Dara Luiza Hamann

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  • Pesquisa da RTC mostra que a escolha da cultivar pode dobrar a produtividade da soja

    A cada safra, uma nova história é escrita nas lavouras gaúchas. E, segundo o pesquisador em manejo de culturas da RTC/CCGL, Dr. Tiago Hörbe, essa narrativa começa muito antes da chuva “Quando o produtor sai com a plantadeira do galpão, ele já está definindo o enredo da safra”, afirma Hörbe. “A decisão sobre qual cultivar utilizar e como posicioná-la é determinante para o sucesso da produção. Depois que a semente está no solo, não há segunda chance. A próxima oportunidade virá apenas no ano seguinte.”
    Os resultados das pesquisas conduzidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) comprovam o peso dessa decisão. Em um mesmo talhão, sob as mesmas condições de solo, manejo e clima, a simples troca de uma cultivar por outra gerou diferença de até 15 sacas por hectare. “O ambiente era o mesmo o que mudou foi apenas o genótipo. E essa variação representa um impacto econômico expressivo”, pontua o pesquisador.
    Nos últimos cinco anos, a equipe da CCGL avaliou 20 cultivares de soja, de diferentes ciclos, em quatro épocas de semeadura, de outubro a dezembro. O estudo mostrou que o desempenho das plantas varia significativamente conforme o grupo de maturação e o momento de plantio, revelando um intervalo ideal entre 5 e 20 de novembro, quando as condições de água e luminosidade tendem a favorecer a expressão do máximo potencial produtivo.
    Ao compilar os resultados das cinco safras (2020 a 2024), a média das lavouras “erradas” ficou em 38 sacas por hectare, enquanto os experimentos mais assertivos alcançaram 81 sacas. “A diferença de mais de 40 sacas mostra o valor do planejamento. Não é sobre acertar o olho da mosca todo ano, mas sim sobre reduzir erros com estratégias simples, como o escalonamento de épocas de semeadura e grupos de maturação”, explica Hörbe.
    O estudo também analisou o comportamento climático do Rio Grande do Sul nas últimas três décadas. O levantamento indica que 72% dos anos são marcados por incertezas climáticas, entre episódios de La Niña, El Niño e neutralidade. “O produtor precisa entender que o clima é incerto, mas previsível dentro de certos padrões. Quando ele combina diferentes épocas de semeadura com cultivares de ciclos distintos, consegue driblar estresses hídricos, tanto precoces quanto tardios”, destaca o pesquisador.
    Com base em dados históricos, a RTC aponta que anos de La Niña fraca,condição projetada para a safra 2025/26, podem, inclusive, oferecer excelentes produtividades, desde que o manejo seja ajustado. “Muitos agricultores estão céticos após os desafios das últimas safras, mas os dados mostram que há boas perspectivas. O clima pode ser favorável, desde que a decisão técnica esteja correta”, reforça Hörbe.
    A recomendação prática é dividir a área em três blocos de semeadura, espaçados por cerca de dez dias, combinando cultivares de grupos de maturação com diferença mínima de cinco pontos. Essa estratégia amplia a estabilidade produtiva e reduz o risco de perdas concentradas por estresse climático. “O escalonamento é o que transforma a média em segurança. Quando o produtor distribui o risco, ele aumenta suas chances de acertar, independentemente do comportamento do clima”, resume o pesquisador.

    Pesquisa e tecnologia à disposição do produtor

    Os resultados apresentados fazem parte de uma ampla base de dados desenvolvida pela RTC, disponível na plataforma digital SmartCoop. “Nosso objetivo é dar previsibilidade à decisão do produtor. Dominar essa escolha é dominar o futuro da safra”, conclui Hörbe.
    Para quem deseja se aprofundar no tema, as análises completas estão disponíveis no canal da RTC no YouTube e na plataforma SmartCoop.

     

    Fonte:https://rtc.coop.br/

  • Impactos da compactação do solo na produtividade

    A compactação do solo tem se tornado um problema silencioso, mas de grande impacto na rotina produtiva das lavouras. Segundo informações de Alessandro Morais, Diretor Comercial Nacional Soucy, o processo ocorre quando a estrutura natural do solo se torna mais densa, com redução de poros e menor capacidade de infiltração de água e circulação de ar.

    Esse adensamento cria barreiras físicas ao desenvolvimento radicular. As raízes deixam de alcançar camadas mais profundas, perdem acesso a água e nutrientes e resultam em plantas menos resistentes ao estresse hídrico e com menor potencial produtivo.

    A infiltração também é afetada. O solo compactado aumenta o escoamento superficial, favorece a erosão e reduz o aproveitamento da chuva. Em muitos casos, a superfície fica encharcada enquanto as camadas internas permanecem secas, criando um ambiente desfavorável ao crescimento das culturas. Outro efeito está na oxigenação. A redução dos poros diminui a circulação de ar e compromete a respiração das raízes, além de reduzir a atividade de microrganismos benéficos e intensificar processos anaeróbicos, que favorecem o aparecimento de doenças.

    A eficiência da adubação cai de forma significativa porque as plantas exploram menor volume de solo e os nutrientes têm dificuldade de se mover. Isso aumenta o risco de perdas por lixiviação ou escorrimento. As consequências na produtividade podem alcançar até 30 por cento, com danos maiores em culturas mais sensíveis.

    A compactação também eleva os custos operacionais. A maior densidade do solo exige mais potência das máquinas, amplia o consumo de combustível e acelera o desgaste dos equipamentos. A biologia do solo é prejudicada pela redução da atividade de organismos essenciais para a fertilidade natural.

    Entre as causas mais comuns estão o tráfego intenso de máquinas, especialmente quando se utiliza pneus inadequados ou com pressão elevada, o manejo em condições úmidas, a baixa matéria orgânica e a ausência de plantas de raízes mais agressivas. Para prevenir ou corrigir o problema, Morais aponta soluções como esteiras de borracha, manejo de tráfego controlado, rotação de culturas, aumento da matéria orgânica, cobertura vegetal e descompactação mecânica planejada.

     Fonte:https://www.agrolink.com.br/
  • Encontro sobre Canola e Carinata reunirá 25 cooperativas em Cruz Alta

    A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a plataforma Smartcoop realizam, no dia 9 de dezembro, um encontro técnico estratégico voltado exclusivamente às cooperativas, com foco no papel cada vez mais relevante da canola e da carinata na agricultura do Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá no Auditório Central da CCGL, em Cruz Alta, e reunirá representantes de direção, áreas comercial e técnica de 25 cooperativas, além de especialistas, pesquisadores e lideranças do setor produtivo, para discutir avanços, mercado e oportunidades para o cooperativismo gaúcho.

    A programação contempla um panorama técnico atualizado sobre as pesquisas conduzidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), destacando resultados recentes e as principais possibilidades de uso das duas culturas como alternativas para o sistema de produção do Estado. Os participantes terão acesso a análises que evidenciam o potencial de expansão, bem como seus desafios e oportunidades sob a perspectiva das cooperativas e dos produtores rurais.

    Outro eixo central do encontro será dedicado ao mercado. Especialistas apresentarão cenários e tendências para a comercialização de canola e carinata, abordando demanda crescente, utilização industrial, perspectivas de preços e novas cadeias que vêm se estruturando no Rio Grande do Sul e no país. O objetivo é fornecer aos gestores das cooperativas elementos estratégicos para a tomada de decisão e o planejamento de médio e longo prazo.

    A programação inclui ainda uma mesa-redonda com lideranças do setor, que abordarão o papel das cooperativas no fortalecimento dessas culturas e as oportunidades que surgem diante do avanço tecnológico e da busca por sistemas mais eficientes e sustentáveis.

    Com a iniciativa, CCGL, RTC e SmartCoop reforçam o compromisso com a inovação, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento do cooperativismo. O encontro se consolida como um espaço de diálogo qualificado e de construção conjunta de estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio gaúcho.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Infestação de maria-mole e o risco da intoxicação em bovinos é tema de comunicado técnico da Secretaria da Agricultura

    Pesquisa foi feita em 2023 e 2024

     

    Uma boa cobertura vegetal e o pastoreio ovino são formas de controle mais eficazes contra a infestação de maria-mole (Senecio spp.), um grave problema que afeta a bovinocultura brasileira, especialmente a do Rio Grande do Sul. É o que apontou o estudo “Emergência e quantificação da infestação de maria-mole (Senecio spp.) em área de abrangência do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor – IPVDF”, realizado pelo pesquisador do Laboratório de Histopatologia, Fernando Karam em 2023 e 2024, em parceria com a Emater/RS-Ascar. A pesquisa deu origem ao Comunicado Técnico 11 “Infestação de maria-mole (Senecio spp.) e o risco da intoxicação: resultados de pesquisa”, lançado recentemente pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDPA/Seapi).

    Karam explica que a planta causa a seneciose, uma doença hepática fatal e sem tratamento nos animais, com alta letalidade (próxima a 100%). Segundo ele, nesses dois anos, foram visitadas propriedades rurais nos municípios de Guaíba, Eldorado do Sul, Viamão e Charqueadas. “Os resultados confirmaram o predomínio da infestação muito alta de maria-mole na maioria dos locais investigados e comprovaram que, nas poucas áreas de baixa infestação, esse fato deveu-se à boa cobertura vegetal e ao pastoreio ovino”, esclarece o pesquisador. “Essas medidas são as mais eficazes, entre outras, já que para a intoxicação nos animais não há soluções terapêuticas, e esse prejuízo na cadeia produtiva da bovinocultura é muito expressivo”.

    Karam conta que, principalmente no outono e no inverno, os bovinos ingerem acidentalmente a planta. “E nessa época ela possui alto teor de alcaloides tóxicos, exigindo controle por roçadas estratégicas, uso de ovinos e manejo do pasto para evitar mortes e grandes prejuízos econômicos”.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Cresce a preocupação com nematoides nas lavouras

    O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes

    Os nematoides vêm ganhando espaço nas lavouras e exigem atenção redobrada na condução das principais culturas. Esses organismos apresentam elevada capacidade de reprodução e, quando chegam ao sistema radicular das plantas, comprometem o desenvolvimento e reduzem o potencial produtivo. Nos solos agrícolas existe grande diversidade de espécies, algumas com funções benéficas ao ecossistema, outras atuando como predadoras e contribuindo para o equilíbrio biológico. Entre elas estão os fitoparasitas, que atacam raízes de soja, milho e algodão.

    O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes e a absorção de nutrientes, o que, segundo a ORÍGEO, pode resultar em perdas consistentes para a produção agrícola. Para enfrentar o problema, são necessárias práticas combinadas, entre elas rotação de culturas, agricultura regenerativa, variedades resistentes e ações que reduzam a presença dos nematoides no solo. Monitoramento frequente e identificação correta das espécies orientam o momento de intervenção.

    “Quando suas populações aumentam, esses organismos passam a comprometer o desenvolvimento das plantas, afetando o crescimento das raízes e a absorção de nutrientes. O resultado pode ser uma consistente redução do desempenho das lavouras e perdas para a produção agrícola”, explica João Brússolo, gerente de campanhas da ORÍGEO.

    “Insumos feitos com microrganismos e peptídeos naturais atuam de diferentes maneiras, reduzem risco de resistência e ainda contribuem para o bom desenvolvimento das plantas. São alternativas que acompanham a demanda por uma agricultura com menor impacto ambiental”, destaca o especialista da ORÍGEO.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Manejo integrado reforça proteção da soja

    “A agricultura é um sistema dinâmico e constantemente desafiador”

    O manejo integrado tem ganhado importância no controle prolongado de pragas e doenças da soja, especialmente em períodos marcados por maior diversidade climática. A prática contribui para sustentar a produção nacional, que em 2025 alcançou 169,5 milhões de toneladas, com mais de 100 milhões destinadas ao mercado internacional. A atenção contínua ao equilíbrio fitossanitário evita perdas e reduz o risco de retomada de problemas que antes estavam controlados.

    De acordo com Luiz Henrique Marcandalli, a redução recente de doenças como a ferrugem asiática resulta da combinação entre clima e manejos diversificados. Ele aponta, porém, que outras pragas ganham força quando produtos com efeitos secundários deixam de ser utilizados, abrindo espaço para inimigos que impactam diretamente a produtividade.

    “A agricultura é um sistema dinâmico e constantemente desafiador. Um bom exemplo são as plantas daninhas de folhas largas, que vêm desenvolvendo resistência a ativos como o glifosato, a principal ferramenta de controle, devido ao seu uso excessivo. Outro ponto de alerta: nunca se pode subestimar a ferrugem asiática, que mesmo com redução de ocorrência permanece entre os maiores inimigos da produtividade da soja, gerando perdas que podem chegar a 90% da produção, se não tratada. O mesmo pode se dizer sobre o percevejo. As doenças e pragas são diversas e exigem atenção o tempo todo. Por isso, o produtor precisa adotar estratégias variadas e bem estruturadas para garantir o sucesso da safra”, reforça.

    Nesse contexto, MIP, MID e MIPD se consolidam como estratégias que unem rotação de culturas, manejo do solo, uso racional de defensivos e tecnologias com diferentes modos de ação. A Rainbow apresenta soluções alinhadas a esse modelo, como o inseticida Aceway, à base de acetamiprido e bifentrina, e o fungicida Kromstar, composto por estrobilurina e triazol, indicados para ampliar a proteção da lavoura. A empresa afirma que essas ferramentas, somadas ao portfólio já registrado no país, reforçam o compromisso com produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.

     

    Fonte:https://www.agrolink.com.br/

  • “Chimarrão com Inovação” abordará uso de plantas para correção de solos contaminados com cobre

    Apresentação ocorrerá na sexta-feira (5/12), às 10h, no canal do DDPA no Youtube

    A utilização de plantas para a remediação de solos contaminados com cobre é o tema a ser abordado na próxima edição do “Chimarrão com Inovação”, na sexta-feira (5/12). O evento é organizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e será transmitido de forma online e gratuita, a partir das 10h, em seu canal no Youtube.

    Conforme o engenheiro agrônomo Natielo Almeida Santana, a contaminação por cobre é um grave problema ambiental, que afeta os solos de diversas regiões no mundo. “Uma das principais causas desta contaminação é a aplicação sucessiva e em altas doses de fungicidas que contêm cobre em vinhedos, além das atividades de mineração desse metal”, explica.

    A fitorremediação é uma técnica que utiliza plantas para descontaminar o solo. “Em algumas situações, o teor do cobre é tão elevado que dificulta o estabelecimento das plantas fitorremediadoras. A partir daí, estratégias biológicas podem ser utilizadas para aumentar o sucesso da fitorremediação, com o uso de adubos orgânicos, fungos micorrízicos e bactérias promotoras do crescimento”, detalha.

    Chimarrão com Inovação – Fitorremediação de solos contaminados com cobre

    Data: 5 de dezembro, sexta-feira

    Horário: 10h

    Link: https://www.youtube.com/live/V8xHRiETMqc

  • Chuvas abaixo da média previstas para os próximos três meses, aponta Copaaergs

    Probabilidade é de La Niña fraca até janeiro de 2026

    As projeções do Centro de Previsão Climática da NOAA (NOAA/CPC), nos Estados Unidos, indicam probabilidade acima dos 60% para ocorrência de La Niña até janeiro de 2026. É o que informa o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O prognóstico indica chuvas variando de normal a abaixo da média na maioria das regiões em dezembro de 2025 e janeiro e fevereiro de 2026. Maiores desvios negativos de precipitação pluvial devem ocorrer na metade sul e oeste do Estado, especialmente entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Nos meses janeiro e fevereiro, as precipitações pluviais ainda podem ficar ligeiramente abaixo da média, com maior irregularidade espacial.

    Há tendência de precipitação acima da média no nordeste do Estado em janeiro, retornando as condições de valores ligeiramente inferiores no nordeste e norte em fevereiro.

    As temperaturas do ar sobem gradativamente ao longo do trimestre, devendo ter anomalias mais positivas em relação aos meses anteriores, com possíveis ondas de calor. Com o aquecimento, eventos de granizo e tempestades típicas de verão, com rajadas de vento, podem ocorrer.

    O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de 13 entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.

    Fonte:https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • CCGL, RTC e Smartcoop promovem encontro técnico para debater o potencial da canola e da carinata no sistema produtivo do Rio Grande do Sul

    A Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a plataforma Smartcoop realizam, no dia 9 de dezembro, um encontro técnico estratégico voltado exclusivamente às cooperativas, com foco no papel cada vez mais relevante da canola e da carinata na agricultura do Rio Grande do Sul. O evento ocorrerá no Auditório Central da CCGL e reunirá especialistas, pesquisadores e representantes do setor produtivo para discutir avanços, mercado e oportunidades para o cooperativismo gaúcho.

    A programação contempla um panorama técnico atualizado sobre as pesquisas desenvolvidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), destacando resultados recentes e as principais possibilidades de uso das duas culturas como alternativas para o sistema de produção do RS. Os participantes terão acesso a análises que evidenciam o potencial de expansão, bem como, seus desafios e oportunidades do ponto de vista das cooperativas e dos produtores rurais.

    Outro eixo central do encontro será dedicado ao mercado. Especialistas apresentarão cenários e tendências para a comercialização de canola e carinata, abordando demanda crescente, utilização industrial, perspectivas de preços e novas cadeias que se estruturam no Estado e no país. O objetivo é fornecer aos gestores das cooperativas elementos estratégicos para tomada de decisão e planejamento de médio e longo prazo.

    A programação inclui ainda uma mesa-redonda com lideranças do setor, que abordarão o papel das cooperativas no fortalecimento dessas culturas e as oportunidades que surgem para o Rio Grande do Sul diante do avanço tecnológico e da busca por sistemas mais eficientes e sustentáveis.

    Com a iniciativa, CCGL, RTC e SmartCoop reforçam o compromisso com a inovação, o compartilhamento de conhecimento e o desenvolvimento do cooperativismo. O encontro se consolida como um espaço de diálogo qualificado e de construção conjunta de estratégias para ampliar a competitividade do agronegócio gaúcho.

    As cooperativas interessadas podem confirmar presença diretamente com a organização.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Manutenção que garante eficiência no plantio

    O trabalho começa no pré-plantio

    A preparação dos equipamentos antes da semeadura é apontada como etapa decisiva para assegurar precisão e rendimento na safra. A atenção com os dosadores de fertilizantes, segundo orientação técnica especializada, evita paradas indesejadas, falhas de distribuição e perdas que podem comprometer o desempenho final das lavouras. A busca por eficiência na agricultura atual depende tanto da qualidade dos insumos quanto do estado dos mecanismos responsáveis pela aplicação no campo.

    O trabalho começa no pré-plantio, com limpeza completa após o uso anterior, verificação de rolamentos, engrenagens, correntes e componentes de acionamento, além da inspeção dos sensores e da calibragem do mecanismo. A checagem do sem-fim, incluindo desgaste e compatibilidade com a dose, e a lubrificação correta, sem uso de produtos indevidos em peças plásticas, são etapas fundamentais. O nivelamento da plantadeira e a conferência da profundidade dos discos garantem regularidade ao conjunto, complementados pelo auxílio do aplicativo indicado pela empresa para aferir a regulagem.

    Durante o plantio, o monitoramento evita bloqueios. Se a máquina permanecer parada por mais de três dias, a remoção do fertilizante impede a formação de camadas que prejudiquem a distribuição. Após a operação, a limpeza imediata previne oxidação e desgaste. A escolha da dosagem influencia no modelo de sem-fim e exige regulagem específica, sem opção universal. Conforme explica Fábio Leone, promotor técnico especializado da FertiSystem, o cuidado deve começar antes. “Durante a semeadura para que o produtor não tenha nenhuma intercorrência, não precise parar em questão de tempo, por conta de algum eventual acidente ou problema que venha acontecer com os dosadores”, cita.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/