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junho 2025

  • Fertilizantes: o calcanhar de Aquiles do agro brasileiro

    Dependência externa de insumos, guerra no Oriente Médio e preços agrícolas deprimidos exigem respostas rápidas e criativas para preservar a rentabilidade

     

    A escalada do conflito entre Israel e Irã reacendeu um alerta preocupante para o agronegócio brasileiro: a possível disparada nos preços da ureia e de outros fertilizantes.

    Em um cenário de queda nas cotações internacionais das commodities agrícolas, a combinação entre custos crescentes e receitas em baixa pode corroer drasticamente a já apertada margem de lucro do produtor rural.

    O Brasil é extremamente vulnerável nesse campo. Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome anualmente — sendo que, no caso específico da uréia, a produção nacional atende a menos de 20% da demanda.

    Cerca de 20% da ureia consumida pelo Brasil vem do Irã, país diretamente envolvido na atual tensão geopolítica, o que agrava ainda mais a possibilidade de ruptura no fornecimento.

    China e a Índia, por sua vez, são os maiores produtores e consumidores globais de ureia. Nesses países, o arroz é a principal cultura consumidora do insumo, seguido pelo trigo e outros grãos.

    Já no Brasil, a principal cultura que demanda ureia é o milho, seguida pela cana-de-açúcar e pela soja, três pilares da nossa produção agrícola. Isso reforça o impacto direto que qualquer oscilação no mercado internacional terá sobre o custo de produção das nossas lavouras.

    Estratégia equivocada do passado

    Esse grau de dependência não é fruto do acaso, mas de uma decisão estratégica equivocada adotada no passado. Com os preços internacionais dos fertilizantes — especialmente os nitrogenados — mais baixos que os nacionais, o Brasil optou por importar em vez de estimular a produção interna.

    Além disso, Israel é fornecedor de cloreto de potássio para o Brasil, nutriente essencial para a fertilização do solo e o bom desenvolvimento de culturas como soja, milho e algodão.

    A instabilidade no Oriente Médio, especialmente com riscos de fechamento de rotas marítimas ou sabotagem em infraestrutura logística, pode comprometer o fornecimento e pressionar ainda mais os preços desses insumos.

    Outro fator agravante é o aumento do preço do petróleo, que, além de elevar o custo dos próprios fertilizantes nitrogenados (como a ureia, que depende do gás natural), impacta diretamente o frete marítimo e terrestre, encarecendo o custo de importação e distribuição dos insumos.

    O que o produtor pode fazer?

    Diante desse cenário, quais estratégias os produtores podem adotar para ajudar a mitigar os riscos?

    • Antecipação e compras programadas: produtores que têm capacidade de armazenagem e acesso a crédito podem se beneficiar da antecipação na compra de fertilizantes, evitando a exposição à alta nos momentos de pico. Firmar contratos antecipados com fornecedores também é uma estratégia para garantir preços e disponibilidade.
    • Uso racional de insumos e agricultura de precisão: com margens estreitas, o uso eficiente dos recursos ganha ainda mais importância. Técnicas de agricultura de precisão, como mapeamento de solo e aplicação localizada de fertilizantes, ajudam a reduzir o desperdício e melhorar o retorno sobre o investimento.
    • Substituição e diversificação de fontes: em algumas regiões, é possível substituir parcialmente a ureia por outras fontes de nitrogênio, como sulfato de amônio ou adubação orgânica. Além disso, buscar fornecedores alternativos pode reduzir a dependência de mercados geopolíticos instáveis.
    • Integração com pecuária e uso de matéria orgânica: sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária (ILP), favorecem o uso de resíduos orgânicos e pastagens bem manejadas, o que pode reduzir a dependência de fertilizantes minerais ao longo do tempo.
    • Renegociação de contratos e cooperativismo: a atuação conjunta por meio de cooperativas ou associações de produtores pode fortalecer o poder de barganha na compra de insumos, além de facilitar o acesso a crédito mais barato e suporte técnico. A renegociação de contratos com fornecedores e instituições financeiras também se torna essencial para ajustar prazos e garantir viabilidade financeira.
    • Travamento de preços no mercado futuro: em tempos de incerteza, travar preços de commodities agrícolas na bolsa é uma forma eficaz de proteger a receita esperada. Com os custos de produção sob ameaça, garantir um valor mínimo de venda no mercado futuro pode ser decisivo para preservar a rentabilidade, especialmente em culturas com grande liquidez, como soja, milho e café. Essa ferramenta de hedge ajuda a alinhar melhor os custos e a comercialização, mesmo em cenários de volatilidade.

    Conclusão

    A guerra no Oriente Médio expõe uma fragilidade estrutural do agronegócio brasileiro: a dependência externa de insumos estratégicos. Diante da combinação explosiva entre o possível aumento do custo da ureia, o encarecimento do frete e a queda das commodities, o produtor precisa agir de forma pragmática, adotando estratégias técnicas, financeiras e coletivas.

    Mais do que nunca, a gestão eficiente será decisiva para manter a rentabilidade no campo — e talvez seja também o momento de o país repensar sua política industrial para fertilizantes, recuperando a capacidade nacional de produção e garantindo segurança estratégica para o setor mais dinâmico da economia brasileira.

     

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/

  • Festas Juninas impulsionam o empreendedorismo rural

    Amendoim, mandioca, coco e leite movimentam o campo e o cardápio junino, mostrando a diversidade e a força da agricultura familiar no Brasil

     

    As festas juninas são um verdadeiro retrato da cultura popular brasileira e também do campo. Embora o milho seja um símbolo da temporada, ele não reina sozinho nos pratos típicos dessa época. Ingredientes como amendoim, mandioca, coco, leite, batata-doce e cana-de-açúcar também ganham espaço nas barracas e têm origem direta no trabalho de milhares de produtores rurais.

    “As festas juninas geram um aumento expressivo na demanda, especialmente por parte das indústrias que produzem doces típicos e amendoins salgados. Isso exige de nós uma produção contínua e com alto controle de qualidade para garantir o abastecimento no período mais crítico de consumo”, explica Sérgio Nakagi, vice-presidente da Coplana na cidade de Jaboticabal.

    De acordo com ele, o planejamento faz toda a diferença: “A produção é estrategicamente ajustada para atender à demanda crescente do período.” Por isso, a colheita, o beneficiamento e a logística começam com antecedência, o que assegura qualidade e volume tanto para os clientes industriais quanto para o consumidor final.

    Ainda que a mesa junina conte com milho, batata-doce, canjica, cocada e bolo de fubá, o amendoim mantém o protagonismo. “Os campeões de venda nessa época são, sem dúvida, a paçoca e o pé de moleque”, destaca Nakagi.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Brasil deve se declarar livre de gripe aviária nesta quarta-feira

    Vazio sanitário de 28 dias começou após a desinfecção de granja em Montenegro, local em que o primeiro foco da doença surgiu

     

    Nesta quarta-feira (18), o Brasil completa 28 dias sem nenhum novo caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP). A contagem do vazio sanitário se iniciou após a desinfecção da granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, onde o primeiro foco da doença foi identificado.

    Assim, o país deve se declarar livre de gripe aviária à Organização Mundial da Saúde Animal (Omsa). A afirmação foi dada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua, nesta terça-feira (17) ao g1.

    De acordo com ele, o comunicado também se estenderá a todos os países importadores de carne de aves brasileira. Com isso, espera-se que as nações que suspenderam as compras retirem ou flexibilizem os embargos.

    Conforme o último balanço divulgado pelo Mapa, na terça-feira passada (10), 21 países, incluindo a União Europeia, bloquearam as importações da proteína avícola de todo o país, ao passo que outros 19 deixaram de adquirir apenas do Rio Grande do Sul e outros quatro limitaram a suspensão ao município de Montenegro.

    Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de frango do país caíram 13% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2024. Ainda assim, a maior parte da carne é consumida internamente.

    Desde o caso no município gaúcho, seis suspeitas de gripe aviária em granjas comerciais foram alvo de investigações do Mapa: em Ipumirim, Santa Catarina; Aguiarnópolis, no Tocantins; Bom Despacho, em Minas Gerais; Anta Gorda, Westfalia e União da Serra, os três no Rio Grande do Sul. Contudo, as suspeitas foram descartadas após análises laboratoriais.

    O Mapa reitera que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Com o inverno à vista, soja pode ser impactada pelo La Niña?

    O inverno no Brasil começa com neutralidade climática, mas produtores devem ficar atentos ao risco de chuvas irregulares e geadas tardias

     

    O inverno brasileiro começa nesta semana, com expectativa de um clima marcado pela neutralidade no Pacífico, segundo o mais recente boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA). A previsão é de afastamento do retorno imediato do El Niño e do La Niña, fenômenos que moldam os padrões de temperatura e chuva no país. No entanto, isso não implica ausência de eventos extremos; pelo contrário, pode favorecer variações climáticas mais localizadas e imprevisíveis.

    A probabilidade de retorno da La Niña é estimada em 41%, segundo dados do NOAA. Embora considerada relativamente baixa, essa possibilidade ainda preocupa o setor agrícola, pois pode provocar atraso nas chuvas no Centro-Oeste e geadas tardias no Sul, especialmente no fim do inverno. Os fatores têm potencial para desorganizar o calendário agrícola, dificultando o início da semeadura da soja e afetando a colheita de culturas de inverno.

    Para os produtores que já se planejam para o plantio da nova safra, o alerta maior está na instabilidade climática que a La Niña pode provocar, mesmo com sua chance de retorno sendo limitada. No Sul, a combinação entre frio tardio e tempo seco no Centro-Oeste impõe um cenário que exige atenção constante aos mapas meteorológicos.

    Já a probabilidade de retorno do El Niño no período do inverno é ainda menor, ficando em torno de 12%. Mesmo assim, os especialistas alertam que o cenário atual de neutralidade não representa estabilidade total. Os oceanos continuam muito aquecidos, condição que aumenta a presença de vapor de água na atmosfera e, consequentemente, eleva o risco de eventos extremos, como temporais isolados, rajadas de vento e variações bruscas de temperatura.

    Previsão para antes do inverno

    Segundo apurado pela meteorologia do Canal Rural, a combinação de tempo seco e temperaturas em elevação deve favorecer o avanço das atividades no campo, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e interior do Matopiba.

    Já nas regiões produtoras de soja desses estados, o tempo firme predomina, sem expectativa de chuvas que possam atrapalhar o manejo das lavouras. Além disso, as temperaturas começam a subir, afastando o risco de geadas e permitindo bom andamento na colheita da soja e na condução do milho segunda safra.

    Mesmo na próxima semana, o cenário permanece estável nessas áreas. Pode chover pontualmente no Maranhão e norte do Piauí, mas os volumes não preocupam os produtores. No geral, o padrão climático atual é visto como positivo para o desenvolvimento das culturas e o avanço dos trabalhos no campo.

    Enquanto isso, o Rio Grande do Sul vive uma realidade oposta. O estado deve enfrentar acumulados de chuva entre 150 mm e 200 mm entre terça (17) e quarta-feira (18), especialmente na faixa centro-sul. A previsão inclui risco de queda de granizo e rajadas intensas de vento, deixando o estado em alerta para eventos severos e possíveis transtornos no campo.

    Na próxima semana, a chuva ainda persiste na região Sul, mas com menor intensidade. Os volumes previstos ficam entre 20 mm e 30 mm, suficientes para manter o solo úmido, mas sem grande impacto nas atividades agrícolas, segundo os meteorologistas.

    Por fim, com o avanço do mês de junho, muitos produtores começam a se preocupar com possíveis geadas, especialmente nas regiões mais frias do Sul e Sudeste. No entanto, a previsão aponta um cenário tranquilo: apesar das madrugadas frias, com mínimas entre 12 °C e 15 °C, não há indicativo de geada no horizonte.

    Esse panorama se repete na próxima semana. As manhãs seguem geladas, mas as temperaturas sobem ao longo do dia, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra, que deve seguir avançando sem maiores riscos climáticos nas regiões centrais do país.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Milho: oferta elevada mantém cotações em queda

    Boas condições climáticas favoreceram o cultivo do milho, que deve atingir o segundo maior volume da média histórica da Conab para a segunda safra

     

    Os preços do milho seguem em queda. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

    De acordo com o centro de pesquisas. A safra volumosa se dá pelas boas condições climáticas, que favoreceram a produção na temporada 2024/25. Por outro lado, esse maior volume, também resultou na pressão sentida nas cotações.

    Na última semana, a Conab apontou reajustes positivos nas estimativas de colheita. A produção brasileira é projetada em 128,25 milhões de toneladas, 1,37 milhão de toneladas acima da estimativa de maio.

    Para a segunda safra, o volume deve atingir 101 milhões de toneladas, ante as 99,8 milhões de toneladas divulgadas em maio. Volume este, que é 12% superior ao da temporada anterior e, ainda, a segunda maior produção da série histórica da Conab.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Elevação de custos: guerra no Oriente Médio encarece ureia e ‘ameaça’ soja

    A guerra entre Irã e Israel paralisa produções de soja, eleva preços e acende alerta para produtores que ainda não garantiram fertilizantes

     

    A guerra entre Israel e Irã já começa a se refletir no planejamento da próxima safra de soja brasileira. Segundo análise da StoneX, a instabilidade na região, que abriga importantes produtores e exportadores de fertilizantes, elevou os preços da ureia nos mercados internacionais e acendeu o sinal de alerta para quem ainda não garantiu os insumos.

    O Irã, um dos principais fornecedores globais de nitrogenados, reduziu sua produção diante das incertezas. No Egito, outro ponto relevante, a interrupção do fornecimento de gás por Israel paralisou a fabricação de ureia. Como reflexo imediato, diversas ofertas foram retiradas do mercado e os preços subiram nos Estados Unidos, no Oriente Médio e também no Brasil.

    De acordo com Tomás Pernías, analista da StoneX, ”o mercado reagiu rapidamente às notícias da guerra, interpretando o cenário como um fator de alta. O momento é desfavorável para quem ainda precisa comprar fertilizantes, especialmente com a aproximação da safra de soja.”

    O impacto vai além dos preços dos fertilizantes. A alta do petróleo, intensificada pelas tensões no Oriente Médio, pode elevar os custos de frete marítimo e seguros internacionais, fatores que pesam diretamente sobre o custo de importação para o Brasil, país fortemente dependente de insumos externos.

    Com o calendário de plantio da soja se aproximando, a recomendação é clara: produtores devem redobrar a atenção ao mercado de nitrogenados. A volatilidade geopolítica pode dificultar negociações e pressionar ainda mais os custos da próxima safra.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Protestos no RS completam um mês em busca de prorrogação de dívidas

    PL de securitização segue em comissão do Senado. Se não for aprovado, entidades do agro esperam por redução drástica de área plantada em 25/26

     

    Há exatamente um mês, máquinas agrícolas posicionadas na beira de importantes rodovias do Rio Grande do Sul estampam cartazes pedindo apoio ao setor, vítima de estiagens e enchentes que trouxeram sucessivas quebras de safra.

    Os cartazes, em sua maioria, pedem o andamento do Projeto de Lei 320/25, o PL da Securitização, que prorroga as dívidas dos produtores rurais por um prazo de 20 anos e oferece melhores condições de pagamento.

    O agricultor Renato Birai da Silva conta que, por conta das dificuldades enfrentadas, já não tem mais esperanças em ter “sangue novo” na área. “A gente não tem incentivo nenhum de trabalhar hoje na agricultura com a dificuldade que a gente tem. Quando eu e o meu guri começamos, ele estava incentivado a trabalhar na agricultura, mas hoje ele quer vir embora para a cidade. Ele está me incentivando a vender as máquinas para a gente parar de trabalhar.”

    Sem as prorrogações das dívidas, muitos produtores estão sem poder de investimento. Assim, com o CPF bloqueado nos bancos, não conseguem ter acesso a novos créditos para plantar a safra de inverno e a de verão que vem na sequência.

    No fim de maio, a Resolução 5220, do Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o adiamento das dívidas vencidas em 2025 por até três anos, mas a medida não agradou o setor.

    “O banco poderia renegociar dívidas dos agricultores respeitando o limite de 8% da sua carteira agrícola, ou seja, a cada R$ 100.000 emprestados, apenas R$ 8 mil poderiam ser renegociados. Esses limites foram aumentados especificamente para esse ano e para o estado do Rio Grande do Sul, chegando até 23% da carteira agrícola da instituição. Esse apontamento, portanto, é o único item específico para a agricultura gaúcha”, destaca o advogado especialista em agronegócio Francisco Torma.

    Diante disso, tratoraços continuam sendo feitos em diversas regiões do estado na intenção de explicar para a população urbana a importância do agro seguir plantando e gerando renda. Afinal, grande parte das cidades gaúchas tem o setor primário como base da economia.

    Atualmente, o projeto de securitização está nas comissões do Senado. Se não houver andamento, entidades do agro apontam para uma diminuição severa na área plantada no estado na safra 2025/26.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Conflito entre Israel e Irã pode afetar preços de fertilizantes

    Irã é o terceiro maior exportador de fertilizante de ureia no mundo, com 4,8 milhões de toneladas por ano

     

    O ataque de Israel ao Irã pode ter impacto na oferta de fertilizantes. “O Irã é o terceiro maior exportador de fertilizante de ureia no mundo, com 4,8 milhões de toneladas por ano, e o sétimo maior exportador de amônia anidra”, disse em nota Arlan Suderman, da consultoria StoneX.

    “Muitos outros grandes produtores de nitrogênio também estão na região, e alguns transportam seus fertilizantes pelo Estreito de Ormuz.”

    Uma interrupção nessas cadeias de suprimento pode elevar os preços globalmente. “O mercado provavelmente não vai se preocupar tanto com fertilizantes quanto com o petróleo, mas isso é um componente importante desse conflito”, disse Suderman.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Produção de soja atinge novo patamar e lidera safra; estimativa para grãos sobe 14% em 2025

    Alta de soja em 2025 e recorde registrado reflete maior produtividade e interesse contínuo dos produtores pela oleaginosa

     

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (12), os números mais recentes da safra brasileira de grãos. A estimativa para 2025 é de 332,6 milhões de toneladas, volume 13,6% maior que o colhido em 2024. A soja segue como forte pilar da produção nacional, com projeção de 165,2 milhões de toneladas, alta de 13,9% na comparação anual.

    A oleaginosa representa quase metade de toda a produção de grãos no país e mantém sua posição de destaque no campo e na balança comercial. Além do crescimento no volume colhido, a área plantada com soja aumentou 3,3%, reflexo do contínuo interesse do produtor rural, mesmo diante de incertezas climáticas e de mercado.

    Outro dado que reforça o bom momento da soja é a variação positiva entre abril e maio, com acréscimo de 964,8 mil toneladas nas estimativas, uma alta de 0,6%, segundo o IBGE.

    Mato Grosso lidera e Centro-Oeste se destaca

    Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional de soja, contribuindo com 31,5% da produção total de grãos em 2025. O estado é seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Este último, porém, teve queda de produção em relação ao mês anterior, impactado por eventos climáticos adversos.

    No recorte por região, o Centro-Oeste se destaca com 51,1% da produção nacional, seguido pelo Sul (25,3%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,4%) e Norte (6,3%).

    Protagonismo da soja no agro brasileiro

    A comparação com outras culturas confirma a força da soja. A produção total de milho está estimada em 130,8 milhões de toneladas, enquanto o arroz deve alcançar 12,3 milhões, e o trigo, 8 milhões de toneladas.

    A soja, além de principal item de exportação agrícola, também tem uso crescente na indústria de rações, alimentos processados e biocombustíveis, especialmente na produção de biodiesel.

    Balanço das estimativas de maio

    Além da soja, outras culturas também tiveram aumento nas projeções de maio em relação a abril, como o milho segunda safra (+2,5%), o arroz (+3,3%) e o sorgo (+5,6%). Entre os destaques positivos por estado estão Mato Grosso (+3,6 milhões de toneladas), Mato Grosso do Sul, Tocantins, Minas Gerais e Goiás. Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou retração de 775 mil toneladas no volume total estimado.

    Com desempenho robusto da soja e perspectivas positivas para outras culturas, a safra de 2025 caminha para ser uma das maiores já registradas no país.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Abiove mantém projeções de exportação da soja, mas revisa preços para baixo

    A associação estima que o país deve exportar mais de 108 milhões de toneladas de soja neste ano, valor recorde comparado a maio

     

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mantém as projeções de safra, exportação e processamento da soja no Brasil para este ano. Por outro lado, a associação revisa para baixo os preços médios do grão e do óleo, diante de uma colheita recorde do país, que é o maior produtor e exportador mundial.

    A estimativa de preço médio da soja exportada foi reduzida para 405 dólares por tonelada, 10 dólares a menos do que a previsão anterior. Já a cotação média do óleo de soja exportado caiu 35 dólares, ficando em 1.015 dólares por tonelada.

    Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, a queda nas cotações reflete a atualização da curva de preços futuros, que leva em conta a maior oferta, o aumento dos estoques globais e a baixa dos preços internacionais.

    Com essa revisão, principalmente no preço da soja, responsável pela maior parte da receita de exportação, a expectativa de faturamento do Brasil com o complexo soja (grãos, farelo e óleo) em 2025 caiu para 53,38 bilhões de dólares, cerca de 1 bilhão a menos do que a estimativa de maio.

    Se essa previsão se confirmar, as divisas geradas com as exportações do complexo soja em 2025 serão inferiores às de 2024, quando somaram 53,94 bilhões de dólares.

    No entanto, a receita com a soja em grão deve crescer para 43,8 bilhões de dólares neste ano, contra 42,9 bilhões em 2024, graças ao aumento do volume exportado, mesmo com preços menores.

    A Abiove estima que o Brasil vai exportar 108,2 milhões de toneladas de soja em 2025, valor recorde e estável em relação à previsão de maio, representando um aumento de 9,4 milhões de toneladas na comparação com 2024.

    A safra brasileira de soja, já colhida, também permanece projetada em recorde, com 169,7 milhões de toneladas, contra 154,4 milhões no ano passado.

    Por fim, o processamento da soja no Brasil deve atingir 57,5 milhões de toneladas em 2025, também um recorde, superior aos 55,8 milhões previstos para 2024.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/