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junho 2026

  • Carbono no solo amplia produtividade e retenção de água

    Durante anos, o carbono no solo esteve associado diretamente aos debates ambientais e ao mercado de crédito de carbono. No entanto, pesquisadores e produtores rurais têm ampliado o debate sobre o tema ao observarem os impactos diretos na produtividade agrícola, retenção de água e resiliência das lavouras diante de eventos climáticos extremos.

    Uma pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Solos) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicou que os solos brasileiros armazenam cerca de 36 bilhões de toneladas de carbono orgânico, volume equivalente a aproximadamente 5% do estoque global.

    Nesse contexto, as pesquisas voltadas à saúde do solo, agricultura de baixo carbono e manejo regenerativo ganharam força no país. A avaliação de especialistas é de que solos mais saudáveis tendem a registrar maior capacidade de armazenar água, ciclar nutrientes e reduzir perdas produtivas em cenários de estresse climático.

    De acordo com José Siqueira, professor emérito da UFLA (Universidade Federal de Lavras – MG), pesquisador em Ciências do Solo e membro do comitê de governança do projeto Regenera Cerrado, o funcionamento dos sistemas agrícolas está diretamente ligado à dinâmica do carbono no solo e ao manejo adotado nas áreas cultivadas.

    “O solo pode funcionar como fonte de gases de efeito estufa ou como dreno de carbono da atmosfera, ou seja, depende do manejo que se aplica. Quando aumentamos o teor de matéria orgânica, o sistema passa a reter mais carbono e isso influencia diretamente a qualidade, a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, explica.

    A matéria orgânica no solo favorece a retenção de carbono e a sustentabilidade das lavouras. Foto: Adriano Cruvinel

    Nesse sentido, a matéria orgânica é uma das principais variáveis do sol, além de ser responsável pela regulação das propriedades físicas, químicas e biológicas. Desse modo, práticas regenerativas adotadas no projeto Regenera Cerrado ganham relevância não apenas pelo aspecto ambiental, mas também pelo impacto agronômico e econômico nas propriedades rurais.

    Matéria orgânica ajuda a reter água e aumentar a resiliência das lavouras

    Entre os principais efeitos observados em solos com maior teor de carbono está a capacidade de retenção hídrica. Conforme explica José Siqueira, a matéria orgânica atua diretamente no armazenamento de água no solo e ajuda as culturas a enfrentarem períodos de seca e altas temperaturas.

    “Para cada 1% de aumento no teor de matéria orgânica, o solo pode armazenar até 150 mil litros de água por hectare. Isso tem impacto direto sobre a resiliência das lavouras, porque regula o estado hídrico das plantas e reduz os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo”, afirma.

    O pesquisador reforça que práticas como plantio direto, manutenção da palhada, rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e redução do revolvimento do solo contribuem para diminuir a degradação da matéria orgânica e aumentar o acúmulo de carbono nas áreas agrícolas.

    Sistema de plantio direto em lavoura de soja regenerativa. Foto: Regenera Cerrado

    No entendimento de Jorge Gustavo, Analista de Sustentabilidade do Negócio Agrícola da Cargill, os desafios climáticos têm reforçado a importância de práticas agrícolas capazes de aumentar a resiliência produtiva no campo. “Nesse contexto, iniciativas voltadas à saúde do solo e ao fortalecimento da matéria orgânica ganham relevância e a agricultura regenerativa representa um caminho importante para conciliar produtividade, sustentabilidade e adaptação climática no longo prazo”.

    Integração entre ciência e campo fortalece agricultura regenerativa

    A diretora do Instituto BioSistêmico (IBS), Priscila Terrazzan, acredita que a integração entre pesquisa, produtores e instituições parceiras (verificada no Regenera Cerrado) é fundamental para ampliar sistemas agrícolas mais resilientes, produtivos e alinhados à conservação dos recursos naturais.

    “Iniciativas desenvolvidas diretamente em áreas agrícolas comerciais têm papel estratégico para aproximar ciência e realidade do campo. No Regenera Cerrado, buscamos gerar conhecimento aplicado sobre práticas regenerativas em condições reais de produção, considerando os desafios dos solos tropicais e as demandas dos produtores rurais”.

    O professor José Siqueira reforça que o desafio da agricultura tropical passa pela capacidade de construir sistemas produtivos mais equilibrados biologicamente e com aptidão de manter produtividade sem ampliar processos de degradação do solo.

    “O teor de matéria orgânica é considerado o alicerce da produtividade agrícola. Solos com baixos níveis de matéria orgânica normalmente são menos produtivos e mais suscetíveis às variações climáticas e outros eventos ambientais que impactam as lavouras. Já solos com maiores teores apresentam melhor equilíbrio biológico e físico, favorecendo o desenvolvimento das culturas e sistemas produtivos mais estáveis”, conclui.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul

    A colheita da soja foi concluída no Rio Grande do Sul, restando apenas áreas pontuais de segunda safra, sem representatividade estatística nos resultados estaduais. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, os números finais da safra refletem a grande variação no volume de chuvas ao longo do ciclo, fator que provocou diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e propriedades.

    De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média estadual da safra 2025/2026 foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior aos 3.180 quilos por hectare projetados antes do início do plantio. A área cultivada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi finalizada. O levantamento aponta grande variação de rendimento entre os municípios. As menores produtividades foram registradas em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde os volumes de chuva ficaram abaixo da necessidade da cultura durante fases consideradas críticas do desenvolvimento. Em contrapartida, Santa Bárbara do Sul apresentou desempenho superior, com produtividade média acima de 3.600 quilos por hectare.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Produtor gaúcho tem até 10 de julho para fazer a Declaração Anual de Rebanhos

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou, em caráter excepcional, até o dia 10 de julho, o prazo para a Atualização Cadastral das Explorações Agropecuárias e para a Declaração Anual de Rebanhos 2026. A medida foi oficializada por meio da Instrução Normativa nº 05/2026, publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (29/6).

    A declaração é obrigatória para todos os produtores rurais que possuem animais de interesse da defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul. Devem ser informados os rebanhos existentes na propriedade, incluindo bovinos, bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, peixes, abelhas e outras espécies previstas na legislação estadual.

    As informações fornecidas pelos produtores são fundamentais para manter atualizado o cadastro pecuário do Estado, subsidiar as ações de vigilância sanitária e fortalecer os programas de prevenção, controle e erradicação de doenças animais. Os dados também contribuem para a rastreabilidade da produção, ampliam a segurança sanitária e ajudam a manter os mercados consumidores para os produtos de origem animal do Rio Grande do Sul.

    Como fazer

    Os produtores podem fazer a Declaração diretamente nas Inspetorias Veterinárias da Seapi ou de forma Online.

    A declaração pela internet pode ser feita em módulo específico dentro do Produtor Online. Um tutorial ensinando a realizar o preenchimento pode ser consultado aqui.

    Caso prefira, o produtor também pode fazer o preenchimento nos formulários em PDF ou presencialmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, com auxílio dos servidores da Seapi e assinando digitalmente com sua senha do Produtor Online.

    Para mais informações, acesse: https://www.agricultura.rs.gov.br/declaracao

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Semeadura da canola está quase concluída no RS

    A semeadura da canola está em conclusão no Rio Grande do Sul e deve atingir uma área de 353.397 hectares, confirme estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar. O incremento esperado de aumento de área de 102,64% em relação aos 174.394 hectares cultivados em 2025 (IBGE) faz com que a canola se consolide como a principal cultura em expansão entre os cultivos de inverno na Safra 2026 no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (25/6), as primeiras lavouras implantadas já ingressam na fase de florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta adequado estabelecimento e uniformidade na emergência e no desenvolvimento vegetativo.

    As condições climáticas têm favorecido a evolução da cultura da canola nas principais regiões produtoras, embora períodos de menor radiação solar e temperaturas mais baixas tenham reduzido o ritmo de crescimento em algumas áreas, sem reflexos expressivos sobre o potencial produtivo. Os produtores realizam o manejo de plantas daninhas, a adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário. A produtividade média estadual está projetada em 1.619 kg/ha, resultando em produção estimada de 571.975 toneladas.

    Trigo – A semeadura do trigo avançou na maior parte das regiões produtoras e alcança cerca de 70% da área projetada, favorecida pela redução dos volumes pluviométricos nas últimas semanas, embora áreas com elevada umidade do solo ainda apresentem ritmo mais lento. As lavouras implantadas estão com bom estabelecimento e desenvolvimento vegetativo inicial, e emergência uniforme.

    A cultura de trigo apresenta retração significativa da área a ser cultivada nesta safra no Estado. A estimativa da Emater/RS-Ascar projeta 814.220 hectares, redução aproximada de 30% em relação aos 1.166.163 hectares cultivados em 2025. Apesar do recuo, o trigo permanece como o principal cereal de inverno do Estado. A produtividade média projetada é de 2.701 kg/ha, e produção estimada de 2,2 milhões de toneladas. A redução da área cultivada é reflexo da combinação de menor rentabilidade, custos de produção elevados, restrições de crédito e maior percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Também se observa redução do nível tecnológico em parte das áreas, como racionalização do uso de insumos e maior utilização de sementes salvas.

    Aveia-branca – A semeadura da aveia-branca está, em grande parte, concluída, com as lavouras em fase vegetativa e perfilhamento. Observa-se estande satisfatório e ausência de pragas ou doenças de maior expressão. Para esta Safra 2026, a cultura mantém estabilidade de área, com estimativa de 387.697 hectares, representando variação negativa de 1,38% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual está projetada em 2.322 kg/ha.

    Cevada – A projeção da Emater/RS-Ascar aponta acentuada retração de área (-36,52%) nesta Safra 2026, sendo estimada em 20.320 hectares. Na safra anterior foram implantados 32.010 hectares. Essa redução da área cultivada é observada nas principais regiões produtoras e reflete a menor intenção de investimento na cultura, em especial nas áreas tradicionalmente integradas à cadeia cervejeira. Entre os fatores que influenciam essa decisão, destaca-se o aumento da percepção de risco climático associado ao El Niño e à ocorrência de precipitações durante o período de maturação e colheita. Em razão da elevada sensibilidade dos grãos, há risco de comprometimento da qualidade tecnológica, podendo resultar na desclassificação da produção para fins de maltagem e no direcionamento do produto para mercados de menor valor agregado. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média estadual de 3.020 kg/ha, e a expectativa de produção é de 61.369 toneladas

    Apesar da retração, a implantação das lavouras de cevada evolui dentro da janela recomendada, estando concluída ou em fase final nas principais regiões produtoras. As lavouras de cevada implantadas apresentam bom estabelecimento inicial, com emergência uniforme e sem registros de problemas fitossanitários.

    Culturas de Verão

    Soja – A colheita de soja foi encerrada no Estado, restando frações de segunda safra, sem representatividade estatística na composição dos resultados estaduais. Com a conclusão das operações, consolidam-se os efeitos da elevada variabilidade espacial das precipitações ao longo do ciclo, principal fator das diferenças expressivas de rendimento entre regiões, municípios e propriedades.

    A produtividade média estadual da Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar para 2.707 kg/ha, representando redução de 14,8% nos 3.180 kg/ha projetados antes do início do plantio. A área plantada no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, os resultados evidenciam ampla variabilidade de produtividade da soja entre os municípios. Em Santa Bárbara do Sul, por exemplo, houve elevados rendimentos, com produtividade média superior a 3.600 kg/ha.

    Milho – A colheita de milho está tecnicamente encerrada. Restam áreas residuais, principalmente na Metade Sul, inferiores a 1% da área cultivada no Estado. A produtividade estadual foi reestimada pela Emater/RS-Ascar em 7.362 kg/ha, mantendo-se praticamente estável em relação à projeção inicial de 7.376 kg/ha, realizada antes da implantação da cultura. A área cultivada alcançou 812.540 hectares.

    Milho Silagem – A colheita está encerrada no Estado. A produtividade média de silagem para a Safra 2025/2026 foi reavaliada pela Emater/RS-Ascar em 36.878 kg/ha, representando redução de 3,8% nos 38.338 kg/ha projetados na ocasião do plantio. A área plantada foi estimada em 349.085 hectares.

    Feijão 2ª Safra – A colheita de segunda safra foi concluída. A área cultivada foi reestimada em 9.818 hectares, representando retração de 45,7% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média estadual se consolidou em 1.414 kg/ha, levemente superior à projeção inicial de 1.401 kg/ha, indicando relativa estabilidade dos rendimentos diante do cenário de redução de área. Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o rendimento médio da área colhida foi de 1.604 kg/ha, devido a alguns danos ocasionados por geada no período vegetativo e reprodutivo da cultura.

    Frutícolas

    Citros – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, os pomares se encontram em bom estado geral, com produtividade bastante variável entre as propriedades. Os citricultores realizaram tratamentos fitossanitários e adubações de cobertura. As plantas de cobertura do solo, como aveia e azevém, encontram-se em desenvolvimento. As variedades precoces de citros estão em colheita, embora a comercialização seja considerada baixa pelos comerciantes. Já na região de Erechim, a previsão de produtividade para 2026 está na média de 32 t/ha. Algumas variedades de laranja iniciam o amarelecimento, e há interesse comercial pelas cultivares Salustiana, Iapar e Umbigo Navelina, embora os preços sejam considerados baixos pelos produtores, de R$ 0,40/kg. A colheita da laranja Valência para suco está prevista para o final de julho. Para as frutas de ciclo médio, há expectativa de abertura de compra pela indústria por alguns dias no mês de junho.

    Na região de Lajeado, em Palmitinho, a divulgação de foco de greening despertou maior interesse por informações técnicas, organização de reuniões, orientações sobre compra de mudas e vistorias em pomares domésticos e comerciais. A prevenção é prioritária, uma vez que o Vale do Caí é uma importante região citrícola, com milhares de famílias e toda uma cadeia produtiva dependente da atividade. Apesar da redução da atividade vegetativa, típica do inverno, não foram observados danos significativos aos pomares comerciais, uma vez que a maior parte das variedades se encontra em maturação. O frio tem contribuído para o avanço da coloração e melhoria das características das frutas destinadas ao mercado in natura. De maneira geral, os pomares apresentam boa carga produtiva e produtividade estimada pouco acima da média dos últimos anos.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Produtores rurais têm até 30 de junho para informar ocorrência de javalis no Rio Grande do Sul

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) convida os produtores rurais gaúchos a participarem de um levantamento sobre a ocorrência de javalis e seus impactos nas propriedades rurais. O questionário pode ser respondido até o dia 30 de junho e tem como objetivo reunir informações que auxiliem o Serviço Veterinário Oficial no planejamento de ações de vigilância, prevenção e controle desses animais.

    As informações fornecidas pelos produtores são fundamentais para identificar as áreas com presença de javalis e avaliar os riscos que eles representam para a agropecuária, o meio ambiente e a sanidade animal. Os dados coletados contribuirão para a proteção dos rebanhos, da produção rural e dos ecossistemas.

    O questionário é preenchido de forma on-line, não possui caráter fiscalizatório e pode ser acessado pelo link.

    “A participação dos produtores é essencial para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de animais asselvajados no Estado e aprimorar as estratégias de monitoramento e controle adotadas pelos órgãos de defesa agropecuária”, destaca a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi Grazziane Rigon.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Estratégia de manejo de pastagens leva Chácara da Taipa ao destaque na categoria Produtividade da Terra do Top RS Leite de Verdade

    A busca incessante por eficiência e a valorização do trabalho técnico transformaram a rotina da Família Quatrin, proprietária da Chácara da Taipa, em um case de sucesso no Rio Grande do Sul. Recentemente reconhecida com o troféu Top RS Leite de Verdade, na categoria Produtividade da Terra Sistema Não Confinado (Região Sul), a propriedade exemplifica como a gestão estratégica transforma a produção leiteira em resultados de alta performance.

    O reconhecimento é o reflexo de uma filosofia de produção que coloca o cuidado com os recursos básicos solo, pastagens e bem-estar animal no centro da operação. Para Acemar Quatrin, produtor de leite e patriarca da família, a conquista do troféu é o reconhecimento de uma rotina rigorosa e apaixonada. Segundo ele, o segredo foi a implementação de um manejo diferenciado. “A gente fez todo o piqueteamento e gera sempre um pasto de boa qualidade. A gente sempre procurou melhorar essa parte e eu acho que deu certo”, destaca o produtor.

    O sucesso na Chácara da Taipa também passa pela colaboração técnica, fundamental para elevar o patamar produtivo. Andréia Beck, Assistente Técnica de Campo da CCGL, que acompanha de perto o desenvolvimento da família, aponta o foco técnico como o diferencial. “A Família Quatrin é muito focada na produção de volumosos. O meu trabalho aqui foi unir a nutrição dos animais com a reprodução”, explica Andréia.

    O troféu simboliza a valorização do setor leiteiro gaúcho e o esforço conjunto entre produtores e consultoria técnica. Gabrieli Nunes Quatrin, produtora e integrante da nova geração da família, enfatiza que o resultado é fruto de um acompanhamento constante. “Sem dúvidas, o auxílio da Andréia, estando aqui presente, ajudando no dia a dia, seja por mensagem ou presencial, sempre nos auxiliou. É um reconhecimento também dela e do trabalho e esforço permanentes que ela tem aqui conosco”, conclui Gabrieli.

    Com foco na sustentabilidade produtiva, a Chácara da Taipa reafirma seu compromisso em produzir leite de qualidade, consolidando-se como referência regional ao transformar a dedicação diária no alimento que chega às mesas dos gaúchos.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Culturas de cobertura reforçam manejo de daninhas

    As culturas de cobertura ocupam posição estratégica nos sistemas agrícolas por contribuírem para a manutenção do solo e para o manejo integrado de plantas daninhas. Segundo o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), essas espécies também limitam condições necessárias à germinação e ao desenvolvimento de plantas indesejadas.

    Ao ocupar o espaço disponível e reduzir a incidência de luz, a cobertura vegetal dificulta o estabelecimento das plantas daninhas. Esse efeito ajuda a diminuir a produção de sementes e sua disseminação pela área, reduzindo a capacidade de renovação das infestações ao longo do tempo. Com menos espaço e luminosidade, o ambiente se torna menos favorável ao avanço dessas espécies nos sistemas produtivos.

    Outro ponto relevante é a formação de palhada. A camada deixada sobre o solo contribui para restringir a produção e a dispersão de sementes de plantas daninhas, auxiliando na redução do banco de sementes. O efeito acumulado dessa prática pode reduzir a presença dessas plantas nos ciclos seguintes.

    A contribuição das culturas de cobertura se amplia quando a prática é associada a outras medidas de manejo integrado. Essa combinação favorece a diversificação dos sistemas produtivos e reduz a pressão de seleção sobre os herbicidas, aspecto essencial para prevenir e manejar a resistência.

    Dessa forma, o uso de cobertura vegetal vai além da manutenção do solo. A prática integra uma estratégia contínua para limitar o desenvolvimento de plantas daninhas, conter a produção e a disseminação de sementes e preservar a eficiência das ferramentas de manejo. A adoção conjunta de diferentes medidas permite atuar sobre mais de uma etapa do ciclo das plantas daninhas e torna o sistema produtivo mais diversificado.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo integrado avança no plantio direto

    A resistência crescente de plantas daninhas aos herbicidas e a necessidade de conservar a estrutura do solo têm levado produtores a buscar novas estratégias no sistema de plantio direto. O avanço das aplicações químicas nem sempre garante o controle esperado e, em muitos casos, amplia o custo por hectare.

    Espécies como buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e caruru estão entre os principais desafios nas lavouras. O problema é agravado pela permanência do banco de sementes no solo, que pode seguir viável por anos. Em um sistema adotado em mais de 35 milhões de hectares no Brasil, o manejo dessas invasoras passou a ter peso agronômico e econômico ainda maior.

    Nesse cenário, ferramentas mecânicas de baixa mobilização vêm ganhando espaço no pré-plantio como complemento ao manejo químico. A proposta é atuar de forma superficial, auxiliando no controle inicial das plantas daninhas e na organização da palhada, sem comprometer os princípios do plantio direto.

    A tecnologia da linha Kelly, distribuída no Brasil pela São José, atua nesse momento ao promover a desestruturação inicial das invasoras e estimular a germinação do banco de sementes. Segundo Diogo Salvador, especialista de produto da São José, essa ativação favorece maior eficiência na dessecação e pode reduzir a necessidade de aplicações sequenciais.

    Ensaios conduzidos pela GeoMec em áreas comerciais do Sul do Brasil indicam que o manejo mecânico no pré-plantio pode, em condições específicas, eliminar o uso de herbicidas nessa etapa. Os estudos apontam economia de até 100% nesses insumos, incremento de até 4 sacas de soja por hectare e redução de custos entre R$ 100 e R$ 135 por hectare.

    Além do efeito agronômico, a operação contribui para ampliar a eficiência no campo, com maior capacidade de cobertura de áreas e melhor aproveitamento das janelas de plantio. A adoção já é observada em regiões do Sul e do Oeste do país, com tendência de avanço de sistemas integrados.

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • Rio Grande do Sul avança com sistema de rastreabilidade para fortalecer a competitividade da pecuária

    O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores, nesta terça-feira (24/6), no BarraShoppingSul, em Porto Alegre.

    Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena destacou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão dos rebanhos.

    A temática teve como base as diretrizes do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em dezembro de 2024. O programa prevê a identificação individual dos animais em todo o país de forma gradual, com integração dos sistemas de informação e conclusão do processo até dezembro de 2032. A medida deverá reforçar a certificação sanitária e a comprovação da origem dos animais.

    Rio Grande do Sul na liderança

    O Rio Grande do Sul vem se preparando para a implantação da rastreabilidade há vários anos. Entre as ações já realizadas estão a adoção da rastreabilidade individual na cadeia leiteira desde 2017, a inclusão do tema entre os projetos estratégicos do Estado em 2023, a criação de um grupo de trabalho na Seapi em 2024 e missões técnicas para conhecer o sistema uruguaio de identificação animal. O Estado também iniciou projetos de identificação individual de bovinos em propriedades públicas.

    Atualmente, a cadeia leiteira já conta com cerca de 1,2 mil de animais identificados individualmente. Em 2025, o Estado lançou um projeto-piloto de rastreabilidade para bovinos de corte, que está sendo testado em mais de 30 propriedades rurais. “Buscamos ser o primeiro Estado da federação a concluir a implantação de um sistema de rastreabilidade individual de bovinos”, afirmou o secretário.

    Para Madalena, a rastreabilidade deve ser vista como uma oportunidade para os produtores e para o setor agropecuário gaúcho. Entre os principais benefícios estão o aumento da competitividade, a valorização da proteína animal e a ampliação do acesso a mercados mais exigentes.

    Também participaram da mesa-redonda Taulni Francisco Santos da Rosa, gerente executivo de Compra de Gado da Região Sul da Minerva Foods; Fabrício Karaim, diretor comercial da Radar Certificação; e Fernanda Costabeber, médica veterinária.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Combinação de calor e umidade representa risco direto à produtividade e ao bem-estar de bovinos leiteiros

    O estresse térmico pode reduzir o consumo de alimento, afetar a reprodução, aumentar a ocorrência de doenças e diminuir a produção e a qualidade do leite. Em situações críticas, estimativas indicam perdas potenciais expressivas na produção diária, especialmente em vacas de maior produtividade. É o que aponta a Circular técnica 33 – Risco potencial de estresse térmico calórico para bovinos leiteiros nas regiões ecoclimáticas do RS, publicada recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    Segundo uma das autoras do estudo, pesquisadora e médica veterinária do DDPA, Adriana Tarouco, a ideia é alertar para o aumento do risco de estresse térmico. “A Circular avaliou dados de temperatura do ar e umidade relativa registrados em 29 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS), considerando as primaveras de 2022, 2023 e 2024 e os verões de 2022/2023, 2023/2024 e 2024/2025”, explica.

    A publicação mostra que, embora os valores médios do Índice de Temperatura e Umidade (ITU) nem sempre indiquem situação de estresse, os valores máximos e a duração das horas em desconforto revelam um cenário de atenção para a pecuária leiteira gaúcha. “O risco foi mais evidente nos verões, quando cerca de 70% das regiões avaliadas apresentaram condição média de estresse térmico leve a moderado nos ciclos 2023/2024 e 2024/2025. Em alguns locais, os máximos absolutos do ITU chegaram a níveis severos ou críticos”, destaca Adriana.

    Conforme outra autora do estudo, pesquisadora Ivonete Tazzo, as regiões mais vulneráveis foram Vale do Uruguai, Baixo Vale do Uruguai, Missioneira e Depressão Central, áreas de menor altitude e com maior exposição a temperaturas elevadas. “O destaque é o Vale do Uruguai, uma das principais bacias leiteiras do Estado, onde a combinação de calor e umidade representa risco direto à produtividade e ao bem-estar dos animais”, alerta.

    “No verão 2023/2024, por exemplo, o Vale do Uruguai registrou apenas 30,6% das horas em conforto térmico, enquanto o Baixo Vale do Uruguai teve apenas 25,2%. No verão seguinte, o Baixo Vale do Uruguai manteve a condição mais crítica, com 28,7% das horas em conforto e mais de 20% do período em estresse severo ou crítico”, exemplifica Ivonete.

    A primavera também apresentou sinais de agravamento. “Apesar de os ITUs médios terem permanecido, em geral, abaixo do limite de estresse, houve aumento progressivo entre 2022 e 2024. Os máximos absolutos indicaram situações severas em várias regiões, especialmente no Vale do Uruguai e no Baixo Vale do Uruguai, que chegaram a valores próximos ou acima do limite crítico”, pontua a pesquisadora.

    O que fazer

    A Circular reforça que o monitoramento contínuo das condições meteorológicas e do ITU deve fazer parte da rotina dos sistemas leiteiros, principalmente nos períodos mais quentes do ano. Entre as medidas recomendadas estão sombreamento natural ou artificial, oferta permanente de água fresca, ventilação, ajustes no manejo alimentar e maior atenção durante ondas de calor. O estudo também evidencia a necessidade de estratégias regionalizadas, já que regiões de maior altitude, como as Serras do Nordeste e do Sudeste, apresentaram condições mais favoráveis de conforto térmico.

    “Em síntese, a publicação chama a atenção para um desafio crescente da cadeia leiteira gaúcha: adaptar os sistemas de produção a um ambiente climático mais quente e variável, reduzindo perdas produtivas e protegendo o bem-estar dos animais”, conclui Adriana.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial