Dara Luiza Hamann

Dara Luiza Hamann has created 697 entries

  • Milho apresenta produtividade satisfatória apesar das restrições hídricas

    A colheita do milho prossegue e as produtividades estão muito satisfatórias, apesar das restrições hídricas em parte do ciclo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (20/02) pela Emater-RS/Ascar, esse desempenho positivo deve-se ao fato de que grande parte das lavouras já havia ultrapassado as fases críticas para a definição dos componentes produtivos. Estima-se que 62% da área tenha sido colhida e 18% das lavouras encontram-se em maturação.

    As lavouras tardias, com 5% da área de cultivo ainda em desenvolvimento vegetativo, outros 5% em floração e 10% enchimento de grãos, foram beneficiadas pelas precipitações da última semana, que ocorreram em volumes superiores, contribuindo para a atenuação momentânea das perdas causadas pela estiagem. Além disso, a queda das temperaturas é um fator benéfico nesta fase, uma vez que o calor excessivo havia acelerado indevidamente o ciclo fenológico, gerando redução no acúmulo de fotoassimilados e no índice de área foliar.

    De modo geral, observa-se grande heterogeneidade no potencial produtivo da soja. Isso em decorrência do volume de precipitações ao longo do ciclo, da época de semeadura, da cultivar utilizada, além das limitações causadas pela topografia e pela compactação do solo, que impactam a infiltração e o armazenamento hídrico.

    O retorno da umidade no solo atenuou o estresse hídrico das plantas, que havia sido intensificado antes das chuvas pelas altas temperaturas, especialmente em áreas mais severamente afetadas pela estiagem. A recomposição da umidade proporcionou melhoria na turgescência foliar, favorecendo a retomada de processos fisiológicos essenciais nas lavouras de soja que estão em desenvolvimento vegetativo (6% da área cultivada) e em floração (32%). Porém, a manutenção de umidade em níveis adequados será determinante para a conclusão do enchimento de grãos (55%), mesmo em cenários de redução do potencial produtivo.

    Foi observada ainda a recuperação da coloração verde das plantas. Contudo, nas regiões mais afetadas, especialmente no Centro-Oeste do Estado, as lavouras semeadas no início do período recomendado estão na fase final de enchimento de grãos e de maturação (7%), com reduzido porte, desfolha acentuada e perdas produtivas irreversíveis.

    As lavouras de soja implantadas em dezembro estão em plena floração e início da formação das vagens. Nessas áreas, a emissão de folhas e ramos será limitada, mas variará conforme o hábito de crescimento das cultivares. A produtividade tende a ser insatisfatória, já que muitas lavouras possuem porte reduzido, de 20cm a 30 cm, e estão em plena fase reprodutiva.

    A ocorrência de chuvas permitiu a retomada de operações de controle fitossanitário, sendo priorizadas as aplicações de fungicidas em áreas de maior aptidão produtiva. A incidência de tripes, ácaros e percevejos nas lavouras, está elevada em determinados locais, mas o controle químico tem sido eficaz.

    Economicamente, persistem as preocupações quanto aos resultados da safra, agravadas pela baixa adesão aos seguros de proteção agrícola. Restrições legais ao Proagro (excedente de limite de sinistros) e custos elevados no seguro privado expõem produtores a riscos, especialmente em regiões onde as perdas são mais significativas.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Governo e Federação dos Trabalhadores na Agricultura discutem medidas para mitigar impactos da seca

    O governador Eduardo Leite e autoridades estaduais e federais participaram da reunião realizada nesta segunda-feira (17/2)

    As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o último final de semana trouxeram alívio momentâneo das altas temperaturas, mas não foram suficientes para mitigar os impactos da estiagem sobre a produção agropecuária do Estado. Diante desse cenário, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) realizou, nesta segunda-feira (17/2), uma reunião com autoridades estaduais e federais para discutir soluções voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e ao agravamento do endividamento dos produtores.

    O encontro contou com as presenças do governador Eduardo Leite, dos secretários de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn, de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo; do presidente da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), Luciano Schwerz, além de deputados estaduais e federais, senadores e representantes do governo federal.

    Leite reafirmou que o Rio Grande do Sul é um dos Estados mais afetados por eventos climáticos adversos e defendeu a necessidade de medidas emergenciais e estruturantes. “Todos os estudos atestam que, ao longo dos últimos anos, o Rio Grande do Sul é, de longe, o Estado mais prejudicado em sua produção por eventos climáticos adversos. É urgente um olhar especial aos produtores gaúchos. Vamos trabalhar com a bancada federal em Brasília para rediscutir portarias e critérios que restringem o acesso ao Proagro e para apoiar a proposta de securitização de dívidas”, afirmou.

    O governador destacou ainda que 111 municípios gaúchos já solicitaram reconhecimento de situação de emergência devido à estiagem, dos quais 33 obtiveram homologação estadual. Leite também destacou as ações do governo que já estão em curso. “Do lado do governo estadual, seguiremos atuando com Programa de Irrigação, que custeia até R$ 100 mil para projetos na área, e na modernização da legislação para destravar iniciativas de reservação de água. Com recursos do Plano Rio Grande, vamos lançar, em breve, um amplo programa de recuperação de solos. E ainda vamos avaliar tecnicamente as possibilidades de apoio a beneficiários do Troca-Troca de Sementes e do Programa de Sementes e Mudas Forrageiras”, acrescentou o governador.

    Covatti destacou a importância da articulação entre governo, parlamentares e entidades para implementar soluções efetivas, com destaque para o programa focado na recuperação do solo e na resiliência climática que deve ser lançado nos próximos dias. “Estamos trabalhando pra desenvolver uma ação que, de fato, contribua para o reestabelecimento da capacidade produtiva dos nossos agricultores. Temos que estar todos na mesma página – o governo, os deputados, as entidades e os representantes municipais – com a finalidade de concretizar esse programa como uma ação de Estado”, ponderou.

    Kuhn ressaltou que o Estado tem um edital aberto para projetos de irrigação, com incentivo de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário. “Nosso principal objetivo é aumentar a área irrigada do Estado e garantir produtividade aos produtores”, frisou. Além disso, a secretaria também trabalha na perfuração de poços, escavação de açudes e instalação de cisternas para mitigar os impactos da seca.

    O presidente da Fetag-RS reforçou que o objetivo da reunião foi sensibilizar os gestores para a realidade dos agricultores. “O que estamos pedindo aqui não é custo para o governo, e sim investimento. Precisamos de um trabalho forte das entidades junto ao governo do Estado para viabilizar as ações de manejo de solo que estamos construindo com a SDR”, destacou. Ele também enfatizou a necessidade de investimentos em energia elétrica para o interior do Estado.

    Demandas apresentadas pela Fetag-RS

    Crédito rural

    • Prorrogação automática das operações de crédito rural vinculadas ao Pronaf e ao Pronamp por 120 dias;

    • Implementação da prorrogação das operações de crédito, por no mínimo 12 anos, com dois anos de carência e taxas de juros de 4% para o Pronaf e de 6% para o Pronamp.

    Seguro agrícola

    • Revogação de resoluções que limitam a cobertura do Proagro, como a exigência do Cadastro Ambiental Rural (CAR);

    • Implementação do programa Desenrola Rural para operações vencidas e a vencer do Pronaf e do Pronamp, estendendo o benefício para além dos produtores rurais de assentamentos.

    Renegociação de dívidas

    • Apoio ao projeto de securitização em tramitação no Congresso Nacional, que prevê renegociação de dívidas acumuladas em até 20 anos.

    Medidas estruturantes

    • Ampliação dos programas de irrigação para pequenos produtores,

    • Adoção de práticas de manejo e conservação do solo e da água;

    • Melhorias na infraestrutura de energia elétrica trifásica.

    Reivindicações 

    • Anistia das parcelas do programa Troca-Troca de Milho e do programa Forrageiras.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Técnica holandesa proporciona bem-estar animal e aumento de produtividade pecuária

    Metodologia Cowsignals identifica seis pontos de atenção para o pecuarista trabalhar em sua propriedade

    Uma técnica desenvolvida nos Países Baixos (popularmente conhecido como Holanda) leva em conta o bem-estar animal e, de forma personalizada, os gargalos em cada propriedade com o objetivo de aumentar a produtividade pecuária. Trata-se da metodologia Cowsignals (sinais da vaca, em tradução livre).

    Cada vez mais adotada no Brasil, está diretamente inserida no conceito de sustentabilidade. O gerente de Bovinos da Auster Nutrição Animal, Wiliam Tabchoury, destaca que a metodologia costuma ser bem-sucedida na produção de bovinos de leite e de corte.

    Assim, a técnica é baseada em seis fundamentais fatores que interferem, diretamente, na produtividade: alimentação, água, ventilação, iluminação, espaço e descanso.

    “A metodologia é prática e científica e identifica os gargalos que podem ser trabalhados e, além disso, priorizar as ações onde elas podem ter mais resultado”.

    Nesta linha, Tabchoury aconselha o pecuarista a identificar e a investir em três pontos prioritários que mais são deficitários em sua propriedade para, só então, investir nos outros três.

    Identificação de problemas na alimentação

    O gerente de bovinos esclarece que um dos pontos mais críticos entre os seis gargalos da técnica Cowsignals é a alimentação do animal. Isso porque não basta que a dieta seja bem equilibrada, é preciso se assegurar que o animal ingira os nutrientes necessários.

    “O ventre do animal, a barriga, [é um desses indicativos], se ela estiver estufada é uma medida de como esse animal ingeriu na última semana. Se a barriga estiver com o rúmen vazio, ela não ingeriu nas últimas 24 horas. Se a barriga estiver ‘chupada’, o animal não vem se alimentando bem na última semana”.

    Neste ponto, a avaliação do escore corporal serve para entender a forma como o animal vem se alimentando nos últimos meses.

    “O animal que está mais gordo, está recebendo uma dieta superior à demanda nutricional dele, então seria necessário retirá-lo do lote para ter a dieta ajustada. O mesmo vale para o animal que está muito magro. […] Veja que isso acontece com a mesma dieta que está disponível no coxo porque existem outros fatores que interferem na ingestão e, obviamente, no desempenho do animal”.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Com expectativa de recorde, colheita da soja se intensifica, e liquidez aumenta no Brasil

    Dados do Cepea indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês

    A colheita de soja vem se intensificando no Brasil, o que tem elevado a liquidez no mercado spot, ou seja, negociados para entrega imediata. Ainda assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que parte dos consumidores evita comprar grandes volumes, na expectativa de preços menores no próximo mês, tendo em vista a possível safra nacional recorde.

    Vizinhos

    Na Argentina e no Paraguai, pesquisadores do Cepea relatam que o avanço das colheitas começa a evidenciar uma produção menor que a apontada até o momento. A produção global de soja da safra 2024/25 foi revisada negativamente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA sigla em inglês) neste mês -queda de 0,8% frente ao relatório anterior, indo para 420,76 milhões de toneladas – devido sobretudo aos impactos do déficit hídrico nos dois países, que prejudicaram o desenvolvimento de parte das lavouras da oleaginosa.

    Sobre o Cepea

    O Cepea faz parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) e é um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Novo equipamento vai mapear infiltração de água nos solos gaúchos

    Demonstração foi realizada na Seapi nesta segunda-feira (17/02)

    Uma demonstração do infiltrômetro utilizado pela Embrapa Trigo, equipamento que mede a taxa de infiltração de água no solo, foi realizada na manhã desta segunda-feira (17/02) no pátio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    Diversas instituições, que devem formar uma parceria para o desenvolvimento de um banco de dados sobre os diferentes solos que o Rio Grande do Sul apresenta, estiveram presentes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Emater-RS/Ascar, Seapi, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e Embrapa.

    “A ideia é reunir diferentes instituições que trabalham com o solo, nas áreas de pesquisa, extensão, setor público tanto federal quanto estadual, e juntos mapear os diferentes tipos de solo, a porosidade, os níveis de irrigação e erosão, criar um banco de dados e desenvolver políticas públicas que auxiliem os produtores rurais”, destaca o engenheiro agrônomo Giovani Faé, chefe adjunto da Embrapa Trigo.

    Além dos cinco equipamentos adquiridos pela Embrapa com recursos do programa “Recupera Rural RS”, a Secretaria da Agricultura deve receber mais 10, provavelmente ainda no mês de março, que vão se aliar aos da Embrapa no desenvolvimento deste banco de dados.

    “É um equipamento inovador, pois simplifica o processo de medição da infiltração de água no solo, eliminando a necessidade de cálculos manuais. E ao gerar estas informações, vai ser possível recomendar práticas de manejo do solo para os produtores rurais visando qualificar o Sistema Plantio Direto no estado”, destaca o pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, Jackson Brilhante. Segundo ele, o trabalho em rede com outras instituições vai permitir a captação de uma maior quantidade de informações, que vão propiciar um diagnóstico mais assertivo para o produtor rural.

    O diretor do DDPA, Caio Efrom, lembrou que, para a pesquisa, podem ser utilizadas as unidades de referência da Emater, que já tem parceria com o DDPA, e onde são desenvolvidos atualmente estudos nas áreas de plantio direto e redução das emissões de gases do efeito estufa.

    Uma nova demonstração do uso do equipamento deve acontecer durante a Expodireto, que ocorre de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Instrução Normativa estipula período para Declaração de Rebanho e Atualização Cadastral

    Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (14/2) a Instrução Normativa Seapi 01/2025, que dispõe sobre a Atualização Cadastral das Explorações Pecuárias e a Declaração Anual de Rebanho no Rio Grande do Sul. Fica estipulado o prazo do primeiro dia útil de abril até o último dia útil de junho para que os produtores cumpram essa obrigação sanitária. Em 2025, esse prazo será de 1º de abril a 30 de junho.

    A Atualização Cadastral de Explorações Pecuárias é realizada de forma concomitante à Declaração Anual de Rebanho. Os dados solicitados são: endereços, telefones de contato, e-mail de contato direto com o produtor rural, situação fundiária, atividade principal da propriedade, coordenadas geográficas, vias de acesso e características da exploração pecuária, de acordo com as espécies exploradas.

    Já a Declaração Anual de Rebanho atualiza as informações referentes a nascimentos, mortalidades, consumo próprio e evolução de faixa etária dos animais. Alterações do estoque efetivo de animais que venham a ocorrer entre as etapas de declaração anual poderão ser realizadas por meio de uma Declaração Complementar.

    As propriedades que não finalizarem a Atualização Cadastral e a Declaração de Rebanho ficam impedidas de emitir Guias de Trânsito Animal (GTA) até que a situação seja regularizada.

    A Atualização e a Declaração podem ser feitas presencialmente, nas unidades locais da Secretaria, ou diretamente pela internet, em módulo específico no Produtor Online.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Emater/RS acompanha impactos da restrição hídrica e calor nas culturas de verão

    O desenvolvimento da soja foi significativamente impactado pela restrição hídrica e pelas temperaturas elevadas da última semana, próximas a 40°C, que ampliaram as perdas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (13/02), o Oeste do Estado ainda é a região mais afetada. No entanto, lavouras de todo o Rio Grande do Sul têm sido prejudicadas por essas condições climáticas.

    De acordo com o diretor técnico da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, a Instiutuição tem papel fundamental no apoio aos municípios afetados, emitindo laudos técnicos que ajudam no reconhecimento da situação de emergência e na obtenção de recursos. “Continuamos a prestar suporte às prefeituras e entidades locais para viabilizar as políticas públicas necessárias para mitigar os efeitos dessa crise hídrica”, afirma. Além dos danos na agricultura, a estiagem também impacta a pecuária e a disponibilidade de água para consumo humano.

    As chuvas ocorreram de forma heterogênea na última semana e, apenas em áreas pontuais, os volumes acumulados foram significativos. Além do calor excessivo, a baixa umidade do solo também afetou diretamente as plantas em estágios reprodutivos, como floração (38% das lavouras) e formação e enchimento de grãos (49%). Outros 2% da área cultivada com soja está em maturação e 11% ainda em desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos.

    Embora a coloração verde predomine, o potencial produtivo tende a se reduzir, uma vez que o volume de vagens e de grãos está inferior ao desejável. Em razão da variabilidade das chuvas, uma avaliação individualizada se faz necessária para mensurar as condições e as perdas em cada lavoura, até dentro de mesma localidade.

    Entre os danos causados pelo estresse térmico e hídrico estão o abortamento floral, a queda prematura de vagens em estágios iniciais, desfolhação basal, o porte de plantas reduzido e a baixa emissão de ramos laterais. As cultivares precoces e as áreas semeadas entre o final de outubro e início de novembro são as mais prejudicadas. Nesses casos, as práticas de manejo foram suspensas devido ao comprometimento do potencial produtivo.

    Nas áreas com umidade adequada, os tratamentos fitossanitários prosseguiram, tais como as aplicações de fungicidas e de inseticidas para controle preventivo de doenças e pragas.

    Milho

    Apesar das precipitações ocorridas em 5 de fevereiro, as temperaturas extremamente elevadas aceleraram a redução da umidade nas plantas e nos grãos de milho e, consequentemente, a colheita, alcançando 54% da área cultivada. As áreas colhidas, semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), mantêm produtividades elevadas. As lavouras em maturação, que representam 19% da área cultivada, já têm produtividade definida, sendo consideradas satisfatórias.

    Os cultivos semeados tardiamente (7% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 6% em floração e 14% em enchimento de grãos) estão sendo impactados pela restrição hídrica e pelas altas temperaturas. A onda de calor tem prejudicado o potencial produtivo da cultura do milho, pois seu ciclo está diretamente relacionado à soma térmica.

    O aumento das temperaturas acelera o desenvolvimento fenológico, encurtando as fases de crescimento, assim como compromete a fecundação, se forem superiores a 35°C durante a polinização, afetando negativamente a produtividade. Além disso, as temperaturas noturnas elevadas reduzem o acúmulo de fotoassimilados, prejudicando o enchimento de grãos.

    Após as chuvas, alguns produtores realizaram o plantio tardio, mesmo fora do período recomendado pelo Zarc. Observou-se elevação na incidência da cigarrinha-do-milho nas semeaduras realizadas em janeiro.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Projeções para a soja atualizadas; confira os números para 2025

    Os números destacam crescimento contínuo na produção e exportação de soja, com destaque para o aumento no esmagamento

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou suas novas projeções para o balanço de oferta e demanda do complexo da soja em 2025, apresentando números recordes.

    Segundo as informações fornecidas, a produção do grão se manteve em 171,7 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento teve um leve aumento de 0,7%, projetando-se um total de 57,5 milhões de toneladas. A produção de farelo e óleo de soja também permaneceu estável, devendo alcançar, respectivamente, 44,1 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas.

    Em relação às exportações, as projeções mantiveram-se estáveis, com a expectativa de novos patamares históricos. A previsão é de que o Brasil exporte 106,1 milhões de toneladas de grãos, mantendo a liderança mundial.

    O farelo de soja deve registrar exportações de 23,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,1%, enquanto o óleo de soja deverá exportar cerca de 1,1 milhão de toneladas, com um crescimento de 4,8%. A previsão também aponta para um aumento nas importações de óleo de soja, que deverão atingir 200 mil toneladas, e nas importações de soja, que devem somar 500 mil toneladas para atender ao mercado interno.

    Dados da soja até o fim de 2024

    Os dados consolidados até dezembro de 2024 indicam resultados positivos para o setor, com a produção de soja mantendo-se estável em 153,5 milhões de toneladas. Já o esmagamento foi revisado positivamente para 55,4 milhões de toneladas, marcando um aumento de 0,7%, impulsionado pela crescente demanda por biodiesel, que elevou a oferta de óleo no mercado.

    O aumento no esmagamento também reflete na produção de farelo de soja, essencial para a cadeia de proteína animal, tanto para exportação quanto para o consumo interno. A produção de farelo de soja seguiu a tendência de crescimento do esmagamento, com aumento de 0,7%, totalizando 42,8 milhões de toneladas. A produção de óleo de soja, por sua vez, deverá crescer 0,5%, atingindo 11,1 milhões de toneladas. Esse aumento na oferta de farelo de soja tem se mostrado fundamental para atender à crescente demanda por alimentos.

    No processamento mensal, em dezembro de 2024, o volume processado foi de 4,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,8% em relação a novembro, e 8,2% superior ao registrado em dezembro de 2023, ajustado pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado de 2024, o processamento cresceu 2,3% em relação ao mesmo período de 2023, considerando os ajustes realizados.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Programa de Irrigação, que vai ajudar na mitigação da estiagem, está com edital aberto para receber projetos

    O governo do Estado já recebeu mais de 670 projetos de irrigação. São sistemas que estão e serão instalados e que vão ajudar na mitigação dos efeitos da estiagem sempre que houver incidência no Rio Grande do Sul. Como forma de incentivar o produtor, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) tem o Programa de Irrigação, que está com o edital aberto, e paga diretamente ao produtor uma subvenção de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário.

    Esta é uma das ações que estão sendo executadas dentro do Supera Estiagem, projeto incluído no Plano Rio Grande – programa liderado pelo governador Eduardo Leite de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Rio Grande do Sul.

    O Programa de Irrigação é destinado a qualquer produtor rural e não é atrelado a nenhum financiamento por instituição de crédito, podendo o produtor fazer investimento próprio ou procurar a linha de crédito que melhor atender os seus interesses para a instalação do sistema de irrigação, que podem ser: aspersão (pivôs, carretel, simples); localizada (gotejamento/microaspersão); sulcos (várzeas para milho e soja); e reservatórios de água para fins de Irrigação.

    Atualmente, o Estado conta com apenas 4% da área de sequeiro irrigada. “Investir na irrigação é o melhor seguro agrícola que o produtor pode ter. É garantia de produtividade, principalmente em períodos de estiagens como a que estamos enfrentando em algumas regiões, e certeza de renda aos nossos produtores. O governo do Estado tem recursos à disposição e quer investir em irrigação. Além de pensar na produção agropecuária do Rio Grande do Sul, é sinônimo de desenvolvimento estadual”, afirmou o secretário da Agricultura, Clair Kuhn.

    Regiões com mais projetos

    O Programa de Irrigação já recebeu mais de 670 projetos, somando a fase um da política pública. Juntos, os projetos representam um potencial de quase 9 mil hectares a mais de área irrigada e um benefício do governo do Estado de cerca de R$ 22 milhões pagos direto ao produtor rural, além de mais de R$ 170 milhões em investimentos pelo produtor para a instalação dos sistemas de irrigação.

    Ao todo no Rio Grande do Sul, são 172 municípios que já enviaram projetos. Na fase em vigor, que está com edital aberto, a região das Missões é a que mais enviou, representando 34% do total recebido. Em segundo lugar no envio de número de projetos está a região de Planalto Médio (27%), seguido da Campanha (17%), Central (15%), Serra (4%) e outras regiões (3%).

    Entre a finalidade dos projetos, a irrigação de grãos, como soja, milho e outros, lidera com 54% dos projetos apresentados. A pastagem/pecuária representa 17%, seguida pela fruticultura (16%), olericultura (13%) e outros (2%).

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial

  • Soja: USDA mantém estimativas para a safra do Brasil

    As estimativas para a safra de soja de 2024/25 no Brasil permanecem inalteradas, enquanto a previsão para a Argentina sofreu um ajuste para baixo

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de fevereiro, com atualizações importantes sobre a safra de soja para 2024/25. A projeção mundial foi ajustada para 420,76 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para a temporada 2023/24, a estimativa permanece em 394,97 milhões de toneladas.

    Os estoques finais para 2024/25 também sofreram um corte, passando de 128,4 milhões de toneladas para 124,34 milhões, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões. Para 2023/24, os estoques estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

    Em relação à produção brasileira, o USDA manteve a previsão para 2023/24 em 153 milhões de toneladas e a estimativa para 2024/25 foi confirmada em 169 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, esperava um aumento para 170 milhões de toneladas na temporada atual.

    Soja na Argentina

    Para a Argentina, a projeção de safra de 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Contudo, a previsão para 2024/25 foi revista para baixo, de 52 milhões para 49 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 50,6 milhões do mercado.

    Importações chinesas

    As importações chinesas de soja foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2023/24, enquanto para a próxima temporada a previsão é de 109 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao mês anterior.

    Estados Unidos

    O relatório de fevereiro do USDA também trouxe atualizações sobre a soja nos Estados Unidos, sem grandes mudanças em relação à previsão de janeiro. A produção de soja para a safra 2024/25 é estimada em 4,366 bilhões de bushels (equivalente a 118,82 milhões de toneladas), com produtividade projetada em 50,7 bushels por acre.

    Os estoques finais para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa de 382 milhões de bushels (10,39 milhões de toneladas) do mercado. O USDA manteve as estimativas de esmagamento e exportações, que permanecem em 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhões de bushels, respectivamente.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/