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fev 05 2025 Milho Safrinha: Estratégias e cuidados importantes para garantir uma colheita produtiva
O milho safrinha, ou milho de segunda safra, é uma das culturas mais importantes no Brasil, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul, sendo essencial para a produção de silagem e grãos. No entanto, para que a lavoura tenha sucesso, é fundamental adotar práticas adequadas desde o planejamento inicial até a colheita. Michel Kraemer, especialista em solo e irrigação da CCGL, falou sobre como otimizar o plantio e evitar erros comuns na cultura do milho safrinha.
1. Preparação Inicial: A importância da fertilidade do solo
Michel enfatiza que o primeiro passo crucial para o sucesso do milho safrinha é uma análise detalhada da fertilidade do solo. “Conhecer o pH do solo, o tempo desde a última análise de solo e calagem com calcário, além do nível de macro e micronutrientes, são fundamentais para definir a quantidade e a fonte de fertilizantes necessários para a próxima cultura”, explica o especialista. A análise da fertilidade também auxilia na definição da população de sementes a ser semeada, influenciando diretamente na produtividade final.
Além disso, Michel destaca a importância de escolher o híbrido adequado para o milho safrinha. “É essencial optar por híbridos com boa resistência a pragas”, aconselha. Para auxiliar nesta decisão, ele sugere consultar o boletim técnico nº 96, disponível no Smartcoop, que contém informações atualizadas sobre os híbridos recomendados.
2. Preparativos antes do plantio: Dessecação
Antes do plantio, um dos cuidados imprescindíveis é realizar uma boa dessecação para eliminar plantas daninhas remanescentes da safra anterior. “A dessecação é fundamental para garantir que a cultura do milho tenha um solo limpo para germinar, sem competição por luz, água e nutrientes”, afirma Kraemer. A eliminação eficaz das plantas daninhas proporciona um ambiente ideal para o desenvolvimento das plantas de milho.
3. Técnicas de plantio
No campo do plantio, diversas tecnologias podem ser utilizadas para melhorar o desempenho da lavoura. Michel recomenda o uso de enraizadores à base de micronutrientes ou estratos de algas, que estimulam o desenvolvimento radicular das plantas. “Isso permite que a planta absorva mais água e nutrientes do solo, o que é crucial para o desenvolvimento da cultura”, ressalta.
Além disso, Michel sugere o uso de bactérias fixadoras de nitrogênio, como o Azospirillum brasilense. “Essas bactérias não apenas ajudam a fixar o nitrogênio no solo, mas também atuam como enraizadores naturais e ajudam na solubilização de fósforo, melhorando a nutrição das plantas”, afirma Kraemer.
4. Profundidade de semeadura
A profundidade de semeadura é outro fator crítico para garantir uma germinação e emergência uniformes. “A recomendação é semear a uma profundidade de 5 cm, garantindo que as sementes encontrem um solo umedecido e com boa estrutura”, diz o especialista. Para alcançar esse objetivo, Michel enfatiza a importância de manter uma velocidade constante de plantio, não superior a 5 km/h, para evitar erros como semeadura excessivamente profunda ou falhas na distribuição das sementes.
5. Solo e Topografia: Escolha do sistema de plantio
O tipo de solo e a topografia da área têm grande influência na escolha do sistema de plantio. Kraemer orienta a adoção do sistema de plantio direto, sempre em nível. “O plantio em nível ajuda a evitar erosões, principalmente em regiões com chuvas excessivas, e ainda favorece a infiltração da água no solo”, afirma. Esse método também contribui para manter o solo descompactado e melhorar a retenção de água.
6. Sementes tratadas: Proteção contra pragas e doenças
Michel ressalta a importância do uso de sementes tratadas para o milho safrinha. “As sementes tratadas oferecem proteção contra doenças e pragas de solo, além de garantir maior vigor nos primeiros dias após a emergência”, explica. Embora muitas sementes já venham com tratamento industrial, ele sugere que os produtores considerem reforçar a proteção, principalmente contra pragas como a cigarrinha do milho.
7. Planejamento logístico: Evitar perdas de produtividade
O planejamento logístico também é uma peça-chave para evitar perdas de produtividade. “A semeadura deve ser feita de forma a minimizar as voltas das máquinas na área, o que otimiza a colheita da silagem”, orienta Kraemer. Além disso, ele alerta para o cuidado na hora do corte da lavoura: “É importante evitar o corte no sentido de alto para baixo, pois isso pode danificar o solo e gerar erosões futuras”.
8. Erros comuns no plantio
Kraemer lista alguns dos erros mais frequentes cometidos durante o plantio do milho safrinha. “Velocidade de plantio acima de 5 km/h, profundidade excessiva da semeadura e falhas na escolha dos discos e anéis distribuidores de sementes são problemas recorrentes”, afirma. Para evitar esses erros, o especialista recomenda atenção à configuração das máquinas e à escolha dos componentes corretos para a semente utilizada.
9. Desafios climáticos
Por fim, Michel fala sobre os principais desafios climáticos enfrentados pelos produtores de milho safrinha. “A falta de umidade do solo, especialmente durante o período de semeadura, é um grande obstáculo. Além disso, as geadas no inverno podem prejudicar a cultura, especialmente se ocorrerem antes da colheita”, observa Kraemer. A adaptação às condições climáticas e o monitoramento constante são essenciais para mitigar esses riscos.
O sucesso no cultivo do milho safrinha depende de um planejamento minucioso e da adoção de práticas agrícolas inteligentes. Desde a análise de solo e a escolha do híbrido até o controle da profundidade de semeadura e o uso de tecnologias para melhorar a absorção de nutrientes, cada detalhe conta para garantir uma lavoura produtiva e de alta qualidade. Seguir as recomendações de especialistas como Michel Kraemer pode fazer toda a diferença na obtenção de resultados satisfatórios.
Fonte: Comunicação CCGL/RTC
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fev 04 2025 Plantio de soja fora do calendário deve ser solicitado à Secretaria da Agricultura
Os produtores que precisarem efetuar o plantio da soja fora do calendário estabelecido para o estado devem pedir autorização à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) por meio de formulário online (clique aqui). Se autorizada, a semeadura extemporânea poderá ser feita até 15 de fevereiro. É o que determina o Informativo do Departamento de Defesa Vegetal (DDV/Seapi), publicado nesta segunda-feira (3/2).
A solicitação de autorização extemporânea para plantio de soja deve se fundamentar nos seguintes motivos: se o cultivo da soja for posterior à cultura de milho na mesma área e dentro do mesmo calendário agrícola; se o plantio se dará pelas condições climáticas impeditivas no período regular de semeadura; e o plantio para produção de sementes.
“Estamos respondendo a uma demanda dos produtores em virtude da estiagem, especialmente nas regiões Planalto e Noroeste. Essa excepcionalidade no calendário de semeadura da soja já é prevista em duas situações: em condições climáticas adversas ou para plantio posterior à cultura do milho, que é uma cultura estratégica para o Rio Grande do Sul”, detalha o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.
O calendário de semeadura da soja estipulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o Rio Grande do Sul este ano ocorreu de 1º de outubro de 2024 a 28 de janeiro de 2025. Trata-se de uma ferramenta adotada no âmbito do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. “Com o calendário, há um controle mais efetivo da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura. O método reduz a necessidade de aplicações de fungicidas e minimiza impactos econômicos e ambientais”, explica Felicetti.
O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e [email protected].
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 04 2025 Exportação de carne angus certificada cresceu 9,2%
Também houve aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas
A exportação de carne angus certificada registrou crescimento de 9,2% em 2024, totalizando 3.137 toneladas comercializadas. A China permanece como grande destaque entre os destinos, com quase 50% do total comprado. Oriente Médio e Chile completam a lista dos três primeiros.
O balanço foi divulgado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, que também apontou novo recorde no volume de abates. Ao longo do ano passado, 510 mil animais foram terminados, crescimento de 1,5% em relação a 2023.
Além disso, houve um aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas.
O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Cairoli, enfatiza que os números positivos demonstram o sucesso que o programa alcançou e a consolidação da raça.
“Temos batido recordes e metas ano após ano. Inclusive, teremos um 2025 superior em todos os aspectos, justamente porque os grandes frigoríficos vêm se conscientizando cada vez mais da necessidade de terem certificação Angus. O mercado pede isso. A pecuária evoluiu muito, e esse cenário nos dá a garantia de que o programa está no rumo certo. O sucesso da raça é o sucesso da carne”, avalia.
Já o diretor do Programa Carne Angus Certificada, engenheiro agrônomo Wilson Brochmann, considera que o maior aproveitamento das carcaças deve-se à procura internacional por novos cortes específicos.
“Muitos mercados que não costumavam consumir passaram a procurar a carne angus certificada, gerando uma demanda que impactou diretamente no índice de aproveitamento, chegando a esses quase 20%”, aponta.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 04 2025 Safra de soja 24/25 pelo Brasil: entre desafios e desenvolvimento das lavouras
Com quedas de produção no Paraná e Rio Grande do Sul, a soja enfrenta desafios, mas apresenta bons resultados no Matopiba e na Bahia
A safra de soja 2024/2025 está enfrentando desafios nos principais estados produtores do Brasil, com condições climáticas variáveis impactando o desenvolvimento das lavouras. No Paraná, a produção do estado sofreu uma revisão para baixo, com uma quebra de 4% em relação à estimativa inicial.
Além disso, no estado, a projeção em 22,3 milhões de toneladas agora é esperada em 21,3 milhões. A estiagem prolongada, especialmente nas regiões Noroeste, Oeste e Centro-Oeste, afetou gravemente as lavouras. A seca foi mais intensa entre o final de dezembro e janeiro, com algumas áreas enfrentando mais de 20 dias sem chuva.
Soja no RS
As chuvas recentes trouxeram um alívio para o estado, permitindo o retorno do plantio e o replantio em algumas áreas. No entanto, o volume de chuva não foi suficiente para recuperar as lavouras que já estavam em floração ou enchimento de grãos. As perdas são consolidadas nas regiões Centro-Oeste, como Santa Maria e Bagé, e o calor intenso favoreceu a proliferação de percevejos, prejudicando ainda mais a qualidade da soja.
Bahia
O estado tem registrado condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares e boas médias de produtividade, estimadas em 71 sacas por hectare. Até o momento, a colheita alcançou 32.000 hectares. O foco agora é o monitoramento de doenças e pragas, que podem comprometer a qualidade da safra, mas o cenário fitossanitário permanece controlado.
A situação da soja no Matopiba
Em geral, os produtores desses estados estão otimistas com a safra. No Maranhão, as lavouras do sul estão em fase de enchimento de grãos, enquanto no norte, o ciclo está em fase inicial. As chuvas regulares e o tempo favorável contribuíram para um bom desenvolvimento da soja, com bons resultados esperados.
MT
Em Mato Grosso, a colheita avançou para 12,20% da área total, mas segue abaixo do ritmo usual para o período, quando o esperado seria cerca de 40%. A região Oeste do estado lidera o avanço da colheita, com quase 17% da área já colhida. Apesar do atraso, os produtores estão conseguindo manter um bom progresso no trabalho.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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fev 03 2025 Chuvas aliviam temporariamente o estresse hídrico nas lavouras de soja
As chuvas registradas nos dias 23 e 24 de janeiro, mais uniformes e de maior volume, aliviaram temporariamente o estresse hídrico nas lavouras de soja. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (30/01) pela Emater/RS-Ascar, as precipitações possibilitaram a retomada do plantio em áreas de resteva de milho sem irrigação e o replantio em locais com falhas significativas de estande, mas sem alterar a proporção semeada, que permaneceu em 99% no Estado, sendo que 29% da cultura está em enchimento de grãos, 41% em floração e 30% em germinação e desenvolvimento vegetativo.
Embora as precipitações tenham sido insuficientes para encerrar a estiagem, elas restabeleceram temporariamente a umidade do solo, promovendo a recuperação da turgescência das plantas, a abscisão de folhas senescentes e a emissão de novos brotos. Contudo, a continuidade do desenvolvimento da cultura depende de chuvas em volumes que garantam a manutenção da umidade adequada no solo.
Apesar da melhora do cenário, as lavouras semeadas no final de outubro, assim como as cultivares de ciclo precoce, que se encontram nas fases de formação de vagens e enchimento de grãos, apresentam perdas consolidadas no potencial produtivo. A redução do porte das plantas, a diminuição do número de ramos laterais e a insuficiência de reservas hídricas comprometem o rendimento, especialmente nas áreas do Centro-Oeste do Estado.
Nas regiões mais a Leste, como o Planalto e Campos de Cima da Serra, o estresse hídrico foi atenuado e as condições climáticas ficaram mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura, mantendo o potencial produtivo das lavouras próximo ao projetado.Em termos de manejo, a elevação da umidade do ar e solo permitiu a intensificação de pulverizações de herbicidas em lavouras tardias e o reforço no controle fitossanitário preventivo, especialmente contra a ferrugem-asiática e, em determinadas regiões, contra alguns insetos-praga.
Milho
As recentes precipitações, em volumes mais elevados, também atingiram a Região Oeste do Estado, onde o déficit hídrico estava comprometendo o potencial produtivo. A reposição de umidade favoreceu as lavouras de milho, especialmente aquelas em desenvolvimento vegetativo e em início do período reprodutivo.
Houve a retomada do plantio de milho safrinha, e as lavouras semeadas tardiamente, em resteva de tabaco e feijão, estão em desenvolvimento vegetativo; algumas já entrando em floração. As condições atuais de umidade do solo estão adequadas. Porém, novas precipitações e temperaturas amenas serão essenciais, nos próximos dias, para garantir pendoamento e polinização adequados, além de evitar impactos negativos no enchimento de grãos.
As chuvas não afetaram o ritmo da colheita, que alcançou 38% da área projetada. Os resultados observados são satisfatórios, e muitas lavouras superam o potencial produtivo estimado inicialmente. As perdas causadas pela estiagem em janeiro estão concentradas nas lavouras em enchimento de grãos (19%), mas não têm abrangência uniforme. Outros 9% da cultura estão em floração e 10% em germinação e desenvolvimento vegetativo.
Na Região Leste do Estado, as precipitações foram mais regulares, e as lavouras nesse estágio fenológico foram mais beneficiadas.Pastagens
As pastagens anuais de verão recuperaram o seu desenvolvimento em decorrência da volta das chuvas e da maior umidade no solo, que também colaboraram para o aumento de oferta e melhor rebrote. Muitos produtores aplicaram adubações em cobertura para estimular as gramíneas. Os campos nativos apresentaram bom desenvolvimento, fornecendo pastagem de qualidade.
Bovinocultura de corte
Em razão das chuvas, melhorou a oferta de massa verde para os animais. A temporada reprodutiva segue em andamento, assim como os diagnósticos de gestação. Apesar da redução do calor no período, os bovinos ainda buscaram pastar nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, quando as temperaturas estavam mais amenas. Em relação ao aspecto sanitário, os ectoparasitas, especialmente moscas e carrapatos, foram controlados.
Bovinocultura de leite
As chuvas recentes contribuíram para a recuperação dos níveis de fontes e açudes e para a redução das temperaturas, mas ainda são exigidas estratégias para minimizar o estresse térmico nos rebanhos. Foi realizado controle eficaz de moscas e carrapatos. O estado corporal dos animais permaneceu satisfatório devido à nutrição adequada.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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fev 03 2025 Mais de 50 mil produtores rurais do RS deverão emitir nota eletrônica a partir desta segunda (3)
Publicado pela Fazenda, documento com o número da inscrição estadual dos contribuintes impactados busca auxiliar na transição
A partir desta segunda-feira (3/2), entra em vigor a obrigatoriedade do uso da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) para uma nova parcela de produtores rurais no Rio Grande do Sul. A medida, que altera o processo de documentação fiscal nas operações internas do setor agropecuário, abrange cerca de 50 mil profissionais que, nos anos de 2023 ou 2024, obtiveram receita bruta superior a R$ 360 mil com a atividade rural.
Para auxiliar no processo, a Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, publicou na última semana uma lista com os números de inscrição estadual dos contribuintes que precisarão se adaptar. Para conferir, basta clicar na Central de Conteúdo do Portal de Atendimento da Receita Estadual e buscar pela aba “produtor rural”.
A partir da data indicada, esses produtores deverão substituir o modelo 4 da Nota Fiscal, também conhecido como “talão do produtor”, pela versão eletrônica. Aqueles que ainda possuírem o talão impresso poderão utilizá-lo até 30 de junho de 2025, sendo o uso vedado a partir de 1º de julho. A exigência foi estabelecida após aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) em 27 de dezembro de 2024.
A obrigatoriedade da nota eletrônica será estendida a todos os produtores rurais do estado gaúcho, independentemente do faturamento, a partir de 5 de janeiro de 2026. Nessa data, o modelo 4 será definitivamente abolido. A transição será gradual para que os produtores, especialmente os de menor porte, possam se adaptar.
A mudança já vinha sendo implementada desde 2021 para os produtores que registraram faturamento superior a R$ 4,8 milhões em 2017. A ampliação da obrigatoriedade estava prevista para maio de 2024, mas foi adiada devido aos impactos das enchentes no Estado. A prorrogação foi solicitada pela Sefaz, considerando a necessidade de tempo para que os produtores afetados se recuperassem das catástrofes e pudessem se preparar para a mudança.
Como emitir a nota eletrônica
A NF-e é também chamada de modelo 55 e é utilizada para registrar a venda de mercadorias e a prestação de serviços. Já a NFC-e, ou modelo 65, é específica para o varejo e contempla as vendas diretas ao consumidor final.
Existem diferentes alternativas para fazer a emissão desses modelos. Entre elas, estão aplicativos próprios, aplicativos desenvolvidos por associações/cooperativas ou o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), disponibilizado pela Sefaz e utilizado somente via computador. Nesse contexto, visando proporcionar mais segurança e facilidade aos contribuintes, deverá ser implementada em breve a emissão de NFA-e com login gov.br para os produtores rurais pessoa física e pessoa jurídica com inscrição estadual.
No entanto, dentre as opções, a solução indicada pela pasta fazendária é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), que pode ser baixado gratuitamente no celular e acessado também por meio do login gov.br. A ferramenta permite a emissão simplificada da nota fiscal, deixando toda a complexidade tributária a cargo da Receita Estadual.
Para usar, os produtores devem preencher informações sobre a venda, como o produto, o cliente e dados sobre transporte. É possível, inclusive, gerar um QR Code da nota fiscal off-line, no meio da lavoura, por exemplo. Nesse caso, a nota é autorizada após o restabelecimento da conexão com a internet.
Idealizado pela RE e desenvolvido pela Procergs, o NFF foi concebido pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários (Encat), também com parceria do Sebrae Nacional, e é usado em praticamente todos os estados do país.
Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/inicial
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jan 30 2025 Câmara analisa projeto que zera alíquota do PIS e Cofins para adubos e defensivos
Atualmente, a isenção é válida apenas aos produtos classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi)
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto que zera as alíquotas do PIS/Pasep e Cofins para a importação e venda de adubos, fertilizantes e defensivos agropecuários, inclusive as versões biológicas desses produtos.
O Projeto de Lei 2022/22, de autoria do ex-deputado Marco Bertaiolli (SP), foi relatado pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR), que apresentou um substitutivo. O novo texto aproveita sugestões de uma proposta apensada (PL 4070/23).
Lupion disse que a ampliação da isenção tributária deve promover um tratamento mais igualitário entre diferentes tipos de empresas do setor agropecuário.
“A proposta se mostra ainda mais relevante no contexto atual, com alta do preço da produção agropecuária, causada pela alta dos preços dos insumos”, disse o relator.
Importadores
O projeto aprovado estende o benefício para quem comprar matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos, fertilizantes e agrotóxicos, independentemente de serem fabricantes ou não. A medida beneficia os importadores dessas matérias-primas, hoje excluídos da isenção.
A proposta também concede alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins para os seguintes produtos:
- corretivos de solo de origem mineral ou orgânica;
- inoculantes agrícolas produzidos a partir de microrganismos;
- lanolina;
- substratos para plantas;
- produtos destinados à alimentação de animais como bois, cavalos e peixes.
Além disso, a medida é mais ampla do que a legislação atual, que concede a isenção apenas aos produtos classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi), que é definida pelo governo federal.
Próximos passos
O projeto segue agora para análise em caráter conclusivo das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 30 2025 Banco Central cumpre expectativa do mercado e eleva juros básicos da economia para 13,25% ao ano
Essa foi a quarta alta seguida da Selic, taxa que está no maior nível desde setembro de 2023
A alta recente do dólar e as incertezas em torno da inflação e da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros.
Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de dezembro.
Essa foi a quarta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde setembro de 2023, quando também estava em 13,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.
Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e uma de 1 ponto percentual.
Controle da inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 0,52%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da bandeira verde nas contas de luz, o preço dos alimentos, principalmente da carne e de algumas frutas, continuou a subir.
Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,83% em 2024, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.
No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2025, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.
Previsão do IPCA pode ser revista
No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.
As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,5%, 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,96%.
Crédito mais caro
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.
O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,06% do PIB em 2025.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 30 2025 Produção de etanol de milho cresce 30% e ajuda setor em safra com menor moagem
Os dados são da União da Indústria de cana-de-açúcar; combustível produzido a partir da cana registrou queda de 1,8%
A produção de etanol de milho tem sido importante para manter o crescimento do setor no Centro-Sul do Brasil, mesmo diante da queda na moagem de cana-de-açúcar. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a fabricação do biocombustível a partir do milho cresceu 30%, enquanto o etanol produzido com cana registrou queda de 1,8%.
Até a primeira quinzena de janeiro, 19,5% do etanol fabricado no país teve o milho como base, e a previsão é que essa participação suba para 23% a 24% até o fim da safra, em março. No mesmo período, a moagem de cana caiu 4,85%, totalizando 613,998 milhões de toneladas.
Sem competição
Para Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da Unica, a expansão do etanol de milho complementa a produção de cana, permitindo a fabricação ao longo de todo o ano e aproveitando subprodutos, como o DDG (grãos secos de destilaria), usado na ração animal.
Já o presidente da Unica, Evandro Gussi, destacou que os dois tipos de etanol podem crescer sem competir entre si ou com a produção de açúcar.
“O Brasil não vive no mundo do ‘ou’, mas sim do ‘e’. O etanol de milho avança sem substituir o de cana, mantendo equilíbrio no setor”, afirmou.
Mercado global
A liderança do Brasil no setor de biocombustíveis também se fortalece diante da crescente demanda pelo SAF (Sustainable Aviation Fuel), o combustível sustentável de aviação. “Se toda a demanda projetada de SAF fosse suprida com etanol, seriam necessários quase 1 trilhão de litros. Mesmo com estimativas mais conservadoras de 200 a 300 bilhões de litros, a produção mundial precisaria triplicar. O Brasil é o país mais bem posicionado para liderar essa transição”, afirmou Gussi.
A Unica também prevê ganhos futuros de eficiência e produtividade tanto no etanol de cana quanto no de milho, garantindo uma matriz energética mais sustentável e competitiva para os consumidores.
Fonte: https://www.canalrural.com.br/
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jan 29 2025 CCGL anuncia distribuição de R$ 28 milhões de bonificação para produtores de leite
O valor foi aprovado pelas cooperativas associadas durante a Assembleia Geral Ordinária da CCGL
A Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) anunciou a participação dos produtores de leite nos resultados da industrialização de lácteos, referente ao ano de 2024. A aprovação do valor aconteceu nesta segunda-feira, 27, durante a assembleia geral ordinária, o total é de R$ 28 milhões que será distribuído entre todos os produtores CCGL que forneceram leite de forma ininterrupta ao longo do ano de 2024 e que estiverem ativos no sistema de fornecimento à cooperativa no dia 23 de abril de 2025, data estipulada para o pagamento.
O presidente da CCGL, Caio Vianna, explica que esta medida reafirma o compromisso da CCGL, que desde a implantação da indústria sempre distribui sobras diretamente aos produtores. “Para que fique evidente que ao fornecer leite no sistema CCGL o produtor está alimentando o seu próprio negócio, onde ele realmente é o dono. Além de vender o leite e receber o preço de mercado, quando o ano favorece e a indústria rentabiliza, os produtores também participam nos resultados”, pontua.
Para obter informações adicionais sobre o processo de distribuição, os produtores devem entrar em contato com suas cooperativas.
Fonte: Comunicação CCGL