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ago 25 2026 Cuidados na pós-colheita ajudam a preservar a qualidade dos grãos
Durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão apresentadas tecnologias e práticas que podem auxiliar as famílias produtoras nos processos de secagem e armazenagem de grãos, diminuindo perdas, otimizando o uso de energia e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa. Cada etapa, da colheita ao armazenamento, influencia a qualidade e o aproveitamento dos cereais produzidos nas propriedades rurais.
Sensores capazes de acompanhar temperatura e umidade, que permitem identificar alterações no ambiente dos silos e tomar decisões antes que problemas comprometam a qualidade do produto, farão parte das demonstrações. Assim como o controle automatizado de sistemas de aeração e secagem, que possibilita utilizar os equipamentos somente quando necessário, evitando consumo excessivo de energia e combustível.
Além da tecnologia, o manejo adequado continua sendo fundamental para preservar a produção. A regulagem das máquinas durante a colheita, o acompanhamento das perdas no campo, a correta determinação da umidade dos grãos e os cuidados com limpeza, classificação e armazenamento são medidas que ajudam a reduzir desperdícios e manter a qualidade do produto e serão temas tratados ao longo do evento.
De acordo com o extensionista rural Rodrigo Sasso, a adoção de soluções adaptadas à realidade das pequenas propriedades é um dos caminhos para proporcionar autonomia às famílias no pós-colheita. “O modelo de silo secador que é apresentado garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural”, explica.
A eficiência no pós-colheita também está relacionada à sustentabilidade da produção. Processos de secagem mais precisos podem reduzir o consumo de energia e combustíveis, enquanto a diminuição das perdas evita que recursos utilizados na produção sejam desperdiçados. Dessa forma, o cuidado com os grãos após a colheita contribui não apenas para a conservação da qualidade e da renda, mas também para a redução dos impactos ambientais da atividade.
Segundo o extensionista rural, manter o grão na propriedade também representa uma estratégia de sustentabilidade e segurança para as famílias, ao possibilitar a formação de reservas econômicas, energéticas e alimentares.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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ago 24 2026 Trigo mantém potencial produtivo satisfatório no RS apesar das condições meteorológicas
As lavouras de trigo apresentam desenvolvimento regular no Rio Grande do Sul, parcialmente prejudicado pelo excesso de precipitações, pela persistência de nebulosidade e pela baixa disponibilidade de radiação solar. Apesar das limitações meteorológicas, o potencial produtivo permanece, em geral, satisfatório.
Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta sexta-feira (21/08), essas condições reduziram a taxa de crescimento e retardaram a progressão fenológica em parte das lavouras. Como consequência, observam-se plantas de menor porte, coloração verde-pálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores. Também se observa a formação de colmos mais delgados, levando ao menor acúmulo de biomassa.
Em termos fenológicos, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, que representam 82% da área. As parcelas implantadas mais precocemente avançam para a floração, com 14%, e para o enchimento de grãos, com 4%.
O prolongado período de molhamento foliar e a elevada umidade têm aumentado a pressão de doenças – especialmente oídio, manchas foliares e ferrugens. Nas áreas em floração, a elevada umidade do solo vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas.
A área projetada para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média, de 2.701 quilos por hectare.
Canola
As lavouras de canola apresentam estabelecimento e desenvolvimento adequados. Predominam as fases de florescimento, formação de síliquas e enchimento de grãos. A estrutura reprodutiva demonstra, em geral, elevada emissão floral e bom potencial de formação de síliquas. Porém, em algumas áreas, é observada redução no desenvolvimento dessas estruturas e no número de sementes por síliqua.
O excesso de precipitações, a persistência de elevada umidade e a baixa luminosidade também interferiram no desempenho das parcelas mais tardias e aumentaram a preocupação com a polinização e a condição física do solo.
Em termos fitossanitários, foram identificados focos localizados de traça-das-crucíferas, com danos às síliquas, além da necessidade de monitoramento para as doenças canela-preta e mofo-branco. Apesar de as condições meteorológicas terem imposto restrições ao acesso às lavouras e à realização de tratamentos, o quadro sanitário está, em geral, favorável, e o potencial produtivo permanece positivo.
Carinata
Os cultivos de carinata apresentam evolução fenológica concentrada nos estádios reprodutivos, acompanhando o padrão observado para outras brássicas de inverno. A maior parte das áreas se encontra em florescimento ou enchimento de grãos, com desenvolvimento considerado satisfatório e sem registro de problemas fitossanitários expressivos nas áreas.
A condição meteorológica de elevada umidade exigiu atenção dos produtores à evolução das estruturas reprodutivas. Porém, até o momento, não alterou de forma significativa o potencial produtivo.
Aveia-branca
As lavouras de aveia-branca apresentam desenvolvimento variável entre as regiões do Estado, mas ainda predomina o estágio final da fase vegetativa. Como resultado da elevada umidade no ambiente e das temperaturas amenas, observou-se o aumento da incidência de doenças, especialmente ferrugens, manchas foliares e giberela, exigindo maior monitoramento e controle.
Embora algumas áreas mantenham bom desenvolvimento e sanidade, há registros de queda no potencial produtivo devido à maior incidência de doenças e à elevada umidade em alguns cultivos.
Cevada
As lavouras de cevada apresentam padrão satisfatório. Entretanto, houve redução no ritmo de desenvolvimento devido à baixa luminosidade e à recorrência de chuvas. Observa-se amarelecimento das folhas basais em parte das áreas, mesmo sem elevada incidência de doenças até o momento.
Há preocupação dos produtores com a evolução da cultura para os estádios reprodutivos sob elevada umidade, pois se eleva o risco de doenças fúngicas, especialmente de giberela, cuja infecção ocorre durante o florescimento. A recorrência das precipitações tem reduzido as janelas para a realização dos tratamentos preventivos, que precisam ser efetuados antes da infecção pelo patógeno.
Fonte: https://www.emater.tche.br/site/index.php
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ago 17 2026 Maior parte das lavouras de canola está em floração no Rio Grande do Sul
A cultura da canola apresenta evolução predominantemente reprodutiva no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na sexta-feira (14/08), 69% das lavouras estão em floração, 23% em desenvolvimento vegetativo, e 8% em enchimento de grãos. Algumas áreas da região Noroeste estão em processo de maturação.
O desenvolvimento geral dos cultivos é considerado satisfatório, com adequado estabelecimento, vigor vegetativo e condição sanitária na maior parte das áreas. Porém, as chuvas frequentes, a elevada umidade relativa e a baixa radiação solar têm limitado a drenagem do solo e reduzido temporariamente a atividade dos insetos polinizadores, além de favorecer doenças.
Pontualmente, foram observados impactos de granizo e, em áreas sujeitas a maior volume de chuvas, possibilidade de perdas de solo e nutrientes por lixiviação. A condição fitossanitária está, de modo geral, adequada e os produtores fazem o monitoramento direcionado à praga traça-das-crucíferas e às doenças canela-preta e mofo-branco.
Trigo
A semeadura do trigo já foi concluída no Estado. Os cultivos estão em desenvolvimento vegetativo (89%), em floração (10%) e em enchimento de grãos (1%). O potencial produtivo se mantém dentro da expectativa inicial para a safra, embora as condições meteorológicas do período tenham provocado efeitos conforme a região e a época de semeadura.
A elevação das temperaturas acelerou o crescimento e antecipou as fases de elongação do colmo, espigamento e início do florescimento em parte das lavouras. Em áreas submetidas a chuvas frequentes, à elevada nebulosidade e à baixa radiação solar, observa-se maior alongamento das plantas, redução da coloração foliar e, em alguns casos, desenvolvimento vegetativo aquém do potencial, associado também à lixiviação de nitrogênio.
Em termos fitossanitários, a elevada umidade tem proporcionado condições favoráveis à incidência de manchas foliares, aumentando a atenção fitossanitária nas lavouras que ingressam no estágio de florescimento, especialmente pelo risco de giberela. A incidência de insetos-praga continua baixa, e a sanidade geral é considerada satisfatória.
Os produtores efetuam a adubação nitrogenada em cobertura, o controle de plantas indesejáveis e os tratamentos fungicidas. Em algumas áreas, a elevada umidade do solo tem restringido o trânsito de máquinas e retardado os manejos.
Carinata
A carinata apresenta predominância de estágios reprodutivos, sendo 59% em floração, 5% em enchimento de grãos, e 36% em desenvolvimento vegetativo. A evolução ocorre de modo satisfatório, mas a ocorrência de chuvas frequentes e de elevada umidade relativa coincidente com a fase de floração, em parcela expressiva das lavouras, condiciona o ritmo de atividade dos polinizadores e mantém atenção redobrada à sanidade das plantas.
Cevada
As lavouras estão predominantemente em desenvolvimento vegetativo (91%), em floração são 8% e em enchimento de grãos aproximadamente 1%. A elevação das temperaturas acelerou o crescimento, levando uma parcela expressiva das áreas para as fases de elongação do colmo e emissão das espigas.
A condição geral está satisfatória, mas o avanço fenológico ocorre sob elevada umidade, o que favorece a ocorrência de ferrugens e de manchas foliares, além de aumentar a demanda por acompanhamento fitossanitário. Em algumas áreas, também se verificou necessidade de reforço da adubação nitrogenada em cobertura.
Aveia-branca
As lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Aproximadamente 65% da área está em desenvolvimento vegetativo, 24% em floração e 11% em enchimento de grãos. O aspecto geral dos cultivos e o potencial produtivo estão apropriados, embora sejam observados danos pontuais decorrentes das condições climáticas do período e das deficiências nutricionais em algumas áreas.
Em geral, as condições fitossanitárias estão adequadas, mesmo com o aumento da incidência de ferrugens e de manchas foliares em algumas regiões, o que demanda monitoramento e controle.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 11 2026 Cooperativismo amplia competitividade no agronegócio
O cooperativismo tem se consolidado como uma estratégia capaz de ampliar a competitividade no agronegócio ao reunir produtores em torno de objetivos comuns. A avaliação é de Adriano Leite, diretor da Xs3 Consultoria, que destaca a força econômica criada quando produtores individuais passam a atuar de forma coletiva.
Na prática, a associação permite ganhar escala, reduzir custos, melhorar o acesso a tecnologia e crédito e ampliar o poder de negociação. Esse movimento também pode aumentar a capacidade de capturar valor ao longo da atividade, especialmente para pequenos e médios produtores que, isoladamente, enfrentariam mais dificuldades para acessar mercados, logística, conhecimento e soluções tecnológicas.
O desempenho das grandes cooperativas do agro brasileiro reforça essa lógica. Há organizações que movimentam bilhões de reais em receita, demonstrando que cooperação e eficiência empresarial podem avançar juntas. Mais do que compartilhar resultados, o modelo amplia a capacidade competitiva dos associados e cria condições para uma atuação mais estruturada no mercado.
Segundo a análise apresentada por Leite, a principal lição para o ambiente de negócios é que crescer não exige, necessariamente, fazer tudo sozinho. A escolha de parceiros e a construção de relações coletivas podem se transformar em vantagem competitiva quando há estratégia e boa execução.
No agronegócio, essa dinâmica mostra que cooperação pode gerar escala, eficiência e valor. O modelo também abre espaço para uma reflexão sobre seu potencial de aplicação em outros setores da economia, principalmente em atividades nas quais empresas e profissionais enfrentam desafios semelhantes de acesso, custo e negociação.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 10 2026 Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul
As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.
De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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ago 06 2026 O que pode mudar com a queda da safra de trigo?
O setor de moagem de trigo entrou em alerta diante das perspectivas para a safra de 2026. A combinação de menor produção nacional, aumento da necessidade de importações e custos elevados no mercado internacional deve ampliar a pressão sobre a cadeia de abastecimento e a indústria de alimentos, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).
Considerado um dos principais alimentos da segurança alimentar mundial, o trigo responde por cerca de 20% das calorias e proteínas consumidas no planeta, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). No Brasil, o cereal é a base para a fabricação de produtos como pães, massas, biscoitos e bolos.
Como o país depende de importações, principalmente da Argentina, o mercado brasileiro permanece exposto às oscilações externas. “O Brasil não é autossuficiente em trigo e, por isso, qualquer turbulência externa tem impacto direto sobre custos, disponibilidade e previsibilidade do abastecimento”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Associação Brasileira da Indústria do Trigo, Rubens Barbosa.
Entre os fatores que aumentam a preocupação do setor estão os conflitos entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio, que seguem pressionando o mercado global de commodities. Segundo a entidade, esse cenário eleva os custos de energia, combustíveis, fretes, seguros e logística, tornando mais cara a importação do cereal e dificultando o planejamento das indústrias moageiras.
No mercado interno, o quadro também inspira cautela. De acordo com a Conab Companhia Nacional de Abastecimento, a combinação de fatores climáticos e econômicos reduziu a área cultivada e deverá resultar em uma safra de trigo 23,5% menor em 2026 na comparação com o ano anterior. A projeção também indica que as importações em 2027 deverão aumentar em 1,9 milhão de toneladas.
Além da menor produção prevista, o excesso de chuvas registrado no Rio Grande do Sul, principal estado produtor de trigo do país, gera incertezas sobre a produtividade, a qualidade dos grãos e o volume efetivamente disponível da safra atualmente em colheita. “Estamos diante de um cenário que combina menor oferta interna, maior necessidade de importação e custos internacionais mais elevados. Isso aumenta significativamente a complexidade da operação das indústrias moageiras”, destaca Barbosa.
Outro ponto de atenção para o setor é o mercado de farelo de trigo. A queda nas cotações do milho reduziu o valor desse coproduto, comprometendo parte da receita das indústrias de moagem e pressionando os custos de produção.
“Quando o farelo perde valor, parte importante da receita da indústria é afetada. Isso acaba pressionando o custo final da farinha e, por consequência, de diversos alimentos consumidos diariamente pela população. Diante desse cenário, garantir o abastecimento em quantidade, qualidade e custo adequados torna-se um desafio crescente”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo.
Apesar das dificuldades, a entidade afirma que não há risco de desabastecimento de trigo no mercado brasileiro. Segundo Barbosa, o setor segue adotando medidas para manter o fornecimento regular da matéria-prima. “A segurança do abastecimento de trigo passa por planejamento, gestão de riscos e acompanhamento constante dos mercados. O setor está mobilizado, mas o contexto exige vigilância permanente”, conclui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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ago 05 2026 Tratamento de sementes reduz doenças nas lavouras
A sanidade das sementes tem ganhado espaço entre os principais fatores que determinam o desempenho das lavouras, ao lado das qualidades genética, física e fisiológica. Embora pouco conhecida fora do meio técnico, essa característica é considerada decisiva para evitar a disseminação de patógenos que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade das culturas.
Segundo o presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), engenheiro agrônomo e professor sênior da ESALQ-USP, José Otávio Menten, a semente é a forma mais eficiente de transporte de agentes causadores de doenças. “Não existe maneira mais eficiente de um patógeno ser transportado e depois transmitido para a planta do que pela semente. Ele pode vir pelo vento, pela água ou por vetores, mas na semente ele já está junto com seu hospedeiro.”
O pesquisador explica que o controle dos patógenos ainda na fase da semente reduz o risco de prejuízos durante todo o ciclo da cultura. De acordo com Menten, quando a infecção ocorre logo no início do desenvolvimento da planta, os impactos tendem a ser maiores devido à multiplicação contínua do agente causador da doença.
“Quanto mais cedo uma doença aparece, maior dano vai ter, porque vão ter mais ciclos daquele patógeno. Além disso, patógenos associados às sementes podem matar a semente ou causar tombamento ou “damping-off” que reduzem a população de plantas. Também podem debilitar as plantas através de podridão das raízes e lesões nas hastes. Por isso a sanidade deve receber a mesma atenção dedicada às qualidades genética, física e fisiológica das sementes. O tratamento de sementes é uma tecnologia extremamente importante porque permite controlar tanto patógenos associados à própria semente quanto aqueles presentes no solo, reduzindo o inóculo inicial e diminuindo a necessidade de aplicações posteriores durante a safra”, afirma.
Apesar de os métodos tradicionais de análise continuarem amplamente utilizados, o avanço da biologia molecular, da inteligência artificial e das ferramentas de análise de dados deve ampliar a capacidade de monitoramento da sanidade das sementes. Essas tecnologias prometem tornar os diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis aos produtores.
Na avaliação de Menten, um dos principais desafios da pesquisa será integrar essas novas ferramentas para identificar com maior precisão os patógenos de maior relevância para cada cultura. “Com essas técnicas de inteligência artificial, de bancos de dados bem organizados, isso vai nos auxiliar bastante a termos maior clareza de quais são as principais limitações.”
O especialista acredita que o cruzamento de grandes volumes de informações permitirá avaliar de forma mais consistente os riscos fitossanitários e mensurar o impacto econômico da presença de diferentes patógenos nas sementes.
O aumento do potencial produtivo das cultivares também elevou a importância da sanidade das sementes. Com materiais genéticos mais exigentes, o manejo precisa ser mais preciso desde o estabelecimento da lavoura para preservar o potencial produtivo das plantas.
Nesse cenário, Menten destaca que o tratamento biológico de sementes, associado aos produtos químicos, desponta como uma das principais linhas de pesquisa na agricultura. “Nós estamos numa época que eu gostaria de estar me formando agora. Agora nós estamos numa agricultura muito mais refinada. Hoje nós temos materiais e tecnologias que exigem que o profissional entenda com muito mais precisão e possa tomar decisões muito mais baseadas em ciência e tecnologia.”
Fonte:https://www.agrolink.com.br/
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ago 05 2026 Remanufatura reduz custos: Entenda
A busca por eficiência na operação de máquinas agrícolas tem ampliado o interesse por soluções capazes de reduzir custos sem afetar a produtividade. Entre essas alternativas está a remanufatura de componentes, processo que recupera peças originais e permite seu retorno ao campo com padrões equivalentes aos de fábrica.
Na Massey Ferguson, por exemplo, motores e transmissões são desmontados, inspecionados e recuperados por profissionais especializados. Itens desgastados são substituídos por componentes genuínos, enquanto as demais partes passam por validação técnica. Antes da comercialização, os conjuntos são submetidos a testes de desempenho, segurança e qualidade.
A empresa destaca que a remanufatura combina confiabilidade, disponibilidade e economia. Como os componentes já estão prontos para substituição, o tempo de máquina parada pode ser reduzido, fator importante em períodos como plantio e colheita.
O custo também é um atrativo. As peças remanufaturadas podem ser, em média, até 30% mais baratas que as novas e mantêm o mesmo prazo de garantia de fábrica.
O processo ainda contribui para o uso mais eficiente de recursos. O reaproveitamento reduz a demanda por matérias-primas, o consumo de água e energia e a geração de resíduos, além de prolongar a vida útil das máquinas. “Quando recuperamos um componente original, estamos aproveitando todo o conhecimento de engenharia incorporado àquela peça e oferecendo ao produtor uma solução que alia desempenho, economia e sustentabilidade. É uma forma eficiente de prolongar a vida útil das máquinas e contribuir para uma agricultura cada vez mais responsável com os recursos disponíveis”, destaca Breno Cavalcanti, diretor de Marketing da Massey Ferguson..
Fonte: https://www.agrolink.com.br/ -
ago 03 2026 Soja fechou o mês de julho em queda
A soja encerrou julho com queda nos preços no mercado brasileiro, depois de acumular fortes avanços nas semanas anteriores. Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento ocorreu com o aumento da disponibilidade do grão no mercado spot, a menor atuação dos compradores e a pressão de fatores externos.
Conforme dados divulgados pelo Cepea, mesmo com a baixa registrada nos últimos dias do mês, julho terminou com resultado positivo para a oleaginosa. As médias mensais alcançaram os maiores níveis de 2026, considerando valores reais.
A mudança de direção das cotações ocorreu após a redução do espaço disponível para embarques em agosto nos principais portos brasileiros. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a limitação das cotas direcionou uma quantidade maior de soja ao mercado spot nacional, ampliando a oferta e enfraquecendo os preços.
Ao mesmo tempo, a procura perdeu intensidade. De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos consumidores haviam antecipado as compras nas semanas anteriores e, no encerramento de julho, evitaram operações envolvendo volumes elevados.
O cenário internacional também pesou sobre o mercado. Segundo o Cepea, as condições climáticas mais favoráveis melhoraram as expectativas para a safra dos Estados Unidos. A desvalorização do petróleo completou o conjunto de fatores que reforçou a queda das cotações.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/
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jul 30 2026 Chuvas desafiam manejo de lavouras no oeste gaúcho
O El Niño vem afetando os manejos agrícolas na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, especialmente em cultivos de inverno e na preparação das áreas que receberão as lavouras de verão. A avaliação é do engenheiro agrônomo Edison Jacociunas, que destaca os impactos das chuvas recentes, da baixa luminosidade e das fortes rajadas de vento registradas na região.
A sequência de precipitações tem dificultado os manejos fitossanitários em áreas de canola, trigo e aveia. Além do excesso de umidade, a falta de luminosidade cria condições favoráveis à incidência de patógenos, exigindo maior atenção no acompanhamento das lavouras e na definição do momento adequado para as intervenções.
Antes das chuvas, tormentas de vento atingiram a região, com rajadas de até 60 quilômetros por hora. O fenômeno provocou injúrias em folhas e inflorescências, além de necroses observadas principalmente nas folhas. A combinação entre danos causados pelo vento, umidade elevada e pouca luz amplia os desafios para a condução dos cultivos de inverno neste período.
Enquanto isso, as áreas destinadas ao milho e ao arroz já passam por manejos de pré-semeadura. A drenagem é considerada de importância primordial para que o plantio possa ocorrer na primeira janela possível. No milho, a semeadura deverá começar assim que as condições do solo permitirem a entrada nas áreas.
Para o arroz, existe a possibilidade de antecipar a semeadura para o fim de agosto. O avanço das operações dependerá das condições encontradas no campo, sobretudo da drenagem das áreas após as chuvas. O cenário mantém produtores atentos tanto à proteção das lavouras de inverno quanto à preparação das culturas de verão.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/