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out 28 2025 Tecnologia e precisão elevam produtividade no campo
Tecnologia de aplicação é novidade
A busca por mais eficiência e conforto nas operações agrícolas ganha novo impulso com as soluções Terris, linha tecnológica desenvolvida pela Coopercitrus. Segundo o consultor técnico e comercial da cooperativa, Alex Galdino, o objetivo é oferecer ferramentas que combinem precisão, durabilidade e controle, ajudando o produtor a aumentar sua produtividade e reduzir desperdícios no campo.
Entre os principais destaques está o GPS Agrícola GT-500, equipamento ideal para quem busca eficiência nas aplicações de defensivos agrícolas como herbicidas, fungicidas e inseticidas, além de correção de solo com calcário, cloreto, ureia e gesso. O sistema permite o traçado de curvas de nível paralelas com variação de até 25 centímetros, garantindo uniformidade nas operações e melhor aproveitamento da área produtiva.
Outro diferencial é o Monitor de Plantio GTF-400, que assegura controle total sobre a plantadeira. O dispositivo integra velocímetro, hectarímetro digital e contagem de sementes por linha, além de emitir alertas automáticos em caso de falhas de plantio ou de densidade. Essa precisão reduz perdas e contribui para uma semeadura mais equilibrada e produtiva.
O Sensor de Barras SB-300 completa o conjunto ao proteger o pulverizador, controlando a altura das barras e evitando danos durante o uso. Com isso, amplia-se a vida útil dos equipamentos e a precisão das aplicações. Para Galdino, a adoção dessas tecnologias representa um avanço importante rumo a uma agricultura de alta performance, que alia eficiência, sustentabilidade e conforto ao produtor.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 27 2025 Falta de chuva e frio freiam semeadura da soja
Safra 2025/26 avança devagar no RS
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (23), a semeadura da soja no Rio Grande do Sul está em fase inicial, alcançando 2% da área total prevista. O avanço limitado é resultado de fatores econômicos e climáticos, entre eles a estratégia de produtores de adiar o plantio para reduzir riscos de falta de chuva em novembro e dezembro, a priorização da colheita dos cereais de inverno, as baixas temperaturas e a redução da umidade do solo em parte do Estado.
Nas áreas onde a implantação já começou, os produtores realizam a dessecação das coberturas vegetais e ajustes nas condições do solo para facilitar a semeadura. Conforme a Emater/RS-Ascar, muitos agricultores estão encaminhando laudos para agentes financeiros com o objetivo de acessar a linha de crédito criada pelo Governo Federal para apoiar produtores afetados por perdas sucessivas de safra. Apesar disso, a instituição observa tendência de redução no uso de fertilizantes e maior aproveitamento de sementes próprias, reflexo dos custos de produção e das restrições de crédito.
Nos cultivos implantados, as sementes estão nas fases de embebição e germinação. A Emater/RS-Ascar prevê avanço mais significativo da semeadura a partir do final de outubro. Para a safra 2025/2026, a projeção é de cultivo em 6,74 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare.
Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o plantio ocorre de forma pontual e concentrada em pequenas áreas, enquanto a maior parte dos produtores segue voltada à colheita das lavouras de inverno e à preparação do solo. Na Campanha, a falta de chuvas tem dificultado o plantio convencional, especialmente em solos argilosos, onde se formam torrões que prejudicam o contato entre semente e solo. As baixas temperaturas e os ventos constantes também têm limitado o uso de herbicidas, retardando o início mais amplo da semeadura.
Nos Campos de Cima da Serra, região de Caxias do Sul, produtores que planejavam iniciar o plantio optaram por adiar a atividade devido às mínimas abaixo de 5 °C registradas nas primeiras horas do dia, condição que pode comprometer a germinação e a emergência das plântulas.
Na região de Ijuí, o plantio atinge 2% da área estimada. Segundo a Emater/RS-Ascar, o trabalho avança com cautela diante das temperaturas baixas e do início antecipado do ciclo. A expectativa é de aceleração do ritmo nas próximas semanas, acompanhando o aumento das temperaturas e a regularização das chuvas.
Em Pelotas, a semeadura alcança 4% da área projetada. Os agricultores estão concentrados na compra de insumos e na manutenção de maquinário agrícola, preparando-se para intensificar o trabalho nas próximas semanas, caso o clima se mantenha favorável.
Na região de Santa Maria, menos de 1% da área foi semeada até o momento. As lavouras implantadas apresentam germinação e emergência adequadas, mas o avanço da semeadura depende da elevação das temperaturas e da melhoria da umidade do solo.
Em Soledade, cerca de 10% das áreas destinadas ao cultivo já foram plantadas. A maioria das propriedades concluiu a dessecação e aguarda condições ideais para o corte da palhada e a continuidade dos trabalhos.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
out 27 2025 Uso de herbicidas pré-emergentes é decisivo para a produtividade da soja, aponta pesquisa da RTC/CCGL
Estudos conduzidos pela Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL), em parceria com cooperativas singulares e suas áreas experimentais, reforçam a importância estratégica do uso de herbicidas pré-emergentes no manejo de plantas daninhas em lavouras de soja. De acordo com o pesquisador da RTC/CCGL, Dr. Mário Bianchi, a escolha correta do herbicida, associada ao conhecimento do histórico da área e das espécies infestantes, é fundamental para garantir um controle eficaz e evitar perdas significativas de produtividade.
Segundo o pesquisador, o primeiro passo para um manejo eficiente é conhecer o histórico de infestação da lavoura. A definição do herbicida mais ajustado depende do conjunto de plantas daninhas presentes e de possíveis casos de resistência. Em muitos casos observados nos experimentos da RTC/CCGL, falhas de controle estiveram relacionadas a escolhas inadequadas de produtos frente às espécies predominantes, à presença de resistência de plantas daninhas aos mecanismos de ação utilizados e também à ausência de chuva após a aplicação, o que impede a incorporação do herbicida ao solo e reduz sua eficiência. “Os herbicidas pré-emergentes precisam de umidade para serem ativados no solo. Se a chuva não ocorre até dois dias após a aplicação, há risco de emergência de plantas daninhas antes que o produto se torne efetivo”, explica Bianchi.
Os resultados dos estudos realizados na safra 2024 demonstram diferenças expressivas na produtividade líquida das lavouras conforme a estratégia de manejo utilizada. Sem o uso de pré-emergente, apenas com aplicação de glifosato em pós-emergência no estádio V6 da soja, a produtividade alcançou 63 sacos por hectare. Já quando o herbicida pré-emergente foi associado ao glifosato, o rendimento subiu para 79 sacos por hectare. E, nas áreas em que o pré-emergente escolhido foi o mais ajustado às espécies de plantas daninhas presentes, aliado à aplicação pós-emergente, a produtividade chegou a 84 sacos por hectare, um ganho de 21 sacos em relação à área sem o uso do produto.
Esses resultados evidenciam o impacto da competição de plantas daninhas nas fases iniciais da cultura. “A competição até o estádio V6 da soja, especialmente com espécies como caruru, leiteira e papuã, pode reduzir a produtividade em mais de 20 sacos por hectare. Essa perda é irreversível”, ressalta o pesquisador.
O investimento necessário para o uso de herbicidas pré-emergentes, conforme levantamento realizado pela RTC/CCGL com base em dados de 13 cooperativas e empresas parceiras, varia de R$ 60 a R$ 90 por hectare, podendo chegar a R$ 150 em situações de maior complexidade, como áreas com presença de gramíneas resistentes. Na prática, esse valor representa aproximadamente o custo de um saco de soja por hectare, enquanto o retorno pode chegar a 10, 15 ou até 20 sacos a mais por hectare, dependendo das condições de infestação. “Estamos falando de investir o equivalente a um saco de soja para garantir a colheita de até 20 sacos adicionais. É uma das relações custo-benefício mais favoráveis no manejo da cultura”, destaca Bianchi.
O pesquisador também reforça que a decisão sobre qual herbicida utilizar deve priorizar a eficácia de controle e não apenas o preço do produto. “Primeiro escolhemos os herbicidas eficazes para as espécies presentes na lavoura. Entre esses, aí sim optamos pelo mais econômico. O erro é inverter essa lógica e escolher apenas pelo custo, comprometendo o resultado final”, afirma.
Com a crescente ocorrência de caruru resistente ao glifosato, os herbicidas pré-emergentes tornam-se uma ferramenta fundamental no manejo integrado de plantas daninhas. “Hoje, diante da resistência, o pré-emergente não é mais uma opção. É uma necessidade para manter a produtividade e a sustentabilidade da lavoura de soja”, conclui Bianchi.
A Rede Técnica Cooperativa (RTC), coordenada pela CCGL, atua em parceria com cooperativas singulares, pesquisadores e instituições de pesquisa, promovendo estudos aplicados e soluções técnicas que contribuem para o avanço da produtividade e da sustentabilidade nas lavouras do sistema cooperativo.
Fonte:https://rtc.coop.br/
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out 24 2025 Caruru-palmeri impõe desafio urgente ao manejo agrícola no Brasil
Planta daninha afeta produtividade de soja em diversas regiões produtoras
Uma das plantas daninhas mais agressivas da agricultura está avançando silenciosamente pelo campo. Trata-se do caruru-palmeri (Amaranthus palmeri), espécie invasora originária das Américas, que vem se consolidando como ameaça concreta às principais cadeias produtivas do país. Com resistência comprovada ao glifosato — herbicida base no manejo de culturas transgênicas — e capacidade de produzir até 600 mil sementes por planta, o caruru já compromete a produtividade de lavouras em estados como Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.
“Uma planta sozinha pode gerar um banco de sementes com milhões de unidades viáveis por ciclo. Isso facilita a infestação de novas áreas, principalmente quando não há controle eficiente”, explica Anderson Cavenaghi, professor da Univag-MT.
Além da alta produção de sementes, o caruru-palmeri apresenta crescimento acelerado — podendo atingir 4 cm por dia —, porte elevado (até 2 metros de altura) e fotossíntese do tipo C4, mais eficiente em condições tropicais. Tais características o tornam um competidor feroz por luz, água e nutrientes.
Estudos apontam que o caruru pode reduzir em até 91% a produtividade do milho, 79% na soja e 77% no algodão. Além das perdas diretas, a planta dificulta a colheita mecanizada e favorece o surgimento de pragas e doenças secundárias. Em propriedades onde há resistência múltipla, os custos com herbicidas já aumentaram até 70%, segundo levantamento realizado no Mato Grosso.
“O controle químico isolado já não funciona. Temos casos de resistência cruzada a inibidores da ALS e da EPSPS, o que torna o manejo químico muito limitado”, afirma Cavenaghi.
O papel dos pré-emergentes no combate
Frente à ineficácia do glifosato, o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação é apontado como estratégia prioritária. Um dos aliados nesse processo é a piroxasulfona, herbicida pré-emergente que atua antes do nascimento das plantas daninhas. Aplicado corretamente, cria uma janela de crescimento livre de competição, favorecendo o estabelecimento saudável da cultura principal.
“É fundamental que o produtor invista em pré-emergência com ativos eficazes e realize o manejo integrado, que inclui a limpeza de máquinas, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura”, ressalta o pesquisador.
Identificação
A correta identificação do caruru ainda nos estágios iniciais é desafiadora, especialmente pela semelhança entre espécies. “A distinção entre A. hybridus e A. retroflexus, por exemplo, só é possível com análise laboratorial ou já na fase de inflorescência”, aponta Cavenaghi.
Para conter o avanço do caruru, entidades de pesquisa têm investido em tecnologias de identificação precoce, como sensores ópticos e algoritmos de visão computacional. Ao mesmo tempo, campanhas educativas em cooperativas e sindicatos rurais visam ampliar o conhecimento técnico entre pequenos e médios produtores.
“O combate ao caruru exige uma atuação coordenada entre agricultores, consultores, empresas e órgãos de pesquisa. Não podemos subestimar o risco de novas infestações e o impacto sobre a rentabilidade das lavouras”, conclui Cavenaghi
Como o produtor pode agir hoje contra o caruru-palmeri
– Adote herbicidas pré-emergentes eficazes: Utilize ativos com mecanismos de ação diferentes, como a piroxasulfona, para impedir a emergência do caruru logo após o plantio.
– Realize a rotação de culturas: Alternar culturas reduz a pressão seletiva e dificulta o ciclo reprodutivo do caruru.
– Limpe maquinários e equipamentos: Evite a contaminação cruzada entre áreas ao lavar colheitadeiras, tratores e implementos após uso em áreas infestadas.
– Participe de projetos de monitoramento: Envie amostras de sementes para análise de resistência. Universidades, Embrapa e empresas de pesquisa recebem esse material e retornam com orientações técnicas.
– Evite deixar plantas atingirem a fase de sementes: Uma única planta pode gerar até 600 mil sementes. Eliminar os focos antes da floração é essencial.
– Fique atento aos sinais: Folhas ovadas com marcas em V, inflorescências densas e caules espessos são indícios de Amaranthus palmeri.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/
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out 24 2025 Colheita do trigo avança no RS
O tempo seco e ensolarado favorece a colheita do trigo, que atinge 10% dos 1.141.224 hectares cultivados no Rio Grande do Sul. A cultura encontra-se nas fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (40%). De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23/10), as condições meteorológicas do período, como temperaturas amenas, boa luminosidade e redução da umidade excessiva, favoreceram tanto a maturação quanto o início da colheita, em especial nas áreas de semeadura mais precoce. De modo geral, as lavouras de trigo apresentam elevado potencial produtivo, sobretudo nos cultivos conduzidos sob manejo adequado de adubação e controle fitossanitário.
A pressão de doenças fúngicas, como giberela, brusone e ferrugens, é observada em diversas regiões, exigindo atenção e aplicação de fungicidas em áreas não colhidas. Já o estado sanitário geral está satisfatório. Os índices de PH dos grãos colhidos permanecem, em sua maioria, acima de 78, indicando boa qualidade industrial. As produtividades variam entre 2.400 e 4.200 kg/ha, de acordo com a região, a tecnologia empregada e a intensidade de ocorrência de doenças. Conforme a reestimativa da Safra 2025, realizada pela Emater/RS-Ascar, a produtividade revista, considerando o bom desempenho das lavouras, está em 3.261 kg/ha, sendo 8,81% superior à estimada no momento do plantio.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, as lavouras de trigo seguem em excelente condição fisiológica e sanitária, com 80% em enchimento de grãos, 15% em maturação e 5% em espigamento/floração. As chuvas do período foram benéficas à manutenção da umidade do solo, assegurando produtividades superiores a 3.900 kg/ha em áreas de alta tecnologia. O controle de doenças fúngicas está em finalização, com foco na giberela, ferrugens e oídio.
Aveia-branca – A cultura está em colheita, com bom desempenho produtivo, com produtividades de 2.300 a 2.900 kg/ha, conforme o nível tecnológico empregado. A qualidade de grãos e o peso hectolitro estão satisfatórios, dentro do padrão industrial. De forma pontual, registrou-se acamamento em lavouras de maturação avançada e danos localizados por granizo, sem impacto expressivo sobre a produtividade estadual. A reestimativa da Emater/RS-Ascar indica que estão cultivados 393.252 hectares de aveia-branca, com estimativa atual de produtividade de 2.445 kg/ha, representando elevação de 8,48% com a projetada no início do plantio.
Canola – A cultura da canola encontra-se entre as fases de maturação e colheita. As produtividades variam entre 1.500 e 2.100 kg/ha, conforme o nível tecnológico e as condições locais de cultivo. A qualidade dos grãos está satisfatória, mas, em parte das regiões, observam-se descontos por umidade e impurezas nos pontos de recebimento, o que reduz a rentabilidade. A dessecação pré-colheita tem sido adotada para uniformizar a maturação e otimizar o cronograma de colheita. Em linhas gerais, o ciclo da cultura caminha para o encerramento, com resultados dentro do esperado, ainda que abaixo do potencial em algumas áreas, devido à redução do estande de plantas na emergência e à irregularidade hídrica no início do ciclo. De acordo com a nova estimativa da safra realizada pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada com canola totalizou 176.076 hectares. A reavaliação aponta produtividade de 1.659 kg/ha, representando redução de 4,49% em relação a 1.737 kg/ha projetados no início do plantio.
Cevada – As lavouras estão nas fases de enchimento de grãos e maturação, com elevado potencial produtivo e condições fitossanitárias satisfatórias. A disponibilidade de radiação solar e a umidade do solo adequadas favorecem a maturação uniforme das espigas e o acúmulo de amido nos grãos, aspectos determinantes para a qualidade industrial do produto.
As lavouras de cevada implantadas mais precocemente estão em colheita, e as produtividades médias projetadas situam-se entre 3.800 e 4.000 kg/ha, índice considerado promissor e compatível com o padrão tecnológico empregado no cultivo. Se o tempo continuar firme, a qualidade dos grãos deve atender de forma plena às exigências da indústria cervejeira, especialmente quanto à capacidade germinativa e ao baixo percentual de impurezas. Na reestimativa da safra de cevada, a área cultivada é de 31.613 hectares. A estimativa atual de produtividade é de 3.458 kg/ha, representando elevação de 8,14% em comparação a 3.198 kg/ha projetados inicialmente pela Emater/RS-Ascar.
CULTURAS DE VERÃO
Soja – A semeadura encontra-se em fase inicial no Estado, limitada a áreas com condições adequadas de umidade. O avanço reduzido resulta da combinação entre fatores econômicos e físicos, como a estratégia de produtores de postergar o plantio, minimizando riscos de redução da disponibilidade hídrica em novembro e dezembro; a priorização da colheita dos cereais de inverno; as baixas temperaturas e a diminuição da umidade nos solos, em parte do Estado.Nas áreas de implantação da soja, é realizada a dessecação das coberturas vegetais e ajustes nas condições do solo para facilitar a semeadura. Em meio ao preparo, os produtores também têm encaminhado laudos para os agentes financeiros a fim de acessar a linha de crédito recentemente criada pelo Governo Federal, que busca auxiliar produtores rurais afetados por sucessivas frustrações de safra. Contudo, ainda se observa a possibilidade de redução no uso de fertilizantes, bem como maior emprego de sementes próprias, devido aos custos elevados de produção e às restrições de crédito.
Nos cultivos implantados, as sementes se encontram em fase de embebição e germinação. O avanço mais expressivo da semeadura da soja deve ocorrer a partir do final de outubro. Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Milho – A cultura de milho segue em ritmos distintos de semeadura no Estado e se desenvolve conforme as condições regionais de umidade e temperatura. Nas principais áreas produtoras, a semeadura está praticamente concluída, e as lavouras estão em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo. A boa disponibilidade hídrica e as temperaturas adequadas têm beneficiado a cultura, exceto em pontos isolados onde a falta de chuvas ou o excesso de umidade impuseram ajustes no calendário de plantio. Na Safra 2025/2026, a área total alcançará 785.030 hectares, segundo projeção da Emater/RS-Ascar, e a produtividade estimada é de 7.376 kg/ha.
As plantas apresentam estado vegetativo, vigor e arquitetura satisfatórios. A adubação de cobertura e o controle de plantas daninhas estão em andamento, enquanto o uso de fungicidas se intensifica nas lavouras próximas ao pendoamento. O uso do Manejo Integrado de Pragas (MIP) tem sido adotado, com monitoramento constante de cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e vaquinha (Diabrotica speciosa), e intervenções pontuais em áreas com maior incidência.
Milho silagem – A semeadura do milho para silagem se aproxima da metade da área prevista nas principais regiões produtoras, excetuando-se no Nordeste do Estado, onde as temperaturas estão mais baixas, e o plantio ocorre em época mais tardia. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (99%) e 1% das áreas mais precoces ingressam no estádio de florescimento. Em ambas as fases, observa-se excelente condição, como colmos robustos, bom índice de área foliar e elevada taxa de expansão das folhas, indicadores de nutrição e ambiente adequados ao crescimento. No entanto, observou-se redução no uso de fertilizantes minerais e maior adoção de adubação orgânica. Segundo a Emater/RS-Ascar, na Safra 2025/2026, a área de milho silagem alcançará 366.067 hectares e produtividade de 38.338 kg/ha.
Arroz – Houve avanço expressivo nas atividades de semeadura, favorecido pelo tempo seco em grande parte das regiões produtoras. A redução dos volumes de chuva também permitiu o acesso às áreas que apresentavam excesso de umidade, viabilizando o preparo do solo, a construção de taipas e a implantação das lavouras. Contudo, o andamento do plantio está heterogêneo entre as regiões. Nas áreas de várzea com drenagem mais lenta ou com histórico de precipitações recentes, a implantação está em fase inicial em razão do excesso de umidade para uso de maquinário. Já nas áreas em que o tempo se manteve firme, o plantio atingiu cerca de dois terços da área prevista em algumas localidades.
Em relação ao sistema de cultivo pré-germinado, as lavouras de arroz implantadas estão, em geral, em estádio vegetativo inicial, com desenvolvimento dentro da normalidade. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (Irga). A produtividade está estimada pela Emater/RS-Ascar em 8.752 kg/ha.
Feijão 1ª Safra – O andamento da semeadura de feijão se dá conforme as condições nas regiões produtoras. Nas áreas de segundo cultivo, o plantio está próximo da conclusão. No Sul do Estado, o processo ocorre de forma escalonada, estendendo-se por um período mais longo, conforme as condições de umidade e temperatura. Já nos Campos de Cima da Serra, a semeadura é tardia, realizada a partir de dezembro, após a colheita das lavouras implantadas mais precocemente em outras regiões.
A maior parte das lavouras de feijão está em fase de desenvolvimento vegetativo; nas mais precoces, inicia o florescimento. As condições climáticas das últimas semanas, como temperaturas em elevação e precipitações regulares, têm favorecido o estabelecimento e o crescimento das plantas. Em algumas áreas, o frio residual e as geadas pontuais causaram sintomas leves de encarquilhamento foliar, sem impacto relevante sobre o potencial produtivo. A área projetada de feijão 1ª safra é de 26.096 hectares. A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
O campo nativo apresentou desenvolvimento satisfatório, favorecido pelas condições do período, com aumento gradual da oferta de forragem e rebrote significativo. No campo nativo melhorado, foi possível permitir lotações adequadas e ganhos de peso, com utilização de sal proteinado em áreas entouceiradas. Nas pastagens de azevém, mesmo em fase de formação de sementes ou senescência, também ocorreu pastejo. Nas áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), houve retirada dos animais e dessecação da vegetação para implantação das lavouras de soja e de milho destinados à silagem. As pastagens perenes de verão intensificaram o rebrote, contribuindo de forma parcial para a alimentação dos rebanhos. A exuberante floração das diferentes espécies de maria-mole (Senecio spp.) em algumas localidades preocupou produtores, apesar da fase crítica para a intoxicação dos animais já ter passado.BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas áreas de ILP, os animais foram retirados para que fossem realizados os manejos necessários ao cultivo da soja, o que tem contribuído para o aumento da oferta de bovinos destinados à engorda, à terminação e ao abate. O rebanho apresentou condições corporais satisfatórias na maioria das propriedades. No aspecto sanitário, houve aumento da ocorrência de carrapatos e moscas.
BOVINOCULTURA DE LEITE – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em diversas propriedades da Campanha, a produção de leite reduziu em relação aos meses de agosto e setembro, em razão da transição entre pastagens e do desconforto térmico causado por dias de temperatura elevada. Para enfrentar a menor oferta de forragem, os produtores estão fornecendo silagem e ração aos rebanhos. Nas de Erechim, Ijuí, Passo Fundo e de Santa Maria, a boa oferta de forragem colaborou para a manutenção ou para o aumento do escore corporal e da produção. A suplementação com silagem foi utilizada nos sistemas a pasto.
OVINOCULTURA – Os produtores realizaram a seleção de matrizes e a compra de carneiros para a próxima fase reprodutiva. A esquila avançou e os rebanhos apresentaram condições corporais adequadas. Os cordeiros têm sido desmamados e recebem suplementação alimentar, visando à comercialização no final do ano. A ocorrência de verminose foi registrada em alguns rebanhos, com aparecimento de papeira e mucosas pálidas.
PISCICULTURA – Devido às condições meteorológicas do período, como aumento das temperaturas, e aos níveis adequados de água nos tanques e nos açudes em várias regiões, a atividade tem se intensificado. Os parâmetros de qualidade da água, como turbidez e oxigenação, ficaram dentro do esperado. Os piscicultores iniciaram a introdução de alevinos e ampliaram o arraçoamento. O aumento da oferta de nutrientes e das condições ambientais favoreceu o desenvolvimento de fitoplâncton e zooplâncton, o que contribuiu para o crescimento dos peixes nos viveiros.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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out 23 2025 Manejo preventivo é chave para evitar fitotoxicidade
As recomendações técnicas indicam realizar a dessecação antecipada
A ocorrência de plantas daninhas “no limpo” em sistemas de plantio direto é um desafio recorrente nas lavouras de verão subtropical, exigindo atenção especial ao manejo herbicida. Segundo Guilherme Oliveira, desenvolvedor de produtos para milho na GDM Seeds, a adoção de estratégias preventivas é essencial para evitar perdas de produtividade e reduzir riscos de fitotoxicidade.
O uso de herbicidas pós-emergentes como medida corretiva pode causar sintomas de sensibilidade no híbrido, especialmente quando associado a fatores como dose elevada, formulações mais agressivas e condições climáticas adversas que potencializam a absorção do produto. Embora a aplicação pós-emergente elimine o mato, o custo biológico imposto à planta é elevado, resultando em estresse e menor desempenho produtivo.
As recomendações técnicas indicam realizar a dessecação antecipada da área com produtos sem residual que comprometam a germinação e o desenvolvimento inicial do milho. Além disso, destaca-se a eficiência do sistema “Plante e Aplique”, que combina o plantio com o uso de herbicidas pré-emergentes, como estratégia ideal para controlar o banco de sementes e impedir novos fluxos de plantas daninhas no período mais sensível da cultura.
O manejo preventivo deve ser tratado como uma etapa estratégica do cultivo, não apenas como uma prática operacional. A escolha correta do manejo herbicida é fundamental para maximizar o potencial produtivo, evitando o estresse desnecessário da planta e os riscos de fitotoxicidade. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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out 23 2025 RTC alerta sojicultores para aumento da ocorrência da bicheira da semente no RS
A Rede Técnica Cooperativa (RTC) emitiu um alerta aos sojicultores do Rio Grande do Sul sobre a ocorrência significativa da bicheira da semente (Delia platura) nas lavouras do Estado. As condições atuais de umidade elevada, presença de restos culturais e temperaturas mais baixas estão favorecendo o desenvolvimento dessa praga, que pode comprometer o estande de plantas e afetar diretamente a produtividade das lavouras.
Segundo o pesquisador em entomologia da RTC/CCGL, Dr. Glauber Stürmer, a bicheira da semente é uma mosca cuja fase larval ataca principalmente os cotilédones das sementes de soja, causando a morte das plântulas e falhas na emergência. “Essa é uma praga extremamente silenciosa. Muitas vezes o produtor não visualiza o inseto, mas percebe o problema pelas falhas no estande de plantas”, explica o especialista.
De acordo com Stürmer, as condições climáticas registradas nos últimos dias, com umidade, material vegetal em decomposição e a onda de frio prevista para continuar, são ideais para o aparecimento e multiplicação da praga nas áreas de cultivo. “Temos observado ocorrências significativas em diferentes regiões do Estado, o que exige atenção redobrada neste momento inicial de plantio”, reforça.
A RTC orienta os produtores a intensificarem o monitoramento das áreas e verificarem a eficiência do tratamento de sementes, adotando medidas que favoreçam uma emergência rápida e uniforme da soja. Cuidados como a profundidade adequada de semeadura e o uso de sementes bem tratadas são fundamentais para reduzir os riscos de perdas.
O alerta reforça o compromisso da RTC em fornecer informações técnicas atualizadas que auxiliem os produtores e cooperativas na tomada de decisões preventivas durante o manejo da safra.
Fonte:https://rtc.coop.br/
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out 23 2025 Climacast de outubro destaca risco de chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas no RS
O Climacast Mensal, parceria entre a Agrymet e a RTC, trouxe uma análise detalhada das condições climáticas previstas para as próximas semanas e dos impactos esperados sobre os cultivos agrícolas no Rio Grande do Sul. A análise é da co-fundadora da Agrymet, Bárbara Sentelhas, que apontou tendências importantes para o período.
Segundo Bárbara, o estado deve registrar volumes expressivos de chuva nos próximos dias, especialmente no noroeste gaúcho, com acumulados que podem chegar a 100 milímetros. No entanto, a meteorologista destaca que essa condição será passageira, dando lugar a um período de maior estabilidade a partir da próxima semana.
As temperaturas também devem oscilar fortemente: após dias mais quentes, a entrada de uma nova massa de ar frio entre os dias 19 e 20 poderá provocar queda acentuada nas mínimas e até risco de geada tardia em regiões de maior altitude e áreas de baixada.
No cenário climático de médio prazo, os modelos internacionais indicam uma tendência de formação de uma La Niña fraca e de curta duração. O fenômeno, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, pode influenciar o regime de chuvas no estado. “Há uma probabilidade elevada de que o trimestre entre outubro e dezembro registre precipitações abaixo da média, sobretudo nas regiões norte e noroeste do Rio Grande do Sul”, explica Bárbara.
A especialista reforça que isso não significa ausência de chuva, mas sim uma redução no volume acumulado. “O estado continuará tendo eventos de precipitação, mas o total do período tende a ser inferior ao esperado para a época”, afirma.
Em contrapartida, a tendência para as temperaturas é de valores acima da média histórica, o que reforça o alerta para o manejo de culturas sensíveis ao calor e à falta de umidade.
Para os agricultores gaúchos, essas projeções exigem atenção redobrada nas estratégias de plantio e irrigação, especialmente nas regiões mais vulneráveis à irregularidade das chuvas.
O Climacast publicado faz parte da parceria entre a Agrymet e a RTC, com o objetivo de levar informações técnicas e acessíveis sobre o clima e seus impactos na produção agrícola. Acompanhe as próximas atualizações no aplicativo SmartCoop e nas plataformas da RTC.
Fonte:https://rtc.coop.br/
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out 21 2025 Competitividade do milho brasileiro pode ser comprometida
Plantio do milho no Brasil ultrapassa 30% da área prevista
De acordo com a análise divulgada nesta segunda-feira (20) pela Grão Direto, com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as lavouras de milho norte-americanas seguem em boas condições, com 66% das áreas classificadas como boas ou excelentes, superando a expectativa de 65%. O relatório indica bom potencial produtivo e aponta que a colheita deve avançar em ritmo acelerado, podendo superar 25% da área total projetada. A previsão de clima mais seco e quente deve favorecer o avanço das máquinas e ampliar a oferta nas próximas semanas. Apesar disso, a demanda pelo milho dos Estados Unidos permanece aquecida, o que tende a sustentar os preços mesmo diante da expectativa de alta produção.
No Brasil, o ritmo de exportações apresentou leve aumento nas últimas semanas, mas ainda está abaixo da média histórica para o período. Os compromissos firmados até o momento são significativamente menores em comparação ao mesmo período do ano anterior. A Grão Direto avalia que o país enfrenta dificuldades para manter sua competitividade frente a outros exportadores, como Argentina e Estados Unidos, que atualmente praticam preços mais baixos no mercado internacional. A análise destaca que a concorrência argentina deve se intensificar a partir de dezembro, com o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade para exportação, o que pode pressionar os prêmios pagos pelo milho brasileiro nos portos. Além disso, o avanço da colheita nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global e acentuar a perda de competitividade do produto nacional, especialmente se o câmbio não oferecer suporte adicional.
O plantio da primeira safra de milho no Brasil já ultrapassou 30% da área prevista, com destaque para o Sul do país, onde Rio Grande do Sul e Paraná registram avanço superior a 80%. As condições de desenvolvimento das lavouras são consideradas adequadas, embora algumas áreas enfrentem déficit hídrico. Nas demais regiões, o plantio ocorre em áreas irrigadas, o que tem garantido bom progresso mesmo com limitações climáticas pontuais. Até o momento, o ritmo de plantio segue dentro da média histórica, sinalizando boas perspectivas para a safra.
O mercado segue atento à evolução das condições climáticas na América do Sul, principalmente no Brasil e na Argentina. Qualquer atraso nas chuvas, redução da área plantada ou queda de produtividade pode gerar preocupação entre os agentes e atuar como fator de sustentação para os preços.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
out 17 2025 Previsão de chuva no final de semana e tempo estável a partir de segunda (20/10)
Dados são do Boletim Integrado Agrometeorológico
A previsão é de tempo instável em praticamente todo o Rio Grande do Sul em boa parte do final de semana. Há previsão de chuva fraca a moderada, pontualmente forte, principalmente nas regiões Oeste e Central, e de chuva fraca, localmente moderada, na porção leste, retornando a estabilidade no domingo (19/10).
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 42/2025, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (17/10): a aproximação de uma frente fria deve manter o tempo instável em grande parte do território, com precipitação ocorrendo em praticamente todas as regiões.
Sábado (18/10): o sistema deve atuar com maior intensidade sobre as porções central e norte do estado, reduzindo sua influência nas demais áreas. Assim, a previsão de chuva deve ficar restrita a essas regiões.
Domingo (19/10): a atuação de um sistema de alta pressão deve favorecer o retorno de tempo estável em todo o Rio Grande do Sul. Não há previsão de chuva significativa. A partir de domingo (19/10), as temperaturas entrarão em declínio.
Entre segunda (20/10) e quarta-feira (22/10): a atuação de um sistema de alta pressão deve favorecer a condição de tempo estável em todo o Rio Grande do Sul. Não há previsão de chuva significativa.
Os acumulados de precipitação previstos variam entre 10 e 100 milímetros na maior parte do estado. Nas áreas mais ao noroeste, os volumes poderão ultrapassar 100 mm em pontos isolados, enquanto no extremo sudeste os totais tendem a ser menores, não ultrapassando 50 mm.
Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial