Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 697 entries

  • Vazio sanitário da soja começa em julho no RS

    O vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul vai ser de 03 de julho a 30 de setembro e o calendário de semeadura começa no dia primeiro de outubro e se estende até 28 de janeiro de 2026. As datas foram publicadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta segunda-feira (05), através da Portaria nº 1.271.

    “O período de vazio sanitário e calendário de semeadura adotado para a soja no Rio Grande do Sul se consolida como estratégia de enfrentamento da ferrugem asiática, para garantir o manejo da praga, a manutenção das ferramentas químicas e a produtividade da cultura para nosso estado”, destaca o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Ricardo Felicetti.

    O Rio Grande do Sul desenvolve um programa de monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja nas regiões produtoras. A metodologia utilizada pelo programa “Monitora Ferrugem” é de detecção da presença de esporos associada às condições meteorológicas, para gerar mapas indicativos de predisposição da ocorrência da FAS e auxiliar técnicos e produtores, na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença.

    Ferrugem asiática

    A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

    O vazio sanitário tem como objetivo reduzir ao máximo possível o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Para isso, durante um período contínuo, de no mínimo 90 dias, não é permitido plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

    Por sua vez, o calendário de semeadura, uma medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle. A ação foi implementada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Ecofisiologia da soja: Compreender para manejar

    O planejamento da lavoura de soja vai muito além da escolha da cultivar. Saber quando e por que plantar em determinada data é uma decisão que influencia diretamente o desempenho da cultura. É o que explica o Dr. Tiago Hörbe, pesquisador em Manejo de Culturas da RTC/CCGL, ao abordar a importância da ecofisiologia da soja na definição do potencial produtivo, principalmente em condições climáticas do Rio Grande do Sul.

    “Compreender os momentos fenológicos da cultura é fundamental para alinhar a tomada de decisão no campo com os fatores ambientais que mais impactam a produtividade”, afirma o pesquisador.

    O desenvolvimento da soja é sensível à disponibilidade de luz solar, especialmente durante o seu período reprodutivo — que começa no estádio R1 (início do florescimento) e se estende até R5 (enchimento de grãos). Durante essa fase, a planta precisa de alta captação de luz para formar vagens e garantir o enchimento dos grãos.

    Experimentos conduzidos pela RTC/CCGL demonstram que, quando a água não é um fator limitante, os maiores tetos produtivos ocorrem em semeaduras realizadas entre meados de outubro e início de novembro.

    Esses períodos coincidem com a fase de maior luminosidade no sul do Brasil, o que favorece a fotossíntese e contribui diretamente para o aumento da produtividade da cultura.

    Escolha da data de semeadura: Um fator estratégico

    De acordo com  Dr. Tiago Hörbe, a data de semeadura impacta diretamente a eficiência com que a soja aproveita a luz solar em seus momentos mais sensíveis:

    • Semeadura em 15 de outubro: proporciona excelente aproveitamento da luminosidade para todos os grupos de maturação analisados (5.2, 5.8 e 6.1), favorecendo o enchimento de grãos antes do final de janeiro, quando a radiação solar ainda é intensa.

    • Final de outubro: ainda mantém boa performance produtiva, com destaque para os cultivares de ciclos médio e precoce.

    • Final de novembro: há uma redução significativa na luminosidade durante a fase reprodutiva, afetando principalmente os cultivares de ciclo mais longo (5.8 e 6.1). Apenas os materiais mais precoces, como os do grupo 5.2, conseguem ainda se beneficiar parcialmente da luz disponível.

    Produtividade x risco climático: A importância do escalonamento

    Além da busca por altos rendimentos, compreender a ecofisiologia da soja também auxilia na mitigação de riscos climáticos, como os veranicos, comuns no verão gaúcho. Em anos em que a disponibilidade de água se torna um fator limitante, o planejamento estratégico com escalonamento da semeadura pode ajudar a escapar dos períodos de maior estresse hídrico, distribuindo as fases reprodutivas em diferentes janelas.

    “Mitigar riscos não é apenas buscar produtividade máxima, mas evitar perdas expressivas. Entender a dinâmica entre ciclo da cultura, luz e disponibilidade hídrica é uma ferramenta poderosa para o manejo eficiente”, concluiu Hörbe.

    Fonte: https://rtc.coop.br/

  • Colheita de soja da safra 2024/25 atinge 97,7% da área no Brasil, diz Conab

    Toda semana, a Conab divulga informações sobre as culturas de soja, milho, trigo, arroz e feijão com os percentuais da área cultivada

    A colheita da safra 2024/25 de soja atinge 97,7% da área no Brasil, conforme apontou relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com dados até 3 de maio. Na semana passada os trabalhos atingiam 94,8% da área e, e no mesmo período do ano passado, a colheita estava completa em 94,3% da área. Já a média para o período nos últimos cinco anos é de 96,3%.

    Produção de soja por estado

    Os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins atingiram os 100% da colheita. A Bahia e o Piauí estavam com 99% da ceifa concluída. O Rio Grande do Sul colheu 92% e Santa Catarina atingiu 90%. O estado do Maranhão, até o dia 3 de maio, tinha colhido 73% de sua produção.

    Relatório da safra

    De acordo com a Conab, o acompanhamento da colheita tem o intuito de auxiliar na formulação das políticas agrícolas e de abastecimento, e ainda de subsidiar os produtores rurais em suas tomadas de decisão. A companhia oferece semanalmente informações sobre os percentuais de plantio e colheita das principais culturas anuais do país.

    “A disponibilidade de grãos para o abastecimento junto ao mercado depende da sazonalidade dos elementos cultivados, que seguem de acordo com o calendário agrícola de cada região. Além disso, outros fatores são considerados, como a época mais adequada para a execução das operações, as condições climáticas, o ciclo de desenvolvimento das culturas e a oferta de mão-de-obra para o exercício das atividades”, informa o órgão.

    “A disponibilidade de grãos para o abastecimento junto ao mercado depende da sazonalidade dos elementos cultivados, que seguem de acordo com o calendário agrícola de cada região. Além disso, outros fatores são considerados, como a época mais adequada para a execução das operações, as condições climáticas, o ciclo de desenvolvimento das culturas e a oferta de mão-de-obra para o exercício das atividades”, informa o órgão.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Atenção sojicultores! Períodos de vazio e semeadura da soja estão definidos

    Portaria que estipula as datas leva em consideração as condições climáticas, entre outros fatores para produção da soja safra 2025/2026

     O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta segunda-feira (5), a Portaria nº 1.271 que estabelece os períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura de soja em nível nacional, referentes à safra 2025/2026.
    Segundo o Mapa, as medidas buscam combater a Ferrugem Asiática, considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

    O vazio sanitário tem como objetivo reduzir ao máximo possível o inóculo de ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Para isso, durante um período contínuo, de no mínimo 90 dias, não é permitido plantar e nem manter vivas plantas de soja em qualquer fase de desenvolvimento na área determinada. Essa medida fitossanitária é uma das mais importantes para o controle da doença, minimizando os impactos negativos durante a safra seguinte.

    Por sua vez, o calendário de semeadura, uma medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência da ferrugem asiática da soja às moléculas químicas utilizadas no seu controle. A ação foi implementada pelo Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

    Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

    CALENDÁRIO SEMEADURA E VAZIO SOJA SAFRA 2025/26
    Foto: divulgação/ Mapa

    “Todo esse esforço não seria possível com a participação exclusiva do Mapa e contou com o apoio de muitas instituições, principalmente dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal e instituições de pesquisa”, destacou a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal, Edilene Cambraia.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Colheita do arroz no RS atinge 91,51% da área total cultivada

    Estado já colheu mais de 888 mil hectares; regiões da Fronteira Oeste e Planície Costeira Externa lideram avanço.

    A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 91,51% da área total cultivada, conforme dados desta sexta-feira (02/05) divulgados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) , vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Dos 970.194 hectares semeados no estado, 888.852 já foram colhidos, sinalizando um avanço significativo nos trabalhos de campo.

    Entre as regiões produtoras, a Fronteira Oeste e a Planície Costeira Externa se destacam com os maiores percentuais de colheita. A Fronteira Oeste já retirou 96,83% do arroz das lavouras, enquanto a Planície Costeira Externa atinge 98,16%. Na sequência, aparecem a Zona Sul, com 93,38%, e a Planície Costeira Interna, com 90,90%. A Campanha apresenta 87,97% da colheita concluída, e a Região Central segue com o menor índice até o momento, com 76,47%.

    Conforme Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Pesquisa e Extensão Rural (Dater), a Região Central tem a maior área a ser colhida em razão do atraso no encerramento da semeadura, mas a expectativa é que nos próximos dias avance significativamente. “Com o clima colaborando em boa parte do ciclo, a expectativa é de que a colheita seja finalizada nas próximas semanas”, avalia Siqueira, destacando que o próximo passo da Dater será a realização do levantamento completo e análise dos dados da colheita, incluindo a área colhida, produtividade e área perdida.

    Os dados sobre a colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra, que oferece informações precisas e detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita. A plataforma é alimentada pelos 37 escritórios do Irga distribuídos em todas as regiões arrozeiras do Estado.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Drones agrícolas ajudam produtores a economizar e aumentar a produtividade no campo

    Projetados originalmente para fins militares, os objetos voadores não tripulados ganharam outras funções, inclusive na agricultura

    Os céus das propriedades rurais estão cada vez mais movimentados por conta dos drones. Nos últimos anos, esses aparelhos provocaram uma transformação no campo, estimulando a produtividade na agricultura, reduzindo os custos dos produtores e contribuindo para a sustentabilidade.

    Projetados inicialmente para uso militar, os drones passaram a desempenhar novas funções. No campo, tornam a gestão das atividades mais eficiente, seja na pulverização, irrigação, monitoramento do gado ou mapeamento da propriedade rural.

    Na Agrishow, os drones disputam a atenção do público com os maquinários gigantes. Fabricantes trouxeram ao evento o que há de mais moderno no mercado. O consultor técnico-comercial da Geoag, Aurélio Freitas, explica que, no caso da pulverização, o drone consegue reduzir o consumo de água em até 90% em comparação com outros métodos.

    “O drone tem facilidade de acesso, independentemente da condição do solo — o que não acontece com os pulverizadores terrestres. Além disso, há a questão da sustentabilidade econômica do negócio”, afirma.

    A DJI Agriculture divulgou, durante a Agrishow, um estudo realizado com cafeicultores brasileiros que utilizam drones na lavoura. O resultado aponta uma redução de custos de 70% em relação à pulverização manual e de 50% em comparação com o uso de tratores.

    “Muitos produtores recorrem às imagens aéreas para saber o que está acontecendo em suas propriedades. Quando falamos de pulverização, os defensivos têm um custo muito alto. Então, saber exatamente o que está acontecendo e onde o dinheiro está sendo investido é muito importante”, destaca o coordenador de operações Cleverson Klafke Lassen.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Colheita da soja avança para 88% da área total cultivada no RS

    O ritmo de colheita da soja avançou de forma significativa, favorecido pela manutenção de condições climáticas estáveis, como dias ensolarados, tempo seco e ausência de precipitações, proporcionando a adequada execução da operação, assim como da logística de transporte. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30/04), a área colhida atinge 88%, persistindo certa desuniformidade na maturação das lavouras, embora se observe melhora na qualidade dos grãos colhidos nas últimas semanas.

    A colheita das lavouras semeadas em novembro e início de dezembro já foi finalizada e os produtores aguardam a maturação plena das áreas implantadas a partir de meados de dezembro para realizar a operação. Entre as lavouras remanescentes, 11% encontram-se em estágio de maturação fisiológica e 1% ainda em enchimento de grãos.

    Após três semanas de precipitações escassas, a umidade dos grãos reduziu-se rapidamente, situando-se entre 12% e 13%, beneficiando o processo de debulha natural, tanto nas lavouras quanto no molinete das máquinas colhedoras. Como medida de mitigação de perdas, os produtores têm estendido os turnos de colheita até o início da noite ou contratado serviços terceirizados, visando reduzir riscos decorrentes de eventuais períodos chuvosos, que comprometeriam a qualidade do produto em campo.

    Nas regiões onde ocorreu a redução na produção em função da estiagem, algumas áreas arrendadas para o cultivo de soja estão sendo objeto de renegociação, com ajustes nas condições contratuais, incluindo a concessão de descontos nos valores de arrendamento.

    Milho

    O avanço da colheita das lavouras de milho tem sido pouco expressivo, uma vez que, nas principais áreas produtoras do cereal, a operação já foi realizada em janeiro. Restam plantios em unidades produtivas de menor escala, onde é comum a permanência prolongada das plantas no campo, mesmo após a maturação fisiológica. Esse manejo é motivado por limitações na infraestrutura de armazenagem nas propriedades e pelos elevados descontos aplicados pelas cerealistas para secagem de grãos com alta umidade.

    A área colhida alcançou 90%. Restam 6% maduras ou em maturação e 4% em enchimento de grãos. O clima seco e de temperaturas acima da média para o período beneficiou as lavouras, promovendo maior acúmulo de graus-dia e potencializando o progresso das fases fenológicas, especialmente as reprodutivas. Também contribuiu para maior eficiência metabólica e, consequentemente, para o desempenho produtivo.

    Milho Silagem

    A colheita de milho silagem avançou conforme a evolução fenológica das lavouras e a chegada ao ponto ideal de corte – estágio em que a planta atinge a máxima produtividade de massa verde, com adequada proporção entre grãos e fração fibrosa. Estima-se que 91% da área foi colhida; 4% estão em início de maturação fisiológica; e 5% em enchimento de grãos.

    Arroz

    O período sem precipitações na maior parte dos municípios favoreceu o avanço da colheita do arroz, embora tenha intensificado a ocorrência de grãos com baixa umidade, resultando em elevados índices de quebra do cereal durante o beneficiamento. A área colhida está estimada em 91% da cultivada.

    Próximo ao encerramento da safra, destaca-se a situação crítica das barragens utilizadas para irrigação, cujos níveis estão muito baixos, tornando imprescindível o retorno de chuvas volumosas no restante do outono e ao longo do inverno, para assegurar o abastecimento hídrico da próxima safra.

    Feijão 1º safra

    A primeira safra de feijão no Estado foi concluída. A estimativa de produtividade está em 1.838 kg/ha em uma área de 49.901 hectares.

    Feijão 2ª safra

    A colheita do feijão segunda safra evoluiu de 20% para 23%, beneficiada pelas condições climáticas, mas limitada pela quantidade de áreas maduras. A produtividade obtida está próxima a 1.300 kg/ha.

    A cultura segue beneficiada pelas condições climáticas, como predomínio de tempo firme, elevada radiação solar e temperaturas amenas, durante as noites e manhãs, e mais altas ao longo do dia, o que favoreceu o desenvolvimento vegetativo, resultando em incremento de estatura das plantas. Contudo, a prolongada ausência de chuvas tem reduzido os níveis de umidade do solo, sendo necessárias precipitações para assegurar a manutenção do potencial produtivo.

    A elevada umidade relativa do ar nas manhãs e a formação de orvalho ocasionaram a incidência de doenças fúngicas, como antracnose. Nessas condições, o manejo fitossanitário torna-se fundamental, sendo realizada algumas aplicações antifúngicas preventivas.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

     

  • 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura ocorre em Bagé no fim de junho

    Evento aborda desafios e oportunidades para a cadeia da carne ovina

    O 3º Simpósio Gaúcho de Ovinocultura: a cadeia da carne ovina – desafios e oportunidades ocorre nos dias 26 e 27 de junho no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul), campus Bagé. A promoção é da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e do Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura do Estado (Fundovinos); da IFSUL; Embrapa Pecuária Sul; e outras entidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link tinyurl.com/simposio-ovinos-2025. São esperados 300 representantes da cadeia produtiva da carne ovina.

    Conforme a especialista em Infraestrutura da Seapi e membro da Secretaria Executiva do Fundovinos, Sabrina Vaz, ao longo dos anos, o evento vem se consolidando como um espaço de reflexão e articulação entre a administração pública, o setor produtivo e as instituições de Ensino e Pesquisa.

    “O tema escolhido para esta edição é a cadeia produtiva da carne ovina. Os motivos dessa definição levaram em consideração a importância da atividade para a geração de renda e sucessão familiar dos pecuaristas familiares, para a conservação do Bioma Pampa e de sua biodiversidade, bem como para a manutenção de uma atividade econômica que faz parte da cultura do Estado. Reconhece-se a importância da aproximação destes atores para a elaboração e gestão de políticas públicas de forma mais efetiva”, explica Sabrina.

    São objetivos do seminário: reunir os diferentes atores da cadeia produtiva da carne ovina, levando informações sobre a cadeia produtiva de ovinos no Rio Grande do Sul; aprofundar o conhecimento sobre o mercado da carne ovina no Brasil, nivelando informações desde a produção, industrialização, comercialização e hábitos do consumidor final; aproximar os atores da cadeia produtiva, os agentes públicos e as instituições de ensino e pesquisa; identificar demandas dos diferentes atores; discutir estratégias de agregação de valor, estímulo ao consumo e a prospecção de mercados; divulgar as políticas públicas e as ações de fomento para o setor; e propor ações para a iniciativa privada e para o poder público nas diferentes esferas para o desenvolvimento da cadeia da carne ovina.

    “Importante destacar que o Rio Grande do Sul é o estado que mais abate ovinos no país, o que demonstra a organização do seu serviço de inspeção e a qualidade da carne produzida no Estado”, pontua Sabrina. “Mas apesar dessas vantagens competitivas, existem muitos desafios a serem enfrentados, tendo em vista o perfil da nossa ovinocultura que tem como base pequenos rebanhos. Em torno de 77% dos ovinocultores possuem até 25 cabeças de ovinos segundo os Diagnósticos Regionais coordenados pela Câmara Setorial de Ovinocultura e realizado pela Emater-RS em 2020”, detalha Sabrina.

    “Nesse sentido, a partir de informações balizadas e de uma dinâmica capaz de oportunizar a reflexão dos diferentes elos da cadeia produtiva, esperamos contribuir para uma análise crítica dos participantes, estando desta forma, aptos a apontar os rumos que podem ser tomados,  o que vem a contribuir para a organização da cadeia produtiva”, conclui a especialista em Infraestrutura.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Colheita de soja chega a 94,8% no Brasil; saiba quais estados já concluíram os trabalhos

    Os trabalhos com a oleaginosa avançaram 2,3 pontos percentuais em relação à colheita da semana passada

    Até o último domingo (27), a colheita da soja da safra 2024/25 no Brasil atingiu 94,8% da área semeada, com um avanço de 2,3 pontos porcentuais em relação à semana anterior. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

    Quando comparado ao mesmo período da safra passada, em que 90,5% das lavouras já haviam sido colhidas, houve um crescimento de 4,3 pontos porcentuais. Em relação à média dos últimos cinco anos, que é de 93,5%, a colheita está adiantada em 1,3 ponto porcentual.

    Colheita pelo Brasil

    A colheita da commodity já foi finalizada nos principais produtores, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Tocantins. No entanto, em algumas regiões, a colheita ainda está em andamento. A Bahia continua com a colheita da soja, refletindo a diversidade das regiões produtoras no país.

    Milho

    Além disso, o avanço nas colheitas de soja tem implicações diretas na agricultura brasileira, uma vez que a retirada das lavouras de soja abre caminho para o plantio de milho safrinha, que tem ganhado cada vez mais importância no cenário agrícola do Brasil.

    De acordo com dados da Conab, a retirada de soja também está impactando a área destinada ao milho de verão, que até agora atingiu 71,9% da área esperada.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Secretaria da Agricultura prorroga edital do Programa de Irrigação até julho

    Projetos podem ser protocolados por mais 90 dias, encerrando no dia 29 de julho

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) prorrogou até o dia 29 de julho o edital do Programa de Irrigação para o recebimento de projetos. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (29/4). O programa prevê apoio financeiro direto ao produtor de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário.

    A prorrogação do edital se deve à continuidade da política pública, que vem apresentando resultados positivos para o aumento da área irrigada no Rio Grande do Sul. Com a criação da Subsecretaria da Irrigação na Seapi, estão sendo discutidas algumas melhorias de processos que podem ser aperfeiçoadas.

    De acordo com o subsecretário de Irrigação da Seapi, Paulo Salerno, “este é um projeto estratégico do governo do Estado e que todos os esforços estão sendo destinados para a busca de melhores resultados. A irrigação é hoje essencial para a garantia de produtividade do agro”.

    O protocolo dos novos projetos deve ser feito até o dia 31 de julho para a sua tramitação interna. O prazo máximo para a celebração do Termo de Subvenção de Outorga será 29 de outubro.

    Até o momento, já foram recebidos 873 projetos que totalizam um investimento de R$ 258 milhões feito pelos produtores. Por sua vez, o governo do Estado participa com cerca de R$ 32 milhões previstos em subvenção econômica como incentivo à irrigação e reservação de água. Os projetos seguem tramitando, alguns na fase de implementação. Atualmente, 139 produtores já receberam os valores das subvenções.

    Os sistemas mais implantados têm sido por pivôs (em 40% dos projetos) e por aspersão convencional (com 38%), vindo a seguir a irrigação localizada (gotejamento), com 16%, e o autopropelido (carretel), com 6%. As culturas mais irrigadas têm sido o milho, a soja, as pastagens para pecuária de leite e corte, as frutícolas e as olerícolas.

    Sobre o Programa

    O governo do Estado, por meio da Seapi, lançou o Programa de Irrigação que prevê um apoio financeiro de 20% do valor do projeto, pagos direto ao produtor rural, limitado a R$ 100 mil por pessoa. Em quatro anos, espera-se aumentar a área irrigada em 100 mil hectares, um incremento de 33% das principais culturas de sequeiro, como milho e soja.

    A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reservação de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

    O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital.

    O programa é destinado a todos os produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

    Os projetos podem ser financiados por instituições bancárias ou bancados com recursos próprios.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial