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jun 23 2026 Canola tem área de cultivo duplicada no RS
A canola é o grande destaque da Safra de Inverno 2026 no Rio Grande do Sul. Com expectativa de aumento de área de cultivo de 102,64%, a canola deverá florescer em 353.397 hectares, atingindo uma produção de 571.975 toneladas, 100,35% superior à safra passada (2025), que foi de 285.481 toneladas. A produtividade média esperada, de 1.619 kg/ha, está -2,09% abaixo da média passada, quando o Estado registrou 1.653 kg/ha. Os demais cultivos de inverno registram diminuição da área a ser cultivada.
As estimativas iniciais da Safra de Inverno no RS foram apresentadas pela Emater/RS-Ascar nesta segunda-feira (22/06), no Escritório Central, em Porto Alegre, com a presença da Diretoria e gerentes estaduais da Instituição, secretários estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), além da imprensa, e podem ser conferidas no link https://www.youtube.com/watch?v=76WzJIvY5jU.
O levantamento foi feito de 04 de maio a 16 de junho e abrangeu 99,89% municípios gaúchos produtores de canola, 99,82% dos municípios produtores de trigo, 99,14% dos produtores de aveia branca grãos e 94,88% dos produtores de cevada.
No geral, o Rio Grande do Sul deverá cultivar -10,76% de área, em comparação à safra anterior, totalizando com todos os grãos uma área de 1.575.634 hectares, com estimativa de produção de 3.733.118 toneladas, -22,15% se comparada à safra passada.
A expressiva redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior ocorre devido à combinação de fatores, como elevados custos de produção, baixa atratividade econômica dos cereais e aumento da percepção de risco produtivo, associado à previsão de atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. Como estratégia para posicionar as fases de florescimento e de enchimento de grãos antes da intensificação das precipitações primaveris, a semeadura é antecipada em parte das áreas não vinculadas a financiamentos ou cobertura securitária.
Culturas de Inverno
O trigo, que já foi o principal cereal cultivado no inverno gaúcho, prevê para esta safra atingir uma área de 814.220 hectares, -30,18% se comparada aos 1.166.163 hectares da safra passada. Essa diminuição de área se reflete na expectativa de redução da produção de trigo em -36,39%, passando de 3.458.083 toneladas na safra de 2025 para 2.199.554 toneladas na safra deste ano. A produtividade também apresenta expectativa de redução de -8,98%, passando de 2.968 kg/ha em 2025 para os estimados 2.701 kg/ha nesta safra.
Principal insumo das cervejarias, a cevada também apresenta queda de -36,52% na área a ser cultivada nesta safra, que é de 20.320 hectares. Na safra passada foram cultivados 32.010 hectares e obtida uma produção de 115.935 toneladas, -47,07% da esperada para este ano, que é de 61.369 toneladas. A produtividade da cevada também estima redução de -16,62%, passando de 3.622 kg/ha para 3.020 kg/ha nesta safra.
A aveia branca grãos também apresenta estimativa de redução de área, produção e produtividade, em comparação com a safra de inverno 2025. Serão cultivados 387.697 hectares, -1,38% da área da safra passada, que foi de 393.135 hectares. Com uma produtividade esperada de 2.322 kg/ha, -3,01% abaixo dos 2.394 kg/ha, a aveia branca deverá atingir uma produção de 900.221 toneladas, -3,79% se comparada com a safra anterior, quando foram produzidas 935.664 toneladas de aveia branca no RS.
Já a aveia preta será cultivada em 94.950 hectares no RS, sendo as regiões de Ijuí, Santa Maria e Soledade as principais produtoras, com respectivamente 32.400 hectares, 14.880 hectares e 10.785 hectares cultivados.
A carinata é a novidade nesse lançamento das estimativas iniciais da Safra de Inverno no Rio Grande do Sul. A oleaginosa pertence à família da canola e sua produção é voltada principalmente para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Emater/RS-Ascar acompanha e apoia essa alternativa de diversificação, promovendo orientações, treinamentos de classificação de grãos e assistência técnica aos produtores. Para esta safra, a expectativa de cultivo é de 12.365 hectares, em especial nas regiões de Santa Rosa (2.679 hectares), Ijuí (2.515 hectares) e Bagé (2.500 hectares).
Confirmação de El Niño
O agrometeorologista da Seapi, Flávio Varone, apresentou os prognósticos climáticos para os próximos períodos, antecipando que o inverno terá temperatura e precipitações acima da média, confirmando a expectativa de ocorrência de El Niño, que deverá se acentuar na primavera. “Isso se refletirá em desafios no final de ciclo da Safra de Inverno, já que o excesso de chuvas prejudica a qualidade do grão e atrapalha a colheita”, ressalta Varone. Ele antecipa ainda que o excesso de umidade no solo pode comprometer o início da Safra de Verão, atrasando a semeadura.
Para o presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, “a safra é desafiadora em relação às questões climáticas, de manejo e de preços, pelos custos de produção, além das dificuldades de acesso ao crédito”. Já o secretário estadual da Seapi, Márcio Madalena, destaca a importância da renegociação de dívidas e avalia como desafio para os próximos anos investir na transição energética para os biocombustíveis, “fornecendo matéria-prima para a produção de insumos”, diz.
“A Emater é um repositório de informações”, declara o secretário da SDR, Gustavo Paim, ao salientar que “não se faz gestão nem agricultura ou qualquer outra atividade produtiva sem informação”. Para ele, a safra é desafiadora pelo aspecto climático. “O Rio Grande do Sul enfrenta eventos climáticos severos, como estiagens e chuvas excessivas, e nesse sentido a Emater e os extensionistas são ainda mais importantes para provocar e atender os agricultores nessa mudança de comportamento”, avalia.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 22 2026 El Niño aumenta incerteza para o milho
A confirmação da atuação do El Niño no Brasil colocou o clima no centro das atenções do mercado de milho. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o fenômeno pode aumentar as chuvas na região Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste, em um período decisivo para a safra verão.
De acordo com o Cepea, os efeitos do El Niño exigem atenção especial no milho. No Sul do País, a semeadura pode ser prejudicada pelo aumento das chuvas. Já no Centro-Oeste, um eventual atraso na safra verão pode empurrar o plantio da segunda temporada para fora do período considerado ideal.
O risco climático se soma a um mercado já pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra. Na parcial deste mês, até o dia 18, parte das praças acompanhadas pelo Cepea, principalmente nas regiões produtoras, registra as menores médias nominais do ano.
Segundo o Centro de Pesquisas, consumidores internos seguem atentos ao avanço da colheita da segunda safra e indicam ter estoques suficientes para atender ao consumo de curto prazo. Com isso, esses agentes têm postergado negociações.
A decisão também é influenciada pelas quedas recentes dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e diminuem a sustentação dos valores domésticos. Do lado vendedor, a oferta não avança de forma uniforme. Pesquisadores do Cepea apontam que agentes que não precisam “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns continuam restringindo as negociações.
Essa postura ajuda a evitar quedas mais intensas em algumas regiões, mas não elimina a pressão exercida pela colheita, pela cautela dos compradores e pelo enfraquecimento da paridade de exportação.
A combinação entre riscos climáticos, avanço da segunda safra e compradores retraídos deve manter o mercado do milho em atenção. De acordo com o Cepea, o comportamento do El Niño, o ritmo da colheita e a paridade de exportação seguem como fatores decisivos para os preços nas próximas semanas.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 22 2026 Como escolher a gramínea ideal para aumentar a eficiência da fazenda?
O terceiro episódio da série especial baseada no livro “No Pasto é Mais Barato”, dos professores e zootecnistas Janaína Martuscello e Manoel Santos, trouxe orientações práticas para pecuaristas no programa Giro do Boi. A especialista destacou a importância de critérios científicos na escolha da planta forrageira ideal para cada propriedade.
Martuscello afirmou que não existe capim milagroso e que o segredo para o sucesso na pecuária está no manejo adequado de cada variedade, na adubação e na gestão das pastagens. “Escolher a gramínea ideal com critérios técnicos é o primeiro passo obrigatório para aumentar a eficiência da fazenda”, declarou.
Critérios para seleção de forrageiras
Para os produtores que buscam ganho de peso acelerado e alta taxa de lotação, a especialista recomendou evitar plantas de baixo acúmulo de biomassa. A produção diária de matéria seca é essencial para sustentar a engorda intensiva. Martuscello ressaltou que, em solos corrigidos, com boa oferta de água e gestão adequada, as gramíneas do gênero Panicum (Megathyrsus) se destacam.
Cultivares como Mombaça, Paredão, Miyagi, Zuri e Tamani são indicadas para pastejo rotacionado, devido à sua velocidade de rebrota e resistência a altas cargas de lotação na Terminação Intensiva a Pasto (TIP).
Desmistificando as braquiárias
A especialista também desmistificou o uso das braquiárias, afirmando que elas não são exclusivas para pecuária de baixa performance. “Conseguimos trabalhar com uma taxa de lotação de 5,0 UA/ha em pastagem de Brachiaria decumbens”, afirmou, destacando a importância de solo corrigido e manejo adequado.
Apesar do desenvolvimento vigoroso das forrageiras tropicais no Brasil Central, Martuscello alertou os pecuaristas sobre a necessidade de análise do solo antes da escolha das sementes. O tipo de terra é fundamental para a capacidade de suporte da forragem.
Importância da análise de solo
O formato da topografia da propriedade também influencia na escolha da gramínea, com erros podendo resultar em degradação acelerada do solo. Portanto, os pecuaristas devem estar atentos às características do terreno antes de investir na aquisição de sementes.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jun 22 2026 Mapeamento agrícola ajuda produtor a avaliar danos causados por frio, seca e pragas
Com perdas agrícolas bilionárias provocadas por eventos climáticos extremos e ataques de pragas, produtores rurais têm recorrido cada vez mais ao mapeamento agrícola para monitorar suas lavouras em tempo real. Nesta estação além das geadas, o tempo seco, ataques de pragas e doenças podem comprometer significativamente o desenvolvimento das culturas. Nesse cenário, o mapeamento agrícola tem ganhado espaço como um aliado estratégico para identificar áreas afetadas, monitorar a evolução dos danos e direcionar ações corretivas com mais rapidez e precisão.
Visando o monitoramento das lavouras, a Tecgraf Agro desenvolveu o AgroCAD®, o software funciona como plugin no Civil 3D da Autodesk, referência mundial em computação gráfica. Com o planejamento agrícola o produtor aproveita melhor a área e controla os gastos com insumos. E durante o inverno a tecnologia ainda torna-se uma alternativa pois o AgroCAD® reúne as informações dos sensores de umidade do solo que indicam exatamente onde e quando irrigar. Além do mais, as imagens de satélite e drones detectam o estresse hídrico antes mesmo que ele seja visível a olho nu proporcionando aplicação mais eficiente da água, visto que a escassez de chuva durante a estação.
Além de auxiliar na identificação de danos, o mapeamento agrícola também fornece auxílio para o planejamento das próximas safras, contribuindo para a gestão de riscos e para a construção de estratégias mais fortes diante das variações climáticas. À medida que o agronegócio busca aumentar a produtividade de forma sustentável, a tecnologia se consolida como uma importante ferramenta para transformar dados em decisões e reduzir os impactos causados por eventos que fogem ao controle do produtor.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 19 2026 Mercado de trigo mantém baixa liquidez no Sul
O mercado de trigo no Sul continua marcado por baixa liquidez, compras pontuais e cautela diante do ritmo reduzido de moagem. Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos mantêm cobertura confortável no curto prazo e evitam alongar posições, enquanto vendedores observam a possibilidade de preços mais firmes.
No Rio Grande do Sul, voltaram a ser negociados pequenos lotes de trigo comum a R$ 1.350 por tonelada, com embarque em julho e pagamento no começo de agosto. Junho está totalmente coberto e julho tem cobertura estimada em 60%, o que leva as indústrias a buscar apenas oportunidades e a concentrar atenção em agosto. Para a próxima safra, produtores demonstram preocupação com custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e ocorrência de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste já mencionam redução de até 40% na área, que poderia ficar em pousio, mas a projeção ainda não é oficial. Em Panambi, o preço de balcão permaneceu em R$ 69 por saca.
Em Santa Catarina, houve negócios isolados de trigo pão a R$ 1.360 FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400 FOB, valores inferiores aos do produto importado. No balcão, as cotações ficaram estáveis em Rio do Sul, Chapecó, Joaçaba e Xanxerê. Canoinhas subiu para R$ 68 por saca e São Miguel do Oeste avançou para R$ 71,50, refletindo ajustes ligados à demanda local.
No Paraná, os poucos negócios ocorreram a R$ 1.420 CIF moinho nos Campos Gerais e a R$ 1.480 no Norte. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450 FOB. Para a safra nova, as referências variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro. Já o trigo argentino nacionalizado subiu para US$ 300 por tonelada, sem oferta concreta na semana.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 19 2026 Plantio do trigo prossegue e lavouras apresentam bom estabelecimento no RS
O plantio do trigo no Rio Grande do Sul prossegue de forma heterogênea, devido às condições meteorológicas nos últimos dias. Nas regiões onde ocorreram chuvas, foi possível a retomada da semeadura. Já onde as chuvas foram mais frequentes, a operação foi realizada apenas em curtas janelas de tempo firme. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/6), nas lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento do trigo estão adequados. Já onde o tempo estável predominou, o excesso de umidade no solo, somado à alta nebulosidade e à elevada umidade do ar, limitou o progresso das máquinas de plantio.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as boas condições de umidade do solo proporcionam adequada germinação e estabelecimento inicial das plantas. De modo geral, as lavouras apresentam condição satisfatória, embora o desenvolvimento vegetativo inicial esteja abaixo do esperado, devido à baixa incidência de radiação solar, fator que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular. Observa-se ainda a adoção de menor nível tecnológico nesta safra, caracterizada pela redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como uma estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Essas áreas poderão ser utilizadas tanto para a produção de grãos quanto para cobertura do solo, conforme a evolução das condições climáticas.
Aveia-branca – A semeadura da aveia-branca está praticamente concluída na maior parte das regiões produtoras do Estado. Nas áreas implantadas precocemente, observa-se o início do perfilhamento, e os produtores realizam a adubação nitrogenada em cobertura. As condições meteorológicas seguem favorecendo a emergência, o estabelecimento e o desenvolvimento inicial das lavouras, que apresentam população de plantas satisfatória e reduzida ocorrência de pragas e doenças.
Canola – A implantação das lavouras está em conclusão e deverá se encerrar nos próximos dias. A disponibilidade de umidade no solo e a ocorrência de precipitações favoreceram a germinação das sementes, a emergência das plântulas e o estabelecimento de estandes adequados. Contudo, em algumas regiões, as temperaturas e a incidência de radiação solar mais baixas têm dificultado o desenvolvimento vegetativo inicial e o controle de plantas invasoras. Devido ao desempenho econômico obtido em ciclos anteriores e ao interesse dos produtores em diversificar as alternativas de cultivo no inverno, há perspectiva de expressiva ampliação da área cultivada, em comparação à safra passada por meio da adoção de sistemas de rotação.
Culturas de Verão
Soja – A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem expressão significativa na safra. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os produtores aguardam melhores condições de umidade para realizar a colheita. Nas demais regiões, as áreas colhidas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os produtores têm se dedicado aos cultivos de inverno e ao planejamento da próxima safra de verão.
Milho – A colheita está finalizada na maior parte do Estado, chegando a 99% da área cultivada. Restam poucas lavouras de implantação tardia e áreas de safrinha, que representam menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região de Bagé. Os produtores estão planejando a próxima safra. Em Maçambará, a previsão de El Niño tem estimulado os produtores de sequeiro a investir na cultura.
Milho Silagem – A colheita está tecnicamente encerrada no Estado. Algumas lavouras inicialmente destinadas à produção de grãos foram utilizadas para ensilagem, em virtude dos efeitos das condições de clima, que resultaram na redução do potencial produtivo dessas áreas.
Feijão 2ª Safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, onde foram plantados mais de 900 hectares, a cultura está em fase de maturação de grãos. A ocorrência de geada poderá trazer algum prejuízo às lavouras, principalmente em áreas de baixadas. Na região de Ijuí, há lavouras ainda em maturação. Os produtores aguardam melhores condições para iniciar a colheita. Percebe-se pequena redução do potencial produtivo em relação ao estimado inicialmente, devido a alguns danos ocasionados por geada no período vegetativo e reprodutivo da cultura. O ritmo de colheita segue lento, mas a expectativa é de que se encerre ainda em junho.
Olerícolas
Alho – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os produtores deram continuidade ao preparo dos canteiros e ao plantio das primeiras lavouras, embora esta prática tenha sido prejudicada por chuva e alta umidade do solo. Na região de Passo Fundo, continua o preparo do solo e a vernalização dos bulbos de alho para posterior plantio.
Mandioca – Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a cultura se encontra em colheita, apresentando, de modo geral, bom desenvolvimento. A alta umidade do solo tem provocado problemas pontuais de apodrecimento de raízes, especialmente em áreas mais adensadas e com menor drenagem, o que tem levado os produtores a anteciparem a colheita nessas áreas e a armazenar parte da produção congelada. Em função da previsão de geadas para os próximos dias, os produtores intensificaram o corte e o armazenamento das manivas em propriedades que ainda não tinham realizado a operação. A qualidade das raízes está satisfatória. Na região de Soledade, continua intensa a colheita da mandioca, favorecida pelas temperaturas amenas, que estendem a comercialização por mais tempo, além de protegerem as manivas. As agroindústrias trabalham intensamente para processamento do produto.
Pastagens e Criações
Bovinocultura de Corte – Os rebanhos apresentam condição corporal de regular a boa. Houve recuperação nutricional em regiões favorecidas pela disponibilidade de pastagens cultivadas de inverno e pelo uso de suplementação. Já nas áreas com menor oferta e qualidade de forragem, especialmente em campo nativo, ocorre perda de condição corporal. O estado sanitário está satisfatório, e são realizadas ações de manejo e vacinação de rotina. O mercado está aquecido em função da oferta restrita de animais terminados e da forte demanda por reposição, embora os elevados custos de reposição tenham reduzido o interesse por novas aquisições em algumas regiões.
Bovinocultura de Leite – Na maior parte do Estado, o desempenho da atividade está satisfatório, favorecido pela disponibilidade de forrageiras de outono-inverno e pela utilização de suplementação alimentar. Os rebanhos apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com recuperação nutricional e aumento da produção em diversas regiões. Contudo, persistem as limitações pontuais relacionadas ao excesso de umidade e à menor oferta de forragem em algumas áreas.
Ovinocultura – As parições estão em andamento em diversas regiões, exigindo atenção dos produtores aos cuidados com cordeiros recém-nascidos e matrizes. Ainda há ocorrência de verminoses e problemas podais em áreas com elevada umidade. O mercado está aquecido, com boa liquidez e valorização dos ovinos, especialmente de cordeiros.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 19 2026 Inverno terá chuva acima da média no Rio Grande do Sul
O inverno no Hemisfério Sul, que inicia às 5h25 deste domingo (21/6) e termina dia 22 de setembro, às 21h05, tende a ter chuva acima da média no Rio Grande do Sul, principalmente no Leste, Centro e Norte do Estado. “Mas não será tão rigoroso com relação às temperaturas”, prevê o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), Flávio Varone.
Conforme ele, haverá frentes frias mais frequentes nos meses de julho, agosto e setembro. “Mas as temperaturas ficarão acima da média. As massas de ar frio devem ser mais curtas, menos duradouras aqui no Estado, então, teremos poucos dias de temperaturas mais baixas”, afirma Varone.
“Essa condição de mais umidade favorece as temperaturas um pouco mais altas, o que pode prejudicar boa parte da safra de inverno. O desenvolvimento das culturas de trigo e cevada, entre outras, pode até acontecer, porém a condição de umidade e temperatura mais elevadas pode trazer algumas doenças fúngicas ao longo do ciclo”, alerta o meteorologista.
El Niño
Segundo Varone, entre agosto e setembro, o Rio Grande do Sul provavelmente já terá a ocorrência do fenômeno El Niño, o que deve ocasionar temperaturas mais elevadas. “Esse evento está sendo chamado de Super El Niño e deve acontecer ao longo do segundo semestre no Estado e, caso se confirme essa intensidade, poderá trazer prejuízos à nossa agricultura”.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 18 2026 Como o El Niño divide o Brasil ao meio na safra 2026/27
O Brasil pode estar no centro de uma das temporadas agrícolas mais incertas dos últimos anos. Com a confirmação oficial do El Niño pelo Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA) em 11 de junho de 2026, a Consultoria Agro do Itaú BBA lança alerta: o fenômeno, com alta probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte, eleva os riscos para a safra 2026/27 e pode pressionar o balanço global de grãos num momento em que as margens de segurança dos estoques já estão mais estreitas do que em anos anteriores.
O El Niño não é novidade para o agronegócio. Mas o que preocupa desta vez é a combinação entre a intensidade projetada do fenômeno e o contexto de mercado mais apertado em que ele chega. Segundo dados divulgados pelo Itaú BBA, a NOAA aponta 63% de probabilidade de um evento muito forte — com anomalia igual ou superior a 2°C — no trimestre novembro-janeiro de 2026/27. Modelos do Centro Europeu para Previsões Climáticas de Médio Prazo chegam a indicar aquecimento das águas do Pacífico acima de 3°C, patamar que superaria os picos históricos de 1997/98 (+2,3°C) e 2015/16 (+2,6°C), os dois eventos mais intensos já registrados desde 1950.
A intensificação do fenômeno deve ocorrer justamente no último trimestre do ano — período crítico para o início do plantio da soja no Centro-Oeste e no MATOPIBA, as principais regiões produtoras do país. De acordo com o Itaú BBA, o padrão climático típico do El Niño nessas regiões inclui chuvas irregulares, veranicos prolongados e atrasos no plantio, com risco de déficit hídrico durante fases críticas da cultura. O Nordeste e a região Norte/Amazônia concentram os maiores graus de risco, com precipitação muito abaixo da média e temperaturas muito acima do normal — cenário de seca severa a extrema, segundo o mapeamento da instituição. O Sul do Brasil fica em posição oposta: historicamente, o El Niño favorece chuvas acima da média na primavera e no verão na região, beneficiando a produção de soja e milho no Rio Grande do Sul e estados vizinhos. Mas esse ganho, segundo o Itaú BBA, tende a compensar apenas parcialmente eventuais perdas no Centro-Oeste e no MATOPIBA — e não resolve o problema se o fenômeno for suficientemente intenso para comprometer a produção nos grandes polos do Cerrado.
O cenário base da consultoria ainda é positivo: nova safra recorde de soja no Brasil, com estimativa de 182,4 milhões de toneladas (MM t) para 2026/27. Mas o próprio relatório ressalta que esse número já está ligeiramente abaixo da projeção do USDA, de 186 MM t, por conta de uma expansão de área menor do que o esperado pelo órgão americano. E é quando a análise avança para o cenário alternativo que os números chamam atenção.
Segundo simulações divulgadas pelo Itaú BBA, uma quebra de 6% na produção brasileira de soja — magnitude semelhante à registrada na safra 2023/24, quando veranicos prolongados e atrasos no plantio em Mato Grosso derrubaram a produtividade do estado em 16% ante a safra anterior — reduziria o estoque global para o menor patamar desde aquela temporada. A relação estoque/consumo mundial cairia de 28% para 25%, em movimento potencialmente altista para os preços internacionais da oleaginosa.
O que torna esse cenário mais preocupante do que em 2023/24 é a ausência de um colchão de compensação. Naquela safra, a recuperação espetacular da Argentina — que saiu de 25 MM t para 50 MM t de soja após três anos seguidos de La Niña — mais do que compensou a quebra brasileira e até derrubou os preços na Bolsa de Chicago. Segundo o Itaú BBA, repetir esse movimento agora seria praticamente impossível: o mercado está mais justo, a Argentina já opera em patamar normalizado e não há espaço para um salto de 25 MM t como o observado naquela ocasião.
Há ainda outro fator estrutural que amplifica o risco: a demanda. De acordo com dados divulgados pelo Itaú BBA com base no USDA, o crescimento mundial da produção e do consumo de biocombustíveis eleva a demanda por óleo de soja e pelo esmagamento do grão de forma consistente. O resultado é que o saldo global entre produção e consumo de soja — desconsiderados os estoques — deve atingir o menor nível desde a safra 2021/22, quando o mercado foi deficitário. Pelos números do USDA, esse superávit pode cair de quase 16 MM t em 2024/25 para menos de 1 MM t em 2026/27.
Para o milho de segunda safra, a preocupação é ainda mais direta. Segundo o Itaú BBA, o principal impacto do El Niño sobre a safrinha não é climático em sentido estrito, mas de calendário: chuvas irregulares no início da estação atrasam o plantio da soja, comprimem a janela ideal para a safrinha e aumentam a exposição do milho a déficit hídrico e calor no período de enchimento de grãos. O MAPITO concentra historicamente os maiores desvios negativos de produtividade em anos de fenômeno intenso, embora a consultoria aponte que avanços em tecnologia de sementes, manejo e irrigação funcionam como fatores mitigadores em relação aos episódios históricos mais severos.
Os riscos se estendem para além dos grãos. Na cana-de-açúcar, o El Niño pode inverter o regime hídrico entre inverno e verão no Centro-Sul — responsável por cerca de 90% da moagem nacional —, comprometendo o ritmo de colheita e a concentração de sacarose. No café, a janela crítica de setembro a outubro, essencial para a florada, pode ser afetada por chuvas erráticas, com risco de floradas antecipadas, desuniformes e com maior taxa de abortamento — impacto sentido não só no Brasil, mas também na Colômbia, Vietnã e Indonésia, segundo o relatório. Para a laranja, ondas de calor durante o período de floração no cinturão citrícola paulista podem reduzir o potencial produtivo da safra seguinte. Trigo, arroz, frutas e hortaliças também figuram no mapeamento de riscos da instituição.
Segundo o Itaú BBA, o El Niño 2026/27 deve ser tratado como um vetor estratégico de risco para o agronegócio global — não apenas como um fenômeno climático. Em um cenário de normalidade, a tendência é de equilíbrio da oferta e preços relativamente estáveis. Mas, caso o fenômeno se intensifique e as perdas no hemisfério Sul se materializem, o mercado poderá enfrentar maior volatilidade e potencial de valorização das commodities agrícolas, num ambiente que oferece pouca margem para erros.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 18 2026 Prazo para fazer Declaração Anual do Rebanho termina em duas semanas
Termina em duas semanas o prazo para entrega da Declaração Anual do Rebanho 2026 da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo final é o dia 30 de junho. Até o momento, apenas os municípios de Vanini e Xangri-lá já concluíram 100% da Declaração. Ao redor de 40 municípios gaúchos estão acima dos 80% declarados. E o município com menor percentual declarado até o momento é Dr. Ricardo, com menos de 5% de Declarações realizadas.
Se o cálculo for feito a partir das regionais da Secretaria, os municípios da Supervisão Regional de Passo Fundo detém o maior percentual de declarações entregues até o momento, com 67,34%. E os municípios da Supervisão Regional de Bagé o menor até o momento, com 43,05%.
Até a semana passada, foram entregues cerca de 180 mil Declarações das 336 mil previstas para este ano, o que corresponde a 53,37%.
A Declaração Anual de Rebanho é uma ferramenta fundamental para a defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul. É por meio dessas informações que a Secretaria da Agricultura mantém atualizado o cadastro das propriedades e dos rebanhos, permitindo planejar ações de vigilância, responder com mais rapidez a emergências sanitárias e gerar dados que apoiam decisões técnicas e políticas públicas para o setor pecuário.
“O produtor, além de estar cumprindo uma obrigação sanitária legal, está contribuindo para o aperfeiçoamento das bases de dados de Defesa Sanitária Animal, possibilitando ter uma melhor visão do cenário produtivo e sanitário do Estado”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Seapi, Paulo Coelho de Souza.
Como fazer
Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias ou de forma Online.
A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui. Até o momento, 10,57% das Declarações foram feitas de forma Online.
Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.
Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 17 2026 Clima favorece qualidade da mandioca no RS
A colheita da mandioca segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com resultados positivos para produtividade e qualidade das raízes. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar, os produtores também mantêm atividades relacionadas ao preparo da próxima safra, como o armazenamento de ramas destinadas ao plantio previsto para agosto.
Na região administrativa de Santa Rosa, os agricultores continuam realizando o corte e a armazenagem de ramas para utilização no próximo ciclo produtivo. A entidade observou perdas de rendimento em algumas áreas devido à incidência de bacteriose, doença que provocou a morte de plantas e reduziu o potencial produtivo de determinadas lavouras.
Apesar desse cenário pontual, as áreas onde não houve corte antecipado das manivas ainda apresentam boa quantidade de folhas, favorecidas pelas temperaturas amenas registradas nas últimas semanas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as chuvas de menor volume também contribuíram para a manutenção da sanidade das raízes na maior parte das lavouras.
A colheita da safra atual continua avançando na região, com produtividade considerada satisfatória. As raízes colhidas apresentam boa qualidade culinária e cozimento adequado. O preço do quilo da mandioca congelada varia entre R$ 5,50 e R$ 10,00, conforme o mercado local.
Na regional de Soledade, a colheita ocorre de forma intensa. As condições climáticas mais amenas têm favorecido o desenvolvimento da cultura, ampliando a janela de colheita e contribuindo para a manutenção da qualidade do produto. Paralelamente, os produtores seguem realizando a proteção das manivas destinadas ao próximo plantio
A comercialização permanece aquecida tanto nos mercados locais quanto na Ceasa. As agroindústrias da região também intensificaram os trabalhos de descasque e congelamento da mandioca para atender à demanda. Segundo a Emater/RS-Ascar, o produto é comercializado a R$ 30,00 por caixa de 22 quilos nos municípios de Mato Leitão e Venâncio Aires.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/