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junho 2025

  • Trigo: importações batem o recorde dos últimos 24 anos

    O aumento nas compras do cereal se deram pelo avanço da produção argentina de trigo, favorecendo os moinhos nacionais na entressafra

     

    As importações brasileiras de trigo seguem crescentes em 2025, somando na parcial dos cinco primeiros anos do ano, 3,092 milhões de toneladas, o maior volume desde 2001. É isso que mostram os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea.

    Em 12 meses, chegaram ao país quase 7 milhões de toneladas, quantidade que não era registrada há seis anos. Segundo o Centro de Pesquisas, o avanço na disponibilidade de trigo da Argentina nos últimos dois anos favoreceu as compras brasileiras.

    Neste fluxo, pesquisadores explicam que os moinhos nacionais seguem com estoques satisfatórios. Dessa forma, não há necessidade de aquisições intensas neste período de entressafra brasileira.

    Os produtores, por sua vez, estão com as atenções voltadas às atividades de campo para a nova temporada. Quanto aos preços, levantamentos do Cepea mostram que as cotações do trigo em grão seguem pressionadas desde abril, quando atingiram os maiores valores do ano. A liquidez continua baixa, com negociações de lotes pontuais.

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/
  • 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura ainda está com inscrições abertas

    Evento debate desafios e oportunidades da cadeia produtiva da carne ovina em Bagé dias 26 e 27 de junho

     

    As inscrições para o 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades – ainda estão abertas e podem ser feitas gratuitamente pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025. O evento ocorre dias 26 e 27 de junho, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé, região da Campanha do Rio Grande do Sul. A realização é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); do IFSUL; da Embrapa Pecuária Sul entre outras entidades.

    Para a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, o Simpósio vem se consolidando como um espaço de articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.

    A abertura (26/5) do evento terá palestra da Seapi com o tema “A Ovinocultura no Rio Grande do Sul”. A programação conta com painelistas sobre mapeamento da indústria da carne ovina, sustentabilidade da cadeia produtiva, painel sobre o Programa Selo Cordeiro Premium Gaúcho e sua certificação.

    Em outro painel, o analista agropecuário e florestal da DDPA/Seapi, Gabriel Porto Fiori, analisa as políticas públicas para o setor da ovinocultura e ações coordenadas pela Secretaria da Agricultura no Rio Grande do Sul. Os destaques sobre assistência técnica e cursos na área da ovinocultura serão apresentados, respectivamente, pela Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS/Ascar) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS).

    O seminário tem como meta reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul e aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final.

    As pesquisas buscam identificar demandas dos diferentes nichos do setor, debatendo estratégias para agregar valor, estimular o consumo e prospectar mercados. O encontro tem como cerne propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento do mercado da carne ovina.

    O Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos e isso se deve muito à qualidade da carne produzida, o que reflete a “organização da inspeção sanitária”, afirma Sabrina Vaz (Seapi). Os desafios, de acordo com a especialista, apontam para a competitividade de mercado e aumento da produção, já que 77% dos produtores de ovinos se caracterizam por pequena criação, em média até 25 cabeças (Câmara Setorial de Ovinocultura Emater, 2020). Na edição de 2025, são esperados 300 representantes do setor da carne ovina.

    Veja a programação completa em:  3 º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura

    Serviço

    O quê: 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades

    Quando: 26 e 27 de junho, a partir das 8h

    Onde: auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFSUL, campus Bagé (Avenida Leonel de Moura Brizola, 2501, Pedras Brancas, Bagé)

    Inscrições e programação: tinyurl.com/simposio-ovinos-2025

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Conectividade não acompanha tecnologias e acesso à internet nas lavouras de soja é limitado

    Estudo revela que 66,9% da produção nacional ainda está fora da cobertura da internet 4G e 5G, o que limita o uso de tecnologia no campo

     

    O Brasil segue como principal fornecedor de soja para a China e, em um mercado cada vez mais competitivo, produtores precisam investir em eficiência e inovação para manter a liderança. A força da produção é evidente: entre janeiro e abril de 2025, foram exportadas 37,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No entanto, um levantamento da ConectarAGRO com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) revela um desafio: apenas 33,1% das áreas de cultivo de soja no país contam com cobertura de internet móvel 4G ou 5G.

    Essa limitação tecnológica é um gargalo evidente para um setor que depende cada vez mais de dados, automação e decisões em tempo real. A pesquisa revela que as regiões Sul e Sudeste são as mais conectadas, com destaque para Paraná (72%) e São Paulo (68,8%), onde o digital já avança com força, integrando sensores, drones e máquinas automatizadas às rotinas do campo.

    Mas o panorama muda radicalmente quando se olha para as novas fronteiras agrícolas. No Norte e no Matopiba a cobertura ainda é escassa, em muitos casos inferior a 15%. Municípios inteiros com milhares de hectares cultivados, como Fernando Falcão (MA) e Novo Acordo (TO), registram conectividade praticamente nula nas lavouras.

    Mesmo estados com forte presença no agronegócio, como Mato Grosso e Goiás, enfrentam desafios: apenas 18% e 23% de cobertura, respectivamente. Mato Grosso do Sul tem 19,8%, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam 58,7% e 46% de áreas cobertas.

    Limites à internet

    Essa limitação tecnológica é um gargalo evidente para um setor que depende cada vez mais de dados, automação e decisões em tempo real. A pesquisa revela que as regiões Sul e Sudeste são as mais conectadas, com destaque para Paraná (72%) e São Paulo (68,8%), onde o digital já avança com força, integrando sensores, drones e máquinas automatizadas às rotinas do campo.

    A falta de conexão não é só uma questão técnica: é um obstáculo à inclusão digital do produtor rural, especialmente dos pequenos e médios. Com acesso limitado à internet, eles não conseguem adotar ferramentas que melhoram o manejo, aumentam a produtividade e reduzem perdas.

    De acordo com o estudo, municípios como Pitangueiras (PR), Bernardino de Campos (SP) e Nova Boa Vista (RS) já atingiram 100% de cobertura nas áreas de soja, o que demonstra que é possível, e urgente, levar conectividade a outras regiões.

    A conectividade rural tem impacto direto na competitividade do Brasil. Só entre janeiro e abril de 2025, o país exportou 37,4 milhões de toneladas de soja, um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em abril, foram embarcadas 15,3 milhões de toneladas, o segundo maior volume mensal da história.

    Além da balança comercial, a soja tem papel essencial no mercado interno: o setor saltou de 214 mil para 479 mil empregos diretos entre 2012 e 2023, segundo o Cepea/USP, e a tendência é que o número aumente com a expansão da agricultura digital, desde que a infraestrutura acompanhe.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/
  • Agricultura de Baixo Carbono é tema de Seminário Internacional

    Encontro em Brasília/DF contou com a participação da Seapi

    “Políticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC+): um caminho para a resiliência sustentável no Brasil” foi o tema do Seminário Internacional realizado em Brasília, no Distrito Federal, nesta quarta (04/5) e quinta-feira (05/5).

    O engenheiro florestal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, participou do encontro, que contou com a presença de representantes de países da América Latina e das embaixadas do Reino Unido, França e Tailândia.

    “O evento foi muito importante porque hoje, a nível mundial, o Brasil é referência na adoção de práticas de agricultura de baixa emissão de carbono. E foi a oportunidade de mostrar para os países participantes do encontro que as práticas brasileiras, além de garantir a segurança alimentar, promovem a redução da emissão de gás de efeito estufa”, afirmou Brilhante.  O coordenador destacou também que o encontro foi uma oportunidade de troca de experiências entre os estados, que possuem realidades diferentes.

    “Nós, do Rio Grande do Sul, acreditamos que estamos no caminho certo e vamos buscar cada vez mais fortalecer esta importante política pública que é o Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Rio Grande do Sul”, declarou Brilhante. O Rio Grande do Sul, no Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é o terceiro estado com maior área, com 2,2 milhões de hectares com esta prática.

    Programação

    Hoje (05/5) pela manhã ocorreu uma visita técnica aos campos experimentais da Embrapa Cerrados, em Planaltina/DF, para apresentação de experimentos em ILPF, sistemas agroflorestais, manejo integrado de solos e métricas de carbono.

    E nesta quarta-feira (04/5) foram apresentados quatro painéis sobre o Plano ABC e ABC+, a agricultura de baixo carbono, as políticas locais do plano ABC e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (Caminho Verde Brasil).

    Durante o evento, segundo Brilhante, foi possível discutir as evidências de aumento da produtividade e o retorno econômico alcançadas pelo Plano ABC+ e também os mecanismos de geração e transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural para disseminar tecnologias ABC.

    O Seminário foi organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Department for Environment, Food & Rural Affairs (DEFRA-UK).

    O que é o Plano ABC+

    O Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) foi criado em 2010 com metas de difusão de tecnologias como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e recuperação de pastagens. Em 2021, o plano foi atualizado para ABC+ 2020-2030, que projeta reduzir em 1,1 bilhão t de CO₂- equivalente até 2030 por meio da adoção em larga escala de práticas sustentáveis nas fazendas brasileiras.

     

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Na sua opinião, qual o tipo mais vantajoso de formalização para o pequeno produtor rural?

    MEI Rural, cooperativa ou associação e CAF, descubra a opção mais votada na nossa enquete.

     

    Na interatividade da semana, perguntamos: qual dessas formas é mais vantajosa para o pequeno produtor rural formalizar o seu negócio: MEI (Microempreendedor Individual Rural), Cooperativa ou associação e CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)?

    A enquete com mais de 500 participantes mostrou que 59% consideram a cooperativa ou associação a melhor forma de organização para o pequeno produtor rural. A preferência supera o CAF (23%) e o MEI Rural (18%).

    “Ao se unirem, os membros conseguem adquirir insumos em maior volume, negociar melhores preços e reduzir custos”, explica Joaci Medeiros, da Unidade de Competitividade do Sebrae.

    Além disso, ao vender em conjunto, os produtores ganham escala e qualidade padronizada, o que atrai supermercados, indústrias e exportadores.

    Outro ponto forte é a possibilidade de agregar valor aos produtos. Muitas cooperativas investem em estruturas como agroindústrias e marcas próprias, o que permite transformar matérias-primas em produtos com maior valor de mercado, como: queijo, polpa ou farinha. Isso abre portas para novos canais de venda, inclusive o mercado internacional.

    Joaci também destaca o papel das cooperativas no acesso a políticas públicas: “Elas facilitam a entrada em programas como o PAA e o PNAE, além de crédito, assistência técnica e incentivos governamentais.”

    Mais do que ganhos financeiros, cooperativas promovem desenvolvimento local e autonomia. “Fortalecem o senso de identidade coletiva e criam soluções que beneficiam toda a comunidade rural”, conclui o especialista.

     

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Consultor orienta sobre a safra 25/26 de soja; clima, armazenagem e atenção à alta dos preços estão no radar

    Vlamir Brandalizze aponta que produtividade, clima e logística serão decisivos para o produtor de soja; saiba mais

    Junho e julho marcam o mercado climático nos Estados Unidos, período em que as condições do tempo influenciam diretamente as cotações das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. A instabilidade climática já provocou perdas em lavouras de trigo na China e na Rússia, e agora ameaça a safra norte-americana de milho e soja. Esse cenário global reforça a importância de atenção redobrada dos produtores brasileiros no planejamento da safra 2025/26.

    Segundo o consultor de agronegócio Vlamir Brandalizze, o momento exige preparo e agilidade. ”O produtor tem que se preparar, porque as chuvas vão entrar na hora certa, entre setembro e outubro. O clima será melhor, especialmente para o produtor gaúcho”, avalia. Com perspectivas climáticas mais favoráveis no Brasil e menor oferta global de grãos, a demanda por farelo de soja e milho deve crescer, aquecendo o mercado.

    Comercialização e planejamento

    Brandalizze destaca que o produtor deve ‘manter o radar ligado’ nas oportunidades de comercialização durante este período, aproveitando os momentos de alta nos preços. “O mercado está lento, e muita gente fez a safrinha de milho de 2026 já visando a compra antecipada de insumos para a soja. Esse tipo de planejamento é essencial”, aponta.

    A projeção para a nova safra é de cerca de 50 milhões de hectares plantados com soja, com potencial de colheita acima de 180 milhões de toneladas. Se confirmada, será a maior safra da história do Brasil. No entanto, tamanha produção exigirá atenção especial à infraestrutura e logística. ”Vamos ter problemas de armazenagem em 2026 se não houver preparo. E isso inclui também o frete, que pode ter disparada de preços. O ideal é ir fechando contratos aos poucos, sem deixar tudo para a última hora.”

    Produtividade de soja precisa acompanhar o ritmo

    Com margens de lucro por saca cada vez mais apertadas, o aumento da produtividade é indispensável para manter a rentabilidade. ”Os tempos de 40 a 50 sacas por hectare ficaram para trás. Hoje, precisamos mirar entre 80 e 100 sacas, ou até mais, por hectare. Isso só vem com investimento, tecnologia e gestão”, ressalta o consultor.

    A dependência de insumos importados, como fertilizantes e defensivos agrícolas, também segue como um ponto de atenção. “Vamos ter recorde de área plantada, o que aumenta a demanda por insumos e pode gerar gargalos logísticos. Quem deixar para comprar na última hora pode enfrentar problemas de entrega e de preço.”

    O produtor não pode parar

    Em um cenário desafiador e promissor ao mesmo tempo, o recado de Brandalizze é direto: o produtor precisa estar um passo à frente. ”O produtor é aquele que não pode parar. A produtividade é a chave, mas ela depende de preparo, investimento e decisão no tempo certo. Não dá mais para esperar o último momento. A safra começa muito antes do plantio.”

     

    Fonte:  https://www.canalrural.com.br/

     

  • BRDE e Agência Francesa de Desenvolvimento celebram parceria de 120 milhões de euros para novos investimentos na região Sul

    Operação assinada, em Paris, é a maior já realizada entre as duas instituições e contou com a participação da Seapi

     

    Com foco prioritário em projetos de alto impacto em favor do meio ambiente e do clima, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) celebraram, nesta sexta-feira (6/6), uma operação de 120 milhões de euros, cerca de R$ 770 milhões pela cotação atual, para novos financiamentos nos estados do Sul do país. É o quarto contrato estabelecido entre as duas instituições, o maior em termos de volume de recursos desde o início da parceria. O termo foi assinado durante o Fórum Econômico Brasil-França, que ocorre em Paris reunindo autoridades e líderes empresariais dos dois países para discutir temas como transição energética, inovação, oportunidades de negócios e investimentos.

    O ato contou com as presenças do diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior,  do Secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi/RS), Edivilson Brum, e do diretor-geral da AFD, Rémy Rioux. A nova operação terá como prioridade financiar iniciativas voltadas à agricultura sustentável, geração de energias limpas e renováveis, uso racional e eficiente da água, gestão de resíduos e reciclagem e cidades sustentáveis. “É um momento histórico para o BRDE. Além de fortalecer nossa política de diversificação das fontes de recursos, a nova operação com a AFD reflete confiança mútua e um compromisso que compartilhamos em favor do desenvolvimento sustentável”, comemorou Ranolfo.

    Resiliência

    O apoio a projetos nas áreas da educação, serviços de saúde, preservação cultural e respostas a desastres naturais é uma das grandes novidades da parceria. “A diversidade do apoio do grupo AFD a projetos em áreas como educação, saúde, preservação cultural e infraestrutura sustentável é uma das especificidades da parceria que nos une ao BRDE. Um ano após as inundações que atingiram o Sul do Brasil, estamos juntos mobilizados, com esta quarta operação, para fortalecer a resiliência dos territórios da região Sul, integrando uma abordagem inovadora em termos de preparação e gestão de desastres naturais”, disse Rémy Rioux.

    A celebração da nova operação contou, também, com as presenças do ministro de Comércio Exterior da França, Laurent Saint Martin; do diretor Financeiro do BRDE, João Paulo Kleinübing; do diretor-adjunto da AFD no Brasil, Léo Gaborit; e do titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum. O valor contratado permitirá financiamentos para projetos de diferentes portes como o de empresas, cooperativas, setor público, produtores rurais e micro e pequenos empreendimentos. Pelas condições acertadas entre as duas instituições, as linhas de crédito terão carência de até três anos.

    Histórico

    A última contratação entre BRDE e AFD, no montante de 100 milhões de euros, ocorreu em outubro de 2022, quando Ranolfo era o governador do Rio Grande do Sul. A primeira cooperação entre as duas instituições ocorreu ainda em 2018, no montante de 50 milhões de euros. Em 2020, BRDE e AFD estabeleceram uma nova parceria, à época de 70 milhões de euros, como parte de um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três Estados do Sul. No acumulado, a parceria está somando agora 340 milhões de euros.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Nota eletrônica será obrigatória para produtores rurais com receita bruta superior a R$ 360 mil a partir de julho

    Parte dos contribuintes do Rio Grande do Sul deve deixar de usar cupom fiscal em papel

    A emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) passou a ser obrigatória em operações internas para os produtores rurais que, nos anos de 2023 ou de 2024, obtiveram receita bruta com valor superior a R$ 360 mil com a atividade rural. A lista com os números de inscrição estadual dos cerca de 45 mil contribuintes que precisaram se adaptar pode ser conferida na Central de Conteúdo do Portal de Atendimento da Receita Estadual, na aba “produtor rural”.

    O grupo de produtores rurais que passou a ser obrigado a emitir nota eletrônica em fevereiro de 2025 tem até 30 de junho para usar a documentação em papel, o chamado “talão do produtor”, modelo 4 da Nota Fiscal. A utilização desta alternativa estava permitida para aqueles talões que já haviam sido impressos. A partir de 1º de julho, o uso será vedado.

    A exigência foi estabelecida após aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) em 27 de dezembro de 2024. A medida amplia as ações da Secretaria da Fazenda (Sefaz) em busca da conformidade fiscal.

    Em 5 de janeiro de 2026, a obrigatoriedade da NF-e e da NFC-e em operações internas se estenderá para todos os produtores rurais do Estado, independentemente do faturamento. O grupo para o qual a exigência ainda não começou a valer pode seguir solicitando o “talão do produtor” nas prefeituras até o final de 2025.

    A transição é gradual para que os profissionais que atuam na atividade rural, especialmente os de menor porte, possam se adaptar ao uso das novas ferramentas com segurança. No caso de operações interestaduais, a nota eletrônica já é obrigatória para todos os produtores do Rio Grande do Sul.

    Como fazer a emissão de nota eletrônica

    A solução recomendada pela Sefaz para a emissão da NF-e e da NFC-e é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que pode ser instalado de forma gratuita no celular e acessado por meio do acesso ao gov.br. É possível, inclusive, gerar um QR Code da nota fiscal off-line, no meio da lavoura, por exemplo. Nesse caso, a nota é autorizada após o restabelecimento da conexão, e há um limite para uso sem internet de 30 notas ou um somatório de R$ 300 mil no valor das notas; ou de 168 horas.

    Existem ainda outras ferramentas, como aplicativos próprios ou desenvolvidos por associações e cooperativas. Há também o Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), disponibilizado pela Sefaz, que só pode ser usado no computador.

    A NF-e é também chamada de modelo 55 e é utilizada para registrar a venda de mercadorias e a prestação de serviços. Já a NFC-e, ou modelo 65, é específica para o varejo e contempla as vendas diretas ao consumidor final.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Contribuição de bioinsumos para um desenvolvimento sustentável é tema de palestra em Santa Maria

    Pesquisadora do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal da Seapi abordou o assunto

    “Contribuição dos bioinsumos para os objetivos de desenvolvimento sustentável” foi o tema da palestra ministrada nesta quinta-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, pela pesquisadora do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), de Santa Maria, Gerusa Steffen. A atividade aconteceu durante a Semana Acadêmica do Técnico em Meio Ambiente, promovida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que ocorre até esta sexta-feira (6/6). O Ceflor é vinculado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    Gerusa explicou que, nos últimos anos, a agricultura brasileira e mundial está observando os benefícios do uso de bioinsumos na agricultura, com destaque a sua relevância para a promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e sua relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU). “O uso de bioinsumos tem se mostrado altamente eficiente frente ao uso de insumos químicos convencionais, contribuindo para a melhoria da produtividade agrícola, a redução de impactos ambientais, a segurança alimentar, a valorização de práticas sustentáveis e a promoção de maior qualidade de vida no campo e nas cidades”, definiu.

    “Independentemente da área profissional que atuamos, é fundamental adequarmos nossas ações e recomendações técnicas visando à promoção do desenvolvimento sustentável”, destacou a pesquisadora. Segundo ela, no contexto das atividades agropecuárias, o uso de bioinsumos é uma ferramenta técnica importante, que promove nove dos 17 ODS propostos pela ONU, sendo uma das importantes linhas de pesquisa desenvolvidas pelo DDPA da Seapi.

    “Sabendo do potencial do uso de bioinsumos para a promoção de práticas agropecuárias mais sustentáveis para o nosso Estado, nossa instituição empenha-se em divulgar aos agricultores e produtores rurais os benefícios econômicos, sociais e ambientais desta ferramenta que está ao alcance dos agricultores”, afirmou Gerusa. “Os bioinsumos também integram uma das ferramentas preconizadas pelo Plano ABC+RS, um programa dedicado à agricultura de baixa emissão de carbono com o objetivo de promover práticas agrícolas sustentáveis, que possibilitem a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário.”

    De acordo com a pesquisadora, os bioinsumos representam uma alternativa eficiente e promissora para conciliar produtividade agrícola, conservação ambiental e qualidade de vida. “A ampliação da adoção dessas ferramentas biotecnológicas depende de políticas públicas de incentivo, da ampliação da pesquisa científica e da integração entre os diversos atores do setor agropecuário”, pontuou Gerusa. “Assim, os bioinsumos não apenas fortalecem a sustentabilidade no campo, mas também contribuem para o cumprimento de metas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável.”

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Índice “Chill Index” alerta para risco da chegada do frio em ovinos no RS

    Ferramenta adaptada pelo Simagro para o RS conta com sistema de alerta em cores

    Nestes dias gelados no Rio Grande do Sul, com registro de baixas temperaturas e até neve em algumas regiões, os cuidados com os animais no campo são fundamentais. Estudos mostram que alguns dos problemas que ocorrem onde a ovinocultura é explorada de modo extensivo, são as altas taxas de mortalidade perinatal dos cordeiros.

    Em rebanhos criados a campo no Rio Grande do Sul, a baixa eficiência reprodutiva tem sido associada com a alta mortalidade perinatal de cordeiros, que variam de 15% a 40% dentro das 72 horas após o nascimento, sendo o complexo inanição-exposição (fome/frio) o responsável pela maioria dessas mortes. Fatores ambientais como aumento do vento, chuvas abundantes e baixas temperaturas podem aumentar os efeitos adversos desse complexo.

    Pensando nestas questões e buscando prever ou reduzir a influência negativa do complexo inanição-exposição sobre a sobrevivência dos cordeiros foi desenvolvido um sistema que alerta os produtores sobre a chegada do frio. “Nós desenvolvemos aqui na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em uma parceria entre o Departamento de Desenvolvimento e Pesquisa Agropecuária e o Simagro, uma ferramenta com informações sobre as condições ambientais para nascimento dos cordeiros, chamada “Chill Index”, ou “índice de frio”, explica o médico veterinário do CESIMET/Seapi,  de Hulha Negra, Gabriel Fiori. É um índice biometeorológico relacionado à probabilidade de sobrevivência de cordeiros nas primeiras 72 horas de vida e naquelas semanas após a esquila.

    “O índice considera fatores como temperatura e vento, que afetam a capacidade do animal de manter a temperatura corporal, e é utilizado para alertar sobre o risco de estresse térmico, que pode levar à morte”, afirma o coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro), meteorologista Flávio Varone.

    INDICE Chill Index Simagro 2
    Indice Chill Index pode ser consultado na página do Simagro para todos os municípios do Rio Grande do Sul

    Como o índice funciona

    Estudos prévios permitiram associar diferentes valores do índice de resfriamento com o risco de mortalidade de cordeiros ao nascer. Com base nestes estudos, os níveis de risco e mortalidade potencial de cordeiros em relação a quatro faixas de coloração (normalidade, leve atenção, atenção e alerta) foram estabelecidas para o índice, indo do verde ao vermelho. O verde indica normalidade,  não havendo risco de mortalidade de cordeiros, o amarelo indica leve atenção, o laranja atenção e o vermelho mostra que o risco de mortalidade é crítico, com uma taxa de mortalidade de cordeiros (considerando como parâmetro gêmeos Merino) maior que 73%.

    “O Simagro disponibiliza, através de seu modelo numérico, que combina modelos de previsão com algoritmos de inteligência artificial, a previsão para até 7 dias das áreas com potencial de risco em todo Rio Grande do Sul”, diz Varone. A combinação de temperatura do ar, umidade, velocidade do vento e presença de chuva, influencia a perda de calor corporal dos ovinos, especialmente em animais jovens ou com pouca proteção logo após a esquila.

    “A ferramenta serve de apoio na tomada de decisão do produtor em agir para contornar as adversidades previstas, utilizando manejos como abrigos, maior frequência de recorridas nos potreiros de parição (duas ou mais vezes por dia), alimentação energética para as matrizes, além de estar preparado para atender e dar suporte a cordeiros hipotérmicos (“encarangados”)”, explica Fiori. Ele afirma que é importante o rebanho chegar a este período com adequada condição nutricional e sanitária.

    O Chill Index deve ser usado como um complemento a técnicas já desenvolvidas pelos criadores, possibilitando o aumento dos resultados produtivos da ovinocultura gaúcha.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial