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jun 16 2026 O segredo que pode mudar o futuro da lavoura
A saúde do solo ganha espaço como eixo central nas discussões sobre o futuro da agricultura brasileira, em um cenário de busca por mais produtividade, eficiência econômica e resiliência no campo. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, o avanço desse modelo reforça a necessidade de compreender o solo como um sistema vivo, capaz de influenciar diretamente os resultados produtivos e financeiros das propriedades.
A percepção de que solos saudáveis entregam melhor desempenho vem sendo validada por iniciativas de pesquisa e projetos de grande escala. A Embrapa e ações como o Projeto Regenera Cerrado têm contribuído para consolidar uma visão já observada por muitos produtores: áreas com maior equilíbrio biológico tendem a responder melhor às demandas de produção, com potencial para reduzir custos e ampliar a eficiência dos sistemas agrícolas.
Nesse contexto, a agricultura regenerativa passa a ser apresentada não apenas como uma prática ambiental, mas como um modelo de gestão baseado em dados. A análise da biologia do solo ganha relevância ao lado da avaliação química tradicional, permitindo uma leitura mais ampla das condições do talhão e dos fatores que podem limitar ou impulsionar a produtividade.
O objetivo é construir sistemas mais resilientes, preparados para atender às demandas futuras com menor custo de produção. Para isso, a tomada de decisão deixa de depender apenas da intuição e passa a incorporar indicadores capazes de orientar investimentos, acompanhar resultados e identificar oportunidades de melhoria dentro da área cultivada.
Entre as tecnologias citadas está a BeCrop®, da Biome Makers Inc., voltada à decodificação da biologia do solo. A ferramenta permite validar investimentos em produtos biológicos, identificar o potencial produtivo ainda não explorado no talhão e apontar possíveis riscos de doenças antes que os problemas se manifestem no campo.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 16 2026 Produção de trigo pode cair 20% no Brasil em 2026
As incertezas climáticas e as dúvidas sobre a rentabilidade do trigo seguem limitando o interesse dos produtores em ampliar investimentos e área no Brasil. Para 2026, projeções oficiais já apontam queda significativa na produção nacional, com recuos também na área cultivada e na produtividade média.
A produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, segundo dados divulgados pela Conab. O volume representa queda de 1,4% em relação à estimativa de maio de 2026 e recuo expressivo de 20% frente à safra de 2025. A retração também aparece na área destinada à cultura. De acordo com a Conab, o cultivo pode totalizar 2,12 milhões de hectares, uma redução de 1,1% na comparação com a projeção anterior e de 13,4% em relação à temporada passada.
A produtividade média estimada é de 2,974 toneladas por hectare, segundo a Conab. O desempenho representa queda de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% frente à safra anterior.
No mercado brasileiro, os preços do trigo em grão seguem sustentados pela menor disponibilidade no spot e pela postura mais retraída dos vendedores, de acordo com o Cepea. Parte dos agentes permanece retendo o produto, à espera de melhores oportunidades de comercialização.
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jun 15 2026 Mercado recomenda venda escalonada da soja
A soja segue em um ambiente de preços dividido entre a pressão externa e a sustentação interna, o que exige cautela nas decisões comerciais. A recomendação central é evitar movimentos concentrados de venda em momentos de baixa mais forte na bolsa de Chicago, já que o mercado internacional acumula perdas e segue influenciado por oferta ampla, clima favorável nos Estados Unidos e demanda chinesa fraca pela soja norte-americana.
Na avaliação da TF Agroeconômica, os produtores com soja disponível devem priorizar vendas escalonadas, reduzindo o risco de fixar grandes volumes em períodos de pressão. Eventuais repiques provocados por mudanças no clima norte-americano devem ser usados para avançar na comercialização, especialmente porque Chicago mantém tendência baixista no curto prazo. O suporte próximo de 1.112 cents por bushel ainda funciona, mas mostra fragilidade. Caso seja rompido, há possibilidade de busca pela região de 1.060 cents por bushel.
Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais entre 20% e 40% da produção esperada. A estratégia preserva proteção de preços, mas mantém parte relevante da produção aberta para capturar possíveis prêmios climáticos durante julho e agosto, período que tende a concentrar volatilidade no mercado americano.
Cooperativas e cerealistas devem intensificar a originação nos momentos de pressão em Chicago e avaliar operações de hedge para proteção de margens. O acompanhamento do clima nos Estados Unidos permanece essencial, pois as previsões atuais indicam chuvas regulares, boa umidade dos solos e desenvolvimento inicial adequado das lavouras, reduzindo o prêmio climático.
Para indústrias e exportadores, a recomendação é aproveitar quedas da CBOT para alongar coberturas. No Brasil, os preços seguem relativamente firmes, sustentados pela demanda da indústria de biodiesel, pelos prêmios de exportação e pela preferência chinesa pela soja sul-americana. Apesar do viés baixista em Chicago, o mercado físico brasileiro mantém trajetória mais defensiva e ainda opera em canal de alta moderada.
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jun 15 2026 Ataque de lagartas preocupa produtores de milho
A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) segue entre os principais desafios enfrentados pelos produtores de milho no Brasil e pode provocar perdas expressivas de produtividade quando não controlada a tempo. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a praga é considerada a mais prejudicial para a cultura do milho no país por atacar as plantas desde os estágios iniciais de desenvolvimento até a formação das espigas.
De acordo com a entidade, os danos causados pela lagarta podem reduzir a produtividade em até 60%, dependendo do momento da infestação e da intensidade do ataque. O problema se agrava porque, em muitos casos, os sinais da presença da praga só são percebidos quando os prejuízos já atingiram estruturas importantes da planta.
“Na maioria das vezes, o produtor só percebe a infestação quando os danos já chegaram às espigas. Nesses casos, o prejuízo vai muito além da produtividade. Grãos perfurados, má formação e maior entrada de fungos comprometem também a qualidade final. Em anos de clima mais quente e seco, essa realidade tende a piorar, porque as condições favorecem o desenvolvimento da praga no campo”, afirma Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL voltada para soluções agrícolas e gestão integrada para produtores do Cerrado.
Os primeiros indícios da infestação costumam surgir nas folhas, com raspagens, pequenos furos e presença de fezes próximas ao cartucho. À medida que as lagartas se desenvolvem, elas passam a se abrigar dentro da planta, o que dificulta o controle e reduz a eficiência de aplicações realizadas fora do momento adequado.
Segundo Vilarino, a chegada da praga às espigas representa um estágio avançado do problema. “Quando a Spodoptera chega à espiga significa que o produtor já começou a perder dinheiro. Por isso, o segredo é agir cedo e entrar com o manejo na hora certa”, explica. Ele acrescenta que o monitoramento constante da lavoura e a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) continuam sendo estratégias importantes para reduzir a pressão da infestação. “Além do monitoramento, o manejo integrado segue como caminho eficaz para reduzir a pressão da praga. Rotação de culturas, uso de biotecnologia e aplicações no momento ideal ajudam a diminuir o impacto das infestações.”
Entre as alternativas disponíveis para o controle da lagarta-do-cartucho está o inseticida Propose, da UPL Brasil, comercializado pela ORÍGEO. O produto combina os ingredientes ativos clorfenapir e clorantraniliprole e atua por contato e ingestão sobre a praga.
O gerente da ORÍGEO ressalta que o uso da tecnologia deve fazer parte de um programa mais amplo de manejo. “Esses pilares, se bem executados, favorecem alta a produtividade com qualidade superior dos grãos”, finaliza Bruno, ao destacar a importância do monitoramento da lavoura, da aplicação no momento correto e do respeito às janelas de uso dentro das estratégias de Manejo Integrado de Pragas.
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jun 12 2026 Umidade do solo influencia oferta de forragem
As pastagens gaúchas seguem apresentando condições distintas entre as regiões do Rio Grande do Sul, refletindo principalmente as diferenças na disponibilidade de umidade do solo. Enquanto algumas áreas registram avanço das forrageiras de inverno e início do pastejo, outras ainda enfrentam dificuldades no estabelecimento e desenvolvimento das plantas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.
Segundo a Emater/RS-Ascar, os campos nativos apresentam crescimento reduzido em grande parte do Estado devido às baixas temperaturas e à menor disponibilidade hídrica. Ainda assim, em algumas localidades, a oferta de forragem permanece suficiente para atender os rebanhos.
Na região administrativa de Bagé, o desenvolvimento das pastagens teve pouca evolução em comparação ao período anterior. A combinação entre baixa radiação solar, temperaturas reduzidas e limitações hídricas restringiu o crescimento de aveia, azevém e trevos. Nas áreas semeadas mais tarde, foram observadas falhas de estabelecimento e atraso no desenvolvimento, o que limita a utilização das áreas ou exige redução da lotação animal. As chuvas registradas em alguns municípios contribuíram para melhorar pontualmente as condições das pastagens e devem favorecer a retomada das adubações de cobertura.
Em Caxias do Sul, as pastagens anuais de inverno, especialmente aveia, azevém e trigo, apresentam desenvolvimento adequado e boa oferta de forragem para o pastejo. Nos sistemas de integração lavoura-pecuária, a disponibilidade de alimento é considerada elevada. Mesmo com limitações relacionadas à adubação nitrogenada, as áreas seguem evoluindo e ajudam a reduzir os efeitos do vazio forrageiro de outono.
Na região de Ijuí, as forrageiras de inverno apresentam bom estabelecimento, coloração uniforme e desenvolvimento satisfatório. As áreas implantadas entre o final de março e o início de abril ampliam gradualmente a oferta de trigo e aveia para pastejo. A Emater/RS-Ascar destaca, entretanto, que a baixa luminosidade tem reduzido a taxa de crescimento das plantas e a produção de matéria seca. O plantio segue dentro do cronograma das propriedades, favorecido pelo tempo firme registrado ao longo da semana.
Já na região de Passo Fundo, a combinação de umidade adequada, luminosidade e temperaturas amenas favoreceu o desenvolvimento das pastagens anuais de inverno, especialmente aveia e azevém. A oferta de forragem aumentou e os produtores retomaram as adubações de cobertura, principalmente com o uso de ureia e cama de aviário. Também avançam os trabalhos de dessecação das áreas destinadas ao cultivo de trigo para silagem.
Na região de Pelotas, o cenário varia entre os municípios. Em Pedro Osório, a escassez de chuvas reduziu o crescimento das pastagens e afetou a disponibilidade de alimento para os rebanhos. A implantação das áreas de inverno está praticamente paralisada em muitas propriedades devido à falta de umidade suficiente para garantir a germinação e o estabelecimento inicial das forrageiras. Os produtores aguardam a ocorrência de precipitações mais expressivas para retomar os trabalhos. Em São Lourenço do Sul, por outro lado, as áreas cultivadas com aveia e azevém já iniciaram o pastejo e apresentam boa produção de forragem.
Na região de Porto Alegre, a situação permanece heterogênea. Em algumas localidades, o frio e a falta de chuvas reduziram o crescimento do campo nativo e das pastagens de inverno, especialmente em áreas com solos arenosos. Em outras, as precipitações registradas mantiveram níveis adequados de umidade no solo, favorecendo tanto a implantação quanto o desenvolvimento das forrageiras.
As regiões de Santa Maria e Soledade registraram bom desenvolvimento das pastagens de inverno, impulsionado pelas condições meteorológicas e pela disponibilidade adequada de umidade. O pastejo já foi iniciado em diversas áreas de aveia, garantindo oferta de forragem em quantidade e qualidade para os rebanhos e reduzindo os impactos do vazio forrageiro outonal.
Na região de Santa Rosa, as pastagens de inverno apresentam vigor vegetativo e disponibilidade de alimento considerados satisfatórios. Conforme a Emater/RS-Ascar, as condições favorecem a alimentação dos rebanhos, embora os custos de manutenção permaneçam elevados devido aos preços dos fertilizantes nitrogenados utilizados na adubação de cobertura. O campo nativo, apesar de não registrar aumento significativo na produção de forragem, mantém condições adequadas em razão da menor incidência de chuvas, que reduz os danos causados pelo pisoteio dos animais nas áreas de pastejo.
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jun 12 2026 NOAA confirma início do El Niño
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta quinta-feira (11.06) o início do El Niño, após as anomalias de temperatura no Pacífico Equatorial ultrapassarem +0,5°C e a atmosfera tropical apresentar resposta compatível com o fenômeno.Por enquanto, o El Niño ainda é fraco — mas a tendência é de fortalecimento nos próximos meses, com 63% de probabilidade de atingir categoria muito forte entre novembro e janeiro — o que o colocaria entre os maiores eventos registrados desde 1950.
A principal preocupação está no que pode vir pela frente. A NOAA aponta 63% de chance de o fenômeno atingir a categoria “muito forte” entre novembro e janeiro, com anomalias de temperatura acima de +2,0°C. Se isso se confirmar, o evento entrará para a lista dos mais intensos já registrados desde 1950 — o que popularmente se chama de Super El Niño.
Os dados que levaram à confirmação mostram um aquecimento claro no Pacífico. O índice Niño-3.4, uma das principais referências usadas para monitorar o fenômeno, marcou +0,7°C acima da média na última semana. Outra medição, o Niño-1+2 — que cobre a costa da América do Sul —, chegou a +2,1°C. Mesmo com uma leve queda nas temperaturas subsuperficiais do oceano, as águas mais quentes que o normal continuam presentes nas camadas mais profundas do Pacífico equatorial.
A atmosfera também dá sinais claros. Ventos em baixos níveis soprando de oeste, ventos em altos níveis de leste e nuvens de chuva mais ativas que o habitual no Pacífico central foram observados nas últimas semanas — todos indicadores clássicos do El Niño em desenvolvimento. Perto da Indonésia, no entanto, a atividade atmosférica ficou na média ou abaixo dela.
Os modelos climáticos indicam que o fenômeno deve continuar se intensificando até o inverno do Hemisfério Norte, entre 2026 e 2027. A NOAA destaca que o alto conteúdo de calor acumulado no oceano e a expansão dos ventos de oeste dão mais segurança a essa projeção. Ainda assim, o órgão faz um alerta importante: mesmo que o El Niño se torne muito forte, seus efeitos variam bastante de região para região — nem todo lugar sentirá os impactos da mesma forma.
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jun 12 2026 Emater/RS-Ascar reavalia projeções da Safra de Grãos de Verão no RS
Com a colheita dos grãos de verão praticamente concluída no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar reavalia produtividade e produção de soja, milho, milho silagem, feijão e arroz obtidas na Safra 2025/2026 e divulgadas no Informativo Conjuntural desta quinta-feira (11/06). No caso da soja, restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística. A produtividade média estadual foi reavaliada para 2.707 kg de soja por hectare, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área efetivamente plantada no Estado foi 6.697.172 hectares, uma redução de 1,5% em relação aos 6.796.172 hectares da Safra 2024/2025 (IBGE). A produção da oleaginosa totaliza 18.132.401 toneladas, um aumento de 32,9%, se comparado às 13.643.986 toneladas colhidas na safra anterior (IBGE).
As condições atmosféricas registradas no período, caracterizadas por elevada umidade relativa do ar, presença frequente de neblina e baixa insolação, dificultaram a finalização das últimas operações de colheita do grão. Os resultados produtivos consolidados evidenciam elevada variabilidade regional, como reflexo das distintas condições hídricas observadas ao longo do ciclo.
Milho – A colheita de milho alcança 98% da área cultivada nesta safra, que foi de 812.540 hectares, conforme reavaliação da Emater/RS-Ascar, o que corresponde a 13,1% a mais, se comparada aos 718.190 hectares semeados na Safra 2024/2025 (IBGE). As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras implantadas no período tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), conduzidas em pequenas propriedades.
A produtividade estadual do milho foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 7.362 kg/ha, valor de ínfima variação percentual em relação à estimativa inicial de 7.376 kg/ha, realizada antes do início do plantio. Apesar dos impactos do déficit hídrico em alguns momentos do ciclo, a produção estadual do cereal na Safra 2025/2026 está estimada em 5.981.614 toneladas, o que representa acréscimo de 13,1% em relação a 5.290.051 toneladas colhidas na safra anterior.
Milho silagem – A colheita de milho para silagem ultrapassa 99% da área cultivada no Estado. Em algumas regiões, as lavouras implantadas tardiamente e destinadas à produção de grãos foram redirecionadas para a ensilagem, em razão dos danos provocados pelas geadas, que comprometeram o potencial produtivo e dificultaram a adequada conclusão do ciclo para a finalidade inicialmente prevista. Essa estratégia permitiu o aproveitamento da biomassa remanescente e a mitigação parcial das perdas decorrentes dos eventos climáticos.
A produtividade média de silagem para a Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 36,878 kg/ha, representando redução de 3,8% nos 38.338 kg/ha estimados na ocasião do plantio. A área plantada é de 349.085 hectares, sendo 2% inferior aos 356.300 hectares plantados na Safra 2024/2025 (IBGE). O volume da produção alcança 12,87 milhões de toneladas, sendo 0,7% inferior à safra anterior, quando atingiu 12,96 milhões de toneladas. No comparativo com a estimativa inicial dessa safra, que era de 14,03 milhões de toneladas, a redução é de 8,3%.
Feijão 1ª safra – A primeira safra de feijão no Estado foi concluída. A reestimativa de produtividade realizada pela Emater/RS-Ascar apontou 1.726 kg/ha, sendo 3% inferior aos 1.779 kg/ha projetados no início do plantio. A área foi reavaliada para 23.942 hectares, representando redução de 22,3 % nos 30.797 hectares cultivados na Safra 2024/2025 (IBGE). A produção está estimada em 41.320 toneladas, sendo 26,3% inferior às 56.98 toneladas colhidas no ano anterior (IBGE), e 11% menor que as 46.412 toneladas previstas inicialmente.
Feijão 2ª safra – A colheita da segunda safra avançou para 85% da área cultivada no Estado, restando 15% das lavouras em maturação. As condições climáticas recentes, caracterizadas por maior disponibilidade de radiação solar e temperaturas amenas, favoreceram a evolução das áreas em final de ciclo e a retomada dos trabalhos de colheita. A área de cultivo atualizada pela Emater/RS-Ascar foi reestimada em 9.818 hectares, sendo 45,7% inferior aos 18.070 hectares cultivados ano anterior (IBGE). A produtividade revista está em 1.414 kg/ha, 0,01% superior aos 1.401 projetados inicialmente. A 2ª Safra deverá resultar na produção de 13.880 toneladas, sendo 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na Safra 2025 (IBGE).
Arroz – A cultura está em entressafra. A reavaliação de área aponta 891.908 hectares efetivamente plantados (Instituto Riograndense do Arroz – Irga), redução de 8,1% em relação aos 970.212 hectares de 2025. A produtividade foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar de 8.703 kg/ha e produção de 7.762.464 toneladas, o que representa 11,4% inferior às 8.762.370 toneladas produzidas no ciclo anterior.
Culturas de Inverno
Trigo – A semeadura do trigo avançou de forma significativa no Estado, favorecida pelas condições de solo e pela perspectiva de precipitação. As lavouras implantadas apresentam germinação e desenvolvimento inicial adequados e emergência uniforme. Apesar do progresso das operações, há expectativa de redução da área cultivada em relação à safra anterior, motivada pela combinação de restrições de crédito, pelo menor nível tecnológico empregado, pelos custos de produção elevados e pelas incertezas quanto ao comportamento climático durante o ciclo. Em algumas regiões, parte das áreas inicialmente destinadas ao cereal poderá ser substituída por culturas alternativas, plantas de cobertura ou sistemas pecuários.
A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Aveia-branca – A implantação de aveia-branca se encontra próxima da conclusão na maior parte das regiões produtoras do Estado. As condições climáticas têm favorecido a emergência, o estabelecimento e o desenvolvimento vegetativo inicial das lavouras, que apresentam estande adequado e baixa incidência de pragas e doenças. As áreas mais precoces estão em início de perfilhamento, e os produtores realizam adubação nitrogenada em cobertura e demais tratos culturais de rotina.
Em termos de área cultivada, observa-se cenário de relativa estabilidade em parte das regiões. Em outras, registra-se expansão moderada da cultura, consolidando seu papel nos sistemas produtivos de inverno. A estimativa de área cultivada para 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra de 2025, o Estado cultivou 393.135 hectares, com produtividade média de 2.394 kg/ha e produção total de 935.664 toneladas, conforme dados do IBGE.
Canola – A semeadura está em finalização e deve ser concluída até a próxima segunda-feira (15/06). Na maior parte do Estado, as condições de umidade do solo e as precipitações, mesmo leves, favoreceram a germinação e a emergência e, como consequência, a formação de estandes satisfatórios. No entanto, em algumas áreas, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas têm limitado o crescimento inicial e dificultado o manejo de plantas daninhas.
As lavouras apresentam, de forma geral, bom potencial produtivo. Mantém-se a expectativa de grande expansão da área cultivada em relação à safra anterior, impulsionada pela inserção da cultura nos sistemas de rotação, pelos resultados econômicos anteriores e pelo interesse dos produtores em diversificar a produção de inverno. A área cultivada no Estado segue em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, foram cultivados 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 kg/ha e produção total de 285.481 toneladas, conforme o IBGE.
Cevada – A implantação de cevada ganhou impulso e já está em finalização, com redução estimada em mais de 30% em relação ao ciclo anterior. A retração decorre da sensibilidade dos grãos a agentes físicos e biológicos, favorecidos à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera, o que diminui o interesse comercial dos produtores pela cultura. A área cultivada em 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Em 2025, a área plantada foi de 32.010 hectares, com produtividade média de 3.622 kg/ha.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jun 11 2026 Brasil deve colher 358,6 milhões de toneladas de grãos
A safra brasileira de grãos 2025/26 deve alcançar 358,6 milhões de toneladas, conforme estimativa divulgada nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume projeta novo recorde no país e reforça o peso da produção agrícola para a oferta interna, em um ciclo marcado por aumento de área e clima favorável.
Segundo dados divulgados pela Conab no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, a produção nacional poderá crescer 1,8% em relação ao ciclo anterior. Na prática, isso representa 6,4 milhões de toneladas a mais sendo colhidas pelos produtores brasileiros.
De acordo com levantamento da Conab, a área cultivada está estimada em 83,5 milhões de hectares. O avanço, combinado às condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras, deve sustentar uma produtividade média nacional de 4.295 quilos por hectare. A soja concentra a maior parte do crescimento previsto para esta safra. Segundo dados divulgados pela Conab, a produção da oleaginosa está estimada em 180,3 milhões de toneladas, com a colheita praticamente finalizada. O volume representa incremento de 8,8 milhões de toneladas em comparação com a temporada passada.
De acordo com o boletim da Conab, o desempenho da soja está relacionado à expansão da área plantada, ao uso de bom pacote tecnológico e às condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo. O milho também sustenta a projeção positiva para a safra nacional. Segundo dados divulgados pela Conab, a produção total do cereal, considerando as três safras, deve chegar a 140,5 milhões de toneladas.
Na primeira safra de milho, a colheita já atinge 87,7% da área. De acordo com levantamento da Conab, a produção esperada é de 29,3 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação ao mesmo período da safra 2024/25. A produtividade do milho primeira safra também avança. Segundo dados divulgados pela Conab, o rendimento médio está estimado em 7.110 quilos por hectare, crescimento de 7,6% e novo recorde na série histórica da Companhia para essa etapa do cultivo.
A segunda safra do cereal está em fase inicial de colheita e tem produção estimada em 107,9 milhões de toneladas, de acordo com levantamento da Conab. Já a terceira safra está com o plantio próximo do encerramento, com expectativa de 3,3 milhões de toneladas. No algodão, a estimativa aponta cenário diferente. Segundo dados divulgados pela Conab, a produção da pluma deve ficar próxima de 4 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à safra 2024/25. A retração é atribuída à menor área semeada.
O sorgo, por outro lado, deve apresentar crescimento expressivo. De acordo com levantamento da Conab, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas. O volume representa acréscimo de 1,5 milhão de toneladas ante a safra passada, uma alta de 24,9%.
Entre os produtos voltados ao consumo interno, o arroz deve ter redução na produção. Segundo dados divulgados pela Conab, a colheita está praticamente finalizada, com estimativa de 11,1 milhões de toneladas, volume 13,2% menor que o registrado no ciclo anterior. A queda reflete a redução da área destinada à cultura, diante das condições de mercado do cereal.
Para o feijão, a Conab projeta produção total próxima de 3 milhões de toneladas, somadas as três safras. De acordo com levantamento da Companhia, o resultado representa leve recuo de 0,5% em relação à temporada passada.
Mesmo com menor produção prevista para arroz e feijão, a estimativa atual garante o abastecimento do mercado interno, conforme os dados divulgados pela Conab.
Nas culturas de inverno, o trigo aparece entre os principais pontos de atenção. Segundo dados divulgados pela Conab, a semeadura avança nas regiões produtoras e já alcança 45,3% da área prevista. Para o ciclo atual, a Companhia projeta menor área destinada ao cereal, o que deve levar a uma produção em torno de 6,3 milhões de toneladas.
A nova projeção mostra uma safra puxada principalmente por soja e milho, enquanto arroz, feijão, algodão e trigo apresentam ajustes negativos ou limitações de área. O cenário confirma a força da produção brasileira de grãos, mas também indica que o recorde nacional não elimina diferenças importantes entre culturas e mercados.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 10 2026 Endividamento pressiona nova safra de soja
A proximidade de uma nova safra recoloca o endividamento rural no centro das decisões do campo e amplia a pressão por uma definição antes do início do plantio. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, faltam cerca de 90 dias para o encerramento do vazio sanitário da soja em grande parte do Brasil, período que antecede a retomada das operações para a safra 2026/27.
Nesse intervalo, produtores já começam a organizar a compra de sementes, fertilizantes e defensivos, além de planejar as etapas operacionais do plantio. No entanto, a indefinição sobre a aprovação do PL 5.122/2023 mantém dúvidas sobre a capacidade financeira do setor para entrar em mais uma temporada produtiva.
A discussão, antes concentrada no campo financeiro, ganhou peso estratégico. Depois de quatro anos marcados por margens apertadas, eventos climáticos adversos, juros elevados e menor liquidez no crédito privado, muitos produtores chegam ao novo ciclo com restrições para investir. Esse cenário pode influenciar diretamente decisões sobre tecnologia, fertilização, correção de solo, população de plantas e proteção das lavouras.
O projeto avançou no Senado e aguarda votação em Plenário, mas a participação dos bancos nas negociações indica que ainda há divergências sobre o alcance da medida. Produtores e entidades defendem uma solução ampla, capaz de recompor a capacidade produtiva do campo. O sistema financeiro, por sua vez, busca limitar o enquadramento das operações, com o objetivo de reduzir riscos e impactos fiscais.
A falta de uma definição ocorre em um momento sensível. Com o avanço do calendário agrícola, decisões tomadas antes do plantio podem determinar o desempenho da safra. Caso a solução para o endividamento não avance a tempo, parte dos produtores poderá reduzir investimentos justamente quando as previsões climáticas indicam riscos maiores.
A produtividade é construída antes de as máquinas entrarem no campo e depende de crédito, planejamento e confiança. A resposta sobre o endividamento pode influenciar não apenas a safra 2026/27, mas também o ritmo de recuperação financeira de uma parcela relevante do agronegócio brasileiro.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jun 09 2026 Área de cevada deve cair mais de 30% no RS
A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá apresentar redução superior a 30% na safra de 2026, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. A implantação da cultura está em fase inicial, enquanto produtores avaliam os riscos climáticos previstos para o próximo ciclo.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, a retração na área plantada está relacionada principalmente à maior percepção de risco associada à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. O cenário tem reduzido o interesse dos agricultores pela cultura, mesmo com a oferta de contratos de integração por parte da indústria cervejeira.
Apesar da perspectiva de diminuição da área cultivada, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento. Conforme a entidade, as condições iniciais são consideradas satisfatórias, com adequada emergência das plantas e crescimento vegetativo dentro do esperado para o período.
A área total destinada à cevada em 2026 ainda está sendo levantada pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Estado cultivou 32.010 hectares, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.
Na região administrativa de Erechim, principal polo produtor da cultura no Rio Grande do Sul, a previsão é de que a área cultivada fique abaixo de 6 mil hectares em 2026. O volume representa uma redução superior a 35% em comparação com a safra anterior e reforça a tendência estadual de retração diante das incertezas climáticas para o ciclo produtivo.
No mercado, a cevada destinada à indústria de malte está sendo comercializada, em média, por R$ 80,00 a saca de 60 quilos na região de Erechim, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.]
Fonte: https://www.agrolink.com.br/