área classificada como Nível de Manejo 1, cujo percentual de subvenção ao prêmio não difere da regra regular, poderá acessar esse recurso.

    “Estamos dando o pontapé inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir traçar o perfil de cada área agrícola e identificar o histórico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poderão ofertar coberturas mais aderentes à realidade de cada lavoura e cobrar preços mais justos pelas apólices”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

    “Nesse primeiro momento, o modelo será testado para a cultura da soja, no estado do Paraná, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa Soja/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora é atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servirá para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais”, pontuou Campos.

    Zarc – Nível de Manejo

    A nova metodologia do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), desenvolvida pela Embrapa, tem o objetivo de classificar cada área agrícola com base em dados de solo e no histórico de práticas agrícolas aplicadas. Assim, permitindo uma precificação de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a adoção de boas práticas pelos produtores rurais.

    Dessa forma, espera-se promover a conservação do solo, preservação dos recursos hídricos, aumento do teor de carbono no solo, a redução de riscos e a elevação da produtividade.

    A nova metodologia terá inicialmente em caráter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Em primeira instância será exclusivo para a cultura da soja no Paraná, onde já houve a validação técnica.

    O funcionamento do piloto exige que o agente operador – que pode ser uma empresa, cooperativa, instituição financeira ou o próprio produtor – envie à Embrapa, via sistema eletrônico, um conjunto de informações previsto em protocolo.

    Entre os dados solicitados estão: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, polígono da gleba, cultivos realizados nos últimos três anos, resultados da análise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, índices vegetativos.

    É importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou instituições especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades são responsáveis por consolidar os indicadores que serão inseridos no sistema da Embrapa.

    A partir dessas informações, a Embrapa classificará a área em uma das quatro categorias de Nível de Manejo. Assim, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto deverá procurar uma seguradora de sua preferência e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contratação da apólice.

    A seguradora, então, encaminhará as informações ao Mapa, aplicando o percentual de subvenção ao prêmio correspondente ao nível de manejo da área. O Mapa será responsável por verificar e validar as informações recebidas.

    Por fim, o produtor poderá encontrar as regras gerais a serem observadas pelo agente operador em Instrução Normativa que o Ministério da agricultura publicará em breve.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Integração lavoura-pecuária eleva produção de grãos e fixa carbono no Matopiba, aponta Embrapa

    Pesquisa revela que sistemas integrados garantem maior estoque de carbono e nitrogênio no solo e favorecem sustentabilidade

     

    Pesquisa realizada pela Embrapa Meio-Norte aponta que sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) são a alternativa mais adequada para garantir sustentabilidade na produção de grãos no Matopiba — região que abrange áreas de Cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

    O estudo avaliou os estoques de carbono e nitrogênio em diferentes arranjos de uso do solo: integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), ILP com plantio direto, ILP com preparo do solo recente, pastagens e vegetação nativa do Cerrado.

    Os resultados mostraram que as duas formas de ILP e as áreas de pastagem apresentaram maiores estoques de carbono e nitrogênio. Esses sistemas também registraram maior presença de substâncias húmicas, fundamentais para a fertilidade, retenção de água, estrutura do solo e atividade microbiana.

    Segundo o pesquisador Edvaldo Sagrilo, a eficiência desses sistemas depende de um manejo adequado. Ele destaca que tanto o pecuarista que mantém uma pastagem bem conduzida quanto o agricultor que investe em ILP obtêm benefícios ambientais e produtivos semelhantes.

    Vantagens da fixação de carbono no solo

    Sagrilo ressalta que melhorar o estoque de carbono traz ganhos econômicos e ambientais. A elevação da matéria orgânica no solo contribui para o aumento da produtividade e a redução da perda de fertilizantes, otimizando o uso de insumos.

    Do ponto de vista ambiental, o aumento do carbono no solo reduz emissões para a atmosfera e pode contribuir para mitigar o aquecimento global. Com a regulamentação do mercado de carbono em andamento, produtores que adotam esses sistemas podem ser remunerados por serviços ambientais no futuro.

    A capacidade de o solo agir como sumidouro ou fonte de carbono está diretamente relacionada ao manejo adotado. Sistemas integrados, segundo os dados da pesquisa, favorecem o sequestro e a estabilidade do carbono no solo.

    Metodologia e resultados

    A pesquisa foi conduzida no município de São Raimundo das Mangabeiras (MA), em áreas com clima e solo semelhantes. Os pesquisadores compararam o desempenho de cinco sistemas: vegetação nativa do Cerrado, ILPF com 13 anos, ILP com 16 anos sob plantio direto, ILP com revolvimento do solo e pastagem cultivada por 15 anos.

    As análises em quatro profundidades diferentes do solo mostraram que os sistemas ILP e pastagem apresentaram os maiores estoques de carbono em todos os níveis. As áreas de ILPF e Cerrado nativo registraram os menores estoques.

    A adoção dos sistemas ILP e pastagem resultou em aumentos significativos de carbono: 84% para ILP com plantio direto, 108% para ILP com aração recente e 66% para pastagem, em comparação à vegetação nativa. Os resultados são atribuídos ao tempo de adoção dos sistemas e à baixa fertilidade natural das áreas de Cerrado avaliadas.

    Experiência no campo

    Fernando Devicari, produtor de soja em Brejo (MA), adota o ILP há 15 anos e o ILPF há nove. Segundo ele, a motivação foi recuperar a matéria orgânica do solo, que vinha diminuindo. “A palhada se degradava muito rápido na época chuvosa. Com o consórcio de milho e capim, conseguimos dobrar a matéria orgânica nas áreas de ILP”, relata.

    Além da melhoria no solo, Devicari destaca o ganho produtivo: “Hoje, colhemos 7,8 sacas de soja a mais por hectare nessas áreas”.

    Sagrilo reforça que, embora os dados sejam específicos para o Matopiba, os conceitos podem ser aplicados em outras áreas do Cerrado. Estudos em diferentes regiões têm mostrado resultados semelhantes, com melhoria de indicadores ambientais e produtivos nos sistemas integrados em comparação aos convencionais.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Tributação do IOF vai impactar o Plano Safra 2025/26?

    Especialistas comentam impacto do aumento do IOF sobre crédito, custos e planejamento do setor

     

    A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25, do líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), que suspende o decreto do governo que amenizou o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O requerimento foi aprovado. Agora, Proposta poderá ser votada nas próximas sessões do Plenário sem precisar passar antes pelas comissões da Casa.

    Para Marcelo Winter, especialista em direito do agronegócio no escritório VBSO Advogados e professor do Insper, a medida é urgente diante da desorganização que a nova tributação pode causar ao setor produtivo. “Falta diálogo entre o governo e o agronegócio. Quem planta e comercializa precisa se planejar com muita atenção. Os custos de produção, os custos financeiros, o volume de investimentos. Tudo isso exige previsibilidade. Mudanças repentinas como essa impactam o risco e desorganizam todo o planejamento do setor”, afirmou.

    Winter explica que o aumento do IOF sobre instrumentos financeiros eleva o custo do capital e pode restringir o acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios produtores. “O custo financeiro mais alto leva os produtores a reduzirem ou abandonarem suas captações. Isso significa menos recursos disponíveis para compra de insumos, o que pode comprometer a produtividade e até provocar queda de safra”, avaliou. Segundo ele, o impacto atinge diretamente a margem de lucro, que já é apertada, e pode afetar a adoção de tecnologia e investimentos em infraestrutura.

    Embora a proposta do governo vise recompor o caixa por meio do aumento de tributos, Winter avalia que a estratégia é equivocada. “Essa nova tributação não é para aumentar os investimentos públicos, mas sim para cobrir despesas e cumprir metas fiscais. Isso penaliza o setor produtivo e ameaça a competitividade global do agronegócio brasileiro”, disse.

    O especialista destaca ainda que a medida não afeta o Plano Safra, cujos recursos são originados de fontes constitucionais próprias. “A não aprovação da nova tributação pode representar um desafio fiscal para o governo, mas não compromete a execução do Plano Safra. O IOF não financia diretamente a agricultura e o país sempre operou sem esse imposto. É fundamental que ele seja revogado.”

    A crítica ao imposto também é compartilhada pelo presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que considera a aprovação da urgência um avanço importante para o setor. Segundo ele, os CRAs são uma das principais fontes de financiamento do Plano Safra e a tentativa de tributar essa captação em 5% teria impacto direto sobre os juros pagos pelos produtores.

    “Estamos lutando para que os juros do Plano Safra não aumentem nem 1% ou 2%, e agora o governo quer tributar em 5% os recursos que sustentam o financiamento da atividade agrícola. Já estamos operando com taxas livres entre 15% e 20% ao ano. Isso é insustentável”, declarou Buffon.

    Ele ressaltou que o IOF não tem relação direta com o financiamento da agricultura. “O Brasil sempre funcionou sem esse imposto. Agora inventaram essa tributação e dizem que, sem ela, o país terá déficit. Isso não corresponde à realidade. O que precisa ser feito é a redução da máquina pública e o controle das contas, não o aumento da carga tributária sobre quem produz”, disse.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Inverno será típico no Rio Grande do Sul, com frentes frias

    Estação começa nesta sexta-feira (20/6), às 23h42

     

    Quando marcar 23h42 desta sexta-feira (20/6), começará oficialmente o inverno no Hemisfério Sul do planeta. Até as 15h19 do dia 22 de setembro, a estação promete ser típica no Rio Grande do Sul, com passagem regular de frentes frias, com massa de ar frio avançando e provocando queda nas temperaturas. É o que afirma o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Flávio Varone, coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS).

    Conforme Varone, a previsão para julho, agosto e setembro é que não ocorram fenômenos globais, como o El Niño e a La Niña.  “Então, a tendência é de um segundo semestre dentro da normalidade, um inverno típico do Rio Grande do Sul”, acredita. “A condição de frentes frias passando traz chuva regular durante dois, três dias, na maioria dos eventos. E o ingresso de ar frio traz a queda da temperatura, mas também provoca fenômenos bem típicos da estação, como geada, nevoeiros e, eventualmente, a ocorrência de queda de neve em alguns pontos do Estado”, alerta.

    E como fica a previsão mensal? “O modelo do Simagro, que é regional, está indicando que nós deveremos ter, durante o mês de julho, chuva próxima da normalidade em todo o Estado. Isso favorece um pouco mais as culturas de inverno, como trigo, canola, aveia e cevada”, destaca Varone.

    Para agosto, conforme o meteorologista, a tendência é de chuva um pouco acima da média em grande parte do Rio Grande do Sul. “Condição que vai favorecer os reservatórios, principalmente da Fronteira Oeste e da Campanha, que ficaram mais baixos devido à estiagem de verão. No inverno, eles devem recuperar seus níveis mais aceitáveis”, prevê Varone. “E, na faixa Norte, tem previsão de chuva um pouco abaixo da média, mas nada muito expressivo”, complementa.

    Para setembro, o Simagro indica que a chuva deve diminuir em todo o Rio Grande do Sul. “A gente espera volumes abaixo da normalidade”, pontua Varone.

    Temperaturas

    A temperatura média para julho e agosto deve ficar mais baixa que o normal, especialmente na Fronteira Oeste e nas Missões. “Em parte da Campanha deve fazer mais frio. No Litoral gaúcho, tanto em julho quanto em agosto, a previsão aqui do nosso modelo indica valores mais próximos da normal, mas também algumas áreas acima da normalidade. Então, vai ser um pouquinho mais quente no Litoral gaúcho nesses dois meses”, esclarece Varone.

    Para setembro, de acordo com o meteorologista, essa condição de valor inferior à média deve cobrir todo o Rio Grande Sul, principalmente metade Oeste e Campanha. “Deve trazer temperaturas com valores realmente um pouco abaixo da média, bem mais frios. Essa faixa mais leste (mais quente ao longo do ano), no decorrer do mês tende a ter valores ligeiramente abaixo da média, ou dentro da normalidade”, especifica Varone.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/