Dara Luiza Hamann

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  • Show Técnico Cooperativo acontece em dezembro e deve reunir mais de dois mil produtores em Cruz Alta

    Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL recebe o Show Técnico Cooperativo, com 28 cooperativas e oito estações de inovação que apontam tendências para o futuro da agricultura

    O campo que ajudou a escrever parte da história da agricultura gaúcha será, mais uma vez, palco de inovação e cooperação. Nos dias 17 e 18 de dezembro, o Campo Experimental da CCGL, às margens da ERS-342, em Cruz Alta, receberá a edição 2025 do Show Técnico Cooperativo, um encontro que pretende reunir mais de duas mil pessoas, produtores, pesquisadores, técnicos e famílias, em torno de um propósito comum: compartilhar conhecimento e discutir o futuro do agro.

    Promovido pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com a participação de 28 cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, o evento chega a edição 2025 com a proposta de mostrar resultados de pesquisa transformados em soluções práticas para o campo. Serão dois dias de imersão técnica em um dos espaços de pesquisa mais tradicionais do país, um local que, desde 1971, serve como vitrine para a inovação agrícola e símbolo do cooperativismo gaúcho.

    “Estamos preparando uma entrega técnica de alto nível para todos os participantes. Tudo aquilo que pesquisamos, testamos e validamos será apresentado no Show Técnico. Compartilhar conhecimento é a nossa missão”, destaca Geomar Corassa, gerente de Pesquisa da RTC/CCGL.

    Ao longo do evento, os participantes percorrerão oito estações técnicas, conduzidas por pesquisadores e especialistas. As temáticas passam por tecnologias digitais, como a plataforma SmartCoop, que vem ampliando o acesso à informação e à gestão de dados nas propriedades, Planejamento forrageiro, Manejo de doenças, Manejo de insetos praga, Qualidade do solo, Clima e sistemas de produção, Gestão e Irrigação e Manejo de Plantas daninhas

    Mais do que demonstrar novas práticas, cada estação será um espaço de diálogo e troca, no qual a pesquisa se junta a realidade do campo.

    O Show Técnico Cooperativo também vai ser mais uma vez, um ponto de encontro de gerações. Além da programação técnica, o evento contará com espaço kids, reforçando o papel social e comunitário das cooperativas. A entrada é gratuita através das cooperativas e mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado à entidades assistenciais.

    “A ideia é que o produtor venha com a família e viva o espírito cooperativista em sua forma mais completa”, reforça Geomar.

    Mais do que um evento técnico, o Show Técnico Cooperativo é uma celebração da força do cooperativismo gaúcho e da capacidade de inovação do campo. No mesmo solo onde a Fundacep iniciou sua trajetória de pesquisa há mais de meio século, o agronegócio do futuro continua a ser desenhado: com tecnologia, sustentabilidade e, acima de tudo, cooperação.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Pré-emergentes na soja exigem uso combinado no Cerrado

    O manejo inicial da lavoura de soja depende cada vez mais do uso eficiente de herbicidas pré-emergentes, segundo Ranuelli Renon Flor, engenheiro agronomo. Em áreas de alta infestação ou com histórico de resistência, o uso correto dessas moléculas garante um início de safra mais limpo e com menor competição por recursos. A combinação entre diferentes grupos químicos é essencial para ampliar o espectro de controle e evitar falhas no manejo.

    Entre os produtos mais utilizados no Cerrado, destacam-se três princípios ativos com funções complementares. O S-metolacloro, do grupo 15, tem se mostrado altamente eficaz no controle de gramíneas anuais como capim-arroz, milhã e braquiária. Ensaios indicam desempenho entre 85% e 95% quando aplicado em condições de boa umidade. Seu efeito sobre folhas largas é limitado, sendo comum a associação com outras moléculas para reforçar o controle.

    Já o diclosulam, pertencente ao grupo 2, oferece excelente desempenho sobre folhas largas como caruru, picão-preto, corda-de-viola e leiteiro. Pode alcançar até 95% de controle em espécies suscetíveis e mantém residual próximo a 60 dias, dependendo do clima e do solo. No entanto, requer atenção quanto ao risco de efeito residual sobre culturas implantadas na sequência.

    A flumioxazina, do grupo 14, é hoje uma das principais alternativas para o manejo de folhas largas resistentes ao glifosato. Estudos mostram eficácia entre 90% e 98% em espécies sensíveis, sendo especialmente útil contra caruru, picão-preto e apaga-fogo. Seu desempenho sobre gramíneas é mais moderado, mas torna-se muito eficiente quando associada a moléculas com residual prolongado.

    “Nenhum pré-emergente “faz tudo” sozinho. A escolha deve considerar: banco de sementes do talhão, textura e matéria orgânica do solo, histórico de resistência, necessidade de residual”, conclui.

     Fonte: https://www.agrolink.com.br/
  • 1º Tambotec destaca evolução da pecuária leiteira na Campanha Gaúcha e apresenta resultados de propriedades assistidas pela CCGL

    A comunidade de Santa Lúcia, em Candiota, foi palco neste sábado (15) do 1º Tambotec: Dia de Campo da Pecuária de Leite, um evento regional que reuniu produtores, entidades e cooperativas para discutir caminhos de desenvolvimento da atividade na Campanha. A iniciativa foi organizada de forma integrada pela CCGL, Prefeitura de Candiota, Sindicato Rural, EMATER/RS, SENAR, COOPAMPA e CAMAL/COTRIJUC, fortalecendo a união entre instituições que atuam diretamente no avanço produtivo do setor.

    O Tambotec teve como propósito aproximar produtores de fontes de conhecimento técnico, promover capacitação prática e apresentar resultados de propriedades que vêm transformando seus sistemas de produção a partir de acompanhamento especializado. Entre os destaques do dia esteve o case da propriedade de Agérico e Luci Mere, escolhida como anfitriã do evento por representar, de forma concreta, o impacto da assistência técnica continuada.

    Associados à CAMAL/COTRIJUC e produtores de leite CCGL, Agérico e Luci Mere iniciaram o trabalho com a assistência técnica gerencial da CCGL em agosto de 2022. Na época, buscavam superar desafios relacionados à produtividade e qualidade do leite, com meta de alcançar 22 litros/vaca/dia. A partir de um diagnóstico completo, conduzido pelo Assistente Técnico de Campo Thiago Pereira Vieira, a propriedade reorganizou o sistema produtivo, adotou novas práticas de manejo e implantou melhorias estruturais, como aquisição de ordenha canalizada.

    Os resultados vieram em etapas. Em apenas quatro meses a produtividade saltou de 10 para 18 litros vaca/dia; já em 2024, a maioria dos gargalos já havia sido solucionada, restando apenas ajustes de CCS, resolvidos no ano seguinte, com redução superior a 60% e adequação à normativa. A partir de ajustes de adubação e aumento da produção de milho, a propriedade ampliou a oferta de alimento e consolidou a evolução produtiva. Em 2026, a média atingiu 30 litros/vaca/dia, desempenho que contribuiu para um crescimento geral de 344,2% no período de três anos de assistência e um incremento produtivo de 89,93% por vaca entre 2022 e 2025.

    Seu Agérico ressaltou que o crescimento da propriedade foi uma surpresa até para ele. “Ter alcançado 30 litros de média me surpreendeu, porque o sonho era menor, mas a assistência nos provou que é sempre possível chegar a patamares maiores”, pontuou.

    Já o produtor Vener Ebert Enns destacou a remuneração adicional oferecida pela CCGL pela produção de sólidos no leite, através do programa Mais Sólidos, Maior Valor. A propriedade da família trabalha há quatro décadas com vacas Jersey, e se dedica a aumentar a produção de sólidos. “A CCGL agrega muito, com certeza, seja na remuneração por sólidos, seja na assistência, que nos ajuda muito na propriedade, especialmente no que se refere ao manejo de solos”, pontuou.

    A produtora Solange de Abreu, que prestigiou o Tambotec, relatou mudanças significativas após a assistência técnica da CCGL, que orientou a adoção de ajustes de dieta, manejo e seleção do rebanho. “A vaca entrega o que a vaca come. Aprendemos que pequenos ajustes fazem toda a diferença no resultado final”, destacou.

    Ela lembra que com a orientação do Thiago fez uma seleção nas vacas da propriedade, diminuiu o plantel, mas aumentou a produção. “Diminuímos o número de vacas e passamos de 3 para 8 mil litros de leite”, pontua.

    Thiago explica que, neste caso, após os ajustes, a produtora já está aumentando a reposição de animais com maior potencial genético.

    Para a CCGL, o Tambotec se consolida como um espaço de diálogo, qualificação e demonstração prática de que a evolução da pecuária leiteira na Campanha é resultado de cooperação entre entidades e produtores. A primeira edição do evento mostrou que o desenvolvimento regional passa pela troca de conhecimento e pela valorização de práticas que fortalecem a atividade de forma contínua e sustentável.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Mês de outubro registra chuvas abaixo da média

    Informações estão no Comunicado Agrometeorológico 93 da Seapi

     

    O mês de outubro, segundo o Comunicado Agrometeorológico nº 93, se caracterizou pelas chuvas abaixo da média no estado. O Comunicado é uma publicação mensal da equipe do Laboratório de Agrometeorologia e Climatologia Agrícola (LACA) do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    O total de chuva variou entre 50 e 150 mm, especialmente na região central do estado. No extremo sul, no entanto, os valores foram inferiores e variaram entre 30 e 50mm. Por sua vez, na porção norte, os totais mensais variaram entre 150 e 300 mm. Os menores valores foram registrados na região da Campanha e Fronteira Oeste, enquanto os maiores totais mensais ocorreram em áreas da divisa com Santa Catarina, no Litoral Norte e também na região Metropolitana de Porto Alegre e no Alto Uruguai.

    De acordo com o Comunicado, “na comparação com a normal climatológica padrão (1991-2020), a precipitação pluvial de outubro ficou abaixo da média em praticamente todo estado, com desvios negativos entre -25 e -100 mm, com áreas pontuais com desvios até -150 mm”.

    No mês de outubro, as temperaturas médias do ar ficaram entre 14°C e 20°C na maior parte do RS, configurando um padrão próximo da normalidade. Os valores mais elevados concentraram-se na porção noroeste e oeste, onde ocorreram áreas com médias próximas de 18°C a 22°C enquanto as menores médias ocorreram na região da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra, com valores variando entre 14°C e 16°C. Não houve registro de geadas durante o mês de outubro.

    Culturas

    A redução na disponibilidade hídrica no mês de outubro não chegou a trazer prejuízos ao crescimento e desenvolvimento das plantas na maioria das lavouras estabelecidas no estado. De modo geral, as condições de tempo seco foram favoráveis ao avanço da colheita das culturas de inverno, que vem apresentando bons rendimentos, e também para a semeadura do arroz, especialmente nas áreas que vinham apresentando atraso de semeadura em decorrência do excesso de chuvas do início da primavera. Para a cultura da soja, a semeadura avançou lentamente, tanto pela menor disponibilidade de umidade no solo em algumas regiões, quanto pela estratégia recomendada que é de escalonamento da semeadura para redução do risco climático. Em função das temperaturas do ar amenas observou-se redução na velocidade de germinação e emergência da soja em algumas áreas.

    As condições meteorológicas de outubro, de modo geral, foram favoráveis ao desenvolvimento das frutíferas na maior parte do Estado, especialmente as de clima temperado como videiras, pessegueiros, ameixeiras, kiwizeiros e caquizeiros, para as quais as expectativas são de boa safra, dada as condições registradas até o momento. No entanto, a ocorrência de dias com temperaturas mais baixas, no mês de outubro, pode ter prejudicado as frutíferas de clima tropical, como melancia e melão, que apresentaram em algumas regiões, desenvolvimento inadequado.

    Prognóstico climático

    O Comunicado indica também que as chuvas devem variar de normal a ligeiramente abaixo da média na maioria das regiões do Rio Grande do Sul nos meses de novembro e dezembro de 2025. O mês com maiores desvios negativos de precipitação pluvial deverá ser dezembro, especialmente na metade sul e no oeste do Estado. As temperaturas do ar sobem gradativamente, devendo ter anomalias mais positivas em dezembro. Os dados dos prognósticos são do Boletim Copaaergs.

    “O prognóstico de La Niña para essa safra, mesmo fraco e de curta duração, deve ser considerado como um sinal de atenção pelos produtores, pois deficiências hídricas podem ocorrer, mas não como uma tragédia anunciada. Condições de estiagens, recorrentes no Rio Grande do Sul, devem ser enfrentadas com planejamento e cuidados contínuos, especialmente com a adoção de estratégias de redução do risco climático como zoneamentos agrícolas, escalonamento de épocas de semeadura e seguro agrícola”, afirma a engenheira agrônoma e pesquisadora do DDPA, Amanda Heemann Junges, uma das autoras do Comunicado.

    Junges destaca ainda que é preciso observar os cuidados relativos ao uso e armazenamento de água, seja por meio de sistemas de irrigação e açudes, seja pela conservação e melhoria das propriedades dos solos, grandes armazenadores de água para os cultivos. Os outros autores da publicação são o meteorologista Flávio Varone, e as engenheiras agrônomas Loana Silveira Cardoso e Ivonete Fátima Tazzo, todos do DDPA/Seapi.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • PIB do Rio Grande do Sul cresceu 1,3% em 2023 após retração no ano anterior

    Setor agropecuário impulsionou o resultado, enquanto a indústria apresentou queda

    O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou crescimento de 1,3% em 2023, após retração de 2,6% em 2022. O resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo da agropecuária (+15,2%) e dos serviços (+2,3%), enquanto a indústria apresentou retração de 4,8%.

    Em valores correntes, o PIB gaúcho totalizou R$ 650,11 bilhões, o equivalente a 5,9% do total nacional, mantendo-se como o quinto maior PIB do país. As quatro primeiras posições foram ocupadas por São Paulo (31,5%), Rio de Janeiro (10,7%), Minas Gerais (8,9%) e Paraná (6,1%).

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14/11) e integram o Sistema de Contas Regionais (SCR), que fornece estimativas do PIB de cada Unidade da Federação pela ótica da produção, assegurando coerência e comparabilidade com o Sistema de Contas Nacionais (SCN) do Brasil.

    O levantamento é produzido anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com órgãos estaduais de estatística, secretarias estaduais de governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). No Rio Grande do Sul, o trabalho é realizado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

    Variação por segmento

    O crescimento da agropecuária (15,2%) foi determinado pela recomposição parcial da produção agrícola após os impactos da estiagem de 2022. As culturas da soja e do milho impulsionaram a expansão. O setor aumentou sua participação no Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia gaúcha, passando de 8,6% em 2022 para 8,8% em 2023.

    Na indústria, o resultado negativo refletiu a queda de 6,8% na indústria de transformação e de 2,5% na construção, apesar dos resultados positivos em eletricidade e gás, água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação (8,7%) e na indústria extrativa (2,0%). A participação do setor no VAB estadual passou de 26,7% para 26,5%.

    O setor de serviços, que representa 64,7% do VAB estadual, apresentou crescimento em todas as suas atividades, com destaque para outros serviços (+7,7%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (+6,6%), além de informação e comunicação (3,8%).

    PIB per capita

    O PIB per capita do Rio Grande do Sul foi de R$ 59.736,20 em 2023, valor 10,9% superior à média nacional (R$ 53.886,67). O dado posiciona o Estado na sétima colocação entre as unidades da Federação, atrás de Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Previsão é de tempo bom ao longo da semana no Estado

    Somente no domingo (16/11), há previsão de chuva em todo Rio Grande do Sul

    A previsão é de tempo bom para o Rio Grande do Sul ao longo da semana devido a um sistema de alta pressão, elevando as temperaturas.  Somente há previsão de chuva no domingo (13/11).

    As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 46/2025, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

    Sexta-feira (14/11): na metade Sul o sol e a nebulosidade esparsa devem prevalecer. Já na metade Norte, pode ocorrer pancada de chuva fraca a moderada.

    Sábado (15/11): o tempo deve mudar com ventos vindos do Norte que deixam o ar mais úmido e quente, aumentando a nebulosidade. Durante a tarde e a noite, devem ocorrer chuvas e tempestades isoladas no Oeste, Centro e Norte.

    Domingo (16/11): o avanço de uma frente fria deve formar áreas de instabilidade e espalhar chuva por todo o Estado, gerando potencial para tempestades em todas as regiões.

    Segunda-feira (17/11): o avanço de um sistema de alta pressão deve estabelecer a atmosfera a partir da Fronteira Oeste, garantindo sol, nuvens esparsas e temperaturas amenas.

    Terça-feira (18/11): a alta pressão deve manter o tempo firme, com predomínio de sol e condições estáveis em todo o Estado.

    Quarta-feira (19/11): as temperaturas se elevam em todas as regiões e, com maior conteúdo de umidade no ar, a nebulosidade pode se intensificar durante o dia.

     

    O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS.

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Centro de Pesquisa de Sementes é tema do próximo “Chimarrão com Inovação”

    Apresentação ocorrerá na sexta-feira (14/11), às 10h, no canal do DDPA no Youtube

     

    O Centro de Pesquisa de Sementes (Cesem), em Júlio de Castilhos, e seu papel para a evolução da Pesquisa Agropecuária Gaúcha é o tema a ser abordado na próxima edição do “Chimarrão com Inovação”, na sexta-feira (14/11). O evento é organizado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e será transmitido de forma online e gratuita, a partir das 10h, no canal do DDPA no Youtube.

    O Centro de Pesquisa de Sementes foi fundado em 1937 para desenvolver pesquisas na área de melhoramento de plantas anuais, como o trigo e, posteriormente, a soja. O cenário atual, marcado pelas mudanças climáticas, trouxe novas demandas de pesquisa para o Cesem.

    “As atividades de pesquisa na produção vegetal vem focando em sistemas de cultivo que coordenam técnicas de manejo de conservação do solo, integração de diferentes espécies anuais de cobertura e produção de grãos, integração lavoura-pecuária e potencialização de sistemas de cultivo com baixa emissão de carbono”, destaca a pesquisadora Liege Camargo da Costa, que atua no Cesem desde 2011.

    A apresentação também abordará o acordo de cooperação assinado entre a Secretaria e a Cooperativa Agrícola de Júlio de Castilhos (Cotrijuc) como um exemplo de parceria público-privada no fortalecimento da pesquisa agropecuária gaúcha.

    Chimarrão com Inovação – Centro de Pesquisa de Sementes e a evolução da pesquisa agropecuária gaúcha

    Data: 14 de novembro, sexta-feira

    Horário: 10h

    Link: https://www.youtube.com/live/RW9fsdw60cA?si=IEkPlFFWTtn0jtul

     

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Pesquisa da RTC mostra que a escolha da cultivar pode dobrar a produtividade da soja

    A cada safra, uma nova história é escrita nas lavouras gaúchas. E, segundo o pesquisador em manejo de culturas da RTC/CCGL, Dr. Tiago Hörbe, essa narrativa começa muito antes da chuva cair: nasce na escolha da cultivar.
    “Quando o produtor sai com a plantadeira do galpão, ele já está definindo o enredo da safra”, afirma Hörbe. “A decisão sobre qual cultivar utilizar e como posicioná-la é determinante para o sucesso da produção. Depois que a semente está no solo, não há segunda chance. A próxima oportunidade virá apenas no ano seguinte.”
    Os resultados das pesquisas conduzidas pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) comprovam o peso dessa decisão. Em um mesmo talhão, sob as mesmas condições de solo, manejo e clima, a simples troca de uma cultivar por outra gerou diferença de até 15 sacas por hectare. “O ambiente era o mesmo o que mudou foi apenas o genótipo. E essa variação representa um impacto econômico expressivo”, pontua o pesquisador.
    Nos últimos cinco anos, a equipe da CCGL avaliou 20 cultivares de soja, de diferentes ciclos, em quatro épocas de semeadura, de outubro a dezembro. O estudo mostrou que o desempenho das plantas varia significativamente conforme o grupo de maturação e o momento de plantio, revelando um intervalo ideal entre 5 e 20 de novembro, quando as condições de água e luminosidade tendem a favorecer a expressão do máximo potencial produtivo.
    Ao compilar os resultados das cinco safras (2020 a 2024), a média das lavouras “erradas” ficou em 38 sacas por hectare, enquanto os experimentos mais assertivos alcançaram 81 sacas. “A diferença de mais de 40 sacas mostra o valor do planejamento. Não é sobre acertar o olho da mosca todo ano, mas sim sobre reduzir erros com estratégias simples, como o escalonamento de épocas de semeadura e grupos de maturação”, explica Hörbe.
    O estudo também analisou o comportamento climático do Rio Grande do Sul nas últimas três décadas. O levantamento indica que 72% dos anos são marcados por incertezas climáticas, entre episódios de La Niña, El Niño e neutralidade. “O produtor precisa entender que o clima é incerto, mas previsível dentro de certos padrões. Quando ele combina diferentes épocas de semeadura com cultivares de ciclos distintos, consegue driblar estresses hídricos, tanto precoces quanto tardios”, destaca o pesquisador.
    Com base em dados históricos, a RTC aponta que anos de La Niña fraca,condição projetada para a safra 2025/26, podem, inclusive, oferecer excelentes produtividades, desde que o manejo seja ajustado. “Muitos agricultores estão céticos após os desafios das últimas safras, mas os dados mostram que há boas perspectivas. O clima pode ser favorável, desde que a decisão técnica esteja correta”, reforça Hörbe.
    A recomendação prática é dividir a área em três blocos de semeadura, espaçados por cerca de dez dias, combinando cultivares de grupos de maturação com diferença mínima de cinco pontos. Essa estratégia amplia a estabilidade produtiva e reduz o risco de perdas concentradas por estresse climático. “O escalonamento é o que transforma a média em segurança. Quando o produtor distribui o risco, ele aumenta suas chances de acertar, independentemente do comportamento do clima”, resume o pesquisador.

    Pesquisa e tecnologia à disposição do produtor

    Os resultados apresentados fazem parte de uma ampla base de dados desenvolvida pela RTC, disponível na plataforma digital SmartCoop. “Nosso objetivo é dar previsibilidade à decisão do produtor. Dominar essa escolha é dominar o futuro da safra”, conclui Hörbe.
    Para quem deseja se aprofundar no tema, as análises completas estão disponíveis no canal da RTC no YouTube e na plataforma SmartCoop.

     

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Chegada das chuvas: como controlar a mosca-dos-chifres

    Proteção e bem-estar para o rebanho

    Quando chega o período das águas, o cenário ideal para a pecuária nem sempre é apenas pasto verde e abundante: as condições de calor e umidade favorece o aparecimento de um grande inimigo da pecuária brasileira — a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Embora seja pequena em tamanho, essa praga tem impactos enormes na produtividade, no bem-estar animal e, consequentemente, nos resultados econômicos da fazenda.

    Bovinos infestados podem apresentar queda de ganho de peso (em alguns casos até 20 kg em 150 dias)* e redução na produção de leite, além de comportamento de estresse, irritabilidade e menor eficiência alimentar e reprodutiva.

    O brinco mosquicida da confiança do pecuarista, o TOP TAG 180, está de volta ao mercado. Desenvolvido pela Zoetis, líder global em saúde animal, o produto se destaca pela proteção de até 180 dias, maior concentração de Diazinon, o que potencializa a duração da proteção, aliando facilidade de uso, segurança e eficiência. Além disso, o produto possui carência zero para carne e leite, permitindo o uso durante a estação de maior desafio da mosca, sem comprometer o desempenho do rebanho nem a segurança alimentar.

    Segundo Elio Moro, gerente de Serviços Técnicos da Zoetis Brasil, o uso preventivo, antes de grandes infestações, é um fator chave para o sucesso no manejo sanitário. “Agir de forma preventiva garante não apenas bem-estar para os animais, mas também maior produtividade”, afirma.

    Bovinos com menos moscas tem menos estresse, gastam menos energia tentando se livrar das moscas, se alimentam de forma adequada e consequentemente apresentam melhores indicies zootécnicos, especialmente em sistemas de produção intensiva.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • ‘A falta de informação jurídica custa caro ao produtor’ diz Fabio Lamonica ao destacar riscos no campo

    Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.

    Perdas no campo

    Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.

    Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.

    Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor

    Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.

    Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.

    Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.

    No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.

    Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.

    Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas

    O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.

    “O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.

    Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.

    Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.

    Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais.

     

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/